domingo, 30 de Março de 2008

Virgem Peregrina de Fátima

Inicia-se hoje a visita a Grândola da 5ª imagem da Virgem Peregrina de Fátima, visita essa que decorrerá até ao próximo domingo, dia 06 de Abril de 2008, altura em que a imagem partirá para a paróquia de Santo André.
Do que estou a falar?

"Feita segundo indicações da Irmã Lúcia, a primeira Imagem da Virgem Peregrina de Fátima foi oferecida pelo Sr. Bispo de Leiria e coroada solenemente pelo Sr. Arcebispo de Évora, a 13 de Maio de 1947. A partir dessa data, a imagem percorreu, por diversas vezes, o mundo inteiro, levando consigo uma mensagem de paz e amor.

Tudo começou em 1945, pouco depois do final da 2ª Guerra Mundial, quando um pároco de Berlim propôs que uma imagem de Nossa Senhora de Fátima percorresse todas as capitais e as cidades episcopais da Europa até à fronteira da Rússia. A ideia foi retomada em Abril de 1946, por um representante do Luxemburgo no Conselho Internacional da Juventude Católica Feminina e, no ano seguinte, no mesmo dia da sua coroação, teve início a primeira viagem. Depois de mais de meio século de peregrinação, em que a Imagem visitou 64 países dos vários continentes, alguns deles por diversas vezes, a Reitoria do Santuário de Fátima entendeu que ela não deveria sair mais habitualmente, mas só por alguma circunstância extraordinária. Em Maio de 2000 foi colocada na exposição «Fátima Luz e Paz», onde foi venerada por dezenas de milhares de visitantes. Passados três anos, mais precisamente no dia 8 de Dezembro de 2003, solenidade da Imaculada Conceição, a Imagem foi entronizada na Basílica do mesmo Santuário de Fátima, tendo sido colocada numa coluna junto do Altar Mor.

A fim de dar resposta aos imensos pedidos, foram, entretanto, feitas várias réplicas da primeira Imagem Peregrina.

De todos os lados nos chegam relatos extraordinários pela presença da Imagem nas suas terras, das multidões que acorreram à sua passagem, de participações nunca antes verificadas nas várias celebrações, de um grande número de penitentes que se abeiraram do Sacramento da Reconciliação, da presença de pessoas que há muito não iam às igrejas, da afluência de gente de todo o tipo, das crianças, jovens, adultos e idosos, dos trabalhadores mais simples, dos pescadores, operários, artistas, desportistas, doentes, estudantes, presos, militares, políticos, presidentes, dos católicos, maometanos, protestantes, pagãos, das ruas engalanadas, dos lindíssimos ramos de flores, dos grandiosos cortejos, das pombas brancas que sobrevoaram e poisaram no andor, de milagres, da paz e do amor, de grandes frutos pastorais e de abundantes graças alcançadas."

António Valinho - secretário da Reitoria

sábado, 29 de Março de 2008

NETSIZE... O tamanho da vigarice!


No dia de ontem fui subitamente surpreendido por o meu telefone Vodafone me informar que não processava uma mensagem por insuficiência de saldo!

Estranhei, não enviara nenhuma mensagem e já há uns dias que não efectuava telefonemas nem enviava mensagens com ele, por conseguinte nada podia ter acabado com o seu saldo.

No entanto fui ver o valor do mesmo e para minha surpresa verifiquei que era de apenas uns cêntimos! De imediato fui consultar as últimas chamadas na minha conta no site da Vodafone.

Descobri a existência de várias chamadas para o número 913345 com a descrição SMSNETSIZE, chamadas que eu não realizara de certeza absoluta!

Contactei o serviço de apoio ao cliente da Vodafone, que me informa que eu tenho um contrato com a empresa Netsize e que cada mensagem SMS que essa empresa me envie, me custa 2,00€...

Protestei desconhecer essa empresa e por conseguinte não poder ter celebrado qualquer contracto com ela... No entanto, o serviço de apoio ao cliente, alega ser uma empresa estranha à Vodafone e que por isso não podiam fazer nada, que eu deveria contactar a empresa em causa!

Agora expliquem-me como uma empresa estranha à Vodafone, sem qualquer documento assinado por mim, pode obter da Vodafone o pagamento de 2,00€ por cada SMS que envia para o meu telemóvel?

A isto só posso chamar uma coisa: VIGARICE!!!!

E o que mais me transtorna, é que uma empresa em quem confio à tantos anos, que ainda sou cliente dela do tempo em que se chamava Telecel, se tornou cúmplice numa vigarice!

Sei que a economia deste país vive tempos de crise, mas isso não pode justificar que uma empresa, que pretende ser credível, colabore em vigarizar os seus próprios clientes!

Ps: Já depois de ter escrito este texto fiz uma breve pesquisa na Internet sobre o assunto, deparei-me com inúmeras queixas, por exemplo esta no Queixas.co.pt tem reclamações desde 26 de Maio de 2006 até 28 de Fevereiro de 2008.
O que se passa neste país? Não sabia que tinham tornado legal o roubo via telemóvel!

Pss: Ás 16:30 horas do dia 31 de Março de 2008, fui contactado pela Vodafone. Mais uma vez afirmam o seu alheamento à questão uma vez que a Netsize é uma empresa exterior à Vodafone. Mas procederam ao cancelamento do pseudo contrato entre mim e a Netsize e vão efectuar a devolução dos valores deduzidos da minha conta.

Tenho de reconhecer a atitude correcta da Vodafone, no entanto torna-se necessário, que quem de direito neste país, tome medidas de forma a que a Netsize e/ou empresas similares não actuem abusivamente!

sexta-feira, 28 de Março de 2008

Lembrar e esquecer: desejos da memória II

Sirva-mo-nos de um aforismo de Nietzs­che:
Fiz isso – diz minha memória. Não posso ter
feito isso – diz meu orgulho e permanece
inexorável. No final, a memória cede.
Nietzsche aponta que entre memória e es­quecimento existe um embate onde a força da lembrança é vencida pela força do orgu­lho. O que está em jogo é a preservação da identidade contra a segregação que a ame­aça. A constituição de uma memória de­manda a exclusão daquilo que põe em cho­que a imagem que se procura preservar.
O esquecimento é um ato que requer for­ças muito intensas para sua realização e pode ser pensado como libertador, como uma pos­sibilidade de sossego ou uma porta que permite a entrada do novo. Por isso, Nietzs­che critica as tendências do senso comum de tratar o esquecimento como uma determina­ção negativa, de não reconhecer seu carácter activo e positivo: “Esquecer não é apenas uma força inercial, como crêem os superficiais, mas uma força inibidora, activa, positiva no mais rigoroso sentido [...] o esquecimento é uma espécie de guardião da porta, de zela­dor da ordem psíquica, da paz, da etiqueta: com o que logo se vê que não poderia ha­ver felicidade, jovialidade, esperança, orgu­lho, presente, sem esquecimento”. (Nietzs­che, 1978)
Neste jogo entre lembrar e esquecer, as imagens fotográficas cumprem seu papel: são legitimadoras de acontecimentos que queremos preservar. Cada fotografia que ti­ramos é uma maneira de dizer à nossa me­mória o que deve ser guardado e o que deve ser esquecido, numa tentativa de construir e comprovar um passado. Ao conservá-las ou contemplá-las estabelecemos um ritual de culto doméstico, através do qual reafirma­ mos a nossa identidade no meio social em que estamos inseridos.
A característica fragmentária da fotogra­fia permite registrar apenas aquilo que dese­jamos lembrar e possibilita escolher e cons­truir uma história fotográfica própria, mui­tas vezes diversa da verdadeira. O anseio por exercer controle sobre nossa própria fe­licidade nos incita a tirar fotografias, porque através da imagem transitamos o caminho da auto-ilusão.

quinta-feira, 27 de Março de 2008

A sapiência milenar chinesa...

Uma das minhas actuais leituras é uma obra intitulada "A arte de vencer", editada pela Fronteira do Caos, trata-se de um compilação de dois clássicos chineses da estratégia, o "Wei Liao-tzu" e o "Ssu-ma Fa".
Na leitura do "Wei Liao-tzu" deparei-me com um parágrafo que não deixei de extrapolar para os tempos actuais e para a situação politica-económica de Portugal, em pleno século XXI.
Se calhar até estou errado e por isso não transcrevo as minhas conclusões, limito-me a transcrever o parágrafo e a deixar ao poder de análise, de cada um, obter as conclusões comparativas.
"O Estado de um verdadeiro rei enriquece o povo; o Estado de um senhor hegemónico enriquece os oficiais. Um Estado que se limita a sobreviver, enriquece os altos cargos, e um Estado que está prestes a perecer, enriquece os seus próprios celeiros e armazéns. Chama-se a isto «o topo está cheio enquanto o porão tem rombos». Quando chega o desastre, não existem meios para efectuar um resgate."

quarta-feira, 26 de Março de 2008

Fundamentos Ambientais I

Porque muitas civilizações antigas – como a dos sumérios, a dos maias, a dos astecas e a da ilha da Páscoa, cujos povos viveram em povoados ou cidades , desapareceram? Muitas delas foram destruídas pela invasão de outros povos, que cobiçaram suas riquezas, mas outras desapareceram por terem descuidado do “meio” ambiente nas cidades e em volta delas (Liebmann, 1976; UNDP et al., 2000; Diamond, 2005).
Mesmo quando a civilização não desaparecia, ocorriam catástrofes, como o caso da peste negra, que dizimou 13 milhões de habitantes na Europa medieval. O desconhecimento da doença foi agravado pela ausência de saneamento básico, como o não tratamento do esgoto e a falta de destino adequado do lixo.
Quando as cidades ficavam inabitáveis, isto é, se tornavam cidades fantasmas tomadas ou pela vegetação nativa ou pelo deserto, isso não queria dizer que toda a população desaparecia. Muitos conseguiam sobreviver em áreas rurais, campos e florestas. Mas e hoje? Actualmente, se você sair de sua cidade, como está a zona rural? Os campos, as florestas, as nascentes e os rios estão sendo conservados? Você tem onde encontrar água boa e limpa e comida na zona rural em torno da sua cidade se faltar luz, água e comida durante um mês na cidade? A água e o alimento serão suficientes para toda a população da cidade? Durante um período seco prolongado ou por falta de energia para bombear a água ou devido a uma greve de motoristas que trazem os alimentos de outras regiões?
Produzimos montanhas de esgoto e de lixo, sem nos preocuparmos com o que é feito com eles. Você sabe se há tratamento do esgoto na sua cidade? Para onde vão os dejectos da sua casa, da sua empresa, depois de apertar a descarga ou de o lançar pelo ralo? Corremos o risco de ficar sem água limpa e sem comida, na cidade e no campo. E, pior ainda, a produção exagerada de lixo obriga os governantes a gastar rios de dinheiro para preparar aterros sanitários ou para pagar pelo uso de aterros sanitários de outras cidades, com risco de sermos encobertos pelo próprio lixo, se os lixeiros fizerem greve por uma semana ou mais. Esse dinheiro público poderia ser utilizado em ações e em obras mais úteis. Não acha?
Depende de nossa colaboração!
A vida na Terra só é possível porque a natureza nos dá o ambiente onde encontramos as condições de que precisamos para viver e produzir. Existe a estrutura natural que dá apoio à produção de determinados serviços ambientais (UNDP et al.,2000), como as matas ao longo dos rios (estruturas) que ajudam a manter a água limpa (serviço).

terça-feira, 25 de Março de 2008

Desenvolvimento sustentado e governação

Nos últimos 20 anos, o papel da sociedade tem assumido maior relevância, considerada como um dos agentes capazes de responder às necessidades dos novos modelos de desenvolvimento e de democracia num mundo de globalização, muitas vezes associado ao desenvolvimento sustentado e à governação.
O desenvolvimento sustentado pode tornar-se uma referência global se incluir as dimensões social, cultural, económica, ecológica e política.
Este desenvolvimento inscreve-se numa nova maneira de governar a que se chama “governação”.
A definição mais corrente do desenvolvimento sustentado é a utilizada desde 1987 pela Comissão Internacional das Nações Unidas sobre o desenvolvimento:
“… um desenvolvimento que responde às necessidades actuais sem comprometer a capacidade das gerações vindouras em satisfazer as suas próprias necessidades”.
A governação ultrapassa a própria democracia porque implica igualmente que a eficácia deve servir simultaneamente a democracia e o desenvolvimento. Inclui uma noção de participação porque convida a sociedade civil a participar no debate público sobre o desenvolvimento social.
A governação é, com efeito, a capacidade do Estado, dos actores sociais e dos agentes económicos garantirem a gestão sistemática da democracia, dos negócios e da equidade.
Ela própria está em relação com os mecanismos das relações internacionais e diz respeito aos sistemas executivos encarregados de elaborar e de fazer aplicar os regulamentos internacionais.

segunda-feira, 24 de Março de 2008

Glossário de Airsoft (de F a L)


Fire Selector Switch - Selector de Tiro
Selector que permite alternar entre modos de tiro, tipicamente os modos são: Safe, Semi-Auto, Auto, Burst.

FN Fabrique Nationale ou FN Herstal
Fabricante de armas reais belga. Arma como Browning Hi-Power e FN P-90 são da sua responsabilidade.

FPS Feet Per Second ou Pés por segundo
Corresponde á média usada para medir a velocidade de saída da BB.
Esta média permite juntamente com o peso da BB determinar a força da BB medida em joules.

GBB - Gas Blow-Back
Mecanismo presente em grande parte das pistolas de airsoft. A BB é impelida para fora através de gás armazenado no interior da arma. O sistema de acção assemelha-se as reais pois a corrediça move-se para a frente e para trás entre disparos.

Ghille / Ghille Suit
Camuflagem usada pelo sniper, que permite um camuflado bastante eficaz. Esta é feita para se assemelhar ao máximo com a vegetação existem no local de acção. Para uma eficácia máxima o Ghille tem que ser costumizado para cada operação.

G.O.E. - Grupo de Operações Especiais da PSP
Força policial de elite da Policia de Segurança Pública.

H&K - Heckler & Koch
Marca alemã de armas reais responsáveis pelo fabrico das conhecidas, G3, MP5 e G36 entre muitas outras.

Hi-Cap / High-Cap
Carregadores de alta capacidade. Este tipo de carregadores permitem levar até algumas centenas de BB's num só. Normalmente existe uma roda que tem que ser girada para colocar BB's dentro do alimentador do carregador. Estes carregadores tem como grande desvantagem o barulho que provocam e caso não seja feita uma manutenção correcta dão alguns problemas.

HOP-UP (HOP)
Mecanismo presente na maioria das armas de airsoft que permite aumentar distância do tiro.
O sistema contem um pequena peça de borracha que e empurrada por um buraco no fim do cano. Quando um BB é disparada passa pelo hopup ganhando rotação "back-spin", isto faz com que a BB percorra mais distância.

ICS - I Chih Shivan Enterprise Co.
Fabricante de Replicas para airsoft e respectivos acessórios.

IMI - Israel Military Industries
Fabricante de armas reais, responsáveis pela produção de por exemplo a Uzi e a Galil.

Joule
Unidade de mediada de energia. É usada para medir a força cinética da BB's.
Em Portugal, a lei 05/2006 permite um máximo de 1.3 Joules nas armas de Airsoft, equivalente a 374.07 FPS.

domingo, 23 de Março de 2008

Domingo de Páscoa

Hoje celebrou-se o Domingo de Páscoa!

Porquê hoje?

Na
religião cristã, designa-se por Domingo de Páscoa o primeiro domingo após a primeira lua cheia ocorrida após o equinócio de Março (21 ou 22 desse mês). Assim, poderá ocorrer entre 22 de Março e 25 de Abril.
O que é a Páscoa?

A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo que teria ocorrido nesta altura do ano em 30 ou 33 d.C. o termo pode referir-se também ao período do ano canónico que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao Pentecostes.

Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egipto.

A palavra Páscoa advém, exactamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egipto para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.

A última ceia partilhada por Jesus e pelos discípulos é considerada, geralmente, um “seder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos atermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pesach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta festividade.
Origem dos Símbolos da Páscoa

É sugerido por alguns historiadores que muitos dos actuais símbolos ligados à Páscoa (especialmente os ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa) são resquícios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre que, depois, foram assimilados às celebrações cristãs do Pessach, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os persas, romanos, judeus e arménios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.

Ishtar tinha alguns rituais de carácter sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais.

Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no principio do 1º milénio depois de Cristo, fundindo-a com outra festa popular da altura chamada de Páscoa. Mesmo assim, o ritual da decoração dos ovos de Páscoa mantém-se um pouco por todo o mundo nesta festa, quando ocorre o equinócio da primavera.

Páscoa no Cristianismo

Segundo o Novo Testamento, Cristo é o sacrifício da Páscoa. Isso pode ser visto como uma profecia de São João Baptista, no Evangelho de São João: "Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo" (João, 1:29) e uma constatação de São Paulo "Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado." (1Co 5:7). Na missa, os católicos repetem a frase de João Baptista.

Jesus Cristo, desse modo, é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus que foi imolado para salvação e libertação de todos do pecado. Para isso Deus teria designado sua morte exactamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado.

A sequência da liturgia para todos os domingos do Ano Cristão está na dependência da Páscoa, excepto os domingos do Advento, que são sempre quatro Domingos antes do Natal, não importando se cai no Domingo ou em outro dia da semana.

Como, segundo a tradição cristã sustentada no Novo Testamento, Jesus ressuscitou num Domingo, surgiu a prática de algumas igrejas se reunirem aos domingos (literalmente, Dia do Senhor), e não aos sábados, como fazem os judeus(sabbath). Esta tradição foi modificada posteriormente por algumas igrejas protestantes(como a Adventista do Sétimo Dia) que retornaram ao costume judeu de guardar o sábado.

sábado, 22 de Março de 2008

A alma de um computador II

A arquitectura básica de qualquer computador completo, seja um PC, um Macintosh ou mesmo um computador de grande porte, é formada por apenas 5 componentes básicos: processador, memória RAM, disco rígido, dispositivos de entrada e saída e softwares.

O processador é o cérebro do sistema, encarregado de processar todas as informações. Porém, apesar de toda sua sofisticação, o processador não pode fazer nada sozinho. Para termos um computador funcional, precisamos de mais alguns componentes de apoio: memória, unidades de disco, dispositivos de entrada e saída e finalmente, os programas a serem executados.

A memória principal, ou memória RAM, é usada pelo processador para armazenar os dados que estão sendo processados, funcionando como uma espécie de mesa de trabalho. A quantidade de memória RAM disponível, determina quais actividades o processador poderá executar. Um engenheiro não pode desenhar a planta de um edifício sobre uma carteira de escola. Caso a quantidade de memória RAM disponível seja insuficiente, o computador não será capaz de rodar aplicativos mais complexos. O IBM PC original, lançado em 1981, por exemplo, possuía apenas 64 Kbytes de memória e por isso era capaz de executar apenas programas muito simples, baseados em texto. Um PC actual possui bem mais memória: 64 MB, 128 MB ou mais, por isso é capaz de executar programas complexos.
A memória RAM é capaz de responder às solicitações do processador numa velocidade muito alta. Seria perfeita se não fossem dois problemas: o alto preço e o fato de ser volátil, ou seja, de perder todos os dados gravados quando desligamos o micro.

Já que a memória RAM serve apenas como um rascunho, usamos um outro tipo de memória para guardar arquivos e programas: a memória de massa. O principal dispositivo de memória de massa é o disco rígido, onde ficam guardados programas e dados enquanto não estão em uso ou quando o micro é desligado. Disquetes e CD-ROMs também são ilustres representantes desta categoria de memória.
Para compreender a diferença entra a memória RAM e a memória de massa, você pode imaginar uma lousa e uma estante cheia de livros com vários problemas a serem resolvidos. Depois de ler nos livros (memória de massa) os problemas a serem resolvidos, o processador usaria a lousa (a memória RAM) para resolvê-los. Assim que um problema é resolvido, o resultado é anotado no livro, e a lousa é apagada para que um novo problema possa ser resolvido. Ambos os dispositivos são igualmente necessários.
Os sistemas operacionais actuais, incluindo claro a família Windows, permitem ao processador usar o disco rígido para gravar dados caso a memória RAM se esgote, recurso chamado de memória virtual. Utilizando este recurso, mesmo que a memória RAM esteja completamente ocupada, o programa será executado, porém muito lentamente, devido à lentidão do disco rígido.
Para permitir a comunicação entre o processador e os demais componentes do micro, assim como entre o micro e o usuário, temos os dispositivos de I/O “input/output” ou “entrada e saída”. Estes são os olhos, ouvidos e boca do processador, por onde ele recebe e transmite informações. Existem duas categorias de dispositivos de entrada e saída:

A primeira é composta pelos dispositivos destinados a fazer a comunicação entre o usuário e o micro. Nesta categoria podemos enquadrar o teclado, mouse, microfone, etc. (para a entrada de dados), o monitor, impressoras, caixas de som, etc. (para a saída de dados).
A segunda categoria é destinada a permitir a comunicação entre o processador e os demais componentes internos do micro, como a memória RAM e o disco rígido. Os dispositivos que fazem parte desta categoria estão dispostos basicamente na placa mãe, e incluem controladores de discos, controladores de memória, etc.
Como toda máquina, um computador, por mais avançado que seja, é burro; pois não é capaz de raciocinar ou fazer nada sozinho. Ele precisa ser orientado a cada passo. É justamente aí que entram os programas, ou softwares, que orientam o funcionamento dos componentes físicos do micro, fazendo com que eles executem as mais variadas tarefas, de jogos à cálculos científicos.

Os programas instalados, determinam o que o micro “saberá” fazer. Se você quer ser um engenheiro, primeiro precisará ir a faculdade e aprender a profissão. Com um micro não é tão diferente assim, porém o “aprendizado” é não é feito através de uma faculdade, mas sim através da instalação de um programa de engenharia, como o AutoCAD. Se você quer que o seu micro seja capaz de desenhar, basta “ensiná-lo” através da instalação um programa de desenho, como o Corel Draw! e assim por diante.
Toda a parte física do micro: processadores, memória, discos rígidos, monitores, enfim, tudo que se pode tocar, é chamada de hardware, enquanto os programas e arquivos armazenados são chamados de software.

Existem dois tipos de programas, chamados de software de alto nível, e software de baixo nível. Estas designações não indicam o grau de sofisticação dos programas, mas sim com o seu envolvimento com o Hardware.

O processador não é capaz de entender nada além de linguagem de máquina, instruções
relativamente simples, que ordenam a ele que execute operações matemáticas como soma e multiplicação, além de algumas outras tarefas, como leitura e escrita de dados, comparação, etc.

sexta-feira, 21 de Março de 2008

Lembrar e esquecer: desejos da memória

Num de seus contos – Funes, el memo­rioso – Borges nos mostra do que seríamos privados caso o esquecimento resultasse uma tarefa impossível. O protagonista, Funes, após sofrer um golpe na cabeça adquire dois surpreendentes talentos: uma percepção ab­soluta das coisas e uma memória notavel­mente poderosa. Capaz de narrar interminavelmente e com exactidão tudo aquilo que havia visto, ouvido, tocado, cada detalhe per­ceptível e cada instante vivido era imediata­mente convertido em lembrança.

O que Funes percebia nos mais mínimos detalhes em um dado momento era imediata­mente confrontado por uma nova percepção dessa mesma coisa junto às intermináveis nuances que uma mudança de movimento, iluminação e postura implicavam. O perso­nagem de Borges, diante de tantas memórias e percepções diversas de uma mesma coisa, sentia-se impossibilitado de compreender o mundo que o rodeava.

A formulação de um conceito implica pos­tular a identidade e a permanência de al­guma coisa; portanto precisa do esqueci­mento. Uma memória plena, como a de Fu­nes, que não se distinguisse da consciência, que não diferenciasse o percebido do lem­brado, não seria apenas insuportável, seria impossível. O esquecimento é imprescindí­vel para a evocação da lembrança e para a própria constituição da memória. Somente lembramos porque somos capazes de esque­cer.

Entre os tantos estímulos que nos chegam do mundo escolhemos, consciente ou in­conscientemente, aqueles que guardaremos em nossa memória e aqueles que serão es­quecidos. Poderíamos então perguntar: o que nos faz esquecer? O que estaria regendo nossas escolhas entre o que deve e o que não deve ser guardado na memória?
Amalia Creus

quinta-feira, 20 de Março de 2008

Grândola contra fecho nocturno do SAP

António Cotrim, LUSA

Perto de 1.500 pessoas participaram esta quinta-feira numa marcha de protesto pelo IP1, em Grândola, contra o encerramento nocturno do Serviço de Atendimento Permanente local. A ministra da Saúde diz-se disponível para dialogar, mas garante que a “reorganização de atendimentos é para manter”.

A acção de protesto foi convocada no início da semana pela Comissão de Acompanhamento Permanente dos Assuntos do Centro de Saúde de Grândola, que integra a Comissão de Utentes daquela unidade, o provedor da Misericórdia e vários órgãos da Câmara Municipal, incluindo o presidente Carlos Beato.

O presidente da Câmara de Grândola encabeçou, de resto, a manifestação desta quinta-feira, com cerca de 1.500 pessoas a lançarem palavras de ordem contra o encerramento nocturno do SAP, concretizado após o incêndio que a 24 de Outubro destruiu a sala de urgências do serviço.

De acordo com o autarca de Grândola, o Ministério da Saúde havia dado garantias de que o horário anterior ao incêndio – 24 horas por dia – seria reposto logo que as obras de recuperação da sala de urgências estivessem concluídas. A sala foi entretanto recuperada, mas o SAP permanece a funcionar apenas no horário diurno, das 9h00 às 21h00.

Carlos Beato exige que o Governo cumpra o que prometeu.

“Esta manifestação é pelo cumprimento da palavra dada pelo Ministério da Saúde, que não cumpriu aquilo que por escrito assumiu com o município de Grândola”, afirmou o autarca, em declarações à RTP.

O Ministério da Saúde, prosseguiu Carlos Beato, garantiu que “o Centro de Saúde não encerraria à noite sem que houvesse uma audiência prévia com o município”. “Como isso não aconteceu, estamos aqui a dizer que não aceitamos comportamentos desses e não merecemos comportamentos desses”, rematou.

Ministra da Saúde defende “política de reorganização de atendimentos”

A ministra da Saúde já anunciou que conta reunir-se “muito em breve” com o presidente da Câmara Municipal de Grândola para debater a situação do Centro de Saúde local. No entanto, Ana Jorge ressalva que “a política de reorganização dos atendimentos é para manter”. E desdramatiza a possibilidade de a contestação popular regressar às ruas.

“Aquilo que está a ser considerado em relação à política de reorganização dos atendimentos foi definido pelo Governo e é para manter”, frisou à RTP a ministra da Saúde.

Quanto à possibilidade de uma reedição dos protestos que desgastaram o seu antecessor na pasta, Ana Jorge procurou desdramatizar esse cenário.

“As pessoas têm o direito de se manifestarem e nós temos o direito de as informar, proteger e de desenvolver serviços que sejam competentes e seguros para a saúde dos portugueses”, afirmou.

Carlos Santos Neves, RTP
2008-03-20 19:40:59

quarta-feira, 19 de Março de 2008

Todos nós somos responsáveis pelo ambiente...


Todos nós somos responsáveis pelo ambiente que nos rodeia, é comum ouvirmos as pessoas queixarem-se das alterações climatéricas, da contribuição que para isso tem as grandes empresas e os grandes países industriais.


Mas quantas vezes não utilizamos o automóvel para uma curta viagem de algumas centenas de metros para ir beber um café? Parecendo que não esse pequeno gesto multiplicado pelos milhões de veículos automóveis, existentes no planeta Terra, significa uma quantidade astronómica de CO2 a contribuir para o efeito estufa que nos rodeia!


A solução para esses hábitos terá de partir da formação, quer a escolar, quer a realizada no seio familiar, temos de incutir nos nossos jovens hábitos que contribuam para a preservação do ambiente.
Resido neste momento a cerca de dois quilómetros do centro da vila, aonde me desloco diariamente, por vezes até mais de uma vez, normalmente faço-o a pé, mas noto imensas vezes a estranheza das pessoas quando se apercebem desse facto.


Há dias quando contactado por um cliente para um serviço de assistência técnica ao domicilio, indiquei-lhe a hora mais adequada para mim, recebi a resposta que não era possível porque a essa hora iria buscar o filho à escola, considerando que o cliente reside a pouco mais de um quilómetro da escola do filho, inquiri porque razão o filho não se deslocava de bicicleta para a escola, o espanto demonstrado pelo meu interlocutor na sua resposta deixou claro que eu acabara de dizer uma heresia.


É óbvio que este jovem quando for adulto, seguirá os ensinamentos que recebeu na sua infância, ou neste caso já na sua adolescência, o seu meio de transporte será sempre o automóvel, mesmo que em causa estejam distâncias ridículas!


No entanto felizmente vamos verificando que algumas coisas vão mudando nas grandes empresas/grandes poluidores:

Galp alia-se à Algafuel para produzir microalgas em Sines

A Galp Energia assinou, ontem, uma parceria com o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) e a empresa Algafuel, tendo em vista a constituição de um consórcio para a produção de biomassa e biocombustíveis a partir da cultura de microalgas e da respectiva sequestração de dióxido de carbono (CO2) na refinaria de Sines. Esta é, segundo Ferreira de Oliveira, presidente executivo da Galp, uma forma de «cumprir com as responsabilidades para com a comunidade que suporta o nosso negócio».

O projecto vai envolver um investimento entre 1 e 2 milhões de euros. Numa primeira fase, será constituída, pela Algafuel, uma zona piloto de cerca de um hectare, depois de feitos todos os estudos e análises de modo a encontrar as espécies mais adequadas ao local e aos gases emitidos. A empresa espera que, em 2009, o protótipo já esteja a funcionar.

O INETI ficará responsável pela definição do momento ideal para a colheita e pela extracção do óleo da biomassa resultante da “criação” de microalgas. Esse óleo será depois refinado na biorrefinaria de Sines, que entrará em funcionamento, segundo Ferreira de Oliveira, em 2010. Depois da fase piloto, iniciar-se-á a produção a uma escala industrial, ainda sem data prevista. «Acredito que vamos estar em pé de igualdade com as grandes multinacionais», afirmou o responsável da Galp, acrescentando que «sendo mais pequenos podemos ser mais ágeis e ambiciosos».

Cada tonelada de microalgas produzida consome cerca de duas toneladas de CO2, tendo ainda uma acumulação intracelular de lípidos que pode atingir 60 a 70 por cento do seu peso seco. Estes organismos constituem-se, assim, como uma boa solução para as unidades de produção industrial cuja actividade seja condicionada pelas emissões de dióxido de carbono ou óxidos de azoto. Por cada 20 toneladas de crude refinado em Sines, são emitidas 4 toneladas de CO2 que, se utilizadas para alimentar as microalgas, produzirão duas toneladas de biomassa e uma tonelada de biocombustível.

Autor / Fonte
Sofia Vasconcelos
Ambiente Online

terça-feira, 18 de Março de 2008

A CIDADANIA E A SOCIEDADE CIVIL


O Escutismo pode e deve desenvolver um papel primordial na sociedade civil, este “terceiro poder” crescente entre o governo e o mundo dos negócios. A sociedade civil é um magma complexo… sendo este o seu principal trunfo e, simultaneamente, a sua principal fraqueza. Ela própria não tem fronteiras e é pouca estruturada. É uma rede de redes, com tendências variadas – que se definem unicamente pelo que ela não é: nem um governo nem uma empresa.


A Sociedade civil: para uma definição do conceito Como o refere a história da filosofia política, as definições da sociedade civil são numerosas em função dos diferentes pontos de vista. A expressão “sociedade civil” passou a estar na moda há alguns anos atrás porque tornou-se sinónimo do que está “bem” e “desejável”. Consequentemente, os diferentes actores sociais apressaram-se a utilizar esta expressão, se bem que o significado que lhe atribuem pode variar consideravelmente.


Esta é uma definição realista que permite identificar mais facilmente as características, os actores e as funções da sociedade civil:
  • a sociedade civil existe entre o sector público e o sector privado;
  • representa o espaço no qual nos colocamos quando nos comprometemos com actividades que não fazem parte das esferas governamentais ou comerciais;
  • refere-se a um espaço cívico no qual os indivíduos desenvolvem papeis sociais e negoceiam com os governos as condições de uma sociedade melhor;
  • compreende grupos e indivíduos livremente reunidos, agrupados;
  • enquanto que o sector privado procura o lucro, a sociedade civil procura o consenso e a maneira de trabalhar a integração e a cooperação. É graças ao contrapeso da sociedade civil que o mundo evolui de maneira social.

As funções da sociedade civil são:
  • agir na qualidade de mediador
  • oferecer-se como um contra poder, aumentando assim a responsabilidade do Estado
  • ser um vector de participação dos cidadãos
  • promover a coesão e a igualdade social
  • desenvolver o sentido da comunidade
  • promover a aprendizagem e a socialização
  • estimular a pluralidade
  • criar uma capacidade social

segunda-feira, 17 de Março de 2008

Glossário de Airsoft (de C a E)

CA - Classic Army
Um dos "grandes" fabricantes no Airsoft. Localizada em Hong-Kong especializou-se em construir AEG's e acessórios para as mesmas. www.classicarmy.com

Calibre
Medida do diâmetro do projéctil.
No airsoft por norma usa-se BB's de 6mm.

Carbine
Arma de tamanho mais reduzido (cano mais reduzido) e mais leve, sendo indicadas para acções mais tácticas.

Chronograph ou crony
Aparelho para medir a velocidade de saída de uma BB.
Este aparelhos funcionam através de sensores de luminosidade que me analisam as falhas na luminosidade existe, medindo o tempo de passagem entre dois pontos.

Clip, Carregador ou Mag
Acessório onde se colocam as munições.
No caso do airsoft é onde se colocam as BB's para serem usadas na arma de jogo.
Existem com diversos formatos e com capacidades distintas.
No Airsoft são chamados de Low-cap (baixa capacidade), High-cap (capacidade alta), Real-Cap (capacidade real) e Drum boxes (Capacidades elevadas).

Cocking Handle - Ferrolho
Peça que permite carregar, recarregar e armar a arma.

CQB Close Quarters Battle ou Close Quarters Combat
CQB designa um conjunto de tácticas e metodologias usadas em combate de curso alcance. Estas tácticas diferem em muito das usadas em mato ou espaços abertos baseando-se muito na rapidez e agressividade da acção.

Delta Force
Uma das mais conhecidas forças especiais norte-americanas.

Double-Action
Tipo de recarregamento, tiro único e recarregamento manual integrado.
Para recarregar basta apenas puxar o gatilho, fazendo com que ao se puxar o gatilho a bala seja colocada em posição de disparo.

DPM - Disruptive Pattern Material
DPM é o nome oficial dado ao padrão de camuflagem usado pelo exército inglês.
O seu objectivo é quebrar as formas do corpo humano.

EBB Electric Blow-Back
É um tipo de réplica de airsoft com mecanismo de recarga "blow-back" que como o nome indica e alimentado electricamente por 4 pilhas 1.5v AA. Este sistema não é tão realístico como o sistema GBB.


domingo, 16 de Março de 2008

Todo o terreno

Hoje vou escrever sobre o todo o terreno!

Mentira... A minha experiência na matéria está longe de ser a suficiente para escrever sobre o assunto!

Foi um gosto que adquiri no serviço militar obrigatório graças aos muitos quilómetros efectuados ao volante dos Unimog 411, conhecidos na gíria pela alcunha de "burrito do mato", quantas e quantas vezes eles passaram em lugares onde muita gente pensava que uma viatura não poderia circular!

Daí e do meu gosto pelos espaço livres surgiu o óbvio desejo de um dia possuir uma viatura que me permitisse circular fora das estradas normais.

À falta de orçamento para isso, muitas vezes são os automóveis que conduzo que se transformam em improvisadas viaturas todo o terreno, com os inevitáveis problemas para a sua estrutura e ou mecânica, que muitas vezes se tornam bem dolorosos para o meu orçamento.

Neste momento a viatura dos meus sonhos é produzida no país vizinho, é um clone da viatura adoptada pelas forças militares americanas o Humvee, ou da sua versão civil o Hummer.
Neste caso trata-se de um Uro Vamtac:




video


sábado, 15 de Março de 2008

O sacramento da confissão

Hoje em Grândola, foi dia de confissões para a preparação dos católicos da paróquia para as celebrações da Semana Santa.


Regressado a casa, pus-me a pensar, se este é um momento de relevo na minha prática religiosa, também seria digno de algumas linhas no blog.

O que é a Confissão?
Vejamos os que diz uma fonte não religiosa, a Wikipédia:

A confissão, reconciliação, sacramento da penitência ou sacramento do perdão é um sacramento que envolve a admissão de pecados perante um padre, presbítero ou bispo que neste momento atua em nome de Cristo, e o recebimento do perdão das faltas confessadas e de uma penitência.


Arrependimento

Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, além do perdão dos pecados conferido pelo Baptismo, é necessário o sacramento da penitência "porque a nova vida da graça, recebida no Baptismo, não suprimiu a fragilidade da natureza humana nem a inclinação para o pecado (isto é, a concupiscência), Cristo instituiu este sacramento para a conversão dos baptizados que pelo pecado d’Ele se afastaram." (n. 297).

Os actos do penitente são "um diligente exame de consciência; a contrição (ou arrependimento), que é perfeita, quando é motivada pelo amor a Deus, e imperfeita, se fundada sobre outros motivos, e que inclui o propósito de não mais pecar; a confissão, que consiste na acusação dos pecados feita diante do sacerdote; a satisfação, ou seja, o cumprimento de certos actos de penitência, que o confessor impõe ao penitente para reparar o dano causado pelo pecado." (n. 303).

"Devem-se confessar todos os pecados graves ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois dum diligente exame de consciência. A confissão dos pecados graves é o único modo ordinário para obter o perdão." (n. 304)

A penitência desempenha a função de perdoar os pecados do indivíduo, e assim alcançando a absolvição ou o perdão de Deus.

Cuidados pastorais

Sobre este sacramento Bento XVI na Exortação apostólica Sacramentum Caritatis, ( n.21) disse: "O Sínodo lembrou que é dever pastoral do bispo promover na sua diocese uma decisiva recuperação da pedagogia da conversão que nasce da Eucaristia e favorecer entre os fiéis a confissão frequente. Todos os sacerdotes se dediquem com generosidade, empenho e competência à administração do sacramento da Reconciliação, limitando a prática da absolvição geral exclusivamente aos casos previstos, permanecendo como forma ordinária de absolvição apenas a pessoal."

Exame de consciência
  • Amar a Deus sobre todas as coisas. Não ter outros deuses.
  • Não tomar o nome de Deus em vão.
  • Guardar os dias sagrados e festivos.
  • Não fazer ídolos para adoração.
  • Honrar pai e mãe.
  • Não matar.
  • Não pecar contra a castidade.
  • Não furtar.
  • Não levantar falso testemunho.
  • Não cobiçar a mulher do próximo.
  • Não cobiçar as coisas alheias.
in Wikipédia

Porque devemos nos confessar.

Deus, no seu amor paternal, deseja que todos os pecadores voltem para junto dele. Ele quer que nos afastemos dos nossos pecados, que nos convertamos a ele, nosso supremo Senhor e fim eterno. Jesus Cristo nos diz no Evangelho: “Fazei penitência, pois o Reino dos Céus está perto.” (Mat. IV,17).

Mas para nos ajudar a fazer a penitência, Deus nos dá uma virtude especial para que tenhamos forças para nos arrependermos de nossos pecados. Essa força especial é a Virtude de Penitência.

Pela virtude de Penitência, que Deus coloca no nosso coração, Ele nos leva a reconhecer toda Sua bondade, toda Sua santidade e como nós O ofendemos e O deixamos triste quando cometemos nossos pecados. Só mesmo conhecendo a Santidade, a Justiça e o Amor de Deus é que podemos reconhecer como nossos pecados ofendem a Deus.

Deus quer que tenhamos grande arrependimento por nossos pecados.

O que quer dizer “se arrepender”?

Arrepender-se quer dizer não querer de maneira nenhuma continuar com a alma manchada pelo pecado, sentir uma dor profunda por ter traído a bondade de Deus, ter ofendido e entristecido a Deus, que nos ama tanto.

Na nossa família nós temos um bom exemplo do que é o arrependimento, quando deixamos nossos pais tristes e ofendidos. Logo vem aquela dor, aquela vergonha e, ao mesmo tempo, a certeza de que eles vão nos perdoar, se pedirmos desculpas, porque sabemos que eles nos amam muito. Com Deus também acontece assim. Com essa diferença: o arrependimento dos nossos pecados nos abre novamente as portas do Paraíso, nos devolve a amizade com nosso Deus, que morreu na Cruz para nos salvar.

Mas se não tivermos o arrependimento, será que Deus nos perdoará dos nossos pecados? É fácil perceber que sem um sincero arrependimento, Deus não pode nos perdoar.

Há vários tipos de arrependimento pelo pecado:

  • Arrependimento humano: estamos arrependidos porque temos medo do castigo que receberemos de nossos pais. Esse arrependimento humano nada adianta para o perdão dos pecados.
  • Arrependimento imperfeito: chama-se também contrição imperfeita ou atrição – estamos arrependidos porque temos medo do castigo de Deus.
  • Arrependimento perfeito: chama-se também contrição perfeita – estamos arrependidos não mais por causa do castigo dos pais ou de Deus, mas porque ofendemos a Deus, traímos o amor de Deus, nosso Pai tão bom e amoroso, nosso Redentor e Salvador. Esta dor é chamada perfeita porque vem do amor que sentimos por Deus. É essa contrição perfeita que nós manifestamos quando rezamos o Ato de Contrição. Devemos saber de cor o Ato de Contrição para rezá-lo no confessionário e também em todos os momentos de tentação e perigo de nossa vida.

Meu Deus, eu tenho muita pena de ter pecado, pois ofendi a Vós, meu sumo Bem, e mereci os castigos de Vossa justiça. Perdoai-me, Senhor, não quero mais pecar”.

Existe um Acto de Contrição mais bonito e mais completo:

«Senhor meu Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, criador e redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me Senhor, de todo o meu coração de Vos ter ofendido; pesa-me também de ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da Vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém.»

Porém, só o arrependimento não basta! É preciso que ele seja acompanhado pelo bom propósito.

O que é o propósito?

É a vontade firme e sincera de não mais cometer aquele pecado.

Se tivermos a contrição perfeita e o firme propósito de não mais pecar, devemos esperar com toda confiança o perdão de Deus. Ele é infinitamente misericordioso, chegando até a enviar seu Filho, o Verbo Encarnado, Jesus Cristo, para morrer pagando nossos pecados.

Essa virtude de Penitência não serve apenas para que nasça em nosso coração o arrependimento e a dor por ter pecado. Ela nos ajuda ainda a realizar certos atos exteriores, as obras de penitência, que servem para diminuir a pena do Purgatório, que teremos de pagar antes de irmos para o Céu; serve para dominar nossas más inclinações, nossos defeitos dominantes; e, também, para nos fortificar no bem.

São obras de penitência: rezar, jejuar, dar esmolas, suportar com paciência os sofrimentos e contrariedades, aceitar os incómodos da vida. A melhor obra de penitência é receber o Sacramento da Penitência, que é a Confissão.


A confissão tem poder de cura


A confissão é importante o ano todo porque ela é justamente o sacramento que nos reconcilia. E ela tem o poder curativo em nós, quando descobrimos que a cada confissão a gente se propõe a uma mudança. Por isso ela é curativa e faz crescer.

Sempre que você se restaura de um erro, de uma fragilidade também se projecta para crescer, a partir daquilo. De forma muito especial, na Quaresma, porque é um tempo especifico de conversão - e na verdade a confissão é uma mola propulsora da conversão.

Se a gente se confessa com mais regularidade na Quaresma e leva a mais a sério as consequências da confissão, que é justamente a reconciliação e consequentemente o passo que a gente dá para superar o erro, vamos viver uma Quaresma muito mais santa, porque a vamos trazer o benefício do Sacramento neste tempo tão específico de conversão.

A alma de um computador

Como tudo funciona?

Para um leigo, um computador pode até parecer uma máquina misteriosa, uma “caixa preta” onde de alguma forma mística são guardadas e processadas informações. Mas, de misterioso os computadores não têm nada. Tudo funciona de maneira ordenada, e até certo ponto simples.
Hoje em dia, quase toda gente com condições para pagar um curso, ou ter um PC em casa, aprende muito rápido como usar o Windows ou mesmo o Linux, aceder a Internet, ou seja, usar o micro. Mas, dentre todos estes utilizadores, poucos, muito poucos realmente entendem como a máquina funciona. O que muda entre um processador Pentium ou um Athlon por exemplo? Porque um PC com pouca memória RAM fica lento? Como funciona um disco rígido, e como é possível armazenar uma quantidade tão grande de dados num dispositivo tão pequeno? O que fazem as placas de vídeo 3D e em que tarefas elas são necessárias? Qual é a diferença entre uma placa de som “genérica” e outra que custa mais de 100 euros? Por que alguns modems são tão maus? Como um PC funciona??
Como funciona o sistema binário?

Existem duas maneiras de representar uma informação: analogicamente ou digitalmente. Uma música é gravada numa fita de cassete de forma analógica, codificada na forma de uma grande onda de sinais magnéticos, que pode assumir um número ilimitado de frequências. Um som grave seria representado por um ponto mais baixo da onda, enquanto um ponto mais alto representaria um som agudo. O problema com esta representação, é que qualquer interferência causa distorções no som. Se os computadores trabalhassem com dados analógicos, certamente seriam muito passíveis de erros, pois qualquer interferência, por mínima que fosse, causaria alterações nos dados processados e consequentemente nos resultados.
O sistema digital por sua vez, permite armazenar qualquer informação na forma de uma sequência de valores positivos e negativos, ou seja, na forma de uns e zeros. O número 181 por exemplo, pode ser representado digitalmente como 10110101. Qualquer tipo de dado, seja um texto, uma imagem, um vídeo, um programa, ou qualquer outra coisa, será processado e armazenado na forma de uma grande sequência de uns e zeros.


É justamente o uso do sistema binário que torna os computadores confiáveis, pois a possibilidade de um valor 1 ser alterado para um valor 0, o oposto, é muito pequena. Lidando com apenas dois valores diferentes, a velocidade de processamento também torna-se maior, devido à simplicidade dos cálculos.


Cada valor binário é chamado de “bit”, contracção de “binary digit” ou “dígito binário”. Um conjunto de 8 bits forma um byte e um conjunto de 1024 bytes forma um Kilobyte (ou Kbyte). O número 1024 foi escolhido pois é a potência de 2 mais próxima de 1000. Um conjunto de 1024 Kbytes forma um Megabyte (1048576 bytes) e um conjunto de 1024 Megabytes forma um Gigabyte (1073741824 bytes). Os próximos múltiplos são o Terabyte (1024 Gibabytes) e o Petabyte (1024 Terabytes)


Também usamos os termos Kbit, Megabit e Gigabit, para representar conjuntos de 1024 bits. Como um byte corresponde a 8 bits, um Megabyte corresponde a 8 Megabits e assim por diante.

1 Bit = 1 ou 0
1 Byte = Um conjunto de 8 bits
1 Kbyte = 1024 bytes ou 8192 bits
1 Megabyte = 1024 Kbytes, 1.048.576 bytes ou 8.388.608 bits
1 Gigabyte = 1024 Megabytes, 1.048.576 Kbytes, 1.073.741.824 bytes ou 8.589.934.592 bits

Quando vamos abreviar, também existe diferença. Quando estamos falando de Kbytes ou Megabytes, abreviamos respectivamente como KB e MB, sempre com o “B” maiúsculo. Quando estamos falando de Kbits ou Megabits abreviamos da mesma forma, porém usando o “B” minúsculo, “Kb”, “Mb” e assim por diante. Parece irrelevante, mas esta é uma fonte de muitas confusões. Sempre que nos referimos à velocidade de uma rede de computadores, por exemplo, não a medimos em bytes por segundo, e sim em bits por segundo: 10 megabits, 100 megabits e assim por diante. Escrever “100 MB” neste caso, daria a entender que a rede transmite a 100 megabytes, que correspondem a 800 megabits.

sexta-feira, 14 de Março de 2008

Olho, máquina e coração

No conto "A Aventura de um Fotógrafo", Antonini é um homem angustiado pela im­possibilidade de captar, através da fotografia, a essência das coisas. Nesta história, Ítalo Calvino (1993) ilustra com originalidade o corte e a fragmentação da realidade através da fotografia. Na medida em que o fotógrafo é obrigado a escolher apenas um momento e um ângulo determinado na continuidade do real, para Antonini, a única maneira de preservar vivências seria disparar pelo me-nos uma foto por minuto. Ininterruptamente, sempre e a cada instante fotografar.


A proposta absurda do protagonista do conto de Calvino nos faz pensar sobre algu­mas questões que resultam do corte que ori­gina as imagens fotográficas e em como esta fragmentação do tempo vivido se reflete em nossa relação com a memória. Quando fo­tografamos determinamos uma ruptura, esta­belecemos os limites daquilo que queremos ver. Ao acionarmos o obturador, seleciona­mos um instante e um espaço entre todos os outros possíveis. O resultado desta escolha é a fotografia. Esta seleção feita pelo fotógrafo torna-se, muitas vezes, a única referência de um passado esquecido, pois a imagem foto­gráfica pode ser guardada, revista, incessan­temente contemplada.


Partindo do quadro estático e bidimensio­nal que é a fotografia, iniciamos muitas ve­zes um longo percurso. Ela funciona como uma máquina que nos permite voltar ao pas­sado. Ao tornar-se perene, ao ser seu pró­prio contínuo, a fotografia nos transporta de um tempo cronológico a um tempo memo­rial afetivo, onde as lembranças fixadas na imagem substituem pessoas e acontecimen­tos reais que se perdem. Nessa viagem, no entanto, levamos o presente: nosso modo de ver, nosso corpo, nossa vivência. A subjeti­vidade de nosso olhar constrói novos signifi­cados, transformando, com freqüência, ima­gens aparentemente inalteráveis.

Para Fernando Braune (2000) esta capa­ cidade de estabelecer uma ruptura na conti­nuidade temporal faz inevitável uma aproxi­mação entre fotografia e simulacro, uma vez que o próprio tempo, de uma forma ou ou­tra, afasta a fotografia de nossa realidade. Ao longo dos anos a imagem fotográfica se re­veste não apenas de lembranças e de todo o manancial emotivo que elas evocam, mas também de uma excentricidade proporcional à distância que a apresenta em relação ao que somos e como percebemos o mundo no pre­sente.


Em outras palavras: com o decorrer dos anos, nossa percepção das coisas se altera, e com ela, nossos juízos de realidade e de valor. Na maior parte das vezes, lembrar é também uma maneira de recriar o passado. Como em uma ruína restaurada, novos e an­tigos materiais se misturam; o que desapare­ceu pode ser visualmente refeito, mas nunca trazido totalmente de volta.


A fotografia, como os espaços de nossa infância, depende do nosso olhar para construir significados. Como resulta de uma cisão determinada, com o passar do tempo ela perde suas amarras. Inserida em novos contextos, a fotografia se transforma em um fragmento difuso e intangível, aberto a qualquer tipo de leitura.
Amalia Creus

quinta-feira, 13 de Março de 2008

Associações e organismos ambientais

WWF

Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade

CPADA - Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente

Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens

Liga para a Protecção da Natureza

QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza

Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente

Naturlink - a ligação à Natureza

Aves de Portugal - O Portal dos Observadores de Aves

Forum Aves - O Fórum sobre Aves Selvagens em Portugal

Grupo Lobo

Programa Antídoto Portugal

CARNIVORA - Núcleo de Estudos de Carnívoros e seus Ecossistemas

quarta-feira, 12 de Março de 2008

O fim social do escutismo

O conceito de empenho/compromisso social encontra-se em cada elemento fundamental do escutismo. Examinemos um pouco este conceito.

A Nossa constituição


O movimento escutista baseia-se em alguns princípios, nomeadamente:
  • o dever para com os outros
  • a participação no desenvolvimento da sociedade pelo reconhecimento e respeito pela dignidade do próximo e a integridade da natureza
(artigo II da constituição da Organização Mundial do Movimento escutista)


A Lei Escuta
  • a honra do escuta inspira confiança
  • o escuta é leal
  • o escuta é útil e pratica diariamente uma boa acção
  • o escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros escutas
  • o escuta é delicado e respeitador
  • o escuta protege as plantas e os animais
  • o escuta é obediente
  • o escuta tem sempre boa disposição de espírito
  • o escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio
  • o escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas acções

A Promessa Escutista

Prometo pela minha honra e com a graça de Deus fazer todos os possíveis por:
  • cumprir com os meus deveres para com Deus, a Pátria e os irmãos
  • ajudar os outros em todas as circunstâncias
  • obedecer à Lei do Escuta

A Missão do Escutismo

É missão do escutismo contribuir para a educação dos jovens graças a um sistema de valores baseado na Promessa e na Lei do Escuta, bem como através da construção de um mundo melhor onde toda a gente, sem excepção, seja considerado e tenha um papel construtivo na sociedade. Esta missão é realizada:
  • implicando-os durante os seus anos de formação, num processo de educação não formal;
  • utilizando um método específico através do qual, cada indivíduo é o principal agente do seu desenvolvimento enquanto pessoa autónoma, solidária, responsável e empenhada;
  • ajudando-os a elaborar um sistema de valores baseado nos princípios espirituais, sociais e pessoais especificados na Promessa e na Lei.
A lei do Escuta exprime o que nós somos. A Promessa Escutista exprime o nosso empenho. A Missão do Escutismo exprime o que nós devemos fazer. Tudo isto confirma que o Escutismo é um “agente de mudança” importante para as nossas sociedades, que se baseia num conjunto de valores e que se esforça por ajudar os jovens a tornarem-se adultos responsáveis nos seus enquadramentos sociais.


terça-feira, 11 de Março de 2008

Glossário de Airsoft (de 0 a B)

134a - Tipo de Gás
O 134a é um dos tipos mais fracos de gás disponíveis para airsoft sendo que grande parte das marcas ocidentais apenas garante o correcto funcionamento das suas armas usando este gás.
Este gás é indicado para todas as GBB e NBB e muitas vezes contém lubrificante.

AEG - Automatic Electric Gun
Tipo de mecanismo de armas de Airsoft. Estas armas incorporam um motor alimentado por uma bateria e um sistema de rodas dentadas que controlam um pistão.

AK - Avtomat Klashnikova ou Automatic Kalashnikov
Espingarda de origem russa. É a espingarda mais utilizada a nível mundial.
A nível de Airsoft é das mais usadas, apreciadas e fiáveis.

AR - Automatic Rifle
Arma que faz reload automático depois do disparo.

AUG - Armee Universal Gewehr
Em inglês significa "Universal Army Rifle". E uma espingarda do tipo bullpup fabricada pela Steyr da Áustria utilizada a nível mundial por varias forças militares e policiais.
Também é uma das armas usadas em Airsoft.

BB - Ball Bearing
Esta é a designação para a munição utilizada no Airsoft.
Normalmente com 6mm de diâmetro, o peso das bolas varias, sendo o corrente 0.20g embora para fins mais específicos possa ser usado bolas mais pesadas, como por exemplo em armas de sniper.

BDU - Battle Dress Uniform
Designação dada a roupa de combate. O conjunto normalmente e constituído por dólmen, calça, capacete e botas.

Bolt
Peça que permite carregar, recarregar e armar a arma.

Bolt Action
Tipo de ferrolho de recarregamento de armas.
Este sistema é frequente nas armas de precisão e longo alcance. Este sistema permite que a bala seja segura com mais firmeza dentro da arma providenciando um aumento de precisão.

Breech
Câmara da bala ou BB. É aqui que a bala fica alojada até que seja disparada.

Bullpup
Tipo de construção de espingardas utilizada por exemplo da AUG ou na SA80, que consistem em ter o carregador e o sistema de disparo atrás do gatilho, isto permite que o cano seja muito maior sem que se torne demasiado grande e difícil de manejar.

segunda-feira, 10 de Março de 2008

A leitura

A leitura, que é um testemunho oral da palavra escrita de diversos idiomas, com a invenção da imprensa, tornou-se uma actividade extremamente importante para o homem civilizado, atendendo múltiplas finalidades.

Podemos vincular o conceito de leitura ao processo de letramento, numa compreensão mais ampla do processo de aquisição das habilidades de leitura e escrita e principalmente da prática social destas habilidades. Deste modo, a leitura nos insere em um mundo mais vasto, de conhecimentos e significados, nos habilitando inclusive a decifrá-lo; daí a noção tão difundida de leitura do mundo.

A escrita precisa ter um sentido para quem lê, pois saber ler não pode ser representar apenas a descodificação de signos, de símbolos. Ler é muito mais que isso; é um movimento de interacção das pessoas com o mundo e delas entre si e isso se adquire quando passa a exercer a função social da língua, ou seja, quando sai do simplismo da descodificação para a leitura e reelaboração dos textos que podem ser de diversas formas apresentáveis e que possibilitam uma percepção do mundo.

A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra. O acto de ler vai ocorrendo ao longo de suas experiências existenciais. Desde sua concepção, a criança vai se exercitando nas tantas “leituras” que o seu pequeno mundo lhe permite, por meio de sua percepção sensorial; depois, a leitura da palavra vai se consolidando, ao longo da sua escolarização, sobrepondo-se à leitura do mundo.

Segundo Fanny Abramovich, é por meio de narrativas que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, de outra ética, outra óptica... É ficar sabendo História, Geografia, Filosofia, Política, Sociologia, sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula... Porque, se tiver, deixa de ser literatura, deixa de ser prazer e passa a ser Didáctica, que é outro departamento (não tão preocupado em abrir as portas da compreensão do mundo).

Dois bons motivos para se ler (entre tantos outros):
  • É uma actividade básica na formação cultural da pessoa. Além disso, é uma excelente actividade de lazer. A leitura de uma narrativa bem urdida, de um conto, de uma crónica e de diversos outros géneros literários, constitui uma valiosa actividade a ser incluída em nossos momentos de lazer.
  • Ler é benéfico à saúde mental, pois é uma actividade neuróbica. A actividade da leitura faz reforçar as conexões entre os neurónios. Para a mente, ainda não inventaram melhor exercício do que ler atentamente e reflectir sobre o texto.

Segundo Fernanda Leopoldina Viana:

1. Qual é o melhor método de ensino da leitura e da escrita?
  • Esta pergunta já é um bom sinal. É sinal que os candidatos a professores sabem que existem métodos de leitura e querem saber qual o melhor, provavelmente para o usarem… Não, não estou a ser irónica. É que, em pleno século XXI há muitos professores que, tendo por missão ensinar a ler, não sabem como o fazer, simplesmente porque ou nunca ouviram falar de métodos, ou porque de métodos de leitura pouco mais sabem que o nome (Viana, 2005).
2. Será o método que quero utilizar adaptado às crianças a quem vou ensinar?
  • A resposta a estas questões não é linear. Em primeiro lugar porque as metodologias e as estratégias utilizadas ou a utilizar não podem ser encaradas e avaliadas separadamente de um contexto educativo mais geral. Em segundo lugar porque uma coisa são os métodos, outra são as estratégias utilizadas para os operacionalizar e, outra coisa ainda, (de enormíssima importância) é o professor, ser humano, com todas as suas características, que vai servir de mediador.

De tudo isto concluímos o óbvio, a importância da leitura e a importância do método de ensino!
Posso escrever sobre a importância pela minha própria experiência pessoal… Sou um fã da leitura desde uma idade muito precoce, aliás é por esse facto que não posso escrever sobre a importância do método de ensino, aprendi de uma forma algo sui generis, na década de 60 do século passado os orçamentos familiares eram por norma insuficientes para as necessidades mais básicas, a aquisição de livros era um luxo a que muitos poucos se podiam dar, a minha família não era excepção à regra… O único artigo impresso que entrava lá em casa de uma forma renovada era a aquisição semanal que o meu pai fazia do jornal desportivo “A Bola”, foi por aí que começou a minha descoberta da leitura com o apoio inevitável dos professores improvisados que foram os meus pais!


A leitura implica a escrita e na mesma sequência a matemática, por isso quando em 1971 entrei na escola primária os professores entenderam que eu estava a mais na primeira classe e no fim do primeiro período lectivo levaram-me a um exame extraordinário que me permitiu a imediata transição para a segunda classe.















Mas o meu gosto pela leitura não esmoreceu, antes pelo contrário, com a entrada na escola primária passei a ser utilizador da visita mensal da biblioteca móvel da Fundação Calouste Gulbenkian.


Em 1974 ingresso na Escola Preparatória Ciprião de Figueiredo, na sede do concelho, acabaram-se as leituras? Nem pensar, as deslocações diárias à sede do conselho facultavam-me além do acesso à biblioteca da escola também o acesso à biblioteca fixa da Fundação Calouste Gulbenkian e até uma pequena batota em relação à biblioteca móvel, em vez de aguardar pela visita mensal da mesma à minha freguesia, deslocava-me ao depósito/garagem da mesma para trocas antecipadas dos livros.


Com o decorrer dos anos e o crescimento, o facto de começar a trabalhar implicou capacidade financeira para a óbvia aquisição de inúmeros livros.


Com a mudança para o Litoral Alentejano o hábito manteve-se, consoante as mudanças de residência fui-me tornando utilizador de quase todas as bibliotecas do Litoral Alentejano…


Tendo começado a dedicar-me à informática numa fase em que a formação prática ao alcance do cidadão comum era muito pouca, mais uma vez foi a leitura a minha fonte de apoio/formação, o que levou á aquisição de inúmeras revistas da área, hábito que ainda hoje conservo embora mais reduzido, em primeiro lugar porque as revistas portuguesas atingiram a um nível muito superior e em segundo lugar porque muita da informação internacional se encontra disponível, de uma forma mais célere e económica, através da internet.


Mas também no lazer os meus hábitos de leitura me permitiram desenvolver algumas tarefas que de outra forma seriam difíceis, de referir a colaboração na Página Alerta do Jornal A União, no jornal de campo do VI Jambori Açoreano, no jornal AlÔ, no jornal SOS Prisões e no jornal Rabo Torto.


Até na vertente desportiva a leitura permite-me acesso a informação que de outra forma seria de difícil obtenção.

domingo, 9 de Março de 2008

A informática na minha vida

Tendo começado a trabalhar aos 15 anos, desde logo ligado à área administrativa e contabilística, o papel e a esferográfica foram desde o inicio as minhas principais ferramentas de trabalho.
Na época, 1980, um computador era algo que viamos quando íamos ao banco efectuar um depósito bancário, mesmo esses uns monstros enormes onde entravam as fichas das contas para serem preenchidas num ruidoso matraquear das cabeças de impressão.
Um micro computador para uso pessoal ou ao serviço das micro-empresas era um luxo inimaginável. Recordo-me dos comentários quando em 1982 ou 1983 um mediador de seguros local colocou um Sinclair ZX Spectrum ao trabalho no seu escritório! Algo do outro mundo.


Em meados de 1987 comecei a trabalhar numa empresa que possuia um computador destinado à gestão de stocks e facturação, tratava-se de um mastodonte com um sistema operativo que nem me recordo, mas que contribuiu para a decisão de forçosamente ter de aprofundar os meus conhecimentos na matéria. Daí à aquisição do meu primeiro computador, foi um salto, adquiri em segunda mão uma máquina de capacidades estonteantes... Nada mais nada menos do que um Amstrad CPC 464:


A ausência de software para este computador no mercado local impunha a aquisição de revistas espanholas sobre este computador e inúmeras horas nocturnas a digitar programas em Basic das páginas dessas revistas.
Apesar de, ou se calhar por isso, muitas vezes essas noitadas serem em vão por, quando já só faltavam algumas linhas para terminar o programa e o gravar na cassete, a minha mãe ligar a máquina de lavar roupa e o quadro eléctrico disparar fazendo desvanecer-se no etéreo todo o trabalho digitado.
As longas horas agarrado ao teclado desta máquina permitiram-me os primeiros passos em programação e as maleitas habituais num equipamento adquirido com algum uso os primeiros passos na assistência técnica.
No entanto era necessário evoluir, por isso em 1988 adquiri um Commodore Amiga 500:


Apesar de ainda ser uma máquina não pc-compatível permitia a evolução da cassete como sistema de armazenamento para a disquete de 3,5".
Mas a evolução não se ficou por aí, o Workbench, o sistema operativo dos Commodore Amiga já era um sistema operativo gráfico, além disso possuia a capacidade de emular o MS-DOS.
Foi o inicio do meu trabalho com os sistemas operativos da Microsoft.
Ainda em 1988 iniciei um Curso de Informática para Operadores, que acabaria por não ser mais do que a certificação dos conhecimentos já adquiridos.


Em 1989 mudo de emprego para uma empresa que acabara de adquirir uma potente máquina na área informática, nada mais do que um computador Hyundai, com um processador Intel 8086, um disco rígido de 30MB e um monitor de 14" ambar pela módica quantia de 600.000$00...


Comecei a dar os primeiros passos na programação em DBase III evoluindo posteriormente para o Clipper.
Em 1993 realizei a minha primeira acção de formação de informática, como formador, tendo inclusive recebido a visita de responsáveis da CEE que elogiaram o trabalho desenvolvido no curso:


Em 1995, comecei a dedicar-me profissionalmente á informática.


Em 2000 consegui realizar o exame Ad-Hoc para acesso ao Curso de Engenharia Informática da Universidade Aberta:


Em 2002, fui o impulsionador e responsável pela criação em Grândola da empresa JCRD - Contabilidade, Informática e Serviços, Lda.:


A informática continuou a ocupar um espaço de relevo quer na minha vida profissional, quer nos meus tempos de lazer.














sábado, 8 de Março de 2008

Porque gosto da fotografia?

Na fotografia encontra-se a ausência, a lembrança, da nossa infância, do nosso crescimento, a separação dos que se amam, as pessoas que já faleceram, as que desapareceram.

Para algumas pessoas, fotografar é um acto de prazer, de estar figurando ou imitando algo que existe. Já para outras, é a necessidade de prolongar o contacto, a proximidade, o desejo de que o vínculo persista.

Strelczenia, 2001, apud Debray (1986, p. 60) assinala que a imagem nasce da morte, como negação do nada e para prolongar a vida, de tal forma que entre o representado e sua representação haja uma transferência de alma. A imagem não é uma simples metáfora do desaparecido, mas sim “uma metonímia real, um prolongamento sublimado, mas ainda físico de sua carne”.

A foto faz que as pessoas lembrem do seu passado e que fiquem conscientes de quem são. O conhecimento do real e a essência de identidade individual dependem da memória. A memória vincula o passado ao presente, ela ajuda a representar o que ocorreu no tempo, porque unindo o antes com o agora temos a capacidade de ver a transformação e de alguma maneira decifrar o que virá.

A fotografia captura um instante, põe em evidência um momento, ou seja, o tempo que não pára de correr e de ter transformações. Ao olhar uma fotografia é importante valorizar o salto entre o momento em que o objecto foi clicado e o presente em que se contempla a imagem, porém a ocasião fotografada é capaz de conter o antes e depois.

Confia-se, portanto, na capacidade da camera fotográfica para guardar os instantes que se consideram valiosos. Tirar fotografias ajuda a combater o nada, o esquecimento. Para recordar é necessário reter certos fragmentos da experiência e esquecer o resto. São mais os instantes que se perdem que os que podemos conservar. Segundo Strelczenia (2001), “A memória se premia recordando, fazendo memorável; se castiga com o esquecimento ”.

Fotografa-se para recordar, porque os acontecimentos terminam e as fotografias permanecem, porém não sabemos se esses momentos foram significativos em si mesmos ou se tornaram memoráveis por terem sido fotografados.

A memória é constitutiva da condição humana: desde sempre o homem tem se ocupado em produzir sinais que permaneçam mais além do futuro, que sirvam de marca da própria existência e que lhe dêem sentido. A fotografia traz consigo mais daquilo do que se vê. Ela não somente capta imagens do mundo, mas pode registar o “gesto revelador, a expressão que tudo resume, a vida que o movimento acompanha, mas que uma imagem rígida destrói ao seccionar o tempo, se não escolhemos a fracção essencial imperceptível” (CORTÁZAR, 1986,p.30)

Todo esse campo de interpretação que a fotografia permite parte de vários factores, ingredientes que agem profundamente (nem sempre visíveis) no significado da imagem. Segundo Lucia Santaella e Winfried Nöth (2001), esses elementos são: o fotógrafo, como agente; o fotógrafo, a máquina e o mundo, ou seja, o acto fotográfico, a fenomenologia desse acto; a máquina como meio; a fotografia em si; a relação da foto com o fotografado; a distribuição fotográfica, isto é, a sua reprodução; a recepção da foto, o acto de vê-la.

É no ensaio fotográfico que a pessoa busca a emoção, algo que ela nunca tenha sentido. A fotografia é capaz de ferir, de comover ou animar uma pessoa. Para cada um ela oferece um tipo de afecto. Na composição de significado da foto, segundo Barthes (1984), há três factores principais: o fotógrafo (operator), o objecto (spectrum) e o observador (spectator). O fotógrafo lança seu olhar sobre o assunto, ele o contamina e faz as fotos segundo seu ponto de vista. O objecto (ou modelo) se modifica na frente de uma lente, simulando uma coisa que não é. No caso do observador, ele gera mais um campo de significado, lançando todo o seu repertório e alterando mais uma vez a imagem.

Barthes (1984, p. 45) observa ainda a presença de dois elementos na fotografia, aquilo que o fotógrafo quis transmitir é chamado de studium, ou seja, é o óbvio, aquilo que é intencional. Já quando há um detalhe que não foi pré-produzido pelo autor, recebe o nome de punctum. Esse último gera um outro significado para o observador, fere, atravessa, mexe com sua interpretação.

Por meio das fotografias descobre-se a capacidade de obter camadas inteiras e de emoções que estão escondidas na memória. Também se pode descobrir e obter novos significados que naqueles momentos não estavam explícitos.

As imagens são aparentemente silenciosas. No entanto, provocam e conduzem sempre a uma infinidade de discursos em torno delas.

Fotografia como arte

O homem sempre tentou reter e fixar movimentos do mundo, começando com desenhos na caverna, passando pela pintura em tela e escultura, e, por fim, chegando a fotografia. Esse é um meio de comunicação de massa, sendo muito popular em nossos dias e nascido na Revolução Industrial.

De acordo com Barthes (1984, p. 21), muitos não a consideram arte, por ser facilmente produzida e reproduzida, mas a sua verdadeira alma está em interpretar a realidade, não apenas copiá-la. Nela há uma série de símbolos organizados pelo artista e o receptor os interpreta e os completa com mais símbolos de seu repertório.

Fazer fotografia não é apenas apertar o disparador. Tem de haver sensibilidade, registando um momento único, singular. O fotógrafo recria o mundo externo através da realidade estética.

Em um mundo dominado pela comunicação visual, a fotografia só vem para acrescentar, pode ser ou não arte, tudo depende do contexto, do momento, dos ícones envolvidos na imagem. Cabe ao observador interpretar a imagem, acrescentar a ela seu repertório e sentimento.


«Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração.»

O ambiente

Porque nos devemos preocupar com o ambiente?

Porque a realidade que nos rodeia conduz cada vez mais a um progressivo aumento da destruição do ambiente em que a espécie humana sobreviveu ao longo de milénios.

Porque se não surgirem a curto ou médio prazo alterações de comportamento do ser humano em relação ao planeta Terra, podemos estar a caminhar a passos largos para a destruição das condições de sobrevivência da nossa espécie neste planeta.


Por exemplo, sabia que:
  • Cada cidadão da União Europeia produz anualmente mais de duas toneladas de dióxido de carbono (o gás mais poluidor da atmosfera, que agrava, também, o Efeito de Estufa).
    Se acha que é muito, imagine que cada norte-americano produz mais de cinco toneladas!

  • As celuloses, os têxteis e os produtos químicos são as três indústrias mais poluentes em Portugal.
  • Até 1991, Setúbal, Castelo Branco, Aveiro, Viseu e Coimbra eram os distritos que produziam mais resíduos tóxicos por ano em Portugal.

  • O Canadá é um dos países mais afectados pelo fenómeno a que se dá o nome de "chuva ácida": mais de 14 mil rios e lagos estão mortos.
  • Extinguem-se cerca de cinco mil espécies de animais e plantas na Terra em cada ano que passa.

  • Uma pessoa sozinha produz durante a vida, em lixo, cerca de seiscentas vezes o seu peso na idade adulta.
  • Numa casa norte-americana utiliza-se, em média por ano, energia equivalente a cerca de cinco mil litros de petróleo.

  • Na Noruega, 99,5% da energia eléctrica provém de barragens e de outros aproveitamentos hídricos. No Japão, essa percentagem desce para os 12%.
  • Em Portugal, a maioria da energia consumida é obtida através do petróleo.

  • A temperatura nas cidades é, em média, 2ºC ou 3ºC mais alta do que no resto do país, devido ao consumo de energia.
  • Na Dinamarca, 98% da população dispõe de estações de tratamento de águas.

  • Apenas 3% da água existente na Terra é doce.
  • Os EUA gastam mais de 1700 mil milhões de litros de água por dia.

  • De três em três meses, os EUA deitam fora uma quantidade de alumínio que seria suficiente para reconstruir toda a sua frota de aviões comerciais.

Compete-nos a cada um de nós contribuir para a alteração deste conjunto de factores, é de pequenos passos que se fazem grandes corridas...

Se cada um de nós se preocupar em realizar pequenos passos a favor do ambiente, o poder politico, comercial e industrial ver-se-á forçado a modificar o seu comportamento que conduz à auto-destruição da nossa espécie.

quinta-feira, 6 de Março de 2008

Eu e o escutismo!

Associei-me ao Corpo Nacional de Escutas, aos 13 anos, na altura como Explorador do Agrupamento 497 de São Mateus da Calheta.
Conforme as curvas da vida tive a oportunidade de participar mais ou menos activamente nas actividades do movimento.

Dia das Promessas, Agrupamento 497, Fevereiro de 1983

Mas o que é o escutismo?
O movimento escutista baseia-se em alguns princípios, nomeadamente:
  • o dever para com os outros;
  • a participação no desenvolvimento da sociedade pelo reconhecimento e respeito pela dignidade do próximo e a integridade da natureza;

Missa campal, São Mateus da Calheta, Setembro de 1983

A Missão do Escutismo
É missão do escutismo contribuir para a educação dos jovens graças a um sistema de valores baseado na Promessa e na Lei do Escuta, bem como através da construção de um mundo melhor onde toda a gente, sem excepção, seja considerado e tenha um papel construtivo na sociedade.

Esta missão é realizada:
  • implicando-os durante os seus anos de formação, num processo de educação não formal;
  • utilizando um método específico através do qual, cada indivíduo é o principal agente do seu desenvolvimento enquanto pessoa autónoma, solidária, responsável e empenhada;
  • ajudando-os a elaborar um sistema de valores baseado nos princípios espirituais, sociais e pessoais especificados na Promessa e na Lei.

Exercício de Protecção Civil: Cidade de Lona, Angra do Heroísmo, Maio de 1984

O papel do escutismo na sociedade civil
O Escutismo pode e deve desenvolver um papel primordial na sociedade civil, este “terceiro poder” crescente entre o governo e o mundo dos negócios. A sociedade civil é um magma complexo… sendo este o seu principal trunfo e, simultaneamente, a sua principal fraqueza. Ela própria não tem fronteiras e é pouca estruturada. É uma rede de redes, com tendências variadas – que se definem unicamente pelo que ela não é: nem um governo nem uma empresa.

VI Jambori dos Açores, Agosto de 1984

O Movimento ajuda a sociedade civil a desenvolver-se:
  • fornecendo serviços de informação à juventude
  • propondo um educação pela democracia
  • praticando uma política de igualdade de oportunidades
  • procurando e criando parcerias com populações marginalizadas
  • ajudando os jovens a ultrapassar os obstáculos que entravam a sua mobilidade
  • lutando contra a xenofobia e o racismo
  • contribuindo activamente no desenvolvimento europeu de políticas para a juventude mais eficazes que beneficiem todos os jovens europeus e não só os dos estados membros
  • criando pontes de amizade tanto no interior como para além das suas fronteiras.

Dia das Promessas, Agrupamento 395, Julho de 1985

A educação para a democracia e a participação
O método escutista é um modelo de educação para a democracia, para a participação e para a cidadania activa que se adapta aos diferentes grupos etários e níveis de organização. Isto contribui para se atingir o principal objectivo do escutismo, a saber participar no desenvolvimento de cidadãos activos, felizes e úteis.
Um dos principais desafios que os educadores escutistas devem salientar é velar para que os jovens e os grupos com quem actuem sejam considerados como os actores “políticos” na sua própria realidade quotidiana. Por outras palavras, os jovens devem contribuir através de acções concretas na tomada de consciência dos seus direitos e responsabilidades no seio da sociedade.

Eis alguns exemplos:

no seio do movimento:
  • o sistema de patrulhas
  • as relações jovem / adulto
  • os processos de decisão ao nível nacional, regional e local
  • as estruturas internacionais
fora do movimento:
  • a participação dos escuteiros na sector da juventude da sociedade civil
  • o serviço à comunidade
  • as parcerias com associações e ONG’s para o desenvolvimento de projectos especiais
  • as relações institucionais
Escuteiros marítimos do Agrupamento 395, Abril de 1988

Porquê jogar airsoft?

Porque comecei a jogar airsoft?

Porque desde criança que aprecio armas e jogos de combate com elas...
Foram muitas as horas passadas nas matas da ilha Terceira em inumeráveis jogos de cowboys ou de guerra.
Na idade adulta descobri o airsoft, em 1995 adquiri a minha primeira arma de airsoft, um Colt King Cobra produzido pela LS


Comecei a jogar nos tempos livres com alguns amigos.
Porquê? Já era crescido para voltar a brincar aos cowboys!!!
Pela adrenalina, pela excitação, pelo desafio, pelo exercício, pela camaradagem, etc.
Por um série de razões que ajudavam a eliminar o stress da vida do dia a dia.

Ao longo dos anos fui adquirindo mais e melhor equipamento, para finalmente em 2006 resolver começar a jogar airsoft a um nível mais evoluído, com jogadores com melhor equipamento, melhor experiência de jogo e por conseguinte melhores estratégias de jogo produzindo jogos muitos mais completos.


O ano de 2007 terá sido um ano marcante com a participação no 1º Torneio de Biatlo de Airsoft na Lourinhã, na terceira prova do 1º Campeonato Nacional de Tiro Prático de Airsoft em Vila Nova de Milfontes e no maior jogo de airsoft em que participei até hoje, o Operação Caimão 2, que ocorreu em Alcácer do Sal de 5 a 7 de Outubro.


quarta-feira, 5 de Março de 2008

O que faz um Açoriano perder-se no Litoral Alentejano?

O que faz um açoriano perder-se no Litoral Alentejano? Acima de tudo a imensidade dos seus espaços e a beleza das suas praias!


Quando crescemos habituados a chegar ao mar através das rochas, encontrar quilómetros de costa sem ver uma única pedra parece algo estranho.

Mas a velha história do alentejano que nos diz que é já ali e temos de percorrer muitos quilómetros até chegar lá, no fundo traduz uma das razões da minha paixão pelas planícies alentejanas...

Cresci numa ilha com oitenta quilómetros de perímetro, no Litoral Alentejano posso percorrer muito mais apenas numa visita a um cliente!

 
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