terça-feira, 30 de Setembro de 2008

A Alimentação

É importante que as crianças/jovens comam bem no acampamento, não só pela preocupação pela sua saúde, como também numa perspectiva educativa. É fácil constatarem-se os maus hábitos alimentares de algumas crianças/jovens. Não será certamente um acampamento de alguns dias que conseguirá mudar estes hábitos, mas será pelos menos uma ocasião de lhes dar a conhecer melhores formas de se alimentarem.
Além da regularidade dos horários das refeições, a sua composição tem também uma grande importância. As ementas deveriam ser concebidas segundo os conselhos de guias alimentares. Recomenda-se pois que todos os dias se consumam alimentos de cada um dos grandes grupos alimentares: lacticínios, carne ou seus substitutos (peixe, ovos, queijo, leguminosas), frutas e legumes, cereais. Pode-se prever um ligeiro reforço diário, à tarde ou à noite. As crianças/jovens devem, além disto, ter acesso a água potável durante todo o tempo, sobretudo se estiver muito calor.
As conservas são um subterfúgio ao qual se deve recorrer o menos possível. Deve-se privilegiar as frutas e os legumes frescos, assim com as refeições cozinhadas no local ou, antecipadamente, em casa.
Se as crianças/jovens fizerem a sua própria cozinha, é desejável que aprendam a fazer mais do que aquecer os alimentos “industriais” que foram objecto de transformações e que contém uma grande quantidade de produtos artificiais ou químicos. (os cachorros quentes podem-se fazer uma vez, mas deverá comer-se outras coisas durante o resto do tempo).
Algumas crianças/jovens podem ter contra indicações alimentares devido a alergias, religião ou hábitos familiares (vegetarianos). Os responsáveis devem mostrar-se atentos a estas restrições. As alergias podem ser perigosas; é preciso respeitar escrupulosamente as directrizes dos pais. Quanto à religião ou a hábitos familiares, é uma questão de respeito pelos valores parentais. Se um jovem nunca comeu carne antes, não será no acampamento que ele fará essa experiência.
A refrigeração dos alimentos perecíveis é indispensável, numa dupla perspectiva: economia e prevenção. Tanto quanto possível, todos os alimentos perecíveis serão conservados no fresco num ponto central, de onde não sairão senão para serem usados o mais brevemente possível. Os alimentos perecíveis não consumidos (leite, manteiga, ovos, restos de carne, fruta, legumes, queijo…) não devem ficar em cima da mesa; é preciso chamar a atenção das crianças/jovens de que os terão que levar ao espaço de refrigeração, o mais depressa possível. Evidentemente que se o acampamento for um acampamento ligeiro, de dois dias, a história será outra.
No inverno

Calcula-se que o corpo humano, no inverno e ao ar livre, consuma aproximadamente 2000 calorias mais do que em condições normais. Ora, se uma criança/jovem não absorver as calorias necessárias, resultará:
  • um aumento do cansaço,
  • apatia (falta de energia),
  • menor resistência ao frio,
  • um risco acrescido de hipotermia.
A ementa ideal no inverno deverá ser composta por 45% da matéria gorda, 35% de proteínas e 20% de hidratos de carbono (açúcar). É importante fazer com que as crianças/jovens bebam frequentemente, mesmo que não tenham sede ou que não se sintam desidratados. Os melhores líquidos, além da água potável, naturalmente, são o sumo de laranja (rico em vitamina C) e os caldos quentes.

segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Iluminador Táctico Rico Alpha 9 (LED)

QUE SE FAÇA LUZ!

Dado como as armas antigas e as lâmpadas são, é surpreendente ter levado tanto tempo para combinar as duas e para a ideia se tornar popular. Muitos disparos ao serviço da lei acontecem durante as horas mais escuras, qualquer um imagina que a necessidade era óbvia. Talvez para compensar a atitude negligente do passado, as lanternas montadas em armas já estão sendo desenvolvidas com o topo da tecnologia de iluminação e virtualmente todas as armas em qualquer tipo de uso são já desenhadas para montar uma lanterna.

A lanterna Alpha 9 montada numa G36C com um RAS para um visual fora do convencional.

As pesadas e desajeitadas lanternas todas em metal com pilhas tamanho D e lâmpadas convencionais pertencem ao passado e as lanternas de armas modernas tem um LED, partes em polímero e são alimentadas por baterias de lítio pequenas, peso leve e grande alcance. Existem duas escolas para quem a lanterna de arma deve ser dedicada à arma (como a Alpha 9), ou uma lanterna standard deve ser montada na arma com uma ligação de pressão separada e um punho vertical. Enquanto a última opção é mais versátil se apenas tem uma lanterna, um modelo dedicado é mais útil na nossa opinião se a lanterna nunca sair da arma.
O objectivo comercial do iluminador táctico Alpha 9 LED. Dois pequenos leds para iluminação discreta e um Cree XRE para uso ofensivo com 225 Lumens!

QUE SE FAÇA LUZ: RICO ALPHA 9 LED

Construído originalmente para armas reais, a versão Rico Alpha 9 LED não está restrita a um único tipo de arma. Ela cabe em todos os rails de 20mm, desde que tenham comprimento suficiente. Enquanto pode ver normalmente estas nos modelos M4 e M16, ela serve na G36 e outras também e proporciona um grande visual e ergonomia. Nós testámos a lanterna em vários tipos de rails e ela serviu em todos eles sem qualquer problema, assim o suporte é tão universal como eles dizem. É como se a arma e a lanterna combinadas tivessem sido originalmente preparadas para estarem junta num todo e a "symbiosis" impede folgas e outros problemas.

O suporte universal mantém a luz segura em qualquer rail 20 mm Picatinny. Adicione e remova sem quaisquer ferramentas!

ESPECIFICAÇÕES

Como lanterna principal, é usada uma super brilhante Cree XRE série LED, que proporciona 225 lumens de luz encandeante. Em conjunto com o reflector parabólico, o alcance do feixe é 100 metros! Também as luzes de navegação são dois LED’s brancos, no entanto eles são do tipo regular e propositadamente dimensionados para situações onde você precisa de um pouco de luz, mas muita luz iria chamar a atenção e arruinar a sua visão nocturna. A melhor coisa sobre os LED’s é que eles não gastam muita energia como calor, assim a duração de um conjunto de baterias é tão bom como 60 minutos e a unidade não sobreaquece mesmo com uso intenso. A unidade usa três baterias de lítio CR123 3.0V como fonte de energia e o uso de quaisquer outras baterias (como as células 3,7V recarregáveis) é estritamente proibido.

Três baterias CR123 são inseridas com o terminal positivo no punho selado para uma utilização por cerca de 60 minutos.

Contrastando com a unidade, a embalagem incluída não é tão boa. Não é provável que você precise de proteger algo que poderá ser usado como arma uma refrega, mas o plástico banal teve dificuldade em manter-se fechado e a esponja era visível através das costuras. Normalmente não receberia este tipo de tratamento, mas a lanterna é tão boa que acreditamos merecer uma melhor embalagem.

INTERFACE COM O UTILIZADOR

A ergonomia da Rico Alpha 9 LED é boa em vários aspectos e os interruptores são fáceis de alcançar. Activar a lanterna necessita de um movimento decisivo, assim não irá *piscar* por acidente e revelar a sua posição. O selector de modo entre Momentâneo ON / OFF / Sempre ON é bastante difícil de mover, o que é bom para impedir movimentos não intencionais, mas o sentir não é muito táctil, mas um pouco pegajoso por sua vez. Não é ma alavanca que precise de mover com pressa, por isso não é um aspecto crítico.

Apesar de proporcionar uma soberba luz brilhante, a unidade não aquece muito, mesmo durante um uso prolongado, graças à tecnologia LED.

Se já usou um flash normal numa arma antes, nunca viu nada (trocadilho). Mesmo quando usado num escritório normalmente iluminado, a lanterna é encandeantemente brilhante e a luz cobre as paredes sobre a luz ambiente. Em áreas escuras como muitos campos CQB, a lanterna não apenas permite ver o alvo precisamente, mas também diminui a capacidade dos seus oponentes de fazer o mesmo. Apesar da imensa luminosidade, a lanterna ultrapassa o tempo prometido de 60 minutos e foi preciso mais de 1 hora e 20 minutos para a luminosidade cair para 50% quando deixada ligada continuamente.

NO GERAL

... o Iluminador Táctico Alpha 9 (LED) da Rico Tactics é uma lanterna de arma brilhante com uma construção sólida como uma rocha e uma performance combinada com uma opção de montagem universal e grande ergonomia.

domingo, 28 de Setembro de 2008

A lei das armas

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, anunciou quinta-feira, dia 28AGO008, no programa «Grande Entrevista» da RTP1 que ia propor alterações à Lei das Armas para que fosse aplicada a prisão preventiva nos casos envolvendo uso de armas.

Em 04SET2008, o Governo aprovou o novo regime jurídico das armas, que prevê a aplicação da prisão preventiva em todos os casos de crimes cometidos com detenção ou com recurso a arma proibida.

Em 16SET2008, dá entrada na Assembleia da República a Proposta de Lei n.º 222/X do Governo com o tema: "Procede à segunda alteração à Lei n.º 5/2006, de 23 de Fevereiro, que aprova o novo regime jurídico das armas e suas munições." Que baixou a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, na mesma data.

Em 24SET2008, é nomeado relator do processo de apreciação o Deputado Fernando Negrão;

É agendada para as 10:00 horas do dia 01OUT2008, a apreciação e parecer da Proposta de Lei n.º 222/X pela Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

A proposta de lei, apresenta a exposição dos motivos em três páginas e meia, das quais registo alguns parágrafos:

"No Estado de Direito democrático, a utilização de armas compete, em regra, às forças de segurança para protecção dos direitos, liberdades e garantias do cidadão, manutenção da paz pública e reforço da autoridade do Estado. Assim, a detenção de armas ilegais ou a utilização de armas na comissão de crimes deve ser especialmente reprimida, de forma a responder de modo adequado e proporcional à criminalidade violenta e grave.
...
Por outro lado, esta lei recebe as lições da aplicação da lei ao longo dos últimos dois anos, introduzindo os ajustamentos que se revelaram necessários.
Neste último sentido, aperfeiçoam-se algumas definições legais pré-existentes relativas aos tipos de armas, designadamente a de arma branca, arma de fogo transformada e de reprodução de arma de fogo para práticas recreativas (softair).
...
São introduzidas alterações pontuais, por forma a permitir plenamente a prática de certas actividades desportivas, designadamente, artes marciais e softair."

Da leitura destes parágrafos poder-se-ia concluir que os objectivos da proposta de lei são a repressão do uso ilegal de armas de forma a reduzir a criminalidade violenta e grave.

Mas também que iriam surgir alterações que iriam permitir uma melhor prática de actividades desportivas, entre as quais o softair (airsoft).

Como jogador de airsoft apressei-me a ler a proposta de lei, para antecipar os benefícios que as alterações à lei das armas iriam trazer-me na prática da minha actividade desportiva.

Fiquei estarrecido!
  1. As supostas alterações pontuais iriam implicar a obrigatoriedade das armas de airsoft serem pintadas em 50% da sua superfície de vermelho ou amarelo fluorescente;
  2. A aquisição das armas de airsoft só seriam permitidas mediante prova da inscrição numa associação de promoção desportiva reconhecida pelo Instituto do Desporto de Portugal, I. P. e registada junto da PSP;
  3. Todas as armas de airsoft comercializadas em Portugal teriam de ser homologadas pelo director nacional da PSP;
  4. As miras telescópicas passariam a ser proibidas;
  5. A venda electrónica de armas de airsoft passaria a ser proibida.
Isto só pode ter sido elaborado por alguém que não faz a mínima ideia do que é jogar airsoft!

Ou seja eu que agora jogo assim:
teria de passá-lo a fazer desta forma:
Mais valeria colar um alvo no centro do peito!

Por outro lado, até este momento, o Instituto de Desporto de Portugal recusou reconhecer as APD's do airsoft, alegando entre outras razões que o airsoft não é um desporto...

Se essa passar a ser uma condição exigida para a aquisição de uma arma de airsoft em Portugal, deixará de poder efectuar-se essa aquisição e obviamente será o fim da modalidade!

Quanto à homologação das armas de airsoft pela director nacional da PSP, em termos práticos vejo dois aspectos, em Portugal só estarão disponíveis no mercado armas de airsoft muito tempo depois de estarem disponíveis para venda em todos os países da Europa. Por outro lado, estão errados todos os que dizem que a PSP tem falta de efectivos, vão ocupar efectivos a homologar mensalmente dezenas de novos modelos de armas de plástico de venda livre na maioria dos países da Europa...

Quanto à classificação das miras telescópicas como artigo proibido, nem merece comentário, porquanto no airsoft estamos a falar de um equipamento para disparos de precisão a menos de 100 metros, sem qualquer aplicabilidade em actividades criminosas e na maioria das vezes sem a resistência suficiente para suportar o impulso causado pelo disparo de uma arma de fogo.

A proibição da venda electrónica de armas de airsoft, só pode ter mesmo o objectivo de por fim à prática da modalidade.

Não estamos a falar de um artigo de que existam inúmeras lojas a vender no país, serão uma escassa meia dúzia em todo o país concentradas nos grandes centros urbanos.

Um praticante dos Açores, da Madeira, do Algarve, etc., que pretenda adquirir uma arma de 100,00 euros, terá de deslocar-se a Lisboa para efectuar a aquisição presencialmente!

Segundo os objectivos anunciados esta proposta pretende reduzir a utilização de armas na comissão de crimes.

Questiono-me: tem
Portugal um índice de crimes violentos superior ao Reino Unido? Tem um historial recente de terrorismo interno? Foi alvo de atentados do terrorismo internacional recentemente?

O Reino Unido como é do conhecimento geral só recentemente conseguiu ver desaparecer a actividade terrorista do IRA, ainda recentemente foi alvo de actos terroristas da Alcaeda! Actos esses que levaram a entrada em vigor de legislação muito mais restritiva no que toca ao uso e porte de arma, no entanto um praticante de airsoft no Reino Unido pode usar esta arma de airsoft sem qualquer tipo de pintura:

E pode jogar desta forma:
Serão os praticantes de airsoft em Portugal cidadãos de honestidade e de capacidade de cumprimento da lei inferior aos cidadãos do Reino Unido?

Li há dias um parágrafo na revista Armas e Munições de Setembro/Outubro de 2008 (publicada ainda antes de ser conhecida a proposta de lei) sobre a lei das armas que creio ser a interpretação mais correcta sob a forma como esta proposta foi elaborada:

"A separação das águas
Não me parece que o problema da insegurança seja razão para haver a crispação que existe entre os responsáveis políticos e as autoridades, os caçadores, atiradores, coleccionadores e armeiros; como se estes fossem responsáveis pela proliferação de armas ilegais, pelo que nos achamos no direito de exigir a separação das águas! A lei vigente parece que foi concebida para arranjar culpados e bodes expiatórios, um pouco no estilo do diálogo da fábula de La Fontaine entre o lobo e o cordeiro: «Se não foste tu foi o teu pai!»
."

sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Os supercomputadores II

As soluções

Actualmente, todos os supercomputadores são construídos com base em praticamente os mesmos componentes que temos nos computadores de mesa, memória, discos rígidos e processadores, Intel, IBM e em alguns casos também chips Athlon. A diferença é que vários processadores, discos rígidos e módulos de memória são combinados para criar um sistema incrivelmente rápido.

Ao invés de usar apenas um disco rígido IDE, como num computador de mesa, um supercomputador utiliza um array de centenas de discos rígidos, sistemas semelhantes ao RAID, mas numa escala maior, que permitem gravar dados de forma fragmentada em vários discos e ler os pedaços simultaneamente a partir de vários disco rígidos, obtendo taxas de transferência muito altas. A capacidade total de armazenamento de um supercomputador já é medida na casa dos Petabytes, o Blue Waters, que é considerado o supercomputador mais poderoso actualmente tem 10 Petabytes de armazenamento em disco (um peta é o número 1 seguido por 15 zeros).
Processadores e memória RAM geralmente são agrupados em nós, cada nó engloba de um a quatro processadores e uma certa quantidade de memória RAM e cache. Isso garante que os processadores tenham um acesso à memória tão rápido quanto um PC de mesa. Os nós por sua vez são interligados através de algum tipo de barramento ultra-rápido, o que os torna partes do mesmo sistema de processamento. Como neurónios interligados para formar um cérebro. Um nó sozinho não tem uma capacidade de processamento tão surpreendente assim, mas ao interligar algumas centenas, ou milhares de nós a coisa muda de figura.

Os processadores mais utilizados actualmente são processadores AMD Opteron ou chips IBM PowerXCell 8i, (produzidos especialmente para esta tarefa), entre algumas outras opções. Os processadores Athlon não são os preferidos da indústria neste segmento, pois apresentam uma dissipação de calor bem mais alta que os chips Intel e IBM, o que torna-se um problema grave ao usar vários chips dentro do mesmo gabinete. Se num computador doméstico já é preciso um bom dissipador e uma boa ventilação do gabinete para usar apenas um chip Athlon, imagine o problema que é juntar 200 ou 500 destes chips.

quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Introdução ao mundo da fotografia digital II

Como seleccionar a câmara ideal

Finas e simples, pequenas e versáteis ou maiores e quase profissionais: a variedade de câmaras digitais foi crescendo nos últimos anos, criando certa confusão entre os possíveis compradores. Ainda que não exista uma clara divisão de categorias, há que distinguir três classes principais de câmaras digitais, não só em função do seu tamanho, mas sobretudo de acordo com os seguintes critérios:

A resolução das imagens que se obtém.

A potência das lentes.

Os diferentes meios de armazenamento.

A alimentação eléctrica.

As opções de configuração manual disponíveis para tirar fotos.

O preço.

quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Habitats

Existem aves em praticamente todas as partes do Mundo, mas cada espécie está adaptada ao meio ambiente onde vive. Em Portugal existem diferentes tipos de habitat, cada um com as suas aves características.
Os olivais e os montados abrigam muitas espécies de aves. Umas alimentam-se na copa das árvores e exploram os troncos em busca de insectos escondidos, enquanto outras procuram a comida no solo.
Os terrenos cultivados proporcionam vários tipos de abrigo e locais para nidificação: rochas, árvores, arbustos. Oferecem igualmente uma boa escolha de alimentos: sementes e bagas, insectos e pequenos mamíferos.

As aves das zonas húmidas alimentam-se de vegetais, de invertebrados ou de peixe.
Podem instalar o ninho em buracos das margens, ou sobre plataformas de vegetação no meio dos caniços.

terça-feira, 23 de Setembro de 2008

SALVEM O AIRSOFT

Os Seguros

Algumas palavras acerca dos seguros. Primeiro que tudo é preciso dizer que os seguros não são nem de segurança nem de prevenção. Dito de outra maneira, não são as seguradoras que vão impedir que um acidente aconteça. Por outro lado não são os seguros que dizem o que se fazer ou o que não se fazer.
Às vezes acontece que os responsáveis se questionam na perspectiva de uma actividade que acarreta alguns riscos, “se é permitido pela seguradora…” Ora esta não é uma boa pergunta. O que é preciso questionar é se a actividade está de acordo com as leis e os regulamentos, tanto públicos como do Movimento escutista. Se as crianças/jovens têm toda a preparação requerida para a realizar, se o enquadramento será o adequado e se, verdadeiramente, estão prontos para reduzir os riscos ao mínimo. Com efeito, trata-se de se comportarem como adultos “responsáveis” que têm crianças/jovens à sua responsabilidade.
Dito isto, os seguros existem para garantir o pagamento das quantias que serão necessárias pagar devido a incidentes, acidentes ou prejuízos causados a alguém.

Distingue-se o seguro de responsabilidade civil, no caso de prejuízo a terceiros, do seguro de acidente, que paga as indemnizações às pessoas por alguns acidentes.
É importante reforçar que a Associação não assegura os bens dos seus membros e que um seguro de responsabilidade civil não dispensa os responsáveis adultos de verificarem sempre se os proprietários dos locais e dos bens que utilizam, estão também cobertos por uma apólice de seguro de responsabilidade civil.

segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Top Tech M4 Carbine Blowback

Fabricante: Top Tech
Modelo: M4 Carbine
Capacidade: 450 tiros
Peso: 3100 g
Potência: 328 fps
Motor: High Torque type
Hop-up: Ajustável
Bateria: 9.6V 1700mAh
Modo de tiro: Semi, Full Auto
Construção: Ligas de magnésio, Alumínio, Polímero

Prós
- Sistema blowback de confiança
- Alta performance e qualidade
- Desenho com aspectos únicos

Contras
- As marcas poderiam ser melhoradas

Veredicto
No geral uma AEG muito bem desenhada e construída pelas Top Tech, com um acabamento muito bom, boa performance e múltiplos aspectos de desenho únicos e inovativos. Quase que a única coisa a desejar seriam marcas mais realísticas, ou melhor em vez disso, um receptor em branco.

Assim que as primeiras armas eléctricas de airsoft foram introduzidas no início dos anos 90, muitos utilizadores almejaram por algo mais realístico do que uma acção sem recuo e o som de uma máquina de lavar. Vários sistemas blowback foram desenvolvidos, com a Tokyo Marui a ser pioneira com a sua PSG-1. Isso e os sistemas de blowback seguintes ou AEG’s foram mecanicamente ligados ao pistão para providenciar o blowback, mas a mola de retorno reduz o ritmo de fogo e as partes mecânicas não foram tão bem desenhadas como as gearbox originais, assim as falhas eram comuns. Também como o ferrolho se moverá com o pistão, as armas irão normalmente guardar as partes móveis antes de disparar a BB.

Usando tecnologia patenteada da G&G, a Top Tech lançou uma AEG com um novo tipo de sistema blowback. Nesta versão, parte do ar comprimido é conduzido para outro pistão no topo da gearbox, e a acção blowback é providenciada simultaneamente com o disparo da BB para aumentar o realismo. Porque não existe nenhuma ligação mecânica entre o pistão e o sistema blowback, bloquear o ferrolho não irá afectar o ciclo da gearbox. De facto pode segurar o ferrolho com o dedo e a AEG irá funcionar sem problema!
Este diagrama mostra o princípio de funcionamento do sistema blowback. A falta de ligação mecânica adiciona segurança ao mecanismo principal no caso de a característica adicional ter problemas.
O cano exterior é uma peça de alumínio CNC maquinado na totalidade e preso ao receptor superior com uma porca.
As marcas no lado esquerdo não deixam dúvidas do país de fabrico. Uma versão toda preta será a nossa favorita.

A AEG é embalada de uma forma similar às AEG’s da G&G AEG's numa embalagem de isopor resistente dentro de uma caixa de cartão colorida com a informação do fabricante imprimida. Assim que tirar a Top Tech M4 da caixa, verificará que feita com um aspecto muito sólido, sem folgas nem rangidos. Tem um excelente peso de 3kg, que é muito próximo do peso da arma real.

As peças plásticas são todas bem feitas em polímero e são tão fortes como parecem. Obviamente o fuste não tem escudos de peso para criar espaço para a bateria (9.6V 1700mAh tipo duplo conjunto), mas mais do que isso parece exactamente a sua parceira real. O acabamento das peças de metal está muito bem feito e nada surge de negativo no trabalho executado. O desenho das marcas não é exactamente ao nosso gosto, mas temos de admitir que elas estão bem desenhadas.
As marcas do lado direito são bastante simples. Note-se a falta de parafuso no libertador do carregador: A construção é realística e durável!
Os pinos tem retentores para os impedir de cair e os fios podem ser desligados para fácil desmontagem.
O fim do punho é tipo ventilado com um bem dimensionado parafuso de ajustamento do motor.
Debaixo vai encontrar roscas metálicas embebidas no punho de polímero para melhor durabilidade.
A câmara do hop-up é plástica, mas faz o trabalho muito bem. Um anel de bronze de espaçamento mantém o cano centrado.

A bateria recomendada para a Top Tech M4 Carbine é uma 9.6V 1700mAh, assim ligámos uma e fechámos o fuste. Ao contrário de muitas outras, o anel delta apenas requere um razoável esforço para puxar, mas no estado fechado o fuste é bastante sólido e não cai. A bateria especificada dás um bom RoF dá um pequeno intervalo para o primeiro tiro. Nós despejámos todo o carregador hi-cap com 450 bb’s em apenas 2 minutos, simplesmente porque era tão divertido disparar!

Tal como já tínhamos apreciado nas AEG’s G&G, a oferta da Top Tech providencia velocidades da munição estáveis. Porque alguns lubrificantes saem da gearbox para o cano durante as primeiras centenas de disparos, deve prestar atenção à limpeza do cano especialmente no princípio quando começar a usar uma nova AEG: Depois de o cano ter sido limpo, a Top Tech M4 providencia uma velocidade da munição muito consistente a 328 fps / 1 Joule, o que é perfeito para CQB e países onde o limite da energia legal é baixo.

Como lançado pela ICS, a Top Tech M4 Carbine inclui uma assistência de trabalho dianteira. Bem, uma espécie. Ao contrário da arma real que envia o transportador do ferrolho para a frente, a assistência dianteira numa AEG é descrita como funcionando quando liberta a mola de tensão. Dentro, é ligada à lingueta anti-reverso para permitir que as gears regressem e libertar a compressão para armazenamento.

O sistema blowback não é realmente pontapeante, especialmente desde que nos lembramos tão bem da GBB M4 da WA. Se disparar sem BB’s, o transportador do ferrolho quase nem se move, porque todo o ar escapa pelo cano. Com BB’s existe suficiente pressão de recuo para mover o sistema. Levamos a arma ao chrony com o transportador do ferrolho mecanicamente bloqueado e a diferença de velocidade foi apenas 3-4 fps, assim é mais económico e não sacrifica realmente a performance. O transportador do ferrolho pode ser preso aberto para o ajuste do hop-up.
O botão da assistência dianteira está ligado a esta barra de transferência dentro, o que desliga a lingueta anti-reverso para libertar a mola de tensão.
O transportador do ferrolho pode ser preso atrás tal como na real. Como habitual, isto torna o ajustamento do hop-up mais fácil.
O transportador do ferrolho de aço estampado rodeia o topo da gearbox, em vez da construção típica simples.

Indo para os interiores foi um pouco complicado no início, uma vez que não sabíamos que tipo de peças delicadas iriam cair assim que os receptores forem separados. A preocupação era desnecessária, uma vez que todas as peças ficam no seu lugar muito bem e desmontar é quase exactamente o mesmo que com a maioria das outras AEG’s.

Primeiro os fios da bateria foram desligados, uma vez que este é um modelo com fios à frente. Pequenos conectores são providenciados, assim não precisa de um ferro de soldar. Depois de empurrar para fora o pino cativo frontal de desmontagem, o receptor superior pode deslizar para a frente do inferior. Precisa de libertar o manípulo de carga ao mesmo tempo e o manípulo fica no receptor inferior em vez de sair com o superior.
Uma ligação engenhosa conecta o lado esquerdo e o lado direito do selector, assim pode ver a configuração do lado direito do receptor.
As gears estão bem encaixadas, mas muito bem alinhadas e funcionam ligeiras. A caixa também é oleada generosamente.
O pistão é forte em fibra reforçada, com o segundo dente removido como é tendência. A cabeça do pistão é em alumínio com 8 portas.

Depois da habitual remoção do punho e da coronha, o pino de desmontagem traseiro e o “pino do gatilho” são removidos. Note que o pino do gatilho deve ser removido na direcção oposta dos pinos de desmontagem. O receptor do carregador é similar ao real. Tem de ser empurrado o suficiente para que possa rodar a grande peça L colocada no outro lado do receptor até ele sair. Isto elimina o feio e facilmente perdível pequeno parafuso que quase toda a gente usa. Nota alta para este pequeno toque de realismo e durabilidade! Levantando a gearbox fora do receptor inferior deixa o indicador do selector do lado esquerdo cair, mas é fácil de alinhar mais tarde quando montar.

A gearbox tem rolamentos de 8mm e um excelente trabalho de anilhas para uma operação fácil e durável. As gears elas próprias são encaixadas, mas de um material bastante forte. A guia da mola tem um rolamento nela para um ciclo de compressão suave, o pistão é em polímero fibra-reinforçado e todas as peças pneumáticas são bem seladas. Graças ao O-ring mesmo dentro do bocal, o sistema inteiro é hermético para melhor eficiência.
A frente da caixa tem um pequeno raio para reduzir o risco de quebrar.
A cabeça do cilindro tem o melhor amortecimento que alguma vez vimos! Espessa o suficiente para amortecer o impacto, tem também uma forma de funil para um bom fluxo de ar.
Não há dúvidas de que isto é uma AEG muito bem feita da Top Tech e a performance e fiabilidade não foram sacrificadas para produzir o sistema blowback. Com tantos pontos de desenho num pacote, é uma arma de valor para considerar mesmo que não esteja interessado na capacidade de blowback!
A traseira do receptor superior tem entradas bastante largas que entrar no receptor inferior para uma ligação sólida.
Uma ferramenta de ajuste da mira frontal para elevação.
Uma chave é fornecida para remover o tapa-chamas e alargar a porca do cano se necessário.

domingo, 21 de Setembro de 2008

Grândola tem novo pároco

A paróquia de Nossa Senhora da Assunção, correspondente à freguesia de Grândola, tem desde hoje um novo pároco, o Padre Manuel António Guerreiro do Rosário, ex-reitor do Seminário de Beja e ex-pároco da paróquias das Neves e do Baleizão.

No decorrer da missa dominical da 10:30, o Pe. Manuel António tomou posse do seu novo ministério na presença de D. António Vitalino, Bispo de Beja e de D. Manuel Falcão, Bispo Emérito.
Numa igreja com lotação mais do que esgotada de paroquianos que vieram assistir à tomada de posse do novo pároco e de alguns outros que vieram de longe despedir-se do seu ex-reitor ou pároco, de realçar a presença do Governador Civil de Beja, General Manuel Soares Monge e do Presidente da Câmara Municipal de Grândola, Dr. Carlos Vicente Morais Beato.

A dez dias do seu 45º aniversário o Pe. Manuel António assumiu um novo desafio de acordo com o que afirmou, no âmbito da sua actividade como sacerdote na divulgação da palavra de Deus.

sábado, 20 de Setembro de 2008

ACM: M500SSB

Especificações da arma:

Modelo: Mossberg M500 SSB
FPS: 240
Comprimento: 960mm
Peso: 3100g
Capacidade de munições: 150 BB’s
As shotguns podem não ser o armamento militar típico. O mais certo é ser ligado a agentes da lei, caçadores, atiradores desportivos e até a defesa do lar. Mas as shotguns tem o seu papel nas modernas técnicas militares – como uma solução para portas fechadas, controlar multidões e funções de guarda, por exemplo.
A Mossberg é o construtor que cobre todas as aplicações previamente mencionadas. Os produtos da Mossberg são igualmente usados no sector civil, corpos policiais e militares em todo o mundo.
A aplicação de réplicas no airsoft é um pouco uma salada russa. A principal característica de uma shotgun é o espalhamento que é difícil de conseguir no airsoft. A Marui usou uma aproximação com três canos, que tinha as suas vantagens, mas era uma réplica de mola. Craft Apple Works, Maruzen e a Marushin também construíram réplicas de shotgun para airsoft a gás ou de mola.

Este modelo é basicamente uma cópia da Marushin M500 SSB. O que é interessante é que o construtor decidiu manter o seu anonimato. Não existe nenhuma menção do nome quer na caixa quer no manual. Assim decidimos designá-la por ACM (All China Made) M500 SSB.
Página do manual da Marushin

A embalagem protege a réplica durante o transporte e ela chegou numa boa caixa de Styrofoam. Além da réplica, trás um manual (uma cópia exacta do manual da Marushin a que foram adicionados alguns caracteres chineses), uma vara de limpeza e um pequeno saco de BB’s.
A mesma página do manual da ACM

Goste ou não, a primeira impressão é importante. E o primeiro contacto com a ACM M500SSB é impressionante: o metal frio e brilhante irá impressionar qualquer um sem falha. O acabamento nas peças de metal dá uma excelente impressão nas faces cromadas. Infelizmente, pequenas manchas (principalmente abrasões) podem ser vistas no acabamento, mas por outro lado parece muito boa. A madeira falsa na coronha e no fuste parece convincente. Até aonde a impressão visual alcança, ambas as peças de madeira falsa são bastante boas, mas perdem na robustez. A coronha é oca o que é revelado quando se lhe toca. A chapa de coice é feita de borracha macia anti-derrapante que proporciona um excelente apoio no ombro.
Como é habitual nas réplicas chinesas, não existem marcas nem inscrições em lado nenhum.
As miras são excelentes. O primeiro ponto é fixo (mas tem falta de um insert vermelho, que iria facilitar a pontaria). A mira traseira é ajustável com uma pequena chave. Isto é uma solução muito boa, especialmente no airsoft. Porquê? A mira traseira anel fantasma é, sem dúvida, o melhor sistema para shotguns de combate. Ela permite capacidade tipo carabina com zagalotes a distâncias grandes e descargas de chumbo miúdo a pouca distância.
No geral, esta é uma réplica muito sólida e pesada (aproximadamente 3,1kgs) – com uma excepção. O fuste está solto. Muito solto, na verdade. A razão por trás disso é as barras de acção, que parecem ser a única coisa que estabiliza o fuste.
Carregar não é exactamente a operação mais rápida; o melhor é que não é necessária nenhuma ferramenta especial. Tem de se puxar o fuste para revelar o buraco do carregador tubular, rode o botão no tubo, puxe para fora os tubos de carga e insira as BB’s, quando encher um tubo, rode e repita o processo no tubo seguinte. É possível inserir 50 BB’s em cada um dos três tubos, mas não se deve encher os tubos demais pois poderão haver problemas ao introduzir de novo os tubos de carga. Rode a roda dos tubos de carga e a réplica está pronta para disparar.
Bem, ainda não. Ainda é preciso encher com gás. A válvula de gás está escondida debaixo da réplica, onde fica a rampa de carga. A válvula é facilmente acessível, mas penso que seria uma boa ideia protegê-la com algo contra a sujidade ou outros azares.
A qualidade geral do sistema de gás é bastante boa. Não á perdas de gás na válvula.
O ciclo operativo consiste em armar a réplica, que é completado deslizando o fuste para a frente de novo e premindo o gatilho.

A segurança está facilmente acessível, está colocado na traseira da culatra. É um simples botão deslizante com duas posições. Quando está na posição dianteira, a réplica está pronta a disparar (o ponto vermelho está visível); a posição traseira bloqueia a réplica.

sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

Os supercomputadores

O Eniac

Na década de 40, todos os computadores do mundo eram gigantescos e caros, custando vários milhões de dólares, mas agregando tudo o que havia mais avançado em termos de conhecimento humano. Pois bem, vendo de hoje, pode parecer ridículo que qualquer calculadora de mão de 3 euros possa ter um poder de processamento superior ao de um Eniac, que só de manutenção custava quase 200.000 dólares por dia, mas os supercomputadores continuam existindo, tão grandes e caros quanto um Eniac, porém incomparavelmente mais rápidos do que os computadores de mesa, como o que está a usar neste momento.

Este trecho final é dedicado a eles, os mastodontes que estão por trás de muitos dos avanços da humanidade, que apesar de estarem escondidos em grandes salas refrigeradas são alvo de grande curiosidade.

A procura
O HECToR, o supercomputador britânico mais rápido

Apesar de mesmo um "computador de baixo custo" actualmente possuir um poder de processamento superior ao de um supercomputador que à 15 anos atrás custava 5 milhões de dólares, a procura por sistemas cada vez mais rápidos continua.

As aplicações são várias, englobando principalmente pesquisas científicas, aplicações militares diversas e vários tipos de programas financeiros e relacionados com a Internet, programas que envolvem uma quantidade absurda de processamento e claro, envolvem instituições que podem pagar muito mais do que 5 ou 10 mil dólares por um computador o mais rápido possível.

Existindo procura... aparecem os fornecedores.
O Milipeia, o mais poderoso supercomputador existente em Portugal

quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Introdução ao mundo da fotografia digital

Porquê digital?

Antes de passar ao como, haverá sem dúvida quem opte por perguntar 'porquê?'. Concretamente, porque molestar-se em aprender a utilizar uma câmara digital? Há várias razões para decidir-se a dar este passo.

A foto realizada pode ver-se no momento no ecrã em miniatura que incorpora a câmara. Se não gosta do que vê, não tens mais do que apagá-la. Se ficou demasiado brilhante, escura ou tremida, tem a opção de repetir a foto de forma imediata.

As fotos digitais podem enviar-se por correio electrónico é só passá-las para o computador

Estas fotos podem editar-se de forma criativa num computador.

Para ter cópias em papel, não é necessário revelar o rolo, basta sim imprimir as fotos que ficaram realmente bem.

Além da fotografia, uma câmara digital pode ter outros usos, como a gravação de som ou de vídeo, ou a videoconferência (webcam).

Há uma coisa que rapidamente se torna evidente: ainda que as câmaras digitais todavia sejam algo mais caras do que as câmaras 'clássicas', oferecem uma série de vantagens que convertem a fotografia numa experiência completamente nova.

quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Adaptações das aves

Cada ave está adaptada por forma a tirar partido do meio em que vive. Essas adaptações encontram-se até nas aves mais comuns, especialmente na forma do bico e das patas.
Os patos (em cima) nadam com as suas patas palmadas, mergulhando a cabeça na água em busca de alimentos. As limícolas (em baixo) têm patas compridas e remexem o lodo com o bico.
Os Andorinhões passam a maior parte da vida a voar e só muito raramente têm de se deslocar em terra. Possuem asas compridas e patas minúsculas, capturando insectos no ar enquanto voam com o bico aberto.
Os Pica-paus têm um bico forte e batem com ele na casca das árvores, à procura de insectos. As patas têm dois dedos dirigidos para diante e dois para trás, permitindo-lhes subir pelos troncos com facilidade.
Os Fringilídeos têm bicos curtos e grossos, próprios para comer sementes. Como acontece com outras aves de poleiro, as suas patas têm dedos fortes que se fecham automaticamente ao pousar, impedindo a ave de cair empurrada pelo vento enquanto dorme.
As aves de rapina têm garras curvas, que utilizam na captura das presas. O bico é forte e adunco, servindo-lhes para arrancar pedaços de carne.

terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Educação para a Segurança

O último aspecto da segurança é a educação para a segurança. É preciso que cada criança/jovem aprenda a tornar-se responsável de si próprio, particularmente em ambientes que não lhes sejam familiares. Para prevenir, cada um deve estar consciente dos riscos inerentes às actividades nas quais vai participar e que interiorize bem as regras de segurança: saber porque é preciso usar um colete de salvação, porque não se pode ir brincar para tal sítio, porque é que não é permitido tomar banho fora das zonas sinalizadas … Os adultos responsáveis têm que incentivar constantemente as crianças/jovens a serem sempre prudentes.

segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Princípios do Gás Blowback (GBB)

Todos nós vimos os jogos de tiro nas arcades, onde se usam pistolas ligadas à máquina para atingir zombies que nos atacam incansavelmente. Disparando fora do ecrã carrega-se a pistola e durante o jogo pode-se verificar que a culatra tem uma espécie de movimento "blowback". Quase imperceptível.

No airsoft, o mais alto nível de realismo é encontrado nos modelos operados a gás com blowback (GBB). Estas são principalmente pistolas, mas existem armas longas disponíveis com blowback também. Não é só o nível de detalhe e peso que está a um nível completamente diferente, mas elas operam como as reais também! Mas como isso acontece e pode fazê-lo acontecer ainda melhor?
Posição inicial. Quando o gatilho é premido, a BB é disparada e a culatra começa a mover-se para trás. A pistola vai “abanar” um pouco.

UMA PEQUENA HISTÓRIA DO RECUO!

O primeiro sistema GBB pode seguido até Tanio Kobayashi (de Tanio Koba), uma grande figura no desenho de modelos de armas e amas de airsoft japoneses, que trabalhava para a MGC na altura. O princípio era muito simples, tendo a válvula aberto directamente com o puxar do gatilho. O sistema blowback irá primeiro propulsionar a culatra para trás e a BB é disparada com o restante gás. Por causa da aceleração da culatra para trás, a frente da pistola irá pender antes de disparar a BB, causando que as BB’s de uma forma consistente acertem baixo. Você também terá de puxar o gatilho decisivamente para abrir a válvula todas as vezes, para produzir a mesma quantidade de blowback. Premir devagar irá abrir a válvula lentamente também, causando operações lentas e fps baixos.
Quando a culatra atinge a posição mais recuada, ela executa uma paragem repentina que cria a sensação de recuo e o baixar da frente da arma. Quando a culatra começa a acelerar para a frente, empurra o punho da arma contra a base do polegar.

A Western Arms criou o primeiro sistema que melhorou muitas coisas de uma vez: O cão era usado para abrir a válvula através de um pino de disparo, a BB era disparada antes de a culatra começar a mover-se e o sistema blowback esconde-se na traseira da culatra quando você puxa a culatra manualmente para obter um aspecto mais realístico na porta de ejecção. A WA protegeu a sua propriedade intelectual, assim outros construtores não podem copiar o desenho sem licença. Tanaka Works usa o WA Magna Blowback nas suas linhas de produtos.
Quando a culatra regressa à posição, acontece outra paragem súbita. Se estiver segurando firmemente, a mira deve estar apontada para o mesmo local que estava antes de puxar o gatilho.

O sr. Kobayashi continuou a desenvolver o seu sistema até ao sistema "pre-shoot", que usa a válvula flutuante para direccionar o gás para trás da BB, antes de mover a culatra e o ponto de carga também retrai-se na culatra quando é movido para trás. O desenho Tanio's é utilizado pela Tokyo Marui, neste momento, em todas as suas pistolas e muitos modelos da KSC tem uma impressionante semelhança com este princípio. Para a Maruzen, ele desenhou outro sistema que nem tem peças móveis dentro do local de carga, mas o interruptor da válvula está localizado no topo do carregador.
A válvula é aberta e o gás corre para o local de carga. A válvula flutuante direcciona-o para trás da BB.

COMO ISTO ACONTECE?

O carregador de uma pistola GBB armazena o gás e as BB’s. O gás é normalmente HFC134a (aka. gás refrigerante) ou C3H8 (Propano, aka. Green gás, Top gás etc.). Ao disparar o gatilho, o cão mantém a válvula principal aberta através de um pino de disparo. Outro termo para o pino de disparo é “batente de válvula”. A válvula está agora aberta. Existem acessórios de fecho para manter a válvula aberta por um certo tempo mesmo quando a culatra recua para armar o cão. A Western Arms coloca fechos de válvula nos seus carregadores, enquanto outros incorporam o fecho no mecanismo de disparo para manter o pino de disparo (ou batente de válvula) desligado. A culatra arma o fecho mais tarde durante o ciclo para permitir à válvula que feche.

Com a saída da BB e o local de carga adiantado, a pressão é direccionada para propulsionar a culatra para trás.

A válvula principal deixa o gás no ponto de carga. Dentro do ponto de carga, um interruptor de válvula (aka. válvula flutuante, válvula foguete...) direcciona o gás para trás da BB para a disparar para fora do cano. A saída do gás causa o movimento para a frente do interruptor da válvula e bloqueia a descarga de gás para o cano. Como a pressão dentro do ponto de carga sobe, a culatra é empurrada para trás pelo pistão de blowback. Foi confirmado com equipamento de vídeo de alta velocidade, que a BB saiu do cano antes de a culatra ter tempo para se mover, assim o coice não afecta a precisão!
O sistema da Marui funciona como acima. Válvula aberta -> BB fora!

No sistema da WA, a traseira do ponto de carga é o pistão e o blowback-frame na traseira da culatra envolvendo a cabeça do pistão. Noutros sistemas tais como o da Tokyo Marui, o ponto de carga é ele próprio o cilindro e o pistão é fixo à traseira da culatra. Em qualquer dos casos, a pressão do gás empurra o ponto de carga e a culatra em direcções opostas. Porque o ponto de carga não pode mover-se para a frente, a culatra move-se para trás. É um equívoco comum que o ponto de carga tem de avançar quando você puxa a culatra manualmente. Não de preocupe: A pressão segura-o à frente.
A saída do gás empurra a válvula flutuante de carga por mola para a frente, permitindo a pressão para executar o blowback.

O ponto de carga tem um limite mecânico tão longo quanto ele puder esticar e a culatra move-se uma distância maior do que isso. Depois do pistão de blowback ter movido a culatra tudo o que puder, a culatra continua a mover-se para trás com a inércia, puxando o ponto de carga com ela. Isto permite que a próxima BB suba para os lábios de carga do carregador. Durante o movimento para a retaguarda, a culatra liberta o mecanismo do gatilho, arma o cão e comprime a mola de recuo. O ponto de carga tem a sua própria mola de retorno para retrair-se na traseira da culatra, mas o objectivo disto é principalmente estético. Alguns modelos não têm esta mola de todo e algumas vezes uma cabeça de pistão com um selo apertado torna a mola incapaz de retrair o ponto de carga totalmente.
Mesmo depois de a culatra ter armado o cão durante o movimento de recuo, o batente da válvula mantêm-se à frente, mantendo a válvula aberta para um melhor blowback.

Quando a culatra regressa à frente empurrada pela mola de recuo, o ponto de carga recolhe uma nova BB do carregador e coloca-a na câmara. A pistola está então pronta para outro disparo.

TRABALHO DE MELHORIA

Como quase todos os sistemas mecânicos, o sistema blowback pode também receber upgrades. As peças podem ser substituídas por outras de mais duração (porque muitos modelos são desenhados para HFC134a, não para o Green Gás de alta pressão), mas você pode também afinar a performance com diferentes válvulas e mola. Vamos dar uma pequena volta pelos efeitos de várias peças:

Só depois de a culatra accionar o batente da válvula, é permitido o fecho da válvula.

A mola de recuo é muitas vezes mudada em qualquer pistola que receba um upgrade para uma culatra metálica. O principal objectivo da mola de recuo é empurrar a pesada culatra para a frente mais rápido, para fazer a acção mais ágil e eficiente. É um equívoco comum de que uma mola de recuo mais forte vai realizar um recuo mais forte: Na realidade vai trabalhar contra o movimento de recuo da culatra, o que significa que o choque da paragem da culatra é reduzido.
O sistema de blowback da Tokyo Marui P226 desmontado. Repare na copa da cabeça do pistão branco dentro do blowback frame.

Válvulas de alta descarga são substituições da válvula principal do carregador, o que significa de uma para cada carregador. Existem vários modelos e você pode também usar as válvulas originais se estiver relacionado com o Blue Peter. O princípio é bastante simples: Elas deixam sair o gás a um maior ritmo de descarga do carregador no ponto de carga. Vai aumentar a velocidade de deslocação da BB, a velocidade de recuo da culatra (e o recuo também), mas também o consumo de gás é aumentado e pode levar a problemas de congelamento.
Nunca perguntou por que razão uma válvula de alto fluxo é capaz de libertar mais gás? Pois bem, aqui está o porquê!

Cabeças do pistão são tipicamente uma peça de reforço, normalmente equipadas com um simples e durável O-ring em vez de um barato Y-ring ou desenhos de copa. Elas são mais resistentes a defeitos ou altas pressões. A cabeça de pistão tipo PDI Winter estica mais no ponto de carga, o que significa que o comprimento de ataque efectivo é aumentado. Você pode usá-las todo o ano para uma melhor performance se tiver uma culatra metálica. A cabeça de pistão Nine Ball Dyna tem portas características para esticar o O-ring contra o interior do ponto de carga, quando é pressurizado. Estas são cabeças de pistão populares, no entanto o custo é muitas vezes o preço de uma cabeça PDI. Cabeças de pistão Dyna vêm com uma mola para a válvula flutuante, que melhora bastante a velocidade de disparo.
Green Gás

Válvulas flutuantes de vários tipos estão disponíveis, tais como as válvulas flutuantes Airsoft Surgeon Power Up para a série KSC Glock series. As metálicas são mais duráveis do que as originais plásticas e as válvulas feitas em latão são pesadas, assim a descarga de gás atrás da BB é melhorada, resultando numa maior velocidade de disparo.
Vários tipos de gás

Uma peça largamente incompreendida é a mola do cão. Enquanto ela realmente aumenta a velocidade de disparo, o objectivo principal é abrir eficientemente a válvula em primeiro lugar. Quando gases de alta pressão são usados, a válvula torna-se difícil de abrir. Se a tensão da mola do cão for insuficiente, a válvula não abre completamente e o blowback será lento. Isto é fácil de verificar numa pistola, quando coloca um carregador cheio e começa a disparar. A operação será errática por alguns disparos (com ciclos próprios e ataques meio executados), mas quando o gás arrefecer baixando a pressão, a pistola começa a operar apropriadamente. Se a mola do cão original não está abrindo a válvula eficientemente, deve ser substituída por uma mais forte. Mas lembre-se que uma mola de cão dura é mais difícil de comprimir, assim irá atrasar a culatra quando ela recua. O peso de puxar o gatilho irá também aumentar e o desgaste e consumo também.

Afinar uma pistola gás blowback não permite assim tantas variáveis, mas é preciso muita experiência e testes para encontrar a combinação perfeita para si. Quer goste de maximizar a velocidade, ter o máximo de recuo e realismo, ou apenas uma arma rápida, estável, desportiva para tiro prático, as opções estão disponíveis!

sábado, 13 de Setembro de 2008

A década de 80

Intel 8086

Como profetizado por Gordon Moore, os processadores vem dobrando de desempenho a cada 18 meses desde o início da década de 70. Uma década é uma verdadeira eternidade dentro do mercado de informática, o suficiente para revoluções acontecerem e serem esquecidas.
Gordon Moore

Depois dos dinossauros da década de 70, os computadores pessoais finalmente começaram a atingir um nível de desenvolvimento suficiente para permitir o uso de programas sérios. Surgiram então os primeiros programas de processamento de texto, folhas de calculo e até mesmo programas de edição gráfica e desenho.


O primeiro PC foi lançado pela IBM em 1981 e tinha uma configuração bastante modesta, com apenas 64 KB de memória, dois drives de disquetes de 5¼, um monitor MDA somente texto (existia a opção de comprar um monitor CGA) e sem disco rígido. O preço também era salgado, 4000 dólares da época.

Esta configuração era suficiente para rodar o DOS 1.0 e a maioria da programas da época, que por serem muito pequenos, cabiam em apenas uma disquete e ocupavam pouca memória RAM. Mas, uma vantagem que existe desde este primeiro PC é a arquitectura aberta, que permite que vários fabricantes lancem acessórios e placas de expansão para ele. Foi questão de meses para que começassem a ser vendidos discos rígidos, placas de expansão de memória, placas de vídeo, etc. de vários fabricantes.
Apple III

A Apple havia lançado o Apple III poucos meses antes do PC. Os dois equipamentos bateram de frente, pois disputavam o mesmo mercado e o Apple III acabou levando a pior, apesar da sua configuração não ficar devendo à do PC e o preço dos dois ser quase o mesmo. O Apple III vinha com 128 ou 256 KB de memória, dependendo da versão, um processador Synertek 6502A de 2 MHz e drive de disquetes de 5¼. O grande pecado foi o uso de um barramento de expansão proprietário, o que limitou as possibilidades de upgrade aos acessórios oferecidos pela própria Apple, uma característica que acabou sendo a grande responsável pela supremacia do PC.

Em 1983 a Apple apareceu com uma grande novidade, o Lisa. Na sua configuração original, o Lisa vinha equipado com um processador Motorola 68000 de 5 MHz, 1 MB de memória RAM, duas drives de disquetes de 5.25” de 871 KB, HD de 5 MB e um monitor de 12 polegadas, com resolução de 720 x 360. Era uma configuração muito melhor do que os PC's da época, sem falar que o Lisa já usava uma interface gráfica bastante elaborada e já contava com uma suite de aplicativos de escritório à lá Office. O problema era o preço, 10.000 dólares. Isso em valores da época, em valores corrigidos seria quase o dobro.
Apple Lisa

O Lisa era muito caro, por isso novamente não fez muito sucesso, mas o projecto serviu de base para o Macintosh lançado em 1984. Este sim fez um grande sucesso, chegando a ameaçar o império dos PC's. A configuração era compatível com os PC's da época, com um processador de 8 MHz, 128 KB de memória e um monitor de 9 polegadas. A grande arma do Macintosh era o MacOS 1.0, um sistema inovador de vários pontos de vista.


Ao contrário do MS-DOS ele já utiliza interface gráfica e rato, o que o tornava muito mais fácil de ser operado. O MacOS continuou evoluindo e incorporando novos recursos, mas sempre mantendo a mesma ideia de interface “user friendly”. Actualmente, é possível rodar as versões antigas do MacOS mesmo num PC, usando emuladores como o vMac (http://leb.net/vmac) e o SoftMac (http://www.emulators.com).
MacOS 1.0

Em 1984 já existia também a primeira versão do Windows, que era uma opção para os utilizadores de PC's interessados em utilizar uma interface gráfica.


O Windows 1.0 rodava sobre o MS-DOS e podia executar tanto aplicativos para Windows como os programas para MS-DOS. O problema era a memória.

Os PC's da época vinham com quantidades muito pequenas de memória RAM e na época ainda não existia a possibilidade de usar memória virtual (que viria a ser suportada apenas a partir do 386).

Para utilizar o Windows, era preciso primeiro carregar o MS-DOS. Os dois juntos já consumiam praticamente toda a memória de um PC básico da época. Mesmo nos PC's mais potentes não era possível utilizar muitos aplicativos ao mesmo tempo, novamente por falta de memória.

Como os programas para Windows eram muito raros na época, poucos utilizadores viram necessidade de utilizar o Windows para usar os mesmos programas que usavam (com muito mais memória disponível...) no MS-DOS. Sem contar que a versão inicial do Windows era bastante lenta e tinha vários bugs.

O Windows começou a fazer algum sucesso na versão 2.1, quando os PC's 286 com 1 MB ou mais de memória já eram comuns. Com uma configuração mais poderosa, mais memória RAM e mais programas, finalmente começava a fazer sentido utilizar o Windows. O sistema ainda tinha vários bugs e bloqueava com frequência, mas alguns utilizadores começaram a migrar para ele.
Windows 2.0

O Windows arrancou mesmo a partir da versão 3.1, que muitos de nós chegaram a utilizar. O Windows 3.1 era relativamente leve, mesmo para os PC's da época e já suportava o uso de memória virtual, que permitia abrir vários programas, mesmo que a memória RAM se esgotasse.

Já existiam também vários programas para Windows e os utilizadores tinham a opção de voltar para o MS-DOS quando desejassem.

Foi nesta época que os PC's começaram a recuperar o terreno perdido para os Macintoshs da Apple. Convenhamos, o Windows 3.1 bloqueava com muita frequência, mas tinha muitos programas e os PC's eram mais baratos que os Mac's.

Na época começaram a surgir os primeiros concorrentes para o Windows, como o OS/2 da IBM.
OS/2

Desde o início da era PC, a Microsoft e a IBM trabalhavam juntas no desenvolvimento do MS-DOS e outros programas para a plataforma PC. Mas, em 1990 a IBM e a Microsoft se desentenderam e cada uma ficou com uma parte do trabalho feito, com o qual tentaram tomar a liderança do mercado de sistemas operativos.

Alguns brincam que a IBM ficou com a parte que funciona e a Microsoft com o resto, mas a verdade é que apesar do OS/2 da IBM ser tecnicamente muito superior ao Windows 95 da Microsoft, foi o sistema das janelas quem levou a melhor, pois era mais fácil de usar e contava com a familiaridade dos utilizadores com o Windows 3.1.

O OS/2 ainda é utilizado por alguns entusiastas e existem até mesmo movimentos para continuar o desenvolvimento do sistema, mas faltam programas e drivers.

Um sistema muito mais bem sucedido, que começou a ser desenvolvido no início da década de 90 é o Linux, que todos já conhecemos. O Linux tem a vantagem de ser um sistema aberto, que actualmente conta com a colaboração de centenas de milhares de programadores voluntários espalhados pelo globo, além do apoio de empresas de peso, como a IBM. Mas, no começo o sistema era muito mais complicado que as distribuições actuais e não contava com as interfaces gráficas exuberantes que temos hoje em dia.
Linux

O desenvolvimento do Linux foi gradual, até que houve a explosão do acesso à Internet em 95, quando o sistema começou a ser usado por um número cada vez maior de servidores Web, pois era estável e gratuito. Hoje o IIS da Microsoft consegue brigar de igual para igual (pelo menos em número de utilizadores), mas no início Linux era sinónimo de servidor Web.

A Microsoft continuou melhorando seu sistema. Foram lançados o Windows 95, depois o 98, depois o ME, depois o XP e finalmente o Vista, com todos os problemas que conhecemos mas com a boa e velha interface fácil de usar e uma grande safra de programas que garantiram a popularização destes sistemas.

Paralelamente, a Microsoft desenvolvia uma família de sistemas Windows destinadas a servidores, o Windows NT, que chegou até a versão 4, antes de ser transformado no Windows 2000.
Actualmente, as duas famílias Windows fundiram-se no Windows XP, um sistema destinada tanto ao uso doméstico quanto em estações de trabalho e servidores, e que pode ser considerado um sistema estável (ao contrário do Windows 98 e ME) pois é baseado no Windows 2000.

Enquanto isso, o Linux continua avançando. Por enquanto o sistema é usado apenas em 2% dos computadores de mesa (fora os utilizadores casuais e os que mantém Windows e Linux em dual-boot), mas tem a possibilidade de crescer bastante no futuro, com a ajuda de programas como o Gimp e o StarOffice, que substituem o Photoshop e o Office, mas isso tudo já é uma outra história!

sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Trabalho de Laboratório

de DEBBIE GROSSMAN

A forma correcta de executar aquelas 10x15
Mesmo que você faça o máximo das suas impressões em casa, não há nada como pegar uma data de cópias num mini laboratório e vê-las a cada lâmpada a caminho de casa. E mesmo se você faça a maior parte das suas fotos com uma câmara de 8 megapixels em modo RAW, talvez você ainda deseje pequenas impressões para colar no seu frigorífico ou para dar aos amigos que estão sempre a pedir fotos.
Mas o que deveriam fazer os pró-conscienciosos, nomeadamente fotógrafos, fazer antes de tirar imagens digitais para um mini laboratório ou grande estabelecimento para impressão?
Considere estas sugestões.

REDIMENSIONAR.
Utilizar uma câmara 8MP é bom quando você quer fazer grandes impressões, mas pode ser um desastre quando você estiver procurando por reproduções 10x15 a partir do mini laboratório. Se você estiver fotografando em RAW, o caminho mais rápido é fotografar em RAW mais pequenas JPEG. Dessa forma você pode fazer uma edição rápida dos seus favoritos, queimar as mais pequenas para um CD e dá-las. Se você está capturando apenas grandes JPEG’s, faça a utilização do Photoshop ou utilize a sua agenda para redimensioná-las para 10x15.
CORTAR.
Você pode ter obtido o enquadramento certo, mas se você utilizou uma câmara apontar-e-disparar com o quadrado máximo do rácio de aspecto 4:3, as suas impressões irão ser cortadas quando você fizer 10x15. Então, vá até as suas imagens num navegador de imagem e confira os detalhes nas arestas que você não quer perder. Se você estiver no Photoshop, tire partido da opção Cortar para 10x15 e reframe a foto para manter aquilo que precisa.
VERIFIQUE A COR.
Se você é um fotógrafo sério, há boas hipóteses de você ter disparado as suas imagens no modo Adobe RGB. Mas se você as mandar para o laboratório sob essa forma, você estará apto a obter resultados baços, de baixo contraste. Então, converte-as para sRGB primeiro. Para fazer isso, mude seu espaço de trabalho no Photoshop para sRGB e, em seguida, abra os arquivos, converte-as e guarde-as como arquivos sRGB sob um nome diferente.
GRAVE COMO JPEG E QUEIME.
A maioria dos laboratórios não reconhecem arquivos que não são JPEG. Então, se você sair fora do RAW's, como você sabe, aqueles não serão impressos. Mas nem os TIFF’s ou GIF’s. Portanto, converta esses para JPEG’s 10x15 e, em seguida, queime-os para um CD. Nem todos os laboratórios aceitam DVD’s e resistem à pressa para despejar o cartão de memória! Claro, que é mais rápido, mas ao contrário de um CD, um cartão não é, nem barato nem facilmente substituído.

quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

ESTRUTURA BÁSICA DAS AVES

Cada pena é uma estrutura complicada, com numerosos filamentos entrelaçados. Para se manter em boas condições tem de ser cuidada regularmente.
A rapidez e a agilidade de voo dependem da forma das asas: compridas e aguçadas dão um voo veloz, curtas e largas permitem mudanças rápidas de direcção.
As aves costumam executar paradas nupciais antes do acasalamento. As Cegonhas-brancas dobram o pescoço para trás e batem as duas metades do bico, deixando ouvir um matraquear característico.

Em muitas espécies, os filhos nascem com o corpo nu; têm de ser alimentados no ninho pelos pais até que lhes nasçam as penas e possam voar.
Os ninhos podem ser estruturas complicadas, ou nem sequer existir. Algumas limícolas põem os ovos directamente no solo, onde é muito difícil distingui-los no meio do cascalho. Terminada a postura, a fêmea deita-se sobre os ovos e aquece-os com o corpo, para que possam desenvolver-se dando origem a novas aves.

quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

A capacidade de intervenção

A capacidade de intervenção significa que em caso de perigo ou de incidente, é preciso saber o que fazer como também poder fazê-lo. O conhecimento de primeiros socorros é indispensável para: hemorragia externa, paragem respiratória, envenenamento, queimadura, insolação, golpe de sol, fractura, distensão muscular ou entorse, bolhas, afogamento, picadas, mordedura, hipotermia, electrocussão. É preciso também saber tratar algumas doenças correntes: constipação, febre, diarreia, prisão de ventre, vómitos. Pode-se dar um anitipirético em caso de febre, mas deve-se evitar tanto quanto possível, administrar medicamentos a uma criança/jovem, a não ser que se tenha uma prescrição do seu médico assistente. Se as doenças persistirem, deve-se avisar de imediato os pais e consultar o médico mais próximo no mais curto espaço de tempo.
Se o programa do acampamento contemplar actividades aquáticas, a unidade deve poder contar com a presença de um nadador salvador certificado. Deve-se também ter a certeza que os equipamentos de socorro estão acessíveis e em bom estado (barcos, coletes de salvação e bóias).
Por fim, poder intervir, é poder dedicar-se facilmente à vítima, ter os instrumentos de primeiros socorros apropriados (bolsa de socorrismo), e poder recorrer a um socorrista profissional (médico, agente de polícia, bombeiro, enfermeiro). Recomenda-se vivamente que um dos adultos da unidade possua um certificado de socorrista válido, atribuído por um organismo reconhecido, como por exemplo a Cruz Vermelha.

terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Marushin Super Blackhawk (8mm)

Marushin Super Blackhawk (8mm)
Fabricante: Marushin
Modelo: Super Blackhawk
Capacidade: 6 munições
Peso: 1040 g
Energia: 280 fps (0.34g)
Fonte de energia: HFC134a
Blowback: Não
Hop-up: Ajustável
Modo de tiro: Simples
Construção: plástico HW e metal

Prós:
- Operação realística
- Pesada e com bons detalhes
- Aspecto único

Contras:
- Capacidade limitada (6 tiros)

Veredicto:
Para os aficionados de revólveres este Marushin definitivamente vale a pena ver. Enquanto o bom jogador deve continuar a optar pela TM Hi-Capa como sua arma de apoio, o revólver Marushin proporciona uma experiência completamente diferente e fica também muito melhor num expositor.

Uma excelente arma preferida dos cavaleiros solitários é um revólver de acção simples. O desenvolvimento dessas não parou no velho oeste, mas novos desenhos foram feitos, muito recentemente, nos (19)50's e eles ainda são fabricados. A Marushin faz alguns bastante refinados revólveres para os coleccionadores sérios, mas não se deve pensar que estes são inúteis, num combate qualquer! Temos o prazer de vos apresentar a série Marushin Super Blackhawk, no nosso olhar mais atento a estes seis tiros.

A verdadeira série de revólveres Sturm Ruger Blackhawk tem sido produzida desde 1955 e capitalizados sobre a popularidade do estilo de armas do oeste. As suas miras ajustáveis e melhoradas e creditada precisão os tornam viáveis para o tiro desportivo de precisão e até mesmo tiro de silhuetas e não apenas um item novidade.
A mira dianteira é serrilhada para reduzir os reflexos e proporcionar uma visão nítida.
A mira traseira é ajustável para o desvio e elevação. Está muito bem inserida na armação para enquadrar o desenho e aspecto geral.
O detalhe e acabamento são muito agradáveis descendo nas marcas. Numerosas peças metálicas incluindo a armação do punho, cão e gatilho. O eixo do cilindro e o pino de retenção são ambos aço.

A Marushin faz quarto réplicas do Super Blackhawk, consistindo em dois comprimentos de cano e duas opções de cor. Todos eles são modelos pesados, o que significa que a força do metal foi misturada com o plástico para aumentar o peso e produzir uma sensação excelente. A armação do punho é em metal, bem como o gatilho, cão, miras e outras peças de detalhe. O método de acabamento tem um aspecto muito bom, com as partes negras com uma face em mate muito ligeiro, enquanto o acabamento prateado nos modelos prateados é ainda mais bonito com um aspecto muito metálico. Isto representa o mais alto nível de acabamento do plástico para parecer metal.

Os modelos incluem:

  • Marushin Super Blackhawk Maxi 7.5 polegadas Preto
  • Marushin Super Blackhawk Maxi 7.5 polegadas Prata
  • Marushin Super Blackhawk Maxi 10.5 polegadas Preto
  • Marushin Super Blackhawk Maxi 10.5 polegadas Prata
Uma BB de 8mm e uma BB de 6mm numa comparação de tamanho. O próximo aumento de tamanho será uma bola de golfe.
O cilindro pode ser removido exactamente como no real.

O método de operação é bastante realístico. Fora ter de carregar o gás num tanque dentro do punho, o procedimento de operação é precisamente o mesmo que na arma real. A Marushin replicou o novo modelo de 1973, que introduziu um mecanismo de barra de transferência, permitindo carregar todas as seis câmaras com um cartucho. Com os revólveres de acção simples mais velhos, o utilizador tinha de semi armar o cão e abrir a porta de carga, carregando um cartucho, avançar uma câmara, e então inserir mais quatro cartuchos. Depois disto o utilizador fechava a porta, armava o cão e baixava-o na câmara vazia. Com o novo modelo, você apenas abre a porta de carga para permitir ao cilindro rodar e carregar todas as câmaras – não é necessário deixar a câmara debaixo do cão vazia, por causa da barra de transferência. O Marushin Super Blackhawk pode ser desarmado realisticamente.
A válvula de carga de gás está escondida de olhares curiosos dentro da armação metálica do punho.

O ajustamento do hop-up é também executado tendo em atenção o aspecto e não estraga a sensação.
O modelo preto 10.5" e o modelo prata 7.5". Um magnífico par!

Para nossa surpresa, o comprimento do cano não fez muita diferença na velocidade da munição destes revólveres. Pode acontecer que o cano de 7.5" tenha comprimento suficiente para efectuar um uso eficiente da carga de gás, mas em qualquer caso as três polegadas extra não mostraram um grande aumento na velocidade. Isto são boas notícias para as pessoas que querem potência, mas preferem o aspecto do modelo mais curto.

Um facto pouco conhecido é que a Marushin tem uma cláusula especial no Japão para construir réplicas de 8mm com uma energia de disparo inferior a 1.64 Joules, enquanto as armas que disparam BB’s de 6mm estão rigorosamente limitadas a 0.98J. Organizadores de jogos devem também levar isto em consideração quando definem limites de energia, porque uma BB de 8mm é igualmente segura para jogar mesmo se a energia for maior.

Enquanto uma pistola com uma capacidade de apenas seis pode não ser muito prática para combates, os revólveres alimentados a gás são vistos de tempos em tempos nos terrenos de jogo também. Eles são notórios por serem poderosos e os seus utilizadores terem a reputação de saber como usar a sua ferramenta especial para maximizar o efeito. Entre as armas de gás não-blowback, os revólveres são os modelos mais realísticos porque os reais também não tem uma culatra móvel. O uso de cartuchos adiciona ainda mais a isto e cartuchos extra no cinto ou bandoleira é definitivamente o máximo de um kit de rua credível.
Os cartuchos são inseridos um por um pela porta de carga. Não há cilindros de abertura lateral nestes velhos desenhos!
É fornecida uma vara de ejecção para a descarga. Enquanto as munições reais dilatam com a pressão e requerem um ejector, as munições da Marushin deslizam para fora pelo seu próprio peso.

O Marushin Blackhawks tem um cilindro destacável e andar na brincadeira com as várias funções é um grande passatempo para aquelas tarde de domingo em que põe alguma música clássica no fundo e se esquece do que andou a fazer de segunda a sexta. A desmontagem pode ser feita em cinco segundos puxando o pino de retenção no lado esquerdo, deslizar o cilindro para fora do eixo da frente e empurrando o cilindro para a direita para fora da armação.

Tudo nestes modelos não ser realmente prejudicado pela baixa capacidade e o gatilho de acção simples, porque os seus parceiros reais são construídos assim. A performance é bastante decente e o Marushin Super Blackhawks tem um aspecto excelente do exterior também, assim se procura por uma versão de airsoft de um revólver de acção simples, você poderia encontrar muito piores do que estes!

domingo, 7 de Setembro de 2008

Passeio de Verão da Universidade Aberta

Realizou-se hoje em Setúbal mais um passeio/convívio de Verão organizado por e para os alunos da Universidade Aberta.
Este ano o programa incluía um passeio em semi-rígido na foz do rio Sado, com a possibilidade de visualizar a colónia de golfinhos roazes que vivem no mesmo e um almoço rodízio de peixe.
Duas horas de passeio aquático a bordo do semi-rígido permitiram aos participantes um melhor conhecimento de muitas facetas ambientais, históricas, geológicas e arquitectónicas do estuário e da foz do rio Sado. De relevo as ruínas romanas de Tróia, o historial e a razão de ser do Parque Natural da Arrábida, a arquitectura histórica da margem norte do rio Sado com as suas fortalezas seiscentistas, a capelas inacabadas da Arrábida, etc. etc. Mas sem esquecer o habitante número um do estuário e foz do rio Sado, o golfinho roaz, que fez questão de nos saudar com a sua presença.
O almoço decorreu no restaurante no Clube Naval Setúbalense, onde um fantástico rodízio de peixe acompanhado de uma excelente sangria, fizeram as delícias dos presentes.
Mais fotos nos "Álbuns de Fotos" no lado esquerdo da janela com o título "2008.09 - Passeio de Verão - UAb".
Á Linda um grande obrigado de todos pelo esforço que desenvolveu na organização deste dia.

sábado, 6 de Setembro de 2008

Tourada à corda no Alentejo

No dia 06 de Setembro de 2008, a cidade do Alandroal foi palco de um acto sui generis.

Um comitiva vinda da ilha Terceira, nos Açores, constituída por 4 touros, 10 pastores e 4 capinhas, deslocou-se a esta cidade alentejana para realizar uma tourada à corda, integrada nas festas em honra de N. Sra. da Conceição.

Aqui fica o registo fotográfico possível do acontecimento:





























































































































































































































































































































































































































































































sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

O Fascínio das Aves

Calcula-se que existam cerca de 100.000 milhões de aves no mundo, diferindo largamente entre si na aparência e no habitat.
Coruja-do-mato e Gavião

A Coruja-do-mato e o Gavião são aves de rapina; uma, porém, caça de noite enquanto o outro fá-lo de dia.
Poupa

A Poupa tem uma plumagem vistosa. A Laverca é uma ave pardacenta mas possui um canto agradável, que executa enquanto sobe e desce no ar, voando por cima do ninho.

Algumas aves, como o Cuco, põem os ovos nos ninhos de outras espécies, que lhos chocam e lhes criam os filhos. Outras como os Gansos são pais exemplares e protegem os filhos durante muitos meses.
Sisão

Aves como o Andorinhão são excelentes voadoras; outras preferem andar (o Sisão) ou nadar (o Mergulhão-pequeno).

Mergulhão-pequeno
Andorinhão




Comparem-se as dimensões de um Flamingo com as da Estrelinha, que é a mais pequena das aves portuguesas.

quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

A Prevenção

Prevenção não quer dizer que se deve ter constantemente os jovens debaixo de olho, mas implica que se conheça, primeiro, cada criança/jovem sob o ponto de vista da saúde e das suas capacidades físicas; daí a importância da ficha de saúde individual.

Em segundo lugar, significa que, a todo o momento, se sabe onde estão as crianças/jovens, de modo a se poderem encontrar rapidamente. A vigilância deverá ser mais estreita nos locais onde existam eventualidades que possam apresentar maiores riscos: na água, na estrada, na floresta, com mau tempo.

Por outro lado, a prevenção exige um trabalho de vigilância sobre o equipamento, particularmente as ferramentas, os veículos e as embarcações, bem como dos locais, para que se encontrem sempre em condições de segurança e em conformidade com as leis e os regulamentos em vigor (a prevenção de incêndios, inclusivamente).
De igual modo se deve verificar se as roupas e o equipamento individual das crianças/jovens estão apropriadas ao clima e às actividades; os jeans não são de todo recomendados, mesmo que seja verão porque, uma vez molhados, arrefecem demais o corpo. As crianças/jovens devem ter roupas secas para mudar, incluindo a roupa interior, em quantidade suficiente. Deve-se também dar atenção ao calçado pois que pode reservar graves dissabores: bolhas nos pés no verão, frieiras durante o inverno.

Num acampamento de inverno é preciso acautelarem-se, especialmente, os resfriamentos. Para os jogos que fazem despender muita energia, as crianças/jovens podem tirar roupas mais grossas, mas voltar a vesti-las logo que fiquem de fora. Quando a roupa estiver molhada, muda-se o mais depressa possível logo que se regressa à base. Sugere-se ainda ter uma escova dura, de nylon, para escovar a neve e o gelo do vestuário.
Prevenção não quer dizer que se deve ter constantemente os jovens debaixo de olho, mas implica que se conheça, primeiro, cada criança/jovem sob o ponto de vista da saúde e das suas capacidades físicas; daí a importância da ficha de saúde individual.

Em segundo lugar, significa que, a todo o momento, se sabe onde estão as crianças/jovens, de modo a se poderem encontrar rapidamente. A vigilância deverá ser mais estreita nos locais onde existam eventualidades que possam apresentar maiores riscos: na água, na estrada, na floresta, com mau tempo.

Por outro lado, a prevenção exige um trabalho de vigilância sobre o equipamento, particularmente as ferramentas, os veículos e as embarcações, bem como dos locais, para que se encontrem sempre em condições de segurança e em conformidade com as leis e os regulamentos em vigor (a prevenção de incêndios, inclusivamente).
De igual modo se deve verificar se as roupas e o equipamento individual das crianças/jovens estão apropriadas ao clima e às actividades; os jeans não são de todo recomendados, mesmo que seja verão porque, uma vez molhados, arrefecem demais o corpo. As crianças/jovens devem ter roupas secas para mudar, incluindo a roupa interior, em quantidade suficiente. Deve-se também dar atenção ao calçado pois que pode reservar graves dissabores: bolhas nos pés no verão, frieiras durante o inverno.

Num acampamento de inverno é preciso acautelarem-se, especialmente, os resfriamentos. Para os jogos que fazem dispender muita energia, as crianças/jovens podem tirar roupas mais grossas, mas voltar a vesti-las logo que fiquem de fora. Quando a roupa estiver molhada, muda-se o mais depressa possível logo que se regressa à base. Sugere-se ainda ter uma escova dura, de nylon, para escovar a neve e o gelo do vestuário.

terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Acerte no que aponta – Alinhe as suas miras!

“A minha arma é tão imprecisa. Eu quero comprar um cano de precisão! Hei! Como pode aquele tipo com uma Tokyo Marui de origem acertar em tudo para onde dispara?

Soa-lhe familiar? Falhar no alinhamento das miras, é um problema universal e leva à frustração porque não está a atingir os adversários rapidamente. Certamente você poderá seguir o rumo das bb’s e usar isso para alinhar, mas com as BB’s facilmente levando um segundo para alcançar até médias distâncias, é um método inevitavelmente lento. Pela altura que conseguir a direcção certa, um oponente em movimento rápido, já não estará lá.
A mira traseira de uma TM 5.1 Hi-Capa. Rode os parafusos no sentido do relógio para mover os disparos para baixo ou para a direita e contra o sentido do relógio para subir ou para a esquerda.

CONFIGURAR PARA ALINHAR
Antes de sequer pensar em alinhar as miras, a arma deve ter a trajectória que terá quando a usar. Muitas armas de airsoft teme hop-up, assim tenha a certeza de ajustar o hop-up (ou escolher as BB’s correctas se o hop-up é dos fixos) antes de alinhar. Não existem regras para ajustar o hop-up: O que funcionar para si funciona. Algumas pessoas gostam um pouco mais de hop, outras menos. Lembre-se que se usar menos hop-up, a trajectória da BB será até mesmo perto de curva, assim terá de elevar a mira traseira para compensar isso e aumentar o alcance.
A imagem da mira da TM 5.1 Hi-Capa. Os topos das miras dianteiras e traseiras devem estar nivelados, mesmo com um desfasamento entre ambos os lados da mira dianteira.

É aconselhável segurar a arma tão nivelada quanto possível quando dispara os tiros de ajustamento: Se a apontar para baixo, mesmo ligeiramente, pode terminar configurando o hop-hup muito alto, porque a BB’s irão mergulhar primeiro, depois subir para o nível da mira e finalmente acima dela. Em terreno plano você pode realmente atingir algum "flutuante" alcance extra, mas se estiver disparando baixo pode acabar atingido o chão em vez do alvo – e quando apontar alto, as BB’s passarão acima da cabeça dos seus alvos como se tivessem um escudo de força em redor deles!
A mira traseira da TM M733, só para alinhada pelo desvio para a esquerda ou direita.

A parte importante é configurar o seu hop-up para as configurações e usar as mesmas BB’s que irá usar no terreno.

Devido ao efeito do hop-up, até um ligeiro movimento da arma para qualquer lado irá fazer com que as BB’s curvem nessa direcção. Não acreditará quantas vezes ouvimos uma pessoa destra dizer que os seus disparos estão curvando para a esquerda!
A imagem da mira de uma M733 Commando. O cérebro humano é inerentemente capaz de centrar a mira dianteira mesmo com uma grande abertura sem afectar a precisão.

MIRAS ABERTAS aka. MIRAS DE FERRO
Ajustar miras abertas é um processo intuitivo e simples, mesmo existindo imensos tipos diferentes de miras abertas. Nalguns casos ajustará unicamente a mira traseira, algumas vezes apenas a mira dianteira é usada para ajustamentos. Existem também casos onde uma mira é usada para ajustar a elevação (cima/baixo) e a outra para o desvio (esquerda/direita), mas pode sempre facilmente descobrir o que o ajustamento realmente faz.
O ajustamento da mira traseira está marcado na asa. No sentido do relógio move os disparos para a direita. O disco de elevação pode ser usado para compensar o alcance.

AR-15
Muitas vezes chamadas M16’s ou M4’s ou Armalites (referindo-se a um dos tipos e ao construtor original), as miras da AR-15 são fáceis de alinhar sem ferramentas especiais – no entanto rodando a mira dianteira é até mais fácil com a ferramenta específica. A elevação é ajustada com a mira dianteira, enquanto a mira traseira é a ajustada para o desvio. Nos modelos modernos, tais como a M4A1 e a M16A2, a mira traseira pode também ser movida para cima e para baixo. Isto é usado para compensar o alcance e não quer dizer que seja um meio de alinhar a arma.
A mira dianteira é usada para alinhar uma AR-15. Rodando no sentido do relógio faz o poste recolher na base, fazendo elevar os disparos.

AK
Segurando o título de segunda mais antiga espingarda de assalto do mundo, a AK é numerosa em variantes. Enquanto alguns modelos tem miras interessantes, a maioria deles segue o mesmo padrão e são alinhados por desvio e elevação à frente. A mira traseira pode ser configurada para alcance até distâncias muito optimistas. Configurando-a para 800 metros não significa "MAXIMUM POWA!", como alguns combatentes na Rodésia diziam no inicio do 80's. A maioria das AK’s de airsoft vem com uma ferramenta de ajuste para elevação, mas ajustar o desvio dá um trabalhão. Na AK da Tokyo Marui a base toda da mira dianteira é movida depois de soltar um parafuso debaixo do cano, enquanto na Real Sword Type 56s o ajustamento é feito com uma ferramenta específica para a base do poste da mira, como na arma real.
Aqui a média ponto de impacto é um pouco mais baixa e um pouco para a direita. Como pode ajustar a mira traseira ou dianteira para compensar? Informe-se no texto!

SIG SG 55X
As espingardas de assalto SIG têm o coração de uma AK ultrapassando-a internamente, com uma ergonomia mais amiga do utilizador e um fabrico com a precisão suíça. Elas são um exemplo interessante para este artigo, uma vez que elas são alinhadas inteiramente com ajustamentos da mira traseira. A série SIG da Tokyo Marui é acreditada por uma boa precisão e as miras de ferro são um prazer de usar. O tambor rotativo tem várias aberturas para o alcance.
Deve por enchimentos no lado solto da garra de montagem da mira telescópica? Não verá qualquer efeito…

PISTOLAS
Embora os vossos políticos locais possam pensar que todas as pistolas são ofensivas, elas são na maioria das vezes uma arma defensiva antes de ser uma ofensiva. Como tal elas são usadas para curtas distâncias onde a precisão não é crítica. O curto raio das miras e cano bem como a ausência de coronha fazem-nas menos precisas do que as armas longas e técnicas simples podem determinar o Ponto de Impacto, mais do que ligeiros ajustamentos. Muitas pistolas de airsoft tem miras fixas até quando parecem ter sido montadas num canal deslizante, mas existem excepções também. Modelos como a Tokyo Marui Hi-Capa e outras pistolas de desporto, a maioria das vezes têm miras traseiras ajustáveis.
Em vez disso, ponha a fita no lado sólido da montagem do anel. Tenha cuidado, não exagere muito nisto!

MIRAS ÓPTICAS aka. TELESCÓPICAS E RED DOTS
Miras telescópicas com amplificação são tipicamente usadas para longas distâncias. Especialmente uma grande amplificação (3-4x e acima) torna difícil apontar com ambos os olhos, assim o outro olho está fechado. Enquanto a relativa falta de precisão das armas de airsoft não justifica a necessidade de uma mira telescópica, é usualmente usada para detectar oponentes a seguir o voo das BB’s para além da capacidade de visão a olho nu.
Os anéis da mira telescópica tem algum espaço para enchimento, uma vez que eles já tem protectores de arranhões. Fita num dos lados da mira telescópica pode guiar o tubo na direcção desejada.

Red dots são mais como uma versão avançada de miras abertas e são usadas similarmente com ambos os olhos abertos. Em vez de alinhar o alvo, mira dianteira, mira traseira e o seu olho, você só precisa de alinhar o alvo, o dot e o seu olho, o que é mais rápido. Os red dots também lhe dão o benefício de ser capaz de apontar até com pouca luz, onde as miras de ferro são muitas vezes impossíveis de ver.

Miras ópticas muitas vezes tem botões de elevação e desvio no topo e lado respectivamente, mas não é um standard universal em que o botão de ajustamento seja rodado para o ajustamento desejado. Por esta razão você precisa de abrir o manual, ou fazer um grande ajustamento e ver o efeito que teve.

ALINHANDO O ALCANCE
Porque a linha de visão nunca é a mesma que suporta o eixo, a arma tem de ser alinhada para um certo alcance. A linha de miras é direita enquanto o projéctil voa seguindo uma trajectória balística, assim a BB deve cruzar a linha de miras uma vez que comece a subir e outra vez quando começar a descer. Se escolher um alcance muito longo para alinhar, uma arma de airsoft pode não ser capaz de produzir grupos razoáveis repetidamente e pode estar a gastar o seu tempo tentando determinar um ponto de impacto médio dos disparos que estão a mais de meio metro de distância uns dos outros.

Você obterá o melhor alcance quando arquear os tiros ajustando a arma para disparar alto. Mas se exagerar, pode disparar sobre um alvo que esteja num alcance menor, por isso tenha cuidado com isso. Existem computadores balísticos para calcular a trajectória com armas reais, mas o hop-up (especialmente porque as pessoas usam várias configurações) deitam todos os cálculos pela janela. É mais fácil disparar para alvos a várias distâncias para determinar a trajectória da sua arma de airsoft.

Como uma regra de ouro, uma boa distância para alinhar é 20 metros (65') para armas longas e 10 metros (33') para pistolas. Quando atingir o ponto de pontaria a estas distâncias, atingirá qualquer coisa as distâncias maiores também, limitado apenas pela distância máxima de voo de uma BB. Se tiver dificuldade em produzir um grupo razoável a estas distâncias, é aconselhável verificar se o cano está limpo e as BB’s usadas são de boa qualidade e limpas. Disparar deve ser efectuado sobre um apoio de suporte de qualquer tipo para minimizar o erro humano, mas disparar sem apoio é também aconselhável para referência.

Escolha um local onde não seja perturbado (e os outros não sejam perturbados por você!), preferencialmente com tão pouco vento quanto possível. Traga alvos suficientes, tenha a certeza que a sua bateria está carregada ou que tem gás suficiente, ou o quer que seja que precisa para manter a arma a funcionar. Uma régua, caneta e papel são excelentes para tomar notas para referência futura.

AJUSTANDO AS MIRAS
O alinhamento começa disparando um grupo de cinco tiros com a arma “como está”, assim saberá onde ajustar as miras para começar. Se não conseguir atingir o alvo, aproxime-se mais do alvo ou alternativamente use uma folha maior. Se isso acontecer, por favor sobre o tópico “Meios impróprios".

Se os seus tiros acertarem no meio do alvo, dispare mais conjuntos para se assegurar que a performance é consistente. Se não, proceda ao ajustamento preciso das miras conforme necessário. Se quiser visualizar o ajustamento, pode imaginar as miras, suporte do eixo e linha de miras com a sua relação grosseiramente exagerada, ou pode desenhar um simples diagrama em papel.

MIRA DIANTEIRA
"A mira dianteira vai para onde forem os tiros " é uma mnemónica útil para ajustamentos. Se as BB’s atingirem abaixo da linha central, a mira dianteira deve ser baixada para alcançar o Pol. Normalmente o posto de mira dianteira e rodado no sentido do relógio para o aparafusar. Se os disparos atingirem o alvo no lado esquerdo, mova a mira dianteira para a esquerda.

MIRA TRASEIRA
"A mira traseira segue o centro " é a ideia para ajustar a mira traseira. Se os disparos estão atingindo o alvo muito alto, baixe a mira traseira. Se os disparos estão indo para a direita, mova a mira traseira para a esquerda. É assim tão simples!


Com pistolas, erros na técnica de tiro pode alterar o grupo em qualquer direcção, assim se a pistola parece estar firme num apoio mas os grupos alteram quando dispara na mão, não faça batota desalinhando ou ajustando as miras! Muitos atiradores destros disparam para a esquerda e canhotos para a direita, por causa do dedo do gatilho fazer um arco mas o gatilho move-se num eixo linear para a frente e para trás. Imagine puxar a ponta do seu dedo através do olho de pontaria para resolver isso. Quando disparar em seco uma pistola, a imagem das miras não devem mover-se para nenhum lado.

MEIOS IMPRÓPRIOS
Algumas vezes o ajustamento do alcance das miras não é suficiente para fazer o ponto de mira e o ponto de impacto encontrarem-se em qualquer alcance. Ter em mente que as ópticas são originalmente desenhadas para espingardas reais, que podem colocar cinco tiros num círculo de 25mm (1") a 100 metros (328 pés), os ajustamentos são muitos minutos assim o utilizador é capaz de efectuar alterações ao minuto para o exacto PoI. Se tem uma espingarda de airsoft que dispara 20 cm (8") a 20 metros (65 pés), é pouco provável que consiga corrigir isso com cliques de precisão na mira telescópica. Se esse é o caso, vale a pena inspeccionar a espingarda para ver se o cano exterior está montado direito no receptor e se o cano interior está positivamente centrado dentro do cano externo. Se não tem espaçadores do cano e encontrar rampas, pode embrulhar folhas de fita em redor do cano interno para o ajustar mais apertado. Uma volta de fita adiciona 0.1 mm ao diâmetro. (Pode também usar folhas de fita apenas num dos lados do cano para alcançar o PoI!)

Depois de prender o cano tão direito quanto puder, deve olhar no rail e anéis de montagem da mira telescópica. Pequenos apertos debaixo da frente ou traseira da mira telescópica são perfeitos para corrigir a elevação. O lado de uma lata de Coca-Cola tem 0.08 mm de espessura, assim não é resolver um pequeno problema com um grande martelo. A necessidade de corrigir o desvio com estes meios é menos comum, mas ainda possível. O rail normalmente pode ser alterado lateralmente, porque a forma alinha-o com o receptor. Pode usar “apertos de lata” ou fita para prender a os anéis de montagem da mira telescópica ligeiramente. O enchimento deve ser colocado entre o lado sólido da garra do anel, porque no lado fraco ele não fará nada. Este método de ajustamento não deve ser usado em excesso, porque compensando os anéis da mira telescópica pode causar a torção do tubo da mira. Pode também por fita num dos lados entre o tubo da mira e o anel de montagem para alinhar a mira telescópica.

Depois de ter encontrado a forma correcta de alinhar as suas miras, pode querer prendê-las no lugar. A não ser que esteja usando caras peças de aço real, é bem possível que o ponto de alinhamento se perderá simplesmente por desmontar e montar a mira telescópica, assim segure todos os parafusos com Loctite azul. Não use agentes muito fortes para isto! Uma vez que o ajustamento impróprio esteja terminado estará bastante perto de onde quer, pode voltar para "AJUSTAR AS MIRAS" ou "MIRAS ÓPTICAS" para a afinação precisa dos botões das miras.

EPILOGO
Tendo a arma a atingir o que aponta e sabendo que é uma grande vantagem psicológica no terreno. Combinando com prática de tiro com alvos irá aumentar o seu sucesso como jogador. Enquanto a capacidade de tiro só não é tudo, para sobreviver no terreno, é um bom começo. Se está com frequência em situações onde está suficientemente forte para ver o inimigo primeiro mas perde-o quando puxa o gatilho, sabe o que fazer!

segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

O surgimento dos computadores pessoais

Até aqui, falei sobre os supercomputadores e sobre a evolução dos processadores, que evoluíram das válvulas para o transístor e depois para o circuito integrado. No restante deste capítulo, falarei sobre os primeiros computadores pessoais, que começaram a fazer a sua história a partir da década de 70. Tempos difíceis aqueles!

Como disse a pouco, o primeiro microchip, o 4004, foi lançado pela Intel em 1971. Era um projecto bastante rudimentar, que processava apenas 4 bits por vez e operava a apenas 1 MHz. Na verdade, o 4004 era tão lento que demorava 10 ciclos para processar cada instrução, ou seja, ele processava apenas 100.000 instruções por segundo. Hoje em dia esses números parecem piada, mas na época era a última palavra em tecnologia. O 4004 foi usado em vários modelos de calculadoras.
Intel 4004

Pouco tempo depois, a Intel lançou um novo processador, que fez sucesso durante muitos anos, o 8080. Este já era um processador de 8 bits, e operava a incríveis 2 MHz: “Ele é capaz de endereçar até 64 KB de memória e é rápido, muito rápido!” como é dito num anúncio publicitário do Altair 8800, que é considerado por muitos o primeiro computador pessoal da história. Você já deve ter ouvido falar dele.

O Altair era baseado no 8080 da Intel e vinha com apenas 256 bytes de memória, realmente bem pouco. Estava disponível também uma placa de expansão para 4 KB.

No modelo básico, o Altair custava apenas 439 dólares na forma de Kit, isso em 1975, em valores de hoje isso equivale a quase 4.000 dólares, parece bastante, mas na época esse valor foi considerado uma pechincha, tanto que foram vendidas 4.000 unidades em 3 meses, depois de um artigo da revista Popular Eletronics. Esse “modelo básico” consistia nas placas, luzes, chips, gabinete, chaves e a fonte de alimentação, junto claro com um manual que ensinava como montar o aparelho. Existia a opção de compra-lo já montado, mas custava 182 dólares a mais.

Pouco tempo depois, começaram a surgir vários acessórios para o Altair: um teclado que substituía o conjunto de chaves que serviam para programar o aparelho, um terminal de vídeo (bem melhor do que ver os resultados na forma de luzes), uma drive de disquetes (naquela época ainda se usavam disquetes de 8 polegadas), placas de expansão de memória e até uma impressora, para quem tivesse muito dinheiro, claro. Até mesmo Bill Gates ajudou, desenvolvendo uma versão do Basic para o Altair, imortalizado na foto abaixo:

Altair 8800

O Altair era realmente um sistema muito simples, que não tinha muita aplicação prática, mas serviu para demonstrar a grande paixão que a informática podia exercer e que, ao contrário do que diziam muitos analistas da época, existia sim um grande mercado para computadores pessoais.

A Apple foi fundada em 1976, depois que o projecto do Apple I foi recusado pela Atari e pela HP. Uma frase de Steve Jobs descreve bem a história: “Então fomos à Atari e dissemos “Ei, nós desenvolvemos essa coisa incrível, pode ser construído com alguns dos seus componentes, o que acham de nos financiar?” Podemos até mesmo dar a vocês, nós só queremos ter a oportunidade de desenvolvê-lo, paguem-nos um salário e podemos trabalhar para vocês. Eles disseram não, fomos então à Hewlett-Packard e eles disseram “Nós não precisamos de vocês, vocês ainda nem terminaram a faculdade ainda”.

O Apple I não foi lá um grande sucesso de vendas, vendeu pouco mais de 200 unidades, mas abriu caminho para o lançamento de versões mais poderosas.

Ele usava um processador da Motorola, o 6502, que operava a apenas 1 MHz. Em termos de poder de processamento ele perdia para o i8080, mas tinha algumas vantagens a nível de flexibilidade. O Apple I vinha com 4 KB de memória e saídas para teclado, terminal de vídeo e para uma unidade de fita. Existia também um conector reservado para expansões futuras.

Naquela época, as fitas cassete eram o meio mais usado para guardar dados e programas. As disquetes já existiam, mas eram muito caras. O grande problema das fitas cassete era a lentidão, tanto para ler quanto para gravar e a baixíssima confiabilidade. Isso sem contar com o facto das fitas se desgastarem com o tempo... realmente eram tempos difíceis.

Este primeiro modelo foi logo aperfeiçoado, surgindo então o Apple II. Este sim fez um certo sucesso, apesar do preço salgado para a época, US$ 1298, que equivalem a quase 9.000 dólares em valores corrigidos.
O Apple II vinha com 4 KB de memória, como o primeiro modelo, a novidade foi uma ROM de 12 KB, que armazenava uma versão da Basic. A memória RAM podia ser expandida até 52 KB, pois o processador Motorola 6502 era capaz de endereçar apenas 64 KB de memória, e 12 KB já correspondiam à ROM embutida. Uma das novidades naquela época era uma placa de expansão, fabricada pela Microsoft (eles de novo?), que permitia desabilitar a ROM e usar 64 KB completos de memória.

O Apple II já era bem mais parecido com um computador actual, já vinha com teclado e usava uma televisão como monitor. O aparelho já vinha com uma unidade de fita cassete, mas era possível adquirir separadamente uma unidade de disquetes.

Uma variação do Apple II, o Apple IIc, lançado em 1979, é considerado por muitos o primeiro computador portátil da história, pois tinha até um monitor de LCD como opcional.

Em 1979 surgiu um outro modelo interessante, desta vez da Sinclair, o ZX-80. Este não era tão poderoso quanto o Apple II, mas tinha a vantagem de custar apenas 99 dólares (pouco mais de 400 em valores corrigidos) Foi provavelmente o primeiro computador popular da história. O processador era um Z80, da Zilog, que operava a apenas 1 MHz. A memória RAM também era algo minúsculo, apenas 1 KB, combinados com 4 KB de memória ROM que armazenavam o Basic, usado pelo aparelho. Como em qualquer sistema popular da época, os programas eram armazenados em fitas cassete.
Considerando preço, o Z80 foi uma máquina surpreendente, mas claro, tinha pesadas limitações, mesmo se comparado com outras máquinas da época. Apesar dele já vir com uma saída de vídeo, a resolução gráfica era de apenas 64x48, mesmo em modo monocromático, já que o adaptador de vídeo tinha apenas 386 bytes de memória. Existia também um modo texto, com 32 x 24 caracteres.

Outro que não poderia deixar de ser citado é o Atari 800. Sim, apesar de ser mais vendido como um video-game, o Atari 800 também podia ser usado com um computador relativamente poderoso, chegou a ser usado em algumas universidades. Ele foi o antecessor do Atari 2600, conhecido por aqui.

Ele vinha de fábrica com 16 KB de memória RAM, que podiam ser expandidos para até 48 KB, com mais 10 KB de memória ROM. O sistema operativo era o Atari-OS, uma versão do Basic.

Originalmente, o sistema vinha apenas com a entrada para os cartuchos, com o sistema operacional ou jogos, mas era possível adquirir separadamente uma unidade de disquetes e um teclado, que o transformavam num computador completo. Não existiram muitos programas para o Atari, o foco foram sempre os jogos, o principal uso do Atari como computador era de poder usar programas em Basic, por isso o seu uso em escolas.
 
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