sábado, 6 de setembro de 2008

Tourada à corda no Alentejo

No dia 06 de Setembro de 2008, a cidade do Alandroal foi palco de um acto sui generis.
Um comitiva vinda da ilha Terceira, nos Açores, constituída por 4 touros, 10 pastores e 4 capinhas, deslocou-se a esta cidade alentejana para realizar uma tourada à corda, integrada nas festas em honra de N. Sra. da Conceição.

Aqui fica o registo fotográfico possível do acontecimento:

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O fascínio das aves

Calcula-se que existam cerca de 100.000 milhões de aves no mundo, diferindo largamente entre si na aparência e no habitat.
Coruja-do-mato e Gavião
A Coruja-do-mato e o Gavião são aves de rapina; uma, porém, caça de noite enquanto o outro fá-lo de dia.
Poupa
A Poupa tem uma plumagem vistosa. A Laverca é uma ave pardacenta mas possui um canto agradável, que executa enquanto sobe e desce no ar, voando por cima do ninho.

Algumas aves, como o Cuco, põem os ovos nos ninhos de outras espécies, que lhos chocam e lhes criam os filhos. Outras como os Gansos são pais exemplares e protegem os filhos durante muitos meses.
Sisão
Aves como o Andorinhão são excelentes voadoras; outras preferem andar (o Sisão) ou nadar (o Mergulhão-pequeno).
Mergulhão-pequeno
Andorinhão












Comparem-se as dimensões de um Flamingo com as da Estrelinha, que é a mais pequena das aves portuguesas.
 

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A prevenção

Prevenção não quer dizer que se deve ter constantemente os jovens debaixo de olho, mas implica que se conheça, primeiro, cada criança/jovem sob o ponto de vista da saúde e das suas capacidades físicas; daí a importância da ficha de saúde individual.

Em segundo lugar, significa que, a todo o momento, se sabe onde estão as crianças/jovens, de modo a se poderem encontrar rapidamente. A vigilância deverá ser mais estreita nos locais onde existam eventualidades que possam apresentar maiores riscos: na água, na estrada, na floresta, com mau tempo.

Por outro lado, a prevenção exige um trabalho de vigilância sobre o equipamento, particularmente as ferramentas, os veículos e as embarcações, bem como dos locais, para que se encontrem sempre em condições de segurança e em conformidade com as leis e os regulamentos em vigor (a prevenção de incêndios, inclusivamente).
De igual modo se deve verificar se as roupas e o equipamento individual das crianças/jovens estão apropriadas ao clima e às actividades; os jeans não são de todo recomendados, mesmo que seja verão porque, uma vez molhados, arrefecem demais o corpo. As crianças/jovens devem ter roupas secas para mudar, incluindo a roupa interior, em quantidade suficiente. Deve-se também dar atenção ao calçado pois que pode reservar graves dissabores: bolhas nos pés no verão, frieiras durante o inverno.

Num acampamento de inverno é preciso acautelarem-se, especialmente, os resfriamentos. Para os jogos que fazem despender muita energia, as crianças/jovens podem tirar roupas mais grossas, mas voltar a vesti-las logo que fiquem de fora. Quando a roupa estiver molhada, muda-se o mais depressa possível logo que se regressa à base. Sugere-se ainda ter uma escova dura, de nylon, para escovar a neve e o gelo do vestuário. 
Prevenção não quer dizer que se deve ter constantemente os jovens debaixo de olho, mas implica que se conheça, primeiro, cada criança/jovem sob o ponto de vista da saúde e das suas capacidades físicas; daí a importância da ficha de saúde individual.

Em segundo lugar, significa que, a todo o momento, se sabe onde estão as crianças/jovens, de modo a se poderem encontrar rapidamente. A vigilância deverá ser mais estreita nos locais onde existam eventualidades que possam apresentar maiores riscos: na água, na estrada, na floresta, com mau tempo.

Por outro lado, a prevenção exige um trabalho de vigilância sobre o equipamento, particularmente as ferramentas, os veículos e as embarcações, bem como dos locais, para que se encontrem sempre em condições de segurança e em conformidade com as leis e os regulamentos em vigor (a prevenção de incêndios, inclusivamente).
De igual modo se deve verificar se as roupas e o equipamento individual das crianças/jovens estão apropriadas ao clima e às actividades; os jeans não são de todo recomendados, mesmo que seja verão porque, uma vez molhados, arrefecem demais o corpo. As crianças/jovens devem ter roupas secas para mudar, incluindo a roupa interior, em quantidade suficiente. Deve-se também dar atenção ao calçado pois que pode reservar graves dissabores: bolhas nos pés no verão, frieiras durante o inverno.

Num acampamento de inverno é preciso acautelarem-se, especialmente, os resfriamentos. Para os jogos que fazem despender muita energia, as crianças/jovens podem tirar roupas mais grossas, mas voltar a vesti-las logo que fiquem de fora. Quando a roupa estiver molhada, muda-se o mais depressa possível logo que se regressa à base. Sugere-se ainda ter uma escova dura, de nylon, para escovar a neve e o gelo do vestuário.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Acerte no que aponta – Alinhe as suas miras!

“A minha arma é tão imprecisa. Eu quero comprar um cano de precisão! Hei! Como pode aquele tipo com uma Tokyo Marui de origem acertar em tudo para onde dispara?

Soa-lhe familiar? Falhar no alinhamento das miras, é um problema universal e leva à frustração porque não está a atingir os adversários rapidamente. Certamente você poderá seguir o rumo das bb’s e usar isso para alinhar, mas com as BB’s facilmente levando um segundo para alcançar até médias distâncias, é um método inevitavelmente lento. Pela altura que conseguir a direcção certa, um oponente em movimento rápido, já não estará lá.
A mira traseira de uma TM 5.1 Hi-Capa. Rode os parafusos no sentido do relógio para mover os disparos para baixo ou para a direita e contra o sentido do relógio para subir ou para a esquerda.
CONFIGURAR PARA ALINHAR
Antes de sequer pensar em alinhar as miras, a arma deve ter a trajectória que terá quando a usar. Muitas armas de airsoft tem hop-up, assim tenha a certeza de ajustar o hop-up (ou escolher as BB’s correctas se o hop-up é dos fixos) antes de alinhar. Não existem regras para ajustar o hop-up: O que funcionar para si funciona. Algumas pessoas gostam um pouco mais de hop, outras menos. Lembre-se que se usar menos hop-up, a trajectória da BB será até mesmo perto de curva, assim terá de elevar a mira traseira para compensar isso e aumentar o alcance.

A imagem da mira da TM 5.1 Hi-Capa. Os topos das miras dianteiras e traseiras devem estar nivelados, mesmo com um desfasamento entre ambos os lados da mira dianteira.
É aconselhável segurar a arma tão nivelada quanto possível quando dispara os tiros de ajustamento: Se a apontar para baixo, mesmo ligeiramente, pode terminar configurando o hop-hup muito alto, porque a BB’s irão mergulhar primeiro, depois subir para o nível da mira e finalmente acima dela. Em terreno plano você pode realmente atingir algum "flutuante" alcance extra, mas se estiver disparando baixo pode acabar atingido o chão em vez do alvo – e quando apontar alto, as BB’s passarão acima da cabeça dos seus alvos como se tivessem um escudo de força em redor deles!
A mira traseira da TM M733, só para alinhada pelo desvio para a esquerda ou direita.
A parte importante é configurar o seu hop-up para as configurações e usar as mesmas BB’s que irá usar no terreno.

Devido ao efeito do hop-up, até um ligeiro movimento da arma para qualquer lado irá fazer com que as BB’s curvem nessa direcção. Não acreditará quantas vezes ouvimos uma pessoa destra dizer que os seus disparos estão curvando para a esquerda!
A imagem da mira de uma M733 Commando. O cérebro humano é inerentemente capaz de centrar a mira dianteira mesmo com uma grande abertura sem afectar a precisão.
MIRAS ABERTAS aka. MIRAS DE FERRO
Ajustar miras abertas é um processo intuitivo e simples, mesmo existindo imensos tipos diferentes de miras abertas. Nalguns casos ajustará unicamente a mira traseira, algumas vezes apenas a mira dianteira é usada para ajustamentos. Existem também casos onde uma mira é usada para ajustar a elevação (cima/baixo) e a outra para o desvio (esquerda/direita), mas pode sempre facilmente descobrir o que o ajustamento realmente faz.
O ajustamento da mira traseira está marcado na asa. No sentido do relógio move os disparos para a direita. O disco de elevação pode ser usado para compensar o alcance.
AR-15
Muitas vezes chamadas M16’s ou M4’s ou Armalites (referindo-se a um dos tipos e ao construtor original), as miras da AR-15 são fáceis de alinhar sem ferramentas especiais – no entanto rodando a mira dianteira é até mais fácil com a ferramenta específica. A elevação é ajustada com a mira dianteira, enquanto a mira traseira é a ajustada para o desvio. Nos modelos modernos, tais como a M4A1 e a M16A2, a mira traseira pode também ser movida para cima e para baixo. Isto é usado para compensar o alcance e não quer dizer que seja um meio de alinhar a arma.
A mira dianteira é usada para alinhar uma AR-15. Rodando no sentido do relógio faz o poste recolher na base, fazendo elevar os disparos.
AK
Segurando o título de segunda mais antiga espingarda de assalto do mundo, a AK é numerosa em variantes. Enquanto alguns modelos tem miras interessantes, a maioria deles segue o mesmo padrão e são alinhados por desvio e elevação à frente. A mira traseira pode ser configurada para alcance até distâncias muito optimistas. Configurando-a para 800 metros não significa "MAXIMUM POWA!", como alguns combatentes na Rodésia diziam no inicio do 80's. A maioria das AK’s de airsoft vem com uma ferramenta de ajuste para elevação, mas ajustar o desvio dá um trabalhão. Na AK da Tokyo Marui a base toda da mira dianteira é movida depois de soltar um parafuso debaixo do cano, enquanto na Real Sword Type 56s o ajustamento é feito com uma ferramenta específica para a base do poste da mira, como na arma real.
Aqui a média ponto de impacto é um pouco mais baixa e um pouco para a direita. Como pode ajustar a mira traseira ou dianteira para compensar? Informe-se no texto!
SIG SG 55X
As espingardas de assalto SIG têm o coração de uma AK ultrapassando-a internamente, com uma ergonomia mais amiga do utilizador e um fabrico com a precisão suíça. Elas são um exemplo interessante para este artigo, uma vez que elas são alinhadas inteiramente com ajustamentos da mira traseira. A série SIG da Tokyo Marui é acreditada por uma boa precisão e as miras de ferro são um prazer de usar. O tambor rotativo tem várias aberturas para o alcance.
Deve por enchimentos no lado solto da garra de montagem da mira telescópica? Não verá qualquer efeito.
PISTOLAS
Embora os vossos políticos locais possam pensar que todas as pistolas são ofensivas, elas são na maioria das vezes uma arma defensiva antes de ser uma ofensiva. Como tal elas são usadas para curtas distâncias onde a precisão não é crítica. O curto raio das miras e cano bem como a ausência de coronha fazem-nas menos precisas do que as armas longas e técnicas simples podem determinar o Ponto de Impacto, mais do que ligeiros ajustamentos. Muitas pistolas de airsoft tem miras fixas até quando parecem ter sido montadas num canal deslizante, mas existem excepções também. Modelos como a Tokyo Marui Hi-Capa e outras pistolas de desporto, a maioria das vezes têm miras traseiras ajustáveis.
Em vez disso, ponha a fita no lado sólido da montagem do anel. Tenha cuidado, não exagere muito nisto!
MIRAS ÓPTICAS aka. TELESCÓPICAS E RED DOTS
Miras telescópicas com amplificação são tipicamente usadas para longas distâncias. Especialmente uma grande amplificação (3-4x e acima) torna difícil apontar com ambos os olhos, assim o outro olho está fechado. Enquanto a relativa falta de precisão das armas de airsoft não justifica a necessidade de uma mira telescópica, é usualmente usada para detectar oponentes a seguir o voo das BB’s para além da capacidade de visão a olho nu.
Os anéis da mira telescópica tem algum espaço para enchimento, uma vez que eles já tem protectores de arranhões. Fita num dos lados da mira telescópica pode guiar o tubo na direcção desejada.
Red dots são mais como uma versão avançada de miras abertas e são usadas similarmente com ambos os olhos abertos. Em vez de alinhar o alvo, mira dianteira, mira traseira e o seu olho, você só precisa de alinhar o alvo, o dot e o seu olho, o que é mais rápido. Os red dots também lhe dão o benefício de ser capaz de apontar até com pouca luz, onde as miras de ferro são muitas vezes impossíveis de ver.

Miras ópticas muitas vezes tem botões de elevação e desvio no topo e lado respectivamente, mas não é um standard universal em que o botão de ajustamento seja rodado para o ajustamento desejado. Por esta razão você precisa de abrir o manual, ou fazer um grande ajustamento e ver o efeito que teve.

ALINHANDO O ALCANCE
Porque a linha de visão nunca é a mesma que suporta o eixo, a arma tem de ser alinhada para um certo alcance. A linha de miras é direita enquanto o projéctil voa seguindo uma trajectória balística, assim a BB deve cruzar a linha de miras uma vez que comece a subir e outra vez quando começar a descer. Se escolher um alcance muito longo para alinhar, uma arma de airsoft pode não ser capaz de produzir grupos razoáveis repetidamente e pode estar a gastar o seu tempo tentando determinar um ponto de impacto médio dos disparos que estão a mais de meio metro de distância uns dos outros.

Você obterá o melhor alcance quando arquear os tiros ajustando a arma para disparar alto. Mas se exagerar, pode disparar sobre um alvo que esteja num alcance menor, por isso tenha cuidado com isso. Existem computadores balísticos para calcular a trajectória com armas reais, mas o hop-up (especialmente porque as pessoas usam várias configurações) deitam todos os cálculos pela janela. É mais fácil disparar para alvos a várias distâncias para determinar a trajectória da sua arma de airsoft.

Como uma regra de ouro, uma boa distância para alinhar é 20 metros (65') para armas longas e 10 metros (33') para pistolas. Quando atingir o ponto de pontaria a estas distâncias, atingirá qualquer coisa as distâncias maiores também, limitado apenas pela distância máxima de voo de uma BB. Se tiver dificuldade em produzir um grupo razoável a estas distâncias, é aconselhável verificar se o cano está limpo e as BB’s usadas são de boa qualidade e limpas. Disparar deve ser efectuado sobre um apoio de suporte de qualquer tipo para minimizar o erro humano, mas disparar sem apoio é também aconselhável para referência.

Escolha um local onde não seja perturbado (e os outros não sejam perturbados por você!), preferencialmente com tão pouco vento quanto possível. Traga alvos suficientes, tenha a certeza que a sua bateria está carregada ou que tem gás suficiente, ou o quer que seja que precisa para manter a arma a funcionar. Uma régua, caneta e papel são excelentes para tomar notas para referência futura.

AJUSTANDO AS MIRAS
O alinhamento começa disparando um grupo de cinco tiros com a arma “como está”, assim saberá onde ajustar as miras para começar. Se não conseguir atingir o alvo, aproxime-se mais do alvo ou alternativamente use uma folha maior. Se isso acontecer, por favor sobre o tópico “Meios impróprios".

Se os seus tiros acertarem no meio do alvo, dispare mais conjuntos para se assegurar que a performance é consistente. Se não, proceda ao ajustamento preciso das miras conforme necessário. Se quiser visualizar o ajustamento, pode imaginar as miras, suporte do eixo e linha de miras com a sua relação grosseiramente exagerada, ou pode desenhar um simples diagrama em papel.

MIRA DIANTEIRA
"A mira dianteira vai para onde forem os tiros " é uma mnemónica útil para ajustamentos. Se as BB’s atingirem abaixo da linha central, a mira dianteira deve ser baixada para alcançar o Pol. Normalmente o posto de mira dianteira e rodado no sentido do relógio para o aparafusar. Se os disparos atingirem o alvo no lado esquerdo, mova a mira dianteira para a esquerda.

MIRA TRASEIRA
"A mira traseira segue o centro " é a ideia para ajustar a mira traseira. Se os disparos estão atingindo o alvo muito alto, baixe a mira traseira. Se os disparos estão indo para a direita, mova a mira traseira para a esquerda. É assim tão simples!


Com pistolas, erros na técnica de tiro pode alterar o grupo em qualquer direcção, assim se a pistola parece estar firme num apoio mas os grupos alteram quando dispara na mão, não faça batota desalinhando ou ajustando as miras! Muitos atiradores destros disparam para a esquerda e canhotos para a direita, por causa do dedo do gatilho fazer um arco mas o gatilho move-se num eixo linear para a frente e para trás. Imagine puxar a ponta do seu dedo através do olho de pontaria para resolver isso. Quando disparar em seco uma pistola, a imagem das miras não devem mover-se para nenhum lado.

MEIOS IMPRÓPRIOS
Algumas vezes o ajustamento do alcance das miras não é suficiente para fazer o ponto de mira e o ponto de impacto encontrarem-se em qualquer alcance. Ter em mente que as ópticas são originalmente desenhadas para espingardas reais, que podem colocar cinco tiros num círculo de 25mm (1") a 100 metros (328 pés), os ajustamentos são muitos minutos assim o utilizador é capaz de efectuar alterações ao minuto para o exacto PoI. Se tem uma espingarda de airsoft que dispara 20 cm (8") a 20 metros (65 pés), é pouco provável que consiga corrigir isso com cliques de precisão na mira telescópica. Se esse é o caso, vale a pena inspeccionar a espingarda para ver se o cano exterior está montado direito no receptor e se o cano interior está positivamente centrado dentro do cano externo. Se não tem espaçadores do cano e encontrar rampas, pode embrulhar folhas de fita em redor do cano interno para o ajustar mais apertado. Uma volta de fita adiciona 0.1 mm ao diâmetro. (Pode também usar folhas de fita apenas num dos lados do cano para alcançar o PoI!)

Depois de prender o cano tão direito quanto puder, deve olhar no rail e anéis de montagem da mira telescópica. Pequenos apertos debaixo da frente ou traseira da mira telescópica são perfeitos para corrigir a elevação. O lado de uma lata de Coca-Cola tem 0.08 mm de espessura, assim não é resolver um pequeno problema com um grande martelo. A necessidade de corrigir o desvio com estes meios é menos comum, mas ainda possível. O rail normalmente pode ser alterado lateralmente, porque a forma alinha-o com o receptor. Pode usar “apertos de lata” ou fita para prender a os anéis de montagem da mira telescópica ligeiramente. O enchimento deve ser colocado entre o lado sólido da garra do anel, porque no lado fraco ele não fará nada. Este método de ajustamento não deve ser usado em excesso, porque compensando os anéis da mira telescópica pode causar a torção do tubo da mira. Pode também por fita num dos lados entre o tubo da mira e o anel de montagem para alinhar a mira telescópica.

Depois de ter encontrado a forma correcta de alinhar as suas miras, pode querer prendê-las no lugar. A não ser que esteja usando caras peças de aço real, é bem possível que o ponto de alinhamento se perderá simplesmente por desmontar e montar a mira telescópica, assim segure todos os parafusos com Loctite azul. Não use agentes muito fortes para isto! Uma vez que o ajustamento impróprio esteja terminado estará bastante perto de onde quer, pode voltar para "AJUSTAR AS MIRAS" ou "MIRAS ÓPTICAS" para a afinação precisa dos botões das miras.

EPILOGO
Tendo a arma a atingir o que aponta e sabendo que é uma grande vantagem psicológica no terreno. Combinando com prática de tiro com alvos irá aumentar o seu sucesso como jogador. Enquanto a capacidade de tiro só não é tudo, para sobreviver no terreno, é um bom começo. Se está com frequência em situações onde está suficientemente forte para ver o inimigo primeiro mas perde-o quando puxa o gatilho, sabe o que fazer!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O surgimento dos computadores pessoais

Até aqui, falei sobre os supercomputadores e sobre a evolução dos processadores, que evoluíram das válvulas para o transístor e depois para o circuito integrado. No restante deste capítulo, falarei sobre os primeiros computadores pessoais, que começaram a fazer a sua história a partir da década de 70. Tempos difíceis aqueles!

Como disse a pouco, o primeiro microchip, o 4004, foi lançado pela Intel em 1971. Era um projecto bastante rudimentar, que processava apenas 4 bits por vez e operava a apenas 1 MHz. Na verdade, o 4004 era tão lento que demorava 10 ciclos para processar cada instrução, ou seja, ele processava apenas 100.000 instruções por segundo. Hoje em dia esses números parecem piada, mas na época era a última palavra em tecnologia. O 4004 foi usado em vários modelos de calculadoras.
Intel 4004
Pouco tempo depois, a Intel lançou um novo processador, que fez sucesso durante muitos anos, o 8080. Este já era um processador de 8 bits, e operava a incríveis 2 MHz: “Ele é capaz de endereçar até 64 KB de memória e é rápido, muito rápido!” como é dito num anúncio publicitário do Altair 8800, que é considerado por muitos o primeiro computador pessoal da história. Você já deve ter ouvido falar dele.

O Altair era baseado no 8080 da Intel e vinha com apenas 256 bytes de memória, realmente bem pouco. Estava disponível também uma placa de expansão para 4 KB.

No modelo básico, o Altair custava apenas 439 dólares na forma de Kit, isso em 1975, em valores de hoje isso equivale a quase 4.000 dólares, parece bastante, mas na época esse valor foi considerado uma pechincha, tanto que foram vendidas 4.000 unidades em 3 meses, depois de um artigo da revista Popular Eletronics. Esse “modelo básico” consistia nas placas, luzes, chips, gabinete, chaves e a fonte de alimentação, junto claro com um manual que ensinava como montar o aparelho. Existia a opção de compra-lo já montado, mas custava 182 dólares a mais.

Pouco tempo depois, começaram a surgir vários acessórios para o Altair: um teclado que substituía o conjunto de chaves que serviam para programar o aparelho, um terminal de vídeo (bem melhor do que ver os resultados na forma de luzes), uma drive de disquetes (naquela época ainda se usavam disquetes de 8 polegadas), placas de expansão de memória e até uma impressora, para quem tivesse muito dinheiro, claro. Até mesmo Bill Gates ajudou, desenvolvendo uma versão do Basic para o Altair, imortalizado na foto abaixo:

Altair 8800
O Altair era realmente um sistema muito simples, que não tinha muita aplicação prática, mas serviu para demonstrar a grande paixão que a informática podia exercer e que, ao contrário do que diziam muitos analistas da época, existia sim um grande mercado para computadores pessoais.

A Apple foi fundada em 1976, depois que o projecto do Apple I foi recusado pela Atari e pela HP. Uma frase de Steve Jobs descreve bem a história: “Então fomos à Atari e dissemos “Ei, nós desenvolvemos essa coisa incrível, pode ser construído com alguns dos seus componentes, o que acham de nos financiar?” Podemos até mesmo dar a vocês, nós só queremos ter a oportunidade de desenvolvê-lo, paguem-nos um salário e podemos trabalhar para vocês. Eles disseram não, fomos então à Hewlett-Packard e eles disseram “Nós não precisamos de vocês, vocês ainda nem terminaram a faculdade ainda”.

O Apple I não foi lá um grande sucesso de vendas, vendeu pouco mais de 200 unidades, mas abriu caminho para o lançamento de versões mais poderosas.

Ele usava um processador da Motorola, o 6502, que operava a apenas 1 MHz. Em termos de poder de processamento ele perdia para o i8080, mas tinha algumas vantagens a nível de flexibilidade. O Apple I vinha com 4 KB de memória e saídas para teclado, terminal de vídeo e para uma unidade de fita. Existia também um conector reservado para expansões futuras.

Naquela época, as fitas cassete eram o meio mais usado para guardar dados e programas. As disquetes já existiam, mas eram muito caras. O grande problema das fitas cassete era a lentidão, tanto para ler quanto para gravar e a baixíssima confiabilidade. Isso sem contar com o facto das fitas se desgastarem com o tempo... realmente eram tempos difíceis.

Este primeiro modelo foi logo aperfeiçoado, surgindo então o Apple II. Este sim fez um certo sucesso, apesar do preço salgado para a época, US$ 1298, que equivalem a quase 9.000 dólares em valores corrigidos.
O Apple II vinha com 4 KB de memória, como o primeiro modelo, a novidade foi uma ROM de 12 KB, que armazenava uma versão da Basic. A memória RAM podia ser expandida até 52 KB, pois o processador Motorola 6502 era capaz de endereçar apenas 64 KB de memória, e 12 KB já correspondiam à ROM embutida. Uma das novidades naquela época era uma placa de expansão, fabricada pela Microsoft (eles de novo?), que permitia desabilitar a ROM e usar 64 KB completos de memória.

O Apple II já era bem mais parecido com um computador actual, já vinha com teclado e usava uma televisão como monitor. O aparelho já vinha com uma unidade de fita cassete, mas era possível adquirir separadamente uma unidade de disquetes.

Uma variação do Apple II, o Apple IIc, lançado em 1979, é considerado por muitos o primeiro computador portátil da história, pois tinha até um monitor de LCD como opcional.

Em 1979 surgiu um outro modelo interessante, desta vez da Sinclair, o ZX-80. Este não era tão poderoso quanto o Apple II, mas tinha a vantagem de custar apenas 99 dólares (pouco mais de 400 em valores corrigidos) Foi provavelmente o primeiro computador popular da história. O processador era um Z80, da Zilog, que operava a apenas 1 MHz. A memória RAM também era algo minúsculo, apenas 1 KB, combinados com 4 KB de memória ROM que armazenavam o Basic, usado pelo aparelho. Como em qualquer sistema popular da época, os programas eram armazenados em fitas cassete.
Considerando preço, o Z80 foi uma máquina surpreendente, mas claro, tinha pesadas limitações, mesmo se comparado com outras máquinas da época. Apesar dele já vir com uma saída de vídeo, a resolução gráfica era de apenas 64x48, mesmo em modo monocromático, já que o adaptador de vídeo tinha apenas 386 bytes de memória. Existia também um modo texto, com 32 x 24 caracteres.

Outro que não poderia deixar de ser citado é o Atari 800. Sim, apesar de ser mais vendido como um video-game, o Atari 800 também podia ser usado com um computador relativamente poderoso, chegou a ser usado em algumas universidades. Ele foi o antecessor do Atari 2600, conhecido por aqui.

Ele vinha de fábrica com 16 KB de memória RAM, que podiam ser expandidos para até 48 KB, com mais 10 KB de memória ROM. O sistema operativo era o Atari-OS, uma versão do Basic.

Originalmente, o sistema vinha apenas com a entrada para os cartuchos, com o sistema operacional ou jogos, mas era possível adquirir separadamente uma unidade de disquetes e um teclado, que o transformavam num computador completo. Não existiram muitos programas para o Atari, o foco foram sempre os jogos, o principal uso do Atari como computador era de poder usar programas em Basic, por isso o seu uso em escolas.