sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Escolher um Formato

Quando escolhemos entre os formatos RAW e JPEG, há alguns factos a considerar sobre cada um deles. Como não é fácil aumentar o número de píxeis e reter a qualidade da imagem, ou remover os efeitos da compressão, depois de realizada, é normalmente aconselhável usar o maior tamanho JPEG disponível e o menor grau de compressão. Se for necessário reduzir qualquer um deles, é possível fazê-lo mais tarde, num programa de edição. Quando se fotografa uma imagem com um parâmetro de qualidade inferior, não é possível melhorá-la muito, ou obter uma impressão de grandes dimensões e nitidez. O único problema desta abordagem é que as imagens de maior qualidade produzem ficheiros maiores.

As imagens RAW são sempre captadas com o tamanho de ficheiro maior, e a sua compressão é sempre feita sem perdas de informação.

Até agora, as imagens neste formato necessitavam de um passo adicional no processamento, mas como programas como o Aperture e o Lightroom foram projectados de base após os ficheiros RAW terem sido introduzidos no mercado, lidam com estes tão facilmente como com ficheiros JPEG.

Há várias vantagens no uso do formato RAW:
• Este formato permite decidir sobre o uso de vários parâmetros da câmara depois de captar a imagem e não antes. Por exemplo, quando se fotografa uma imagem JPEG com iluminação fluorescente, a câmara ajusta a imagem, removendo a tonalidade amarelo-esverdeada. Qualquer alteração posterior, é feita sobre este parâmetro inicial. Se a imagem for captada em formato RAW, a câmara capta a imagem tal como está, e o utilizador decide mais tarde, qual o balanço de brancos a usar. É inclusivamente possível criar várias versões da mesma imagem, com balanços de brancos diferentes.
• As imagens RAW podem ser processadas de novo, quando aparecerem novas e melhores aplicações. A imagem original não fica permanentemente alterada pelos programas de edição de imagem da geração actual, mesmo que estes não suportem edição não-destrutiva.
• É possível criar versões alternativas de uma mesma imagem RAW. Por exemplo, muitos fotógrafos ajustam as áreas de altas-luzes e de sombras e salvam estas alterações separadamente. Depois, usando um programa de edição, combinam as duas imagens como camadas, e ao apagar partes da imagem do topo, fazem aparecer partes da imagem de baixo, para que todas as áreas da fotografia tenham valores de exposição correctos.
Há, no entanto, desvantagens reconhecidas no uso de imagens RAW.
• Os ficheiros RAW são bastante grandes. Ao usar permanentemente este formato, é necessário mais espaço de armazenamento na câmara, e os tempos de processamento do computador podem ser ligeiramente superiores.
• Ao captar imagens, é possível que o tempo de espera entre duas fotografias aumente, visto que a memória intermédia fica cheia mais depressa e a câmara demora mais tempo a processar a última fotografia tirada, e a transferi-la para o cartão de memória.
• Como as imagens RAW não são processadas na câmara é necessário processá-las num computador e exportá-las para um formato utilizável para enviá-las por e-mail, publicá-las na Web, imprimi-las, ou importá-las para outro programa para criar um slide show. Mesmo quando a sessão fotográfica acaba, continua a haver muito trabalho a fazer.
• Como cada empresa definiu o seu próprio formato RAW, muitos sistemas operativos ou mesmo programas de edição de imagem não são capazes de reconhecer alguns desses ficheiros. Por esta razão, os fabricantes, disponibilizam sempre com as câmaras, um programa para o processamento dos ficheiros RAW.

Antigamente era difícil trabalhar com imagens RAW, visto que estas
requeriam alguns passos adicionais no seu processamento. Os
programas de edição de imagem mais recentes, tais como o Aperture e
o Lightroom, tornam o uso de imagens RAW tão fácil como o de
qualquer outro formato.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

FAT

Depois que o disco rígido foi formatado e dividido em clusters, mais alguns sectores são reservados para guardar a FAT (“file alocation table” ou “tabela de alocação de arquivos”). A função da FAT é servir como um índice, armazenando informações sobre cada cluster do disco. Através da FAT, o sistema operativo sabe se uma determinada área do disco está ocupada ou livre, e pode localizar qualquer arquivo armazenado.

Cada vez que um novo arquivo é gravado ou apagado, o sistema operativo altera a FAT, mantendo-a sempre actualizada. A FAT é tão importante que, além da tabela principal, é armazenada também uma cópia de segurança, que é usada sempre que a tabela principal é danificada de alguma maneira.

Uma curiosidade é que, quando formatamos um disco rígido usando o comando Format, nenhum dado é apagado, apenas a FAT principal é substituída por uma tabela em branco. Até que sejam reescritos porém, todos os dados continuam lá.

O Norton Utilities possui um utilitário chamado “Rescue Disk”, que permite armazenar uma cópia da FAT em disquetes. Caso seu disco rígido seja acidentalmente formatado por um vírus, ou por qualquer outro motivo, você poderá restaurar a FAT com a ajuda destes discos, voltando a ter acesso a todos os dados, como se nada tivesse acontecido. Mesmo que você não possua uma cópia da FAT, é possível recuperar dados usando um outro utilitário do Norton Utilities, chamado Diskedit, que permite aceder directamente aos clusters do disco, e (com algum trabalho) recuperar dados importantes. Estes são apenas dois exemplos, actualmente existem uma infinidade de programas que permitem criar cópias de backup da FAT e recuperar dados de discos rígidos acidentalmente formatados.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Nós e amarras LXV

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.

Um nó, para ser considerado bom deve satisfazer as seguintes condições:
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

NÓS DE SALVAÇÃO

Nó de Sirga ou Pega
Este nó começa-se com um cote directo e faz-se com que o chicote passe por baixo dele. Repara na figura 25 para melhor veres a execução deste nó. Tem o cuidado de certificares que o nó fica bem socado, pois ele não pode de maneira alguma correr.

Nó Lais de Guia
A este nó também se chama de nó de Salvação Simples ou Cadeira Alpina. Passado sob as axilas de uma pessoa, serve para a suster ou deslocar, quer puxando-a no solo, quer içando-a ou deslocando-a (Fig.26).

Nó Lais de Guia Duplo
Também designado por Nó de Salvação Duplo, aplica-se em ves do anterior quando a corda utilizada for de fraca resistência, em relação ao esforço que nela se vai empregar.
Na sua execução, começa-se como o nó anterior, ao que se seguem duas voltas dadas com o chicote, que devem ser semelhantes para permitir uma divisão igual do esforço pelas duas. O final do nó obtem-se quando o chicote terminar o percurso indicado pela seta na figura 27. 

Nó de Estribo
O nó de estribo ou alpinista executa-se dando com o seio duas voltas redondas de sentidos contrários, que, depois de ligeiramente sobrepostas, se vai passar o seio pela intersecção das voltas e, depois, socá-lo convenientemente, conforme podes ver na figura 28.


Nó de Encapeladura
Este nó é tambem designado por nó de Cadeira de Bombeiro ou nó de Catau. O nó de Encapeladura tem várias variantes. Apresentamos-te aqui duas delas (Fig.29 e Fig.30).


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Puffinus mauretanicus, Fura-bucho


Taxonomia
Aves, Procellariiformes, Procellaridae.

Tipo de ocorrência
Invernante.

Classificação
CRITICAMENTE EM PERIGO - CR (A3ce+4ce)
Fundamentação: A população mundial concentra-se exclusivamente nas ilhas Baleares (Espanha), pelo que na avaliação do estatuto em Portugal tomou-se como base as informações relativas a estas colónias. Foi registada uma redução muito acentuada nas colónias de nidificação, projectando-se uma redução populacional que possa ser superior a 80% nos próximos 54 anos, como resultado do declínio na qualidade do habitat e por efeito de predação por espécies introduzidas. Ao que tudo indica, a importância destas ameaças não parece ter diminuído.

Distribuição
Trata-se de uma espécie actualmente reconhecida como endémica das ilhas Baleares, embora no passado tenha sido considerada como uma subespécie de Puffinus puffinus, conjuntamente com a subespécie nominal e P.p. yelkouan. Fora da época de reprodução, concentram-se essencialmente no Golfo da Biscaia (Arcos & Oro 2003). Existem também observações de indivíduos no Sul da Noruega, Polónia, Bélgica, Holanda, Israel, Madeira e Cabo Verde (Cramp & Simmons 1977).

Em Portugal, é regular ao longo de toda a costa (Paterson 1997, Mayol-Serra et al. 2000).

População
Ao largo da costa portuguesa, há registos esporádicos de alguns milhares de indivíduos durante o Inverno (Paterson 1997, Mayol-Serra et al. 2000).

É uma espécie que em termos de estatuto de ameaça é, globalmente e a nível da Europa, considerada Criticamente em Perigo (IUCN 2004a, BirdLife International 2004).

A informação mais recente sugere uma população reprodutora de apenas 1.750-2.125 casais reprodutores (Arcos & Oro 2003); a estes valores deverá ser acrescentada uma fracção bastante expressiva de aves não-reprodutoras (constituída por indivíduos imaturos e adultos que não se reproduziram). Foi registado um declínio muito acentuado nas colónias de nidificação localizadas nas ilhas Baleares, estimado em ca. 7,6% por ano (Arcos & Oro 2003), projectando-se assim uma redução populacional muito superior a 50% em três gerações (cerca de 54 anos).

Habitat
Nidifica em pequenas ilhas e zonas costeiras, em cinco ilhas do arquipélago das Baleares.

À semelhança de outros Procellariiformes, ocupa tocas naturais e fendas nas rochas, em colónias onde ocorrem igualmente Hidrobatídeos e Cagarras Calonectris diomedea. Alimenta-se essencialmente de peixe, parecendo aproveitar rejeições de barcos de pesca, pelo menos durante parte do ano (referências em Arcos & Oro 2003).

Factores de Ameaça
A população nidificante é muito localizada, sendo por isso muito susceptível a predadores terrestres (designadamente ratos e gatos), também o crescimento urbanístico limita o habitat de nidificação disponível (Arcos & Oro 2003). As ameaças potenciais à população invernante incluem a morte em artes de pesca, que podem ter efeitos muito nefastos se envolveram aves adultas. À semelhança de outras aves marinhas, são naturalmente muito vulneráveis a poluição extensiva por hidrocarbonetos e à sobrepesca.

Medidas de Conservação
No sentido de minimizar os factores de ameaça, é recomendável a definição das áreas marinhas de ocorrência regular desta espécie, e nestas áreas efectuar uma avaliação das actividades de pesca potencialmente lesivas e um seguimento mais atento dos riscos de derrames de hidrocarbonetos.

in Livro Vermelho dos Vertebrados



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

ARES MCM700X - BK


Marca: ARES
Código do Produto: MSR-016
Hop-Up: Ajustável
Peso: 3,014 kgs
Comprimento: 1,139m
Capacidade: 40 bb´s
Potência: 420 fps
Fonte de Energia: Mola
Blowback: Não
Mode de Tiro: Semi-automático

Esta potente nova espingarda de sniper mudou as mesas no campo de batalha. Agora p caçador passou a ser o caçado. Ele gosta de uma besta totalmente submetida. É preciso chegar ao ponto de o inimigo nunca saber de onde o ataque vem. É quase uma das mais custo/eficiência, efeicientes armas no campo de batalha e certamente uma das mais temidas.

Equipada com um cano de precisão interno em alumínio de 6.03mm. O agrupamento e precisão são soberbos. 6 posições de apoio do cano interno são usadas para assegurar a posição do cano.

Por último, mas não menos importante, cada cano interno foi alinhado e verificou-se que cada cano está recto antes de colocá-lo na arma.

A ARES MCM700x usa o carregado M700 com mecanismo de alimentação de BB's para esta espingarda de mola para sniper. Ao contrário de outras espingardas de mola para sniper construídadas na China ou em Taiwan onde o carregador tem uma caixa sobressaída para alimentação de BB's, a MCM700X tem um mecanismo de alimentação único.

Este tipo de desenho faz o carregodor parecer mais realístico. Também resolve o problema de dupla alimentação de BB's.

Especificações:
-Calibro: 6mm BB
-Tamanho do cano interno: 6.03 Aluminium
-Comprimento do cano interno: 510mm
-Alinhamento do cano tornando-o perfeitamente recto
-Fonte de Energia: Acção de Mola
-Capacidade do Carregador: 45 BB's
-Tamanho da Arma: 1139mm(L)
-Coronha e fuste com textura única
-Bipé e Mira Telescópica não incluídos
-Disponível em OD,TAN e BK Color

in



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Profundidade de Cor

Quando olhamos para uma cena da Natureza, conseguimos distinguir milhões de cores diferentes. Uma imagem digital é capaz de se aproximar desta realidade, mas a qualidade da aproximação depende da câmara e dos seus parâmetros.

A quantidade de cores de uma imagem é referido como profundidade de cor e é determinado pelo número de bits usados para armazenar cada uma das três cores de um píxel – vermelho, verde e azul. Ficheiros de imagem JPEG usam 8 bits por cor. Para calcular a quantidade de cores que podem ser capturadas ou mostradas, eleva-se o número 2 à potência do número de bits usados no seu armazenamento. Por exemplo:

• Por cada cor, com uma profundidade de 8 bits, são capturados 256 níveis de luminosidade, porque 28 = 256.
• Com as três cores combinadas, temos 24 bits (8 bits por cor, vezes 3), e o número total de cores obtidas é superior a 16 milhões (224 = 16 777 216).
As imagens RAW possuem uma maior profundidade de cor, o que proporciona gradações mais suaves de tons e um número superior de cores, com as quais se trabalha ao fazer ajustes à imagem. A superioridade do número é astronómica. As imagens RAW são inicialmente capturadas pelo sensor de forma analógica, e um conversor analógico-digital converte-as em imagens de 10, 12 ou 14 bits por cor. Este número é aumentado para 16 nas imagens RAW e diminuído para 8 nas JPEG.
• Por cada cor, com uma profundidade de 16 bits, são capturados 65 536 níveis de luminosidade (216 = 65 536).
• Com as três cores combinadas, temos 48 bits (16 bits por cor, vezes 3) e o número total de cores obtidas é superior a 281 biliões (248 = 281 474 976 710 656).

Estas cores adicionais não são usadas por ecrãs, impressoras ou outros dispositivos, mas existem para optimizar as gradações na edição e ajuste da imagem.

Aqui está uma tabela que resume estes factos:


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sector de Boot


Durante o boot, logo após executar os testes do Post, o próximo passo do BIOS será carregar o sistema operativo. Independentemente de qual sistema de arquivos você esteja usando, o primeiro sector do disco rígido será reservado para armazenar informações sobre a localização do sistema operativo, que permitem ao BIOS iniciar o seu carregamento.

No sector de boot é registado que o sistema operativo está instalado, com qual sistema de arquivos o disco foi formatado e quais arquivos devem ser lidos para inicializar o computador.

Geralmente também são gravadas mensagens de erro, como a clássica “Non-System disk or disk error...”. Veja alguns trechos do sector de boot de um disco rígido onde foi instalado o MS-DOS 6.2:
.<.MSDOS6.2...H$NO NA ME FAT16 .... Non-System disk or disk error...Replace and press any key when read... IO.SYS MSDOS.SYS>.

Ao ler este pequeno programa, o BIOS saberá que o disco foi formatado usando a FAT 16, que está instalado o MS-DOS 6.2, e que deverá carregar os arquivos IO.SYS e MSDOS.SYS que estão no diretório raiz do disco rígido para poder inicializar o computador. Caso alguma coisa dê errada, então será exibida a mensagem de erro “Non-System disk or disk error...Replace and press any key when read” também informada no sector de boot.

Um único sector de 512 bytes pode parecer pouco, mas é suficiente para armazenar o registo de boot devido ao seu pequeno tamanho. O Sector de boot também é conhecido como “pista MBR”, “pista 0”, etc.

A existência de um sector de boot é justamente o que difere um disco de boot de um disco sem sistema. Se você simplesmente gravar os arquivos de inicialização numa disquete ou disco rígido virgem, usando o comando “Copy” ou arrastando-os através do Windows Explorer, não conseguirá inicializar o computador através dele, pois apesar de todos os arquivos necessários estarem lá, o BIOS não será capaz de encontrá-los devido à inexistência de um sector de boot. Para criar uma disquete de boot ou tornar o disco rígido bootável, você deverá usar o comando “SYS” seguido da letra da drive, como em “Sys A:” ou “Sys C:”. Neste caso, além de serem copiados os arquivos de sistema, será criado o sector de boot.


Alguns tipos de vírus são capazes de se instalar no sector de boot, que se revela o local ideal para alojar estes programas destrutivos, pois como este sector é lido toda as vezes que o computador é ligado, o vírus sempre seria carregado na memória junto com o sistema operativo. Neste caso, o vírus não seria eliminado nem mesmo com a formatação do disco rígido, já que usando o comando “Format” não reescrevemos o sector de boot onde o vírus está alojado.

Para acabar com este tipo de vírus, a solução seria depois de formatar o disco, usar o comando “Fdisk /MBR” para reescrever o sector de boot. Depois disto bastará fazer a reinstalação do sistema operativo ou usar o bom e velho “Sys C:” para reescrever o sector. Este procedimento às vezes é necessário também para remover programas gerenciadores de Boot, como o Lilo do Linux.

Obviamente, a formatação do disco rígido só é necessária caso você não tenha acesso a nenhum bom antivírus.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Nós e amarras LXIV

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.

Um nó, para ser considerado bom deve satisfazer as seguintes condições:
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

NÓS DE AMARRAÇÃO

Nó de Barqueiro
Também conhecido por nó de Porco ou Volta de Fiel, este nó pode ser feito na mão (Fig.20) dando com a corda duas voltas redondas que, depois de sobrepostas, se vão encapelar no tronco, ou feito directamente no
tronco (Fig.21), dando duas voltas redondas em volta do tronco de modo a que o chicote passa por cima na primeira e por baixo na segunda, ficando trilhado.
Este nó serve para amarrar um cabo ou uma espia a um suporte fixo.

Nó de Botija
Além de servir como nó de amarração, este nó é também utilizado para suspender garrafas pelo gargalo (dai a origem do seu nome) ou como adorno no fiador das espadas, daí designar-se também por nó de Espada. 
Execução: Depois de dadas duas voltas redondas, de sentidos contrários e ligeiramente sobrepostas, obriga-se o seio a seguir o percurso indicado pelas setas na figura 22.

Nó de Tripé 
Este nó é muito útil para se construir um tripé rápidamente.
Dão-se dois cotes, um directo e outro inverso, na mesma corda, e sobrepõem-se ligeiramente (Fig.23).
De seguida puxam-se os seios conforme as setas indicam, ficando três olhais que são para introduzir as três varas do tripé. Depois de apertar bem o nó termina-se unindo as pontas com um nó direito (Fig.24).



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Puffinus puffinus, Fura-bucho do Atlântico, Pardela-sombria, Estapagado (Açores), Patagarro (Madeira)


Taxonomia
Aves, Procellariiformes, Procellariidae.

Tipo de ocorrência
Açores: Estival nidificante.
Madeira: Estival nidificante.

Classificação
Açores: EM PERIGO - EN (D)
Fundamentação: Espécie colonial com população muito reduzida (entre 230 e 470 indivíduos maturos).
Madeira: VULNERÁVEL -– VU (D2)
Fundamentação: Espécie que se pode encontrar num número restrito de localizações.

Distribuição
A população mundial desta espécie nidifica na Islândia, Ilhas Féroe, Reino Unido, França, Açores, Madeira e Canárias.

No arquipélago dos Açores nidifica na ilha do Corvo e na ilha das Flores (Monteiro et al. 1999).

No arquipélago da Madeira só tem a nidificação confirmada na Ilha da Madeira, distribuindo-se de forma dispersa ao longo de muitos dos vales profundos da ilha (Santos 2001).

População
Trata-se de uma espécie marinha, com nidificação colonial.

Nos Açores, as crónicas históricas do século XVI, de Gaspar Frutuoso, referem abundâncias elevadas desta espécie e mencionam a captura de indivíduos para exploração de carne, óleo e penas (Instituto Cultural de Ponta Delgada 1998). Censos realizados entre 1996 e 1998 registaram 12 colónias localizadas na ilha do Corvo e na ilha das Flores, tendo sido estimada para o arquipélago uma população reprodutora de 115-235 casais (Monteiro et al. 1999).

Na Madeira, a população foi estimada como estando compreendida entre 2.500 e 10.000 indivíduos maturos, com base no número de aves contadas em jangadas distribuídas ao longo de toda a ilha, na intensidade das vocalizações de alguns vales prospectados e na distribuição destas vocalizações ao longo de extensas áreas da ilha (Oliveira P & Câmara D dados não publicados, Geraldes 2000, Santos 2001).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Localizada, embora ainda provisoriamente (BirdLife International 2004).

Habitat
Nos Açores a espécie reproduz-se em falésias costeiras e em ilhéus, nidificando em buracos escavados no solo (Monteiro et al. 1996a).

Na Madeira, nidifica nas encostas de vales profundos, regra geral com vegetação e, pelo menos actualmente, com acessibilidades muito difíceis. Os ninhos encontram-se a cotas relativamente elevadas, atingindo altitudes superiores a 800 metros (Oliveira 1999).

Factores de Ameaça
Nos Açores, esta espécie era extremamente abundante no passado tendo sido praticamente extinta no século XIX em resultado da exploração de óleo, carne e penas. Hoje em dia a principal ameaça é a introdução de espécies não indígenas invasoras, nomeadamente mamíferos predadores. Estes podem conduzir a um declínio rápido da população desta ave marinha, quer por aumentarem a mortalidade, quer por impedirem a colonização de locais com habitat potencial, diminuindo drasticamente o habitat de reprodução disponível.

Outras ameaças dizem respeito à ocorrência regular de predadores naturais, como a gaivota Larus cachinnans atlantis, e à ocupação da zona costeira com zonas urbanas e infraestruturas de transporte (estradas, portos, etc.) (Monteiro et al. 1996b).

Na Madeira, a predação por animais introduzidos, nomeadamente ratos e gatos, é apontada como a principal ameaça que esta espécie enfrenta actualmente (Câmara 1997). Em termos históricos é provável que outras ameaças actuassem em paralelo, nomeadamente a degradação e perda de habitat e a captura pelo homem, causando o desaparecimento da espécie de alguns locais mais acessíveis (Oliveira 1999).

Medidas de Conservação
A maior parte das colónias desta espécie no arquipélago dos Açores ocorre em Zonas de Protecção Especial. O regime de protecção dessas Zonas foi reforçado através da elaboração de planos de gestão e da sinalização e vigilância das mesmas. Ao abrigo do projecto LIFE “Conservação de comunidades e habitats de aves marinhas nos Açores, um programa de investigação sobre a biologia e a ecologia das aves marinhas dos Açores definiu medidas prioritárias de conservação e assegurou a monitorização da distribuição e das tendências populacionais. Foram também realizadas acções de sensibilização ambiental sobre as aves marinhas que nidificam nos Açores para as quais foram produzidos materiais promocionais e didácticos adequados. Nesta região, as prioridades de conservação incluem a erradicação de mamíferos não indígenas e o restauro dos habitats naturais dos ilhéus e a monitorização contínua das populações do arquipélago. Na área de investigação constituem prioridades a obtenção de dados sobre selecção de habitat e sucesso reprodutor bem como a avaliação do impacto das diferentes ameaças.

Na Madeira, uma expressiva proporção da área de nidificação desta espécie encontra-se incluída em áreas de Reserva Natural do Parque Natural da Madeira. Não obstante o facto dos ratos e os gatos constituírem uma ameaça real para a espécie, o único esforço de controlo destes predadores é efectuado numa área muito localizada do Parque Ecológico do Funchal. A definição de outras áreas chave para a espécie deveria ser rapidamente efectuado para o estabelecimento de outras áreas de controlo de pedradores.

in Livro Vermelho dos Vertebrados



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

KWA Kriss Vector GBB with Hephaestus Power Recoil Kit 2 magazines Package


Marca: KWA
Código do Produto: KWA-GBB-KRISS-PG
Hop-Up: Ajustável
Peso: 2,690 kgs
Comprimento: 615 mm
Capacidade: 49 bb's
Potência: 380 fps
Fonte de Energia: Green Gas
Blowback: Sim
Modo de Tiro: Semi-automático, Rajada curta, Automático

Tal como a versão prévia, mas desta vez vem com o Hephaestus Power Kit Package, o kit vai adicionar mais recuo à Kriss, parecendo a verdadeira. Fácil de instalar por você mesmo.

A KWA Kriss Vector é certamente uma da mais altamente antecipadas armas de airsoft no market e é fácil de ver porquê. Tem um desenho muito único, é compacta e um muito interessante modo de rajada curta de 2 tiros que nenhuma outra arma de airsoft implementou. De certeza que já viu rajadas curtas de 3 tiros, mas não 2!

Os externos são completamente feitos em Polímero, incluindo a coronha dobrável, com uma mira dianteira e traseira em metal e dois carregadores de 49 bb's que vem com ela. Os internos são também em metal assim é capaz de utilizar Top / Green Gas pelo que não terá que preocupar-se com ela partir-se toda.

A mira dianteira e traseira tal como o punho vertical podem ser removidos pelo que pode instalar qualquer outra mira ou punho que deseje. Pode remover o tapa-chamas para revelar uma rosca de 14mm CCW para qualquer silenciador que deseje adicionar para a fazer parecer ainda mais "Badass" do que ela já é. Logo abaixo da mira dianteira está o espaço para uma lanterna que terá de comprar em separado.

Uma da características mais únicas da Kriss Vector,  das versões de airsoft e real, é o sistema de verificação da câmara. Se puxar a alavanca de carga atrás 90 graus, pode ver o ferrolho aberto um pouco, revelando o interior da câmara o suficiente para ver se há alguma BB lá dentro. Isto é uma excelente característica de segurança!

Disparar é uma sensação excelente porque cada tiro é rijo mesmo em rajada curta e totalmente automático. Não há praticamente nenhum recuo, muito como a sua parceira real, tornando-a muito fácil de manter fixa no alvo sem o perder.

A KWA's Kriss Vector já tem um pouco de recuo, mas definitivamente não tanto como a versão real, que não é muito. Este Recoil Power Kit vai adicionar mais recuo a cada rajada curta e é definitivamente imprescindível se quer sentir a sua Kriss como a parceira real.

Tem de ter em atenção que cada coice vai requerer mais gás, mas isso não irá afectar os FPS de modo algum.

in


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Compressão de Ficheiros

Os ficheiros de imagem são enormes, quando comparados com outros tipos de ficheiros. Por exemplo, ficheiros capturados por uma câmara de 12 megapíxeis, podem chegar aos 18 megabytes. Ao aumentar a resolução de uma imagem, aumenta também o tamanho do ficheiro. Para tornar os ficheiros de imagem mais pequenos e manejáveis, as câmaras digitais usam um processo chamado compressão.

Aqui são mostradas
duas versões da
mesma imagem.
A de cima é o ficheiro
JPEG original. A de baixo
mostra o que acontece
quando se grava uma
imagem várias vezes com
o parâmetro de menor
qualidade escolhido.
Cortesia de
webweaver.nu.
Durante a compressão, a informação que está duplicada ou que tem pouco valor é eliminada ou gravada de uma forma mais curta, reduzindo o tamanho do ficheiro. Por exemplo, se uma grande área de um céu tem o mesmo tom de azul, só é necessário gravar o valor para um único píxel, assim como a localização dos outros píxeis com a mesma cor. Quando a imagem é aberta num programa qualquer, o processo de compressão é invertido, dependendo da forma como foi usada a compressão: com ou sem perdas de informação.

• A compressão sem perdas de informação comprime uma imagem, de forma que, quando o processo é invertido, ao abrir a imagem, a sua qualidade é igual à da fonte original – nada foi perdido. Apesar de a compressão sem perdas de informação parecer ideal, o seu grau de compressão é baixo, pelo que as imagens permanecem bastante grandes. Por esta razão, este tipo de compressão só é usada nos ficheiros de maior qualidade, nomeadamente TIFF e RAW.

• A compressão com perdas de informação, é capaz de reduzir radicalmente o tamanho de um ficheiro. Todavia, este processo arrasta consigo algum grau de degradação da imagem, sendo que quanto mais um ficheiro é comprimido, mais degradado se torna. Em muitas situações, tais como a publicação de imagens na Web, ou na impressão de pequenas dimensões, a degradação da imagem não é óbvia. No entanto, se imã imagem for ampliada o suficiente, a degradação será apreciável. O formato que utiliza a compressão com perdas de informação é o JPEG, e muitas câmaras permitem escolher o grau de compressão. Por exemplo, a maioria das câmaras permite escolher compressões entre Fine (1:4), Normal (1:8) e Basic (1:16). Esta é uma característica importante, visto que há uma ordem inversa entre a compressão e a qualidade da imagem. O uso de uma compressão menor oferece imagens melhores, que podem ser impressas em formato maior.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Estruturas Lógicas no sistema FAT

Todos os vários sistemas de arquivos são constituídos de várias estruturas lógicas, que permitem ao sistema operativo gravar e localizar dados gravados no disco com a maior facilidade e velocidade possíveis. Estas estruturas são muito semelhantes na FAT 16 e FAT 32. Aliás, a única grande mudança entre os dois sistemas é que a FAT 32 usa 32 bits no endereçamento de cada cluster, ao invés de apenas 16.


Lembre-se que estas estruturas aplicam-se apenas ao sistema FAT, mais adiante veremos como são organizados os dados no NTFS do Windows NT e 2000 e no Ext2 do Linux.

O nome “estrutura lógica” foi dado porque todas as estruturas que explicarei agora são a nível de sistema operativo, ou seja, não alteram a estrutura física do disco (trilhas, sectores, cilindros, etc.), nem a maneira como a controladora do disco rígido o utilizará, mas apenas a maneira como o sistema operativo enxergará e utilizará o disco.


Como todas estas estruturas são criadas a nível lógico (software), não existe nenhum problema em reformatar um disco onde foi instalado o Windows 98, por exemplo, para que se possa instalar o Linux, OS/2 ou qualquer outro sistema operativo, basta que você tenha o programa formatador adequado. É o caso de excluir partições Ext2, criadas a partir do Linux através do FDISK por exemplo.

Como o FDISK (por sinal um programinha extremamente ultrapassado) não suporta Ext2, ele não consegue excluir as partições. Para isto, teria que usar um dos formatadores do Linux, pode por exemplo abrir novamente o programa de instalação até o ponto em que surge a opção de particionar o disco rígido, excluir as partições e em seguida abortar a instalação. Ou, caso tenha, usar um disco de Boot com o Disk Druid ou outro programa particionador.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Nós e amarras LXIII

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.

Um nó, para ser considerado bom deve satisfazer as seguintes condições:
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

NÓS DE JUNÇÃO

Nó Direito
Este é um dos primeiros nós, senão mesmo o primeiro, que se aprende nos escuteiros. Serve para ligar duas cordas de bitola igual e de materiais iguais que não demandem muita força.

Para executar o nó direito basta cruzar os chicotes duas veses, sendo sempre o mesmo a passar por cima (Fig.12).

Nó Torto
Este nó varia do anterior apenas porque no segundo cruzamento de chicotes, passa por cima o chicote que anteriormente tinha passado por baixo.

Este nó é pouco utilizado devido à sua facilidade de correr.

Nó cabeça de Cotovia
Também designado por nó de Pescador ou nó de Burro. É o nó usado para unir cordas de bitolas iguais ou próximas, sendo muito finas, molhadas ou escorregadias.

Execução: Coloca-se as cordas lado a lado e em sentidos contrários de forma que o chicote de cada uma delas possa dar o nó simples em torno do seio da outra (Fig.13). Para o nó ficar bem socado é necessário que os nós simples encostem bem um no outro.
 
Se quisermos que este nó fique ainda mais seguro, faz-se da mesma forma e os chicotes, em vez de uma, dão duas voltas em torno da outra corda, fazendo assim o nó Cabeção de Cotovia Dobrado (Fig.14).

Nó de Escota
Serve para unir duas cordas de bitola ou materiais diferentes. Para a execução é necessário dobrar o chicote da corda mais grossa de modo a formar uma argola por onde vai passar a mais fina que, depois de a rodear, se vai trilhar (Fig.15).

Nó de Tecelão
O único motivo que faz este nó se diferenciar do anterior é o modo como ele é feito e nas cordas em que se utiliza. Este nó é utilizado em cordas muito finas. 

Cruzam-se as duas espias ficando a da direita por baixo. De seguida o seu seio vai dar uma volta em torno do chicote, formando, assim, uma argola por onde vai passar o chicote da outra espia (Fig.16).

Nó de Correr
Também chamado de nó de laço, este é um dos nós que soca tanto mais, quanto maior for o esforço exercido na corda. O nó de Correr pode ser apresentado das seguintes formas:
- Vulgar Forma-se um cote e faz-se o seio passar através dele (Fig.17).
- Outra forma é o chicote dar uma laçada em torno do seio (Fig.18).

Nó de Pedreiro
Este nó destina-se a prender uma corda a um suporte afim de o içar ou arrastar.
 
Executa-se fazendo um cote e enrolando o chicote à volta dele, fazendo passar o tronco por dentro dele. Pode-se ainda dar mais uma volta ao tronco com o cabo para maior segurança (Fig.19).
 
A este nó também se chama: Volta da Ribeira.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Pyrrhocorax pyrrhocorax, Gralha-de-bico-vermelho


Taxonomia
Aves, Passeriformes, Corvidae.

Tipo de ocorrência
Residente.

Classificação
EM PERIGO –- EN (A2c+3c+4c; B2ab(i,ii,iii,iv,v); C2a(i,ii))
Fundamentação: Admite-se que a espécie pode ter sofrido nos últimos 10 anos uma acentuada redução da sua população, com base nas evidências de declínio na área de ocupação e extensão de ocorrência, bem como da redução da área ocupada com pousios; as causas dessa redução populacional são compreendidas e são reversíveis mas não cessaram, admitindo-se que continuem a actuar nos próximos 10 anos. A sua área de ocupação é reduzida (inferior a 500km2); admite-se que a população tenha fragmentação elevada e apresenta declínio continuado da extensão de ocorrência, área de ocupação, área, extensão e/ou qualidade do habitat. A espécie tem população reduzida (menos de 1.000 indivíduos maturos), admitindo-se que não haja subpopulações com mais de 250 indivíduos maturos ou que todos os indivíduos estejam concentrados numa única subpopulação.

Distribuição
A população mundial da gralha-de-bico-vermelho estende-se pela Ásia Central e Europa, com algumas populações isoladas em Marrocos, Algéria e Etiópia (Goodwin 1986, Hagemeijer & Blair 1997). A distribuição desta espécie na Europa é muito fragmentada, estando confinada a áreas montanhosas e costeiras ao longo do Norte do Mediterrâneo, com algumas populações isoladas nas Ilhas Britânicas e na Bretanha Francesa (Cramp & Perrins 1994, Hagemeijer & Blair 1997).

Em Portugal Continental a espécie tem uma distribuição muito fragmentada, ocorrendo provavelmente em apenas cinco núcleos: Costa Sudoeste, Serras de Aire e Candeeiros, Douro Internacional, Alvão e Gerês. (ICN dados não publicados).

População
Estima-se que o efectivo a nível nacional não chega aos 1.000 indivíduos. As estimativas mais recentes sugerem que o núcleo do Gerês contenha cerca de 40 indivíduos (M Pimenta, com. pess.), o do Douro Internacional 100-150 casais (A Monteiro, com. pess.), o do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros cerca de 100 indivíduos (PNSAC Inventário de algares de 2004 dados não publicados), o do Alvão 6 indivíduos (P Travassos, com. pess.); na costa sudoeste, na zona de Sagres, foram contados apenas cerca de 34 indivíduos, em 2005 (F Ildefonso, P Rosa & V Casalinho, com. pess.).

Em Portugal tem-se registado um declínio continuado do número de indivíduos, da área de distribuição e do habitat favorável à ocorrência da gralha-de-bico-vermelho, com uma consequente redução da população, que nas últimas 3 gerações (21 anos) deve ter sido superior a 50%. Nomeadamente, a espécie terá desaparecido da região da Idanha-a-Nova, onde estavam referidos 10 indivíduos para 1986-88 (Farinha 1991) e também do Marão, em meados da década de 90 do século XX (P Travassos, com. pess.). Na Serra de Candeeiros, registou-se um decréscimo de 30% entre 1994 e 2002; nesta área constatou-se o abandono gradual de algumas zonas de alimentação, bem como o abandono de alguns algares para nidificação (Barros 2002). No Gerês, o efectivo populacional tem sofrido também decréscimo, tendo sido estimado em 50-60 indivíduos em finais da década de 90 do século XX (Pimenta & Santarém 1996). No Parque Natural do Douro Internacional registou-se nos últimos anos o desaparecimento de algumas pequenas colónias (A Monteiro, com. pess.). As causas desta redução que afecta a população nacional de gralha-de-bico-vermelho podem não ter cessado e manter-se essa tendência para o futuro próximo.

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Em Declínio, apresentando um declínio continuado moderado (BirdLife International 2004).

Durante os últimos 100 anos, a gralha-de-bico-vermelho sofreu uma forte regressão em grande parte da sua área de distribuição europeia (Goodwin 1986). A maioria das populações actualmente existentes na Europa são pequenas, encontram-se isoladas e em declínio acentuado (Tucker & Heath 1994).

Habitat
Em Portugal, a gralha-de-bico-vermelho nidifica isoladamente ou por vezes em colónias algo dispersas. Os locais escolhidos para nidificação podem ser  fendas e buracos, situados em furnas marítimas ou escarpas inacessíveis, tanto costeiras como de montanha, ou em algares de maciços calcários. Quando não existem formações naturais adequadas, podem ocupar construções humanas (por exemplo: minas abandonadas, velhas habitações). Os locais escolhidos são normalmente aqueles que estão sujeitos a fraca pressão humana (Rufino 1989).

Como principais áreas de alimentação, a gralha-de-bico-vermelho selecciona sistemas agrícolas extensivos, áreas tradicionalmente utilizadas como pastagens e outros habitats semi-naturais com abundantes espaços abertos (Farinha 1991). Durante a época de nidificação as aves reprodutoras utilizam uma área de alimentação próxima do ninho, que pode ser partilhada por mais do que um casal (Farinha 1991). À medida que a nidificação se desenvolve, a área de alimentação vai sendo progressivamente alargada, podendo mesmo sobrepor-se às áreas utilizadas durante todo o ano pelos bandos de indivíduos não reprodutores (Farinha 1991).

Utilizam dormitórios que se localizam em grutas, algares, furnas marítimas ou escarpas, podendo surgir na mesma área vários dormitórios dispersos (Farinha 1991). Os locais utilizados como dormitórios podem também servir como locais de refúgio e são geralmente muito importantes na defesa contra predadores e no estabelecimento de relações entre os  indivíduos.

Factores de Ameaça
O abandono agrícola e do pastoreio extensivo, com consequente evolução natural dos matos, bem como o sobrepastoreio e a intensificação da agricultura, têm-se traduzido em perda e degradação do habitat de alimentação desta espécie. A intensificação turística, quer do litoral português quer do interior serrano, tem conduzido também à perda e degradação de habitat e ao aumento da perturbação humana; particularmente, a espécie é vulnerável à perturbação nos locais de nidificação e dormitórios como resultado do incremento da prática de montanhismo, espeleologia e actividades de todo-o-terreno, que se tem verificado nos últimos anos. O aumento da utilização de agro-químicos afecta também a gralha-de-bico-vermelho, quer directamente, aumentando a mortalidade da espécie e reduzindo a sua capacidade reprodutiva quer indirectamente, diminuindo as populações presa.

Medidas de Conservação
A gralha-de-bico-vermelho ocorre nas Zonas de Protecção Especial da Serra do Gerês, da Costa Sudoeste e do Douro Internacional e Vale do Águeda, no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e no Parque Natural do Alvão.

A conservação desta espécie requer a manutenção de áreas de pastagens extensivas para o pastoreio de gado, com condicionamento do encabeçamento. Requer também a preservação do mosaico agrícola e o incentivo do uso racional de produtos químicos na produção agrícola. Deve ser assegurada protecção dos locais de nidificação e dos dormitórios, condicionando os acessos e a prática de actividades turísticas e desportivas em áreas costeiras e montanhosas importantes para a espécie. A classificação e protecção de algares, prevista na revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, poderá inverter a tendência regressiva desta espécie nessa área. Devem ainda ser providenciados locais de nidificação artificiais em habitats adequados.

Deve ser efectuada a monitorização de parâmetros populacionais da espécie, que permita avaliar as tendências na distribuição e abundância.

in Livro Vermelho dos Vertebrados