quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Outros processadores


Além dos processadores “principais” que vimos até agora, existiram alguns modelos lançados como processadores de baixo custo, alternativa de upgrade para quem tinha um processador antigo e não queria gastar muito.
486DLC e 486SLC

Estes dois processadores foram a tentativa da Cyrix de entrar no mercado de processadores de baixo custo, oferecendo uma opção barata de upgrade para usuários de microcomputadores 386 e também uma opção de processador para
microcomputadores de baixo custo, especialmente microcomputadores de menos de 1.000 dólares.

Estes processadores eram basicamente processadores 386 (respectivamente o DX e o SX), que incorporavam um pequeno cache L1 de apenas 1 KB. O cache não fazia milagres, mas já era o suficiente para aumentar um pouco o desempenho do processador, o que somado ao baixo preço de venda, foi suficiente para vários utilizadores investirem no upgrade, já que os 486DLC e SLC eram totalmente compatíveis com as placas para microcomputadores 386.

Vale a pena lembrar que, como o 386 padrão, estes processadores não possuíam coprocessador aritmético, podendo ser acoplados a eles o 387DCL ou o 387SLC, que deviam ser comprados separadamente.
 
Sob licença da Cyrix, a Texas Instruments desenvolveu versões próprias do 486DLC e SLC, preservando a mesma arquitectura, mas aumentando a quantidade de cache L1 para 8KB.
 
AMD 5x86

No início, a AMD produzia clones de processadores Intel, utilizando os projectos desenvolvidos pela Intel e pagando royalties em troca. Porém, devido a várias divergências, a aliança acabou sendo desfeita e a AMD passou a batalhar seus próprios projectos de processadores. Apesar de, durante muito tempo, a AMD ter tido que se contentar com um distante segundo lugar, produzindo basicamente processadores de baixo custo, actualmente ela vem competindo directamente com a Intel também no ramo de processadores de alto desempenho, conseguindo na maioria das vezes manter preços mais baixos que a concorrente.

Mas, voltando à nossa aula de história, depois que a Intel lançou o 486DX4-100, abandonou o desenvolvimento de processadores 486 para se dedicar somente ao desenvolvimento do Pentium. Com a intenção de apresentar um processador que possuísse um desempenho semelhante a um Pentium low end (os modelos mais lentos e baratos), mas que ao mesmo tempo tivesse um preço competitivo, a AMD continuou o desenvolvimento do seu processador 486, lançando uma versão de 120 MHz (que operava usando barramento de 40 MHz e multiplicador de 3x),e logo em seguida também uma versão de 133 MHz.

Por questões de Marketing, a AMD baptizou este 486 de 133 MHz de “AMD 5x86” o que confundiu alguns utilizadores, que pensaram tratar-se de um processador semelhante ao Pentium. O AMD 5x86 utilizava placas mãe para 486, necessitava apenas que a placa fosse capaz de sinalizar o multiplicador de 4x. O clock ficava em 33 MHz, totalizando seus 133 MHz.

Como o AMD 5x86 não passava de um 486 funcionando a 133 MHz, seu desempenho era pouco menos de 33% superior a um 486DX4-100, sendo mais ou menos equivalente ao de um Pentium de 75 MHz. Aliás, outra medida de marketing tomada pela AMD na época, foi criar um índice Pr, ou “Pentium Rating”, comparando o desempenho do 5x86 ao do Pentium. O 5x86 de 133 MHz recebeu o índice Pr 75, indicando possuir um desempenho semelhante ao apresentado por um Pentium de 75 MHz.

A AMD conseguiu fazer um razoável sucesso com este processador, já que além de ser sido muito usado em microcomputadores de baixo custo, o 5x86 passou a ser uma alternativa barata de upgrade para utilizadores de microcomputadores 486 com processadores mais lentos.
 
Cyrix Cx5x86

Além de desenvolver projectos de processadores 486, que foram fabricados pela Texas Instruments, a Cyrix lançou um processador que mistura recursos do 486 e do Pentium, oferecendo um desempenho bastante superior a um 486 padrão.

Este processador foi baptizado como Cx5x86, e apresentava um cache L1 de 16 KB, além de algumas outras melhorias que tornavam o seu desempenho cerca de 35% superior ao de um 486 do mesmo clock. A versão de 100 MHz do Cx5x86 possuía um desempenho equivalente ao 5x86 de 133 MHz da AMD e ao Pentium 75, enquanto a versão de 120 MHz rivalizava em desempenho com um Pentium 90.

Como o 5x86 da AMD, Cx5x86 era totalmente compatível com as placas mãe para 486, bastando configurar a placa com multiplicador de 3x e bus de 33 MHz para instalar a versão de 100 MHz e, 3x 40 MHz para utilizar a versão de 120 MHz.
 
AMD K5

Depois de muitos atrasos, a AMD finalmente conseguiu lançar um processador que pudesse concorrer directamente com o Pentium. O K5, porém, não chegou a tornar-se muito popular devido ao seu lançamento atrasado. Quando finalmente saíram as versões Pr 120 e Pr 133 do K5, a Intel já havia lançado as versões de 166 e 200 MHz do Pentium, ficando difícil a concorrência. Ao invés de simplesmente tentar copiar o projecto da Intel, a AMD optou por desenvolver um processador completamente novo, tecnicamente superior ao Pentium.

O K5 também utilizava uma arquitectura superescalar, mas ao invés de duas, possuía quatro canalizações. O cache L1 também foi ampliado, passando a ser de 24 KB, dividido em dois blocos, um de 16 KB para instruções e outro de 8 KB para dados.

O coprocessador aritmético porém não foi muito melhorado, apresentando um desempenho quase 50% inferior ao apresentado pelo coprocessador do Pentium, devido principalmente à ausência de Pipeline. Este acabou sendo o calcanhar de Aquiles do K5, que a AMD sempre fez o possível para tentar esconder. Mas, como na maioria das aplicações o K5 era bem mais rápido que o Pentium, a AMD optou novamente por vender seu processador segundo um índice Pr, que comparava o seu desempenho com o dos processadores Pentium:


Processador Frequência Real de Operação
K5-Pr 120 90 MHz (1.5x 60 MHz)
K5-Pr 133 100 MHz (1.5x 66 MHz)
K5-Pr 166 116 MHz (1.75x 66 MHz)
Pentium Overdrive  

Como fez com os antigos 386 SX, a Intel lançou (ou pelo menos tentou, pois este processador nunca chegou a ser muito vendido) também um Pentium “low cost”. Este processador, apesar de internamente ter um funcionamento idêntico a um Pentium, utilizava placas mãe para processadores 486, sendo por isso chamando de Overdrive. A Intel lançou o Overdrive em versões de 63 MHz (25 MHz x 2.5) e 83 MHz (33 MHz x 2.5) mas, por utilizarem placas de 486, que operam a frequências muito mais baixas e acedem a memória a apenas 32 bits, estes processadores perdem feio em performance se comparados com um Pentium “de verdade”. O Overdrive de 63 MHz apresentava performance idêntica ao 486DX4-100, enquanto o de 83 MHz empatava com o 5x86 de 133 MHz da AMD. 
Além da baixa performance, o Overdrive era extremamente caro (por isso usei o low cost entre aspas no parágrafo anterior :-), e acabou sendo uma péssima opção de compra. Em termos de custo-beneficio, o 5x86 da AMD foi uma opção muito melhor. Mesmo após este primeiro fracasso, a Intel continuou tentando lançar sucessivamente vários processadores Overdrive, entre eles uma versão do MMX que funcionava em placas socket 7 antigas e uma versão do Pentium II que funcionava em placas mãe para Pentium Pro. Apesar da propaganda feita por alguns “especialistas” nenhum destes modelos de Overdrive foi uma opção de compra que sequer merecesse ser considerada, pois devido à baixa procura e consequentemente à baixa produção, sempre custaram muito mais caro do que processadores equivalentes. 
Um tal de 186

O 8086 foi o pai do 8088, que equipou os primeiros PCs. Depois vieram os processadores 286, que também conhecemos bem. Mas, entre as duas gerações, existiu um modelo intermediário, pouco conhecido, mas igualmente importante. O 80186 é uma evolução do 8086, que trouxe algumas instruções novas e um sistema de tolerância à falhas. Apesar de não ter sido usado como processador em microcomputadores PC, o 80186 tornou-se um componente bastante popular, sendo usado em controladores de HDs, controladores de interrupção entre vários outros periféricos.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Acrocephalus scirpaceus, Rouxinol-dos-caniços, Rouxinol-pequeno-dos-caniços

Taxonomia
Aves, Passeriformes, Sylviidae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante.

Classificação
QUASE AMEAÇADO . NT* (D2)
Fundamentação: Espécie associada a caniçais de média ou de grande extensão, pouco representados em Portugal, que pode apresentar uma área de ocupação muito restrita.
Na adaptação à escala regional, desceu uma categoria, por se admitir que a população em Portugal poderá ser alvo de imigração significativa das regiões vizinhas e por não ser de esperar que essa imigração possa vir a diminuir.

Distribuição
Como nidificante, distribui-se por quase toda a Europa, à excepção das zonas mais setentrionais; encontra-se também no Norte de África e nalguns sectores ocidentais da Ásia (Cramp 1992). Inverna na África subsariana.

Em Portugal, encontra-se ao longo de toda a franja litoral, penetrando para o interior no Ribatejo e no Alto Alentejo e, pontualmente, noutras regiões também. A área efectivamente ocupada por esta espécie, quase exclusivamente ligada a caniçais de média ou de grande extensão, é extremamente restrita.

População
A população nacional foi estimada como sendo superior a 2.500 indivíduos. Durante a realização dos trabalhos do Novo Atlas, encontrou-se em 112 quadrículas de 10x10 km (ICN, dados não publicados). Parece razoável admitir que existirão, em média, pelo menos 25 indivíduos maturos por quadrícula. Na Lagoa de Santo André encontraram-se entre 4,7 e 8,3 casais por hectare, em diversos tipos de caniçal, e até 7,3 casais por km de margem (note-se que as densidades reais são mais baixas, pois não se contabilizou a área sem vegetação palustre utilizada por estas aves (Catry 1997)); a população total dessa área em 1992 foi estimada em 82 casais (Catry 1993). No estuário do Tejo, verificaram-se densidades variando entre 6,1 e 19,9 casais/10 ha em dois tipos de caniçais (Leitão et al. 1998).

Não existem dados concretos que indiquem um decréscimo populacional desta espécie. No entanto, tem havido, ao longo das últimas décadas, uma tendência para a redução da extensão do habitat, com uma progressiva degradação e fragmentação das áreas de caniçal mais vastas. É pois de admitir que a população de rouxinol-dos-caniços tenha vindo a sofrer um decréscimo pouco acentuado.

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Não Ameaçada (BirdLife International 2004).

Esta ave em Espanha está classificada como Pouco Preocupante (LC) (Madroño et al. 2004) e não estão documentadas regressões populacionais para esse país (Gainzarain 2003), o que leva a admitir um risco de extinção em Portugal mais reduzido, tendo-se descido uma categoria na adaptação regional.

Habitat
Habita quase exclusivamente caniçais Phragmites australis de extensão média ou grande, sendo geralmente escasso ou ausente em manchas de caniço muito pequenas ou noutros povoamentos de vegetação palustre (e.g. Catry 1997).

Factores de Ameaça
A drenagem ou degradação das zonas húmidas em geral, e dos caniçais em particular, constituem a principal ameaça conhecida para esta espécie em Portugal. A perda de caniçais devido à sucessão natural e ao assoreamento também são factores a considerar.

Como todos os migradores estivais, o rouxinol-dos-caniços poderá também sofrer com alterações nos habitats de invernada em África, nomeadamente decorrentes de alterações climáticas.

Medidas de Conservação
A conservação e gestão activa dos caniçais é fundamental para esta espécie. Embora grande parte do habitat, a nível nacional, se encontre em zonas húmidas com algum estatuto de protecção, a verdade é que praticamente não têm tido lugar acções que visem a manutenção dos caniçais (por exemplo, controle do pastoreio e da sucessão natural, investigação que esclareça as causa da degradação dos caniçais, gestão adequada dos níveis de água, etc.).

Notas
Em Portugal ocorrem também aves em migração de passagem, em números francamente mais expressivos do que os da população reprodutora (Catry et al. 2004).

in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Nosso Objectivo

No Exército temos alguns pontos que almejam o treinamento de nossos homens, mas ao longo dos anos os passos do treinamento se tornaram tão absorventes e importantes que em muitos casos a visão do objectivo se perdeu.
Por exemplo, veja o exercício da espada. Neste, vários recrutas são instruídos no uso da espada para se tornarem bons esgrimistas. Eles são colocados em uma quadra e treinados para permanecer em certas posições e desenvolver certos ataques, defesas e esquivas, conforme um plano estabelecido. Tão logo façam isto com perfeição em conjunto – e isso é trabalho de meses para conseguir – são declarados eficientes espadachins, mas não podem enfrentar um inimigo mais do que minha botina. O objectivo da instrução foi negligenciado pelo desenvolvimento dos passos em si. 
Espero que este mesmo engano nunca seja cometido por nós nos Escuteiros. Nós temos sempre que manter nosso grande objectivo diante de nós e fazer nossos passos conduzirem a ele. O objectivo é fazer de nossa raça uma nação de trabalhadores energéticos e capazes, bons cidadãos, seja para a vida na Inglaterra ou ultramar.
O melhor princípio para este fim é conseguir com que os jovens aprendam por eles mesmos dando-lhes um currículo atraente, em lugar de martelá-los com alguma forma de instrução de “moer os ossos”. Temos de lembrar que a maioria dos jovens estão cansados com horas de escola ou seminário, e o nosso treinamento deve, portanto, ser em forma de recreação e ao ar livre sempre que possível.
Esse é o objectivo de nossos distintivos e jogos, nossos exemplos e padrões.

Se você ler do princípio ao fim o Scouting for Boys mais uma vez, com o Grande Objectivo diante de você, verá o significado mais claramente.
E o grande objectivo significa não só a prática de “contribuir e fazer” com seus próprios dirigentes, mas também com outras organizações que trabalham no mesmo sentido.

Em um grande movimento para um grande objectivo não há lugar para pequenos esforços pessoais, temos que afundar ideias menores e nos abraçar em uma grande associação para lidar efectivamente com o todo.

Nós Escuteiros somos jogadores de um mesmo time com a Boys’s Brigade (Brigada de Rapazes, Church Lads (Jovens da Igreja), YMCA (Young Man Chisthian Association – Associação Cristã de Moços), Departamento de Educação e outros. Cooperação é o único modo de se obter sucesso. 
Maio de 1910.
Pensamentos de B-P
contribuições de Baden-Powell para "The Scout"

sábado, 23 de outubro de 2010

U-314 Ultimate Elite Precision Sniper Rifle


Existem muitos jogadores de airsoft que estão muito interessados em obter uma espingarda de sniper, mas não o fazem porque a maioria das espingardas boas tem preços muito elevados. Mas não existe nenhuma razão para desesperar, porque produtos acessíveis estão no mercado para tirarem vantagem. Enquanto que eles obviamente não são tão bons como os produtos com preços muito mais elevados, eles podem no entanto fazer o seu trabalho. Uma dessas opções é o U-314 Ultimate Elite Precision Sniper Rifle, uma espingarda de mola com muita potência e precisão.

É importante para uma espingarda de sniper, dispor de FPS elevados, pois essa é a forma de as utilizar a maior distância e com mais precisão. A U-314 não é fraca nesse campo, pois pode disparar a 400 fps. Esse valor só por si não é nada do outro mundo se não houver um cano de qualidade para o suportar, e esta espingarda de certeza que o tem. Com uma cano de metal de precisão de uma peça, você nunca terá de se preocupar com o facto de o cano ficar danificado e falhar o alvo.

Uma característica muito interessante desta espingarda de mola é a acção do ferrolho e a ejecção realista da cápsula. Isto faz parecer que está disparando uma espingarda de sniper real, e no entanto esta característica não melhora necessariamente a performance do produto, apenas fica bem. Como muitas espingardas de sniper não tem esta capacidade, você pode realmente sobressair da multidão ao levar este produto para o próximo jogo em que participar.

Como disse, esta é extremamente acessível, custando apenas perto de noventa dólares, no entanto algumas lojas vendem-na por um pouco mais. Tenha em atenção que este custo não cobre uma mira telescópica, assim terá de a comprar à parte. Mas como existem um sistema de rail, poderá facilmente instalar a mira, e pode também comprar este produto em qualquer lugar que compre a espingarda, assim não é difícil adicioná-lo ao seu equipamento. Com outra experiência, você poderá usar esta tal como qualquer outro tipo de sniper, só é preciso prática!

Reviewed by: Justin Kander

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Medição da luz

Há dois tipos de medição da luz:
  • Luz incidente: No qual se mede a luz que incide sobre a área de interesse. Mede-se com um fotómetro externo. Este tipo de medição é a melhor de todas porque mede a luz sobre a área de interesse, sempre que esta seja alcançável. Utiliza-se sobretudo em cinema, televisão, retratos ou fotografia de moda.
  • Luz reflectida: No qual se mede a luz que reflecte a área de interesse. É o método que usam os fotómetros internos das câmaras fotográficas. É muito cómodo porque está integrado dentro da câmara fotográfica e nos permite mais agilidade na hora de fotografar, alem de poder medir a luz em objectos que não se podem alcançar. Este tipo tem o problema de que se se reflecte demasiada luz a medição da câmara pode não ser correcta. Por isso se desenharam vários tipos de medições de luz reflectida diferentes.
Sistema TTL 

Para medir a luz reflectida as câmaras DSLR actuais dispõem de um sistema de medição chamado TTL (Through The Lens). Como indica o nome este sistema utiliza a luz que atravessa a objectiva para fazer a medição de luz reflectida. Consta de um sensor que é capaz de medir a luz das diferentes partes da cena. Para isso divide um enquadramento por zonas (tipicamente 16, 21, 35, 63 dependendo do modelo) e em função do modo de medição lhe aplica umas percentagens ou outros a cada zona.
Exemplo de vários sensores TTL de medição de luz.
Avaliativa

Este método mede a luz de todo o enquadramento. Portanto todas as zonas tem uma percentagem sobre o cálculo final da exposição. Útil em fotografias que tem um ângulo de luminosidade similar em toda a cena. É a que se costuma utilizar nos métodos automáticos de todas as câmaras e é o mais habitual, já que serve para quase todos os casos.
 
Avaliativa parcial

Este método mede só parte do enquadramento. Portanto as zonas mais próximas do centro tem maior percentagem sobre o cálculo final da exposição. É útil para retrato ou situações onde temos um sujeito claro e que ocupa grande parte do enquadramento. 
Central e pontual.

Este método fecha mais ainda a medição sobre o enquadramento. Portanto, as zonas do centro tem a maior percentagem sobre o cálculo final da exposição. Dependendo do modelo de câmara se disporá de medição pontual real, que mede sobre um 1‐2 % de toda a cena no centro da imagem, ou uma zona central, que mede sobre uns 8‐9% de toda a cena no centro da imagem. É ideal para retrato e fazer contra-luzes e especialmente útil para medir um objecto com uma luminosidade diferente ao resto da cena. 
Dependendo do modelo de câmara poderá utilizar a medição pontual mediante um botão directo ou terá que configurá-la na câmara.

3 exemplos


Nestas três fotografias veremos porque utilizamos um ou outro método de medição.

Na primeira fotografia utilizou-se medição avaliativa porque mais ou menos toda a cena tem um ângulo de luz aproximado. Não há grandes contrastes ainda que haja zonas mais claras que outras.

Na segunda utilizou-se medição parcial porque o que interessava era medir bem o sujeito, que ocupava uma boa parte da foto. Sem embargo, o fundo era negro, e com isto era fácil sobre-expor a foto se tivesse utilizado o modo avaliativo, já que ao haver mais negro a câmara haveria tratado de o expor, dando-lhe mais interesse.

Na terceira utilizou-se medição pontual porque é muito escura. O que interessava era que a pele da modelo saísse bem iluminada (nem escura nem queimada). Para isso medimos pontualmente na cara desta.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Clock e Overclock

Ao contrário do que muitos pensam, a velocidade de operação dos processadores não é fixa, mas sim determinada pela placa mãe.

Na placa mãe temos um pequeno cristal de Quartzo, chamado gerador de relógio, que vibra alguns milhões de vezes por segundo, com uma precisão quase absoluta. As vibrações deste cristal são usadas para sincronizar os ciclos da placa mãe, que sabe que a cada vibração do cristal deve gerar um certo número de ciclos de processamento.

É mais ou menos como um farol, que abre e fecha algumas vezes por minuto. Quando o farol está fechado, o trânsito fica parado, voltando a fluir quando a farol abre. Um pulso de clock é justamente a abertura do farol, um “já!” que faz todos os periféricos trabalharem simultaneamente e de forma sincronizada. O funcionamento de todos os periféricos, da placa de vídeo ao disco rígido, é coordenado por este relógio.

O processador não possui um gerador de relógio, e por isso trabalha usando o sinal recebido da placa mãe. Num Pentium MMX de 200 MHz, por exemplo, a placa mãe funciona a 66 MHz, e o multiplicador é 3x, o que significa que para cada ciclo da placa mãe, o processador gerará 3 ciclos.

Justamente por estar limitada à frequência indicada pela placa mãe, a frequência do processador não é fixa; pode ser maior ou menor do que o especificado, dependendo de como a placa mãe estiver configurada.

Como as placas mãe actuais, para manter compatibilidade com vários processadores podem operar a várias frequências diferentes, é possível fazer o processador trabalhar mais rápido simplesmente configurando a placa mãe para trabalhar a uma frequência maior. Esta técnica é chamada de Overclock, uma gíria que significa “acima do clock” numa tradução livre.

Um Pentium 120 por exemplo, usa bus 60 MHz e multiplicador de 2x. Se configurássemos a placa mãe para trabalhar a 66 MHz, mantendo o multiplicador em 2x, o processador passaria a trabalhar a 133 MHz. Se a frequência da placa mãe fosse aumentada para 75 MHz, o processador funcionaria a 150 MHz.

Em muitos casos, o processador também aceita um multiplicador maior. Um AMD K6 de 266 MHz por exemplo, trabalha com a placa mãe funcionando a 66 MHz e usando multiplicador de 4x. Se aumentássemos o multiplicador para 4.5x, mantendo a placa mãe funcionando a 66 MHz, faríamos o processador funcionar a 300 MHz.
 
A performance de um processador trabalhando em overclock é idêntica à de um processador “normal” funcionando a essa velocidade. Um Pentium 120 overclocado para 133 MHz por exemplo,apresenta exactamente a mesma performance de um Pentium 133 “de verdade”.

Quando um fabricante desenvolve um projecto de processador, testa-o a várias frequências diferentes, a fim de determinar sua frequência ideal de operação. Geralmente, os fabricantes adoptam uma certa margem de segurança, vendendo o processador com uma frequência ligeiramente inferior à frequência máxima. É justamente esta margem de segurança que permite o overclock; estaríamos então simplesmente fazendo o processador funcionar na sua frequência máxima. Esta margem muda de fabricante para fabricante e de processador para processador. Por isso, alguns processadores aceitam overclocks maiores que outros. Existem casos de processadores que aceitam trabalhar sem problemas a uma frequência 50% maior que a original, assim como existem casos de processadores que apresentam instabilidade operando a uma frequência apenas 10% maior que a original.
 
Obviamente, o overclock também traz algumas desvantagens. Fazendo o processador trabalhar a uma frequência maior do que a ideal, podemos ter problemas de travamentos, superaquecimento e sempre haverá alguma diminuição de sua vida útil. 
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Coronella austriaca, Cobra-lisa-europeia

Taxonomia
Reptilia, Serpentes, Colubridae.

Tipo de ocorrência
Residente.

Classificação
VULNERÁVEL . VU (B1ab(i,ii,iii,iv,v) + 2ab(i,ii,iii,iv,v))
Fundamentação: Espécie com extensão de ocorrência e área de ocupação inferiores a 20.000 e 2.000 km2, respectivamente. Admite-se que apresente fragmentação elevada e declínio continuado da extensão de ocorrência, da área de ocupação, da qualidade dos habitats, do número de localizações e do número de indivíduos maduros.

Distribuição
Distribui-se pela Europa, ocorrendo em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Alemanha, Polónia, Itália, Suíça, ex-URSS e Balcãs, e pelo Ocidente Asiático (Gasc et al. 1997).

Em Portugal, ocorre em núcleos isolados, dispersos sobretudo pelas regiões montanhosas do Centro e Norte (Minho, Trás-os-Montes, Douro Litoral e Beiras), ocupando cerca de 3% do território nacional (Godinho et al. 1999, Ferrand de Almeida et al. 2001).

População
Na Península Ibérica, as populações da cobra-lisa-europeia encontram-se isoladas, em maior ou menor grau, em enclaves montanhosos, provavelmente com efectivos reduzidos, excepto no extremo setentrional da Península (Galán 1997a, 2002).

Em Portugal não existem estimativas publicadas sobre a densidade populacional desta espécie. Contudo, de acordo com a informação disponível (J Brito, com. pess.), no reduzido número de localizações situadas a sul do rio Douro, as populações são de pequenas efectivos.

Habitat
Ocorre em zonas montanhosas, em locais frescos e húmidos, principalmente em áreas de matos com rochedos e orlas de bosques, embora possa ocorrer em outros tipos de habitats desde o nível do mar até aos 1.575 m (na Serra da Estrela) (Galán 1997a, 1999, Ferrand de Almeida et al. 2001).

Factores de Ameaça
A perda, fragmentação e degradação do habitat por acção antropogénica é fundamentalmente devida à actividade agrícola, à implantação de infra-estruturas, nomeadamente a construção de habitações de forma desordenada, e aos fogos (Galán 1999, 2002).

Os atropelamentos e a perseguição directa em virtude de aversão ou de crenças populares constituem factores de ameaça também relevantes (Galán 1997a, 1999, 2002).

Adicionalmente, a espécie possui uma elevada especialização trófica e uma frequência de reprodução presumivelmente bienal (Galán 1997a), o que condiciona a recuperação das suas populações nos habitats que tenham sido fortemente alterados. A cobra-lisa-europeia apresenta ainda áreas vitais de reduzidas dimensões (0,45 a 2,33 ha) (Goddard 1980) e, tal como a maioria dos répteis, mobilidade reduzida, o que dificulta a colonização de novos habitats favoráveis mesmo que estes se encontrem a curta/média distância, o que a torna bastante vulnerável a alterações e reduções nos seus habitats.

O reduzido número de localizações a sul do rio Douro contribui para a vulnerabilidade destas populações a qualquer tipo de alteração que se produza nos seus habitats.

Medidas de Conservação
As medidas de conservação devem incidir na manutenção dos seus habitats, sendo considerado particularmente importante: (i) empreender acções mais eficazes na prevenção dos incêndios florestais; (ii) conservar as áreas florestais autóctones, incentivando o corte equilibrado de madeiras nas florestas, dado esta prática levar à criação de locais propícios para a termorregulação destes animais e constituir uma medida de prevenção dos incêndios florestais e ainda (iii) conservar os habitats de montanha.

São igualmente relevantes as iniciativas de educação a nível escolar, bem como campanhas de sensibilização, tentando particularmente desmistificar a sua perigosidade.

Deve-se igualmente investir em acções de investigação dirigidas para a determinação mais rigorosa da área de distribuição e dos efectivos populacionais, incidindo principalmente nos núcleos aparentemente de pequenas dimensões das serras do Caramulo e da Gardunha e no Douro Litoral (Espinho).

Outra bibliografia consultada
Valverde (1967); Spellerberg & Phelps (1977); Spellerberg (1982); Goddard (1984); Galan & Fernandez-Arias (1993); Luiselli et al. (1996).

in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Distintivos de eficiência

Nós aprovamos recentemente vários distintivos de eficiência, e esperamos que isto sirva como incentivo aos Escuteiros se qualificarem como pessoas úteis, seja em casa ou em uma colónia.

Enquanto estavam sendo considerados, chegou a nós uma reclamação: em certos centros a dificuldade de passar nos testes para qualquer distintivo era tão grande que o que tinha sido uma medida atraente para os jovens estava se tornando rapidamente um exame “bicho-papão”.

Temo que isto seja devido a falhas na aplicação da ideia.
 
Estes distintivos são planeados meramente como um encorajamento para que o jovem tenha um passatempo ou ocupação e obter algum progresso com isto; eles são um símbolo para uma pessoa de fora de que ele faz algo. Não se pretende que signifique que ele é especialista na arte na qual é testado. Por isso os examinadores não devem exigir padrões excessivamente elevados, especialmente no primeiro distintivo.

Alguns são inclinados a insistir que seus Escuteiros sejam de primeira classe antes que possam obter algum distintivo. Na teoria isso é muito certo, você consegue alguns jovens muito proficientes, mas nosso objectivo é fazer com que todos sejam interessados, e que cada um inicie um ou dois hobbies, de modo que ele possa descobrir o que mais lhe é adequado e que pode lhe oferecer uma carreira na vida.

O Chefe Escuteiro que criteriosamente coloca para seus jovens um ou dois desafios fáceis, faz com que eles passem com confiança e entusiasmo, enquanto que colocando um muro de pedra os fará recuar e deixar de fazer tudo.

Ao mesmo tempo não recomendamos o outro extremo, isto é, quase dar os distintivos com um conhecimento muito superficial dos assuntos. É uma questão que os examinadores devem usar o bom senso e critério, mantendo o objectivo em vista.

Abril de 1910.

Pensamentos de B-P
contribuições de Baden-Powell para "The Scout"

domingo, 17 de outubro de 2010

Roni G1, inteligente e eficaz

O mundo das armas de fogo viveu, especialmente nestes últimos anos mas também nas duas décadas mais recentes, uma revolução significativa nos processos fabris, a aplicação de técnicas informáticas nos desenhos ou, entre outros factores, a incorporação de novos materiais sintéticos, boa parte deles derivados do plástico no que é a própria elaboração dos desenhos.

A aplicação combinada desses conceitos, e de outros que também foram chaves na evolução mais recente, permitiu criar armas, sistemas ou complementos que pouco ou nada tem que ver com aqueles que por muitas décadas copiaram o mercado do âmbito profissional ou a satisfazer os pedidos surgidos desde o campo desportivo.
 
Recordo uns artigos que li em princípios dos anos 80, nos quais se avaliava um Steyr AUG. A sua carcaça de polímero, bem como a sua configuração “bullpup” e outros detalhes, chamavam a atenção, mas muitos tinham dúvidas sobre a sua robustez e capacidade no campo de batalha. Para demonstrar que podiam aguentar se os submergia em água, enterrava, congelava… para logo dispará-los.

A aparência que teria outra arma austríaca, a pistola Glock, levou muitos a descartá-la no principio porque diziam que era uma arma destinada a não sobreviver no tempo. Mas a sua armação sintética demonstrou ser tão ou mais capaz que os realizados em alumínio ou aço. É mais, muitos desenhos posteriores copiaram o seu “conceito” e soluções, demonstrando a sua indiscutível validez, quando já se aproxima dos 30 anos de idade.
 
Tecnologia e materiais

Chegado a este ponto, perguntar-se-á o leitor e para quê tanto finca-pé nos materiais compostos e na tecnologia de vanguarda? Pois sim, tudo tem um porquê. Nestas páginas lhes vamos apresentar um desenho que junta boa parte das conclusões que se obtiveram de aplicar algumas dessas mudanças tão significativas como positivas.

Neste caso, não se trata de uma arma, sim de um conjunto de transformação desenhado em principio para gerar um sistema com capacidades similares a das dos subfusis mais evoluídos e com uma série de qualidades que, em determinados casos, permitam substituir os modelos mais compactos. É o RONI, e foi preparado por técnicos hebreus, que pelas condições que se vivem no seu país, desenvolveram uma série de pautas para desenhar armas eficazes.

O meu contacto com este sistema, incluídas várias sessões de tiro, se produziu nos EUA, onde a empresa EMA Tactical, sua distribuidora ali, convidou a ARMAS a assistir a umas avaliações e a realizar boa parte das imagens que acompanham estas páginas.

A patente pertence a Command Arms Accesories (CAA). O produto que oferecem consiste numa evoluída carcaça realizada combinando elementos sintéticos moldados e peças de alumínio mecanizadas com maquinaria de controle numérico.
 
Foi concebida para situar no seu interior, de forma rápida e simples, uma pistola. A primeira opção neste sentido, que deu lugar à configuração RONI G1, concebeu-se para a Glock. A sua grande difusão internacional e o facto de que se mantém entre os primeiros postos de vendas, os levou a seleccioná-la. Unindo pistola e carcaça obtém-se um conjunto similar a uma arma longa, ainda que na realidade a capacidade da pistola se mantenha inalterada. Não obstante, se se obtém algumas modificações na capacidade prática, como é o caso da precisão. Se considera o alcance eficaz de uma arma curta num raio de uns 25 m, algo mais nas mãos de atiradores especializados, uma distância que com este conjunto poderia ampliar-se até aos 50 ou 75 metros.

É fácil entender que a forma como o atirador empunha, encara e apoia a arma é muito diferente ao que se consegue com uma pistola, conseguindo que os disparos sejam mais certeiros. Além disso, na parte superior do RONI existe um rail no qual pode colocar módulos de pontaria compactos.

Se a precisão é uma das bases positivas deste “kit”, também se melhoram as qualidades ergonómicas da arma básica. Sem dúvida a mudança dá origem a uma arma muito mais volumosa e menos discreta, mas oferecem-se uma série de capacidades que podem ser muito interessantes para determinados utilizadores.

Mas recorramos “fisicamente” este sistema. Primeiro a boca de fogo, com várias aberturas na sua parte superior para compensar a já de si mínima elevação do conjunto. Dizemos mínima tendo em conta as nossas provas, porque o Roni, com arma, se situa em torno dos dois quilogramas, massa mais que suficiente para fazer que o disparo da Glock de 9 Para seja muito mais que controlável em todos os casos, e à margem do incomparável controle do atirador a respeito do uso de qualquer arma corta. A isso também ajuda um elemento que se encontra na parte dianteira inferior, um punho amovível que se pode usar como empunhadura.

Pensando naqueles colectivos profissionais que não tenham limitação no emprego do sistema Roni, de assinalar que se fizeram provas com as Glock 18 “automáticas”, demonstrando-se como uma das melhores opções para unidades de elite ou de escoltas que poderiam estar já usando-o.
 
Seguindo o corpo encontramos três rail's Picatinny tipo standard para fixar distintos complementos e acessórios. Dois, de uns 7 cm, estão colocados nos lados, logo atrás da boca de fogo e sobre o punho. A sua localização os faz idóneos para situar distintos sistemas de iluminação e pontaria laser, equipamento que facilitará uma maior capacidade resolutiva para unidades policiais ou militares. Um terceiro rail, de 6 cm e situado na parte inferior, recebe o punho, ainda que ali poderiam acoplar-se outros complementos.

Além desses três há um quarto, também de alumínio mecanizado, na parte superior da carcaça e de 24 cm. Nele se situam visores de ponto vermelho ou similares. Quando testámos o RONI montava um Aimpoint “Micro”, solução óptima pela sua ligeireza e pequeno tamanho, além de que a sua capacidade de regulação está pensada para todo tipo de cenários. Em algumas configurações seria bom combinar os sistemas de pontaria ópticos ou optrónicos com miras fixas, pelo que as combinações de ponto e alça de tipo “flip up” (desmontáveis à vontade), são muito interessantes.

Também encontramos típicos orifícios nos quais se pode colocar fixadores para a sempre útil correia portafusil. Outros, mais pequenos, estes servirão para fixar um caça cápsulas no lado direito. É útil em acções que tenham lugar em situações nas que as cápsulas podem prejudicar a acção do próprio atirador ou a dos seus companheiros, como pode suceder em todo o tipo de veículos. A culatra está concebida para que se adapte ao emprego de coletes antibala, cobrindo o corpo sem ter que realizar nenhum ajuste. É regulável em longitude, em cinco posições, e incorpora uma peça que actua de carrilheira. Na zona dianteira inferior foi colocado um prático elemento pensado para fixar um carregador de recarga.

Características próprias

Outras qualidades vem definidas pelos complementos que se oferecem para o sistema. De novo pensando nos utilizadores profissionais, um é o supressor sónico. Podem-se acoplar aqueles que não sobrepassem o diâmetro de 35,5 mm e a sua fixação se fará em substituição do tapa-chamas.

Outros acessórios incluem o recolhe-cápsulas antes mencionado, o conjunto TPS/FRS de miras mecânicas tipo “flip-up”, dois suportes distintos para acoplar lanternas de diferente diâmetro, correia portafusil e até carregadores que são cópia dos da Glock e tem capacidade para 15, 17 ou 33 cartuchos.

Para integrar a pistola no Roni só requer uns poucos segundos. Há que actuar sobre típicos passadores, pressionar sobre o elemento de bloqueio da culatra – na parte superior da coronha –, esticá-la e abrir o punho. Então pode-se bascular até ao lado esquerdo a metade do sistema. Situamos uma peça que se encontra na parte anterior da pistola – é o elemento que permite montar a arma desde alavancas ambidextras–, acoplándo-a nas moscas da culatra das Glock. Introduzimos a arma na carcaça e a fechamos, posicionando os dois passadores no seu lugar. Alguns pequenos ajustes, como o pivotar até dentro a peça que conforma a boca de fogo, são necessários em função do modelo de Glock que se emprega, mas em todo o caso é rápido e muito simples, sem requerer ferramentas.

Segundo os dados que nos cedeu a EMA Tactical, de momento se estão distribuindo exemplares que se adaptam às pistolas Glock. Um permite combiná-la com os modelos: 17, 19, 22, 23, 24, 31 e 32. Outro se adapta bem às de tamanho grande: os modelos G34 e G35, porque há uma terceira opção específica para a G18 que pode disparar em rajadas. Em todo o caso, assinalar que o fabricante definiu que se trata de modelos Glock com rail na sua armação, elemento que facilita o acoplamento com o RONI.

O “kit” mais popular é o designado G1, geralmente em cor negra, ainda que para o âmbito militar oferece-se em verde e em tom areia claro. Sobre a base dessa combinação de três cores distintas, estão preparando já as versões SI1, para armas Sig Sauer, SP1 para as XD da Springfield, e a IR1, optimizada para a “Jericho”. Também, durante as nossas provas, podemos ver un protótipo para com a HK USP.

O peso do kit é de uns 1.300 gr. O seu comprimento é de 47 cm com a culatra fechada e de 55 com esta aberta. A sua grossura é de 7,5 cm e a altura 19. Combinando-o com uma G17 a arma pesa uns 2 Kg, uns 30% menos que os subfusis do tipo MP5 e é muito mais compacto por o tipo de carregadores que emprega.

Sobre as capacidades, recordar as que afectam a precisão, a ergonomia ou a versatilidade. A primeira já nos referimos, assinalando a sua vantagem sobre alvos situados a 50 ou mais metros. Da segunda, podemos comentar que com uma só arma, o que melhora a logística, podemos aumentar a capacidade operativa a curta e a média distância, usando os mesmos carregadores que a pistola que leve o utilizador, o que consegue poupanças na aquisição de equipamentos e em manutenção. De assinalar que o custo deste conjunto é muito inferior ao de um subfusil clássico, o que redunda desde o ponto de vista do custo-eficiência. Além disso, deveria ter-se em conta a melhor aplicação em situações de alto nível de stress quando quem o emprega se treinou com um único modelo de arma e não com vários, como é o mais habitual.

Podemos concretizar que pode empregar-se com o punho montado ou desmontado e que a sua precisão é sem dúvida muito melhor que a obtida desde a própria pistola, e que também pode disparar-se com uma só mão. Além disso, deveria ter-se em conta o inegável factor de dissuasão que gerará ante quem o veja empunhado perante eles, muito maior que o produzido por uma pistola semiautomática.

Acabaremos assinalando que com RONI se pode obter uma arma tipo PDW (Personal Defense Weapon), agora tão em voga no âmbito profissional. Também uma carabina divertida e económica que satisfaça aos civis, onde não lhes está vedado o seu uso. No caso espanhol, que conhecemos, não está autorizada a transformação de uma arma curta em longa. É uma incongruência do actual Regulamento de Armas, pois quem legalmente possui uma das pistolas anteriormente designadas poderia ficar mais que satisfeito com as prestações do sistema. Que vamos fazer? As coisas são aqui assim! Só pode possuir-se legalmente como elemento de ornamentação ou para usá-lo em armas que não sejam de fogo, como as de Airsoft, colectivo onde mais de um poderia sentir-se atraído pela novidade que aqui lhes mostramos. Também poderiam usá-lo unidades profissionais, que não tenha as limitações que afectam o ambiente civil. Os espanhóis que desejem efectuar a sua compra, fazem-nos facilmente. Por uns quinhentos euros está disponível na firma NIDEC – www.nidec.es –, onde podem recolher informação do mesmo, deixando claras desde estas páginas as limitações legais expostas que podem afectar o emprego de uma arma curta como longa.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Teatro "Os Republicanos"

A Câmara Municipal de Grândola, idealizou um programa de Comemorações do Centenário da República em Grândola, com inúmeras actividades, com o objectivo de evocar a "“República e o Republicanismo, as suas principais realizações e os seus protagonistas e contribuir para a valorização da cultura histórica e patrimonial dos portugueses, bem como para a divulgação e afirmação dos ideais cívicos e valores republicanos da igualdade, justiça social e cidadania na sociedade actual.”

Hoje, pelas 21:30, o Auditório Municipal Cine Granadeiro foi palco da apresentação da peça de teatro "Os Republicanos", pelo grupo "Teatro ao Largo", uma peça que através de uma suposta personagem que concretizaria o seu 110º aniversário acompanha a evolução politica e social portuguesa desde o inicio do século XX.

Um momento de cultura na Vila Morena, que infelizmente foi pouco acompanhado pelos grandolenses, porquanto no Cine Granadeiro o número de espectadores não ultrapassava as três dezenas...

É aderindo desta forma que pretendem que Grândola seja palco de mais eventos culturais? É verdade que vivemos em época de crise, sendo os fundos de maneio pessoais reservados muitas vezes para o essencial, mas este era um espectáculo de entrada livre...

Proposta de Lei 412/XI