sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Prestações: dados das objectivas

Além do sensor CCD, a lente é um componente das câmaras digitais que, supostamente, tem também grande importância para obter fotos de alta qualidade. As câmaras digitais mais simples tem uma distância focal fixa que não permite mudar a zona fotografada. As câmaras com uma objectiva zoom de 3x se estabeleceram na gama média. A sua distância focal oscila quase sempre entre os 38 e os 114 milímetros, quer dizer, desde uma certa panorâmica (para fotos em interiores) até uma ligeira telefoto para retratos e fotografia desportiva. Em consequência, trata-se de uma solução adequada para quase todas as situações que se apresentam na fotografia quotidiana. 
Zoom digital

Os principiantes costumam sentir-se confundidos pelo termo “zoom digital”. Trata-se de uma função electrónica que amplia uma secção da foto para simular o efeito telefoto. Mas há que ter cuidado: a câmara digital só grava uma determinada zona dos pixels capturados para ampliá-la depois. O resultado é que se reduz a resolução da fotografia. Este método é idêntico à função de ampliação selectiva que incorporam programas de fotoedição: neste caso, também se gravam partes da foto que se extrapolam para um formato de imagem de maior tamanho. Não obstante, este não é precisamente bom para a qualidade da imagem, já que este processo não adiciona nenhum dos detalhes que se revelariam se se tirasse a fotografia com uma verdadeira objectiva zoom.

Monitor LCD

Muitos fotógrafos baseiam a sua decisão de compra de uma câmara digital numa característica determinada: o monitor LCD. Este elemento permite ver e analisar as fotos realizadas de forma imediata. As fotografias que saem mal podem apagar-se de imediato para deixar espaço para outras.
Quase todas as câmaras digitais são capazes de reproduzir a imagem que capta o visor no monitor LCD. Se trata de uma prestação particularmente útil, porque significa que não há que manter a câmara pregada ao olho e se podem tirar fotos de perspectivas pouco habituais. Isto é particularmente o caso dos modelos que dispõe de um monitor LCD móvel, já que se pode controlar facilmente a imagem que se deseja obter ao nível do solo ou acima da cabeça.

O ecrã de controlo, senão como meio para realizar os ajustes básicos da câmara. Com ajuda de um menu e as teclas de cursor, o fotógrafo pode estabelecer a resolução, o grau de compressão e parâmetros similares.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

As aves

Garça-branca Egretta garzetta 56cm
Nidifica em colónias, situadas próximo de rios, charcos ou lagoas; também na costa marítima, em ilhotas rochosas. O bico é escuro e as pernas são pretas, com as patas amarelas. Foi muito perseguida no início do século XX, por causa das penas que eram utilizadas em adornos do vestuário feminino.
Garça-boieira Bubulcus ibis 51cm
Durante a época de nidificação apresenta tonalidades avermelhadas na cabeça e no dorso. O bico e as patas são amarelados. Encontra-se com frequência junto do gado, por vezes em locais áridos. Cria em colónias e constroi o ninho nas árvores ou em ilhotas rochosas no mar.
Cegonha-branca Ciconia ciconia 102cm
Na Alemanha é considerada ave nacional. Constroi o ninho em árvores e no cimo dos edifícios e ruínas. As cegonhas da Península Ibérica vão passar o inverno nas estepes e savanas da África Ocidental. Nalguns países, costuma dizer-se que as cegonhas trazem os bebés.
Garça-real Ardea cinerea 90cm
Cria nas árvores e em escarpas rochosas. É muito comum no país durante os meses de Outono e Inverno, podendo ser vista principalmente nos estuários, açudes e junto às margens dos rios. Alimenta-se em grande parte de peixes que captura arpoando-os com o bico.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Auxiliar de memória para os responsáveis de acampamento

Preparação do Acampamento

  • Escolha do tipo de acampamento
  • Duração do acampamento
  • Datas do acampamento
  • Distribuição das responsabilidades pela equipa de educadores adultos
  • Participação nas actividades de formação especializadas, se necessário
  • Escolha e reserva do local para acampar
  • Reconhecimento do local
  • Previsão orçamental
  • Preparação pedagógica com as crianças/jovens: escolha do tema, escolha das actividades, actividades técnicas preparatórias
  • Compra, aluguer empréstimo ou fabricação do material
  • Reservas para o transporte
  • Pedido de autorização distrital para acampar
  • Informações às famílias das crianças/jovens
  • Recrutamento de auxiliares de campo, segundo necessidades
  • Elaboração do programa
  • Certificado de saúde dos participantes
  • Autorização dos pais
  • Acordo com fornecedores
  • Inventário e reparação do equipamento
  • Verificação dos seguros
  • Grelha das ementas
  • Compra dos víveres não perecíveis
  • Comunicados de imprensa (rádio e jornais locais)
  • Expedição de material e das bagagens
  • Pagamento das inscrições
  • Regulamentação

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Peças de upgrade da PDI VSR-10

PDI CO. LTD.

A PDI é um dos mais velhos fabricantes de peças de upgrade, no negócio do airsoft e tem sem dúvida a maior variedade de peças no seu catálogo. De espingardas de sniper operadas por mola até peças internas de AEG, bem como melhorias de performance para os últimos modelos Gas Blowback e AEP, a PDI tem as peças para afinar a sua arma. As suas instalações de fabrico são usadas também para outras produções industriais (tais como marcadores para segurança e polícia, robótica e assim por diante), assim a maquinaria e capacidade de engenharia é de superior qualidade.

Enquanto algumas das peças tem uma aproximação simplista, outras podem mudar completamente a forma como as peças funcionam porque a PDI apresentou uma ideia melhor. Quer a peça seja algo que toda a gente espera ou uma ideia original, o trabalho e o acabamento é sempre de superior qualidade.

A variedade de peças pode tornar-se confusa quando se faz o upgrade de um modelo com muitas opções disponíveis e nem tudo irá caber em conjunto correctamente. Este artigo destina-se a clarificar como escolher as melhores peças para a sua espingarda da série Tokyo Marui VSR-10.
Um pistão de vácuo (VC) é fechado quando vai para a frente, mas abre para prevenir pressão negativa num cano comprido.
MOLAS

Provavelmente a primeira coisa que escolherá será a mola, assim vamos começar por aí. As molas PDI são feitas manualmente de ligas de aço cromo silício, que é o mesmo material usado nas molas de suspensão de comboios e camiões. O alto nível do material e o correcto processo de tratamento térmico faz as molas durarem muito tempo com uma potência estável. Existem dois tipos de molas específicas para a VSR e também uma série de molas tipo geral SPR.

Os diâmetros das molas são 11mm/8mm, ou 13mm/11mm. A mola 11mm/8mm é similar ao tamanho da mola original, assim se está a efectuar o upgrade só da mola (o que é bom para upgrades médios), então este tamanho pequeno é melhor. As molas VSR maiores e as séries SPR são melhores se fizer o upgrade completo com internos PDI, porque a maioria dos pistões PDI e guias de mola são construídos com as molas maiores em mente.

Como calcular a percentagem correcta para a velocidade desejada? A PDI tem um sistema baseado na energia expelida, assim uma mola 300% não significa velocidade triplicada, mas energia triplicada. No caso da série VSR-10, 100% está definido para 0.8 joules.
  • Exemplo 1, mola VSR 160%: 0.8 Joules x 1.6 = 1.28 Joules -> aprox. 371 fps com uma BB 0.2g.
  • Exemplo 2, mola VSR 330%: 0.8 Joules x 3.3 = 2.64 Joules -> aprox. 533 fps com uma BB 0.2g.
CILINDROS 

O método de fabricação dos cilindros PDI é forjar a frio, que é como os canos das espingardas reais de sniper são produzidas. A maquinaria usada neste processo custa quase tanto como um novo carro desportivo de uma marca de topo, mas a conseguida super fina tolerância de uma centésima de milímetro faz estes cilindros os mais precisos do mercado.

A PDI faz dois tipos principais de cilindros para a série VSR-10: Precisão e B-UP. Cilindros regulares tem um diâmetro de 22mm, enquanto a série B-UP tem 23mm. Todas as peças dentro do cilindro tem de ser do tipo B-UP e você precisa de usar anéis especiais dentro da culatra também. É comum confundir o objectivo do Bore Up de produzir mais ar para canos longos. Apesar de ele certamente ajudar um pouco com canos longos também, o objectivo primário de aumentar o diâmetro do cilindro é melhorar a eficiência; mais velocidade com a mesma mola. A PDI também constrói uma cabeça de cilindro curta no tamanho B-UP, assim os utilizadores de canos curtos podem apreciar o benefício também.
Benefícios do gatilho V mostrados graficamente. O pistão não é empurrado para cima, assim a posição de inicio é mais estável com molas de alta potência.
Como a área da face do pistão foi aumentada de 380.133 para 415.476 mm quadrados, ele empurra mais ar por cada milímetro da sua deslocação. Por causa do peso de um pistão B-UP ser praticamente o mesmo de um normal e a BB é mais leve em comparação, a velocidade do pistão é virtualmente fixada. O volume do ar utilizado é aumentado em 9.3% e é empurrado para fora ao mesmo tempo, o que significa que a velocidade da BB aumenta.

PISTÕES

Quando se trata de pistões, a PDI tem uma série de diferentes desenhos para diferentes objectivos. Como explicado no tema CILINDROS, você precisa de escolher entre o tamanho normal ou B-UP primeiro. Também alguns pistões tem um diâmetro menor para molas 11mm/8mm, assim lembre-se disso também. Muitos pistões são para molas 13mm/11mm. Depois de escolher o tamanho correcto, é uma questão de força estrutural de acordo com o nível de potência: os Barikaru são os pistões mais ligeiros e não devem ser usados com molas ultra fortes. Estes pistões são a opção mais leve quando precisa da melhor precisão, porque eliminam muitas das vibrações da aceleração do pistão e paragem. Então vem os pistões de alumínio com cortes neles e finalmente os incluídos pistões.

Existem duas principais cabeças de pistões: Vacuum (VC) e Hard (HD). O pistão Hard proporciona uma selagem todo o tempo, assim não precisa de ser explicado. Ambas as cabeças de pistão são preparadas para proporcionar uma selagem apertada na deslocação para a frente sem fricção desnecessária.

O pistão Vacuum tem um buraco no meio da cabeça do pistão, com uma pequena bola de borracha dentro. A necessidade disto surge se estiver a usar um cano longo: quando o pistão empurra todo o ar para fora do cilindro mas a BB ainda está no cano, a queda de pressão pode reduzir a velocidade. O desenho ventilado PDI permite ao ar entrar no cano para eliminar a pressão negativa. Veja o diagrama para uma visão corte do desenho.

GUIAS DE MOLAS

Você poderá pensar que não há muito num guia de mola e apenas um ou dois tipos seriam suficientes, certo? Bem, o guia da mola ele próprio é uma simples peça, mas tem de encaixar no resto das peças por isso escolha-o cuidadosamente! Aqui estão as variáveis que afectam a escolha:
  • Guia de mola de 7mm ou 9mm para molas de 11/8mm ou 13/11 respectivamente
  • Guia de mola normal ou B-UP para combinar com o tamanho do cilindro
  • Tipo VC ou HD. (VC é mais curto para criar espaço para a ventilação da cabeça do pistão; também trabalha com outros pistões.)
PALSONITE?

Sim, é o que nós dissemos quando ouvimos a primeira vez sobre isto. É um tratamento especial da face do aço, executado num incrível banho de sal de nitrato a baixa temperatura. Ele deixa uma excelente cor preta na peça e proporciona uma alta resistência da face para reduzir a fricção. É muito mais resistente aos riscos comparado com as faces em teflon!

Algumas peças PDI para as definições da VSR-10. Spot do pistão ultra-leve Barikaru, Palsonite cilindro e pistão super forte entre outros.
GATILHO V

Quando a tensão da mola fica alta, pode haver efeitos surpreendentes. O sistema ‘sear’ original da VSR foi desenhado para providenciar um leve e nítido puxar do gatilho e muitas peças PDI seguem essa ideia. O primeiro e segundo ‘sear’ estão disponíveis – CNC maquinado de aço carbónico - mas para os mais altos níveis de potência a PDI redesenhou os ângulos para prevenir a traseira do pistão de empurrar para cima contra a face do cilindro. O gatilho V vem com um conveniente fim do pistão para caber em cilindros regulares e B-UP. 

RedWolf Airsoft

sábado, 11 de outubro de 2008

A famigerada proposta de lei nº 222/X

O semanário SOL apresenta hoje na sua página 30 um artigo sobre as implicações das alterações à lei das armas nas actividades de airsoft e paintball:

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O Ambiente

Esta é uma outra responsabilidade educativa do acampamento, e não a menor! A preocupação ecológica traduz-se, primeiro, pelo respeito das leis e regulamentos em vigor. É da competência dos adultos responsáveis conhecer as leis e regulamentos em matéria ambiental que se aplicam nos locais onde se vai desenrolar o acampamento. Pode-se fazer fogueiras? Cavar buracos? Tomar banho? Onde colocar os lixos? Os regulamentos podem ser de um município, de um parque, de uma base ao ar livre, dum parque de campismo… Estes regulamentos deverão ser afixados e explicados às crianças/jovens.
Em segundo lugar, todos os agrupamentos/unidades deveriam munir-se da sua própria regulamentação interna referente à protecção do ambiente. Alguns exemplos de disposições.
  • Deixam-se as flores e as plantas onde estão; apanhando uma flor estamos a impedir a planta de se reproduzir e de fazer outras flores.
  • Em caminhadas no campo, juntar todo o lixo produzido.
  • As árvores devem ser cuidadas; Quando pregamos pregos, tiramos a casca, cravamos o nome, estamos a feri-la.
  • Os animais selvagens devem alimentar-se por eles próprios. Ao se alimentar um animal selvagem, está-se-lhe a causar dependência (poderá vir a ter mais dificuldade em se alimentar sozinho) e arrisca-se a morrer ou a tornar-se nocivo ou perigoso a longo prazo.
  • Tapam-se os buracos que se cavaram.
  • Apanham-se todos os objectos que se encontram atirados na natureza.
Sobre as fogueiras em campo, a equipa de animação provará uma preocupação de economia dos recursos naturais. É mesmo indispensável fazer um fogo de conselho todas as noites? Pode- se trocar os fogos de conselho por vigílias, jogos nocturnos, observação de estrelas…
Outras disposições aplicam-se ao equipamento: as machadas e as facas de caça devem ser interditas, os mata-moscas em aerossol serão substituídos por produtos ecológicos líquidos ou em pomada, a utilização de candeeiro a petróleo estará interdito e juntar-se-ão as pilhas gastas para se depositarem num centro de recuperação de lixos perigosos.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Muito ou ainda mais? A resolução!

Praticamente não à nenhum outro aspecto da fotografia digital que origine tanto debate como a importância da “resolução”. Ainda que ele seja justificável em certa medida, também é comparável ao desejo dos automobilistas de dispor da máxima potência possível, apesar da congestão crónica do tráfego...

Para compreender este termo, à que recordar qual é a estrutura de uma foto digital. Consta de elementos conhecidos como “píxels”, que são as partes mais pequenas de uma imagem deste tipo. A foto digital obtém-se juntando um número imenso destes píxels como num mosaico, ou melhor como uma folha de papel quadriculado em que se preenchem destes quadradinhos com um lápis para obter uma imagem reconhecível desde certa distância.

O sensor CCD e os píxels

A resolução de uma “imagem em papel quadriculado” como esta é igual ao número de quadradinhos que contém a folha. Algo parecido ocorre com as câmaras digitais: com ajuda de uma quantidade enorme de diminutos fotodiodos fotosensiveis, conhecidos como elementos CCD, desagregam a imagem captada pela objectiva em milhões de “quadradinhos coloridos” individuais (quer dizer, a deixam “resolvidas” em píxels) e os guardam para os apresentar nos seus monitores LCD ou para os transferir para um computador.

Quanto maior seja o número de fotodiodos que integram o sensor de uma câmara digital, maior será a sua resolução. Nos dados técnicos, esta resolução expressa-se pelo número exacto de píxels (por exemplo, 2.048 x 1.536 píxels) ou bem, para simplificar, em milhões de píxels. No calão informático, um milhão indica-se como um “mega”.

Então o que é uma "câmara de 3 megapíxels”?

Uma vez que abrimos passo através de toda esta linguagem técnica, sabemos já que uma câmara de 3 megapíxels é um modelo cujo sensor de gravação contém aproximadamente três milhões de fotodiodos ou píxels, geralmente 2.048 píxels na horizontal por 1.536 píxels na vertical. Se multiplicarmos estes valores, obtém-se o número mágico (exactamente 3.145.728). Na prática, isto significa sensivelmente que a câmara pode converter qualquer motivo ao qual se dirija a objectiva, seja a Torre Eiffel ou uma joaninha, num mosaico formado por 3,1 milhões de células.

Se fotografarmos um motivo como este com uma câmara de 3 megapíxels...
...esta resolução permite apreciar inclusive os pequenos detalhes.

A resolução: dados fundamentais

Quantos mais píxels tem uma câmara, maior é a sua capacidade para reproduzir até os mais pequenos detalhes e estruturas. É como comparar um mosaico de muitas células pequenas com outro formado por umas poucas células grandes. Não obstante, nem sempre é preciso utilizar a máxima resolução.

A resolução (= número de píxels numa foto digital) não diz tanto da qualidade da imagem como do tamanho que pode ter a cópia impressa em papel.

Quanto maior seja a resolução, maior será o arquivo da imagem e menor o número de imagens que poderá armazenar no cartão de memória.

Convém saber que: ainda que se disponha de uma câmara digital de alta resolução, nem sempre é preciso tirar fotos à “máxima capacidade”. Quase todas as câmaras permitem variar a resolução para cada disparo, de modo que é possível fazer fotos de pequena resolução inclusive com uma câmara de 5 megapíxels.

Norma empírica: Uma resolução de 2 megapíxels pode ser perfeitamente adequada para uma página web, para enviar por correio electrónico ou para obter uma cópia em papel no formato standard de 10 x 15 cm. A resolução pode ser um pouco maior para os formatos de cópia de maior tamanho ou para realizar ampliações selectivas: neste caso será muito útil dispor de uma resolução de 3, 4 ou 5 megapíxels, segundo as necessidades individuais.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Perigos que ameaçam as aves

Nos últimos 300 anos extinguiram-se entre 70 a 80 espécies de aves.
Na maior parte dos casos, por culpa do Homem. Hoje em dia, a maior ameaça consiste provavelmente na destruição dos habitats naturais. As matas são arrasadas, as lagoas e paúis são enxugados e as aves não conseguem adaptar-se a estas transformações bruscas do meio em que vivem. Não têm para onde ir, não conseguem reproduzir-se e acabam por morrer.
O Homem destrói deliberadamente grande número de aves, matando-as a tiro, capturando-as com redes ou atraindo-as para varas untadas com visco.
As aves também podem morrer acidentalmente, ao embater em cabos de alta tensão ou envenenadas por substâncias tóxicas que lhes contaminam os alimentos. Muitas aves marinhas ficam embebidas na nafta que os grandes navios petroleiros vertem para o mar.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A Competição

Um acampamento escutista não é local de competição. A pedagogia escutista favorece mais a cooperação, a entreajuda e o progresso individual. Por isso dever-se-á renunciar a toda a forma de competição individual, entendida como “um espírito de competição que leva a igualar ou a superar alguém” (Larousse).
As tabelas de avaliação individual em termos de pontos não têm aplicação num acampamento escutista, essencialmente porque o que pretendem é comparar as crianças/jovens entre eles, o que lhes causa rivalidades. O melhor escuteiro ou escuteira do acampamento não existe. Um acampamento escutista deve proporcionar as mesmas oportunidades a todas as crianças/jovens de serem melhores escuteiros ultrapassando etapas do seu progresso pessoal.
O acampamento pode, todavia, ser percebido como um grande jogo no qual a competição entre as equipas tem o seu lugar. Os objectivos de todo o sistema de avaliação entre as equipas serão, no entanto, limitados. Uma equipa nunca seria capaz de ser a melhor do acampamento: ela não seria a melhor senão num certo número de domínios que convém serem explicitados.
Baseando-se nestes pressupostos, pode-se elaborar um sistema de competição que permita medir o desempenho colectivo de cada equipa em domínios determinados. Podem-se combinar questões de disciplina, por exemplo, limpeza ou pontualidade, mas é necessário tomar atenção a que a estes pontos não seja dada demasiada importância. Uma equipa pode ser obediente e muito disciplinada mas a sua participação nas actividades ser medíocre.
Como avaliar o desempenho? O problema não se coloca da mesma maneira para os jogos competitivos e as provas “olímpicas”, mas pode-se colocar noutros domínios. É desejável que, tendo em conta a pedagogia de participação que o escutismo preconiza, os educadores adultos associem as crianças/jovens à avaliação. Por exemplo, porque não pedir-lhes que escolham a equipa que fez o melhor número de fogo de conselho?
Concluindo, a equipa de educadores adultos deve esforçar-se por arranjar uma sistema de competição justo, que não ocupando um lugar predominante, deva permitir às crianças/jovens participarem na avaliação; a equipa deve estar consciente dos limites de todo o sistema de avaliação. E podemos mesmo perguntar se um sistema de competição entre equipas é realmente necessário para se realizar com êxito um acampamento.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

VFC AK-105

Fabricante: VegaForce Company
Modelo: AK-105
Capacidade: 120 munições
Peso: 3300 gramas
Potência: 330 fps
Motor: EG1300 High Speed
Hop-up: Ajustável
Bateria: 9.6 1400 mAh
Modo de tiro: Semi, Full Auto
Construção: Aço, alumínio, polímero

Pros
+Excelente construção em termos de durabilidade e realismo;
+Receptor em aço;
+Sistema blowback melhorado com espaço para bateria também;
+Excelentes internos bem como rolamentos de 7mm

Contras
-Desculpem. Não consigo pensar em nenhum.

Veredicto
Uma grande arma de fora para dentro, da VFC, sem nada que possamos realmente apontar como uma falha e muitos aspectos positivos que apelam a um vasto grupo de jogadores e coleccionadores.

A VELHA HISTÓRIA
É na maioria das vezes um sinal de sucesso, quando um pequeno número de modificações é efectuado num desenho existente quando o tempo passa. A Avtomat Kalashnikova 47 é um grande exemplo disso, tendo recentemente atingido a idade de 60 anos. Mesmo nas variantes mais modernas continua a reconhecer-se facilmente a origem e a maioria das peças é admiravelmente similar – se não mesmo directamente intercambiáveis. Enquanto a mais óbvia diferença cosmética foi a mudança da armação em madeira para polímero e uma melhorada selecção de calibres (5.45, 5.56 em adição ao original 7.62), por dentro a AK modernizada passou por uma alteração de desenho rápida, que diminuiu o peso das peças móveis para reduzir o coice.

Um exemplo da moderna série 100 é a AK-105, que foi desenhada para substituir a AKS-74U, partilhando o mesmo calibre 5.45mm. Parece que o último modelo foi criado para ser um pouco mais curto, o que afecta demasiado a eficácia da arma para o agrado do utilizador. Como resultado foi tomada a decisão de aumentar um pouco o comprimento do cano e o pistão de gás nestas armas é de comprimento total para melhorar a compatibilidade com a versão de comprimento total AK-74M. A arma continua a ser muito compacta e fácil de manipular dentro de veículos graças ao cano curto e à coronha dobrável.

DA VFC PARA OS FANS DA AK
A VegaForce Company fala muito das suas séries da AK, dizendo que as suas AK’s são a Versão Perfeita, construída especialmente para jogadores que amam as séries AK. Baseada nas especificações a reclamação é inteiramente plausível: Receptor de aço estampado, cano exterior numa peça em CNC maquinada e uma gearbox de 7mm com gears de aço e um pistão de polímero reforçado. A VFC menciona uma resistência de 10.000 tiros, mas na prática já vimos estas AEG’s de alta qualidade, disparar facilmente três a cinco vezes esse valor, antes de as peças sofrerem estragos suficientemente graves para serem substituídas.

A VFC AK-105 é embalada numa caixa típica de uma AEG com impressões coloridas e poliestireno no interior para segurar a arma no seu lugar. Quando se tira da caixa, não pode evitar ficar impressionado: Mesmo tendo o prazer de ver muitos modelos de airsoft de qualidade ao longo dos anos, segurar uma particularmente bem feita sabe sempre bem. Uma AK-105 real estava fora do alcance para comparação, mas baseado na experiência com a AK-103, o aspecto e sentir da VFC AK-105 pode ser classificado de extremamente próximo do seu parceiro real.
A AEG pode ser desmontada como a real. Ligação bastante forte na junção entre o receptor e o cano externo.
O rail de montagem e miras ópticas standard russo permite-lhe o uso de uma variedade de miras extras. Note as marcas realísticas.
EXTERIOR
A VFC tem uma habilidade especial para trabalhar com metais, que inclui não só a formação das peças, mas também o acabamento. A série VFC AK tem um receptor de aço estampado – tal como a real – com um revestimento eléctrico chamado CED, que significar Cathode ElectroDeposition. É um avançado revestimento especial contra a corrosão e muito usado na indústria automóvel. Não apenas é o acabamento esperado para ser durável, mas também tem um aspecto excelente. Quanto às marcas, é melhor ver as fotos!

Se a peça principal do receptor define o standard alto, o resto da AEG também sobe facilmente. O cano externo de uma peça CNC maquinada está preso ao receptor, e a junção é sólida – o cano externo não precisa nunca de ser removido para desmontar. Na ponta do cano externo encontra-se uma boca em aço. Na arma real ela captura parte do sopro da boca para assegurar gás suficiente para o pistão de gás, apesar do cano curto. Desactivar um pino de retenção permite-lhe retirar o dispositivo da boca, revelando uma rosca bastante grande, que pode ser montada com o silenciador opcional específico AK, construído pela VFC. Se quiser usar um tapa-chamas ou silenciador da sua própria escolha, pode encontrar um conjunto de parafusos e desaparafusar a grande peça enfiada para revelar uma rosca 14mm CCW.

As peças em polímero são sólidas e não podem ser distinguidas das reais. Enquanto os jogadores de airsoft continuam a queixar-se das linhas de junção mais vezes do que necessário, elas são muitas vezes encontradas também nas armas reais. Acabando as linhas de junção fora da vista iria fazer a AEG parecer “demasiado limpa”, o que acontece com as séries AK da Tokyo Marui. Armas reais são agrestes e assim devem ser as suas parceiras de airsoft! O carregador incluído é também em polímero como deveria ser e leva 120 bb’s. Como era esperado da VFC, nenhum problema de alimentação durante os nossos testes.

No fim de tudo o exterior não pode ser acusado de qualquer falha. Mais uma vez o punho é grande para uma AK, mas é algo que aceitamos porque preferimos ter um motor que proporciona fogo semi-automático e automático, em vez de uma mola num punho de tamanho real.
A vara de limpeza é uma de comprimento total em vez de ser apenas um mero add-on cosmético. O guarda-mão é de um tipo moderno de polímero e não pode ser distinguido do real.
Removendo a coberta superior permite inserir uma bateria do tipo fino debaixo dela. A acção blowback não impede a instalação da bateria aqui.
ALINHANDO E DESMONTANDO
A VFC fez a mira dianteira realística, assim pode ser alinhada para elevação e para deslizamento ajustando a mira dianteira. A mira traseira é usada para configurar o alcance – uma característica muitas vezes ignorada pelos jogadores.

Ter acesso ao interior de uma AEG AK nunca foi tão fácil. Como já vimos na VFC antes, mesmo quando constroem uma arma com aspecto tradicional de que outros já produziram um modelo de airsoft, irá sempre encontrar várias inovações aplicadas. Depois da usual remoção da coberta superior, punho e selector, pode empurrar o sistema hop-up para a frente e tirar a gearbox do receptor! Com alguns outros modelos vai precisar de alargar alguns parafusos e desmontar a frente da arma também.

A VFC replicou a desmontagem de campo pelo que pode remover o tubo do pistão do gás movendo a alavanca no lado direito da mira traseira. Depois disso pode aceder a uma alavanca para alargar a frente do guarda-mão e removê-lo também. Exactamente como na real!
A mira traseira pode ser definida rapidamente para vários alcances. Esta característica pode ser usada para colocar os tiros disparados ainda mais longe.
A boca de aço pode ser desaparafusada para revelar uma grande rosca para silenciadores específicos AK, mas também está lá uma rosca de 14mm CCW. Mira dianteira totalmente ajustável.

domingo, 5 de outubro de 2008

Patriotismo e decência


Hoje optei por trazer ao lume um texto da minha mais recente leitura: "Algumas Distracções" de Francisco José Viegas:

"Falar de patriotismo é uma receita segura para obter unanimidades: quem se negará a ser patriota nos momentos difíceis? O apelo do presidente da República a um «patriotismo moderno e democrático» tem água no bico. Em primeiro lugar porque não têm nada a ver com patriotismo. Tem, antes, a ver com decência - porque o que está a fazer falta ao país não é patriotismo, sardinha assada, vitórias da selecção, fado, Camões e Saramago. O que faz falta é, precisamente, decência - na forma como se tratam os juízes, como se tratam os cidadãos, como os titulares dos cargos públicos são responsabilizados pelas suas asneiras e deslizes, como se respeita o ambiente e o território, como se preserva a identidade e a cultura, como se tratam as crianças, como se lida com os números do desemprego, como se protegem os velhos, como se humanizam os hospitais, como se apoiam as famílias, como se impede o Estado de - sempre que pode - desrespeitar os cidadãos, como se corrigem os desvarios das cidades portuguesas, como se reparam as injustiças, como se castiga a corrupção, como se impedem os políticos e os empresários de nunca serem responsabilizados por erros fatais. O patriotismo não tem nada a ver com isso. O patriotismo não vale nada ao pé disto. Em vez de patriotismo moderno, o presidente devia ter pedido decência. Exactamente isto, que é tão simples e tão mais moderno e útil para os portugueses - além de estar à vista de toda a gente, faltando apenas que alguém o diga com uma clareza insuspeita. Ser patriota num país mal frequentado não é vantagem nenhuma. Pelo contrário. 16.6.03"

Passados mais de cinco anos, será que este texto deixou de ter razão de ser? Infelizmente não!

sábado, 4 de outubro de 2008

O parecer das APD's do airsoft

Em discussão está a Proposta de Lei n.º 222/X que se propõe alterar de um forma anárquica e irrealista a Lei n.º 5/2006.

As associações promotores de desporto do airsoft apresentaram uma proposta conjunta de alteração da proposta de lei.

Apesar de discordar profundamente do primeiro parágrafo da Situação 1 da proposta das APD's quando pretendem que a responsabilidade pela pintura da arma seja exclusivamente do utilizador da arma e não do armeiro que a vende... Não faz sentido! Que confiança poderão ter as autoridades policiais na questão da pintura das armas quando são as APD's a pretender descartar os armeiros dessa responsabilidade?

Se as armas saem por pintar do estabelecimento do armeiro, que garantia podem as APD's apresentar às autoridades de que essa arma de airsoft será alguma vez pintada?

Não será mais um contributo para a ilegalidade?

No entanto apesar de tudo optei por hoje divulgar a proposta das APD's!