segunda-feira, 19 de setembro de 2011

K7 x K75

As primeiras versões do Athlon, de 500, 550, 600, 650 e 700MHz foram fabricadas utilizando-se a velha técnica de fabricação de 0.25 mícron, a mesma utilizada no K6-2. Esta primeira geração utiliza o core K7, o projecto original do Athlon.

Apartir do final de 1999, a AMD começou a produzir Athlons baseados numa arquitectura de 0.18 mícrons. Foram lançadas então novas versões, até a barreira de 1.0 GHz. Esta arquitectura de 0.18 mícron ganhou o codenome K75.

Nas fotos abaixo, temos um Athlon de 600 MHz, de 0.25 mícron e um Athlon de 750 MHz, de 0.18 mícron, veja que o núcleo central do processador é bem menor na versão de 0.18:

0,25 mícron

0,18 mícron

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


domingo, 18 de setembro de 2011

Aquila adalberti, Águia-imperial

Taxonomia
Aves, Accipitriformes, Accipitridae.
 
Tipo de ocorrência
Residente.
 
Classificação
CRITICAMENTE  EM  PERIGO  -  CR  (D)
Fundamentação: Espécie com população extremamente reduzida (menos que 10 indivíduos maturos).
 
Distribuição
Actualmente esta espécie está restrita, como nidificante, a Portugal e a Espanha. Em Marrocos está actualmente considerada extinta como nidificante, apenas se observando indivíduos  em  dispersão,  ao  que  se  pensa  provenientes  de  Espanha  (González  &  Oria 2003,  González  2004).

Em Portugal ocorre na Beira-Baixa e a sul do Tejo.
 
População
Coverley (c. 1945) refere que nunca observou esta espécie em Portugal nas décadas de 1930 e 1940, dando a entender que já nessa altura a espécie seria rara. Palma & Onofre (1986) estimaram que até ao início da década de 70 do século XX teriam existido uns 45-50 casais de águia-imperial em Portugal, os sobreviventes da Campanha do Trigo dos anos 30-40 do século XX. Estes autores calcularam que o número de territórios potenciais de águia-imperial no país poderia alcançar os 17-27 entre princípios da década de 1970 e meados da década de 1980. Contudo, e apesar dos intensos esforços de observação e prospecção realizados em 1985 e 1986, não foi possível confirmar a existência de qualquer casal em nidificação ou sequer seguramente instalado. Salvo um caso esporádico de  nidificação  confirmada  em  1991  na  fronteira  com  Espanha  (Palma  et  al.  1999a), durante mais de 20 anos e até 2002, as observações da espécie em Portugal trataram-se na sua maioria de juvenis e imaturos em dispersão, supostamente oriundos de Espanha (González 2004). Em 2002 confirmou-se a instalação e nidificação com sucesso de águia-imperial em Portugal; em 2003 e 2004 foram confirmados respectivamente um e dois casos de reprodução da águia-imperial no nosso país, estimando-se actualmente a existência de uma população de 2-5 casais em Portugal em 2004 (Blanco & Pacheco 2003, C Pacheco, com. pess., MC Pais, com. pess.).

É uma espécie globalmente classificada como Em Perigo (EN) (IUCN 2004a); a nível da Europa é considerada Em Perigo, embora este estatuto seja considerado como provisório (BirdLife International 2004).

Habitat
O habitat actual da espécie em Portugal é principalmente constituído por montados de azinho e de sobro, rodeados por áreas de cerealicultura extensiva - searas e pousios -, e por matagal arborizado (C Pacheco e MC Pais, com. pess.).

Factores de Ameaça
Os principais factores de ameaça são o envenenamento e a perseguição directa, nomeadamente através do abate, pilhagem ou mesmo a destruição de ninhos, e a perturbação dos locais de nidificação. A probabilidade de ocorrência destes factores é elevada em zonas de regime cinegético, tendo em conta o elevado número de ocorrências de envenenamento e perseguição directa que têm ocorrido nos 10 anos.

A depleção da sua presa preferencial - o coelho-bravo Oryctolagus cuniculus -, motivada principalmente pela incidência da mixomatose e da virose hemorrágica e a que se alia uma gestão cinegética incorrecta (ao nível da pressão de caça e das acções de fomento e conservação do coelho-bravo), é uma ameaça particularmente séria à recuperação da águia-imperial (Ferrer & Negro 2004). A alteração e fragmentação de habitat resultante de arborizações, intensificação agrária e construção de infra-estruturas, que levam à destruição e fragmentação de zonas extensas de matagal arborizado e de montados, bem como ao declínio dos terrenos abertos de caça, poderão também constituir uma ameaça à recolonização com sucesso de áreas tradicionais da espécie no nosso país.

As linhas de transporte de energia eléctrica são um factor de mortalidade importante para as grandes aves. Em Espanha, desde os anos 1970, dezenas de águia-imperiais têm sido encontradas mortas por electrocussão (Criado 2000, González 2000, CNPN 2001, González 2004). Esta está identificada em Espanha como a maior causa de mortalidade na actualidade (62% do total de águias encontradas mortas morreram electrocutadas), e ocorre tanto nas áreas de reprodução como nas de dispersão de juvenis, afectando em particular estes últimos (González 2004). Em Portugal, nalguns casos de águias-imperiais juvenis encontradas mortas, a morte por electrocussão não foi posta de parte (MC Pais, com. pess.).

Em Espanha, a contaminação por pesticidas e por metais pesados é também considerada como  uma  ameaça  para  a  águia-imperial,  tendo-se  constatado  uma  diminuição  na espessura e no grau de cristalização nas cascas de ovos colhidos entre o século XIX e finais do século XX (González 2004). Contudo, até ao presente, não foram detectados efeitos  significativos  no  sucesso  reprodutivo  da  espécie  provocados  por  esta  causa (González 2004). Relativamente ao chumbo, os autores deste mesmo relatório alertam para o perigo eventual de saturnismo na espécie.
 
Medidas de Conservação
A recuperação da águia-imperial requer a elaboração de uma estratégia de conservação a longo prazo, com acções concretas para as áreas onde a espécie está instalada e também para zonas com condições potenciais para isso. Estas acções deverão ter lugar desde já nas áreas ocupadas pela espécie e subsequentemente naquelas onde venha a instalar-se (cf. CNPN 2001, González 2004).

Importa desenvolver campanhas de sensibilização de caçadores, guardas e gestores cinegéticos, agricultores, pastores e público em geral, intensificar as acções de fiscalização e tornar mais efectiva a aplicação da lei. Devem ser agravadas as penalizações para os responsáveis  pela  morte  de  indivíduos,  roubo  e  destruição  de  ninhos  desta  espécie, bem como de outras acções consideradas ilegais no âmbito da legislação vigente González (2004) recomenda uma zona de protecção de 300 a 500 metros durante o período reprodutivo da espécie, onde devem ser fortemente condicionadas as actividades cinegética, agrícola, pastoril, florestal, turística ou de lazer. Nas zonas de regime livre, a actividade cinegética deve ser fortemente condicionada num raio de 5 km em torno dos ninhos ou, quando a localização destes é desconhecida, relativamente ao centro de actividade dos casais instalados ou em fase de instalação.

Devem ser implementadas acções de recuperação do coelho-bravo nas áreas de nidificação ou de casais em fase de instalação, nas áreas de elevado potencial de recolonização e nas possíveis regiões de assentamento de juvenis em dispersão. (cf. González 2004).

Nos casais em que o sucesso reprodutivo é baixo e/ou a taxa de caínismo é alta, e em que é manifesta a insuficiência de presas deverão ser tomadas medidas de emergência no sentido de fornecimento de alimento artificial. (cf. González 2004).

A conservação do habitat, quer de nidificação quer de alimentação, deverá ser assegurada com recurso a Medidas Agro-Ambientais.

As linhas de transporte de energia, em territórios de casais de águia-imperial já instalados ou a instalarem-se ou que atravessam eventuais áreas de elevada potencialidade de recolonização ou de assentamento de juvenis em dispersão, devem ser identificadas e monitorizadas e, aquelas que se mostrem ser particularmente perigosas, devem ser modificadas de modo a serem minimizados os riscos de electrocussão (cf. González 2004).

Devem ser desenvolvidos estudos sobre a ecologia e biologia da espécie, incluindo demografia e factores inibidores ou de ameaça, que são inexistentes em Portugal. Importa realizar um censo exaustivo da espécie no país e proceder à identificação de áreas de nidificação e de outras com elevado potencial de recolonização, bem como de eventuais áreas de assentamento de indivíduos em dispersão.

Deve ser promovida a cooperação transfronteiriça, com vista a assegurar o sucesso da recolonização já iniciada e a sua progressiva expansão no país e na Península.

in Livro Vermelho dos Vertebrados

sábado, 17 de setembro de 2011

Alvalade Medieval 2011

Alvalade do Sado é uma freguesia do concelho de Santiago do Cacém, comemora há muitos anos a concessão do Foral, que assinala este ano 501 anos, com um evento, que tem lugar no núcleo histórico de Alvalade.

Durante estes dias, a vida quotidiana do homem da Idade Média é recriada em Alvalade com todo o rigor, através de um programa que compreende a realização de um cortejo histórico onde estão representadas todas as classes sociais da época, e uma Feira Medieval animada com trovadores, justas medievais, teatro, mostra e exibição de armas, danças medievais, venda de produtos e ainda um restaurante com ementa medieval.

Apesar de viver há quase vinte anos no Litoral Alentejano, inúmeras razões obstaculizaram sempre a que assistisse a este evento, este ano decidi que era mais do que tempo de lá ir, larguei tudo e fui a Alvalade do Sado passar uma tarde que certamente não esquecerei tão cedo, desde a forma como almocei, passando pelo que vi e pela grande adesão que demonstra a dimensão do cortejo solene pelas ruas de Alvalade.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Quais são as Leis, Princípios e Oração do Escuta?

Lei do Escuta
 
1º - A Honra do Escuta inspira confiança;
2º - O Escuta é Leal;
3º - O Escuta é útil e pratica diariamente uma boa acção;
4º - O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas;
5º - O Escuta é delicado e respeitador;
6º - O Escuta protege as plantas e os animais;
7º - O Escuta é obediente;
8º - O Escuta tem sempre boa disposição de espírito;
9º - O Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio;
10º - O Escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas acções.

Princípios do CNE
 
1º - O Escuta orgulha-se da sua Fé e por ela orienta toda a sua vida.
2º - O Escuta é filho de Portugal e bom cidadão.
3º - O dever do Escuta começa em casa.

Oração do Escuta
 
Senhor Jesus,
Ensinai-me a ser generoso,
A servir-vos como Vós o mereceis.
A dar-me sem medida,
A combater sem cuidar das feridas,
A trabalhar sem procurar descanso.
A gastar-me sem esperar outra recompensa,
Senão saber que faço a Vossa vontade Santa,
Ámen.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Socom Gear DoubleStar Combat Pistol

Uma pistola toda em metal (alumínio), a DoubleStar é essencialmente uma M1911 com um estilo moderno. Utilizando um carregador de fila única, é delgada na mão, tornando-a confortável e o metal leve torna-a bastante ágil apesar do seu tamanho. No entanto apesar de a arma poder funcionar com gás HFC ela tende a bater a meio caminho através do carregador, esta é definitivamente uma arma com gás TOP / Green / Propane como escolha preferida para um funcionamento perfeito, dispara bem e funciona bem proporcionando uma operação sem problemas em todo o carregador. Ela também usa gás Red embora, naturalmente, ao custo de maior uso e desgaste ao longo do tempo.
Uma pistola 1911 blowback, toda em metal, executa a acção total em cada disparo e com Green gás, usando BB's de 0,20grs atinge uns razoáveis 300 fps com o seu carregador de 15 munições. Todas as 1911 DoubleStar são basicamente o mesmo; todas tem punhos Novak e culatra com trilhos.
O modelo base (SG-DSCP01) tem um cano normal, mas está preparado para aceitar o adaptador do silenciador incluído. O adaptador externo é standard com rotação anti-relógio de 14mm.
O modelo Ball Type (SG-DSCP02) é idêntico mas vem com um silenciador negro instalado em vez da placa final normal. A placa final original está incluída bem como um conjunto extra de placas para o punho (tal como as já instaladas da Novak). O punho é chamado Ball Type porque o seu padrão é similar ao de uma bola de golfe. O cano externo está também preparado  pelo que apesar de nenhum adaptador ser incluído a adição de um extra marca é possível se o silenciador for substituído com a placa final do modelo base.
O modelo The Flag Type (SG-DSCP03) é idêntico ao Ball Type com uma única excepção, as placas extras para o punho são do Flag Type, assim chamado por o seu padrão ser uma reminiscência da bandeira dos Estados Unidos com estrelas e faixas.

in Redwolf Airsoft

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Disco duro portátil

Com a fotografia digital chegaram um montão de novos acessórios complementares que nada tem a ver com a própria câmara, e tão pouco são nada que se lhe possa nem encaixar, nem enroscar, nem nada do estilo.

O disco duro portátil é um desses exemplos. Se já leva algum tempo nisto da fotografia digital já lhe aconteceu que numa viagem encheu o cartão de memória da sua câmara com fotos e ainda está a meio da viagem. Que pode fazer nesse momento? Limpar as fotos más (que seca), copiá-las para um CD/DVD numa loja de fotografia (isso se está num país civilizado) ou comprar um cartão de memória adicional. Sem dúvida existe outra opção que é muito cómoda e que é muito recomendável para viagens grandes, que são os discos duros portáteis.

Não são mais que discos duros de computadores portáteis com a capacidade de ter autonomia (bateria) e leitor de cartões. Ao fim do dia, quando chegue ao hotel ou à tenda de campanha, introduz o cartão e copia as suas fotos para o disco duro e assim esvazia o cartão.

No mercado existe uma grande variedade deles com um espectro muito amplo de preços em função das suas características. Os mais básicos tem unicamente dois botões, um de ligar e outro de copiar com o qual qualquer cartão que esteja encaixado no disco duro se transferirá para uma pasta nova criada no disco duro.
Os mais complexos dão-lhe a possibilidade de visualizar as fotos, copiar, apagar e ordenar.
Não são muito aceites no mundo profissional já que os discos duros, ao ser mecanicamente mais complexos que os cartões de memória, se avariam com maior facilidade. No uso profissional é melhor utilizar vários cartões e distribuir as fotos ao longo deles (aquilo que nos diziam as nossas avós de não por todos os ovos no mesmo cesto) ainda que também se possa utilizar como método de backup para o caso de os cartões falharem.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Barramento EV6

Todos os componentes do computador, incluindo o barramento PCI, AGP, memória RAM, etc. estão ligados ao chipset, que funciona como uma espécie de intermediário entre o processador e os demais componentes. Se for preciso aceder a algum dado na memória RAM por exemplo, o processador irá entrar em contato com o chipset, e este irá buscar o dado na memória e devolvê-lo ao processador.

No Pentium III, o barramento de comunicação entre o processador e o chipset se chama GTL+ e, opera à frequência da placa mãe, a 100 ou 133 MHz, dependendo do modelo do processador.

Como o barramento GLT+ é uma arquitetura proprietária da Intel, a AMD optou por licenciar o barramento EV6 desenvolvido pela Alpha Digital. O EV6 também trabalha na mesma frequência da placa mãe (que atualmente também pode ser de 100 ou 133, dependendo do modelo de Athlon utilizado) mas permite duas transferências de dados por ciclo, o que na prática resulta em uma performance equivalente à de um barramento operando a 200 ou 266 MHz.

As duas transferências de dados por ciclo do bus EV6 permitem que os processadores Athlon e Duron tirem proveito das memórias DDR, que também realizam duas transferências por ciclo.

Actualmente o Athlon também suporta multiprocessamento, e é justamente neste ramo que o Bus EV6 mostra para o que veio.
Imagine um sistema onde temos dois processadores Pentium III trabalhando em SMP. Os 4 processadores estão espetados na mesma placa mãe e consequentemente conectados ao mesmo chipset. O bus GTL+ é um barramento compartilhado, isto significa que o mesmo barramento de 100 ou 133 MHz será compartilhado pelos dois processadores. Isto significa que apenas um dos quatro processadores poderá usar o barramento de cada vez. Se um precisar de aceder a um dado na memória e outro precisar enviar dados para a placa de vídeo, o segundo terá que esperar que o primeiro termine a sua tarefa antes de poder iniciar a sua. Isto causa uma grande perda de tempo e diminui o desempenho do sistema conforme mais processadores vão sendo adicionados, uma possibilidade permitida pelo Pentium III Xeon.

O EV6 por sua vez, é um barramento ponto a ponto. Nele, cada processador tem seu barramento exclusivo de comunicação com o chipset. Isto permite que num sistema com vários processadores Athlon trabalhando em paralelo, cada um possa aceder aos demais componentes do computador no momento em que precisar, sem ter que esperar pela sua vez. Outra vantagem é que usando comunicação ponto a ponto entre os processadores e o chipset o nível de ruído electromagnético passa a ser mais baixo, mais uma vantagem do ponto de vista da performance.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

domingo, 11 de setembro de 2011

Squalius alburnoides, Bordalo

Taxonomia
Actinopterygii,  Cypriniformes,  Cyprinidae.

Tipo de ocorrência
Residente.  Endémica  da  Península  Ibérica.
 
Classificação
VULNERÁVEL  -  VU  (A2bce+3bce+4bce)
Fundamentação: Admite-se que a redução da espécie nos últimos 10 a 12 anos tenha quase atingido 50% do número de indivíduos maduros e prevê-se que possa continuar a verificar-se nos próximos 10 a 12 anos ou em qualquer período com a mesma amplitude que abarque o passado e o futuro. As causas da redução  embora  geralmente compreendidas,  não  são  reversíveis  nem  cessaram.  A avaliação da redução é baseada em dados de abundância, no declínio da qualidade do habitat e também na expansão de espécies não-indígenas.

Distribuição
Tem  uma  distribuição  generalizada  na  zona  meridional  da  Península  Ibérica (Collares-Pereira  1984),  ocorrendo  em  Espanha  nas  bacias  hidrográficas  do Douro, Tejo, Guadiana, Odiel e Guadalquivir (Doadrio 2001a).

Em Portugal ocorre na bacia hidrográfica do Douro e nas bacias a sul desta, com excepção das pequenas bacias do litoral (Collares-Pereira 1984). No Algarve foi detectado recentemente  na  pequena  bacia  hidrográfica  da  ribeira  da  Quarteira (Mesquita  & Coelho  2002).

População
Esta espécie compreende formas de diferentes ploidias (2n, 3n e 4n), pelo que é referida como um complexo, verificando-se que as várias bacias hidrográficas diferem quanto às formas encontradas e às suas proporções. As fêmeas triplóides são  predominantes  na maioria  das  populações  (Collares-Pereira  1985b,  1989, Alves et al. 1997a, Carmona et al. 1997, Martins et al. 1998, Alves et al. 2001b, 2002, Ribeiro et al. 2003). Calcula-se que o número de indivíduos maduros seja superior a 10.000. Apesar desta espécie ser globalmente frequente e abundante, em particular nas bacias hidrográficas do Tejo e Guadiana (Godinho et al. 1997, Pires et al. 1999, Collares-Pereira et al. 2000a, Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a), algumas formas são raras e localizadas (Alves et al. 2001b). Os dados  do  número  de  efectivos  desta  espécie  recolhidos  na  bacia hidrográfica  do Guadiana (Collares-Pereira et al. 2000a, Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a), para a globalidade das formas, evidencia uma tendência de redução do número  de  indivíduos  maduros  e  também  há  indícios  de  decréscimo  na  bacia hidrográfica do Sado, onde a espécie apresenta uma distribuição pontual. A redução populacional poderá continuar a ocorrer no futuro devido à constante redução e degradação do habitat.

Habitat
Ocorre  preferencialmente  em  rios  e  ribeiras  permanentes  ou  intermitentes,  em cursos de água de reduzida largura e profundidade, com macrófitas emergentes (Godinho et al. 1997, Pires et al. 1999). Ocorre também em albufeiras (Ferreira & Godinho 2002). O estudo de Martins et al. (1998) revelou a existência de segregação  espacial  entre  as diferentes  formas  do  complexo  na  bacia hidrográfica  do Guadiana: os machos diplóides são abundantes em zonas de pequena profundidade, de temperaturas mais elevadas, com substrato de vasa ou areia; as fêmeas diplóides são abundantes em zonas mais profundas, de substrato de maior granulometria; por último, as fêmeas triplóides abundam em zonas com maior velocidade da  corrente  e  elevado  ensombramento.

Factores de Ameaça
Os principais factores de ameaça são a degradação do habitat, provocada sobretudo pela construção de barragens, alteração do regime natural de caudais, captação de água, extracção de inertes, degradação da qualidade da água e também a introdução de espécies não-indígenas (Collares-Pereira et al. 2000a) a qual poderá ter  efeitos  a  nível da  competição,  predação  ou  como  via  de  disseminação  de agentes  patogénicos.  É de  realçar  a  redução  e  degradação  generalizada  do habitat na bacia hidrográfica do Guadiana, resultante da construção de diversas barragens (Odeleite, Enxoé, entre outras) e actualmente pela implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva.

Medidas de Conservação
Esta espécie está abrangida pela legislação nacional e internacional de conservação. Vários locais do país foram designados para a lista nacional de sítios ao abrigo da Directiva Habitats devido à sua presença, entre outros valores, mas carecem ainda  de  medidas  de ordenamento  e  gestão  dirigidas  à  espécie.  O  bordalo  foi abrangido  nos  estudos sobre  a  comunidade  piscícola  da  bacia  hidrográfica  do Guadiana  efectuados  no projecto  LIFE-Natureza  dirigido  para  o  saramugo Anaecypris hispanica (Collares-Pereira et al. 2000a) e sobre as medidas de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et  al.  2001,  Collares-Pereira  et  al.  2002a). Algumas  acções  de  manutenção  e conservação  do  habitat  (nomeadamente  na melhoria  da  qualidade  da  água  e algum controlo das extracções de inertes) têm sido efectuadas mas necessitam ser  reforçadas.

É necessária a recuperação das zonas mais degradadas e o controlo das espécies não-indígenas, medidas  previstas  no  Plano  de  Bacia  Hidrográfica  do  Guadiana (INAG 1998-2001),  no  Plano  de  Gestão  do  Saramugo  (Collares-Pereira  et  al. 2000b) e no estudo de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). As medidas preconizadas na Directiva-Quadro da Água deverão atingir a melhoria permanente da  qualidade  dos  habitats aquáticos.  Devem  ser  minimizados  os  impactos  de infra-estruturas hidráulicas implantadas ou a implantar, através do restabelecimento da  conectividade  entre  as populações  e  da  manutenção  dos  caudais  mínimos, especialmente durante o período de estiagem. Em particular, devem ser evitadas ou controladas as captações de água durante esta época, nomeadamente nos pegos.  Outras  medidas  necessárias  são  o controlo  da  extracção  de  inertes,  a gestão sustentada da pesca e a melhoria da sua fiscalização e ainda a sensibilização  do  público  para  a  conservação  dos  ecossistemas aquáticos.  É  necessário aumentar os conhecimentos sobre a biologia e ecologia desta espécie, monitorizar os seus efectivos populacionais e as medidas de conservação a implementar.

Notas
Fenómenos de hibridação parecem estar na origem deste complexo, que tem como ancestral materno o escalo do Sul Squalius pyrenaicus (Alves et al. 1997a,b, Carmona et al. 1997). Constitui um dos raros exemplos de vertebrados que apresentam reprodução não sexuada (Alves et al. 1998, 1999, 2001b, 2004, Carmona et al.  1997),  pelo  que apresenta  elevado  valor  científico  (Beukeboom  &  Vrijenhoek 1998, Vrijenhoek 1998).

Outra bibliografia consultada
Collares-Pereira  et  al. (1999c).
in Livro Vermelho dos Vertebrados

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Como surgiu o CNE?

O CNE (Corpo Nacional de Escutas) - Escutismo Católico Português - nasceu em Braga a 27 de Maio de 1923. Foram seus fundadores o Arcebispo D. Manuel Vieira de Matos e Dr. Avelino Gonçalves, que em Roma mantiveram os primeiros contactos com o Movimento, quando ali assistiram, em 1922, a um desfile de 20.000 Escuteiros, por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional que esse ano se realizou na Cidade Eterna.

Em 14 de Fevereiro de 1925 é aprovado pelo Dec. nº 10589 e reconhecido em 17 de Abril de 1928, pelo Bureau Internacional de Londres.

A insígnia associativa do CNE é constituída pela Flor de Lis, em amarelo-ouro, tendo sobreposta a Cruz de Cristo, em encarnado com o seu interior a branco, sendo os contornos a preto. Por baixo tem um listel em amarelo-ouro, com a divisa sempre "Alerta".

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Espingarda GHK AK GIMS Gas Blowback

Como uma construção totalmente em metal e madeira, esta nova GHK AKM é sem dúvida a melhor AK a gás blowback no mercado neste momento. A perfomance do blowback é sólida e impressionante. Uma olhadela às fotos e verá porque razão a nossa equipa de trabalho ficou abismada pelo seu aspecto à primeira vista.
Os detalhes ainda estão a ser divulgados neste momento, mas o nosso teste inicial desta arma foi bastante impressionante. Foi-nos dito que apenas uma pequena quantidade será construída este ano, por isso não espere para encomendar esta beleza.
Este novo modelo é quase idêntico à variante base, as únicas diferenças é a substituição nestes modelos da coronha sólida fixa por uma de arame dobrável para a direita e a adição da placa de montagem estilo soviético. Com a coronha dobrada, a espingarda de 91cm/36 polegadas torna-se mais compacta em 70 cm/27,5 polegadas. A placa do lado esquerdo permite a adição de ópticas extras AK/SVD do estilo soviético.
A RedWolf é um distribuidor oficial global para esta excitante nova  GHK AKM.

in Redwolf Airsoft

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O punho

O punho é um acessório que se monta na câmara utilizando o espaço da bateria e a rosca do tripé.
O punho tem várias funções:
  • Permite fazer fotografias verticais sem ter que girar os braços, já que replica os botões da câmara, tornando-a utilizável na vertical. É muito útil em retratos.
  • Contém pelo menos 2 baterias e em alguns modelos permite inclusive utilizar pilhas normais. É muito útil em viagens onde pode haver tomadas eléctricas diferentes e onde se pode ficar sem baterias. É um “salva-vidas”.
  • Em câmaras cujo corpo é pequeno torna-o maior e mais pesado. Isto ajuda a que seja mais estável e ergonómico.
Alguns modelos de punho incorporam funcionalidades adicionais, como conectividade WIFI em alguns modelos profissionais.

domingo, 4 de setembro de 2011

Coprocessador Aritmético

O grande problema dos processadores K6 é o desempenho do coprocessador aritmético, isso já deve estar farto de saber. A grande vantagem do coprocessador aritmético utilizado nos processadores Intel desde o Pentium é o recurso de Pipeline, que combina várias unidades de execução no mesmo processador, permitindo que sejam processadas várias instruções por ciclo.

Toda a família K6 partilha o mesmo projecto de coprocessador aritmético, equipado com uma única unidade de execução. O facto de existir uma única unidade, elimina a necessidade dos circuitos que ordenam as instruções, o que simplifica bastante o projecto do processador, mas tem um grande custo em termos de desempenho. Para tentar compensar, a AMD projectou esta unidade de execução solitária com muito cuidado, conseguindo que ela tivesse uma latência mais baixa. Isto traduz-se num ganho considerável de desempenho, que torna a unidade de execução mais rápida do que cada um das unidades de execução do Pentium III. O problema é que o Pentium III tem três unidades de execução de ponto flutuante, ou seja, ganha na quantidade.

Vendo por este ângulo, é até surpreendente que um K6-2 fique apenas 20 ou 30% atrás de um Pentium II da mesma frequência na maioria dos jogos e chegue até mesmo a quase empatar em alguns (graças às instruções 3D-Now!). Mas, felizmente isso mudou no Athlon, que também passou a adoptar um coprocessador aritmético com três unidades de execução, superior ao do Pentium III sob vários aspectos.

Tanto no Pentium III como no Athlon, o coprocessador aritmético é composto por três unidades de execução, chamadas de FADD, FMUL e FSTORE. “ADD” é a abreviatura de adição, “MUL” é a abreviatura de multiplicação, e “STORE” significa guardar. Pelos nomes já se tem uma ideia da função de cada uma das unidades de execução, a FADD executa operações de soma, envolvendo números de ponto flutuante, a FMUL executa operações de multiplicação, divisão, instruções MMX e instruções 3D-NOW!, enquanto o FSTORE executa operações de leitura/gravação e mais algumas operações diversas. Abaixo está uma foto que mostra a distribuição física dos componentes do coprocessador no Athlon:
Tanto no Pentium III, quanto no Athlon, as três unidades de execução de ponto flutuante possuem Pipeline e como são em mesmo número, executam as mesmas funções. Seriam então equivalentes, mas apenas a princípio.

No Athlon é possível executar simultâneamente operações de soma, operações de multiplicação e operações de leitura/gravação, pois cada unidade é completamente independente das demais. Isto significa que em situações ideais, o coprocessador aritmético do Athlon é capaz de processar três instruções por ciclo.

Para economizar transístores, os projectistas da Intel optaram por partilhar as mesmas subunidades de execução entre as unidades de soma e multiplicação do Pentium III. Isto significa que apenas uma das duas unidades pode funcionar de cada vez: ou é feita uma multiplicação e mais uma operação de leitura/gravação, ou então é feita uma soma e mais uma operação de leitura/gravação, nunca as três operações ao mesmo tempo. Ao contrário do Athlon, o coprocessador aritmético do Pentium III é capaz de executar apenas duas instruções por ciclo, em condições ideais.

O motivo da economia é simples: as operações de multiplicação são na verdade sequências de várias operações de soma. Como as duas unidades possuem o mesmo núcleo básico (que faz as somas), é possível criar um projecto onde tanto a unidade de soma quanto a de multiplicação utilizem o mesmo núcleo. Com isso, é possível economizar um grande número de transístores, sacrificando também parte do desempenho, já que apenas uma das unidades poderá usar o núcleo de soma de cada vez.

Podemos usar como analogia uma fábrica de automóveis. Imagine que na mesma fábrica existem duas linhas de produção, uma de carros de passeio e outra de camiões, onde cada linha de produção pode entregar um veículo por hora trabalhando a pleno vapor. 

Imagine também que esta fábrica está passando por um processo de redução de custos e por isso demitiu metade dos funcionários.
 
Os funcionários que ficaram, foram treinados para trabalhar tanto na linha de produção de carros, como na linha de produção de camiões, mas, naturalmente, um mesmo funcionário não pode estar nas duas ao mesmo tempo. Ou se produz um carro, ou se produz um camião.

Na fábrica do Athlon foram mantidos todos os funcionários, por isso é possível manter ambas as linhas funcionando ao mesmo tempo.

Na prática, o coprocessador do Athlon jamais chega a ser duas vezes mais rápido que o coprocessador do Pentium III, já que é possível utilizar apenas uma instrução de leitura/gravação por ciclo e porque nem sempre é possível agendar uma instrução de soma e outra de multiplicação num mesmo ciclo, pois a procura por cada tipo de instrução depende da aplicação que estiver sendo executada. De qualquer maneira, o coprocessador do Athlon sempre será capaz de trabalhar de forma mais eficiente.

Vale lembrar que apesar desta superioridade técnica, os primeiros modelos do Athlon não tinham suporte às instruções SSE e ainda por cima eram equipados com cache L2 operando a uma fracção da frequência do processador, como no Pentium II. Somadas, estas duas desvantagens anulavam a superioridade do coprocessador, fazendo com que os Athlons K7 e K75 continuassem sendo mais lentos que os Pentium III Coppermine em várias aplicações.

A situação mudou com o Athlon Thunderbird, equipado com cache L2 trabalhando na mesma frequência do processador e, mais recentemente, com os Athlons baseados no core Palomino, que além de conservarem o cache mais rápido, trazem suporte parcial às instruções SSE do Pentium III.

Actualmente, o concorrente do Athlon já não é o Pentium III, mas sim o Pentium 4, que ainda é inferior a um Athlon da mesma frequência na maioria das aplicações, mas em troca é capaz de atingir frequências de operação muito mais altas.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

sábado, 3 de setembro de 2011

Hypsugo savii, Morcego de Savi

Taxonomia
Mammalia,  Chiroptera,  Vespertilionidae.

Tipo de ocorrência
Residente.
 
Classificação
INFORMAÇÃO  INSUFICIENTE  -  DD
Fundamentação: Não existe informação adequada para avaliar o risco de extinção nomeadamente  quanto  à  redução  do  tamanho  da  população  e  à  dimensão  da extensão de ocorrência e da área de ocupação.
 
Distribuição 
Esta espécie ocorre desde o Sul da Europa e Noroeste Africano até à Mongólia; possivelmente,  ocorre  até  ao  Japão  e  Birmânia,  se  se  incluírem  nesta  espécie algumas  formas  orientais  de  estatuto  taxonómico  pouco  claro.  Também  está presente nas Ilhas Canárias e de Cabo Verde (Masson 1999).

Em Portugal, tem sido encontrado em regiões montanhosas do Centro e Norte, mas é provável que exista também no Sul do país (Palmeirim et al. 1999).

População
Em Portugal, o morcego de Savi é pouco abundante podendo, no entanto, ser considerado como localmente comum (Palmeirim et al. 1999). Do mesmo modo, em  Espanha,  França e  Itália,  é  relativamente  comum  nos  habitats  adequados (Masson 1999).

Em Portugal é uma das espécies mais difíceis de encontrar, o que resulta numa escassez de  dados  que  impede  a  avaliação  da  tendência  populacional.

Habitat
De hábitos fissurícolas, esta espécie procura abrigo em fendas de rochas ou de edifícios. 

Abriga-se  também  sob  a  casca  de  árvores  ou,  mais  raramente,  em cavidades  subterrâneas  (Masson  1999).

Voa relativamente alto, caçando sobre o copado das árvores, junto a falésias costeiras ou em zonas montanhosas (Ahlén 1990). Caça também em torno da iluminação  pública  (Ahlén  1990).

Factores de Ameaça
Em Portugal, não estão identificadas as ameaças concretas a esta espécie. No entanto,  o uso  generalizado  de  pesticidas  poderá  ser  uma  ameaça,  dado  que pode causar a diminuição da diversidade de presas e a contaminação dos morcegos por ingestão de insectos contaminados.

A recuperação de edifícios antigos e a desflorestação podem também conduzir à morte de indivíduos e à redução da disponibilidade de abrigos.

Medidas de Conservação
Sendo uma espécie pouco conhecida no nosso país, a sua conservação passa pelo esclarecimento do efectivo populacional e distribuição e pela realização de estudos  de biologia  necessários  para  avaliar  tendências  e  planear  medidas  de conservação.

A protecção de falésias e de zonas de montanha, a racionalização do uso de pesticidas  e  a  realização  de  acções  de  sensibilização  poderão  também  beneficiar esta  espécie.
in Livro Vermelho dos Vertebrados