sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Utilizar a Velocidade do Obturador e a Abertura em simultâneo

Quando pressiona o obturador até meio,
muitas câmaras apresentam as definições
de abertura e velocidade do obturador que
está a usar - no ecrã, no visor, ou num
painel LCD separado.
Como viu, as aberturas e as velocidades do obturador estão definidas de forma a que a alteração de um valor (stop) em qualquer uma delas permita a entrada de metade ou do dobro da definição seguinte. Esta correspondência significa que a alteração de uma pode ser compensada com a alteração da outra. Isto é precisamente o que acontece nos modos de Prioridade à Abertura e ao Obturador, em que a alteração de um parâmetro é compensada com a alteração do outro. Se escolher uma velocidade do obturador 1 stop mais lenta (deixando 1 stop de luz em excesso), e a câmara definir automaticamente um número/f abaixo (1 stop de menos luz), a exposição não é alterada. No entanto, a imagem pode ficar diferente. Estas alterações interferem na profundidade de campo e na possibilidade de captar imagens temidas, devido às oscilações da câmara, ou com desfoco por movimento. Vamos fazer duas analogias.

Exposição – Analogia com uma torneira e com um balde
Uma forma de encarar a relação entre as aberturas e as velocidades do obturador consiste em fazer uma analogia entre uma torneira e a abertura e entre um cronómetro e a velocidade do obturador.
  • Quando abre a torneira completamente, a água corre de forma a encher um balde rapidamente. Isto corresponde à utilização de uma abertura grande e de uma velocidade do obturador rápida para que a luz exponha num curto espaço de tempo.
  • Quando abre pouco a torneira, tem apenas um fio de água e por isso demora a encher o balde. Isto corresponde a utilizar uma abertura pequena com uma velocidade lenta, para deixar que a luz exponha durante mais tempo.
Independentemente da combinação que escolher, o balde será enchido na mesma medida. Do mesmo modo, uma imagem pode ser exposta na mesma quantidade variando as combinações da abertura e da velocidade do obturador, utilizando os seus efeitos para controlar o registo do movimento e a profundidade de campo.
1. Vamos assumir que começa com uma abertura de f/16
e uma velocidade de obturação de 1/30 de segundo.
2. Quando aumenta a abertura um número/f, para f/11, a
velocidade do obturador tem de diminuir para 1/60 seg.,
para manter a mesma exposição. Esta alteração diminui
ligeiramente a profundidade de campo e congela melhor
o movimento.
3. Quando aumenta a abertura em mais um stop, para f/8, a
velocidade do obturador tem de diminuir mais um incremento,
para 1/125 seg. Esta alteração diminui ainda mais a
profundidade de campo e permite congelar ainda melhor
o movimento.

Exposição – A analogia do baloiço
Outra das formas de pensar na exposição é compará-la a um baloiço. Enquanto uma criança sobe determinada distância, a outra desce uma distância igual, mas a distância média ao chão de ambas permanece a mesma. Em fotografia, quando o fotógrafo ou a câmara altera a abertura ou a velocidade do obturador para deixar entrar mais ou menos luz, o outro parâmetro terá de ser ajustado na direcção oposta, para manter a exposição constante. A ilustração abaixo mostra de que forma uma alteração da abertura tem de ser compensada com uma alteração da velocidade e vice-versa. Quando estas alterações de compensação são aplicadas a exposição mantém-se, mas a profundidade de campo muda ligeiramente e os assuntos estão mais ou menos expostos ao desfoco por movimento.

1. Aqui a abertura a abertura é de f/4 e a velocidade do
obturador de 1/25 seg.
2. Se reduzir a abertura em um incremento, para f/5.6, a
velocidade do obturador também tem de diminuir em
um incremento, para 1/60 seg., para manter a mesma
exposição.
3. Se reduzir a abertura em mais um incremento, para f/8,
a velocidade do obturador também tem de diminuir em
mais um incremento, para 1/30 seg., para manter a
mesma exposição.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Mais portas IDE


Se as placas mãe actuais dispõem de apenas duas portas IDE, e cada porta permite a conexão de dois dispositivos, então teríamos um limite de 4 dispositivos IDE por máquina certo? Errado! É possível instalar mais duas portas IDE, chamadas porta terciária e quaternária, totalizando 4 portas IDE na mesma máquina. Estas placas com interfaces extras podem ser adquiridas separadamente, embora sejam um pouco difíceis de se encontrar devido à baixa procura.

Para que a controladora terciária ou quaternária funcione, é preciso que esteja configurada para funcionar em tal posição, usando um IRQ e endereço de I/O diferente das duas controladoras embutidas na placa mãe, que usam os endereços IRQ 14, I/O 1F0-1F7 e IRQ 15 e I/O 170-177.

Tenho um monte de placas IDE antigas, sucatas de velhos computadores 486, que só aceitam funcionar como IDE primária, usando o IRQ 14. Por isso, não existe maneira de usá-las com as duas controladoras onboard habilitadas.

Existem, porém, placas IDE mais contemporâneas, geralmente PCI, que podem ter seu endereço de IRQ e I/O configurado via jumpers; neste caso, basta escolher um IRQ livre. Por usarem o barramento PCI, estas portas são bastante rápidas, geralmente funcionando em PIO Mode 4.

Também existem as placas Hot Hod produzidas pela Abit (http://www.abit-usa.com) que suportam UDMA 66.

Outra opção, seria usar uma daquelas placas de som antigas que trazem interfaces IDE embutidas, pois nelas as portas IDE vêm configuradas de fábrica como terciárias, também funcionando normalmente, mesmo com as duas portas onboard habilitadas, bastando apenas que você tenha o IRQ livre e os drivers adequados. Apesar de originalmente serem destinadas à conexão de drives de CD-ROM, as portas IDE embutidas nestas placas de som aceitam normalmente dois dispositivos IDE de qualquer tipo, configurados como master e slave. Note que estas placas de som antigas usam o barramento ISA, e por isto são bastante lentas, geralmente operando a apenas 3.3 MB/s em PIO Mode 0.

Apesar de muitas as controladoras terciárias e quaternárias não serem reconhecidas pelo BIOS, você pode fazê-las funcionar sem muita dificuldade no DOS, usando os drivers que acompanham a placa. Já no Windows 98 isso não será necessário, pois ele detecta normalmente as interfaces, bastando usar o utilitário “adicionar novo hardware” do painel de controle.

Existem casos de placas mãe que já vêm com quatro interfaces IDE onboard, como a Abit BE6, que vem com duas portas UDMA 33 e duas portas UDMA 66.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Aplicações para a Vara do Escuteiro V


Ainda mais algumas aplicações...
  • Se estiver graduada metricamente serve de régua, e na avaliação de alturas e distâncias;
  • Enquanto se espera um transporte, os escuteiros podem-se entreter com alguns jogos de varas;
  • Serve de registo da vida escutista do dono, dos locais de actividades, noites de campo, etc.;
  • Pode-se usar para desenhar rapidamente sinais de pista no chão;
  • Batida regularmente no chão, durante uma caminhada, serve para deixar uma boa pista para alguém que precise de fazer o mesmo trajecto;
  • Fazendo dela alavanca, serve para remover grandes pesos;
  • Com uma manta, espia ou roupas, servem para improvisar uma maca de
    transporte de feridos ou material;
  • Agitadas no ar, com o chapéu ou boina em cima, servem para as aclamações entusiásticas;
  • Serve para abrir ou alargar trilhos, principalmente em zonas de silvas;
  • Á beira de um rio ou lago serve bem com cana de pesca;
  • Na vertical ou na horizontal pode servir para se praticarem nós e amarrações;
  • Como defesa contra ataques de animais selvagens ou cães vadios;
  • Com uma espia atada, pode-se lançar por cima de um tronco de uma árvore para depois fazer passar a espia;
  • Numa noite escura e em mato denso ajuda a «apalpar» o caminho;
  • Enrolada na vara, e a servir como pega, podes trazer sempre um espia amarrada em falcaça, com um comprimento fixo de 1 ou 2 metros, que podes usar sempre que precisares de medir distâncias.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Falco subbuteo, Ógea


Taxonomia
Aves, Accipitriformes, Accipitridae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante.

Classificação
VULNERÁVEL - VU  (D)
Fundamentação: Espécie com população reduzida (inferior a 1.000 indivíduos maturos).

Distribuição
Espécie de distribuição sobretudo Euroasiática como nidificante, embora também exista no norte de África (Marrocos e Tunísia), e que ocorre de modo contínuo desde a Península Ibérica e Reino Unido até ao leste da China e da Sibéria, e ainda no Kamchatka, Ilhas Sacalinas e norte do Japão. De Norte a Sul, estende-se sensivelmente desde o Círculo Polar Árctico até ao Mediterrâneo, Ásia Menor, região do Turquemenistão e Tajiquistão e Sudeste da China (del Hoyo et al. 1994). À excepção de uma pequena região no sul da China e nordeste da Indochina, onde a espécie é residente todo o ano, as restantes populações são migradoras, invernando no sul de África e no norte do subcontinente indiano (del Hoyo et al. 1994, Cramp 1998).

Em Portugal, ocorre em grande parte do país, com excepção das regiões demasiado desarborizadas do leste alentejano e em parte da região Norte, em particular no Douro Litoral, onde é escasso ou está mesmo ausente (Rufino 1989, Palma et al. 1999a, ICN dados não publicados).

População
O curto período de permanência da espécie em Portugal (de Abril a Agosto) e a sua reduzida conspicuidade, tornam difícil a obtenção de estimativas do seu efectivo populacional. No entanto, tendo em conta as observações no decurso dos trabalhos de campo do Novo Atlas  (ICN dados não publicados), estima-se que a sua população poderá ser inferior a 1.000 indivíduos maturos.

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Não Ameaçada embora ainda provisoriamente; a espécie está provavelmente estável na Europa, embora tenha sofrido declínio nalguns países durante o período 1990-2000 (BirdLife International 2004).

Habitat
Em Portugal aparece tanto em terrenos planos, inclusive junto ao litoral, como nas zonas serranas, sempre que o habitat lhe é propício. Assim, no Norte e no Centro ocorre principalmente em paisagens mistas de pequenos bosques (pinhais Pinus spp., carvalhais Quercus spp. e bosquetes ripícolas), e de terrenos abertos (campos agrícolas, pastagens, pousios, pauis, lagoas e outras zonas húmidas ou matos) (Rufino 1989, Pimenta & Santarém 1996, Silva 1998). Poderá aparecer em áreas florestais mais extensas, mas neste caso tende a localizar-se perto das orlas destas manchas, contíguas a amplos terrenos abertos, como acontece no Pinhal de Leiria (Onofre et al. 1999). No Sul aparece principalmente nas zonas de montado de sobro e em áreas de povoamentos mistos de sobreiro Q. suber e pinheiro (bravo  P. pinaster e manso P. pinea), usualmente com clareiras agrícolas e pastagens nas proximidades, ao mesmo tempo que evita os montados mais ralos e não aparece nos terrenos pouco arborizados em geral (Onofre & Palma 1986, Rufino 1989).

Uma vez que raramente nidifica noutro substrato que não em plataformas construídas em árvore, está dependente de outras espécies que constroem ninhos em árvore, como Corvídeos (e.g. gralha-preta Corvus corone ou corvo C. corax), mas também aves de rapina (Cramp 1998).

Factores de Ameaça
A destruição, degradação e simplificação do habitat, devido a incêndios, arborizações massivas com eucalipto, destruição de bosquetes ribeirinhos e de outras linhas ou cortinas de arvoredo, bem como o abandono agrícola, constituem sem dúvida uma ameaça importante à espécie, em particular no Norte e Centro do país.

O abate de gralha-preta Corvus corone, para correcção de densidade ou a sua eventual integração na lista de espécies cinegéticas exploráveis, poderá afectar negativamente este falcão, pois diminuirá a disponibilidade de plataformas naturais de nidificação em árvore a médio prazo.

À semelhança do que está referido para Doñana (Palacín 2003), não será de excluir que em Portugal a utilização de pesticidas afecte a produtividade da espécie. Com efeito, os insecticidas poderão diminuir a produtividade da espécie, quer por reduzirem a disponibilidade em insectos, quer por afectarem o sucesso reprodutivo, por aumento de embriões não viáveis ou por tornarem os ovos mais frágeis devido a alterações no metabolismo do cálcio.

As actividades florestais que levam ao corte de árvores com ninhos ou que de outro modo perturbam o desenrolar do processo reprodutivo da espécie, afectam também o sucesso reprodutor da espécie indirecta ou directamente.

O abate ilegal, o roubo de ninhos, a colisão e electrocussão em linhas de média e alta tensão, podem ainda constituir factores de ameaça, embora a sua relevância não esteja quantificada.

Medidas de Conservação
A conservação desta espécie requer a realização de campanhas de sensibilização ambiental e de conservação da fauna, em particular das aves de rapina e outros predadores, dirigidas a caçadores, guardas e gestores de caça e público em geral, afim de minimizar ou erradicar o abate ilegal e roubo de ninhos. Importa também sensibilizar os agricultores para a adopção de boas práticas agrícolas, tanto em termos da racionalização no emprego de pesticidas, como da utilização preferencial pela luta integrada e de produtos de mais rápida e inofensiva degradação.

Deve ser reforçada a fiscalização e a aplicação da lei deve ser mais efectiva relativamente às infracções e crimes contra as aves de rapina em particular.

A conservação do habitat favorável à ocorrência desta espécie pode ser conseguida através da divulgação e incentivo de medidas agro-ambientais favoráveis à espécie, de modo a ser mantida uma área suficiente de agricultura tradicional, pastagens e a pecuária extensiva, para além da conservação de bosquetes ou linhas de arvoredo importantes para nidificação.

Para as regiões Centro e Norte e nas serras do Sul, e à semelhança do proposto para outras aves de rapina de ecologia florestal, as medidas de conservação para esta espécie prendem-se ainda com as políticas florestais de reordenamento, gestão e repovoamento florestal e de prevenção de incêndios. Interessa promover espaços florestais diversificados, tanto ao nível dos cobertos arbóreos com de outros, e prevenir a ocorrência dos grandes incêndios florestais. Adicionalmente, os manuais de boas práticas florestais deveriam incluir medidas com vista à conservação das aves de rapina e de outros valores naturais, com particular relevância às espécies com estatuto de ameaça. Deve ser feita sensibilização dos agentes intervenientes na exploração florestal no sentido da adopção de boas práticas florestais que minimizem a degradação do habitat e a perturbação.

Não deverá ser permitida a inclusão de gralha-preta como espécie cinegética explorável no calendário venatório. Por outro lado, mesmo as acções de correcção de densidade de gralha-preta só devem ser autorizadas pelas autoridades competentes após verificação dos prejuízos causados e aferição do potencial impacte dessa correcção neste falcão.

Importa realizar censos que permitam melhorar a estimativa populacional e assegurar a sua monitorização. Devem ainda ser estudados aspectos da sua biologia e ecologia, nomeadamente selecção de habitat e interdependência com a gralha-preta (e outras aves cujos ninhos utiliza), níveis de toxicidade e sucesso reprodutivo.

A monitorização da mortalidade ao longo das linhas de transporte de energia e correcção das mesmas, sempre que tal se justifique, em particular nas zonas de maior densidade da espécie, é outro aspecto importante.

Notas
O ógea ocorre também em Portugal como migrador de passagem, sendo regularmente avistado nas campanhas de Sagres (Costa et al. 1998, Tomé et al. 1998). Existem ainda registos de ógea no Inverno em Portugal, observações condizentes com a referência de Cramp (1998) a registos excepcionais desta espécie na Europa durante o Inverno.

in Livro Vermelho dos Vertebrados


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A Abertura Controla a Luz e a Profundidade de Campo

Nas câmaras de melhor
qualidade, a abertura
é formada por uma série
de lâminas sobrepostas
situadas entre os
elementos de vidro
da objectiva.
O diâmetro da abertura pode ser ajustado para controlar o brilho da luz que atinge o sensor da imagem. A abertura pode ser aumentada para permitir a entrada de uma maior quantidade de luz, ou fechada para deixar entrar menos luz. Quando se trata de exposição propriamente dita, as aberturas mais pequenas deixam entrar menos luz para o sensor, logo, as imagens ficam mais escuras. As aberturas maiores deixam passar mais luz, por isso, a imagem fica mais clara.
Á medida que o número da abertura fica mais pequeno (por exemplo, de f/16 para f/11) a abertura torna-se maior e a imagem mais luminosa. A razão pela qual normalmente este efeito não é visível nas suas imagens, deve-se ao facto de na maioria dos modos de exposição, quando o fotógrafo ou a câmara altera a abertura, a câmara muda a velocidade do obturador para manter a exposição constante.
Tal como acontece com as velocidades do obturador, a abertura também afecta a nitidez das fotografias, mas de uma forma diferente. A alteração da abertura transforma a profundidade de campo - a profundidade de uma cena, desde o primeiro plano ao plano de fundo, que ficará nítida numa fotografia. As aberturas pequenas aumentam a profundidade de campo, enquanto as pequenas a diminuem. Em algumas imagens – por exemplo, uma paisagem – pode optar por uma abertura mais pequena para maximizar a profundidade de campo, tornando nítidas todas as áreas, desde o primeiro plano até ao longínquo plano de fundo. Mas provavelmente num retrato o melhor é optar por uma abertura grande que diminua a profundidade de campo, tornando o modelo nítido mas o fundo suave e desfocado.
Uma abertura pequena aumenta a profundidade de campo, por isso o primeiro plano e o fundo ficam nítidos (em cima) e uma abertura grande diminui a profundidade de campo, para que o fundo fique suave (em baixo).

As definições de abertura designam-se por números/f e indicam o diâmetro da abertura. Cada número/f deixa passar metade da luz da maior abertura seguinte e o dobro da anterior (menor). Desde a maior abertura possível até à mais pequena, os números/f normalmente incluem os valores apresentados na primeira coluna da tabela apresentada à esquerda, com as larguras maiores no topo. Nenhuma objectiva oferece a gama total; por exemplo, as objectivas standard de uma câmara digital costumam ter uma gama de f/2 a f/16. Lembre-se que à medida que o número/f se torna maior (f/8 para f/11, por exemplo), o diâmetro da abertura torna-se mais pequeno. Isto pode ser mais facilmente relembrado se pensar nos números/f como uma fracção: 1/11 é menor que 1/8, logo o diâmetro de uma abertura f/11 numa objectiva é menor que o de uma abertura f/8. Muitas câmaras avançadas oferecem um ou dois parâmetros entre as aberturas tradicionais. Na tabela à esquerda são apresentados valores de um meio e um terço dos números/f (na segunda e terceira coluna, respectivamente).


O maior diâmetro que pode utilizar depende da abertura máxima da objectiva – a maior abertura. O termo “objectiva rápida ou luminosa” é normalmente aplicado a modelos que podem utilizar uma abertura máxima grande. Por exemplo, uma objectiva cuja máxima abertura é f/1.8 será mais rápida ou luminosa que uma cuja abertura máxima seja f/2.6. As objectivas mais luminosas são adequadas para fotografar com pouca luz ou para assuntos em rápido movimento. Com a maior parte, mas não todas, as objectivas zoom a abertura máxima muda à medida que altera a distância focal. Ela será maior nas definições de grande-angular e mais pequena nas definições de teleobjectiva, quando utiliza o zoom para aproximar o assunto.




quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Interfaces de Disco

Assim como uma placa de vídeo é ligada num slot PCI ou AGP, para poder comunicar-se com o restante do sistema, o disco rígido precisa estar ligado a alguma interface. Uma interface de disco nada mais é do que um meio de comunicação, uma estrada por onde possam trafegar os dados que entram e saem do disco rígido. De nada adianta um disco rígido muito rápido, se a interface não permite que ele comunique com o restante do sistema usando toda a sua velocidade.

Actualmente são usados dois padrões de interfaces de disco: o IDE (também chamado de ATA) e o SCSI, com predominância do IDE.

Placas mãe mais antigas, não possuíam interfaces IDE. Nelas, a interface IDE deveria ser adquirida separadamente, e encaixada em um slot disponível. Se você tiver a oportunidade de examinar o hardware de um 486 antigo, verá uma placa ISA, EISA ou VLB, que inclui a Interface IDE, além da interface para drives de disquetes, uma porta paralela, duas portas seriais e uma porta para Joystick. Esta placa é chamada de “super IDE”.

Todas as placas mãe actuais, possuem além de duas portas de série e uma porta paralela, duas interfaces IDE embutidas, chamadas de controladora primária e controladora secundária. Cada controladora suporta dois dispositivos, o que permite um máximo de 4 dispositivos IDE num mesmo computador. Para isto, um dos dispositivos deverá ser configurado como master (mestre), e o outro como slave (escravo), configuração que é feita através de jumpers.

O cabo IDE possui três encaixes, um que é ligado na placa mãe e outro em cada dispositivo.

Mesmo que você tenha apenas um dispositivo IDE, você deverá ligá-lo no conector da ponta, nunca no conector do meio. O motivo para isto, é que, ligando no conector do meio o cabo ficará sem terminação, fazendo com que os dados venham até o final do cabo e retornem como pacotes sobra, interferindo no envio dos pacotes bons e causando diminuição na velocidade de transmissão. Este fenómeno também ocorre em cabos coaxiais de rede, onde são instalados terminadores nas duas pontas do cabo, que absorvem as transmissões evitando os pacotes sombra. No caso dos dispositivos IDE, o dispositivo ligado na ponta do cabo funciona como terminador.

Existem vários modelos de interfaces IDE, que oferecem diferentes modos de operação. Estes modos de operação são chamados de “Pio” e determinam a velocidade e recursos da interface.

Placas mãe um pouco mais antigas, como as placas para processadores Pentium que utilizam os chipsets FX e VX, suportam apenas o modo Pio 4, sendo capazes de transferir dados a 16.6 Megabytes por segundo. Placas um pouco mais recentes, suportam também o Ultra DMA 33 ou mesmo o Ultra DMA 66.

Provavelmente, já deve ter ouvido falar do Ultra DMA, também chamado de Ultra ATA. Este modo de operação traz várias vantagens sobre o antigo Pio Mode 4, como a maior taxa de transferência de dados, que passa a ser de 33 Megabytes por segundo. A principal vantagem do UDMA porém, é permitir que o disco rígido possa aceder directamente à memória RAM.

Usando o UDMA, ao invés do processador ter de ele mesmo transferir dados do disco rígido para a memória RAM, e vice-versa, pode apenas fazer uma solicitação ao disco rígido para que ele mesmo faça o trabalho. Claro que este modo de operação aumenta perceptivelmente o desempenho do sistema, pois poupa o processador do envolvimento com as transferências de dados, deixando-o livre para executar outras tarefas.

O Pio Mode 4 permite o uso do Multiword DMA 2, que também permite o acesso directo à memória, embora de forma um pouco menos eficiente.

Para fazer uso das vantagens do UDMA, é preciso que o disco rígido também ofereça suporte a esta tecnologia. Todos os modelos de discos mais recentes incluem o suporte a UDMA, porém, mantendo a compatibilidade com controladoras mais antigas. Caso tenhamos na placa mãe uma controladora que suporte apenas o Pio 4, o disco rígido funcionará normalmente, claro que limitado às características da interface. O Windows 98 possui suporte nativo a discos rígidos UDMA; no caso do Windows 95, é necessário instalar os drivers UDMA, geralmente encontrados na pasta “IDE” do CD de drivers que acompanha a placa mãe.

Existem ao todo, 7 modos de operação de interfaces IDE, que vão desde o Pio Mode 0, extremamente lento, ao novo UDMA 66, que mantém os recursos do Ultra DMA, porém suportando maiores velocidades de transferências de dados. Vale lembrar que estas velocidades são o fluxo máximo de dados permitido pela interface, não correspondendo necessariamente à velocidade de operação do disco.

Funciona como numa auto-estrada: se houver apenas duas pistas para um grande fluxo de carros, haverão muitos congestionamentos, que acabarão com a duplicação da pista. Porém, a mesma melhora não será sentida caso sejam construídas mais faixas. Os modos de operação das interfaces IDE são:


A maioria dos discos actuais são compatíveis com o UDMA 66, esta nova interface permite taxas de transferência próximas às das controladoras SCSI. Claro que os 66 MB/s permitidos não será necessariamente a velocidade alcançada pelo disco rígido, porém, sempre existe ganho de performance sobre o mesmo disco rígido instalado em uma porta UDMA 33, nem tanto em aplicativos domésticos, mas principalmente em aplicativos que trabalham com um grande fluxo de dados, como no caso de um servidor de rede.

O encaixe das interfaces UDMA 66 possuem os mesmos 40 pinos dos outros padrões, assim como compatibilidade retroactiva com qualquer disco rígido IDE. Porém, os cabos possuem 80 vias, sendo 40 são usadas para transportar dados e 40 como terras. Os fios são intercalados na forma de um fio de dados, um terra, outro de dados etc., esta disposição atenua as interferências e permite atingir os 66 MB/s. Outro requisito imposto pelo padrão é que os cabos não tenham mais que 45 cm de comprimento, pois o cabo actua como uma antena, captando interferências externas. Quanto mais longo for o cabo, mais forte será a interferência.

Para activar o UDMA 66, precisa que tanto o disco rígido, quanto a placa mãe, sejam compatíveis, sendo obrigatório o uso do cabo especial de 80 vias que é fornecido junto com a placa mãe.

Finamente, é preciso instalar os drivers que acompanham a placa mãe para activar o suporte ao UDMA 66 no Windows 98, pois este possui suporte nativo apenas para UDMA 33. Os drivers de UDMA vem no CD da placa mãe, normalmente no directório “IDE”. Algumas vezes os drivers também podem ser instalados directamente através de um programa de configuração incluído no CD. Em caso de dúvida, basta consultar o manual da placa. Mesmo com todo o hardware necessário, sem instalar os drivers, o recurso permanecerá desactivado.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto



quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Aplicações para a Vara do Escuteiro IV

19 - Serve de apoio para longas caminhadas ou subidas íngremes;

20 - Serve para testar o terreno à nossa frente, quando está coberto de ervas e não temos a certeza de ser enlameado ou seco;

21 - Como apoio, ajuda a manter o equilíbrio em descidas muito acentuadas, ou a andar lateralmente em terrenos muito inclinados;


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Falco peregrinus, Falcão-peregrino

Taxonomia
Aves, Accipitriformes, Accipitridae.

Tipo de ocorrência
Residente.

Classificação
VULNERÁVEL -– VU* (D)
Fundamentação: Espécie com população muito reduzida (inferior a 250 indivíduos maturos). Na adaptação à escala regional baixou-se a categoria, por se admitir que a população em Portugal poderá ser alvo de imigração significativa das regiões vizinhas e por não ser de esperar que essa imigração possa vir a diminuir.

Distribuição
Espécie cosmopolita no Mundo, só não existindo na Antártida. Ocorre em grande parte da Eurásia e nidifica na maioria dos países europeus (del Hoyo et al. 1994, Cramp 1998).

As populações do norte e do leste do Paleárctico Ocidental são fundamentalmente migradoras, enquanto que as do sul e do oeste são sedentárias, com as populações intermédias manifestando movimentos nómadas e dispersos, em particular as mais setentrionais (Cramp 1998).

Em Portugal, o falcão-peregrino tem uma distribuição bastante alargada, embora dispersa, que compreende grande parte da região Norte e a parte central da região Centro e ainda as arribas marinhas de Portimão/Alvor até Sines, da serra da Arrábida até ao Cabo Mondego, não ocorrendo ou sendo raro na restante área (Palma et al. 1999a, ICN dados não publicados).
 
População
Estima-se que a população actual esteja compreendida entre 75 e 110  casais. De acordo com Costa et al. (2003), as IBA’s nacionais (excluindo a da Costa Sudoeste, para a qual não são dados valores), totalizam 45-71 casais. No Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina foram identificados 21-23 casais/territórios (Alcazar et al. 2003). Dados recentes apontam ainda para um mínimo adicional de 12-18 territórios no litoral rochoso entre Lagos e Portimão, entre a serra da Arrábida e o Cabo Mondego e para mais alguns locais do país onde a espécie tem sido observada (ICN dados não publicados), assumindo a existência de pelo menos um território ou casal em cada quadrícula do atlas onde a espécie foi detectada (com nidificação confirmada, provável e possível), e excluindo as quadrículas de nidificação possível situadas em locais onde o habitat não é muito favorável. Este valor, comparado com as estimativas anteriores –35-59 casais em 1992 (Oliveira 1994a), 55-90 casais em 1997 (Palma et al. 1999a), corrobora a tendência de aumento do falcão-peregrino no nosso país já apontada por estes autores.

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Não Ameaçada (BirdLife International 2004), tendo globalmente sofrido um aumento moderado nessa região. Em Espanha está classificada como Pouco Preocupante (LC) (Madroño et al. 2004), sendo referido um incremento populacional nalgumas regiões, sobretudo nas com densidades mais elevadas (Gainzarain et al. 2003),  o que leva a admitir um risco de extinção em Portugal mais reduzido, tendo-se descido uma categoria na adaptação regional.

Habitat
O habitat da espécie no nosso país, à semelhança do que aconteça noutras regiões (cf. Cramp 1998), é muito variado, mas em regra não ocupa áreas muito florestadas. Tipicamente está associado a tipos de paisagem com afloramentos rochosos de média a grande dimensão, em vales, serras e falésias marinhas, nidificando em plataformas sobre a rocha ou em antigos ninhos de outras aves construídos na rocha (Rufino 1989, Oliveira 1994a). Contudo, não é invulgar a nidificação em estruturas humanas e em árvores (Cramp 1998), havendo pelo menos uma tentativa de nidificação deste último tipo relatada para o nosso país, num ninho antigo de Buteo buteo (C Carrapato, com. pess.).

Caça em terrenos abertos, como culturas agrícolas, pastagens e matos.
 
Factores de Ameaça
À semelhança do que se passou no resto da Europa e do Mundo, a população nacional deve ter sofrido com a aplicação de pesticidas organoclorados persistentes, que terá levado a mortalidade directa e diminuição da produtividade (devido a interferências no metabolismo do cálcio e fragilidade da casca de ovos, bem como a malformações e morte dos embriões), e à diminuição da disponibilidade de presas. Contudo, desconhecem-se os efeitos nesta espécie dos pesticidas actualmente utilizados em Portugal. Em algumas regiões de Espanha comprovou-se uma baixa produtividade associada com um elevado uso de pesticidas nalgumas regiões (Gainzarain et al. 2003).

O abate a tiro, nomeadamente na caça aos pombos (Columba livia ou Columba livia x domestica) nas falésias marinhas e a diminuição desta sua presa potencial (Cancela da Fonseca 1994), poderão também ter contribuído para o declínio destes falcões no passado (Palma 1985, Oliveira 1994a). O roubo de ovos para coleccionismo e de crias para falcoaria já deverá ter tido mais importância, mas não deixa de merecer ainda assim preocupação. A mortalidade de falcões-peregrinos por electrocussão ou colisão em linhas de transporte de energia é uma realidade em Portugal (SPEA 2005).

Como outras aves ornitófagas, este falcão pode ser afectado por morbilidade e mortalidade causadas por doenças transmitidas pelos pombos (e.g. Candidíase, Tricomoníase, etc.).

A destruição e degradação de habitat, a abertura de acessos perto de fragas interiores e falésias marinhas, bem como o aumento da perturbação causada por várias actividades de turismo e lazer na proximidade dos ninhos, poderão levar ao abandono ou inviabilizar a recolonização de antigos de territórios.

Medidas de Conservação
A conservação desta espécie requer as seguintes acções:
  • reavivar e intensificar campanhas de sensibilização ambiental e de conservação da fauna, em particular das aves de rapina e outros predadores, dirigidas a caçadores, guardas e gestores de caça, afim de minimizar ou erradicar o abate ilegal e roubo de ninhos;
  • sensibilização dos agricultores para a adopção de boas práticas agrícolas, tanto em termos da racionalização no emprego de pesticidas, como da utilização
  • preferencial pela luta integrada e de produtos de mais rápida e inofensiva degradação;
  • reforço da fiscalização e uma aplicação mais efectiva da lei, relativamente às infracções e crimes contra a natureza e as aves de rapina em particular. Neste aspecto, não devem ser esquecidos a fiscalização e um controlo apertado sobre os animais comercializados e utilizados em falcoaria e cetraria, nomeadamente sobre as suas proveniências;
  • incentivo ao recurso mais generalizado das medidas agro-ambientais junto a proprietários e produtores agrícolas, de modo a ser mantida a agricultura e pecuária extensivas, pastagens e pousios;
  • condicionamento temporal do acesso e das actividades nas proximidades dos locais de ninhos e sensibilização do público em geral e dos praticantes de desportos radicais, em particular, para a conservação das espécies rupícolas ameaçadas e minimização da sua perturbação.
É importante realizar censos que permitam melhorar a estimativa populacional e monitorizar periodicamente os efectivos, bem como estudar temas como a selecção de habitat, ecologia trófica, níveis de toxicidade e biologia da reprodução. Deve ser feita monitorização da mortalidade ao longo das linhas de transporte de energia e correcção das mesmas, sempre que tal se justifique, em particular nas zonas mais importantes para a espécie e que regra geral são também importantes para outra avifauna.
 
Notas
De acordo com Tomé et al. (1998), são escassos os indivíduos avistados em Sagres, durante a passagem outonal, tal como o são em Gibraltar (Bernis 1980).

in Livro Vermelho dos Vertebrados


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O Obturador controla a Luz e o Movimento

O obturador normalmente está fechado para impedir que a luz entre na câmara, mas abre-se durante a exposição, por isso, a luz chega até ao sensor de imagem. Considerando apenas a exposição, as velocidades de obturador mais rápidas deixam entrar menos luz para o sensor, logo, as imagens ficam mais escuras. As velocidades mais lentas deixam passar mais luz, por isso, a imagem fica mais clara.

À medida que a velocidade do obturador fica mais lenta, a imagem fica mais clara. A razão pela qual normalmente não verifica isso nas suas imagens, deve-se ao facto de na maioria dos modos de exposição, quando o fotógrafo ou a câmara mudam a velocidade do obturador, a câmara muda também a abertura para manter a exposição constante.
Além de controlar a exposição, a velocidade do obturador é o controlo mais importante sobre a quantidade de movimento captada numa fotografia. Quanto mais tempo o obturador estiver aberto, mais o movimento do assunto ficará arrastado e desfocado. No entanto isso significa também que a maior é probabilidade de a obter fotografias tremidas devido à oscilação câmara. Apesar de normalmente ser preferível evitar o desfoco nas suas imagens, por vezes pode querer utilizá-lo criativamente.
Uma velocidade rápida (em cima) abre e fecha o obturador rapidamente e o objecto desloca-se pouco durante a exposição. Uma velocidade lenta (em baixo) permite que os objectos se desloquem o suficiente para desfocar ou arrastar a imagem.

Com velocidades de obturador
lentas, sobretudo com câmaras
de apontar-e-disparar, o ruído
pode aparecer e degradar
os tons da imagem.
Velocidades do Obturador
Apesar de as câmaras digitais poderem definir qualquer fracção de segundo para uma exposição, há uma série de parâmetros tradicionalmente utilizados quando é o próprio fotógrafo a defini-las (o que não é possível fazer na maioria das câmaras de apontar-e-disparar). Estas definições da velocidade do obturador – chamadas “stops” – estão dispostas numa sequência, em que cada uma delas permite a entrada de metade da luz da definição seguinte (quando se trata de uma velocidade superior) e o dobro (quando se trata da próxima mais lenta). Algumas das velocidade do obturador mais vulgares são apresentadas na primeira coluna da tabela à esquerda, embora algumas câmaras tenham em simultâneo velocidades mais rápidas e mais lentas.
  • As velocidades inferiores a 1 segundo são fracções de segundo e muitas câmaras apresentam-nas sem o numerador. Por exemplo, ½ de segundo aparece como 2.
  • As velocidades de 1 segundo ou superiores são valores inteiros e muitas câmaras apresentam-nas com o sinal indicativo de aspas ou de polegadas (“). Por exemplo, 2 segundos são apresentados como 2”.
Um obturador de lâminas.
Muitas câmaras avançadas oferecem um ou dois parâmetros entre os convencionais. Isso permite fazer ajustes de exposição em incrementos de um meio ou um terço de “stop” para exposições mais exactas. Na tabela da página anterior esses valores (um meio e um terço de “stop”) são apresentados na segunda e na terceira coluna, respectivamente.

Tipos de Obturadores
Há três diferentes tipos de obturadores utilizados em câmaras digitais – de lâminas, electrónicos e de plano focal ou de cortinas. Os obturadores de lâmina e de plano focal/de cortinas são mecânicos e têm partes movíveis – lâminas ou cortinas.
  • Os obturadores de lâminas, únicos ou combinados com um obturador electrónico, são utilizados em algumas câmaras de apontar-e-disparar. Em algumas câmaras baratas, o obturador também funciona como o diafragma variando a sua abertura.
  • Os obturadores electrónicos limitam-se a ligar e a desligar o sensor para captar a exposição. É como ligar um aspirador para começar a juntar o pó e desligá-lo para parar. Podemos encontrar estes obturadores nas câmaras mais baratas, mas também, ironicamente, nas mais caras. Quando concebidos com rigor podem ser excepcionalmente exactos.
  • Os obturadores de plano focal ou de cortina, que encontramos em todas as reflex digitais, abrem uma cortina para começar uma exposição e fecham outra para a terminar. Nas câmaras mais recentes as cortinas correm na vertical. Isso torna-as mais rápidas que as cortinas mais antigas que corriam na horizontal, porque têm uma distância menos para percorrer. Estas velocidades mais rápidas tornam possível utilizar velocidades de sincronização do flash mais rápidas.
Com velocidades de obturação mais lentas (no topo) a primeira cortina abre completamente para expor o sensor antes que a segunda cortina feche para terminar. Com uma velocidade do obturador mais rápida (fila de baixo), a segunda cortina começa a fechar antes da primeira estar completamente aberta, por isso há uma abertura entre as duas cortinas a passar ao longo do sensor.