segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Gritos e aplausos

A Pólvora Negra: cada escuteiro finge ter nas suas mãos um mosquete. Calmamente, seguindo silenciosamente os movimentos do Animador, deitam a pólvora com cuidado para dentro do cano, calcam-na várias vezes, erguem o mosquete ao ombro, apontam para o céu e aguardam a ordem do animador. Este diz: "Prontos? Fogo!!!" e todos gritam "BANG!!!", ao mesmo tempo que fingem o impacto do disparo da arma no ombro.
Foguetão: começa a contagem decrescente de 6 para 1, e a cada número vai-se dobrando cada vez mais os joelhos até ficar na posição de cócoras. No fim da contagem, saltam para o ar gritando "VROUMM!..."
 
Arco e Flecha: os escuteiros seguem silenciosamente os movimentos do Animador, tirando calmamente uma seta da aljava atrás das costas, colocam-na na corda do arco, esticam-no e disparam a seta dizendo "PFFFTT".
 
O Ornitólogo: este aplauso começa com o animador (ou outro escuteiro qualquer que queira iniciar o Grito) a gritar "Olha ó passarinho!". Todos os escuteiros colocam as mãos debaixo dos sovacos e agitam os braços como as asas de uma ave, enquanto imitam o som de uma ave à sua escolha (águia, perú, galinha, pardal, canário, cuco, rola, pato, etc.) três vezes seguidas.
 

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Tamanho do sensor

O tamanho universal de uma fotografia em película das câmaras reflex ou SLR é de 35mm de comprimento (a diagonal é de 43mm). Herdado deste formato standard no início do século XX, os sensores de fotografia tem aproximadamente essa medida. Embora, a maioria das câmaras DSLR não disponham de um sensor desse tamanho, mas sim mais pequeno, por isso se produz uma perda ou redução do campo de visão dos sensores mais pequenos. Este formato de sensor chama-se APS. Os sensores de 35mm chamam-se Full Frame ou de fotografia completo.
Na imagem anterior podemos ver a redução de um sensor APS sobre um sensor full frame de 35mm.
Isto afecta a distância focal das nossas objectivas, já que ao sofrerem as imagens uma redução, as distâncias focais que tem não são para efeitos práticos as que podemos ver nas nossas fotos.

Cada sensor tem o que chamamos um factor de equivalência para poder converter as distâncias focais das nossas objectivas às distâncias focais efectivas. Assim, multiplicando pelo dito factor de equivalência obtemos a distância focal real da foto.

Exemplo:
  • A 1DS Mark III da Canon é full frame, pelo que o seu factor de equivalência é 1. Assim uma objectiva de 50mm é com efeito de 50mm.
  • Se utilizamos a mesmo objectiva na 1D Mark III (a 1D normal, não a 1Ds), que tem um factor de equivalência de 1,3, esses 50mm equivaleriam a 50 x 1,3 = 65mm.
  • A mesmo objectiva na 450, que tem um factor de equivalência de 1,6, equivaleria a 50 x 1,6 = 80mm. Da mesma forma uma objectiva 17‐50mm equivaleria a uma 27‐80mm tradicional.
O que é melhor? APS ou Full Frame? Pois uma vez mais depende de para que o utilizamos. Se utilizamos a câmara para fotografia de interiores provavelmente preferiremos ter um sensor full frame que permite utilizar um olho de peixe de 12mm reais que não se convertem em 20mm. E igualmente se utilizamos a câmara para fotografia de desporto preferiríamos um sensor APS, donde uma teleobjectiva 300mm se converte numa de 480mm ao mesmo preço e com menos peso. Isso sim, olho ao comprar objectivas, que nem todas servem para full frame.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Pipeline

Até o 386, os processadores da família x86 eram capazes de processar apenas uma instrução de cada vez. Uma instrução simples podia ser executada em apenas um ciclo de relógio, enquanto instruções mais complexas demoravam vários ciclos de relógio para serem concluídas. Seria mais ou menos como montar um carro de maneira artesanal, peça por peça. 

Para melhorar o desempenho do 486, a Intel resolveu usar o pipeline, uma técnica inicialmente usada em processadores RISC, que consiste em dividir o processador em vários estágios distintos.

O 486, possui um pipeline de 5 níveis, ou seja, é dividido em 5 estágios.

Quando é carregada uma nova instrução, ela primeiramente passa pelo primeiro estágio, que trabalha nela durante apenas um ciclo de relógio, passando-a adiante para o segundo estágio. A instrução continua então sendo processada sucessivamente pelo segundo, terceiro, quarto e quinto estágios do processador. A vantagem desta técnica, é que o primeiro estágio não precisa ficar esperando a instrução passar por todos os demais para carregar a próxima, e sim carregar uma nova instrução assim que se livra da primeira, ou seja, depois do primeiro pulso de relógio. 

As instruções circulam dentro do processador na ordem em que são processadas. Mesmo que a instrução já tenha sido processada ao passar pelo primeiro ou segundo estágio, terá que continuar seu caminho e passar por todos os demais. Se por acaso a instrução não tenha sido completada mesmo após passar pelos 5, voltará para o primeiro e será novamente processada, até que tenha sido concluída. 
Desta maneira, conseguimos que o processador seja capaz de processar simultaneamente, em um único ciclo de relógio, várias instruções que normalmente demorariam vários ciclos para serem processadas. Voltando ao exemplo do carro, seria como se trocássemos a produção artesanal por uma linha de produção, onde cada departamento cuida de uma parte da montagem, permitindo montar vários carros simultaneamente. 

O uso dos 5 estágios de pipeline no 486 não chega a multiplicar por cinco a performance do processador, na verdade a performance não chega nem mesmo a dobrar, mas o ganho é bem significativo.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Accipiter gentilis, Açor

Taxonomia
Aves, Accipitriformes, Accipitridae.

Tipo de ocorrência

Residente.

Classificação
VULNERÁVEL . VU (D1)
Fundamentação: População reduzida (inferior a 1.000 indivíduos maturos).

Distribuição
A área de distribuição desta espécie é muito vasta, estendendo-se de um modo contínuo por grande parte do Holárctico (del Hoyo et al. 1994). O açor distribui-se por uma área bastante grande em Portugal continental, a qual deverá ser superior àquela que é evidenciada no atlas de Rufino (1989) ou no Novo Atlas (ICN dados não publicados).
Este facto deve-se à dificuldade da metodologia dos atlas em representar a dispersão real no terreno de algumas espécies, nomeadamente as aves florestais de comportamento mais discreto, devido à sua metodologia, poucas e curtas visitas às quadrículas, sem esforço especialmente dirigido a espécies deste tipo. No Centro e Norte do país a distribuição do açor é mais contínua da que vem representada nos atlas e tem uma população mais densa. A espécie também existe em largas áreas do Sul (Alentejo e serras algarvias), embora a sua presença aqui seja bastante mais dispersa, bem como a sua densidade (Palma et al. 1999a), encontrando-se ausente nalgumas regiões.

População
Tal como para grande parte das aves de rapina florestais do país, nunca se fez um censo específico e completo para esta espécie a nível nacional, com base em amostragem e metodologia apropriadas. A única estimativa existente é a de Palma et al. (1999a), a qual apontava para uma população de 200-300 casais, que se pensa estar em declínio, devido à destruição e escassez crescente do seu habitat preferido, os pinhais bravos de alto-fuste. Atendendo à grande perda de pinhal que se tem verificado nos últimos anos devido aos incêndios florestais e que em 2003 tiveram uma incidência particularmente grave, é provável que uma parte não desprezável da população indicada por Palma et al. (1999a) tenha sido directamente afectada.
Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Não Ameaçada, embora se apresente em declínio em alguns países europeus (BirdLife International 2004).

Habitat
No sul de Portugal o açor encontra-se quase sempre nos barrancos arborizados de cursos de água, mas nalgumas zonas, como na Comporta, cria também em pinhal-bravo e terrenos planos. No centro e norte do país o principal habitat de nidificação do açor é composto por pinhais-bravos adultos e possuidores de árvores de grande porte, por bosques e bosquetes de folhosas autóctones (e.g. carvalhais maduros) e, por vezes, em eucaliptais. Circundantes às formações arbóreas onde nidifica, encontram-se terrenos abertos de mato, culturas agrícolas e pastagens (Rufino 1989, Pimenta & Santarém 1996, Silva 1998), onde tende a caçar perto das orlas. Evita as paisagens demasiado compartimentadas ou demasiado contínuas (Rufino 1989), mas em áreas predominantemente florestais, como a região de Mira ou o Pinhal de Leiria (onde a cobertura pinhal é superior a 85%), quantificaram-se ainda assim densidades de açor da ordem dos 4-5 casais (Petronilho 2001a) e 2-3 casais (Onofre et al. 1999) por 100 km2.

Os incêndios florestais, mas também a sua reconversão para eucaliptal de curtas rotações, têm provocado um declínio acentuado do habitat principal do açor, o pinhal-bravo, em particular aquele constituído por arvoredo mais maduro, com 40-50 anos. De acordo com as revisões do inventário florestal (DGF 2001), a área de pinheiro-bravo declinou, entre 1964 e 1995, em 323.000 ha. Este declínio em área tem continuado, sendo de realçar os 260.000 hectares de matas que terão sido destruídos em 2003, ano em que a área ardida foi 4 vezes superior à média anual verificada entre 1980 e 2004 (DGRF 2005).

Factores de Ameaça
Os incêndios florestais que destroem áreas mais ou menos vastas de pinhal e outro arvoredo maduro são a principal ameaça para o açor em Portugal. A par com este factor de destruição, a reconversão para eucaliptal de curta rotação das antigas manchas de pinhal das serras da região Centro limita grandemente a adequação do habitat para efeitos de nidificação. Com efeito, salvo alguns exemplares de grande porte, a maioria dos eucaliptos e em particular os das plantações florestais, devido ao tipo de inserção e à fragilidade dos seus ramos, não providenciam as melhores condições para o suporte de ninhos de grandes dimensões e aqueles que neles são construídos caem com alguma facilidade aquando de ventos mais fortes (González 2004, Onofre N dados não publicados). O corte de povoamentos ou árvores onde a espécie nidifica, a perseguição através do abate directo, destruição de ninhos e o roubo de crias são outros factores que afectam a população portuguesa.

Por se tratar de um predador essencialmente ornitófago, o açor é uma espécie potencialmente sensível aos efeitos dos pesticidas e metais pesados, que poderão afectar o sucesso reprodutivo. Por outro lado, sendo o pombo (nomeadamente o doméstico Columba livia var. domestica), uma presa muito frequente na sua dieta (Petronilho & Vingada 2002), é provável que se verifique alguma morbilidade e mortalidade em resultado de Tricomoníase e Candidíase na população portuguesa. Por exemplo, na região de Mira, foram detectados juvenis no ninho infectados com Tricomoníase (J Petronilho, com. pess.).

Medidas de Conservação
As medidas de conservação para esta espécie prendem-se fundamentalmente com as políticas florestais de reordenamento, gestão e repovoamento florestal e de prevenção de incêndios. Importa promover espaços florestais diversificados, tanto ao nível dos cobertos arbóreos como de outros, e prevenir a ocorrência dos grandes incêndios florestais. Adicionalmente, o Manual de Boas Práticas Florestais deverá incorporar num futuro próximo medidas com vista à conservação das aves de rapina e do seu habitat, para além de outros valores naturais.

Deve ainda ser dinamizada a reflorestação com folhosas naturais e a conservação dos bosques e bosquetes de carvalhos (puros ou mistos), através da sensibilização ao recurso generalizado às Medidas Agro-Ambientais apropriadas. A reconversão para eucaliptal das antigas áreas de pinhal deve ser desencorajada, não devendo a rearborização com pinheiro-bravo deixar de ser apoiada.

Devem ser desenvolvidas campanhas de educação ambiental junto aos proprietários e gestores florestais e cinegéticos, madeireiros, resineiros, com vista à sensibilização destes para a conservação das aves de rapina.

Importa ainda reforçar a fiscalização e tornar a aplicação da lei mais efectiva, relativamente às infracções e crimes contra a natureza e as aves de rapina em particular. Neste aspecto, não devem ser esquecidos a fiscalização e um controlo apertado sobre os animais comercializados e utilizados em cetraria, nomeadamente sobre as suas proveniências.

Urge realizar estudos sobre biologia e ecologia da espécie, que são praticamente inexistentes, e investigar sobre os níveis e efeitos de pesticidas e metais pesados À semelhança das restantes espécies de rapinas florestais, é necessária a realização de censos ou programas de monitorização periódicos, de modo a avaliar e a seguir regularmente a população da espécie.

in Livro Vermelho dos Vertebrados

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sensor e sensibilidade

O sensor das câmaras fotográficas é composto por milhões de pequenos semicondutores de silício, os quais captam os fotões (elementos que compõem a luz, a electricidade). Com maior intensidade de luz, mais carga eléctrica existirá. 
Estes fotões desprendem electrões dentro do sensor, os quais se transformaram numa série de valores digitais criando um pixel. Por isso cada célula que desprenda o sensor de imagem corresponde-se a um pixel ou ponto. O sensor faz as vezes da película na fotografia digital.

O resultado do sensor, já traduzido em formato binário, guarda-se nos cartões de memória na forma de ficheiros de imagem.

Sem entrar em detalhes, as duas tecnologias mais populares do mercado de sensores são CCD e CMOS.

O que é um megapixel?

Um megapixel é um milhão de pixels ou pontos.

A resolução dos sensores mede-se em megapixels. São o número de pontos ou pixels que conterá uma imagem produzida por um sensor.

Por exemplo se uma imagem tem um tamanho de 3888 pontos de largura e 2592 de altura, a resolução do sensor será a multiplicação de ambos, quer dizer 3888 x 2592 = 10077696 pixels = 10,1 megapixels.

Podemos dizer sem medo de nos equivocarmos que quantos mais megapixels maior tamanho terá o ficheiro da imagem que obteremos. Com esta figura podemos fazer uma ideia da diferencia em densidade entre uns sensores e outros de algumas câmaras do mercado.
 
Então parece que quantos mais megapixels melhor, não? Bem, é certo que quantos mais megapixels maior será a resolução do sensor mas é a resolução do sensor o que limita a qualidade das fotos?

Habitualmente não. As lentes costumam estar muito abaixo da resolução do sensor e portanto se o que buscas é qualidade e nitidez é mais importante ter umas boas lentes que ter um bom sensor.

Também influi o tamanho físico do sensor. Nada tem que ver o sensor de 10 megapixels de uma câmara compacta cujo tamanho é bem pequeno com o tamanho de um sensor de 10 megapixels de uma câmara DSLR profissional.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Multiplicação de Clock

Dentro de qualquer computador, os dados são transmitidos e processados na forma de sinais eléctricos. O processador é muito pequeno, não mede mais do que 1, ou 1,2 centímetros quadrados. A placa mãe por sua vez é muito maior que isso. 
Graças a esta diferença de proporções, acaba sendo muito mais fácil desenvolver um processador capaz de operar a, digamos, 2 gigahertz, do que uma placa mãe capaz de acompanha-lo. Apesar dos sinais eléctricos percorrerem os circuitos a uma velocidade próxima da da luz, estamos falando de biliões de transmissões por segundo. 
O recuso de multiplicação de relógio surgiu para evitar que os processadores ficassem limitados à frequência da placa mãe. Num Pentium III de 800 MHz por exemplo, a placa mãe opera a apenas 100 MHz. O multiplicador é de 8x. 
Hoje em dia os processadores trazem tanto cache L1, quanto cache L2 integrados, operando na mesma frequência do restante do processador, o que diminui muito a dependência da velocidade da memória RAM, que sempre opera na mesma frequência de a placa mãe, meros 100 ou 133 MHz. Mesmo assim, quanto maior for o multiplicador, maior será a perda de desempenho. Um bom exemplo disso, é uma comparação entre o Celeron 766 (que usa bus de 66 MHz) e o Celeron 800 (que já usa bus de 100 MHz). Apesar da frequência de operação ser quase a mesma, o Celeron 800 chega a ser 20% mais rápido, graças ao acesso mais rápido à memória. 
Apesar das limitações, o recurso de multiplicação de relógio é indispensável actualmente, pois sem ele seria impossível desenvolver processadores muito rápidos, já que não é possível aumentar a frequência das placas mãe e dos demais periféricos na mesma proporção do aumento do relógio nos processadores. Se o Pentium III, por exemplo, tivesse que trabalhar na mesma frequência da placa mãe, não passaríamos de 100 ou 133 MHz. 
Nos PCs 486, Pentium, MMX e K6 é necessário configurar o multiplicador manualmente, através de alguns jumpers da placa mãe. É uma maravilha, principalmente quando você não têm o manual da placa em mãos. Mas, a partir do Pentium II, a placa é capaz de detectar automaticamente o multiplicador. Na verdade, a partir do Pentium II, todos os processadores Intel têm o seu multiplicador travado ainda na fábrica. Não é possível alterá-lo mesmo que queira.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Acanthodactylus erythrurus, Lagartixa-de-dedos-denteados

Taxonomia
Reptilia, Squamata, Lacertidae.

Tipo de ocorrência
Residente.

Classificação
QUASE AMEAÇADO . NT (B2ab(i,ii,iii,iv,v))
Fundamentação: A espécie apresenta uma área de ocupação que varia entre 900 e 2.100 km2. Admite-se que apresente fragmentação elevada e um declínio continuado da extensão de ocorrência, da área de ocupação, da qualidade e quantidade dos habitats, do número de localizações e do número de indivíduos maduros.

Distribuição
Esta espécie ocorre em Portugal e Espanha e no Noroeste de África.

Em Portugal as principais áreas de distribuição desta espécie localizam-se na bacia do Tejo e nas Beiras interiores e Trás-os-Montes. Foram também registadas ocorrências a norte, na zona de Chaves, no litoral oeste, na Nazaré e no Algarve (Oliveira & Crespo 1989, Ferrand de Almeida et al. 2001).

População
Não existem estimativas da densidade populacional em Portugal. Contudo, pode-se referir que esta espécie apresenta localmente efectivos elevados. O carácter fragmentado da distribuição das populações (subpopulações e núcleos populacionais) é explicado sobretudo por ser uma espécie relativamente exigente em termos de habitat (Camilo-Alves 1999) e sensível às alterações dos solos para uso agrícola e silvícola.

Habitat
Ocorre em zonas arenosas litorais, em pinhais abertos e zonas de coberto arbustivo pouco denso. Pode também ocorrer em matagais e em zonas áridas do interior do País. Apesar de ser uma espécie selectiva em termos de habitat, suporta a pressão humana em baixa intensidade, como a que acontece nos habitats litorais.

Factores de Ameaça
Distribuindo-se esta espécie por regiões do País onde ocorre grande alteração dos habitats, litoral centro e vale do Tejo, será de prever a extinção local de alguns desses núcleos populacionais, bem como a eliminação de populações marginais, sobretudo devido à crescente urbanização dessas zonas e ao aumento de áreas agrícolas de regadio e de cultura intensiva agro-industrial.

Medidas de Conservação

As medidas de conservação mais importantes para esta espécie consistem fundamentalmente na protecção dos seus habitats.

A detecção dos principais núcleos populacionais e a monitorização da sua evolução demográfica, a médio prazo, são consideradas também medidas-chave para a conservação desta espécie.

Outra bibliografia consultada
Barbadillo (1987).
in Livro Vermelho dos Vertebrados