quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Modos da câmara

Uma vez mais os recordo da importância de ler o manual da vossa câmara. Praticamente tudo o que digo aqui está explicado e com mais detalhe nele. Ainda assim quero falar dos modos mais normais de uso da câmara DSLR para que tudo o explicado no tema anterior de exposição não seja pura teoria.

Todas as câmaras DSLR do mercado tem ao menos estes modos de uso:

  • Automático (na imagem o quadradinho verde e o P é quase automático)
  • Prioridade à abertura do diafragma (Av)
  • Prioridade ao tempo de exposição (Tv)
  • Manual (M)
  • Programas específicos automáticos (desportos, nocturnas, retrato, paisagem, macro, etc…)
É possível que a sua câmara tenha mais modos, mas estes são os básicos que mais vai utilizar. Vou falar concretamente dos quatro primeiros modos de disparo e não entrarei em detalhe nos programas específicos automáticos.

Tal como dizíamos no tema anterior, a exposição é o equilíbrio entre abertura de diafragma, tempo de exposição e sensibilidade do sensor. Deste modo, em função do tipo de fotografia que queremos fazer e dependendo do que queremos controlar nesse momento utilizaremos um programa ou outro. Ao fazer uma foto tens que perguntar-te que queres controlar dessa foto, e em função da resposta utilizarás um modo ou outro.

Modo automático

O mais cómodo é o modo automático. Este modo calcula automaticamente todos os ajustes que a câmara entende óptimos no momento de fazer a foto. Não deixa nenhum espaço à criatividade, ainda que seja um modo adequado quando não tens tempo de parar a pensar, quando te encontras preguiçoso e também quando acabas de estrear a tua câmara e estás lendo este curso para aprender.

Sem embargo eu vos animo a abandonar este modo o quanto antes possível já que está deixando na câmara toda a responsabilidade da foto e não sabes exactamente o que ela vai fazer. Se te dá preguiça ou medo saltar para modos semiautomáticos ao menos olha os números que aparecem no interior do visor (abertura de diafragma e tempo de exposição) e trata de valorizar se são bons para a foto que está fazendo.

Modo de prioridade à abertura do diafragma (semiautomático)

Neste modo o fotógrafo é quem decide que abertura de diafragma utilizar e habitualmente também decide que sensibilidade de sensor. Dependendo do modelo da sua câmara e da configuração desta também se pode calcular a sensibilidade adequada automaticamente. Então, com este modo elege a abertura e a câmara calcula o tempo de exposição adequado.

Este é o modo que eu utilizo em 80% das minhas fotos. Cada um deve habituar-se a uma forma de disparar e eu me habituei a esta. Geralmente escolho a abertura que quero. Ao premir levemente o botão de disparo a câmara indica-me qual é o tempo de exposição que ela considera correcto. Em função de se esse tempo me parece muito baixo ou muito alto abro ou fecho o diafragma. Volto a premir o botão de disparo e se tenho o tempo que quero então disparo.

Quando é recomendável utilizar este modo?

É recomendável utilizá-lo quando queres controlar a profundidade de campo, que é algo do que falaremos um par de temas mais à frente.
 
Nesta foto utilizei o modo de prioridade à abertura de diafragma porque queria controlar a profundidade de campo para borrar o fundo e dar-lhe mais protagonismo a Mario. Para isso ajustei a câmara a f2.8 e sensibilidade ISO 800 porque ao estar num interior não havia muita luz. A câmara calculou um tempo de exposição de 1/100 seg., o qual me pareceu bem tendo em conta que os meninos se movem muito.

Modo de prioridade ao tempo de exposição (semiautomático)

Neste modo o fotógrafo é quem escolhe o tempo de exposição a utilizar e a sensibilidade do sensor. Tal como antes, há câmaras que também calculam automaticamente a sensibilidade. A câmara será quem calcula a abertura de diafragma adequada.

Este modo é recomendável utilizar quando quer controlar o movimento. Por exemplo em fotografia de desporto, onde queremos assegurar-nos de congelar o movimento, utilizamos este programa para ajustar um tempo de exposição baixo. Igualmente, se queremos obter um efeito seda de un riacho utilizaremos um tempo de exposição alto.
 
Nesta foto utilizei o modo de tempo de exposição porque queria assegurar-me de congelar a bandeira. Ajustei um tempo de 1/250 seg. e sensibilidade ISO 100 para obter a máxima qualidade de imagem e la câmara calculou automaticamente a abertura de diafragma de f9.

Modo manual

Neste modo é o fotógrafo quem controla todos os parâmetros. Escolherá tanto a abertura do diafragma como o tempo de exposição como a sensibilidade. Pode-se utilizar este modo com o método de ensaio e erro, ou utilizando fotómetros externos ou bem copiando uma medição feita na mesma situação num modo automático e modificando-a depois.

Este modo é recomendável utilizar quando se quer controlar absolutamente tudo na exposição. É um método utilizado por exemplo em fotografia nocturna.

Compensar a exposição

Nos programas automáticos e semiautomáticos, a câmara faz cálculos sempre para obter o que ela entende que é uma imagem correctamente exposta. Mas se o resultado final não corresponde com o que o fotógrafo entende por correctamente exposta deve-se utilizar a compensação. Assim subexporará para fazê-la mais escura ou sobreexporará para fazê-la mais clara.
 
Lê o manual da tua câmara para saber como se utiliza.

Se depois de tirar uma foto vê que fica demasiado clara ou escura, repita-a de novo se a câmara mediu mal a luz. Se se repete o problema compense a exposição. Na foto de exemplo a toma ficou demasiado clara e o glaciar não oferecia detalhe. Compensando a exposição com ‐0,66 passos a foto ficou correctamente exposta e o glaciar já oferecia maior detalhe.
 
NOTA: Cuidado ao utilizar a compensação da exposição, porque a câmara ficará configurada tal como a deixou na última foto e se se esquece de regulá-la de novo a zero pode arruinar as demais fotos que faça. Sempre, como rotina, habitua-se a devolver a câmara aos parâmetros normais.

Bracketing

O bracketing é uma funcionalidade que permite tirar até 3 fotos seguidas, em que a câmara vai variando os parâmetros automaticamente para obter uma foto subexposta, outra exposta e outra sobreexposta segundo a medição da câmara.

Este método utiliza-se em condições difíceis e sobretudo variáveis de iluminação, onde não haverá possibilidades de repetir uma toma. Em condições normais não costuma utilizar-se, já que se podes repetir a toma corrigirás a falha depois de ver o resultado no ecrã. Ainda assim, deve ver no manual como se utiliza e fazer um par de provas.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Multiprocessamento

Visando o mercado de Workstations (máquinas muito rápidas, destinadas a aplicações pesadas como processamento de imagens 3D ou vídeo) e servidores de rede, a Intel incluiu no Pentium o recurso de multiprocessamento simétrico, que permite o uso de dois processadores na mesma placa mãe. Neste caso, é preciso adquirir uma placa mãe especial, com encaixe para dois processadores e um chipset com suporte ao multiprocessamento. 

Como a divisão das tarefas entre os dois processadores não é feita automaticamente pelo chipset, é preciso que o sistema operacional seja capaz de reconhecer os dois processadores e aceder a eles individualmente, dividindo as tarefas entre eles da melhor maneira possível. 
Caso o sistema operacional não ofereça suporte ao multiprocessamento, como é o caso do Windows 95 e do Windows 98, apenas um dos processadores será usado pelo sistema, ficando o outro inactivo. Neste caso, será como se tivéssemos apenas um processador instalado. A maioria dos sistemas operacionais, incluindo o Windows NT, 2000 e XP, Linux e a maioria das versões do Unix suportam multiprocessamento, as excepções mais notáveis ficam por conta do Windows 95,98 e ME. 

Apesar de, pela lógica, o desempenho duplicar com dois processadores trabalhando em paralelo, na prática o ganho dificilmente passa de 40 ou 60%, pois dificilmente será possível organizar a execução das tarefas de modo a deixar ambos os processadores ocupados todo o tempo, assim como é difícil manter os dois canais do Pentium cheios 100% do tempo. 
Até há pouco tempo atrás, o recurso de multiprocessamento foi exclusividade dos processadores Intel. Tanto o Pentium, quanto o MMX, o Pentium II e o Pentium III suportam o uso de até dois processadores simultaneamente, enquanto o Xeon suporta o uso de até quatro processadores (8 com a adição de um circuito especial na placa mãe). Com excepção do Athlon MP, todos os demais processadores da AMD e Cyrix não suportam multiprocessamento, o que não chega a ser uma grande desvantagem para um utilizador doméstico, já que fora do ramo dos servidores de alto desempenho, este recurso raramente é usado.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Triturus helveticus, Tritão-palmado

Taxonomia
Amphibia, Caudata, Salamandridae.

Tipo de ocorrência
Residente.

Classificação
VULNERÁVEL . VU (B1ab(ii,iii,iv,v)+2ab(ii,iii,iv,v))
Fundamentação: Espécie com extensão de ocorrência e área de ocupação inferiores a 20.000 e 1.000 km2, respectivamente. Admite-se que apresente fragmentação elevada e um declínio continuado da área de ocupação, da qualidade do habitat, do número de localizações e do número de indivíduos maduros.

Distribuição
Espécie de ampla distribuição pela Europa Ocidental, ocorrendo no Norte da Península Ibérica, Reino Unido, França, Suíça, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, República Checa e Alemanha (Gasc et al. 1997).

Em Portugal, ocorre no Noroeste e Centro do País (Ferrand de Almeida et al.2001), ocupando cerca de 3% do território nacional. As populações portuguesas de tritão-palmado encontram-se no limite sul da distribuição da espécie.

População
Não existe informação rigorosa sobre os parâmetros populacionais desta espécie. Contudo, tendo em conta os seus baixos efectivos nos locais onde ocorre e o reduzido número de localizações conhecidas, julga-se que o número de indivíduos maduros se situará entre 2.000 e 4.000 indivíduos.

A espécie apresenta uma distribuição altamente fragmentada, sobretudo na orla litoral onde é maior o impacto humano, sendo conhecidas apenas algumas populações distribuídas de forma esparsa.

Habitat
Ocorre principalmente em zonas de floresta, lameiros, prados e zonas agrícolas na proximidade de charcos permanentes ou sazonais, tanques e nascentes (Ferrand de Almeida et al. 2001).

Factores de Ameaça
A perda, fragmentação e degradação do habitat por acção do Homem são consideradas as maiores ameaças para esta espécie, sobretudo devido: (i) ao abandono da agricultura tradicional e a consequente perda de locais de reprodução (charcos e tanques); (ii) à agricultura intensiva e florestação com espécies não indígenas; (iii) à urbanização desordenada e (iv) à poluição da água, causada por efluentes agrícolas, industriais e domésticos.

Para além destes factores, o tritão-palmado apresenta um conjunto de características biológicas, tais como dispersão limitada e elevada mortalidade juvenil, que o tornam particularmente sensível a alterações dos seus habitats.

Medidas de Conservação
As medidas de conservação devem concentrar-se na manutenção dos seus habitats, particularmente os charcos e os tanques utilizados para a sua reprodução. Considera-se também relevante conservar as áreas florestais autóctones e empreender acções eficazes para prevenção dos incêndios florestais.

Outra bibliografia consultada
Miaud (1991); Godinho et al. (1999).

in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Guias de patrulha

Alguns poucos chefes escuteiros estão atrasados no tempo, e por consequência as suas unidades ficam abaixo da média, não fazendo uso suficiente dos Guias de Patrulha.

Eles deveriam dar aos seus auxiliares tanta liberdade quanto a que gostariam de obter das suas associações ou dos seus responsáveis. Devem assegurar-se que os
Guias de Patrulha sejam responsáveis por tudo de bom ou de ruim que aconteça nas suas patrulhas. 
Devem dar-lhes responsabilidades, deixar que façam o seu trabalho, e se cometerem erros deixem-nos fazer assim, e depois mostrem onde e o que estava errado - só desse modo ele aprende.

Metade do valor dos nossos ensinamentos vêm de colocar responsabilidades nos ombros dos jovens. É especialmente valioso para domesticar os espíritos mais selvagens, pois isto lhes dá algo que podem levar adiante em lugar das actividades arruaceiras, igualmente aventureiras, mas menos desejáveis.

Abril de 1910.
Pensamentos de B-P
contribuições de Baden-Powell para "The Scout"

domingo, 10 de outubro de 2010

Simplex ou Complicex?

Há alguns anos o Governo de Portugal criou o portal IEFP NETemprego http://www.netemprego.gov.pt, propriedade do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O IEFP NETemprego é um serviço interactivo no âmbito exclusivo da área do emprego, gerido pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), totalmente gratuito para os seus utilizadores, com cobertura nacional e funcionando on-line, 24 horas por dia, através do qual se visa, essencialmente, proporcionar:
  • A possibilidade de pré-inscrição no IEFP como candidato a emprego/formação profissional, ficando o seu pedido afecto ao Centro de Emprego da área de residência;
  • Para os candidatos já registados nos centros de emprego, a possibilidade de acederem ao pedido de emprego; comunicarem as alterações que pretendem ver registadas; comunicar a obtenção de emprego; comunicar a alteração de morada; solicitar a obtenção de declarações para Isenção da Taxa Moderadora ou comprovativa da sua situação face ao emprego;
  • Consulta de ofertas de emprego, para trabalhar em Portugal ou no estrangeiro, no sector privado ou na Administração Pública;
  • Candidatura directa às ofertas de emprego ;
  • Divulgação de CV com possibilidade de introdução de alterações, sempre que necessário para melhorar as perspectivas de emprego e sua submissão a entidades com ofertas de emprego;
  • Utilização de gestor automático de ofertas de emprego que permite a notificação por e-mail sempre que existam ofertas ajustadas aos critérios de pesquisa que seleccionou;
  • Aquisição de técnicas de procura de emprego, importantes para o sucesso na obtenção de um emprego;
  • Informação sobre apoios no âmbito do emprego e acesso aos respectivos formulários.
Como muitos cidadãos deste país vejo-me na necessidade de consultar este portal diariamente, até porque o Centro de Emprego mais próximo fica a mais de vinte quilómetros, numa zona onde os transportes públicos além de poucos, são caríssimos.

No entanto no passado dia 02OUT2010, ao aceder ao portal não encontrei os concelhos de Grândola e de Alcácer do Sal.

Como a situação se mantinha no dia 06OUT2010, desloquei-me ao Centro de Emprego de Alcácer do Sal, onde me afirmaram desconhecer o que se passava, tendo-me apresentado em papel as ofertas disponíveis, que coincidiam com as últimas disponíveis no site e não se enquadravam no meu perfil.

Voltando a casa, optei por enviar uma mensagem ao portal inquirindo a razão de ser desta ausência de dois concelhos:
 
Recebi esta resposta: 
Voltei a insistir: 
Recebendo esta resposta:
Fiquei boquiaberto! Então não existem ofertas disponíveis nestes dois concelhos? Então as ofertas que me foram apresentadas no Centro de Emprego de Alcácer do Sal, no dia 06OUT2010, e que estavam disponíveis no Portal na última semana de Setembro não existiam?

É óbvio que o sistema falhou algures no Portal, mas em vez de se preocuparem em repará-lo, ou de explicarem as razões da falha, 'descobrem' que não existem ofertas de emprego em dois concelhos, um deles o segundo maior em área territorial do país!!!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Exposição

Este é sem dúvida o tema mais importante de todo o curso. Aqui está a chave para entender como manejar tudo o que até agora temos visto e tudo o que vem detrás. Este tema marcará um antes e um depois. Pode ser que repita várias vezes o mesmo com outras palavras (ou inclusive com as mesmas), é preciso que entenda isto, a partir deste momento será capaz de fixar os conceitos para sempre.

Comecemos…

Quando faz uma foto a luz está aí. É uma quantidade de luz concreta que o fotómetro da nossa câmara é capaz de medir.

Para fazer a foto temos que ajustar a nossa câmara de forma que sejamos capazes de captar essa luz.

A exposição de uma foto é o equilíbrio entre a abertura do diafragma, o tempo de exposição e a sensibilidade do sensor para captar correctamente a luz existente que o fotómetro mediu.

Vamos repetir a frase anterior para recordá-la.

  • A câmara mede quanta luz há graças ao fotómetro.
  • Com esta medida ajustamos quanta luz deixamos passar pela objectiva com a abertura do diafragma.
  • Ajustamos o tempo que a luz vai estar alcançando o sensor com o tempo de exposição.
  • E ajustamos que quantidade de luz é capaz de absorver o sensor ajustando a sua sensibilidade.

Esses são os 3 elementos que influem em conseguir que a câmara capte a luz existente.

Tudo isto pode parecer muito complicado, porque são 3 coisas (e nós que pensávamos que era simplesmente disparar e pronto). Sem dúvida a câmara é capaz de calcular os valores óptimos (ou o que ela entende como óptimos) para cada um destes 3 parâmetros em modo automático, ou bem nós podemos escolher manualmente um ou dois dos parâmetros e que a câmara calcule automaticamente os demais. Também podemos trabalhar de modo totalmente manual, onde o fotógrafo elege absolutamente todos os parâmetros. Isto o explicarei mais adiante no capítulo modos de disparo.

Se a câmara capta a luz existente fielmente diremos que a toma está exposta.

No caso de ter captado menos luz que a real diremos que está subexposta e ficará escura.

No caso contrário, a foto estará sobreexposta e ficará clara. 
A exposição é pois uma combinação da abertura de diafragma, do tempo de exposição e da sensibilidade do sensor. Se alteramos um destes três, isto afectará os demais parâmetros. A quantidade de luz (a não ser que usemos um flash ou lanternas) não varia, então:
  • Se aumentamos a abertura de diagrama e queremos que a foto fique exposta teremos igualmente que reduzir o tempo de exposição ou a sensibilidade. Com poucas palavras, ao abrir o diafragma entra mais luz no sensor, portanto teremos que reduzir o tempo que a luz está alcançando o sensor ou a sensibilidade deste.
  • Se aumentamos o tempo de exposição, reduziremos a abertura do diafragma ou a sensibilidade. Com poucas palavras, ao aumentar o tempo de exposição a luz está alcançando mais tempo o sensor, então teremos que deixar passar menos luz ou baixar a sensibilidade do sensor.
  • Se aumentamos a sensibilidade, reduzimos a abertura do diafragma ou o tempo de exposição. Uma vez mais, com poucas palavras, se o sensor é capaz de captar mais luz porque é mais sensível a esta, teremos que deixar passar menos luz ou deixar que passe durante menos tempo.
Se compreendeu isto já pode dizer que sabe fotografia, outra coisa é como as faz.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Acesso mais rápido à Memória


O Pentium é capaz de aceder a memória usando palavras binárias de 64 bits, o dobro do 486, que acede a 32 bits. Este recurso permite que sejam lidos 8 bytes por ciclo, ao invés de apenas 4, dobrando a velocidade de acesso à memória. Isto diminuiu bastante o antigo problema de lentidão das memórias, mas apenas provisoriamente, pois logo surgiram processadores Pentium utilizando multiplicadores de relógio cada vez mais altos. 
Como a maioria das placas para processadores Pentium utiliza módulos de memória de 72 vias, que são módulos de 32 bits, é preciso usa-los em pares. O processador acede a cada dupla como se fosse um único módulo, chegando aos 64 bits necessários. 
Mesmo com a capacidade de aceder a memória a 64 bits e sendo composto internamente por dois processadores de 32 bits, o Pentium continua sendo um processador de 32 bits. Estes novos recursos servem apenas para melhorar o desempenho do processador.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Barbus comizo, Cumba

Taxonomia
Actinopterygii, Cypriniformes, Cyprinidae.

Tipo de ocorrência
Residente. Endémica da Península Ibérica.

Classificação
EM PERIGO . EN (B1ab(iii)+2ab(iii))
Fundamentação: Espécie com extensão de ocorrência e área de ocupação muito reduzidas, inferiores a 350 km2 e 150 km2, respectivamente. Verifica-se uma elevada fragmentação e admite-se que tem havido um declínio da área, extensão e qualidade do habitat.

Distribuição
O cumba encontra-se nas bacias hidrográficas do Tejo e Guadiana. Em Espanha há também citações para a bacia hidrográfica do Ebro e para a zona inferior da bacia hidrográfica do Guadalquivir, áreas de onde parece ter-se extinto (Doadrio 2001a).

Em Portugal, citações recentes para a bacia hidrográfica do Tejo registam a sua ocorrência apenas no rio principal e nas sub-bacias dos rios Sorraia, Ocreza, Ponsul e Erges (Collares-Pereira et al. 1995, Ferreira & Oliveira 2000, INAG 2000a), indicando uma fragmentação acentuada. Na bacia hidrográfica do Guadiana encontra-se no rio principal e principais sub-bacias (Collares-Pereira et al. 2000a, Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a).

População
Calcula-se que o número de indivíduos maduros seja superior a 10.000 e que o seu efectivo possa ter sofrido uma redução inferior a 30% nos últimos 28 a 31 anos. Os efectivos desta espécie recolhidos na bacia hidrográfica do Guadiana (Collares-Pereira et al. 2000a, Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a) revelaram um declínio continuado e uma flutuação de magnitude de quatro vezes, pelo que, devido às características desta bacia hidrográfica, há a possibilidade de ocorrerem flutuações acentuadas (de magnitude superior a dez vezes) no número de indivíduos maduros entre anos hidrológicos extremos. Apesar desta espécie ocorrer em albufeiras (Ferreira & Godinho 2002), poderá ainda verificar-se um declínio continuado do número de indivíduos maduros devido à redução ou degradação do habitat com a implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva. A espécie é considerada escassa nas bacias onde ocorre (Doadrio & Perdices 1998, Tiago et al. 2001).

Habitat
Ocorre em rios ou ribeiras, permanentes ou intermitentes, geralmente em cursos de água de ordem elevada, em zonas mais profundas do que os outros barbos ibéricos, em especial os indivíduos de maiores dimensões (Godinho et al. 1997, Doadrio & Perdices 1998, Pires et al. 1999, Godinho et al. 2000, Filipe et al. 2004). Está também presente em albufeiras (Ferreira & Godinho 2002, Almaça & Banarescu 2003a). Supõe-se que esta espécie efectue migrações sazonais, tal como o barbo do Sul B. sclateri (Rodriguez-Ruiz & Granado-Lorencio 1992) e que para desovar necessite de águas com alguma velocidade de corrente, substrato de cascalho e sem ensombramento, tal como o barbo de Steindachner Barbus steindachneri e o barbo-de-cabeça-pequena Barbus microcephalus (Costa et al. 1988).

Factores de Ameaça
O principal factor de ameaça é a degradação do habitat, provocada sobretudo pela construção de barragens, alteração do regime natural de caudais, captação de água, extracção de inertes, degradação da qualidade da água e também a introdução de espécies não indígenas (Collares-Pereira et al. 2000a), a qual poderá ter efeitos a nível da competição, predação ou como via de disseminação de agentes patogénicos. É de realçar a redução e degradação generalizada do habitat na bacia hidrográfica do Guadiana, resultante da construção de diversas barragens (Odeleite, Enxoé, entre outras) e actualmente pela implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva.

Medidas de Conservação
Esta espécie está abrangida pela legislação nacional e internacional de conservação. Vários locais da bacia hidrográfica do Guadiana foram designados para a lista nacional de sítios ao abrigo da Directiva Habitats devido à sua presença, entre outros valores, mas carecem ainda de medidas de ordenamento e gestão dirigidas à espécie. O cumba foi também abrangido nos estudos sobre a comunidade piscícola da bacia hidrográfica do Guadiana efectuados no projecto LIFE-Natureza dirigido para o saramugo Anaecypris hispanica (Collares-Pereira et al. 2000a) e sobre as medidas de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). Algumas acções de manutenção e conservação do habitat (nomeadamente na melhoria da qualidade da água e algum controlo das extracções de inertes) têm sido efectuadas mas necessitam ser reforçadas.

É necessária a recuperação das zonas mais degradadas e o controlo das espécies não-indígenas, medidas previstas nos Planos de Bacia Hidrográfica do Guadiana e do Tejo (INAG 1998, 2000a), no Plano de Gestão do Saramugo (Collares-Pereira et al. 2000b) e no estudo de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a).

As medidas preconizadas na Directiva-Quadro da Água deverão atingir a melhoria permanente da qualidade dos habitats aquáticos. Devem ser minimizados os impactos de infra-estruturas hidráulicas implantadas ou a implantar, através do restabelecimento da conectividade entre populações e da manutenção dos caudais mínimos, especialmente durante a época estival. Em particular, devem ser evitadas ou controladas as captações de água durante esta época, nomeadamente nos pegos. Outras medidas necessárias são o controlo da extracção de inertes, a gestão sustentada da pesca e a melhoria da sua fiscalização e ainda a sensibilização do público para a conservação dos ecossistemas aquáticos. É necessário aumentar os conhecimentos sobre a biologia e ecologia desta espécie, monitorizar os seus efectivos populacionais (em particular nos rios principais) e a eficácia das medidas de conservação a implementar.

Notas
A identificação específica de alguns indivíduos deste género é por vezes dificultada por fenótipos intermédios que poderão ser resultantes de hibridação.

Outra bibliografia consultada
Almaça (1967,1984); Doadrio (1988); Kottelat (1997).

in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Objetivos do acampamento

Os objectivos de um acampamento são:

(a) satisfazer o desejo do jovem pela vida ao ar livre do Escutismo e

(b) colocar-lo completamente à disposição do Chefe Escuteiro por um período definido para o treinamento do carácter, iniciativa, desenvolvimento físico e moral.
 
Estes objectivos se perdem em grande parte quando o acampamento é grande. A única disciplina que pode ser aprendida é a forma militar de disciplina colectiva, que tende a destruir a individualidade e iniciativa, invés de desenvolvê-las. Como há muitos jovens no terreno, o treinamento militar é extenso, ocupando o lugar das práticas escuteiras e estudo da natureza.

Assim resulta que os acampamentos escuteiros devem ser pequenos – não mais que uma tropa acampando juntos, e cada patrulha deve ter sua barraca a alguma distancia da outra (no mínimo 100 jardas - 90 metros) dos outros. Isto tem em vista desenvolver a responsabilidade dos líderes de patrulha com sua unidade em particular. A localidade do acampamento deve ser escolhida para estas instalações Escuteiras.

Outubro de 1909


Pensamentos de B-P
contribuições de Baden-Powell para "The Scout"

domingo, 3 de outubro de 2010

Os absurdos legais

Comprei hoje uma nova réplica para a prática de airsoft, uma réplica daquela que considero uma das melhores pistolas do mundo, a Walther P99, neste caso fabricada pela Umarex.

Quando chegou às minhas mãos era uma réplica impressionante, com este aspecto:
 
Infelizmente a lei portuguesa obrigou-me a transformá-la numa réplica com este aspecto horripilante: 
Assim sempre que a usar em jogo, estarei devidamente camuflado, mas com alvo vermelho bem visível na minha coxa: 
Em que é que este acto transformou Portugal num país mais seguro? Não faço a mínima ideia, mas os nossos políticos assim o entenderam e em 2009 aprovaram um absurdo legal que me obriga a deteriorar desta forma o aspecto visual de uma réplica de uma arma belíssima...