domingo, 7 de novembro de 2010

A petição do airsoft

A petição do airsoft deu já entrada no parlamento, com 1051 assinaturas...

Neste momento decorre a verificação das assinaturas, previ uma taxa de 5% para falhas, se essa previsão não tiver pecado por defeito, será agendada uma audição perante o deputado relator e a petição será divulgada no diário do Parlamento.

Teremos de aguardar, se infelizmente a taxa de falhas nas assinaturas for superior aos 5%, as assinaturas válidas ficarão abaixo do plafond de 1.000 assinaturas e a comissão decidirá sobre o conteúdo da petição sem qualquer audição e pior ainda sem qualquer divulgação da nossa pretensão.
Mas aí não poderemos culpar o Parlamento pelo insucesso da nossa petição, os culpados serão os jogadores de airsoft em Portugal porque:
  1. Se alhearam da mesma e não assinarem;
  2. Agiram irresponsavelmente e nem se deram ao trabalho de assinar com dados legítimos:
Só nos resta aguardar, na certeza de que teremos três opções:
  1. Se a nossa petição for aprovada:
               
  2. Se a lei actual se mantiver em vigor:
        
  3. Se não for corrigida a proposta de alteração da lei do CDS-PP:

sábado, 6 de novembro de 2010

Domingo no Alentejo

O suplemento GPS da revista Sábado de 04 a 10 de Novembro de 2010, dedica o dia 07 de Novembro, domingo, ao Alentejo.
Produto regional:
POEJO MONTEMORENSE
€9,80 a garrafa

O afamado licor é uma das atracções do Festival das Sopas. Participe sem receio na prova de poejo, bem como na de outro produto da destilaria montemorense: o granito.

A EXPOSIÇÃO segue já na sua 16ª edição
16h00
Artes plásticas do mundo

Se seguiu pela auto-estrada, faça um desvio em Vendas Novas para visitar a 16ª edição da Exposição Internacional de Artes Plásticas. No auditório municipal da cidade, veja pintura, escultura, mas também o registo audiovisual de 212 artistas internacionais.

19h00
Descubra sopas com história
 

Já na sétima edição, a cidade de Montemor-o-Novo promove mais um festival das sopas. Entre no pavilhão do Parque de Feiras e Exposições, agarre numa colher e numa tigela e parta para a escolha das suas sopas alentejanas preferidas. De tomate, agrião, hortaliça ou com beldroegas, mas também caldo-verde, sopa da panela ou à lavrador são algumas das especialidades alentejanas que poderá saborear.
Acompanhe com umas fatias de queijo ou enchidos do Alentejo. Veja a exposição do festival.

A SOPA regressou à mesa dos portugueses
20h00
No recinto do Festival de Sopas veja a exposição Memórias do Lagar do Escoural, espaço histórico daquela localidade encerrado desde 1995. Pode ver um filme e várias fotografias.

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O suplemento também refere uma outra feira que ocorre em Grândola, mas como se trata de uma feira com entrada paga, por conseguinte com objectivos comerciais, a sua publicitação não se enquadra nos objectivos de divulgação deste blog, até porque no ano transacto alguns dos visitantes queixaram-se de ter adquirido a preços elevados produtos que não correspondiam às suas expectativas...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Métodos de focagem

Tendo em conta que é frequente os objectos moverem-se, as câmaras DSLR actuais tem isso em conta e nos permitem vários métodos de focagem que podemos configurar. Se não sabia isto provavelmente agora mesmo está pensando em ler o manual da sua câmara, e sim deveria fazê-lo.
  • Aufo‐focus simples: Consiste em que ao apertar o botão de disparo levemente a focagem fique bloqueado até que dispare. A câmara só foca uma vez. Este método utiliza-se para fotografias estáticas e instantâneas.
  • Auto‐focus Ao Foco: Consiste em que ao apertar o botão de disparo levemente o sujeito fica focado e se este se move de repente a câmara re-foca. Este modo utiliza-se para motivos que se movem de forma imprevisível, como crianças, animais, etc…
  • Auto‐focus Ao Servo: Consiste em que enquanto se aperta o botão de disparo a câmara foca continuamente. É um método muito útil quando o sujeito se move constantemente, como desportos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Do MMX ao Pentium II

O 8086 foi lançado em 79, doze anos antes do Pentium MMX, lançado em 97. Doze anos na indústria de semicondutores, corresponde a 3 ou 4 gerações de processadores, uma eternidade.

Mas, de 97 para cá, as coisas começaram a avançar ainda mais rápido. Em parte por causa da concorrência entre a Intel, AMD, Cyrix, a novata Transmeta e até empresas como a IBM e a Motorola, que também fabricam chips, apesar de não directamente para o mercado de PC's.

Outro factor importante é o aumento no número de processadores vendidos. Na década de 70, os poucos computadores pessoais que podiam ser encontrados à venda, eram produzidos quase que artesanalmente e vendiam algumas centenas de unidades por mês. Hoje em dia, empresas como a Dell vendem milhões de PC's todos os anos. Com este crescimento astronómico, foi natural que os investimentos no desenvolvimento de novos processadores aumentassem na mesma proporção.
 
Durante a década de 70, uma fábrica de microchips não custava mais do que alguns milhões de dólares. Hoje em dia, uma fábrica capaz de produzir processadores de ponta, não sai por menos de 3 biliões de dólares. É mais do que o PIB de muitos países.

Apesar tudo, o preço dos processadores vem descendo. Hoje em dia, processadores como o Duron e o Celeron custam menos de 100 dólares por unidade. O desempenho claro, é inferior ao dos processadores topo de linha, que custam 300 ou 400 dólares, mas é muito maior do que tudo o que vimos até agora. No futuro, os processadores se tornarão cada vez mais baratos e terão incorporadas cada vez mais funcionalidades.

É só ver o caso do coprocessador aritmético e da memória cache. Na época do 386, ambos eram espetados na placa mãe, enquanto hoje em dia são componentes “de fábrica” mesmo nos processadores mais simples.
 
Componentes que hoje são adicionados na forma de placas de expansão ou fazem parte do chipset da placa mãe, como vídeo, som, rede, etc. mais cedo ou mais tarde também serão incorporados aos processadores. Continuarão existindo placas de alto desempenho para quem tiver interesse, mas graças à integração, será possível montar PC's básicos muito mais baratos do que os actuais.

Mesmo um processador de baixo custo, como todos estes componentes integrados, será muito mais rápido que um actual. Não estou falando de mais 12 anos, mas de apenas mais 2 ou 3 anos. As coisas agora estão avançando mais rápido lembra-se? :-)

Mas, vamos encerrar nosso exercício de futurologia por enquanto. Mais adiante teremos várias outras oportunidades para exercitar nossa imaginação.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Balaenoptera musculus, Baleia-azul

Taxonomia
Mammalia, Cetacea, Misticeti, Balaenopteridae.

Tipo de ocorrência
Açores: Visitante.

Classificação
Açores: EM PERIGO . EN (A1abd) (adopção da categoria IUCN (1994))
Fundamentação: A espécie teve uma redução do tamanho da população de pelo menos 50% nos últimos 60-75 anos.

Distribuição
A baleia-azul ocorre em todos os oceanos, nos dois hemisférios. A sua distribuição é cosmopolita, principalmente ao longo do limite das plataformas continentais (Leatherwood & Reeves 1983, Evans 1987).

Nos Açores, está presente durante a Primavera e início do Verão (dados não publicados, DOP . Univ. Açores), provavelmente em migração para latitudes mais altas.

População
São consideradas três populações principais: a do Pacífico Norte, a do Atlântico Norte e a do Hemisfério Sul (Leatherwood & Reeves, 1983 Evans 1987). No Atlântico Norte, para efeitos de gestão, são consideradas duas subpopulações (a do Atlântico Noroeste e a do Atlântico Nordeste), mas ainda há poucos dados que corroborem esta divisão (Best 1993, Clapham et al. 1999). Não existem estimativas de abundância robustas para a espécie, nem se conhece com exactidão a sua tendência populacional.

Habitat
A baleia-azul é encontrada numa grande variedade de habitats, desde áreas costeiras a águas pelágicas longe de costa (Clapham et al. 1999). Nos Açores, tem sido avistada perto da costa ou em associação com montes submarinos (dados não publicados, DOP - Univ. Açores).

Factores de Ameaça
Embora a captura desta espécie tenha cessado, não se sabe se as populações estão a recuperar da redução devida à sobre-exploração, sendo possível que a densidade de animais em algumas populações seja demasiado baixa para permitir uma recuperação efectiva.

Colisões com navios e capturas acidentais em redes de pesca poderão causar algum impacto populacional mas a amplitude destas ameaças é desconhecida (Perry et al. 1999).

Nos Açores, as actividades de observação de cetáceos, poderão causar alguma alteração comportamental, mas não deverão constituir uma fonte de ameaça à conservação da espécie.

Medidas de Conservação

Nos Açores, para além da legislação internacional em vigor, foi criada regulamentação para a actividade recreativa e comercial de observação de cetáceos. Estão a ser realizadas campanhas de educação e sensibilização ambiental, no âmbito de projectos de investigação diversos.

Outra bibliografia consultada
IUCN (2004a); Reeves et al. (compilers) (2003).

in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Treinamento de Escoteiros

Quando eu visito um distrito para inspeccionar Escoteiros, uma grande parada é formada, com o máximo possível deles, pois esta é a única maneira de um grande número ser visto de uma só vez. Penso que precisamos ter todo o tacto – os Escoteiros, Dirigentes e eu – quanto a isto, afinal de contas, uma parada formal realmente não dá oportunidade de testar as qualidades individuais dos jovens e chefes.

Sempre que posso dispor de uma hora ou duas, faço questão de assistir aos Escoteiros nas suas actividades fora das luzes de uma inspecção formal.
 
Tenho feito bastante isto ultimamente, sem o conhecimento formal da Unidade interessada, e notei um ou dois pontos interessantes.

Em geral fiquei bastante contente com o que vi, mas não preciso discorrer sobre isso. Quero mostrar pontos onde penso que melhorias podem ser feitas, e estou certo que os Chefes Escoteiros não pensarão que estou escrevendo com espírito de crítica, mas com o desejo exclusivo de ajudar em suas tarefas.
 
Em primeiro lugar, muitos Chefes Escoteiros parecem ter lido o Scouting for Boys uma vez, deixando-o então por outras formas de treinamento, algumas não muito boas para os jovens. Como escrevi antes, o grande objectivo deve ser mantido antes de tudo, considerando que alguns chefes partiram para treinamentos os quais estavam mais familiarizados, mas que não tem nenhuma referencia com a formação do carácter individual dos rapazes. 
Muito treinamento, pouca actividade de campo é uma falha comum. Fazer os rapazes disciplinados utilizado suas próprias capacidades é o nosso objectivo – muito no princípio da habilidade do marinheiro e não tanto na máquina - à semelhança da vida rotineira do soldado. Adopte as linhas do manual e se desenvolva nelas.

Junho de 1910.

Pensamentos de B-P
contribuições de Baden-Powell para "The Scout"

domingo, 31 de outubro de 2010

Smith & Wesson 629 .44 Magnum Classic 8" - Tanaka

Eu estava calmamente navegando um dia pelas lojas airsoft, quando reparei que a Tanaka tinha lançado um novo revolver metalizado. Este não era o revolver Umbrella que atraiu muitas atenções, mas uma versão do S&W 629 com cano de 8".

Carregando um cano de 8", a Redwolf (com a sua habitual grandiosidade) afirma que é "facilmente o mais potente revolver de airsoft disponível" (ou qualquer coisa muito similar). Sendo um grande fan do 6.5", senti que tinha realmente de TER esta arma e a Guns N Guys (o fornecedor favorito) estava oferecendo-a com um excelente preço, fiz a encomenda de imediato!
 
Na caixa
A caixa foi modificada pela Guns N Guys para acomodar a corrediça de metal que encomendei para a minha G18C, mas basicamente a caixa e acessórios eram idênticos à versão 6,5" azulada que eu já tinha.
 
Tal como a arma , vinha um 'speedloader' da Tanaka (como muitos, eu normalmente não me importo com isso, coloco as BB's manualmente na abertura do cilindro), o essencial adaptador da válvula do gás (sabe bem saber que terei dois) e um fino O-Ring, que actualmente não faço ideia para que serve...

Primeiras impressões
O acabamento na arma metalizada é muito diferente da azulada. É muito próximo em aparência ao acabamento metalizado mate da Marushin Raging Bull e parece, pelo menos neste estado inicial, mais resistente que o azul (e, pelo que ouvi, o acabamento totalmente cromado).
 
O acabamento da arma é muito bom, no seu todo, e parece maior do que uma Raging Bull, no entanto suspeito que isto se deve ao cano mais fino. A arma vem com o que parece autênticos punhos de borracha Hogue, mas na arma verdadeira os punhos são rectos.

As peças metálicas externas incluem, as miras, o cão, o gatilho, o botão de segurança/fechar cilindro e o próprio cilindro.

Análise mais detalhada
Esta arma é tecnicamente muito similar ao meu M29 6.5" azulado. Além da cor e dos punhos Hogue, a diferença mais notável é o comprimento e forma do cano. Quando o 6.5" apenas tem uma curta cobertura para o pino do extractor (que, ao contrário dos das armas da UHC ou Marushin, não funciona), o Classic tem uma cobertura que se estende numa fina barra em todo o comprimento do cano.
 
O cano vem gravado com as legendas "Smith & Wesson" e ".44 Magnum" (isto debaixo da protecção do cano) no lado esquerdo e "629 Classic" no direito. A armação tem as mesmas marcas que o modelo 6.5 com o logo S&W debaixo do cão (parcialmente tapada pelo punho Hogue) e "Made in Japan" "Marcias Registradas" "Smith & Wesson" "Tanaka A S G K" debaixo umas das outras na parte baixa da armação no lado direito. 
O M629 é 100grs mais leve que o Taurus Raging Bull, apesar das suas dimensões similares e, no entanto melhor do que o Marushin, o punho Hogue (alguém sabe se é um genuíno? Se não é eles tiveram muito trabalho, reproduzindo até o número da patente) tem uma ligeira sensação de vazio nele. Talvez isto esteja na natureza daqueles punhos de borracha num revólver, pois os verdadeiros Hogues no meu JAC Hi Power não transmitem essa sensação. Por isso, rapidamente substitui os Hogue com os punhos em madeira maiores que podem ver em algumas destas fotos.

Num exame mais detalhado, é claro que o acabamento do cano não é perfeito. Existem ligeiras marcas de tinta 'primário laranja' e o que parecem ser pinceladas noutros locais. Isto não é óbvio e requer uma análise detalhada, mas o acabamento não está ao nível do acabamento excelente da versão azulada, no entanto, como eu já tinha observado, é muito mais resistente, não mostrando marcas da utilização inicial, ao contrário do azulado. O acabamento da armação, no entanto, parece ser quase perfeito.

Impressões de tiro
Eu lembro-me de disparar o meu 6.5" pela primeira vez e ser surpreendido pelo som, mas fui de novo surpreendido quando disparei o 8". Esta é de longe a arma de airsoft mais ruidosa que já ouvi.
 
Efectuei o meu teste standard de 5m usando BB's 0.25grs e gás AE Winter.
O primeiro tiro saiu baixo, provavelmente devido a não estar familiarizado com o balanço da arma e ter sido muito rápido com o primeiro tiro, mas depois de fixar a arma na minha mão, os seguintes 5 tiros agruparam-se muito próximos do ponto de mira, com um raio de 2 polegadas (5 cm). Mesmo o que saiu fora apenas aumentou isto para um raio de 3 polegadas.
 
A precisão do 8" ultrapassou as expectativas, sem nenhum dos problemas de alinhamento do cano interno que algumas pessoas mencionaram.

Conclusões
No geral, o 629 Classic 8" é outro magnifico revolver.
É ligeiramente inferior ao azulado (e provavelmente às armas cromadas), mas se quer um revolver metalizado onde o acabamento fica no coldre e outros locais, você vive com o facto de que a arma não passa numa análise standard com uma lupa. Comparada com a maioria das armas metalizadas, o acabamento continua a ser excelente e os punhos Hogue estão muito à frente dos do Marushin Raging Bull.

A performance é o ponto máximo do revolver Tanaka PEGASUS, duro, e mais uma vez, o 629 Classic deixa isso longe. A precisão é excelente, facilmente ao nível das melhores GBB's e com uma potência provavelmente um pouco superior.
 
O sistema PEGASUS - o gás vai no cilindro (aqui no cimo à direita) com BB's - 'Cápsulas' apenas para efeito e ficas no cilindro.

Eu comprei esta arma na Guns N Guys e eles estão vendendo-a a um excelente preço. Os revolveres Tanaka são armas de alta qualidade a excelentes preços, mas valem cada cêntimo.

Pessoalmente, eu acredito que a Tanaka, com os seus revolveres M29, faz as melhores armas de arisoft hoje disponíveis.

Peso : 840grs
Realismo : ****
Qualidade : ****
Potência : ******
Precisão : *****


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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A chuva chegou

A chuva chegou em força ao litoral alentejano, estragando provavelmente os planos de muita gente para o fim de semana prolongado que se avizinha.

Mas nem todos os seres vivos se incomodam com esta alteração climática, um exemplo claro disso é o meu cão, que tranquilamente se mantém deitado no quintal, mantendo deserta a sua abrigada e seca casota.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Focagem

Falando em termos de óptica podemos dizer que focar é fazer coincidir os raios da luz que incidem na câmara num ponto chamado foco, que por sua vez coincidirá com o sensor da câmara.

Praticamente falando podemos dizer que focar é deixar nítido aquilo que está a uma distância concreta. Assim, se focamos alguém na realidade ficará focada essa pessoa e tudo o que se encontra à mesma distância da câmara que esta. Este conceito é importante. Quando focamos estamos focando uma distância. Assim, se focamos a uma distância e o sujeito se move antes de disparar, devemos re‐focar porque a distância do sujeito terá variado.
Existem outros conceitos que influem na nitidez dos objectos numa cena, como a profundidade de campo ou a distância hiperfocal, que veremos em temas posteriores.

Podemos utilizar a focagem manual e focar nós mesmos utilizando o dial da objectiva, ainda que geralmente é muito mais cómodo e rápido deixar que a câmara foque por nós. A maioria das vezes será mais precisa que os nossos “imperfeitos” olhos (que ninguém se sinta ofendido).

As câmaras antigas só permitiam autofocar no centro da cena. Sem dúvida as câmaras DSLR actuais dispõe de vários pontos onde podem focar. Isto facilita focar quando o nosso sujeito não está centrado na imagem, como na seguinte imagem.
 
Em modo automático pomos a câmara para que esta escolha por nós o ponto de focagem ou que o façamos nós mesmos. Este é o método mais preciso, se bem que aquelas fotografias onde haja muito movimento (por exemplo desportos) pode resultar especialmente difícil pararmos a escolher o ponto de focagem. Nesse caso é mais recomendável deixar que a câmara escolha por nós onde focar, que geralmente é o objecto mais próximo que coincida com um dos pontos de focagem. Sem dúvida, naqueles casos onde podemos parar um segundo a escolher o ponto de focagem é mais que recomendável fazê-lo. Na seguinte imagem vemos como no modo totalmente automático a câmara foca a mão de Mário porque é o que mais próximo tem. Sem dúvida, na minha opinião, o interesse está no olho, que é o que transmite. Aqui deveria haver escolhido manualmente o ponto de focagem e focar no olho. 
Que devemos focar? Pois isso depende da criatividade de cada um e da intenção do fotógrafo. Se bem que, geralmente se foca o objecto que queremos destacar sobre o resto. Também dependerá muito do tipo de fotografia. Em retratos se costuma focar os olhos, em paisagens se deve focar a distância hiperfocal para conseguir a máxima nitidez, etc…

No seguinte exemplo ajustei o ponto de focagem no olho. Se tivesse deixado a câmara escolher o ponto de focagem provavelmente teria focado as mãos.