sábado, 13 de novembro de 2010

Zeta-Lab M9A1 Bazooka

A Bazooka foi uma arma lançadora de foguetes, sem recuo, transportável por um homem, introduzida na II Guerra Mundial. Também referida como o "Stovepipe", a inovadora bazooka estava entre a primeira geração de armas lança foguetes anti-tanque usada pela infantaria em combate. Utilizando um forte motor de foguete para a propulsão,  ela permitia que uma variedade de ogivas fossem disparadas contra veículos de combate, ninhos de metralhadoras, e bunkers fortificados num raio fora do alcance do normal lançamento de granadas e minas. A alcunha universalmente aplicada tem a ver com a semelhança entre as variantes do M9 com o instrumento musical tubular como o mesmo nome, senão pelo menos com a óbvia semelhança com um tubo de metal e o som que ele faz.
Esta arma monstruosa é realmente imensa; com um comprimento total de 155cm/61 polegadas é o tamanho de de metade das estrelas de Hollywood e pesa 7.8 kg / 17 lbs. quase tanto como uma bicicleta. A arma toda em metal não é um tubo de metal fraco, é sólido em todo o comprimento com excepção da sua capacidade de ser separado em duas peças para transporte e armazenamento, cada peça com cerca de 775mm / 30 polegadas cada e um peso de 2.8kg / 6 lbs e 5 kg / 11lbs. O tubo interno é extraído como uma cápsula, mas não se parece nem de longe com uma, uma prudente medida de segurança; o tubo é carregado com uma cápsula 40mm Moscart (uma incluída) e serve como lançador de granadas de dispersão.
Admitimos que esta arma é simplesmente muito grande e pesada para um uso sério em airsoft, a não ser que o jogador em questão seja um jogador muito empenhado. Obviamente melhor usada em cenários da II Guerra Mundial, pode ser usada em jogos de cenário ou sem ser em jogo em usos teatrais/cinematográficos pois uma Bazzoka de Airsoft é sem dúvida mais barata e fácil de adquirir e certamente infinitamente mais segura de operar. Sem dúvida, chamará bem a atenção como peça de exposição também.
Para uso em treino e demonstração, este modelo é uma escolha ideal porque possui o mesmo tamanho e peso aproximado do lançador real M9A1 com as mesmas características interactivas, sem a capacidade de realmente matar pessoas, embora numa pequena distância as possa magoar.
in RedWolf Airsoft

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Distância mínima de focagem

Cada objectiva tem uma distância mínima entre a objectiva e o sujeito, por debaixo da qual não é capaz de focar.
Os zooms de grande alcance (por ex. 70‐300) tem uma distância mínima maior que as objectivas de menor alcance (por ex. 28‐80). 

A distância mínima pode reduzir-se para fotografias próximas com lentes de aproximação. As objectivas específicas para fotografia macro tem distâncias mínimas de focagem muito baixas.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pentium MMX

Não existem muitas diferenças entre o Pentium 1 e o MMX. Como o nome já sugere, a principal modificação foram as instruções MMX, que segundo o marketing feito pela Intel na época, seriam suficientes para aumentar de forma considerável o desempenho do processador em aplicativos que envolvem multimédia.

O problema é que as instruções MMX ajudam apenas em aplicativos optimizados. É necessário que o programador altere o código do programa, substituindo as instruções x86 padrão por instruções MMX, recompile e redistribua o programa, um processo que exige muito trabalho e custa dinheiro. Mesmo os programas lançados depois do MMX, nem sempre são optimizados para as novas instruções.
Para não depender apenas das novas instruções, a Intel aumentou o cache L1 do processador, de 16 para 32 KB. Com isto, o MMX passou a ser um pouco mais rápido do que um Pentium 1 da mesma frequência, mesmo nos programas sem optimização. Lembre-se que naquela época o cache L2 do processador ainda fazia parte da placa mãe e operava a apenas 66 MHz. Um cache L1 competente era essencial.

A Intel lançou também, modelos de processadores MMX Overdrive, que podem substituir os antigos processadores Pentium de 75, 100 ou 120 MHz com a simples troca do processador. O problema é que estes processadores eram mais caros e difíceis de encontrar, assim como os overdrives anteriores. Novamente uma péssima opção de upgrade, já que o overdrive chegava a custar mais caro que um MMX “normal” junto com uma nova placa mãe.
Como funcionam as instruções MMX

O Pentium é um processador que trabalha com palavras binárias de 32 bits. O problema é que muitas vezes é preciso realizar cálculos utilizando dados de 8 ou 16 bits, que são utilizados principalmente por programas de edição de imagem ou som. Pela lógica, seria possível processar quatro palavras de 8 bits ou duas de 16 de cada vez, mas na prática, o processador é capaz de processar apenas um valor de cada de cada vez, independentemente do número de bits. A soma de dois números de 8 bits demora tanto quanto a soma de dois números de 32 bits, simplesmente os bits adicionais do processador não são utilizados.


As instruções MMX, permitem juntar várias palavras binárias de 8 ou 16 bits e transformá-las em uma única palavra maior, que pode ser processada (da mesma maneira que seria processada separadamente utilizando as instruções padrão) usando instruções específicas do conjunto MMX.
Para tornar mais fácil a tarefa de adaptar os programas para utilizar as instruções MMX, a Intel optou por adicioná-las ao processador na forma de uma extensão do coprocessador aritmético. Esta arquitectura traz a vantagem de não exigir praticamente nenhuma alteração no projecto do processador, pois o seu funcionamento continua sendo idêntico, apenas sendo “remendado” com as novas instruções.

Um programa antigo, simplesmente ignorará as instruções MMX, e acabará não apresentando nenhum ganho de performance. Para tirar proveito das novas instruções, é preciso que o programador altere o código do programa, alterando suas rotinas para que as instruções MMX sejam utilizadas no lugar das instruções x86 padrão. O ganho de performance real depende da habilidade do programador em detectar onde e como o MMX pode ser usado para tornar a execução do programa mais rápida.
Um golpe de Marketing

Teoricamente, as instruções MMX podem tornar a execução de aplicativos gráficos até 400% mais rápida, já que até 4 palavras de 16 bits poderiam ser processadas de cada vez. Outros programas também poderiam ser muito beneficiados. Na prática porém, os ganhos trazidos pelas instruções MMX são muito menores.


Para começar, apenas algumas das rotinas utilizadas pelos programas podem ser optimizadas, já que a única vantagem trazida pelas instruções MMX é o processamento mais rápido de palavras de 8 ou 16 bits. A maioria das instruções continuam sendo executadas através das instruções x86 padrão. Na prática, apenas 30 ou 40% das instruções executadas pelos processadores de imagens poderiam ser executadas mais rápido, resultando em um ganho de performance em torno de 20 ou 30%.
Trinta por cento de ganho real já não seria uma ganho tão ruim, porém, mais um pequeno problema com as instruções MMX tornam o ganho de desempenho ainda menor.

Como o acesso às instruções MMX é feito através do mesmo barramento utilizado pelo coprocessador aritmético, não é possível aceder ao mesmo tempo a ambos os dispositivos. Ou seja, o programa pode ou executar uma instrução MMX ou uma instrução de ponto flutuante, nunca fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
Para piorar um pouco mais a situação, um certo tempo é perdido para alternar entre o acesso às instruções MMX e o uso do coprocessador aritmético. Como os programas gráficos são muito dependentes do coprocessador aritmético, é preciso constantemente alternar entre as instruções MMX e as instruções de FPU (do coprocessador aritmético) fazendo com que o ganho de performance conseguido através do uso das instruções MMX seja em média de apenas 10 ou 12%.
Vendo o pequeno ganho de desempenho que poderia ser conseguido através do MMX, poucas softwarehouses se interessaram em optimizar os seus programas para as novas instruções. A adesão às instruções MMX foi tão pequena que mesmo hoje, vários anos depois do lançamento do MMX, praticamente pode-se contar pelos dedos os programas realmente optimizados para as novas instruções, sendo que os programas optimizados rodam em média apenas 10% mais rápido.

O MMX é muito mais um golpe de Marketing, do que realmente um melhoramento nos processadores. Apesar dos ganhos anémicos de performance, as campanhas publicitárias da Intel foram tão fortes que obrigaram concorrentes como a AMD e a Cyrix a também adoptar o MMX nos seus processadores, pois caso contrário, simplesmente não conseguiriam vendê-los. Infelizmente, apesar do estardalhaço, as instruções MMX tornaram-se apenas um elefante branco da informática.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Barbus microcephalus, Barbo-de-cabeça-pequena

Taxonomia
Actinopterygii,  Cypriniformes,  Cyprinidae.

Tipo de ocorrência
Residente.  Endémica  da  Península  Ibérica  (Bacia  do  Guadiana).

Classificação
QUASE AMEAÇADO . NT  (B1b(iii)c(iv)+2b(iii)c(iv))

Fundamentação: Espécie com extensão de ocorrência e área de ocupação com valores aproximados de 150 km2 e 120 km2, respectivamente. Admite-se um declínio continuado na área, extensão e qualidade do habitat. Poderão ainda ocorrer flutuações acentuadas no número de indivíduos maduros.

Distribuição
Ocorre na bacia hidrográfica do Guadiana em Portugal e Espanha (Doadrio 2001a). 


Em  Portugal  tem  uma  distribuição  generalizada  tanto  no  rio  principal  como  na maioria das sub-bacias (Collares-Pereira et al. 2000a, Tiago et al. 2001, Collares-Pereira  et  al. 2002a).

População
Calcula-se que o número de indivíduos maduros seja superior a 10.000, havendo a  possibilidade  de  ter  sofrido  uma  redução  inferior  a  30%  nos  últimos  19  a  21 anos.  Os  efectivos  populacionais  desta  espécie  (Collares-Pereira  et  al.  2000a, Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a) registaram uma flutuação de magnitude de três vezes, pelo que, devido às características da bacia hidrográfica do Guadiana, há a possibilidade de ocorrerem flutuações acentuadas (de magnitude superior a dez vezes) no número de indivíduos maduros, entre anos hidrológicos extremos. Apesar desta espécie ocorrer em albufeiras (Ferreira & Godinho 2002), poderá verificar-se um declínio continuado do número de indivíduos maduros devido à redução ou degradação do habitat resultante da implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva.

Habitat
Ocorre preferencialmente em rios e ribeiras permanentes ou intermitentes (Filipe et al. 2002) podendo também ser encontrado em albufeiras (Ferreira & Godinho 2002, Almaça 2003). Trata-se de uma espécie com preferência pelos cursos médios e inferiores, mais estáveis (Pires et al. 1999, Filipe et al. 2002, Almaça 2003).
Supõe-se que esta espécie efectue migrações sazonais, tal como o barbo do Sul B. sclateri (Rodriguez-Ruiz & Granado-Lorencio 1992). Para desovar necessita de águas com alguma velocidade de corrente, substrato de cascalho e ausência de ensombramento (Costa  et  al. 1988).

Factores de Ameaça
Os principais factores de ameaça são a degradação do habitat, provocada sobretudo pela construção de barragens, alteração do regime natural de caudais, captação de água, extracção de inertes, degradação da qualidade da água e também a introdução de espécies não- indígenas (Collares-Pereira et al. 2000a) a qual poderá ter  efeitos  a  nível  da  competição,  predação  ou  como  via  de  disseminação  de agentes patogénicos. É de realçar a redução e degradação generalizada do habitat  na  bacia  hidrográfica  do  Guadiana,  resultante  da  construção  de  diversas barragens (Odeleite, Enxoé, entre outras) e actualmente pela implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva

Medidas de Conservação
Esta espécie está abrangida pela legislação nacional e internacional de conservação. O Barbo-de-cabeça-pequena foi ainda abrangido nos estudos sobre a comunidade piscícola da Bacia Hidrográfica do Guadiana efectuados no projecto LIFE-Natureza  dirigido  para  o  saramugo  Anaecypris  hispanica  (Collares-Pereira et  al. 2000a)  e  sobre  as  medidas  de  Minimização  e  Monitorização  para  o  Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). Algumas  acções  de  manutenção  e  conservação  do  habitat  (nomeadamente  na melhoria da qualidade da água e algum controlo das extracções de inertes) têm sido efectuadas mas necessitam de ser reforçadas.

É necessária a recuperação das zonas mais degradadas e o controlo das espécies não-indígenas,  medidas  previstas  no  Plano  de  Bacia  Hidrográfica  do  Guadiana (INAG 1998), no Plano de Gestão do Saramugo (Collares-Pereira et al. 2000b) e no estudo de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). As medidas preconizadas na Directiva-Quadro da Água deverão atingir a melhoria permanente da qualidade dos habitats aquáticos. Devem ser minimizados os impactos de infra-estruturas hidráulicas implantadas ou a implantar, através do restabelecimento da conectividade entre as populações e da manutenção dos caudais mínimos, especialmente durante a época estival. Em particular, devem ser evitadas ou controladas as captações de água durante esta época, nomeadamente nos pegos. Outras medidas necessárias são o controlo da extracção de inertes, a gestão sustentada da pesca  e  a  melhoria  da  sua  fiscalização  e  ainda  a  sensibilização  do  público  para  a conservação dos ecossistemas aquáticos. É necessário aumentar os conhecimentos sobre a biologia e ecologia desta espécie, monitorizar os seus efectivos populacionais  e  a  eficiência  das  medidas  de  conservação  a  implementar.

Notas
A identificação específica de alguns indivíduos deste género é por vezes dificultada por fenótipos intermédios que poderão ser resultantes de hibridação.

Outra bibliografia consultada
Almaça (1967, 1984); Kottelat (1997); Santos et al. (2000); Pires et al. (2001).

in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Acampamentos

Como estamos agora na estação dos acampamentos, eu gostaria de falar que um ou dois acampamentos que vi infelizmente estavam no caminho errado, entretanto outros eram muito satisfatórios.

Eu recomendo fortemente acampamentos pequenos, com cerca de meia dúzia de patrulhas, cada patrulha em uma barraca separada e em um terreno separado (como sugerido em Scouting for Boys), de forma que os Escoteiros não se sintam parte de um grande rebanho, mas membros responsáveis de uma unidade independente.
Grandes acampamentos fazem com que os Escoteiros tenham trabalho e necessitem de treinamento militar. Um dos que visitei outro dia, excessivamente pensado e realizado como uma pequena organização Militar me agradou muito pouco, não somente porque estava inteiramente na linha militar, mas também as Patrulhas – a essência do sistema – foram quebradas para ajustar os membros às barracas.

Patrulhas devem ser mantidas intactas em todas as circunstâncias. Se mais de seis ou sete patrulhas estiverem fora ao mesmo tempo, devem ser separadas preferencialmente em dois acampamentos distintos e separados por, digamos, duas milhas ou mais (3,2 quilômetros). 
Junho de 1910
Pensamentos de B-P
contribuições de Baden-Powell para "The Scout"

domingo, 7 de novembro de 2010

A petição do airsoft

A petição do airsoft deu já entrada no parlamento, com 1051 assinaturas...

Neste momento decorre a verificação das assinaturas, previ uma taxa de 5% para falhas, se essa previsão não tiver pecado por defeito, será agendada uma audição perante o deputado relator e a petição será divulgada no diário do Parlamento.

Teremos de aguardar, se infelizmente a taxa de falhas nas assinaturas for superior aos 5%, as assinaturas válidas ficarão abaixo do plafond de 1.000 assinaturas e a comissão decidirá sobre o conteúdo da petição sem qualquer audição e pior ainda sem qualquer divulgação da nossa pretensão.
Mas aí não poderemos culpar o Parlamento pelo insucesso da nossa petição, os culpados serão os jogadores de airsoft em Portugal porque:
  1. Se alhearam da mesma e não assinarem;
  2. Agiram irresponsavelmente e nem se deram ao trabalho de assinar com dados legítimos:
Só nos resta aguardar, na certeza de que teremos três opções:
  1. Se a nossa petição for aprovada:
               
  2. Se a lei actual se mantiver em vigor:
        
  3. Se não for corrigida a proposta de alteração da lei do CDS-PP:

sábado, 6 de novembro de 2010

Domingo no Alentejo

O suplemento GPS da revista Sábado de 04 a 10 de Novembro de 2010, dedica o dia 07 de Novembro, domingo, ao Alentejo.
Produto regional:
POEJO MONTEMORENSE
€9,80 a garrafa

O afamado licor é uma das atracções do Festival das Sopas. Participe sem receio na prova de poejo, bem como na de outro produto da destilaria montemorense: o granito.

A EXPOSIÇÃO segue já na sua 16ª edição
16h00
Artes plásticas do mundo

Se seguiu pela auto-estrada, faça um desvio em Vendas Novas para visitar a 16ª edição da Exposição Internacional de Artes Plásticas. No auditório municipal da cidade, veja pintura, escultura, mas também o registo audiovisual de 212 artistas internacionais.

19h00
Descubra sopas com história
 

Já na sétima edição, a cidade de Montemor-o-Novo promove mais um festival das sopas. Entre no pavilhão do Parque de Feiras e Exposições, agarre numa colher e numa tigela e parta para a escolha das suas sopas alentejanas preferidas. De tomate, agrião, hortaliça ou com beldroegas, mas também caldo-verde, sopa da panela ou à lavrador são algumas das especialidades alentejanas que poderá saborear.
Acompanhe com umas fatias de queijo ou enchidos do Alentejo. Veja a exposição do festival.

A SOPA regressou à mesa dos portugueses
20h00
No recinto do Festival de Sopas veja a exposição Memórias do Lagar do Escoural, espaço histórico daquela localidade encerrado desde 1995. Pode ver um filme e várias fotografias.

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O suplemento também refere uma outra feira que ocorre em Grândola, mas como se trata de uma feira com entrada paga, por conseguinte com objectivos comerciais, a sua publicitação não se enquadra nos objectivos de divulgação deste blog, até porque no ano transacto alguns dos visitantes queixaram-se de ter adquirido a preços elevados produtos que não correspondiam às suas expectativas...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Métodos de focagem

Tendo em conta que é frequente os objectos moverem-se, as câmaras DSLR actuais tem isso em conta e nos permitem vários métodos de focagem que podemos configurar. Se não sabia isto provavelmente agora mesmo está pensando em ler o manual da sua câmara, e sim deveria fazê-lo.
  • Aufo‐focus simples: Consiste em que ao apertar o botão de disparo levemente a focagem fique bloqueado até que dispare. A câmara só foca uma vez. Este método utiliza-se para fotografias estáticas e instantâneas.
  • Auto‐focus Ao Foco: Consiste em que ao apertar o botão de disparo levemente o sujeito fica focado e se este se move de repente a câmara re-foca. Este modo utiliza-se para motivos que se movem de forma imprevisível, como crianças, animais, etc…
  • Auto‐focus Ao Servo: Consiste em que enquanto se aperta o botão de disparo a câmara foca continuamente. É um método muito útil quando o sujeito se move constantemente, como desportos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Do MMX ao Pentium II

O 8086 foi lançado em 79, doze anos antes do Pentium MMX, lançado em 97. Doze anos na indústria de semicondutores, corresponde a 3 ou 4 gerações de processadores, uma eternidade.

Mas, de 97 para cá, as coisas começaram a avançar ainda mais rápido. Em parte por causa da concorrência entre a Intel, AMD, Cyrix, a novata Transmeta e até empresas como a IBM e a Motorola, que também fabricam chips, apesar de não directamente para o mercado de PC's.

Outro factor importante é o aumento no número de processadores vendidos. Na década de 70, os poucos computadores pessoais que podiam ser encontrados à venda, eram produzidos quase que artesanalmente e vendiam algumas centenas de unidades por mês. Hoje em dia, empresas como a Dell vendem milhões de PC's todos os anos. Com este crescimento astronómico, foi natural que os investimentos no desenvolvimento de novos processadores aumentassem na mesma proporção.
 
Durante a década de 70, uma fábrica de microchips não custava mais do que alguns milhões de dólares. Hoje em dia, uma fábrica capaz de produzir processadores de ponta, não sai por menos de 3 biliões de dólares. É mais do que o PIB de muitos países.

Apesar tudo, o preço dos processadores vem descendo. Hoje em dia, processadores como o Duron e o Celeron custam menos de 100 dólares por unidade. O desempenho claro, é inferior ao dos processadores topo de linha, que custam 300 ou 400 dólares, mas é muito maior do que tudo o que vimos até agora. No futuro, os processadores se tornarão cada vez mais baratos e terão incorporadas cada vez mais funcionalidades.

É só ver o caso do coprocessador aritmético e da memória cache. Na época do 386, ambos eram espetados na placa mãe, enquanto hoje em dia são componentes “de fábrica” mesmo nos processadores mais simples.
 
Componentes que hoje são adicionados na forma de placas de expansão ou fazem parte do chipset da placa mãe, como vídeo, som, rede, etc. mais cedo ou mais tarde também serão incorporados aos processadores. Continuarão existindo placas de alto desempenho para quem tiver interesse, mas graças à integração, será possível montar PC's básicos muito mais baratos do que os actuais.

Mesmo um processador de baixo custo, como todos estes componentes integrados, será muito mais rápido que um actual. Não estou falando de mais 12 anos, mas de apenas mais 2 ou 3 anos. As coisas agora estão avançando mais rápido lembra-se? :-)

Mas, vamos encerrar nosso exercício de futurologia por enquanto. Mais adiante teremos várias outras oportunidades para exercitar nossa imaginação.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Balaenoptera musculus, Baleia-azul

Taxonomia
Mammalia, Cetacea, Misticeti, Balaenopteridae.

Tipo de ocorrência
Açores: Visitante.

Classificação
Açores: EM PERIGO . EN (A1abd) (adopção da categoria IUCN (1994))
Fundamentação: A espécie teve uma redução do tamanho da população de pelo menos 50% nos últimos 60-75 anos.

Distribuição
A baleia-azul ocorre em todos os oceanos, nos dois hemisférios. A sua distribuição é cosmopolita, principalmente ao longo do limite das plataformas continentais (Leatherwood & Reeves 1983, Evans 1987).

Nos Açores, está presente durante a Primavera e início do Verão (dados não publicados, DOP . Univ. Açores), provavelmente em migração para latitudes mais altas.

População
São consideradas três populações principais: a do Pacífico Norte, a do Atlântico Norte e a do Hemisfério Sul (Leatherwood & Reeves, 1983 Evans 1987). No Atlântico Norte, para efeitos de gestão, são consideradas duas subpopulações (a do Atlântico Noroeste e a do Atlântico Nordeste), mas ainda há poucos dados que corroborem esta divisão (Best 1993, Clapham et al. 1999). Não existem estimativas de abundância robustas para a espécie, nem se conhece com exactidão a sua tendência populacional.

Habitat
A baleia-azul é encontrada numa grande variedade de habitats, desde áreas costeiras a águas pelágicas longe de costa (Clapham et al. 1999). Nos Açores, tem sido avistada perto da costa ou em associação com montes submarinos (dados não publicados, DOP - Univ. Açores).

Factores de Ameaça
Embora a captura desta espécie tenha cessado, não se sabe se as populações estão a recuperar da redução devida à sobre-exploração, sendo possível que a densidade de animais em algumas populações seja demasiado baixa para permitir uma recuperação efectiva.

Colisões com navios e capturas acidentais em redes de pesca poderão causar algum impacto populacional mas a amplitude destas ameaças é desconhecida (Perry et al. 1999).

Nos Açores, as actividades de observação de cetáceos, poderão causar alguma alteração comportamental, mas não deverão constituir uma fonte de ameaça à conservação da espécie.

Medidas de Conservação

Nos Açores, para além da legislação internacional em vigor, foi criada regulamentação para a actividade recreativa e comercial de observação de cetáceos. Estão a ser realizadas campanhas de educação e sensibilização ambiental, no âmbito de projectos de investigação diversos.

Outra bibliografia consultada
IUCN (2004a); Reeves et al. (compilers) (2003).

in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Treinamento de Escoteiros

Quando eu visito um distrito para inspeccionar Escoteiros, uma grande parada é formada, com o máximo possível deles, pois esta é a única maneira de um grande número ser visto de uma só vez. Penso que precisamos ter todo o tacto – os Escoteiros, Dirigentes e eu – quanto a isto, afinal de contas, uma parada formal realmente não dá oportunidade de testar as qualidades individuais dos jovens e chefes.

Sempre que posso dispor de uma hora ou duas, faço questão de assistir aos Escoteiros nas suas actividades fora das luzes de uma inspecção formal.
 
Tenho feito bastante isto ultimamente, sem o conhecimento formal da Unidade interessada, e notei um ou dois pontos interessantes.

Em geral fiquei bastante contente com o que vi, mas não preciso discorrer sobre isso. Quero mostrar pontos onde penso que melhorias podem ser feitas, e estou certo que os Chefes Escoteiros não pensarão que estou escrevendo com espírito de crítica, mas com o desejo exclusivo de ajudar em suas tarefas.
 
Em primeiro lugar, muitos Chefes Escoteiros parecem ter lido o Scouting for Boys uma vez, deixando-o então por outras formas de treinamento, algumas não muito boas para os jovens. Como escrevi antes, o grande objectivo deve ser mantido antes de tudo, considerando que alguns chefes partiram para treinamentos os quais estavam mais familiarizados, mas que não tem nenhuma referencia com a formação do carácter individual dos rapazes. 
Muito treinamento, pouca actividade de campo é uma falha comum. Fazer os rapazes disciplinados utilizado suas próprias capacidades é o nosso objectivo – muito no princípio da habilidade do marinheiro e não tanto na máquina - à semelhança da vida rotineira do soldado. Adopte as linhas do manual e se desenvolva nelas.

Junho de 1910.

Pensamentos de B-P
contribuições de Baden-Powell para "The Scout"