domingo, 6 de fevereiro de 2011

Carabina KSC M4A1 Gas Blowback

Toda a série de armas AR, mas em particular a carabina M4, é uma incrivelmente bem conhecida arma, em todo o mundo, como um símbolo da tecnologia militar americana. No airsoft ela estão tão difundida que toda a gente tem uma, tão prolifera  que muitos argumentarão que é demasiado usada, mas o aspecto positivo disso, é que é fácil de reparar e manter com a variedade e opções de peças de substituição, modificação e upgrade.
 
Também, no novo mercado revitalizado de espingardas blow back a gás, muitas marcas do topo apresentaram as suas propostas e agora a KSC apresenta as suas. 
 
Toda em metal, peso exacto, tamanho exacto e sistema de culatra totalmente operacional e realístico. Esta arma é claramente uma aposta no melhor do género, como outra réplica de espingarda de gás blow back, com suficiente realismo para simular o uso de uma arma real num uso teatral/treino numa análise pormenorizada.
De uma forma diferente das outras marcas no mercado, a KSC colocou a sua agora bem divulgada tecnologia System 7 (neste caso a nova variante System 7 dois) para ser usada nesta espingarda a gás, para que se possa apreciar os benefícios de uma alimentação limpa e operacional com materiais modernos e um desenho comprovado em relação às velhas tecnologias.
Utilizando gás standard Top / Green à saída da caixa, esta M4 funciona com um boa velocidade de 340 fps atingindo facilmente os 335-365fps ponto de viragem para divertimento no estilo próximo/meia distância tão típico em espaços interiores quarto/corredor e espaços confinados trincheira/esquina/árvore em situações CQB. Como essa potência é suficientemente alta para alcançar e atingir alvo do tamanho de um ser humano a distância suficiente longe para afastar a ameaça das expectativas a meia-distância tão típicas no airsoft no entanto suficientemente fraco para não infligir demasiada dor e desconforto em pele pouco protegida ou desprotegida a distâncias menores do que alguns metros.
No entanto tal como em modelos de alto acabamento, um factor que se nota de imediato nesta M4 quando pegamos nela, é como ela é tão sólida. Tudo está tão apertado que até parece ser uma única peça sólida de arma que quando combinada com metal de alta qualidade torna real a sensação de como dever ser robusta uma arma deste tipo. Para terminar, o carregador é específico, porque apenas os carregadores M4 a gás da KSC servem neste modelo da M4.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Loci Iacobi

Decorreu hoje a sessão solene e inauguração da exposição Loci Iacobi no Museu de Arte Sacra de Grândola.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O fundo

Ao fazer uma foto muitas vezes não nos fixamos e damos muito pouca importância ao fundo. Devemos tratar de adequar o fundo ao que estamos fotografando. Em algumas ocasiões não poderemos e em outras simplesmente com o mudar o ponto de onde o fazemos a foto, agacharmos-nos, subirmos a um objecto ou similar e podemos modificá-lo.
 
Cuidado com:
  • Fundos que não contrastam com o objecto fotografado.
  • Fontes de luz que deslumbrem ou que contrastem demasiado com o objecto, a não ser que busquemos uma contraluz. Um exemplo sería um farol apontando directamente à câmara, uma janela numa foto interior, etc…
  • Fundos com demasiado detalhe. Se o fundo tem muito detalhe distrairá a atenção do motivo principal.
Se não podemos evitar isto trataremos de desfocar o fundo reduzindo a profundidade de campo. Desta forma lhe tiraremos importância.

A foto da esquerda perde muita força porque o fundo não contrasta com os cavalos ao ser da mesmo cor. Sem dúvida, na foto da direita podemos ver como convertemos um fundo totalmente
anódino num fundo correcto reduzindo a profundidade de campo, de forma que fica desfocado. Se não o tivéssemos feio assim teria ficado demasiado caótico e teria tirado estado interesse ao motivo principal da foto, que é o bicho...
Nestas duas fotos podemos ver como corrigir um fundo desastroso simplesmente mudando o ângulo de visão. A primeira tem um fundo demasiado contrastado, que não ajuda a ver com detalhe a planta. Simplesmente movendo-nos um pouco e fazendo coincidir o fundo escuro com uma zona arborizada do fundo a foto fica muito mais agradável à vista e conseguimos ver com mais detalhe a planta.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Pentium Pro

Até aqui, apresentei os processadores numa ordem mais ou menos cronológica (ok, nem tão cronológica assim :-), mas acabei abrindo uma excepção para o Pentium Pro. Na verdade, este processador foi lançado bem antes do MMX, sendo praticamente um contemporâneo do Pentium Clássico.

Porém, a arquitectura usada no Pentium Pro foi usada como base para o Pentium II e o Pentium III, assim como para o Xeon e o Celeron, processadores que examinaremos com detalhe mais adiante.

O Pentium Pro foi desenvolvido para competir no mercado de máquinas de alto desempenho, equipando Workstations e servidores. Apesar de usar um pouco da tecnologia do Pentium, o Pentium Pro é um projecto 
quase que totalmente novo, trazendo brutais alterações na arquitectura. Entre as inovações trazidas pelo Pentium Pro, podemos destacar a arquitectura superescalar com três canais, o suporte multiprocessamento com até 4 processadores trabalhando em paralelo e o cache L2 integrado ao processador. O barramento de endereços do Pentium Pro também foi ampliado, de 32 para 36 bits, permitindo ao Pentium Pro endereçar até 64 GB de memória (2 elevado à 36º).

Pode parecer um exagero, afinal, mesmo hoje em dia dificilmente um PC tem mais de 2 ou  4 GB de memória. Mas, muitos servidores de alto desempenho usam muito mais memória do que isto, chegando à casa de alguns terabytes em alguns supercomputadores.

Toda esta memória RAM permite executar simulações complexas e cálculos inimagináveis. Se não fosse este tipo de equipamento, a previsão do tempo não seria tão precisa :-)

Três unidades de execução

Enquanto o Pentium pode processar até duas instruções simultaneamente, o Pentium Pro possui três unidades de execução, o que permite processar até três instruções por ciclo. 

Mas, as coisas não são tão simples quanto parecem, pois os programas continuam esperando por um processador capaz de executar uma única instrução por ciclo, como um 486. Apenas de alguns anos para cá é que os programas comerciais começaram a ser optimizados para a arquitectura do Pentium Pro (e consequentemente também para o Pentium III, Celeron e Athlon, que tem um funcionamento semelhante). O Linux leva uma certa vantagem neste aspecto, pois é possível, a qualquer momento recompilar o Kernel do sistema para optimiza-lo para qualquer processador, garantindo um desempenho bastante superior.
 
Novos problemas, novas soluções. Para garantir que as outras duas unidades de execução não acabassem ociosas na maior parte do tempo foi incluído também o recurso de execução de instruções fora de ordem.

Caso chegue ao processador uma instrução como “Se X >10, então Y = X + 2, senão Y = X + 5” onde as próximas instruções dependem da resolução da primeira, a unidade de controle vasculhará o código do programa em busca de instruções que possam ser executadas antecipadamente. Através deste recurso, enquanto um dos canais ocupa-se em resolver o primeiro problema, as demais podem se dedicar a resolver as instruções seguintes, ganhando tempo. Caso não seja possível localizar nenhuma instrução que possa ser “adiantada”, entra em cena o recurso de execução especulativa, tomando um dos caminhos possíveis. Não é tão vantajoso, pois existe uma grande chance do processador tomar o caminho errado, e ter de recomeçar o trabalho quando perceber o erro, mas é melhor do que não fazer nada enquanto a condição está sendo processada.

Cache L2 integrado

O engenheiro da Intel que inventou a multiplicação de clock deve ter ganho vários prémios, afinal, este recurso foi um dos factores que possibilitaram as frequências assombrosas dos processadores actuais. Mas, este recurso também tem os seus efeitos colaterais. Um deles, notado até mesmo num 486, é a lentidão do cache L2, pois como ele tradicionalmente se localizava na placa mãe, tinha a sua frequência de operação limitada à velocidade da placa, ou seja, apenas 33, 66 ou 100 MHz, muito mais lento que o processador.

Tínhamos então um gargalo, pois frequentemente os poucos dados gravados no cache L1 se esgotavam, fazendo com que o processador precisasse perder vários ciclos esperando que novos dados fossem entregues pelo cache L2.

Para solucionar este problema, a Intel resolveu integrar o cache L2 no Pentium Pro, criando também um novo barramento, baptizado de “Backside Bus” dedicado unicamente à comunicação entre o núcleo do processador e o cache L2. O uso de um barramento separado, permite que o cache opere na mesma frequência do processador, independentemente da velocidade da placa mãe, trazendo a vantagem adicional de permitir o acesso simultâneo à memória RAM, já que temos dois barramentos distintos.

Cortesia da Intel Corp.
Mesmo com o cache L2 trabalhando na mesma frequência do processador, o cache L1 continua sendo necessário, pois apesar dos dois caches operarem na mesma frequência, o barramento de dados do cache L1 é bem maior, o que permite taxas de transferência muito mais altas. O tempo de resposta do L1 também é menor, pois além de nele serem usadas memórias mais rápidas, a distância física a ser percorrida pelo sinal será sempre muito menor, já que o L1 faz parte do núcleo do processador.

Justamente devido ao cache, o Pentium Pro era muito difícil de produzir, pois a complexidade do cache L2 resultava em uma alta taxa de defeitos de fabricação. Como no Pentium Pro o cache L2 está embutido no mesmo invólucro do processador, um defeito no cache L2 condenava todo o processador à lata de lixo. Os problemas de fabricação contribuíam para tornar o Pentium Pro ainda mais caro.

Apesar de partilhar o mesmo invólucro do processador, o cache L2 do Pentium Pro é formado por um chip separado. Isso permitiu que a Intel lançasse várias versões do Pentium Pro, equipadas com quantidades variadas de cache. Existiram três versões, com 256 KB, 512 KB e 1 MB de cache. O preço claro, crescia exponencialmente junto com o cache, por isso os de 256 KB foram praticamente os únicos a serem comercializados em PCs domésticos e Workstations.

Quanto à frequência de operação, existiram apenas duas versões, de 166 MHz e 200 MHz. A limitação básica não foi a arquitectura do processador, mas sim o cache. Na época, a Intel tinha condições de lançar versões bem mais rápidas, mas não tinha como produzir chips de cache capazes de operar a mais de 200 MHz.

Multiprocessamento

O Pentium Pro permite o uso de até 4 processadores na mesma placa mãe. Neste caso, as regras são as mesmas do multiprocessamento no Pentium, sendo necessária uma placa mãe especial e um sistema operacional com suporte ao multiprocessamento.

Apesar deste recurso não ser muito útil para um urilizador doméstico, ele permitiu o desenvolvimento de servidores com um desempenho incrível a um custo relativamente baixo, usando o Pentium Pro no lugar de caros processadores RISC topo de linha disponíveis na época.

Os mainframes com 2 ou 4 processadores Pentium Pro apresentavam um desempenho tão bom, graças ao cache rápido, que muitas empresas continuam utilizando-os até hoje, mesmo depois do lançamento de processadores muito mais rápidos.

Soquete 8

Com a grande mudança na arquitectura do processador e o novo encapsulamento, o Pentium Pro deixou de ser compatível com as velhas placas soquete 7 usadas pelos processadores anteriores. 

Foi criado então um novo tipo de soquete, baptizado de soquete 8, que foi utilizado apenas em placas para processadores Pentium Pro. Estas placas são naturalmente incompatíveis com o Pentium, MMX, K6, etc.

Para permitir o uso de todos os novos recursos trazidos pelo Pentium Pro, foi criado também o chipsetPentium Pro.
i440FX, que equipa a maioria das placas mãe para Pentium Pro.

O soquete 8 é bem maior do que o soquete 7 utilizado pelo Pentium clássico e similares, e possui também uma pinagem diferenciada que impede que o processador seja encaixado ao contrário. C
omo no Pentium Pro o cache L2 é integrado ao processador, as placas para ele não possuem cache algum.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

Asus P6NP5, cortesia da Asus Inc.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Podarcis carbonelli, Lagartixa de Carbonell

Taxonomia
Reptilia,  Sauria,  Lacertidae.
 
Tipo de ocorrência
Residente.  Endémica  da  Península  Ibérica.
 
Classificação
VULNERÁVEL  –  VU  (B1ab(ii,iii,iv,v)+2ab(ii,iii,iv,v))
Fundamentação: Espécie com extensão de ocorrência e área de ocupação inferiores a 20.000 e 2.000 km2, respectivamente. Admite-se que apresente fragmentação elevada e um declínio continuado da área de ocupação, da qualidade do habitat, do número de localizações e do número de indivíduos maduros.
 
Distribuição
A distribuição actual da lagartixa de Carbonell parece resultar de uma forte redução relativamente  a  uma  distribuição  mais  extensa,  que  ocuparia  grande  parte  da área ocidental da Península Ibérica (Sá-Sousa 2001a,b, 2002), causada pelas alterações climáticas ocorridas no Pleistocénico e no Holocénico. Durante o último glaciar parece ter sobrevivido em refúgios de reduzidas dimensões situados sobretudo a sul do rio Douro (Ferrand de Almeida et al. 2001, Sá-Sousa 2001b).
 
Esta  espécie  é  endémica  da  parte  ocidental  da  Península  Ibérica,  ao  sul  do  rio Douro (Sá-Sousa 2000, 2002). Em Espanha, encontra-se apenas em duas áreas distintas e muito afastadas: Sistema Central Ocidental, nas províncias de Salamanca (Castela e Leão) e Cáceres (Estremadura), onde se encontra no conjunto das serras da Gata, Penha de França e Las Hurdes e de forma isolada na província de Huelva,  Andaluzia,  na  área  do  Coto  Doñana  (Sá-Sousa  et  al.  2001,  Sá-Sousa 2002).
 
Em Portugal ocorre em grande parte das províncias do Douro Litoral e Beira Litoral e  em  algumas  áreas  montanhosas  de  fácies  atlântica  da  Beira  Alta  (Serras  de Freita-Arada,  Montemuro,  Leomil-Lapa  e  Estrela)  e  da  Beira  Baixa  (Serra  da Malcata) (Sá-Sousa 1999, 2000). A sul do Rio Mondego está presente em enclaves fragmentados, de fácies atlântica, orientados a Noroeste, ao longo das dunas arborizadas da costa ocidental portuguesa, até Sagres (Sá-Sousa et al. 2000, Sá-Sousa 2001a, 2002). Ocorre ainda no Arquipélago das Berlengas.
 
População
Não existem dados quantitativos precisos sobre efectivos populacionais desta espécie. Em Portugal, só é considerada relativamente abundante nas províncias da Beira Litoral e Douro Litoral, ao contrário da restante área de distribuição, onde aparece muito localizada e pouco abundante (Sá-Sousa 2001b, 2002). Por exemplo, numa zona de Pinhal em Cantanhede (província da Beira Litoral) contabilizaram-se  1.500  a  1.600  indivíduos/ha  (Domingues  1993).  Na  ilha  das  Berlengas  P.  c. berlengesis (Vicente 1985) pode atingir 2.000 a 4.000 indivíduos/ha conforme a época do ano (Vicente & Barbault 2001). No Coto Doñana é um dos lacertídeos mais  frequentes  nas  dunas  (Díaz-Paniagua  &  Rivas  1987).

Foi considerado um declínio nos efectivos populacionais da espécie em áreas onde era frequente particularmente devido à urbanização e fragmentação dos seus habitats, sobretudo no litoral do país.

Habitat
Esta espécie, quando ocorre em áreas de montanha, prefere as zonas de bosques caducifólios (Quercus pyrenaica) e matos baixos (urzais, sargaçais), particularmente as clareiras destas formações vegetais. As populações do litoral ocorrem em zonas  dunares  com  densidade  variada  de  coberto  vegetal,  preferindo  no  entanto áreas mais ou menos abertas com vegetação arbustiva dispersa. Podem encontrar-se desde o nível do mar até aos 1.600 m de altitude, na Serra da Estrela.
 
Factores de Ameaça
São factores de ameaça muito significativos a perda de habitats e a destruição directa de populações provocadas por incêndios florestais, e pela substituição dos bosques caducifólios por monocultivos florestais intensivos de coníferas. A degradação e destruição das dunas litorais causada pela expansão urbana e pela pressão turística  são  igualmente  factores  muito  relevantes.
 
Constitui ainda factor de ameaça, sobretudo na área sul da distribuição, o isolamento de pequenos núcleos que deixam de trocar indivíduos entre si conduzindo à perda  de  viabilidade  populacional.
 
No  Arquipélago  das  Berlengas,  a  população  de  P.  c.  berlengensis  sofreu  um significativo decréscimo devido à predação e destruição da vegetação autóctone resultante do aumento dos efectivos populacionais de gaivotas.
 
Também as alterações climáticas globais podem, a longo termo, levar ao desaparecimento das populações litorais fragmentadas, por aumento do stress ecológico com origem térmica.
 
Medidas de Conservação
Para a conservação desta espécie considera-se fundamental a conservação dos habitats costeiros no centro e sul de Portugal e o ordenamento urbanístico da orla costeira.
 
Para  além  disto,  considera-se  também  da  maior  relevância  o  aumento  da  área florestal de caducifólias nos núcleos de montanha, onde a espécie se distribui, e a conservação, ordenamento e limpeza da floresta em regime extensivo de produção nas áreas mais continentais da distribuição da espécie.
 
Notas
Esta espécie foi originalmente descrita, em 1981, por Pérez Mellado, como uma subespécie de Podarcis bocagei. Devido principalmente às divergências morfológicas  e  genéticas  entre  as  duas  formas,  foi  elevada  ao  estatuto  de  espécie  (Sá-Sousa & Harris 2002).
 
Até há pouco tempo, com base em caracteres morfológicos, considerava-se que a população da ilha das Berlengas constituía uma subespécie de P. bocagei: P. b. berlengesis (Vicente 1985). Contudo, estudos genéticos demonstraram que os indivíduos desta ilha não são geneticamente diferentes das populações continentais de P. carbonelli, embora possam atingir maiores dimensões corporais, devendo passar a ser designados por P. c. berlengensis (Sá-Sousa et al. 2000, Harris & Sá-Sousa 2001, Sá-Sousa & Harris 2002).

Outra bibliografia consultada
www.vertebradosibericos.org
in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Religião

Relacionada muito próximo com a educação, temos a importante questão da religião. Resumidamente não apoiamos qualquer uma das formas de professar a fé mais que outras, procuramos um caminho para colocar este princípio em prática como fazemos em outros ramos da educação, ou seja, colocamos os jovens em contacto com seu objectivo de fazer seu dever para com Deus por intermédio de seu dever para com o próximo. Ajudando os outros fazendo diariamente uma boa acção, salvando alguém do perigo, adquire-se a coragem, autodisciplina, cavalheirismo, que se tornam rapidamente parte de seu carácter. Esses atributos, juntamente com o correto estudo da Natureza, devem inevitavelmente ajudar a conduzir a alma do jovem mais próximo à espiritualidade com Deus.

Pessoalmente tenho minhas próprias opiniões quanto ao valor relativo do ensino das Escrituras às crianças nas escolas dominicais, e o valor do estudo da natureza e da prática da religião ao ar livre, mas não vou impor minhas opiniões pessoais aos outros.

Prefiro ser guiado pela opinião colectiva de homens experientes, e aqui uma notável promessa está diante de nós. O Escutismo tem sido descrito por diversas pessoas de respeitável reputação como uma “nova religião” – três vezes li isto nesta semana. Não é, naturalmente, uma “nova religião”, é simplesmente a aplicação na religião de princípios agora aprovados por secular tradição – aquele que dá um objectivo definido e coloca a criança para aprender e praticar para si própria – o qual, imagino que de todas experiências que terá, será o único treinamento que realmente manterá a pessoa no bem, e finalmente fará parte de seu carácter.

Janeiro de 1912
Pensamentos de B-P
contribuições de Baden-Powell para "The Scout"
 

domingo, 30 de janeiro de 2011

Lugares de Santiago

Por se  ter verificado um grande crescimento das previsões de presenças na Sessão Solene, a mesma foi transferida de local, terá a sua realização no Cine Granadeiro às 17H30.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Horizonte caído

Ao tirar uma foto de uma paisagem que tenha horizonte, ou de uma cena em que haja linhas horizontais tem de  se ter estas em conta e conseguir que sejam paralelas às margens da foto ou que sejam rectas, de outro modo a foto sairá “caída”, ou com o horizonte caído. Em ocasiões o efeito de horizonte caído pode ser provocado por alguma razão. Nesse caso é melhor que o horizonte esteja claramente caído para que não deixe duvida alguma e não fique a meio caminho entre a foto correcta e a foto incorrecta.
 
Isto pode-se corrigir com aplicações de retoque como o Photoshop ou Paint Shop Pro, ainda que a foto sempre perde algo de definição ao fazê-lo, assim é melhor tê-lo em conta no momento de tirar a foto.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

IDT C6

Lançado no início de 98, o C6 foi a tentativa da IDT de entrar no mercado de processadores, competindo na faixa de processadores de baixo custo com o MMX e o 6x86 MX.

Tecnicamente, o C6 não traz nenhuma novidade. Basicamente temos uma arquitectura não superescalar simples, que lembra um pouco a dos micros 486, combinada com um cache L1 de 64 KB, dividido em dois blocos de 32 KB. O coprocessador também é fraco, ficando atrás até mesmo dos processadores Cyrix. O C6 foi lançado em versões de 180, 200, 225 e 240 MHz, utiliza placas mãe soquete 7 e tensão de 3.5v, como o Pentium antigo.

Apesar do pouco sucesso alcançado com o C6, a IDT lançou depois de algum tempo o C6+, que incorporou instruções equivalentes ao 3D-Now! da AMD, e passou a usar barramento de 100 MHz mas que, como no caso anterior, acabou sendo praticamente ignorado pelo mercado. Foi último processador lançado por esta companhia.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Barbus steindachneri, Barbo de Steindachner

Taxonomia
Actinopterygii,  Cypriniformes,  Cyprinidae.

Tipo de ocorrência
Residente.  Endémica  da  Península  Ibérica.

Classificação
QUASE AMEAÇADO – NT  (B1b(iii)c(iv)+2b(iii)c(iv))
Fundamentação: Espécie com extensão de ocorrência e área de ocupação com valores aproximados de 350 km2 e de 150 km2, respectivamente. Admite-se um declínio continuado na área, extensão e qualidade do habitat e ainda a existência de flutuações acentuadas no número de indivíduos maduros.

Distribuição
Ocorre nas bacias hidrográficas do Tejo e Guadiana (Almaça & Banarescu 2003c).

Em Portugal, citações recentes para a bacia hidrográfica do Tejo registam a sua ocorrência apenas na sub-bacia do Sorraia (Fluviatilis 2003). Na bacia hidrográfica do Guadiana tem uma distribuição generalizada no rio principal e nas principais sub-bacias  (Collares-Pereira  et  al.  2000a,  Tiago  et  al.  2001,  Collares-Pereira et  al. 2002a).

População
Calcula-se que o número de indivíduos maduros seja superior a 10.000. Admite-se que a redução da população nos últimos 10 anos tenha sido inferior a 30% nos últimos 21 a 24 anos. Os efectivos desta espécie na Bacia do Guadiana (Collares-Pereira et al. 2000a, Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a) sofreram uma flutuação de magnitude superior a quatro vezes, pelo que, devido às características desta bacia, há a possibilidade de ocorrerem flutuações acentuadas (de magnitude superior a dez vezes) no número de indivíduos maduros entre anos hidrológicos  extremos.  Apesar  desta  espécie  ocorrer  em  albufeiras  (Ferreira  & Godinho 2002), poderá verificar-se um declínio continuado do número de indivíduos maduros devido à redução ou degradação do habitat com a implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva.

Habitat
Ocorre  preferencialmente  em  rios  e  ribeiras  permanentes  ou  intermitentes,  com preferência  pelos  cursos  médios  e  inferiores,  mais  estáveis  (Pires  et  al. 1999). Pode também ser encontrada em albufeiras (Ferreira & Godinho 2002, Almaça & Banarescu  2003c).  Supõe-se  que  esta  espécie  efectue  migrações  sazonais,  tal como o barbo do Sul B. sclateri (Rodriguez-Ruiz & Granado-Lorencio 1992). Para efectuar a postura necessita de águas com alguma velocidade de corrente, substrato de cascalho e ausência de ensombramento (Costa  et  al. 1988).

Factores de Ameaça
Os principais factores de ameaça são a degradação do habitat, provocada sobretudo pela construção de barragens, alteração do regime natural de caudais, captação de água, extracção de inertes, degradação da qualidade da água e também a introdução de espécies não-indígenas (Collares-Pereira et al. 2000a), a qual poderá ter  efeitos  a  nível  da  competição,  predação  ou  como  via  de  disseminação  de agentes patogénicos. É de realçar a redução e degradação generalizada do habitat  na  bacia  hidrográfica  do  Guadiana,  resultante  da  construção  de  diversas barragens (Odeleite, Enxoé, entre outras) e actualmente pela implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva.

Medidas de Conservação
Esta espécie está abrangida pela legislação nacional e internacional de conservação. O barbo de Steindachner foi também abrangido nos estudos sobre a comunidade  piscícola  da  bacia  hidrográfica  do  Guadiana  efectuados  no  projecto  LIFE-Natureza  dirigido  para  o  saramugo  Anaecypris  hispanica  (Collares-Pereira  et  al. 2000a)  e  sobre  as  medidas  de  Minimização  e  Monitorização  para  o  Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). Algumas  acções  de  manutenção  e  conservação  do  habitat  (nomeadamente  na melhoria da qualidade da água e algum controlo das extracções de inertes) têm sido efectuadas mas necessitam de ser reforçadas.

É necessária a recuperação das zonas mais degradadas e o controlo das espécies não-indígenas, medidas previstas nos Planos de Bacia Hidrográfica do Guadiana e Tejo (INAG 1998, 2000a), no Plano de Gestão do Saramugo (Collares-Pereira et al. 2000b) e no estudo de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). As medidas preconizadas na Directiva-Quadro da Água deverão atingir a melhoria permanente da qualidade dos habitats aquáticos. Devem ser minimizados os impactos de infra-estruturas hidráulicas implantadas ou a implantar, através do restabelecimento da conectividade entre as populações e da manutenção dos caudais mínimos,  especialmente  durante  a  época  estival.  Em  particular,  devem  ser  evitadas ou controladas as captações de água durante esta época, nomeadamente nos pegos.  Outras  medidas  necessárias  são  o  controlo  da  extracção  de  inertes,  a gestão sustentada da pesca e a melhoria da sua fiscalização e ainda a sensibilização  do  público  para  a  conservação  dos  ecossistemas  aquáticos.  É  necessário aumentar os conhecimentos sobre a biologia e ecologia desta espécie, monitorizar os seus efectivos (em particular nos rios principais) e a eficiência das medidas de conservação  a  implementar.

Notas
Em Espanha esta espécie não é reconhecida, sendo os indivíduos classificados como cumba B. comizo (Doadrio 1988). Em Portugal, é considerada como uma espécie  distinta  (Almaça  1967,  Costa-Pereira  1995).  No  entanto,  esta  entidade biológica  deve  ocorrer  em  ambos  os  lados  da  fronteira  (Almaça  &  Banarescu 2003c). Em Portugal, a identificação específica de alguns indivíduos deste género é por vezes dificultada por fenótipos intermédios que poderão ser resultantes de hibridação.

Outra bibliografia consultada
Almaça (1984); Kottelat (1997); Pires et  al. (2001).
in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Educação

Uma das mais importantes possibilidades que se encontram diante de nós é a Educação.

Temos, por outros caminhos, chegado às mesmas conclusões que chegaram autoridades educacionais com suas experiências.

Resumidamente, o segredo da educação eficiente é QUE CADA ALUNO APRENDA POR ELE MESMO, EM VEZ DE UM INSTRUTOR CONDUZINDO-O AO CONHECIMENTO ATRAVÉS DE UM SISTEMA ESTEREOTIPADO. O método consiste em levar o jovem a perseguir o OBJECTIVO da sua aprendizagem, e não entediá-lo com os passos preliminares de início. As autoridades educacionais já nos reconhecem como cooperadores na mesma esfera de acção, o objectivo de ambos é produzir cidadãos saudáveis e prósperos. Elas se ocupam do desenvolvimento intelectual, nós caminhamos um pouco mais para o desenvolvimento do “carácter” que, afinal de contas, é o atributo mais importante para prevenir as doenças sociais da inactividade e do egoísmo, e dá melhores oportunidades de uma carreira de sucesso em qualquer direcção da vida.

Estamos desenvolvendo esforços para ajudar as autoridades educacionais em todos os aspectos que podemos. Elas estão trabalhando inteiramente de acordo connosco em vários centros importantes.

Janeiro de 1912
Pensamentos de B-P
contribuições de Baden-Powell para "The Scout"
 

sábado, 22 de janeiro de 2011

Camuflado padrão Brushstroke

O padrão de camuflado "Brushstroke" é um dos mais recentes desenhos e tornou-se na base de que partiram muitos outros. O Major Denison, do British Army, formulou a ideia de criar um camuflado efectivo usando grandes escovas para pintar sobre um casaco de cor caqui escura. Este foi usado pelos para-quedistas do British Army operando atrás das linhas inimigas. O casaco original Denison era pintado à mão usando corantes mas a serigrafia foi usada posteriormente para tornar a produção dos têxteis mais eficiente. O ingleses continuaram a utilizar a camuflagem padrão brushstroke para os casacos dos seus para-quedistas desde o fim da guerra até aos anos sessenta. Este padrão foi posteriormente copiado por vários países no mundo e influenciou o desenvolvimento de outros desenhos tais como o "Lizard" francês e o "Tigerstripe" vietnamita.

Os seguintes países usaram padrão Brushstroke nos seus uniformes militares: Bélgica, Inglaterra, Índia, Indonésia, Iraque, Jordânia, Malásia, Nova Zelândia, Paquistão, Filipinas, Síria e Vietname.