quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Nvidia Riva 128


Este foi o primeiro chipset 3D produzido pela Nvidia, que equipou as placas Canopus Total3D, STB Velocity 128 e a famosa Diamond Viper V330. Por utilizarem o mesmo chipset, as três placas tem características bem parecidas:

A STB Velocity é encontrada tanto em versão PCI quanto em versão AGP (1x), sempre com 4 MB de memória. A Canopus Total3D é encontrada apenas em versão PCI, também com 4 MB de memória, porém é um pouco mais equipada que as outras duas, pois traz tanto saída quanto entrada de vídeo. Além de poder usar uma TV no lugar do monitor, você pode usa-la placa para assistir TV no micro e capturar trechos de vídeo. Já a Viper v330 pode ser encontrada tanto em versões com 4 MB quanto com 8 MB de memória. A com 4 MB existe tanto em versão PCI quanto AGP (1x) enquanto a versão de 8 MB (que utiliza uma variação do Riva 128, chamada de Riva 128 ZX) está disponível apenas em versão AGP (2x).

Em termos de recursos 2D, as três placas são idênticas, todas equipadas com um RAMDAC de 230 MHz.

As placas equipadas com o Riva 128 foram produzidas da segunda metade de 97 até o final de 98, e durante algum tempo foram consideradas as melhores placas 3D do mercado. Claro que para os padrões atuais, todas estão obsoletas.

A qualidade dos gráficos é ruim comparado ao de outras placas contemporâneas. A falta de alguns dos recursos 3D, em especial o fogging (neblina) faz a imagem parecer um pouco sintética e ficar devendo bastante se comparada com placas mais recentes. Das placas que estou descrevendo neste livro, estas são as que possuem a pior qualidade de imagem.

Ficha Técnica do Riva 128


Desempenho


in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto



quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Orientação por Informações, pela Lua e pelas Estrelas

Orientação por informações

Quando quiseres saber para que lados ficam os pontos cardeais, e onde haja pessoas (habitantes locais), podes sempre fazer algumas perguntas simples que qualquer pastor ou agricultor te saberá responder:

De que lado nasce o sol?
De que lado nasce a lua?
Ao meio-dia de que lado da casa faz sombra?
etc...

Orientação pela Lua

Tal como o sol, a Lua nasce a Leste, só que a hora a que nasce depende da sua fase.

A Fase da Lua depende da posição do sol. A parte da Lua que está iluminada indica a direcção onde se encontra o sol.

Para saber se a face iluminada da Lua está a crescer (a caminho da Lua Cheia), ou a minguar (a caminho da Lua Nova), basta seguir o dizer popular de que «a Lua é mentirosa». Assim, se a face iluminada parecer um «D» (de decrescer) então está a crescer. Se parecer um «C» (de crescer) então está a decrescer ou (minguar).

Quadro com a direcção da Lua em função da sua Fase e da Hora

Orientação pelas Estrelas

A orientação pelas estrelas é um dos métodos naturais mais antigos, em todas as civilizações. As constelações mais usadas pelos Escuteiros, no Hemisfério Norte, são a Ursa Maior, Ursa Menor, Orion e a Cassiopeia.

A Ursa Maior
A Ursa Maior é uma das constelações que mais facilmente se identifica no céu. Tem forma de uma caçarola, embora alguns povos antigos a identificassem como uma caravana no horizonte, bois atrelados, uma concha e mesmo um homem sem uma perna. O par de estrelas Merak e Dubhe formam as chamadas «Guardas», muito úteis para se localizar a Estrela Polar. Curiosamente, existem duas estrelas (Mizar e Alcor) que se confundem com uma apenas, mas um bom observador consegue distingui-las a olho nu.

A Ursa Menor
A Ursa Menor, ligeiramente mais pequena que a Ursa Maior, é também mais difícil de identificar, principalmente com o céu ligeiramente nublado, uma vez que as suas estrelas são menos brilhantes. A sua forma é idêntica à da Ursa Maior. Na ponta da sua «cauda» fica a Estrela Polar, bastante mais brilhante que as outras estrelas, e fundamental para a orientação. Esta estrela tem este nome precisamente por indicar a direcção do Pólo Norte. 

As restantes constelações rodam aparentemente em torno da Estrela Polar, a qual se mantém fixa.

Orion ou Oriente
A constelação de Orion (ou Oriente) é apenas visível no Inverno, pois a partir de Abril desaparece a Oeste, mas é muito facilmente identificável. Diz a mitologia que Orion, o Grande Caçador, se vangloriava de poder matar qualquer animal. O terrível combate que travou com o Escorpião levou os deuses a separá-los. A constelação de Escorpião encontra-se realmente na região oposta da esfera celeste, daí nunca se conseguirem encontrar estas duas constelações ao mesmo tempo acima do horizonte.

A constelação de Orion parece, assim, um homem, sendo as estrelas Saiph e Rigel os pés. Ao meio aparecem 3 estrelas em linha recta, que se reconhecem imediatamente, dispostas obliquamente em relação ao horizonte. Este trio forma o Cinturão de Orion, do qual pende uma espada, constituída por outras 3 estrelas, dispostas na vertical.

Prolongando uma linha imaginária que passe pela estrela central do Cinturão de Orion, passando pelas 3 estrelas da «cabeça», vamos encontrar a Estrela Polar.

A Orientação pelas Estrelas


Se traçarmos uma linha imaginária que passe pelas duas «Guardas» da Ursa Maior, e a prolongarmos 5 vezes a distância entre elas, iremos encontrar a Estrela Polar. A figura ilustra este procedimento, e mostra também o sentido de rotação aparente das constelações em torno da Estrela Polar, a qual se mantém fixa.

Se prolongarmos uma linha imaginária passando pela primeira estrela da cauda da Ursa Maior (a estrela Megrez) e pela Estrela Polar, numa distância igual, iremos encontrar a constelação da Cassiopeia, em forma de «M» ou «W», a qual é facilmente identificável no céu.

Assim, a Cassiopeia e a Ursa Maior estão sempre em simetria em relação à Estrela Polar.

Para obter o Norte, para nos orientarmos de noite, basta descobrir a Estrela Polar. Se a «deixarmos cair» até ao horizonte, é nessa direcção que fica o Norte.



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Marushin Mateba Revolver 6mm X-Cartridge Series


Marca: Marushin
Código do Produto: MRUS-048294
Hop-Up: Ajustável
Peso: 980 grs
Comprimento: 260 mm
Capacidade: 6 bb's
Potência: 380 fps
Fonte de energia: Green Gas / Top Gas
Blowback: Não
Modo de Tiro: Semi-Automático

Apenas alguns poucos Mateba foram produzidos. Foram desenvolvidos pela Mateba, baseada em Pavia, Itália. O Mateba M2007 funciona como a maioria do revólveres convencionais, que dependem da capacidade física do utilizador para puxar o gatilho  e/ou armar o cão para actuar o mecanismo de operação.

O alinhamento do cano do Mateba é diferente da maioria dos outros revolveres. O cano está alinhado com a parte inferior do cilindro em vez da parte superior. Isto baixa o eixo (linha do cano) que direcciona o recuo em linha com a mão do atirador e assim reduz a elevação do cano dos revólveres normais.

O Marushin Mateba é exactamente como a versão real no que toca à forma como funciona. Peculiar como é, torna-se bastante útil. Uma coisa que terá de se habituar a usar é o alinhamento das miras porque o eixo está ao longo do quadro inferior. Ao contrário da maioria dos revólveres Marushin, este tem um ponto de ajustamento do hop up que é facilmente acessível. Vai encontrá-lo na parte superior da armação, a meio caminho da descida para a arma. Tudo o que precisa de fazer é usar uma chave hexagonal para o ajustar.

O estranho aspecto do Mateba pode ser encontrado num série de animação chamada Ghost In Shell. É uma daquelas pistolas que parecem únicas e diferentes das outras pelo que é tão conhecida, tornando-a numa arma perfeita para animação! Para todos os jogadores que gostam da série Ghost In Shell, vão de certeza adorar o revólver Marushin Mateba.

O Mateba é um revólver muito sólido construido em plástico pesado, dando-lhe um pouco de peso.

Existem algumas versões dele, uma com um punho de plástico, uma com um punho em madeira e uma com punho em madeira que vem com um coldre que é incrivelmente útil. O coldre é desenhado para servir em qualquer cinto permitindo colocá-lo em qualquer espaço da sua cintura desde que não impeça os seus movimentos.



in


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Utilizar a Iluminação Contínua

Suporte de luz desmontável.
Imagem cortesia de
Smith‑Victor.
Umas das coisas que o uso de câmaras digitais fez renascer é a iluminação contínua em estúdio, semelhante aos candeeiros de pé ou de mesa, que temos em casa. Este tipo de luz desapareceu, quando a iluminação de flash foi introduzida na fotografia de filme. Era necessário utilizar filtros na objectiva ou no projector, para fazer corresponder a luz com o tipo de filme utilizado. A escolha dos filtros certos requer muitos conhecimentos e experiência, já que só se podem conferir os resultados depois do filme ser revelado. No entanto, com as câmaras digitais, o balanço de brancos elimina esta preocupação, e por isso a iluminação contínua voltou a ser popular, especialmente em estúdios domésticos, ou de pequenos negócios. Uma das grandes vantagens da luz contínua é que torna possível visualizar o seu efeito directamente, ou através do visor da câmara. Quando muda as luzes de posição, consegue ver as alterações nas altas luzes e nas sombras. Isto permite-lhe interagir directamente com a montagem da iluminação, fazendo com que pareça que está a pintar com luz.

O único problema deste tipo de iluminação é o calor que é gerado por alguns tipos de lâmpadas, especialmente as de tungsténio e as de halogénio. A utilização de lâmpadas mais recentes, muito mais frias, elimina ou reduz dramaticamente este problema. Existem três componentes a ter em conta neste tipo de iluminação: suportes, reflectores e lâmpadas.

Os reflectores para projectores
e outro tipo de lâmpadas estão
disponíveis para quase todos os
suportes de luz. Imagem cortesia
de tabletopstudio.com
Suportes
Existem suportes de variados estilos e preços. O seu objectivo é servir de apoio a projectores, sombrinhas, difusores, caixas de luz, e outros dispositivos de iluminação com posições fixas. Geralmente são desmontáveis, para facilitar a sua arrumação, e têm pernas seccionadas para permitir o ajuste da altura. Também é possível adicionar um braço extensor (boom) para aumentar a distância a que se encontram as luzes, os reflectores, difusores e outros dispositivos. Para a maioria das finalidades, os suportes não precisam de ser muito altos, basta que tenham entre 1,8 e 2,5 metros.

Um braço de extensão montado num suporte
de luz permite posicionar o projector por cima
do objecto sem que o suporte apareça na
fotografia. Imagem cortesia de Smith-Victor.
Reflectores
Existem vários tipos de reflectores, desde os que se encontram em lojas de ferragens, a dispendiosos reflectores profissionais. Há várias características a considerar ao escolher reflectores:

• A forma como são montados nos suportes que planeia usar. Se a montagem não for segura, o reflector pode sair de posição a qualquer altura.

Lâmpada compacta fluorescente.
• O tamanho e o ângulo da luz que o reflector projecta. Alguns projectam feixes de luz mais estreitos que outros. Alguns são mesmo classificados como pontuais ou amplos por causa dos seus ângulos de cobertura.

• A voltagem para a qual estão projectados.


O Tri-Lite da Calumet usa três
lâmpadas fluorescentes que quase
não geram calor. Isto permite
posicionar a luz perto do objecto,
para obter o nível máximo de
iluminação sem o danificar
devido à exposição a calor intenso.
Lâmpadas
A lâmpada é a parte mais crítica do sistema de iluminação contínua.

• As lâmpadas de tungsténio, especialmente os projectores para fotografia, geram uma enorme quantidade de calor. Algumas têm durações muito curtas (até 3 horas). Como eram o único tipo de lâmpada disponível quando uso deste tipo de iluminação era mais popular, são responsáveis pelo nome alternativo da iluminação contínua – hot lights (luzes quentes).

• As lâmpadas HMI (Halide Metal Oxide) são lâmpadas em arco, pequenas e dispendiosas, que geram 4 ou mais vezes luz que as de tungsténio, com menor emissão de calor. A temperatura de cor da sua luz é semelhante à da luz de dia.

Os projectores mais baratos
para fotografia digital são os
candeeiros de mesa com braço
articulado. Combinam suporte
e lâmpada em apenas uma
unidade.
• As lâmpadas fluorescentes são baratas, geram menos calor, gastam 90% menos energia e duram 100 vezes mais do que as lâmpadas de tungsténio (até 10000 horas). A sua potência também pode ser descida até 3% do total, proporcionando uma temperatura de cor mais consistente. Um novo género de lâmpada fluorescente, chamada lâmpada fluorescente compacta (CFL) está disponível em várias temperaturas de cor. A lâmpada de 6500ºK emite luz branca, geralmente chamada de Cool Daylight (luz de dia fria), as de 5000ºK equiparam-se à luz do meio-dia. Como estas lâmpadas têm tão boas características, são a melhor opção para a fotografia digital.

O sistema de balanço de brancos da câmara é capaz de captar correctamente as cores sob qualquer tipo de iluminação. No entanto, é preciso lembrar que tipos de luzes diferentes projectam cores diferentes numa composição. É por isso que as fotografias tiradas dentro de casa têm normalmente uma dominante avermelhada, e as que são tiradas sob luzes fluorescentes têm uma aparência esverdeada. Quando escolher luzes ou lâmpadas para o estúdio, especialmente de iluminação contínua, deve investigar dois termos relacionados com a cor, usados para as descrever – temperatura de cor e índice de reprodução de cor (color rendering index)

Para verificar se os seus fusíveis
ou disjuntores vão aguentar as
luzes que pretende usar, adicione
todas as voltagens e divida-as por
110, para calcular o número de
amperes. Se o resultado for um
número superior ao dos fusíveis ou
dos disjuntores, use menos potência
ou ligue as luzes em circuitos
diferentes
• A temperatura de cor descreve o quão fria ou quente é a fonte de luz. Por exemplo, as lâmpadas incandescentes têm uma tonalidade mais quente e mais avermelhada do que as HMI, que são mais frias. A temperatura de cor é expressa em graus Kelvin (K). A luz de dia, num dia sem nuvens, ronda os 6500º Kelvin, uma mistura da luz do sol a 5500ºK com a luz do céu a 9500ºK. As luzes com temperaturas de cor mais baixas são mais avermelhadas, as de maior temperatura têm tonalidades azuis. Para medir a temperatura de cor, é possível usar um colorímetro. Este dispositivo é bastante dispendioso, e apesar de ser crucial em fotografia de filme, não é tão necessário em fotografia digital, por causa do sistema de balanço de brancos.

• O índice de reprodução de cor (CRI – Colour Rendering Index) é uma medida relativa que indica a forma como as cores mudam, quando iluminadas por um género de lâmpada particular, quando comparada com uma fonte de luz de referência, como a luz de dia. A luz de dia tem um CRI de 100, o máximo valor possível.

Quanto mais perto o CRI de uma fonte de luz estiver dos 100, mas exactamente reproduz as cores. A potência da luz contínua é geralmente expresso em watts, e ocasionalmente em lúmen.
• Os watts descrevem o consumo da potência, e não a quantidade de luz emitida. Por exe
mplo, pode haver vários sistemas de iluminação que usem lâmpadas de 100 watts, mas a sua eficiência de rendimento pode variar até 100%, ou mais.

• Os lúmenes indicam a intensidade da luz contínua e são a medida da potência total de uma lâmpada. Uma lâmpada fluorescente compacta de 27 watts tem 1750 lúmenes, o mesmo que uma lâmpada de tungsténio de 100 watts.

• A eficiência do reflector assegura que a luz disponível seja direccionada para o objecto a ser fotografado, e não para áreas fora do campo de visão da câmara. Geralmente, quanto mais brilhante for uma luz, menor é a abertura de diafragma necessária, ou maior pode ser a distância entre o objecto e os projectores. No entanto, para fotografar sobre uma mesa, quase qualquer tipo de luz funciona. Alguns projectores de luz contínua vêm equipados com um interruptor regulador de potência. Isto permite ajustar a luminosidade da lâmpada sem alterar a distância entre o projector e o objecto. No entanto, é preciso lembrar que a alteração da luminosidade de uma lâmpada, afecta a temperatura de cor da sua luz. Ajuste sempre o balanço de brancos da câmara depois de alterar a luminosidade de uma lâmpada.



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

A família Nvidia


Depois da 3dfx, a Nvidia foi a primeira companhia a entrar no mercado oferecendo boas placas 3D. A Nvidia foi a número 2 durante muito tempo, mas atualmente é seguramente a maior fabricante de placas, tanto que abocanhou até mesmo a 3dfx. Outras empresas, como a ATI e a Matrox continuam no mercado, apesar de terem uma participação muito menor.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Orientação por indícios

O Escuteiro deve ainda saber orientar-se por indícios que pode encontrar no campo e nas aldeias.

CARACÓIS – encontram mais nos muros e paredes voltados para Leste e para Sul.
FORMIGAS – têm o formigueiro, especialmente as entradas, abrigadas dos ventos frios do Norte.
IGREJAS – as igrejas costumavam ser construídas com o Altar-Mor voltado para Este (nascente) e a porta principal para Oeste (Poente), o que já não acontece em todas as igrejas construídas recentemente.
CAMPANÁRIOS E TORRES – normalmente possuem no cimo um cata-vento, o qual possui uma cruzeta indicando os Pontos Cardeais.


CASCAS DAS ÁRVORES – a casca das árvores é mais rugosa e com mais fendas do lado que é batido pelas chuvas, ou seja, do lado Norte.
FOLHAS DE EUCALIPTO – torcem-se de modo a ficarem memos expostas ao sol, apresentando assim as «faces» viradas para Leste e Oeste.
MOINHOS – as portas dos moinhos portugueses ficam geralmente viradas para Sudoeste.


INCLINAÇÃO DAS ÁRVORES – se soubermos qual a direcção do vento dominante numa região, através da inclinação das árvores conseguimos determinar os pontos cardeais.
MUSGOS E COGUMELOS – desenvolvem-se mais facilmente em locais sombrios, ou seja, do lado Norte.
GIRASSÓIS – voltam a sua flor para Sul, em busca do sol.




sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Fotografia de Estúdio


A luz que necessita para fotografar é muitas vezes proporcionada pela Natureza. No entanto, há alturas em que não existe luz suficiente, ou o tipo certo de iluminação, para a realização dos seus objectivos. Nestas alturas, os fotógrafos usam flashes electrónicos ou luzes de estúdio, acompanhados de reflectores, difusores e outros dispositivos que ajudam a controlá-los. Os estúdios profissionais gastam pequenas fortunas em equipamento de iluminação, mas nem toda a gente precisa de um estúdio profissional. Ruth Bernhard, que recebeu parte dos seus conhecimentos de Edward Weston, fez fotografias fantásticas de conchas, com o equipamento mais simples e barato que se possa imaginar. Em 1945, escreveu: “Antes de fotografar, eu dedico muito tempo ao estudo da iluminação. Gosto de utilizar projectores pequenos e pouco potentes em combinação com espelhos de toilette – do tipo das “lojas dos 300”. Raramente direcciono a luz directamente para a superfície, prefiro usá-la tangencialmente. Se alguma sombra mais dura interfere com a delicadeza da composição, uso ecrãs de difusão, mesmo nos espelhos. Com uma luz suave e pouco abundante, e um planeamento cuidado, a lindíssima forma plástica da concha pode ser recriada.” Por causa do custo e dos conhecimentos requeridos, a fotografia de estúdio tem estado reservada aos fotógrafos profissionais. No entanto, com o aparecimento das câmaras digitais e a enorme expansão de publicações baseadas na Internet e de leilões on-line, este tipo de fotografia é realizado hoje em dia por milhões de fotógrafos amadores.




quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Orientação pelo método das sombras iguais

Este método é muito mais preciso do que o anterior, mas é mais exigente na sua execução. A hora ideal para o aplicar é por volta do meio-dia solar e a vara a usar deve ficar completamente vertical e proporcionar pelo menos 30cm de sombra.

Começa-se por marcar, com uma pedra ou uma estaca, a ponta da sombra da vara. Com uma espia atada a uma estaca e a outra ponta atada à vara, desenha-se um arco cujo centro é a vara e raio igual ao comprimento da sombra inicial marcada, tal como na figura da esquerda.

Com o passar do tempo, a sombra vai-se encurtando e deslocando, mas a partir de certa altura volta a aumentar o seu comprimento e acaba por chegar até ao arco que foi desenhado no chão. Marca-se então o local onde incide a ponta da sombra. Unindo as duas marcas, obtemos uma linha que define a direcção Este-Oeste, tal como na figura da esquerda. Uma vez que a vara está exactamente à mesma distância entre as duas marcas, é fácil traçar então a linha da direcção Sul-Norte.

Usando um ramo com ponta bifurcada, uma vara ou ramo e algumas pedras, monta-se um sistema como o da figura à esquerda. As pedras ajudam a segurar a vara. Dependurando da ponta da vara um fio com uma pedra atada na ponta, obtém-se uma espécie de fio-de-prumo que garante assim termos uma linha exactamente vertical, tal como se exige neste método.