terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Martes martes, Marta

Taxonomia
Mammalia, Carnivora, Mustelidae.

Tipo de ocorrência
Residente.
 
Classificação
INFORMAÇÃO INSUFICIENTE - DD
Fundamentação: Não existe informação adequada para avaliar o risco de extinção nomeadamente quanto ao tamanho e declínio da população.

Distribuição
A marta ocorre na Ásia Menor, Irão, Norte da Sibéria e na maior parte do continente europeu (Labrid 1986). Na Península Ibérica apresenta uma distribuição descontínua, limitada à faixa mais setentrional e às ilhas Baleares ocupando, em Portugal, o Norte e Centro Este (Santos-Reis 1983, López-Martin 2002, Matos & Santos-Reis 2003). Esta representa o limite sudoeste da distribuição da espécie na Europa.

População
Não se conhece o tamanho populacional desta espécie no território nacional. No entanto, considerando a sua extensão de ocorrência e a densidade populacional referida por Ruiz-Olmo & López-Martin (2001) para a Galiza - 0,5 indivíduos/km2 - admite-se que, no máximo, a espécie tenha 2.500 indivíduos maduros.

A tendência populacional é desconhecida. Localmente a espécie poderá estar a declinar (F Álvares, com. pess.); no entanto, verificam-se factores que à escala global poderão ter um impacto positivo na espécie (p.ex. expansão do esquilo Sciurus vulgaris e aumento da mancha florestal autóctone). A ocorrer uma redução populacional, ela será inferior a 30%.

Habitat
A marta é uma espécie tipicamente florestal, que ocupa florestas de coníferas e bosques mistos maturos pois estes são diversificados em termos de roedores e conferem elevadas possibilidades de abrigo (Labrid 1986). As martas evitam áreas abertas, contudo dados relativos à Grã-Bretanha demonstram que a espécie não é estritamente dependente da floresta e tira partido da sua aptidão para explorar habitats rochosos (Birks 2002).

Em Espanha, um estudo revelou que a marta ocupa sobretudo áreas de altitudes entre os 1.600 e 2.200 m, bosques em encostas orientadas a norte e quase exclusivamente maduros ou de médio porte em que a cobertura das copas ultrapassa os 56% (Ruiz-Olmo & López-Martin 2001).

Factores de Ameaça

A fragmentação do habitat e as plantações extensivas de florestas de produção constituem os principais factores de ameaça para esta espécie por reduzirem o abrigo e o alimento disponível. As zonas de corte e florestação podem ainda ser um sumidouro para jovens dispersantes (Brainerd 1990). As martas são igualmente susceptíveis a outras perturbações de origem antropogénica, tais como a construção de infra-estruturas e urbanização.

Medidas de Conservação
A conservação da espécie beneficiará de todas as medidas que favoreçam o seu habitat, nomeadamente estratégias de renovação da floresta utilizando espécies florestais autóctones e uma gestão adequada dos povoamentos adultos (e.g. limpeza de matos para evitar o risco de incêndio).

É importante prosseguir o esforço de actualização do conhecimento sobre a distribuição e abundância da espécie, com ênfase na detecção de eventuais descontinuidades.
 in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

G&P M63A1 Tactical Rail Version

Marca G&P
Código do Produto GP-AEG024
Hop-Up Ajustável
Peso 4,536 kg
Comprimento 927 mm
Capacidade 1200 bb's
Potência 360 fps
Tamanho da Bateria Large 9.6v
Modo de tiro Semi, Full Auto
A G&P lançou a última versão da MK23 MG, chamando-a de G&P M63A1 Tactical Rail Version.

A arma real Stoner 63, também conhecida por XM22/E1, era um sistema modular de armas americano desenhado por Eugene Stoner no inicio da década de 1960. Foi colocada ao serviço em número muito limitado na guerra do Vietname por membros dos United States Navy SEALs e várias agências da lei à altura. Um desenho modular revolucionário, pode ser configurada como espingarda de assalto, metralhadora ligeira, cano ligeiro ou pesado, comando curto e outras variantes. Era ultimamente considerada demasiado complexa e foi desactivada na década de 1980 (em favor do combo M16 / M4 / M249).

Construída de uma mistura de metais e polímero, a arma tem um excelente peso e equilíbrio sem ser demasiado pesada. Usa uma gearbox tipo versão 2 com bearings 8mm e um motor G&P M120 de alta velocidade. Usa um cano interior de 440mm colocando-a a meio caminho entre uma M4A1 e uma M16.
O carregador caixa incluído leva 1200 BB's que é menos do que a maioria das caixas MG no airsoft (tipicamente 2500-4000 ) mas é ainda munição mais do que suficiente para o uso como arma de suporte e é significativamente mais fácil de usar do que as grandes caixas encontradas nas M249 ou M60.
Apesar da orientação óbvia como metralhadora, a arma tem selecção de tiro entre semi e full-auto tornando-a mais flexível para o uso em skirmishing dependendo se precisa de guardar munições, reservar poder de fogo e efectuar fogo de supressão.
A ligação da bateria é na traseira da coronha, de alguma forma similar ao setup clássico das AEG M16. Como tal, a sua grande capacidade de armazenamento permite levar quase tudo e incluir uma bateria de 10,8v 4400mAh NiCad (a bateria não está incluída).
Se é uma grande fan de metralhadoras e quer adicionar uma ao seu armeiro, actualmente é pequena e leve o suficiente para lutar com ela mais facilmente do que com a G&P Mk.23 que será um rival sério. Um MG por fora mas compatível com a família M16 no interior, tem um grande potencial no airsoft como arma de assalto/suporte para equipas.
Dada a extrema raridade da arma real (apenas cerca de 400 foram construídas), esta é não apenas mais barata mas também mais fácil de lhe chegar às mãos. Para aqueles que querem uma MG configurada Stoner 63 para exibição, referência, fotografia ou uso em filmagens, mas não disparando munições reais/salva, então esta é obviamente uma opção superior.
in Redwolf Airsoft

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mais nitidez

Se quer que os seus planos aproximados de flores tenham muito impacto, terá de captar imagens com o máximo de detalhes possível.

Focar com precisão é um dos pontos cruciais, sendo que depois pode usar o Photoshop para realçar todos os pormenores da foto original. O filtro Unsharp Mask será o seu maior aliado - um pequeno ajuste faz toda a diferença, sobretudo se tenciona imprimir as fotos.

Para melhorar a nitidez, vá a Filter»Sharpen»Unsharp Mask e defina Amount para 60% e Radius para 1.2 píxeis. Não ultrapasse os 80% em Amount, já que os contornos dos elementos na imagem começarão a ficar pixelizados e a qualidade de imagem poderá sair prejudicada.
in O Mundo da Fotografia Digital - Junho 2010

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SSE

O SSE não é mais exclusividade do Pentium III e 4, a AMD acrescentou novas 52 instruções, que permitem uma compatibilidade parcial com as instruções SSE do Pentium III, que são 70 no total.

Sabe-se que várias destas instruções são diferentes das encontradas no SSE do Pentium III, por isso pode ser que apesar de em menor número, as instruções do Athlon tenham uma eficiência parecida. De qualquer modo, mesmo uma implementação parcial, já deve melhorar um pouco o desempenho do Athlon nas aplicações optimizados para o SSE, diminuindo a vantagem do Pentium III, nas poucas aplicações onde ele ainda se porta melhor. Não deixa de ser uma estratégia interessante da AMD, esperaram que a Intel investisse rios de dinheiro para popularizar o SSE, para apanhar a 'boleia', sem gastar nada.
Falta ainda a compatibilidade com o SSE2 do Pentium 4, o que só foi implementado no AMD ClawHammer (ou K8), o primeiro processador de 64 bits destinado ao mercado doméstico.

Com o reforço, o 3D-Now! passou a chamar-se 3D-Now! Professional.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Escotismo

Em Setembro de 1913 foi nomeado presidente da recém-nascida associação António Sá Oliveira; Eduardo Moreira ocupou o lugar de Secretário e Melo Machado o de Escoteiro-Chefe Geral. Sá Oliveira dirigiu ainda a série inicial d’O Escoteiro (1915-1918), primeiro órgão de difusão da AEP e primeiro periódico português dedicado ao escutismo. Óbvio motivo da eleição de Sá Oliveira foi o seu indiscutível currículo pedagógico e prestígio social, bem como a promoção, no Liceu Pedro Nunes, de inúmeras actividades de self-governement e associativismo juvenil, e da implementação de metodologias de ensino activo, pioneiras à escala nacional.
A formação de cidadãos foi, desde a implantação do regime republicano, um aspecto fundamental, coincidindo essa fase com um dos períodos de mais larga difusão do movimento Escola Nova. À AEP prestaram várias colaborações João de Barros, Álvaro Viana de Lemos, Faria de Vasconcelos e Sá Oliveira, sob a forma de artigos nos seus periódicos; João de Barros confiou ao Grupo Nº 11, sediado no Liceu Luís de Camões a partir de 1915, dois dos seus três filhos, Henrique e Paulo de Barros.
No fim dos primeiros cinco anos de vida da associação, os resultados desapontavam ainda Melo Machado: «cinco anos, trezentos escuteiros – um resultado mínimo (…)». Oferecia como explicação para uma produção «menos que modesta, quasi desanimadora» a «falta de dinheiro», apelando à contribuição de beneméritos. Entre outros factores, o crescimento da AEP foi condicionado pela participação dos primeiros escoteiros em situações excepcionais na vida da capital, noticiadas recorrentemente pel’O Século, entre 1914 e 1918. Essa intervenção, muitas vezes efectuada em situações de perigo físico – que ficou para a crónica oficial da AEP como o “tempo heróico” do escotismo – terá contribuído para a resistência social na adesão ao fenómeno. Eram os escoteiros um grupo de autoeducação ou um corpo de socorro? A percepção do poder político parecia ser a última, suportada pela disponibilização dos grupos à requisição governamental para diversas tarefas, como a substituição de funcionários públicos em greve e prestação de cuidados de enfermagem. Logrou-se a oficialização da AEP, pelo Decreto Nº 3120-B, de Maio de 1917. Para a sua legalização, a colaboração de Eduardo Alberto Lima Basto foi fundamental; o então Ministro do Comércio favoreceu e assinou o decreto-fundador da AEP, sendo já nessa data os seus filhos Alberto, Eduardo e Edmundo escoteiros da associação.
A AEP manteve-se numa situação de total exclusividade legal até 1919, data em que a União dos Adueiros de Portugal, criada em 1914, foi reconhecida. Cada grupo tinha divisões que congregavam até cinco patrulhas, compostas por seis a nove rapazes. A sua progressão iniciava-se na fase de aspirantado e, após compromisso de honra, podia um jovem ser escoteiro de 3ª, 2ª ou 1ª classe, tendo como etapa de excelência última a categoria de Escoteiro da Pátria. Apesar se terem legalizado no país, entre 1919 e 1925, duas novas associações, facto inevitavelmente concorrencial, a década de vinte foi marcada por interessantes experiências escotistas. Em 1920 e 1924 foi promovida a participação portuguesa no primeiro e segundo Jamborees; em 1922 foi criado o primeiro Campo-Escola de chefes da AEP, que teve lugar na Escola Normal de Benfica; o 1º Congresso de Scouting efectuou-se em 1925, presidido por João de Barros, nos Paços do Concelho lisboeta. Com regozijo foi anunciado o resultado do censo de 1925: em 1 de Abril havia 1159 escoteiros, o maior número desde a fundação.
A propósito de uma possível fusão de todas as associações de escuteiros, hipótese considerada no início das conversações para a Federação Escutista de Portugal (FEP), entre 1927 e 1928, abriu-se a primeira dissensão entre elementos da “primeira geração” de escoteiros e a Comissão Administrativa dirigida por Tovar de Lemos. A base de toda a conflitualidade vivida nesses anos, concluímos, assentou na clivagem entre duas posturas ou perspectivas existentes no quadro de dirigentes da associação, sendo uma mais “profissional”, oposta a outra mais “honorária”. A primeira geração de boy scouts (Henrique de Barros, Fausto Salazar Leite e Dinis Curson, bem como com Mário Silva Jacquet, Francisco Castro Caldas, José Maria Galvão Teles e Eduardo Lima Basto, entre outros), escoteiros de carreira que em 1928 tinham sete, oito, dez, ou quinze anos de caminhada na AEP, encontrando-se em funções directivas como Comissários na Zona de Lisboa e na Comissão Administrativa da Direcção Central, prezava acima de tudo a experiência prática e técnica do escotismo; esta compadecia-se progressivamente menos com os elementos da Direcção Central que, tendo-se filiado no escotismo em fase adiantada da vida adulta, exerciam há alguns anos actividades administrativas ou de representação junto de outros organismos, detendo contudo autoridade e influência sobre as actividades dos grupos de que, na prática, pouco sabiam. Em consequência, em Dezembro de 1931, foi convocada uma Conferência Nacional de Dirigentes da AEP, onde estiveram representados quase todos os grupos da associação. Foi derrubada, com mais de dois terços de votos, a Comissão Administrativa de Tovar de Lemos, e empreendida a alteração de Estatutos e Regulamento Geral, legalizada em Decreto Nº 21397, de Junho de 1932, passando a Conferência de Dirigentes a órgão máximo da associação.
Durante o ano de 1935 aproximaram-se da AEP novos protagonistas, sem experiência escotista e indubitavelmente próximos do regime. Fosse por imposição exógena ou estratégia de sobrevivência dos próprios grupos “aépistas”, em Julho de 1935, na 3ª Conferência de Dirigentes, foi eleito Presidente da Comissão Permanente Pedro Teotónio Pereira, que por ter sido indigitado para Ministro do Comércio e Indústria resignou, sendo em 4 Abril de 1936 substituído pelo Capitão Álvaro Afonso dos Santos, eleito em Conselho Permanente presidente desse órgão, bem como da Comissão Executiva. Para marcar a nova posição, Afonso dos Santos fez regressar à Comissão Permanente Alfredo Tovar de Lemos. O órgão da AEP afirmava que a desoficialização do escotismo português não significava uma quebra da sua actividade, em contradição clara com a declaração de António Carneiro Pacheco, proferida no momento em que avançou, em primeira mão, a informação que havia de ser publicada por Portaria Nº 8488: a «desoficialização do movimento escutista, do qual, como todas as organizações similares aproveitaria a boa lição e a boa técnica e as boas vontades», pela «necessidade duma concentração de todos os esforços em um programa nitidamente nacional, a realizar pela articulação da escola com as organizações cooperadoras do programa educativo próprio do Estado.» 
Em 1941 Cortez Pinto passou a presidir à AEP, Franklin António de Oliveira tornou-se Comissário Geral e Alfredo Tovar de Lemos presidiu à Comissão Executiva, o qual fez questão de deixar claro que, a partir de então, os escoteiros-chefes deveriam dizer-se parte de “uma associação nacionalista”. A exteriorização de apoio ao regime instituído teve no início da década de 40 marcada importância, sendo exemplo a participação na homenagem pública a António de Oliveira Salazar, ocorrida no dia 4 de Maio de 1941.
in LUSITÂNIA SACRA XVI
A INTRODUÇÃO DO ESCUTISMO EM PORTUGAL
 de ANA CLÁUDIA S. D. VICENTE

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Necrópole de cistas das Casas Velhas

Necrópole com sepulturas de tipo "cistas", de reduzidas dimensões integradas em recinto tumular.
DESCRIÇÃO
Conjunto de cistas assentes em plataformas com inclinação suave, em forma de favo, dispostas em recinto tumular,sem estrutura circundante. Sepulturas de planta rectangular ou trapezoidal formadas por esteios colocados verticalmente, normalmente 4, 2 laterais maiores e 2 menores nos topos.
ENQUADRAMENTO
Rural, meia encosta, isolado, junto a um pinhal, no Lugar de Casas Velhas, EN. 261, desvio junto a Melides.
ÉPOCA CONSTRUÇÃO
Idade do Bronze (Bronze do Sudoeste) - 1500 / 1400 / 800 / 700 a.C.
OBSERVAÇÕES
Local em parte escavado nos anos 70 pelo Museu Arqueológico de Setúbal; desconhece-se qual a real extensão da necrópole. As necrópoles de cistas situavam-se longe dos povoados; cada sepultura individual continha normalmente um recipiente em cerâmica.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ardea purpurea, Garça-vermelha

Taxonomia
Aves, Ciconiiformes, Ardeidae.
 
Tipo de ocorrência
Estival nidificante.
 
Classificação
EM PERIGO - EN (C2a(ii))
Fundamentação: Espécie com população reduzida (que pode ser inferior a 1.000 indivíduos maturos), que tem vindo a diminuir e em que todos os indivíduos estão concentrados numa única subpopulação.
 
Distribuição
Esta espécie distribui-se pelo Paleártico Ocidental estando limitada a Norte pela Holanda e Polónia a sul pelo Irão, Casaquistão, Balcãs e África subsariana.

Menos de um quarto da população encontra-se na Europa. Ocasionalmente, também pode encontrar-se nos Açores, Ilhas Féroe, Finlândia, Ilhas Canárias, Madeira, Noruega, Reino Unido, República da Irlanda e Suécia (Cramp & Simmons 1977).

A população europeia migra para a África subsariana, embora muitas aves invernem no Sul da Europa e Arábia (Cramp & Simmons 1977).

Em Portugal, como nidificante distribui-se amplamente ao longo do litoral português, onde está presente de Março a Setembro, nidificando em zonas húmidas ou nas suas imediações.
 
População
Censos nacionais anuais, realizados a partir de 1998 (Encarnação V dados não publicados), indicam que a população está compreendida entre 270 e 600 casais.

Registou-se um ligeiro incremento nos últimos 10 anos, sobretudo na zona centro do País, onde se concentram as maiores e melhores áreas de habitat favorável para esta espécie. Contudo, deve ser tido em conta que este aparente incremento pode ser apenas resultado de uma melhor monitorização. Nos últimos dois anos esta tendência populacional positiva alterou-se em alguns locais, tendo-se verificado um acentuado decréscimo nas colónias mais importantes, nomeadamente no Estuário do Tejo, onde de uma situação com efectivos entre 294-299 casais em 1999, se passou para 52 a 59 casais em 2001 (S Coelho, com. pess.).

Em  termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Em Declínio, embora ainda provisoriamente, apresentando um declínio continuado moderado (BirdLife International 2004).

Habitat
Associada a zonas húmidas com áreas de vegetação densa de caniçais Phragmites australis. Frequenta estuários, rias, lagoas costeiras, valas, açudes, barragens e pequenos canais e diques que pertencem aos sistemas de irrigação dos arrozais. Prefere águas eutróficas pouco profundas, paradas ou com pouca corrente, de substrato arenoso, sedimentar, lodoso ou com vegetação, e ausente de rochas ou outro tipo de obstáculos.

Factores de Ameaça
Entre os factores de ameaça a esta espécie destaca-se a drenagem e destruição de caniçais para aproveitamento agrícola e pecuário e a má gestão dos recursos hídricos. Com efeito, tratando-se de uma ave extremamente sensível a alterações do nível da água, pode ser negativamente afectada por intervenções hidráulicas associadas a alterações dos níveis de água, com origem na gestão de açudes e barragens. Também alterações do uso do solo nas áreas circundantes às colónias que são utilizadas como locais de alimentação, nomeadamente o abandono da cultura de arroz ou conversão para a cultura de sequeiro ameaçam a conservação desta espécie. O corte e queima dos caniçais também prejudicam esta espécie, dado que o caniço é utilizado para a construção do ninho. É uma espécie extremamente sensível a qualquer tipo de perturbação nas áreas de nidificação, sendo negativamente afectada pelas acções de perturbação associadas ao turismo, caça e pesca. Esta espécie sofre ainda os efeitos de caça ilegal, sobretudo na Ria de Aveiro. Dada a sua grande dependência do meio aquático, é muito afectada pela poluição da água, por efluentes domésticos, industriais e agrícolas e ainda pela utilização de adubos, pesticidas e herbicidas nas zonas de alimentação, contaminando os recursos alimentares.

Medidas de Conservação
A conservação desta espécie requer a manutenção e incremento das áreas de habitat de suporte potencial para nidificação da espécie, nomeadamente de manchas de caniço, bem como das condições nos habitats de alimentação, assegurando a existência de zonas ricas em peixe e anfíbios. É uma espécie que beneficiará largamente da melhoria da eficácia do controlo e tratamento das descargas de efluentes. Carece também de medidas que visem reduzir a perturbação nos locais de nidificação e de um reforço na vigilância à caça ilegal. A criação e implementação de Planos de Ordenamento para áreas ecologicamente sensíveis onde a espécie ocorre e que integrassem estas orientações, asseguraria a sua conservação à escala nacional.

A monitorização dos efectivos nidificantes é fundamental.

A informação e sensibilização das populações em geral e das entidades responsáveis para a conservação da espécie, foi também identificada como tendo um papel importante na preservação desta ave.
 in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A primeira versão G&P GBBR da LMT MRP está disponível!

Marca G&P
Código do Producto BM-GBB15
Hop-Up Ajustável
Peso 3,270 kg
Comprimento 705.0 mm
Capacidade 50 bb's
Potência 388.0 fps
Fonte de energia Green / Top Gas
Blowback Sim
Modo de tiro Semi, Automático


LMT, Lewis Machine and Tool Company. A MRP tem um receptor superior de uma peça para AR's que permite ao atirador trocar o tamanho do cano em segundos.

 
Está equipada com um cano flutuante, que reduz o aquecimento e aumenta a precisão da arma verdadeira. Também aumenta a vida do cano, com um desenho de fácil acesso/limpeza.
 
Construída com Aluminum Die-Casting de alta qualidade. Este corpo em metal incluí os logos da LMT, e marca do corpo realísticas, bem como um número de série da LMT único estampado no corpo. Ela funciona muito bem logo à saída da caixa com um cadência de tiro bastante decente mesmo com um bateria 7.4v LiPo.
 
Características incluídas:
  • Receptor superior com rail em uma peça de metal
  • Receptor inferiro em metal, estilo LMT
  • Cano externo em uma peça
  • Ferrolho aberto, ferrolho em metal com nozzle plástico Standard da G&P
  • Punho em polímero para GBBR
  • Tapa-chamas standard 14mm CW
  • Miras QD dianteiras e traseiras em metal totalmente ajustáveis
  • 7 posições para montar sling QD a longo da réplica toda
  • 2 montagens de sling QD incluídas
  • 3 tiras de cobertura de rail de baixo perfil incluídas
  • 1 punho vertical curto com armazenamento incluído
  • Fuste com 6 posições colapável com armazenamento e cobertura de borracha
  • Recebe carregadores sistema M4/M16 GAS G&P/WA
  • Unidade hop-up adjustável em metal facilmente acessível por baixo do rail
  • Cano interior com ~280mm de comprimento
  • Alimentada por Green/ Top Gas
 in Redwolf Airsoft
 

sábado, 10 de dezembro de 2011

Conjugar flash e luz natural

Recorra ao flash integrado na câmara para fornecer mais luz ao primeiro plano, técnica designada como flash de enchimento. Pode parecer estranho usar o flash durante o dia, mas repare nas diferenças - com flash, a flor é incrivelmente branca; sem flash, a imagem tem pouca vida. Para alem disso, o flash de enchimento permitiu captar mais informação nos caules e escurecer o plano de fundo, destacando as flores.
O flash integrado na câmara é ideal para estas situações, porque não é tão potente quanto um externo, proporcionando um aspecto natural e convincente à foto.
in O Mundo da Fotografia Digital - Junho 2010

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Detalhes sobre o core Palomino

Quando o Pentium 4 foi lançado, houve quase que um consenso de que apesar do Pentium 4 existir em versões operando a frequências muito altas, o desempenho do processador, deixava um pouco a desejar, principalmente considerando-se o preço do P4 na época do lançamento. Porém, conforme novas aplicações e testes foram surgindo, incorporando optimizações para o Pentium 4, os resultados obtidos com ele começaram a melhorar um pouco. Alem do mais, o Pentium 4 já não era tão caro assim.
O Athlon Thunderbird por sua vez, assim como o Duron, apresentavam um desempenho muito bom, e tinham um preço bastante atractivo. Ambos permitiam ainda bons overclocks Porém, uma desvantagem da  plataforma, é que ambos consomem muito mais electricidade do que os processadores Pentium III e Celeron da mesma frequência. Isto traz como efeito colateral, também um aquecimento muito maior, o que obriga o utilizador a usar um cooler mais poderoso, quase sempre mais caro e mais barulhento.
A principal vantagem do Palomino, que vem sendo enfatizada pela AMD desde que o projecto começou a ser divulgado, são uma série de melhorias que reduziram o consumo eléctrico e dissipação térmica do processador em comparação com um Thunderbird da mesma frequência. O desempenho também melhorou, nada demais, apenas de 3 a 16% dependendo da aplicação, novamente segundo informações da AMD.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto