segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Airsoft Surgeon Custom 10/22 Carbon Barrel Edition

Marca Airsoft Surgeon
Código do Produto AS-1022-CB
Hop-Up Ajustável
Peso 3,520 kg
Comprimento 1200.0 mm
Capacidade 22 bb's
Potência 455.0 fps
Fonte de energia green top
Blowback Sim
Mode de Tiro semi-automático

A Airsoft Surgeon Custom 10/22 com cano em carbono é uma excelente pela de arte combinando beleza com performance. Uma espingarda de sniper/caçador potente e espectacularmente precisa com coronha em madeira real. Gatilho customizado para tiros rápidos.

Baseada num sistema de gás blowback KC02, compatível com gás Green/Top.
  • Armação em madeira real.
  • Cano em aço carbónico customizado.
  • Receptor em aço customizado.
  • Cano interior de precisão Prometheus 6.03mm.
 in 

sábado, 10 de novembro de 2012

Uma definição desacertada

Alguém disse que a História é uma grande mestra e outros disseram que é uma errata. Sinceramente creio que para reflectir sobre o sucedido com o Movimento dos Cursilhos de Cristandade, nos podemos aproveitar de duas coisas: da experiência do vivido e de que o vivido nos sirva para ir tratando de endereçar e corrigir o que se fez mal, ou o que à distância do ocorrido então, se comprova que poderia ter-se feito melhor. Com isso se pode ir logrando que o instrumento dos Cursilhos de Cristandade se vá perfilando na sua realidade, e afiando e aprimorando no seu acertado emprego em ordem à sua específica finalidade, para um melhor dispor de cada dia e que assim possa ir cumprindo com mais eficácia o seu objectivo.

Actos históricos - O que hoje chamamos Cursilhos de Cristandade, foram concebidos por um grupo de seculares, e a ideia, sua finalidade, sua estrutura e a disposição dos rolhos foi secular e só secular, ora bem, quando estes foram apresentados à hierarquia, entregamos-lhes todos os rolhos, notas e apontamentos. Então, acedendo à nossa petição, e porque entendíamos que necessitávamos sentir-nos mais Igreja, pedimos que se nomeassem, como assim se fez, uns sacerdotes, os quais seja dito em honra à sua grande compreensão e à liberdade com que nos deixaram actuar, pode conseguir-se que o Movimento dos Cursilhos tivesse uma "infância" feliz e sem maiores preocupações que as normais de um movimento novo que rompia e segue rompendo muitos esquemas.

Despois destes primeiros sacerdotes, vieram outros, e sem dúvida nenhuma com a melhor vontade e com a intenção e o desejo de ser mais fiéis à Igreja, endereçaram um tanto os Cursilhos até à sua eclesial visão daquele tempo, interessando-se mais porque os Cursilhistas os ajudassem a vitalizar e animar as suas organizações preferidas já existentes, que a apetrechar e dispor os Cursilhistas para que pudessem dar testemunho e razão da sua fé, no mesmíssimo ambiente em que a vida os havia colocado.

Estes mesmos sacerdotes elaboraram uma definição do Movimento dos Cursilhos, que nunca nos pareceu bem aos iniciadores.

A definição em questão, é a seguinte:

"Os Cursilhos de Cristandade são um Movimento da Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência do fundamental cristão em ordem a criar núcleos de cristãos que vão fermentando evangelicamente os ambientes ajudando-os a descobrir a sua vocação pessoal e os compromissos que se derivam pelo facto de estar baptizados"

Esta definição que se deu por boa na primeira e na segunda edição das "Ideias Fundamentais" contra a vontade expressa e expressada pelos iniciadores, traduz um clima a todas as luzes contrário ao espírito e ao clima do Vaticano II.

Possibilitar é facilitar, simplificar, suavizar, não complicar desnecessariamente as coisas.
Os núcleos não se criam, estavam já criados, existem, o que há que fazer é descobri-los, localizá-los. A vocação pessoal a vai descobrindo cada um. Uma intervenção não solicitada, nesta matéria, molesta aos que tem personalidade.

Quando se compreendeu o que é e significa o baptismo, maravilha-se um da dignidade consubstancial do facto de haver recebido o baptismo e não precisa que nada lhe descubra paternalmente os compromissos que dele derivam.

Por isso quando se fala de renovação, de actualização, creio que os Cursilhos têm de começar por renovar a sua definição. Por minha parte se isso for possível, também renovaria o nome. O de Cristandade, tem conotações que dão a entender que o que se quer é um retorno ao que foi o "cristianismo oficial" aceite sem mais por todos, enquanto não se demonstrasse o contrário.

Evidentemente a palavra "cristiania" expressa muito melhor e dá a entender com mais clareza do que se trata. Cristiania é algo pessoal: de alegre, alegria, alegrou-nos especialmente vê-la entrar pela porta grande da Teologia da caneta de um dos teólogos de tão grande prestigio e sólida formação, como Olegario González de Cardedal no seu livro "La Entraña del Cristianismo", (Pag. 31), publicado por "Secretariado Trinitario" - F. Villalobos 80, - 37007 - Salamanca.

Dir-se-ia que o cristão hoje, está chamado a circular pela vida com uma bagagem de convicção pessoal, de pessoal cristiania que se traduza no seu viver quotidiano tendo e empregando um critério cristão para tratar de ir aplicando-o em todos os avatares do seu viver, com o fim de poder-se dar a ele mesmo razão da sua fé e poder dá-la também aos do seu redor.

O dar-se ele mesmo razão da sua fé, não quer significar de maneira alguma que tem que desfrutar de uma autonomia selvagem, mas sim somente da precisa e suficiente, para poder obrar com a santa liberdade dos filhos de Deus na sua circunstância concreta, sem a "beatífica" atitude que produz o saber-se cumpridor de uma norma ao pé da letra, mas sim com a santa inquietude consubstancial ao facto de empregar com nobreza o critério oportuno, e até sentindo talvez no fundo de si mesmo certo compreensível temor agradecido por intentar e conseguir ser fiel ao espírito.

A definição para que responda mais à própria identidade do Movimento e ao mesmo tempo resulte verdadeiro, interessante e atractiva às pessoas de hoje, entendemos deveria formular-se assim:

"O Cursilho de Cristandade é um movimento que, mediante um método próprio, intenta, e pela graça de Deus, trata de conseguir que as realidades essenciais do cristão, se façam vida na singularidade, na originalidade e na criatividade da pessoa, para que descobrindo as suas potencialidades e aceitando as suas limitações, vá tomando interesse em empregar a sua liberdade para fazê-las convicção, vontade para fazê-las decisão e firmeza para realizá-las com constância no seu quotidiano viver pessoal e comunitário".

Quando se fala de renovar em extremo os Cursilhos, normalmente se ignora que a sua essência, o seu núcleo mais vivo, não tem uma dimensão visível no espaço, porque se move ao nível íntimo e profundo, onde a impressão é tão evidente para si mesmo, que a interpretação alheia nunca pode expressá-la com exactidão.

A tentação de "estar em dia", querer mudar "o de antes" por "o de agora", esquecendo que a fidelidade ao Movimento dos Cursilhos, precisamente pela sua grande simplicidade, consiste em que, desde a perspectiva de hoje, se vá deixando o que era "de antes" para que fique mais nu e vigente "o de sempre".

A atitude do homem ou da mulher ante o pessoal vital, que é a área de influência do Cursilho na pessoa, é sempre a mesma em todas as latitudes, lugares e culturas.

A atitude não ocupa tempo nem espaço. É uma postura ante o facto de viver.

O Cursilho não tem que sair-se nunca da área do "que", porque está pensado para que todos os que sejam capazes de compreendê-lo, vão descobrindo que desde o eixo da sua vida em graça, e começando pelos mais próximos, - (aqui, agora, desde já e desde hoje) - vão intentando tornar transparente o que significa para ele que viveu um Cursilho, sentir-se amado por Deus no seu existir normal, natural e humano, o que lhe vai dinamizando e dando um novo sentido à perspectiva do seu quotidiano viver.

O recém-saído de um Cursilho tem que ter uma pista adequada para que depois dos três dias se lhe possa ir esclarecendo a sua convicção, se sinta animado na sua decisão e afirmado graças à sua constância.

Sabemos que cada quem é livre para seguir ou não seguir a opção que se lhe oferece depois dos três dias, mas sabemos também que se o que se lhe oferece depois do Cursilho tem o mesmo espírito e o mesmo clima que ele conheceu, viveu e gostou, o mais provável é que também goste.

O que se lhe propõe é que ponha os meios para ser e sentir-se pessoa no mundo, no seu mundo, no que vive, no que Deus o colocou, no que cresce e se desenvolve.

Se bem não percamos de vista que não é o mesmo manter-se fiel ao aprendido durante três dias, que fazê-lo num plano constante e quotidiano do seu viver, mas o que importa é que o que se lhe ofereça seja para ele verdadeiro, atractivo, útil e alegre como o foi o Cursilho, se contribuiu o que se lhe pediu o primeiro dia dele mesmo.

Se o foco que se dá no Cursilho e sobre tudo no post-cursilho é o serviço que os Cursilhistas tem de prestar à Igreja instituição, aumentando as "pessoas da igreja", que já existem graças a Deus em todas as paróquias, não resulta dos Cursilhos nenhum avanço, nem nenhuma novidade, já que este foi sempre o rotineiro canal que se veio dando à inquietude cristã, e todo ele nos parece muito bem, mas estamos convencidos que não é suficiente.

Evidentemente a maior novidade do Cursilho e o seu melhor fruto é o entusiasmo que causa descobrir e comprovar através dos três dias do Cursilho, e depois dele, que existe um grupo vivo de cristãos amigos, que tratam de estar enraizados com o Evangelho no espírito e em verdade, que procuram fazê-lo vida, na sua vida mesmo primeiro, e que desde o mesmo lugar que ocupam, tentam integrar o cristão com naturalidade na sua normalidade, de tal maneira que lhes resulta gratificante, atractivo e alegre para eles e para os do seu redor.

Eduardo Bonnín

© Fundación Eduardo Bonnín Aguiló
documentos@feba.info
Mateo Enrique Lladó 3_1ºA y 2ºB - E-07002 Palma de Mallorca - Spain

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Guia prático para… Melhorar a composição III

Profundidade de campo
A profundidade de campo é uma excelente ferramenta de composição. Se usar uma abertura de diafragma pequena para obter uma profundidade de campo extensa, a cena ficará focada desde o primeiro plano até ao plano de fundo.
 
Se, no assunto, optar por uma abertura grande e ficar o foco no assunto, a profundidade de campo limitada ajudará a destacá-lo dos restantes elementos da cena, isolando-o com precisão. Esta técnica é muito utilizada na fotografia de vida selvagem, como pode ver na imagem acima.
Coloque-se ao nível dos olhos do assunto
A sua perspectiva em relação ao assunto pode fazer toda a diferença nas composições. Não se limite a ficar de pé quando fotografar vida selvagem, porque vai apenas obter imagens desconexas, vista de cima, frequentemente com elementos distractivos na composição.
É muito melhor colocar-se ao nível dos olhos do assunto, ajoelhando.se e usando um monopé ou deitando-se no chão. Ao combinar esta técnica com uma profundidade de campo limitada, vai evitar elementos confusos no primeiro plano e no fundo, obtendo composições mais limpas.
 
O poder do olhar
Os olhos e a direcção do olhar do assunto são elementos de composições importantes, especialmente no que diz respeito à vida selvagem. O ideal, quando o assunto fica descentrado no enquadramento, é fazer com que o seu olhar se dirija para o espaço vazio da imagem.
 
É igualmente importante que os olhos do assunto sejam o ponto de foco, quer esteja a fotografar vida selvagem ou retratos.
 
Os olhos do espectador serão naturalmente atraídos para os olhos do assunto. Caso não estejam devidamente focados ou não sejam o ponto principal, o espectador não terá um elemento para concentrar o olhar, pelo que a imagem perde força.

in O Mundo da Fotografia Digital - Agosto 2010

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Placas mãe - Bios

BIOS significa “Basic Input Output System”, ou, em Português, “sistema básico de entrada e saída”. O BIOS é a primeira camada de software do sistema, um pequeno programa que tem a função de “dar o arranque” no computador.

Durante o processo de inicialização, o BIOS fica encarregado de reconhecer os componentes de hardware instalados, dar o boot, e prover informações básicas para o funcionamento do sistema.

O BIOS é gravado em um pequeno chip instalado na placa mãe. Cada modelo de BIOS é personalizado para um modelo específico de placa, não funcionando adequadamente em nenhum outro. Assim como o cartão de crédito e a escova de dentes, o BIOS é “pessoal e intransferível”.

Quando inicializamos o sistema, o BIOS conta a memória disponível, identifica dispositivos plugandplay instalados no computador e realiza uma verificação geral dos componentes instalados. Este procedimento é chamado de POST e se destina a verificar se existe algo de errado com algum componente, além de verificar se foi instalado algum dispositivo novo. Somente após o POST, o BIOS entrega o controle do computador ao Sistema Operativo. Surge então a mensagem: “Iniciando o Windows 98”, ou qualquer outra, dependendo do sistema operativo instalado.

Após o término do POST, o BIOS emite um relatório com várias informações sobre o Hardware instalado no computador. Este relatório é uma maneira fácil e rápida de verificar a configuração de um computador. Para paralisar a imagem tempo suficiente para conseguir ler as informações, basta pressionar a tecla “pause/break” do teclado.

Na foto abaixo, por exemplo, temos um Pentium II de 266 MHz equipado com 128 Megabytes de memória SDRAM, divididos em três módulos (um de 64 e dois de 32); dois discos rígidos IDE de 2.1 Gigabytes e drive de disquetes. Também é possível identificar uma controladora SCSI ocupando o IRQ 10, e saber que a placa de vídeo está utilizando o IRQ 11:
Caso seja verificado algum problema durante o POST, o BIOS emitirá sinais sonoros, indicando que algo está errado. Vamos discutir mais sobre o BIOS e examinar as configurações do Setup mais adiante, no capítulo sobre configuração do BIOS Setup.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Nós e amarras X

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.

Um nó, para ser considerado bom deve satisfazer as seguintes condições:
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

Existem muitos nós, cada um com a sua utilidade diferente. Vamos aqui abordar alguns deles que podemos classificar do seguinte modo:

NÓ DE PESCADOR

Empregado para unir cabos escorregadios.



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Physeter macrocephalus, Cachalote

Taxonomia
Mammalia, Cetacea, Odontoceti, Physeteridae.

Tipo de ocorrência
Açores e Madeira: Apesar de os indivíduos estarem presentes durante todo o ano nas Zonas Económicas Exclusivas dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, deverão ter movimentos amplos, de tipo migratório, embora no caso das fêmeas e imaturos aqueles possam ser circulares e não pendulares, como nos machos.

Classificação
Açores e Madeira: VULNERÁVEL . VU (A1bd)
Fundamentação: A espécie teve uma redução do tamanho da população que pode ter atingido um valor superior a 50% nas últimas 3 gerações (67 anos), resultado de causas claramente reversíveis e compreendidas e que já cessaram, de acordo com a aplicação de um índice de abundância e a avaliação dos níveis de exploração.

Distribuição
O cachalote é uma espécie pelágica que se distribui por todos os oceanos, entre as latitudes de 60º N e 70º S, evitando apenas as regiões de gelos permanentes dos dois hemisférios. No entanto, verifica-se que machos e fêmeas apresentam diferentes comportamentos migratórios: enquanto os machos são cosmopolitas e podem, durante a migração de Verão, realizar maiores incursões em zonas polares, as fêmeas e os juvenis frequentam unicamente as águas tropicais e subtropicais compreendidas entre os 40º N e os 40º S (Evans 1987, Jefferson et al 1993, Whitehead  2003).

População
De acordo com Ávila de Melo (1978), a população de cachalotes na Madeira e Açores sofreu uma redução de 55,3% no período compreendido entre 1949 e 1967. Esta redução é considerada pelo mesmo autor como sendo referente ao apogeu da actividade baleeira, sendo por isso seguro considerá-la como a redução mínima sofrida pela população. Whitehead (2003) calculou uma redução média para a população mundial de 68% (referente ao período compreendido entre 1712 e 1999), incluindo áreas onde a redução foi notavelmente superior à verificada na Madeira e nos Açores no apogeu da caça. Não é conhecida a actual tendência populacional.

Habitat
Esta espécie ocorre em zonas de mar aberto.

Factores de Ameaça
Consideram-se como principais factores de ameaça a mortalidade acidental em artes de pesca, as colisões com embarcações e as actividades de observação de cetáceos.

Em virtude da moratória internacional na caça à baleia, da legislação vigente nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores e das campanhas de sensibilização generalizada para a conservação destes cetáceos, é de esperar que não se reinicie a caça a esta espécie. Não se consideram actualmente outras ameaças graves que possam reflectir-se numa redução populacional significativa no futuro.

Medidas de Conservação
Nos Açores, para além da legislação internacional em vigor, foi criada regulamentação para a actividade recreativa e comercial de observação de cetáceos. Estão a ser realizadas campanhas de educação e sensibilização ambiental, no âmbito de projectos de investigação diversos.

Na Madeira, para além da legislação internacional em vigor, foi implementada legislação regional de protecção.

O Museu da Baleia dinamiza a investigação, a divulgação e sensibilização para a conservação dos cetáceos neste Arquipélago.

No âmbito, do Projecto para a Conservação dos Cetáceos no Arquipélago da Madeira, promove-se a avaliação dos efectivos populacionais, estudos de biologia e ecologia, bem como a avaliação das principais ameaças no sentido de apresentar às entidades competentes propostas de novas medidas de conservação e campanhas de educação e sensibilização ambiental. Uma das medidas de conservação actualmente em processo de implementação é o regulamento de adesão voluntária para as embarcações comerciais de observação de cetáceos no sentido de minimizar o impacto desta actividade na Região Autónoma da Madeira. Igualmente no âmbito daquele projecto, está a ser preparado um plano de monitorização das populações de cetáceos a longo prazo.

Notas
Tratando-se o cachalote de uma espécie que efectua grandes deslocações entre os trópicos e águas temperadas ou subpolares, é de esperar que os indivíduos que ocorrem na Madeira e nos Açores pertençam ao mesmo núcleo populacional, razão porque foi considerada uma única população para efeitos de avaliação.
Taxonomia
Mammalia, Cetacea, Odontoceti, Physeteridae.

Tipo de ocorrência
Açores e Madeira: Apesar de os indivíduos estarem presentes durante todo o ano nas Zonas Económicas Exclusivas dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, deverão ter movimentos amplos, de tipo migratório, embora no caso das fêmeas e imaturos aqueles possam ser circulares e não pendulares, como nos machos.

Classificação
Açores e Madeira: VULNERÁVEL . VU (A1bd)
Fundamentação: A espécie teve uma redução do tamanho da população que pode ter atingido um valor superior a 50% nas últimas 3 gerações (67 anos), resultado de causas claramente reversíveis e compreendidas e que já cessaram, de acordo com a aplicação de um índice de abundância e a avaliação dos níveis de exploração.

Distribuição
O cachalote é uma espécie pelágica que se distribui por todos os oceanos, entre as latitudes de 60º N e 70º S, evitando apenas as regiões de gelos permanentes dos dois hemisférios. No entanto, verifica-se que machos e fêmeas apresentam diferentes comportamentos migratórios: enquanto os machos são cosmopolitas e podem, durante a migração de Verão, realizar maiores incursões em zonas polares, as fêmeas e os juvenis frequentam unicamente as águas tropicais e subtropicais compreendidas entre os 40º N e os 40º S (Evans 1987, Jefferson et al 1993, Whitehead  2003).

População
De acordo com Ávila de Melo (1978), a população de cachalotes na Madeira e Açores sofreu uma redução de 55,3% no período compreendido entre 1949 e 1967. Esta redução é considerada pelo mesmo autor como sendo referente ao apogeu da actividade baleeira, sendo por isso seguro considerá-la como a redução mínima sofrida pela população. Whitehead (2003) calculou uma redução média para a população mundial de 68% (referente ao período compreendido entre 1712 e 1999), incluindo áreas onde a redução foi notavelmente superior à verificada na Madeira e nos Açores no apogeu da caça. Não é conhecida a actual tendência populacional.

Habitat
Esta espécie ocorre em zonas de mar aberto.

Factores de Ameaça
Consideram-se como principais factores de ameaça a mortalidade acidental em artes de pesca, as colisões com embarcações e as actividades de observação de cetáceos.

Em virtude da moratória internacional na caça à baleia, da legislação vigente nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores e das campanhas de sensibilização generalizada para a conservação destes cetáceos, é de esperar que não se reinicie a caça a esta espécie. Não se consideram actualmente outras ameaças graves que possam reflectir-se numa redução populacional significativa no futuro.

Medidas de Conservação
Nos Açores, para além da legislação internacional em vigor, foi criada regulamentação para a actividade recreativa e comercial de observação de cetáceos. Estão a ser realizadas campanhas de educação e sensibilização ambiental, no âmbito de projectos de investigação diversos.

Na Madeira, para além da legislação internacional em vigor, foi implementada legislação regional de protecção.

O Museu da Baleia dinamiza a investigação, a divulgação e sensibilização para a conservação dos cetáceos neste Arquipélago.

No âmbito, do Projecto para a Conservação dos Cetáceos no Arquipélago da Madeira, promove-se a avaliação dos efectivos populacionais, estudos de biologia e ecologia, bem como a avaliação das principais ameaças no sentido de apresentar às entidades competentes propostas de novas medidas de conservação e campanhas de educação e sensibilização ambiental. Uma das medidas de conservação actualmente em processo de implementação é o regulamento de adesão voluntária para as embarcações comerciais de observação de cetáceos no sentido de minimizar o impacto desta actividade na Região Autónoma da Madeira. Igualmente no âmbito daquele projecto, está a ser preparado um plano de monitorização das populações de cetáceos a longo prazo.

Notas
Tratando-se o cachalote de uma espécie que efectua grandes deslocações entre os trópicos e águas temperadas ou subpolares, é de esperar que os indivíduos que ocorrem na Madeira e nos Açores pertençam ao mesmo núcleo populacional, razão porque foi considerada uma única população para efeitos de avaliação.

in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

G&P M870 MadDog Type Shotgun (Curta)

Marca G&P
Código do Produto GP-SHG002S
Hop-Up Ajustável
Peso 2,600 kgs
Comprimento 515.0 mm
Capacidade 22 bb's
Potência 350.0 fps
Fonte de Energia acção de bomba
Blowback Sim
Modo de tiro semi-automático

Uma shotgun extremamente popular, a M870 curta parece ser a arma real.
Largamente usada pelas agências das forças da lei em todo o mundo. Você está a olhar para uma arma de acção de bomba de calibre 6mm M870 curta da G&P.
  • Carregador de 22 bb's;
  • 350fps à saída da caixa;
  • Corpo em metal com marcas realísticas;
  • Construção sólida;
  • Punho M870 PA.
 in 


sábado, 3 de novembro de 2012

O Movimento dos Cursilhos de Cristandade

ESSÊNCIA E FINALIDADE

Deus é uma realidade patente em todos: na sua claridade ou na sua problemática, na sua presença ou na sua ausência, na superfície ou no fundo.

Todas as religiões, de uma maneira ou de outra, manifestam o que o homem fez e faz, para aproximar-se de Deus.

A Religião Cristã - a de Cristo - consiste em crer e tratar de evidenciar com a vida, a onda expansiva que produz o dar crédito à realidade do que Deus fez para aproximar-se do homem.

O Movimento dos Cursilhos consiste em:
  • Proclamar a melhor notícia da melhor realidade: que Deus, por Cristo, nos ama;
  • comunicada pelo melhor meio: que é a amizade;
  • até ao melhor de cada um: que é o seu ser de pessoa.
Este é o enquadramento, o foco, o ponto de mira, de onde se pode captar, melhor e mais optimamente, o essencial do Movimento, e a finalidade que com o Cursilho se quer conseguir, que é ir aprendendo a viver a vida à luz e ao impulso desta verdade, tratando de realizá-la na nossa realidade, tal e como se nos apresenta o nosso quotidiano viver, tentando perceber, valorizar e apreciar as coisas, os acontecimentos e as pessoas, desde a perspectiva do amor que Deus nos tem.

O conhecimento, o convencimento, a vivência e a convivência do FUNDAMENTAL CRISTÃO - (do amor que cremos nos tem Deus) - que no Cursilho se vive, nos dá notícia da sua existência, ocasião de afirmar e testemunhar a nossa convicção, experiência da possibilidade de fazê-la vida, e comprovação da sua eficácia. Nos ensina também o rumo certo do viver, despregando-nos e catalisando-nos o orgulho, a ambição e o egoísmo específico que nos lastra, propiciando-nos a decolagem das nossas qualidades pessoais, até à sua plenitude. Simplificando-nos e estimulando-nos a integração em um NÓS fraternal quente e humano; pois o que se compartilha de verdade e se realiza em companhia, é o caminho da distância que medeia entre o que de verdade nós somos, e o que se esforça honradamente em ser, num clima de autenticidade, que faz emergir a própria e verdadeira realidade de cada um, sem auto-enganos que a desfigurem ou disfarcem. Há quem perde o caminho da sua identidade para dirigir-se, com a melhor vontade a metas boas em si, mas que no lugar de levá-lo a uma maior plenitude e a um gozo gratificante, lhe nublam o panorama do seu normal viver e lhe azedam a vida com culpabilidades que, além de não serem verdadeiras, não contam para nada.

Tudo isto e muito mais, é o que em cada um, quer conseguir e na maioria das vezes consegue, o Movimento dos Cursilhos, com o fim de que as pessoas, conhecendo o autêntico sentido que tem a vida, possam ir vivendo-a, vendo com olhos novos as coisas de sempre.

PRÉ-CURSILHO

Qualquer homem ou mulher, tenha a idade que tiver, desde que tenha personalidade: (capacidade de convicção, de decisão e de constância), podem viver a experiência de um Cursilho, mas a essência mesma do que se pretende conseguir com ele, exige que esta experiência tenha que viver-se necessariamente em singular, já que o que se pretende fazer fermentar num cristão, é precisamente a singularidade, a originalidade e a criatividade específica de cada um, portanto, indo juntos marido e mulher, noivo e noiva, rapazes e raparigas, se embota e se reduz, quando não se anula, a sua finalidade ao desvirtuar-se a potência do conseguível, já que se parte de uma situação sociológica e convencional, que não permite que a mensagem do Cursilho chegue à raiz do seu próprio existir, por dar por supostos uns supostos que sempre é demasiado supor supô-los.

O encontro de cada um consigo mesmo, é o ponto mais ignorado do Movimento dos Cursilhos, apesar de ser o ponto chave onde radica a sua eficácia, é sem dúvida o mais difícil de captar por quem, desde sempre, situou o seu viver cristão no estacionamento pacífico da sua habitual e rotineira religiosidade, sem opção pessoal nenhuma, de onde costumam observar a realidade onde os homens de hoje se debatem, como quem vê passar um desfile de soldados de a pé, desde a tribuna das autoridades.

CURSILHO

O Cursilho é a reunião de uns quantos - de 25 a 35 - (mais os Dirigentes), num mesmo lugar, isolados da sua vida quotidiana durante três dias, onde em vivo e em directo, se vivem e se convivem umas realidades evangélicas feitas vida nos Dirigentes que se esforçam de verdade por vivê-las e anseiam por encarna-las.

O Cursilho é a evidência de um triplo encontro: consigo mesmo, com Cristo e com os irmãos,

Manifestando-se e proclamando-se numa conduta, ali pode provar-se e comprovar-se que a verdade vibra no coração do homem ante os valores cristãos, quando estes são vividos em plenitude y oferecidos gratuitamente.

O Cursilho proporciona ao que assiste e atende com a disposição devida que consiste em trazer a sua ilusão, a sua entrega e o seu espirito de caridade, o clima e o meio para: aceitar-se como é, compreender que pode ser melhor, e fazer o caminho em companhia.

Aceitar-se, com as suas qualidades e limitações. Ir compreendendo que sempre é possível melhorar, e saber viver e conviver em amizade.

O Cursilho não é uma mudança no sistema, mas sim uma mudança de sistema.

O Cursilho não é um acontecimento da vida, mas sim que é a maneira de ir logrando que a vida seja um continuo acontecimento.

O Cursilho não é um projecto que se realiza, mas sim uma realização que se projecta.

O Cursilho não é só uma realidade realizável na história, mas sim um giro que temos de dar à história.
 
REUNIÃO DE GRUPO

A Reunião de Grupo é a vida como realidade, partilhada em amizade.

Uma reunião de pessoas que, são amigas porque são cristãs, que se propõe a ser mais amigas para ser mais cristãs, e ser mais cristãs para ser mais amigas.

A Reunião de Grupo re-cria o termo amigo e lhe dá um sentido e um poder libertador e criativo.

A Reunião de Grupo se vai integrando pela disposição, o clima e a amizade dos seus componentes.

A Reunião de Grupo facilita e simplifica a continuação dos três encontros que o Cursilho iniciou e propiciou: consigo mesmo, com Cristo e com os irmãos. Não somente não esquecendo, mas sim remarcando e enfatizando que, dos três encontros, o primeiro é o mais importante, já que constitui a indispensável estrutura para que possam ir dando-se os outros dois.

O encontro consigo mesmo é o eixo, o pivot e o apoio de todo o Movimento dos Cursilhos. Quem compreende bem o Movimento, sabe que há mais distância da pele do homem a dentro do homem, que da pele do homem à Lua. Dinamizar o ânimo para ir percorrendo este caminho até ao centro dele mesmo, com o optimismo e a alegria que cria a proximidade amiga, desde a íntima convicção ao detalhe, é o principal objectivo que a Reunião de Grupo persegue e consegue, quando se põe os meios previstos, adequados e concretos para consegui-lo.

ULTREIA

A Ultreia é a circunstância que possibilita que o melhor de cada um, chegue aos mais possíveis, ali, simplesmente, sem complicações desnecessárias que o enredam, celebramos a festa de o encontrarmos, a alegria de nos sabermos unidos e o gozo de nos sentirmos motivados pelo mesmo.

Num lugar concreto, por um tempo determinado, pela Graça de Deus, a participação dos amigos e dos irmãos que assistem, e as orações de muitos, na Ultreia genuína, onde não a complicaram com ingredientes pios que a distorçam, pelo contacto com pessoas que o vivem, que o querem viver o que lhes doí não vivê-lo, o verdadeiro se faz oportuno, o bom se faz atractivo e o possível se faz concreto.

Na Ultreia, quando os Dirigentes cumprem o seu dever, que é portar-se como no Cursilho, sugerindo as oportunas Reuniões de Grupo, se vive e se convive o mesmo clima do Cursilho, e é dínamo de comunidades, aberta à inquietude do mundo e a sua ressonância na Igreja, entendida como comunidade de pessoas, movidas pelo amor de Cristo, pessoal neles pela Graça, e colectivo em todos pela caridade.

Eduardo Bonnín

© Fundación Eduardo Bonnín Aguiló
documentos@feba.info
Mateo Enrique Lladó 3_1ºA y 2ºB - E-07002 Palma de Mallorca - Spain

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Guia prático para... Melhorar a composição II

Regra dos terços
Há uma certa tendência para se centrar o elemento principal da imagem na composição. No entanto, esta é uma abordagem previsível, que raramente resulta em imagens originais. Uma solução simples é aplicar a Regra dos terços - coloque os elementos a destacar nas intersecções de linhas imaginárias desenhadas horizontal e verticalmente a um e a dois terços do enquadramento. Ao afastar o ponto principal do centro, adicionará mais intensidade, equilíbrio e contexto às suas fotos.

Tire partido das linhas orientadoras
É frequente vermos fotógrafos de instantâneos chegarem a uma cena, apontarem e fotografarem imediatamente. Estes fotógrafos estão apenas a registar o que está à frente deles, e não a pensar criativamente sobre a composição.

Recorrer a linhas de orientação presentes numa cena para conduzir o olhar do espectador é uma técnica quase sempre infalível. Procure linhas na cena ou em redor do assunto, como rochas, rios ou vedações, ou até mesmo edifícios, caminhos ou estradas. Tente posicionar as linhas de forma a que comecem perto dos cantos do enquadramento, de forma a que conduzam o olhar em direcção ao ponto de foco principal. No nosso exemplo acima, o passeio em redor do canal e os edifícios coloridos conduzem o olhar.
Uma objectiva grande-angular permite-lhe introduzir linhas orientadoras com maior facilidade, já que tende a dar ênfase à perspectiva e reforça as linhas horizontais que convergem para um ponto de fuga no horizonte. Baixar-se para ficar com o horizonte ao nível dos olhos também funciona bem.

Siga as curvas
As linhas curvas são excelentes para conduzir a atenção do observador até ao ponto que pretendemos destacar. Quando fotografar arquitectura, procure incluir linhas circulares, padrões e formas geométricas.

As escadarias, em espiral ou rectas, são um assunto clássico, óptimo para melhorar a sua técnica de compisção. Ao preencher totalmente o enquadramento, tirando o máximo partido das formas geométricas repetitivas - como pode ver à esquerda - vai usar as curvas e a perspectiva para atrair o olhar para a imagem, em direcção ao ponto de destaque da foto.
in O Mundo da Fotografia Digital - Agosto 2010


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Pão por Deus

Hoje toda a comunicação social fala do Halloween... Festejam-se tradições vindas do exterior esquecem-se as nossas! O "Pão por Deus" era um tradição nacional pelo menos nos arredores de Lisboa e no arquipélago dos Açores. Porquê? Porque em 01 de Novembro de 1755 Lisboa foi atingida pelo terramoto que destruiu a cidade e duas horas depois o arquipélago dos Açores era atingido pelo maremoto resultante desse fenómeno sísmico.
Em Portugal no dia 1 de Novembro ou de todos-os-santos, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus (ou o bolinho) de porta em porta. O dia de pão-por-deus, ou dia de todos os fieis defuntos, era o dia em que se repartia muito pão cozido pelos pobres. Registado no século XV como o dia em que também se pagava um determinado foro: "Pagardes o dito foro em cada hum ano em dia de pão por Deos".
 
"Em Roriz não se chama pão por Deus, nem bolinhos, nem santoros a comezaina que se dá aos rapazes no dia de Todos os Santos ou de Finados. O que os rapazes vão pedir por portas, segundo lá dizem, é — os fieis de Deus."
As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, tremoços amêndoas,ou castanhas que colocam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’. Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo à base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes. São vários os versos para pedir o pão por deus:

“     Ó tia, dá Pão-por-Deus?
Se o não tem Dê-lho Deus!.  ”
“     Ó tia, dá pipi?     ”

Ou então:
“     Bolinhos e bolinhos
Para mim e para vós
Para dar aos finados
Qu'estão mortos, enterrados
À porta daquela cruz ”

ou
“     Pão, pão por deus à mangarola,
encham-me o saco,
e vou-me embora.”

“     Tenho um saco à gringola,
se mo encherem vou-me embora!”

“     Pão por Deus,
Fiel de Deus,
Bolinho no saco,
Andai com Deus.”

“     Truz! Truz! Truz!
A senhora que está lá dentro
Assentada num banquinho
Faz favor de s'alevantar
Para vir dar um tostãozinho.”

Quando os donos da casa dão alguma coisa:
“     Esta casa cheira a broa
Aqui mora gente boa.
Esta casa cheira a vinho
Aqui mora algum santinho.”

Como não é muito aceitável rejeitar o bolinho às crianças, as desculpas eram criativas:
“     Olha foram-me os ratos ao pote e não me deixaram farelo nem farelote     ”

A quem lhes recusa o pão-por-deus roga-se uma praga em verso:
“     O gorgulho gorgulhote,
lhe dê no pote,
e lhe não deixe,
farelo nem farelote.”

ou
“     Esta casa cheira a alho
Aqui mora um espantalho
Esta casa cheira a unto
Aqui mora algum defunto.”

ou deixa-se uma ameaça enquanto se fugia em grupo e entre risos
“     senão leva com a caneca no focinho!     ”

O termo caneca podia ser substituído por tranca ou cavaca (um pedaço de lenha)

Com o passar do Tempo, o Pão-por-Deus sofreu algumas alterações, os meninos que batem de porta em porta podem receber dinheiro, rebuçados ou chocolates. Esta actividade é principalmente realizada nos arredores de Lisboa, relembrando o que aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755, aquando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas que viram todos os seus bens serem destruídos na catástrofe, tiveram que pedir "pão-por-deus" nas localidades que não tinham sofrido danos.


Chipset

Seguramente, o chipset é o componente mais importante da placa mãe, pois é ele quem comanda todo o fluxo de dados entre o processador, as memórias e os demais componentes. Os barramentos ISA, PCI e AGP, assim como as interfaces IDE, portas paralelas e de série, além da memória e do cache, são todos controlados pelo chipset.

O chipset é composto internamente de vários outros pequenos chips, um para cada função que ele executa. Temos um chip controlador das interfaces IDE, outro controlador das memórias, etc. Daí o nome Chipset, ou “conjunto de chips”. Existem vários modelos de chipsets, cada um com recursos bem diferentes. Nas placas mãe sockett 7, por exemplo, são utilizados os chipsets i430FX, i430HX, i430VX e i430TX, fabricados pela Intel, além de chipsets de outros fabricantes.

Nas placas super 7, temos uma predominância dos Chipsets Apollo MVP 3, Aladdin V e Sis, enquanto nas placas para Pentium II encontramos basicamente o i440FX, i440LX, i440EX e o i440BX. A lista dos chipsets em uso inclui também os chipsets i810, i820, Via Apollo 133, entre vários outros. Mais adiante, no capítulo sobre chipsets, vamos estudar com detalhes os recursos de cada modelo de chipset disponível actualmente.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

 


 
 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Nós e amarras IX

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.

Um nó, para ser considerado bom deve satisfazer as seguintes condições:
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

Existem muitos nós, cada um com a sua utilidade diferente. Vamos aqui abordar alguns deles que podemos classificar do seguinte modo:

NÓ DE ESCOTA DUPLO
 
Mesma utilização do Nó de Escota, proporcionando, entretanto mais firmeza da união.
 



terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ciconia nigra, Cegonha-preta

Taxonomia
Aves, Ciconiiformes, Ciconiidae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante.

Classificação
VULNERÁVEL . VU* (D)
Fundamentação: Espécie com população muito reduzida, estimada entre 150 e 250 indivíduos. No entanto, por se admitir que a população em Portugal poderá ser alvo de imigração significativa e não ser de esperar que a imigração das regiões vizinhas possa vir a diminuir, na adaptação à escala regional desceu uma categoria.

Distribuição
É uma espécie afro-eurasiática migradora. Durante a época de nidificação distribui-se pela Península Ibérica e da Europa Central até Leste da Sibéria. No Outono, estas populações migram para África subsariana, para o Leste e Nordeste de África, e do Paquistão ao Sudeste e Leste da China. Alguns indivíduos permanecem na Península Ibérica durante o todo o ano. Existem ainda populações dispersas na África austral, parcialmente migradoras (del Hoyo et al. 1992, Wetlands International 2002).

Em Portugal ocorre no Interior, sobretudo associada às bacias hidrográficas dos rios Tejo, Douro e Guadiana.

População
O primeiro recenseamento nacional da população nidificante foi realizado em 1995-1997. Foram então recenseados entre 83 a 96 casais em território nacional (Rosa et al. 2001a). Anteriormente a este recenseamento muitas áreas de ocorrência da espécie eram ainda desconhecidas, sobretudo no sul do país, por falta de prospecção.

O último recenseamento encontra-se ainda em curso; no entanto, é já possível adiantar que existe uma certa estabilidade populacional desta espécie desde 1997. A população nacional representa cerca de 1% da população europeia e 20% da população ibérica, a qual constitui um núcleo aparentemente isolado, em termos de reprodução, do restante europeu (Jans & Lorge 2001, Cano & Hernández 2003, Jadoul 2001, Pojer 2001, Rosa et al. 2001a, Villarubias et al. 2001).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Depauperada, tendo apresentado um declínio histórico acentuado (BirdLife International 2004).

A cegonha-preta em Espanha foi classificada como Vulnerável (VU) (Madroño et al. 2004), mas o núcleo populacional em Portugal pertence a uma população ibérica que se encontra estável no centro da sua distribuição, havendo evidências de expansão nalgumas áreas marginais (Cano et al. in press). Por este motivo e ainda por serem conhecidos casos não filopátricos na Península Ibérica, admitiu-se assim um risco de extinção mais reduzido em Portugal, tendo-se descido uma categoria na adaptação regional.

Habitat
Pode nidificar em árvore ou rocha, ocorrendo tanto em escarpas de linhas de água ou de serras, como em áreas de montado, de matagal ou de pinhal maduro. No nosso país apenas foi observada a alimentar-se em zonas húmidas, nomeadamente linhas de água, charcas e albufeiras.

Factores de Ameaça
A perturbação humana sobretudo devido a actividades de recreio, de turismo e de desporto em áreas de nidificação, de alimentação e de concentração pós-nupcial constitui o principal factor de ameaça. Muitas dessas actividades são desenvolvidas em áreas críticas para esta espécie, devido à crescente abertura e melhoramento de vias. Durante a época de nidificação as actividades extractivas e agro-silvo-pastoris, nomeadamente extracção de inertes, as podas, o descortiçamento, o corte, a lavra, a ceifa, o pastoreio, entre outros, constituem também factores de ameaça a considerar. Assiste-se também a uma perda, alteração e degradação do habitat sobretudo associada à construção de grandes infra-estruturas hidráulicas, à abertura e melhoramento de vias, aos incêndios e à reconversão de habitats e povoamentos florestais com espécies de crescimento rápido (e.g. eucalipto e pinheiro-bravo) e os parques eólicos. Sendo uma ave planadora, as infra-estruturas da rede eléctrica constituem também ameaça pelo perigo de colisão (Franco et al. in prep.).

Medidas de Conservação
Muitos casais nidificam em áreas onde não se encontram outros valores avifaunísticos relevantes, pelo que apenas cerca de 50% da população ficou abrangida pela rede de Zonas de Protecção Especial. Este aspecto ressalva a importância da existência de um adequado ordenamento do território e gestão de actividades humanas mesmo fora de áreas classificadas. A regulamentação de actividades recreativas, como as náuticas e as terrestres motorizadas, acompanhada de fiscalização, é imperativa em áreas de nidificação mais vulneráveis e importantes. Parece ser crucial a divulgação e sensibilização, da necessidade de conservação do património natural, dirigida tanto ao público em geral, como aos gestores, proprietários e dirigentes institucionais e políticos (Franco et al. in prep.).

Notas
Ocasionalmente são observados indivíduos durante o Inverno.
in Livro Vermelho dos Vertebrados