terça-feira, 27 de agosto de 2013

Tringa totanus, Perna-vermelha

Taxonomia
Aves, Charadriiformes, Scolopacidae.

Tipo de ocorrência
Nidificante, que se desconhece se é residente ou migrador.

Classificação
População nidificante: CRITICAMENTE EM PERIGO - CR (D)
Fundamentação: Espécie com população extremamente reduzida (admitindo-se que seja inferior a 50 indivíduos maturos).

Distribuição
Islândia, Europa e Ásia Central. A subespécie que ocorre em Portugal distribui-se desde as ilhas Orkney e Shetland, abrangendo a Península Ibérica, Europa do Norte, Norte da Itália, Tunísia, Turquia até à Sibéria (del Hoyo et al. 1996, Hagemeijer & Blair 1997).

Em Portugal Continental distribui-se pelo Centro e Sul do território, restrita a várias zonas húmidas costeiras e interiores, nomeadamente Estuário do Tejo, Estuário do Sado, Ria Formosa e Castro Marim (Rufino 1989, Farinha & Costa 1991, ICN dados não publicados).

População
Muito pequena, provavelmente menor que 50 indivíduos maturos. Existem registos isolados de nidificação confirmada em várias zonas húmidas costeiras (ICN dados não publicados). Em outras zonas húmidas interiores é possível a sua nidificação (ICN dados não publicados). A ocorrência de registos aumentou nos últimos anos, provavelmente devido mais a um maior esforço de obtenção de registos de nidificação do que a uma tendência populacional.

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Em Declínio, apresentando um declínio continuado moderado (BirdLife International 2004).

Habitat
Utiliza várias tipos de zonas húmidas costeiras e de interior, nomeadamente sapais salobros, salinas abandonadas e lagoas ou albufeiras.

Factores de Ameaça
Esta população está ameaçada principalmente por factores intrínsecos, nomeadamente a sua distribuição restrita. A sua dependência do habitat de nidificação torna esta população muito vulnerável à perda ou degradação de habitat (por acção do Homem), nomeadamente abandono ou degradação de salinas, a transformação de salinas e sapais em aquacultura marinhas ou sua drenagem.

Medidas de Conservação
A maior parte das zonas húmidas onde a espécie ocorre encontram-se abrangidas em áreas com estatuto de protecção legal (e.g. Castro Marim, Estuário do Sado) ou designadas como Zonas Importantes para as Aves (e.g. Estuário do Mondego) (Costa et al. 2003).

No entanto, é necessário assegurar a conservação do habitat de nidificação e a minimização dos factores de ameaça referidos, nomeadamente a promoção da salinicultura. Importa obter estimativas fiáveis do efectivo populacional e melhor conhecimento da sua distribuição.

Notas
Em Portugal Continental apresenta população invernante numerosa e com distribuição alargada, em situação Pouco Preocupante (LC); ocorre também como migrador de passagem.

in Livro Vermelho dos Vertebrados



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

WE M4 AEG RIS - BK (Katana System - M120 Red Cylinder)

Marca: WE
Código do Produto: WE-AEG0006
Hop-Up: Ajustável
Peso: 3,200 grs
Comprimento: 802 mm
Capacidade: 300 bb's
Potência: 340 fps
Motor: v2
Tamanho da Bateria: 7.4 LIPO, 8.4 NiCd
Modo de Tiro: semi-automático, automático

A M4 RIS é a réplica de airsoft mais popular devido ao seu mecanismo interno e ao facto de que o cano exterior já tem rails para montar qualquer acessório que precise. O seu aspecto geral e a sua confiabilidade são também factores muito comuns. A WE apresentou qualquer coisa diferente para variar. Ela agora usa um cilindro do motor que pode ser facilmente mudado apenas abrindo e substituindo por outro com menos ou mais potência. Se não quiser comprar outro cilindro, pode mudar a mola no cilindro facilmente.

Ela é construída basicamente em metal, com excepção da coronha e do carregador hi-cap em plástico.

A única coisa que é diferente no exterior é a coronha modular. Além disso apenas nos mecanismos internos. Internamente, é tudo Mariu excepto o cilindro tornando-a muito fiável e até permite montar um MOSFET nela. Ela dispara a 340 fps com o cilindro vermelho e funciona muito suavemente. Nós esperamos que a nova geração das AEG's WE funcionem de forma similar a esta porque é um prazer jogar com ela!


in


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Câmaras e Imagens Digitais

As imagens digitais são formadas por minúsculos pontos de cor. Esses pontos, que normalmente existem aos milhões numa imagem, são tão pequenos e estão tão juntos que se combinam e transformam nos tons suaves e contínuos que estamos habituados a ver nas fotografias captadas em filme. As imagens digitais podem ser captadas directamente com câmaras digitais, ou através da digitalização de transparências, negativos, ou provas impressas. O resultado final é uma imagem num formato universalmente reconhecido, que pode ser facilmente manipulado, distribuído e utilizado. Este formato digital de imagem, e em particular o desenvolvimento da Internet, abriram novas portas para a fotografia, como mostraremos neste texto. Vamos começar por dar uma vista de olhos às câmaras e imagens digitais. Neste capítulo encontrará as bases para a compreensão da fotografia digital.

Muito antes da descoberta da fotografia, os artista já utilizavam câmaras escuras (ou “camera obscuras”, em Italiano). A luz entrava na câmara através de uma pequena abertura, chamada pinhole (buraco de agulha ou orifício estenopeico), projectando uma imagem de uma cena na parede oposta.

Inicialmente, estas câmaras especiais eram desenhadas apenas para demonstrar este fenómeno “mágico” mas, no século XVI, os artistas italianos diminuíram o tamanho das enormes câmaras e criaram caixas portáteis, substituindo os buracos de agulha por uma objectiva, adicionando um espelho para inverter a imagem e uma superfície de vidro translúcido onde a imagem era projectada e visualizada.

Desta forma podiam desenhar manualmente as imagens projectadas.

Mas Henry Fox Talbot pretendia captar directamente as imagens e, foi esse impulso que, mais tarde, levou à invenção da fotografia. No entanto, apesar das enormes evoluções tecnológicas ao longo dos anos, a caixa escura e as objectivas continuam a ser as bases da fotografia moderna.
As câmaras foram descobertas antes da fotografia. Centenas de anos antes de conseguirem registar directamente as imagens, as pessoas já viam as imagens projectadas.
Abu Ali Hasan Ibn al-Haitham, também conhecido Alhazen, que vemos nesta nota de 10.000 dinares iraquianos, apresentou a primeira explicação correcta sobre a visão, demonstrando que a luz é reflectida para os olhos a partir de um objecto. Ele afirmou ter “inventado” a câmara obscura.
Esta é a vista de uma câmara fotográfica. Com os seus foles flexíveis removidos, podemos ver o vidro, que funciona como o plano de focagem e que, quando se tira a fotografia, é substituído por película ou por um sensor digital. A objectiva projecta a cena invertida nesse plano. Imagem cortesia HP.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Placas com componentes onboard

Não apenas no Brasil, mas no mundo todo, as placas mãe com vídeo, som, rede e muitas vezes até mesmo modem e rede onboard vem ganhando cada vez mais espaço. A principal vantagem destas placas é o baixo custo. Sai muito mais barato comprar uma placa mãe com tudo onboard do que comprar uma placa mãe pelada mais os componentes em separado. Mas e nos outros requisitos, qualidade, possibilidades de upgrade, estabilidade, etc.?
 

Em praticamente todas as placas onboard o utilizador pode desactivar individualmente os componentes onboard através de jumpers ou do Setup, e substituí-los por placas convencionais em caso de avaria ou upgrade, desde claro que existam slots de expansão disponíveis. Apenas algumas placas da PC-Chips, como a M748MRT pecam neste sentido, pois possuem apenas um slot de expansão disponível. Na M748 por exemplo, que vem com vídeo, som, modem e rede, temos apenas um slot ISA e outro PCI, porém os slots são compartilhados, de modo que só se pode usar um de cada vez, ou o ISA ou o PCI. E se o usuário desactivar o modem a placa de som é desactivada junto e vice-versa. Se por acaso o modem avariar, o utilizador terá que colocar outro modem e ficar sem som, ou colocar uma placa de som e ficar sem modem.
 
Porém este é um caso isolado, na maioria das placas onboard é possível substituir os componentes sem problemas. Só existe o velho problema da falta de slot AGP para a placa de vídeo, já que na maioria das placas o vídeo onboard ocupa o barramento AGP, sobrando apenas os slots PCI para conectar outras placas de vídeo. Como sempre, existem placas boas e placas más, não dá para jogar tudo no mesmo saco. As placas onboard vem se tornando populares em todo o mundo, mesmo nos EUA. Claro que por lá compram Asus, Soyo, Supermicro, etc., não X-Cell, BX-Pro e outras que aparecem por aqui, mas mesmo lá as onboard vem ganhando terreno devido ao seu baixo custo.

Excluindo-se o desempenho dos componentes onboard, (já que a placa de vídeo que vem de brinde numa placa mãe nunca será tão rápida quando uma placa 3D topo de linha, por exemplo), o desempenho mostrado por um computador construído com uma placa com componentes onboard (considerando que seja usada uma placa de boa qualidade) ficará bem próximo de outro montado com uma placa sem nada onboard. Dos componentes onboard, o único que suga o processador é o modem. Mas este é o caso de todos os softmodems, todos aqueles baratinhos de 20, 30 dólares que se vendem por aí, alem de alguns modelos mais caros. Os únicos modems que não sugam o processador são os hardmodems, porém estes são bem mais caros, a partir de 100 dólares, e estão se tornando cada vez mais raros. Até os modems de 33.6 quase todos os modems eram hardmodems, a partir dos modems de 56K é que tivemos a proliferação dos softmodems que são mais baratos.

O vídeo onboard também rouba um pouco de desempenho caso usado, pois compartilha o barramento com a memória com o processador. Caso a sua preocupação seja o desempenho, o mais recomendável é utilizar uma placa externa.

Existem também chipsets que já vem com componentes integrados, como o i810 (da Intel) e o Via MVP4 (da Via). O i810 por exemplo vem com um chipset de vídeo Intel 752 embutido, que equivale a uma placa 3D mais simples. É mais rápido do que uma Viper v330 por exemplo.

Daqui a um ou dois, anos arrisco o palpite de que a maioria das placas à venda virão com som e modem onboard, pois é muito mais barato integrar estes componentes na placa mãe ou no próprio chipset do que compra-los separadamente. Só as placas voltadas para o mercado de alto desempenho virão sem estes componentes, permitindo ao utilizador usar o que quiser.

As placas onboard não são sempre as vilãs da historia, é a mesma coisa de uma placa mãe pelada mais as placas de expansão, a única diferença é que é o fabricante quem determina qual a placa de som, modem e vídeo que virá junto com a placa. Para muitos utilizadores esse conjunto compensa, pois sai muito mais barato. Existem placas com bons componentes onboard, mas claro, depende muito do fabricante. Uma placa mãe de segunda linha quase sempre vai ser uma porcaria, independente de ter ou não componentes onboard.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Nós e amarras XLII

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

Existem muitos nós, cada um com a sua utilidade diferente. Vamos aqui abordar alguns deles que podemos classificar do seguinte modo:
Ancoragens

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Turdus philomelos, Tordo-pinto, Tordo-músico

Taxonomia
Aves, Passeriformes, Turdidae.
 
Tipo de ocorrência
Nidificante, que se desconhece se é residente ou migrador.

Classificação
QUASE AMEAÇADO - NT* (D1+2)
Fundamentação: Espécie com população reduzida (admitindo-se que possa ser inferior a 1.000 indivíduos), com possibilidade de apresentar um número de localizações muito restrito. Na adaptação à escala regional desceu uma categoria, por se admitir que a população em Portugal poderá ser alvo de imigração significativa das regiões vizinhas e por não ser de esperar que essa imigração possa vir a diminuir.

Distribuição
Como nidificante, distribui-se por quase toda a Europa, à excepção dos sectores mais meridionais, e por grande parte da Ásia Ocidental; tem uma área de invernada essencialmente circum-mediterrânica (Cramp 1992).

Em Portugal, o tordo-pinto encontra-se a nidificar nas zonas serranas do extremo norte do território continental, no Minho e em Trás-os-Montes.

População

A população nidificante nunca foi recenseada. No entanto, através das observações efectuadas durante a realização de diversos trabalhos de Atlas (Reino 1994, Pimenta & Santarém 1996, Patacho 1998) e de censos efectuados no Parque Nacional da Peneda-Gerês (Cardoso 1999) é possível estimar que a população é pequena, estando provavelmente compreendida entre 250 e 10.000 indivíduos maturos. Esta população parece estar em expansão (M Pimenta, com. pess.).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada  Não Ameaçada (BirdLife International 2004).

O tordo-pinto em Espanha está classificada como Pouco Preocupante (LC) (Madroño et al. 2004) e não estão documentadas regressões populacionais para esse país (Vázquez 2003b), o que leva a admitir um risco de extinção em Portugal mais reduzido, tendo-se descido uma categoria na adaptação regional.

Habitat
Bosques de folha caduca ou mistos, com predominância para carvalhais Quercus spp, bosques de faias Fagus spp. e matas ribeirinhas com amieiros Alnus glutinosa e freixos Fraxinus spp. (Reino 1994, Pimenta & Santarém 1996; Patacho 1998, Cardoso 1999).

Factores de Ameaça
Os factores de ameaça não estão devidamente estudados, mas os incêndios, com a consequente destruição das zonas de matas caducifólias onde nidificam, são sempre uma ameaça potencial. A população invernante está sujeita a uma forte pressão cinegética (Fontoura 1996a, b), mas os efeitos sobre a população nidificante são desconhecidos.

Medidas de Conservação

A proibição da caça nas áreas de cria e a protecção do habitat são medidas susceptíveis de favorecer esta espécie. Estas medidas, ainda que não especificamente dirigidas ao Tordo-pinto, estão já em vigor nalgumas das áreas de reprodução mais importantes, como aquelas que se situam no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Notas
A espécie apresenta também uma população invernante, numerosa e com distribuição alargada, que se encontra em situação Pouco Preocupante (LC).

in Livro Vermelho dos Vertebrados