sábado, 26 de julho de 2008

Redes

Existem várias arquitecturas de rede e novas são criadas a cada dia, mas felizmente, a tendência é que sempre um único ou alguns poucos padrões sobrevivam em cada área. 
O padrão Ethernet por exemplo se tornou quase omnipresente nas redes de cabo. Isso trouxe algo muito positivo, que foi a facilidade em montar redes. Como todas as placas são compatíveis e os cabos são padronizados, é muito fácil encontrar os componentes e o preço desceu muito.
Temos três padrões de redes Ethernet: de 10 megabits, 100 megabits e 1 gigabit. As placas são compatíveis, mas ao combinar placas de velocidades diferentes, a rede passa a operar na velocidade da placa mais lenta, a menos que você num switch, que é capaz de isolar as transmissões, permitindo que cada placa opere na sua velocidade, sem prejudicar as demais.

Mas, afinal, o que é um switch?
Um switch é uma espécie de irmão mais velho do hub, os dois tem a mesma função, ou seja, servir como um ponto central para a rede. Todas as placas de rede são ligadas ao hub ou switch e é possível ligar vários hubs ou switchs entre si caso necessário.
A diferença é que o hub apenas retransmite tudo o que recebe para todas as estações. Isto significa que apenas uma pode falar de cada vez e que todas precisam operar na mesma velocidade (sempre nivelada por baixo). Isto funciona bem em pequenas redes, mas conforme o número de PC's aumenta, o desempenho diminui rapidamente.
Surgem então os switchs, aparelhos mais inteligentes, que são capazes de estabelecer ligações apenas entre o emissor e o destinatário da transmissão. Isso permite que várias transmissões sejam feitas ao mesmo tempo (entre PC’s diferentes naturalmente) e cada placa pode operar na sua velocidade máxima. Usando switch o desempenho da rede mantém-se com um número muito maior de estações.
Finalmente, temos os roteadores, que são o topo da cadeia evolutiva. Os roteadores são ainda mais inteligentes, pois são capazes de interligar várias redes diferentes e sempre escolher a rota mais rápida para cada pacote de dados. Os roteadores podem ser desde um PC comum, com duas ou mais placas de rede até super computadores capazes de gerir milhares de links de alta velocidade. Os roteadores formam a espinha dorsal da Internet.

Finalmente, temos as redes sem fio, que estão em rápida ascensão, lideradas pelas placas 802.11n.
Isso mesmo, “802.11n”. Esqueceram-se de inventar um nome mais familiar para o padrão, mas enfim, o que importa é o que ele faz, não é mesmo?

Os transmissores 802.11n são bastante compactos, a ponto de caberem num cartão PC-Card, que pode ser instalado em qualquer notebook. Existem ainda placas para computadores de secretária, assim como adaptadores, que permitem usar os cartões em computadores de secretária.
Ao invés do Hub temos o ponto de acesso, que é capaz de centralizar as transmissões de dados de algumas dezenas de estações.

A velocidade é de 300 megabit, um pouco mais que as redes Ethernet de 100 megabits e o alcance varia entre 15 e 100 metros, dependendo dos obstáculos. A grandes distâncias o sinal se degrada e a velocidade de transmissão diminui, até o sinal se perder completamente.
Além dos notebooks, as interfaces 802.11n podem ser usadas em alguns PDA’s e tem tudo para se tornarem cada vez mais populares.

Os pontos de acesso quase sempre podem ser conectados a uma rede Ethernet já existente, unificando as duas redes. Isto permite que num escritório se possa ligar os desktops usando uma rede Ethernet convencional, que é mais rápida e mais barata e usar a rede sem fio apenas para os notebooks.
Além dos componentes físicos da rede serem quase sempre compatíveis, os sistemas operativos actualmente também são.

Com um pouco de conhecimento de causa, não terá maiores problemas para interligar um PC utilizando Windows, outro utilizando Linux e um Macintosh na mesma rede, trocar arquivos e compartilhar a conexão com a Internet entre eles.
 
 
Alguns termos que precisa ter em mente:

TCP/IP – É o principal protocolo de rede, usado na Internet e na grande maioria das rede locais. O protocolo é justamente a língua universal que permitem que vários sistemas diferentes possam conversar.

ICS – É o programa, presente no Windows 98 SE, Windows ME, Windows 2000, Windows XP e Windows Vista que permite partilhar a conexão com a Internet. Os clientes podem usar Linux, Mac OS ou vários outros sistemas, pois tudo é feito via TCP/IP, que é universal.

Partilha – Seja no Windows ou no Linux, tudo que for ser acedido por outros computadores da rede é chamado de partilha. Pode partilhar arquivos (pastas, ou até mesmo o disco rígido inteiro), CD-ROM, Impressora, etc. Da até para usar o PC remotamente, através do VNC.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Faça um mergulho com as suas fotos de água!

Quedas de água, ribeiros e ondas dos oceanos - a água correndo é o elemento dinâmico mais comum da natureza, fornecendo aos fotógrafos em quase toda a parte um motivo pronto, dinâmico e desafiante.

Estão aqui dez dicas para lançar a sua exploração:

1. INSISTIR NA LUZ SUAVE
A espuma, bolhas e a espuma em água corrente ajudam a definir a forma e a dimensão da sua energia. Infelizmente, estes tons brilhantes criam um excessivo contraste entre sujeitos. Para um máximo detalhe e cor, fotografe com luz suave - sob um céu limpo (ideal), na sombra (adicione um filtro quente), ou durante o crepúsculo (cuidado com a falha de reciprocidade do filme ou de ruído digital).

2. DÊ PRIORIDADE À VELOCIDADE DO OBTURADOR
A velocidade do obturador determina como os elementos que fluiem aparecerão no filme ou sensor. Uma exposição longa produz imagens suaves, borradas - impressões mutáveis do movimento da água. Uma exposição breve produz resultados de paragem da acção, normalmente com efeitos menos agradáveis. Se houver muita luz ou uma velocidade lenta da obturador, mesmo com a menor abertura das lentes, adicione um filtro de polarização ou densidade neutra para reduzir a luminosidade, ou mudar para um filme de menor ISO ou configuração digita.

3. ISOLAR A ESPUMA
Com tempos de exposição produtores de borrões, espuma e bolhas traduzem-se em formas sedosas e padrões de movimento que normalmente constituem a parte mais interessante da cena. Isole estes chamadores de atenção com frames apertadas (através da lente zoom) e utilizando-os como enquadramento para a sua composição.

4. ADICIONE CONTRASTE COM A POLARIZAÇÃO
O filtro de polarização elimina reflexos de terrenos húmidos característicos, cheios de saturação de cor. Além disso, elimina o brilho das superfícies de água, que enfatiza os tons leves de áreas de espuma, através de contraste.

5. INCORPORAR ROCHAS E FOLHAGENS
Definir a escala da cena e enfatizar as suas qualidades tridimensionais incluindo outros elementos naturais no local, tais como rochas, árvores, arbustos, folhas caducas, ou flores silvestres.
6. DICA DAS DIAGONAIS
Compor a cena de modo que trechos de espuma se movam diagonalmente através da moldura. Mas não permitam que um fluxo estreito espuma se mova para o canto do visor, porque isto corta o espaço e chama a atenção para fora da composição.

7. SIMPLIFICAR O DESENHO
Para abordagens cénicas, tente limitar os elementos de desenho para três objectivos (por exemplo, cascata-árvores-rochas, ou ondas-areia-céu, ou a queda de água-folhas-rochas).

8. PROCURE A CURVA S
Águas sinuosas numa curva em forma de S (ou de uma série de curvas) raramente deixam de produzir uma imagem atraente, especialmente quando capturado em um de tempo de exposição produtor de borrões.

9. ATENÇÃO AO CÉU
Em dias enevoados, ponha fora da moldura qualquer porção branca do céu, uma vez que irá drenar a atenção do seu tema principal. No crepúsculo, quando cores são quentes e ricas, prever a dimensão e profundidade, incluindo o céu e o horizonte. Use um filtro de densidade neutra para restringir o contraste.

10. VÁ ABAIXO DO FLUXO
Escolha uma posição do tripé que lhe permita fotografar a montante (a partir da base de uma cascata ou cachoeira). Isto apoia o curso de água revelando-0 através da câmara, usando a profundidade de campo de forma mais eficaz e aumentando o apelo gráfico das características do terreno.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Considerações sobre o ambiente

A vida depende do ambiente natural, com seus serviços ambientais funcionando perfeitamente, mesmo que não dê conta disso. Por acaso sente seu coração pulsar para alimentar as células do seu corpo ou o pulmão transferir oxigénio para o seu sangue e retirar o lixo gasoso (gás carbónico) ou o sistema de refrigeração da sua pele? Assim são os serviços ambientais, especialmente a estabilização da temperatura, a manutenção da humidade relativa do ar, a capacidade de produzir alimentos e de armazenar água disponível e outros.
Esta série de alertas procura mostrar de modo claro e directo quais são os seis elementos da natureza (solo, água, ar, flora, fauna e homem), que, somados à energia (luz solar, calor) e de forma integrada, influenciam a sua vida. Procura-se alertar, até desesperadamente, que voltar as costas para a conservação e a recuperação do mundo natural significa a morte dos mundos artificiais e virtuais em que tanta gente se refugia! Procura-se mostrar que os problemas ambientais que ocorrem são resultantes de acções globais (todos fazendo ou deixando de fazer a sua parte) de destruição da infraestrutura natural necessária para manter os serviços ambientais essenciais e da capacidade produtiva do ambiente natural.
A educação ambiental que altere a visão integrada de como devo me comportar na natureza e que altere os procedimentos para conservar e mesmo recuperar a estrutura e os serviços ambientais degradados da natureza e assim garantir nossa vida, a vida da espécie humana, é estratégica, é vital. Porém, isso não está sendo levado a sério nem pelos cidadãos e muito menos pelos seus representantes políticos. O que se verifica são acções de destruição em grande escala dos últimos redutos da natureza que ainda funcionam para manter a vida e a produção no País e no mundo.
Será que você, leitor, consegue perceber e reagir e levar os seus familiares e os seus amigos a promover um movimento que diga basta à destruição da natureza (da qual somos parte viva) e que exija e que participe da recuperação da natureza, a partir do seu quarteirão? Para o seu próprio bem e dos seus descendentes? Ou será que não tem tempo para reagir contra as acções de destruição e como consumidor dos produtos dessas acções destruidoras, aparece como grande incentivador dessas barbaridades (só porque é mais barato!), lançando uma cruel maldição sobre os seus descendentes e as gerações futuras? Está percebendo?
Reflicta, procure entender, reaja, não culpe os outros! Se quisermos ver acção, teremos nós mesmos de colocar a mão na massa! Gritar, articular, fazer, exigir dos governantes, não comprar produtos de empresas que degradam o ambiente, que usam mão-de-obra escrava ou mal remunerada! Você é defensor da vida! Então mostre! Lute pela vida! Educação ambiental é isso! Ver, entender, pensar e agir! Sozinho ou em grupo! Esperar só enferruja, adoece, stressa! Então, façamos acontecer! Você tem condições! A natureza, da qual você faz parte como se fosse uma célula, um elo da cadeia alimentar, espera a tua ajuda! Então, ajude a salvar a espécie humana na Terra! Comece pelo quarteirão onde vive. Depois expanda as suas acções naquilo em que acha que pode ajudar ou mesmo organizar iniciativas. Quando começar a querer, as coisas acontecem! Experimente!

“Você precisa ser a mudança que você quer ver no mundo” (Gandhi).

O homem sonha monumentos e só ruínas semeia para a pousada dos ventos. (Paulo Eiró)
 
Se os campos forem destruídos as cidades perecerão. (Benjamin Franklin)
A nação que destrói o seu solo, destrói a si mesmo. (Theodore Roosevelt)

terça-feira, 22 de julho de 2008

O programa do acampamento

Um programa de acampamento é indispensável para todo o tempo. É um documento escrito que será igualmente útil tanto aos pais e aos jovens, como aos educadores adultos. Nele se encontrará tudo o que pode ser previsto bem como informações úteis. Aqui está um exemplo do conteúdo de um programa: 
  • Capa: identificação do Agrupamento/unidade, tema do acampamento, datas do acampamento
  • Informações gerais:
  1. lista dos participantes
  2. local e itinerário para lá se chegar
  3. informações sobre a partida e a chegada
  4. referências para situações de urgência
 
  • Objectivos do acampamento (pedagógicos, técnicos, etc.)
  • Apresentação do programa:
  1. mensagem aos jovens
  2. mensagem aos pais
 
  • Tema:
  1. descrição
  2. hino
  3. vestuário, instalações, pequenas tarefas
  4. léxico
 
  • Actividades:
  1. horário-tipo
  2. programa de cada dia
  3. descrição dos jogos e actividades (regras, materiais)
  4. actividades em caso de chuva
 
  • Enquadramento técnico:
  1. lista de material individual
  2. lista de material colectivo
  3. ementas diárias
  4. estojo de primeiros socorros (conteúdo)
  5. regras de campo
  6. previsão orçamental
 
  • Formalidades:
  1. seguros
  2. autorização dos pais
  3. autorização para o acampamento
  4. ficha de saúde
 

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Código de honra, infracções e faltas

CÓDIGO DE HONRA

Este código é válido para qualquer jogador, convidados, reféns ou similares. Se recebes um impacto, estás morto. Em certas ocasiões dada a dificuldade de comprovar o impacto, por parte do atacante, tem de se estar muito seguro de ter atingido o adversário. Nesse caso indicar-se-á ao inimigo que se o atingiu, gritando algo como: EHH! ATINGI-TE, DE CERTEZA! O atacante que grite isso, não baixará a guarda por nenhuma razão, já que o inimigo pode não tê-lo escutado e esteja repelindo um ataque. Se o jogador não cai morto e é reincidente, poderá ser expulso do jogo e inclusive pode ser excluído da lista de jogadores para os jogos seguintes ou expulso do grupo.
 
Por favor sê cívico e cuida do meio ambiente. Respeita o lugar onde estás jogando. Na natureza, respeita os animais e plantas, deposita os teus resíduos nos lugares indicados u leva-os contigo para os eliminares posteriormente. 
INFRACÇÕES E FALTAS

Estão completamente proibidas as discussões durante os jogos. Nos casos em que seja pedido, pode nomear-se um árbitro por cada equipa, que velará pelo cumprimento das normas, ordem e disciplina da sua equipa.
 
Em caso de discussão, esta acabará de imediato e se retomará uma vez terminado o jogo, estando presentes todos os jogadores. 
O respeito entre todos nós é uma premissa muito importante a cumprir. É proibido insultar, vexar, ou desqualificar qualquer jogador, seja membro ou não do grupo. Se a pessoa que insulta persiste na sua atitude, será expulsa do jogo e será considerada como falta grave, podendo ser expulso do grupo. Por segurança, cada um dos membros ou jogadores devem ter as suas réplicas de acordo com as normas legais e fazerem-se acompanhar dos seus comprovativos de propriedade bem como do cartão de federado. 
NÃO TE ESQUEÇAS: ISTO É UM JOGO PARA NOS DIVERTIRMOS. NÃO É UMA COMPETIÇÃO.

domingo, 20 de julho de 2008

Linguagens de programação V

VISUAL BASIC

Por ser uma linguagem visual, o VB é extremamente fácil de usar, janelas, botões e muitas funções já vem prontas, bastando ao programador usa-las em seus programas. O custo da praticidade é o fato dos programas serem bem mais pesados do que equivalentes feitos em outras linguagens, como em C e de rodarem apenas dentro do Windows. 


DELPHI

O Delphi também é uma linguagem visual, baseada no Pascal. Hoje em dia, o Delphi divide com o Visual Basic a preferência da maioria dos programadores.

Apesar de também ter algumas deficiências, a opinião das maioria dos programadores é que de uma forma geral, os programas escritos em Delphi são mais rápidos do que os desenvolvidos em Visual Basic.

O Delphi possui uma versão for Linux, o Kylix, também desenvolvido pela Borland e gratuito para o desenvolvimento de softwares cobertos pela GNU. Os programas para Delphi 6 e Kylix rodam nas duas plataformas, bastando que o código seja recompilado. O código desenvolvido em versões anteriores precisa ser adaptado para rodar no Linux.

Naturalmente, além destas que citei, existem inúmeras outras linguagens, cada uma com seus pontos fracos e fortes e determinada área onde é mais usada.

sábado, 19 de julho de 2008

Dádiva do sangue

Decorreu hoje em Grândola a recolha da dádiva do sangue.

Como é do seu conhecimento, o sangue não se fabrica artificialmente e só o Ser Humano o pode doar. Como tal, o sangue existente nos serviços de sangue dos hospitais depende diariamente de todos os que decidem dar sangue, de forma benévola e regular, partilhando um pouco da sua saúde com quem a perdeu.

Todos os dias existem doentes com anemia, doentes que vão ser submetidos a cirurgias, doentes acidentados com hemorragias, doentes oncológicos que fazem tratamento com quimioterapia, doentes transplantados e muitos outros que necessitam de fazer tratamento com componentes sanguíneos. Enquanto que um doente com anemia pode necessitar de 1 ou 2 unidades de sangue, um doente com transplante de fígado ou um doente com leucemia pode necessitar de um número bastante elevado de componentes sanguíneos. 
A recolha, realizada por uma equipa do Instituto Português do Sangue, decorreu entre as 09:00 horas e as 13:30 horas na Escola Básica 2,3 D. Jorge de Lencastre.
Mas desta feita saí de lá com alguma amargura! Porquê? Cheguei à EB 2,3 pelas 11:00 horas e quando normalmente tenho de esperar na fila pela minha vez, desta feita fui de imediato atendido em todas as fases... Deveria estar satisfeito por isso, não? Não, não estou! Porque se isso aconteceu, foi porque o número de dadores que compareceram foi muito menor do que o habitual! No entanto não acredito que os doentes dos nossos hospitais que necessitam de transfusões de sangue, também tenham ido de férias ou fugido do calor do sol para as águas da praia...
Um dador de sangue não deve ser só quando lhe convém! A necessidade de sangue ocorre todos os dias, por isso a nossa ajuda ao próximo deve ter de ser uma prioridade!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Cuidado com os piratas - Eles podem roubá-lo com um click de um rato

Navegando recentemente pelo seu email, Brian L. Robison viu uma mensagem de uma agência de viagens. Email de lixo típico, pensou ele e preparou-se para o apagar. Mas era para descontos em taxas aéreas do Reino Unido para a Austrália, e como australiano dando aulas em Londres, Robinson, num capricho, fez duplo click para abrir a mensagem. Por trás da publicidade estava uma foto da Sydney Opera House. Boa foto, pensou Robinson e guardou-a. Ele já vira aquela foto antes.
De facto, ele tirara-a. “Por causa das cores únicas da foto, da forma das nuvens e das ondas no porto, não havia a mínima dúvida que ela era minha,” diz Robinson.
Onde a foram buscar? Robinson não é um profissional, apenas um entusiasta. Como milhares de outros pelo mundo, ele coloca versões de baixa resolução das suas fotos num site de partilha de fotos. Robinson usa o www.webshots.com e mostra fotografias das suas viagens em community.webshots.com/user/ozzieblr. Algumas são muito boas, outras meros instantâneos. E são todas de baixa resolução, cerca de 72dpi. (Como um ponto de referência, imagens imprimidas no POP PHOTO tem de ter pelo menos 300dpi).
Mas a baixa resolução é suficiente para a internet e para o uso por email e não se consegue saber quantas fotos que aparecem em Web sites comerciais e nos seus incontáveis emails invasivos foram desviadas de fotógrafos inadvertidos.
“A infracção dos direitos de autor é galopante,” diz Joel A. Siegel, um advogado de Manhattan que representa fotógrafos em casos desses. “E a maioria das pessoas nem se apercebe que o seu trabalho foi roubado.”
O primeiro passo em segurança é colocar avisos anti-roubo. Isto é, colocar um aviso de direitos de autor junto com qualquer foto que enviar por email ou colocar na internet. Ainda assim, como Siegel indica, “Pessoas roubam material. E em sites populares de partilha de fotos tais como webshots.com ou o pertencente ao Yahoo! – www.flickr.com, eu não encontro nenhuma discussão de direitos de autor – excepto na pequena impressão dos “Termos de Uso”.
Adicionar uma marca de água visível com o seu nome e direitos de autor torna uma imagem sem jeito para os ladrões usarem. Vá a muitos sites profissionais ‘ou agências de stock” para ver essas marcas de água em acção. Alguns programas de edição de imagem têm a capacidade de marca de água. Se o seu não tiver, apenas escreva na imagem com a comum capacidade de texto transparente.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sabe qual é o tamanho da sua pegada ecológica? Vamos ver se é amigo ou inimigo da natureza?

A pegada ecológica é um indicador que mede o tamanho do impacto de suas actividades sobre o ambiente. Ela mede a força de seu “pontapé na canela da natureza”. Mede se é amigo ou inimigo da natureza! A natureza que o acolhe tem limites na capacidade de fornecimento de recursos naturais, alimentos, serviços ambientais essenciais à vida e de reciclagem de dejectos e rejeitos.

A pegada ecológica considera a quantidade de espaço terrestre que requer para o armazenamento da água, para a produção dos alimentos e para geração da energia que consome, para construir sua casa, para colocar os seus dejectos e o seu lixo, para praticar o seu lazer. Mede o seu grau de consumo na forma de superfície terrestre produtiva demandada!

Só para ter uma ideia: em 2002 havia a disponibilidade de 1,7 hectares (ha) de terra cultivável para cada habitante na Terra. O norte-americano necessitava quase 10 ha e o europeu, 5,6 ha para atender a suas necessidades. Está previsto que em 2050 existirá somente 1,0 ha para cada pessoa, considerando o aumento populacional, sem levar em conta a degradação ou a destruição ambiental, que avançam de forma muito preocupante. Se está lendo e prestando a atenção, já deveria ter feito a seguinte pergunta: espera aí, se existe só 1,7 ha para cada pessoa e existem pessoas que precisam de 10 ha, então tem gente no mundo a passar sede e fome? Sim! Mais de 800 milhões de habitantes morrem de fome e mais 400 milhões passam extrema necessidade e mais dois biliões de pessoas começaram a sofrer restrições alimentares e de água potável nos últimos anos, conforme se lê nos relatórios de diferentes organizações internacionais! E se não tiver cuidado, você o seu filho ou o seu neto poderão ser os próximos!

Sabe-se que no mundo virtual não existem esses problemas. Mas, como tanto o mundo virtual quanto o mundo artificial das cidades dependem da conservação dos ambientes naturais (seja de florestas seja de áreas agrícolas) para se manter e muito poucos estão dando importância para isso, a situação já está ficando complicada, desesperadora, embora ainda pareça que está tudo bem. Não adianta: se não tem água ou alimento, não tem! Não adianta exigir os seus direitos! Comece a repensar os seus procedimentos quanto à conservação do ambiente natural e ao seu grau de consumo de recursos naturais, matérias primas, produtos e serviços que praticou e que ainda pratica! A natureza tem as suas normas: são rígidas, imutáveis, incorromptíveis e necessitam ser seguidas. A natureza não perdoa! Não adianta espernear e dizer que tem dinheiro para pagar e esbanjar. De nada servirá se não há o que comprar com ele...

Olhe, para contornar esse problema existem várias soluções. Ainda bem que o tem uma pegada ecológica relativamente pequena. Mas cada um necessita ajudar a reduzir, para não faltar. Como? Alguns defendem a necessidade de se fazer planeamento familiar, para não aumentar muito a população que vai competir por espaço. Mas essa solução, na nossa percepção, poderia ser colocada no fim da fila de prioridades se nos comprometermos seriamente a fazer o seguinte:

1) Reduzir o uso perdulário de energia, de água, de alimentos e de outros matérias primas, como combustíveis e celulose (papel, embalagens). O que é uso perdulário? É, por exemplo, cozinhar 1 kg de arroz se a pessoa só vai comer 100 g e deixar 900 g se estragar; atirar materiais recicláveis na lixeira e aumentar a área necessária no aterro sanitário; deixar as luzes acesas e as torneiras abertas desnecessariamente; andar de carro, consumindo combustível fóssil, quando pode ir a pé ou de bicicleta; na construção da casa, utilizar o processo constrói-desmancha-reconstrói- desmancha..., produzindo uma montanha de entulho, sem necessidade e sem planeamento; morarem dois numa casa de 500 m2; ir ao trabalho num carro de alto consumo; ir de carro à padaria da esquina.

2) Lutar para que os produtos consumam menos energia. Para que os veículos rodem mais quilómetros por litro de combustível, os figorificos e os aparelhos de TV e outros electrodomésticos gastem menos energia e outros.

3) Lutar para que os produtos que consome sejam de sistemas de produção eficientes, muito bem planeados, não perdulários no uso de recursos naturais ou de adubos, de alimentos, de remédios e de venenos e fundamentados nas normas da natureza. Como assim? Se os sistemas de produção utilizam muita terra, para produzir pouco alimento e ainda assim degradam a área e necessitam derrubar florestas para continuar as mesmas práticas agrícolas, eles não servem. Como consumidores, compradores dos produtos, podemos exigir mais cuidado com os recursos do nosso planeta! Questione. Por exemplo, produzir 1.000 kg de milho por hectare e por ano em área degradada, em vez de 7.000 kg em ambiente conservado, constitui uso perdulário dos recursos naturais em sistemas de produção altamente ineficientes.

4) Lutar para que práticas agrícolas inadequadas às nossas condições não sejam utilizadas, destruindo a capacidade produtiva dos solos. Por exemplo, as queimadas necessitam ser abolidas. Os solos não devem ser impermeabilizados. As áreas verdes permanentes devem ser mantidas de maneira estratégica. Os sistemas de plantio directo (a cultura – como a soja – é plantada em solo protegido por palha), a integração lavoura-pecuária (se a pastagem está com falhas, quase não produz mais, essa área pode ser usada para plantar uma cultura anual, como o milho; depois da colheita do grão, a área volta a ser utilizada como pastagem, que aproveita o que ficou no solo da adubação do milho) ou, melhor ainda, os sistemas agrossilvipastoris (são sistemas que integram árvores nas pastagens e cultivos agrícolas) necessitam ser incentivados e promovidos.
Vaca maltratada, faminta, em pleno verão chuvoso, “imaginando” como seria diferente se o proprietário cuidasse das pastagens e de sua alimentação e assim reduzisse a pegada ecológica do consumidor.
5) Lutar para que os materiais consumidos não sejam produto de extrativismo predador e destruidor, como de madeira para construir nossas casas ou de carvão para as churrascadas ou de lenha para fazer os pãezinhos nas padarias. A madeira necessita ser plantada para essa finalidade. Os peixes deveriam ser produzidos para o consumo e não vir de pesca predatória.

6) Lutar para que nas áreas agrícolas (lavouras e pastagens) e urbanas se realizem práticas de conservação de solo e de água, a fim de não degradarem e depois serem abandonadas, com a necessidade de se destruir mais área florestal importante para garantir os serviços ambientais essenciais. Lutar para que as áreas degradadas sejam recuperadas e que voltem a produzir.

7) Exigir que no processo de colheita dos produtos não ocorram grandes perdas, que as máquinas sejam reguladas e que os operadores sejam capacitados e profissionalizados.

8) Exigir que os produtos colhidos sejam bem manipulados, bem embalados, bem transportados e bem armazenados, para reduzir perdas e desperdícios inúteis e que aumentam a pegada ecológica de cada consumidor.

9) Lutar para que a quantidade de lixo produzido seja reduzida e que o lixo seja reutilizado ou pelo menos reciclado. Para isso deve ser praticado a separação selectiva em cada casa ou estabelecimento comercial ou industrial.

10) Lutar para que se pare imediatamente a destruição das florestas e dos manguezais – berçários do mar - remanescentes no mundo.

11) Passar adiante o que não se usa mais – pode-se doar a quem precisa, vender num bazar ou para um amigo, mas nada de guardar coisas sem uso para si, que podem diminuir a necessidade de outra pessoa e diminuir o impacto sobre os recursos naturais.

12) Fazer rodízio de boleia com os colegas – muitas pequenas coisas que fazemos podem ajudar a diminuir a nossa pegada ecológica.

Se entendeu bem o que é isso, logo terá uma porção de ideias. Para começar a reduzir a pegada, faça as seguintes perguntas e reaja:

Moradia: quantas pessoas moram em sua casa? Quantas torneiras há em sua casa? Qual o sistema de aquecimento da água? Em que tipo de moradia vive?

Alimentação: Quantas vezes por semana come em casa? Quantas refeições de carne ou de peixe faz por semana? Procura comprar alimentos produzidos localmente?

Transporte: Como vai ao trabalho diariamente? Que tipo de veículo você tem? Quantos quilómetros tem de percorrer para chegar ao local de trabalho? Para onde viajou nas últimas férias? Em quantos fins-de-semana por ano viaja de carro (mínimo de 20 km de distância)?

Consumo: Quantas compras significativas você (ou seus familiares) fez (ou fizeram) nos últimos doze meses (ex.: televisor, vídeo, computador, móveis)? Costuma comprar produtos de baixo consumo de energia?

Resíduos: Procura reduzir a produção de resíduos? Ex.: evita adquirir produtos com muita embalagem, reutiliza papel, evita sacolas plásticas. Pratica compostagem com os resíduos orgânicos que gera? Faz separação selectiva do lixo? Quantos sacos de lixo (100 litros) sua casa produz por semana?

Percebeu? Reduzir consumo perdulário, consumir produtos de sistemas eficientes de produção e de agregação de valor, fazer separação selectiva de lixo, incorporar áreas degradadas ao sistema produtivo ajudam a diminuir em muito a pegada ecológica de cada cidadão. Mas isso necessita ser exigido e praticado. Tem de perguntar de onde vem o produto, como é produzido, se tem algum produto perigoso (como as pilhas). Às vezes, quem está vendendo não tem a menor ideia, nunca se preocupou com essas coisas. Foi só depois de aparecer a doença da vaca louca e outros problemas parecidos que os consumidores da Europa começaram a perguntar como era produzida a carne que eles consumiam...

Ser um verdadeiro cidadão consciente dá trabalho. Mas a gente se acostuma e melhora o planeta!

E os biocombustíveis, não constituem um grande benefício ambiental? A pergunta deve ser: para alimentar um sistema de uso perdulário de energia? A partir de um cultivo pouco eficiente e que produz pouco óleo ou pouco álcool por hectare? A partir de um cultivo que requereu o corte de novas áreas de floresta? Nesses casos, será um “coice” na natureza. A pegada ecológica ficará maior ainda, pois essas culturas utilizam área produtiva. Você, cidadão consumidor, se praticar consumo perdulário e de produtos originados de processos perdulários, pode chegar a ser um pegada-grande que contribui decisivamente para a destruição do futuro agrícola e ecoturístico do país e da humanidade!

Entendeu todos os pontos abordados? O que deve ser considerado? O que deve ser evitado? O que necessita replanear e repensar? Então, o que deve ser feito para reduzir sua pegada ecológica e para ser amigo da natureza e assim garantir o futuro dos seus filhos e dos seus netos? O que você poderia fazer em sua casa, em sua comunidade para reduzir a sua pegada ecológica, da sua família, da sua comunidade, do seu país? Reduza o desperdício de água, de energia eléctrica, de combustíveis, de alimentos. Elimine os vazamentos e os gastos desnecessários. Ajudar a tornar os sistemas de produção mais eficientes. E o que pode fazer para sensibilizar os familiares e os colegas da comunidade para colaborar neste movimento contra as “patadas” e “coices” contra a natureza? Se tiver ideias ou já estiver fazendo algo, divulgue, discuta em sua comunidade. Não se omita!

terça-feira, 15 de julho de 2008

O transporte

O transporte é a maior parte das vezes um ponto orçamental considerável. Para lá dos queridos pais “sempre prontos” para conduzir as crianças/jovens ao acampamento gratuitamente (ou quase) e ir buscá-los, há várias outras possibilidades. Só há uma palavra de ordem: auscultar e comparar os preços.
  • Transportes públicos: autocarro, comboio, avião?
  • Alugueres: mini autocarro, autocarro, camioneta, carrinhas?
No próprio acampamento, não se torna necessário ter vários veículos em permanência. Porque não uma bicicleta ou uma motorizada para as deslocações mais pequenas? No acampamento de Inverno, uma moto da neve poderá ser útil em caso de urgência.