O espaço de devaneio de um açoriano que vive nas terras alentejanas...
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Os meus espaços
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Linhas mestre
Em algumas fotos podemos aproveitar linhas para dar mais profundidade à foto. Podemos procurar linhas em calçadas, cabos, vias ferroviárias, etc… Nestes dois exemplos vemos como utilizámos os cabos do teleférico e a rua para dar profundidade. As linhas acompanham o olhar e em ambos casos levam-nos desde o teleférico e desde os namorados até ao fundo da paisagem e da rua.
Ao utilizar as linhas devemos ser cuidadosos de que sejam linhas simples e não se entrecruzem entre si. No caso de fazê-lo ficará demasiado caótico e não ajudará a fazer que seja uma composição limpa.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Cyrix Media GX
O Media GX é um processador 6x86MX acrescido de circuitos controladores de memória e cache, assim como controladores de vídeo e som, que se destina ao mercado de PCs de baixo custo e, principalmente, a notebooks. Quando usado em computadores portáteis, o Media GX traz a vantagem de consumir pouca electricidade, proporcionando maior autonomia da bateria. Já os microcomputadores de mesa equipados com o Media GX pecam por oferecerem poucas possibilidades de upgrade.
Por exigir uma placa mãe específica, o Media GX destina-se somente aos computadores de arquitectura fechada. Justamente por isso ele foi utilizado apenas em alguns microcomputadores de marca.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Canis lupus, Lobo
Taxonomia
Mammalia, Carnivora, Canidae.
Mammalia, Carnivora, Canidae.
Tipo de ocorrência
Residente.
Residente.
Classificação
EM PERIGO EN (D1)
Fundamentação: A espécie tem uma população com menos de 250 indivíduos maduros.
EM PERIGO EN (D1)
Fundamentação: A espécie tem uma população com menos de 250 indivíduos maduros.
Distribuição
A área de distribuição mundial do lobo encontra-se bastante reduzida e fragmentada em relação à original (Mech 1970, Petrucci-Fonseca 1990, Boitani 2000). No entanto, nos últimos 20 anos, em grande parte da sua área de distribuição europeia, a espécie parece estar a recuperar (Promberger & Schröder 1992, Mech 1995, Boitani 2000). Actualmente, ocupa grande parte da Ásia, da América do Norte e da Europa Oriental (Mathias et al. 1999, Boitani 2000). Na Europa Central e Ocidental existem apenas populações relíquia, entre as quais a da Península Ibérica (Boitani 2000).
A área de distribuição mundial do lobo encontra-se bastante reduzida e fragmentada em relação à original (Mech 1970, Petrucci-Fonseca 1990, Boitani 2000). No entanto, nos últimos 20 anos, em grande parte da sua área de distribuição europeia, a espécie parece estar a recuperar (Promberger & Schröder 1992, Mech 1995, Boitani 2000). Actualmente, ocupa grande parte da Ásia, da América do Norte e da Europa Oriental (Mathias et al. 1999, Boitani 2000). Na Europa Central e Ocidental existem apenas populações relíquia, entre as quais a da Península Ibérica (Boitani 2000).
Em Portugal, o lobo ocorre numa área com uma extensão aproximada de 20.000 km2, localizada sobretudo a norte do rio Douro (ICN 1997), o que representa cerca de 20% da área original, que correspondia à quase totalidade do território nacional ainda no início do século XX (Petrucci-Fonseca 1990).
População
A população portuguesa compreende duas subpopulações: uma a norte do rio Douro, que se encontra em continuidade com a população espanhola e outra a sul daquele rio, aparentemente isolada da restante população ibérica e que apresenta um elevado nível de fragmentação.
De acordo com os resultados do Censo Nacional de Lobo 2002/2003 (in prep.), o número de alcateias deverá variar entre as 45 e 55 a norte do rio Douro, não ultrapassando as 10 a sul do mesmo. Com base na biologia da espécie estima-se que o efectivo populacional em Portugal varie entre os 200 e os 400 indivíduos.
A população portuguesa de lobos representa apenas cerca de 15% da ibérica e, ao contrário do referenciado para certas regiões da Península Ibérica (Blanco & Cortés, 2002) e para o resto da Europa (Boitani 2000), não existem evidências de expansão recente da mesma.
Habitat
À excepção das florestas tropicais e dos desertos áridos, todos os habitats existentes no Hemisfério Norte já foram ocupados por este carnívoro (Mech 1970). A ocupação do espaço depende fundamentalmente da disponibilidade e acessibilidade de presas adequadas, tais como ungulados selvagens ou domésticos, e do grau de perturbação humana (Vila et al. 1990 in Blanco et al. 1990, Ciucci et al. 1997, Boitani 2000).
À excepção das florestas tropicais e dos desertos áridos, todos os habitats existentes no Hemisfério Norte já foram ocupados por este carnívoro (Mech 1970). A ocupação do espaço depende fundamentalmente da disponibilidade e acessibilidade de presas adequadas, tais como ungulados selvagens ou domésticos, e do grau de perturbação humana (Vila et al. 1990 in Blanco et al. 1990, Ciucci et al. 1997, Boitani 2000).
A distribuição em Portugal reflecte em grande medida as áreas mais montanhosas, por apresentam menores densidades populacionais e uma utilização agrícola menos intensiva. Ocorre em florestas e matos temperados, pastagens naturais e artificiais, terrenos agrícolas e plantações.
Factores de Ameaça
Os principais factores responsáveis pela regressão desta espécie nos últimos séculos foram a perseguição directa movida pelo Homem, a redução das populações de ungulados selvagens e a destruição e fragmentação do habitat (Petrucci-Fonseca 1990, Okarma 1995).
Os principais factores responsáveis pela regressão desta espécie nos últimos séculos foram a perseguição directa movida pelo Homem, a redução das populações de ungulados selvagens e a destruição e fragmentação do habitat (Petrucci-Fonseca 1990, Okarma 1995).
Em Portugal, as ameaças a que, actualmente, está sujeita a população de lobos são sobretudo a escassez de recursos alimentares (ausência de presas selvagens e/ou regressão da criação de gado em regime extensivo), a escassez de áreas de refúgio, a fragmentação do habitat e a mortalidade causada pelo Homem (e.g. furtivismo, envenenamento, atropelamento).
Na área a sul do Douro, é de salientar o isolamento e a fragmentação da pequena subpopulação que aí ocorre, uma vez que condicionam a sua viabilidade.
Medidas de Conservação
Em Portugal, existe legislação específica que confere ao lobo o estatuto de espécie estritamente protegida Lei nº 90/88, de 13 de Agosto e Decreto-Lei n.º 139/90, de 27 de Abril. Esta legislação regulamenta, entre outros aspectos, o sistema de compensações financeiras aos proprietários alvo de prejuízos causados por este predador sobre os efectivos pecuários.
Em Portugal, existe legislação específica que confere ao lobo o estatuto de espécie estritamente protegida Lei nº 90/88, de 13 de Agosto e Decreto-Lei n.º 139/90, de 27 de Abril. Esta legislação regulamenta, entre outros aspectos, o sistema de compensações financeiras aos proprietários alvo de prejuízos causados por este predador sobre os efectivos pecuários.
Considerando todas as áreas com estatuto de protecção, cerca de 30% da área de distribuição do lobo em Portugal (ICN 1997) está incluída na Rede Nacional de Áreas Protegidas ou é sítio da Rede Natura 2000.
Estão ainda em curso outras acções que visam a conservação do lobo: a revisão do Decreto-Lei que regulamenta a Lei de Protecção do Lobo, a implementação de medidas que fomentem uma protecção mais eficaz dos animais domésticos face a ataques de lobo, a monitorização regular da população, a existência de um Sistema de Monitorização de Lobos Mortos (de forma a conhecer atempadamente as causas de morte e potenciar a realização de diversos estudos), a implementação de medidas de gestão do habitat (nomeadamente o ordenamento cinegético e florestal), a conservação e fomento das presas naturais do lobo (incluindo acções de reintrodução), o desenvolvimento de diversos estudos sobre a espécie(nomeadamente ao nível da genética e da osteologia) e o desenvolvimento de algumas acções de divulgação, sensibilização e formação.
Estas medidas serão integradas no Plano de Acção para a Conservação do Lobo em Portugal.
Notas
Em Portugal ocorre a subespécie Canis lupus signatus Cabrera, 1907, endémica da Península Ibérica.
Em Portugal ocorre a subespécie Canis lupus signatus Cabrera, 1907, endémica da Península Ibérica.
Outra bibliografia consultada
Petrucci-Fonseca et al. (1995); Grilo et al. (2002).
Petrucci-Fonseca et al. (1995); Grilo et al. (2002).
in Livro Vermelho dos Vertebrados
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Japão, o país sem armas
A revista espanhola ARMAS de Setembro de 2010 apresenta-nos uma reportagem sobre o airsoft no Japão:
Ou isso é o que pensávamos encontrar ao chegar ao País do Sol Nascente, mas não foi exactamente assim. As armas de fogo estão "praticamente" proibidas, pelo que os aficionados, melhor dito apaixonados, nipónicos se converteram nos grandes especialistas mundiais das "réplicas" de Softair que disparam bolinhas de plástico...
Viajar ao Japão é algo do mais exótico. As mais de treze horas de avião que o separam do nosso país não conseguem extinguir essa ilusão; uma vez ali descobrimos um novo mundo e poderíamos dizer que os nossos amigos japoneses, não é que sejam diferentes de nós, sim que vivem num universo paralelo ao nosso. Coisas como o respeito pelos outros, a ordem e a limpeza para eles são inatos; são felizes como crianças e isso é o que reflecte a sua sociedade cheia de símbolos e recursos muito infantis, mas por sua vez muito práticos.
| Não se confundam; o anúncio apenas oferece baterias de grande duração para as réplicas. |
País sem armas?
Até há pouco tempo o Japão foi um país com uma situação muito especial após a sua derrota na Segunda Guerra Mundial. Por sua vez, a idiossincrasia dos seus habitantes (não digamos já dos seus soldados), supôs um não menos especial planeamento na hora de estabelecer leis e normas de controle, sem esquecer as suas terríveis e ancestrais organizações criminosas (Yakuza), cujas origens remontam ao século XVII.
| Quantas bolinhas se dispararão por ano no Japão? A cifra deve ser simplesmente incredível. |
Por tudo isso, o controle de armas de fogo no Japão é o mais estrito e severo do mundo e as suas leis são muito claras: "Ninguém possuirá uma arma de fogo ou armas de fogo, nem uma espada ou espadas" (apesar de existirem excepções, em alguns casos desportivas e em outros de índole histórica e coleccionista). Mas em qualquer caso, essas restritivas leis chegam a todos os âmbitos e a polícia de trânsito, a polícia local, ou até os guardas ajuramentados que vigiam bens de valor, como dinheiro e jóias, vão geralmente sem armas de fogo, tão só levam um cassetete ou uma arma de defesa extensível para defender-se, ainda que segundo nos contaram estão muito bem treinados em artes marciais.
| Lojas e mais lojas de réplicas. |
As armas de fogo só são utilizadas em raras ocasiões por corpos de segurança muito especiais. Até os delinquentes as evitam porque as penas que podem receber pela posse ilegal de armas de fogo, são quase muito mais graves do que por qualquer outro acto delituoso.
| A tradicional bandeira imperial de combate figura em muitos estabelecimentos. |
As únicas armas de fogo que podem dispor os civis no Japão são as caçadeiras, para praticar tiro ao prato, mas obter essa licença desportiva é muito complicado e podem passar anos até que a consigam. Por outro lado, as armas brancas estão mesmo assim muito restringidas, ainda que exista um comércio que poderíamos considerar de elite, onde inclusive os vendedores "seleccionam" os possíveis clientes, os preços podem chegar a ser cardíacos e até muitas vezes as armas não se podem exportar ao ser consideradas como "Tesouro Nacional".
| Esta escada "de selva" dava passagem a todo um enorme local dedicado ao Airsoft. |
No outro extremo que podemos relacionar com o nosso passatempo e desde as abordagens mais modernas e tecnológicas, podeis pensar que o mundo do manga, o da animação ou o dos videojogos são coisa de crianças, mas não, é justamente o contrário e são os jovens e os adultos os que desfrutam ao máximo dele, além de que são uns autênticos viciados, "otakus" como lhe chamam eles.
| Os fabricantes de réplicas chegam a acordos com os das armas reais para reproduzir inclusive as marcas e logótipos para um maior realismo... e o conseguem. |
Entre estes "obcecados" encontramos também os amantes das armas de fogo, amantes das "réplicas", amantes de brinquedos como nos diziam nas lojas, armas de airsoft ou "ar suave" como nós as conhecemos. São as que disparam inofensivas bolinhas de plástico PVC de 6 ou 8mm de diâmetro. Existem de vários tipos, segundo o seu funcionamento: as de mola manual SPR (Spring), as eléctricas AEG (Automatic Electric Gun) ou as de gás GBB (Gas Blow Back), e de vários preços que vão desde as básicas e económicas até às caríssimas "pata negra". Mas isso não é tudo, os seus utilizadores não se conformam com possuí-las, também organizam todo o tipo de actividades com elas: desde concursos de tiro de precisão, aos que consistem em realizar diversas missões e combates em que tudo está preparado ao mais pequeno detalhe, tanto em campo aberto como em "polígonos de combate" criados para isso
em enormes edifícios industriais no meio das grandes cidades.
| Pode-se escolher entre um Single Action "do Oeste" ou um FN SCAR equipado com os mais modernos acessórios e também entre diferentes qualidades e preços. |
Visitando "armeiros" em Tóquio
Não íamos perder a oportunidade de descobrir como se divertem os nossos amigos nipónicos com o tema das armas, ainda que estas sejam "réplicas" de airsoft. Depois de comprar um par de revistas especializadas num quiosque e, perguntar ao recepcionista do hotel que nos indicou, sobre um mapa, a localização de algumas das lojas que apareciam ali anunciadas, empreendemos a nossa marcha, ainda que sem saber muito bem o que íamos encontrar.
Não íamos perder a oportunidade de descobrir como se divertem os nossos amigos nipónicos com o tema das armas, ainda que estas sejam "réplicas" de airsoft. Depois de comprar um par de revistas especializadas num quiosque e, perguntar ao recepcionista do hotel que nos indicou, sobre um mapa, a localização de algumas das lojas que apareciam ali anunciadas, empreendemos a nossa marcha, ainda que sem saber muito bem o que íamos encontrar.
Primeiro fomos a um grande centro comercial, na zona de Ikebukuro, similar a um dos nossos Corte Inglês. Uma vez ali, no piso dedicado aos "hobbys", encontramos numa esquina uma incredível exposição de armas de airsoft e alguns acessórios básicos. O encarregado da secção (japonês supomos), se ria perante o nosso assombro e, com um inglês ainda mais básico do que o nosso, não de dizer: "toys, toys..." ou seja, brinquedos. O pobre homem não entendia que pudéssemos ficar alucinados diante da sua mercadoria; tendo em conta que destes grandes centros comerciais deve haver uns quinze em Tóquio e que nesta megalópole, cuja população alcança já os treze milhões de habitantes, há sitio para tudo.
| Quer sejam de clássicas ou modernas, as réplicas roçam por vezes a perfeição. |
Seguimos depois o nosso caminho e mudámos de zona. Um curto trajecto de metro nos levou ao bairro da electrónica: Akihabara. Ali todos os "freaks" encontram o seu sitio e se é fim de semana ainda mais, já que as suas ruas são cortadas ao trânsito e são tomadas por milhares deles. Ali, entrámos seguindo as nossas indicações, numa loja dedicada ao mundo do "hobby" em todas as suas facetas: modelos, manga, videojogos, artesanato, RC, sloot... Imaginem um InterKits, mas com sete enormes pisos. Fomos subindo pisos e ao chegar ao penúltimo encontramo-nos perante uma escada rolante toda pintada de camuflagem e com videiras. No fim das escadas, das duas uma: ou havia um garden center ou chegávamos ao Vietname. Sem pensar duas vezes subimos e ali encontramos todo um andar dedicado ao mundo do airsoft e à militaria, é que aos nossos amigos de olhos rasgados os encanta fazer as coisas de forma obsessiva.
| Capa de um número actual da revista japonesa ARMS. |
Prosseguimos a nossa aventura descobrindo pequenas lojas dedicadas ao mundo das armas em diversos bairros de Tóquio, até que chegámos a "meca", que se chama Echigoya Gun-Hobby. Isso é exactamente o que todos gostaríamos que também existisse no nosso querido país... com uma brutal exposição de "réplicas" de armas largas e curtas, grande quantidade de acessórios para fazer "up grade" (melhorar as suas prestações), com carregadores de alta capacidade Hi Cap, silenciadores, motores mais potentes, baterias Li-Po "polímero de lítio" muito mais leves, com maior capacidade de descarga e além de não sofrerem de efeito de memória e, todo o tipo de miras e visores telescópicos. Além disso, na loja dispõem de oficina e uma ampla zona de equipamento com todo o tipo de vestuário táctico. Grande negócio tem estes senhores ali montado, a loja está cheia de gente e contamos pelo menos sete dependentes.
| A oferta é simplesmente alucinante. Não será fácil escolher entre tal variedade. |
Como vedes, o Japão é um país sem armas, sem armas de fogo, porque na hora de falar de "réplicas" são os reis do mundo. As marcas mais conhecidas e apreciadas do sector como Tokio Marui, Western Arms e Systema são "Made in Japan". Sayonara.
Por ArmasAdictos.com
Fotos: ArmasAdictos.com
| O Japão é um fascinante país no qual os símbolos e tradições se misturam com a maior modernidade em todos os aspectos imagináveis. |
| A noite de Tóquio veste-se de luzes e cores para um impressionante comércio. |
| Não só armas, mas também tudo o imaginável em equipamentos e complementos. |
Fraternidade internacional
Diversos países – cerca de uns doze – que adoptaram o escutismo para seus jovens estão agora formando uma aliança amigável connosco para intercâmbio recíproco de opiniões, correspondências e visitas, e assim promover um maior sentimento de solidariedade entre as novas gerações.
A paz internacional só pode ser construída sobre uma base, que é o desejo de paz internacional partindo do próprio povo em sólida união para guiar seus Governos.
Se o valor de um couraçado fosse colocado à nossa disposição para o desenvolvimento dessa amizade internacional e camaradagem entre as novas gerações, creio que nós, Escuteiros, faríamos muito mais para prevenir a guerra do que todos os couraçados reunidos.
Dezembro de 1911
Pensamentos de B-P
contribuições de Baden-Powell para "The Scout"
sábado, 15 de janeiro de 2011
Maruzen P99 Version 2
Comprimento: 178 mm; 306 mm (com silenciador)
Peso: 660 g
Capacidade de munições: 20 BB's (Carregador Standard)
Comparações
Tendo decidido adquiri este modelo para substituir a inicial P99 Versão 1 que possuía, fui agradavelmente surpreendido pela qualidade da características extra que a segunda versão incluía.
O supressor de metal parece ser de alta qualidade e o cano de metal adiciona algo ao realismo. A corrediça também parece ter um acabamento diferente comparada com as velhas P99, fazendo parecer menos brilhante e, mais como o acabamento da arma real.
Esta P99 afasta-se da realidade contudo, num aspecto. A P99 real tem de ter um cano estendido com a ponta roscada para poder usar o silenciador, mas por alguma razão desconhecida (possivelmente para não copiar as linhas originais da pistola) a Maruzen fez-o de uma forma diferente.
Eles usaram uma ligação interna no cano exterior e uma fina extensão de ligação no silenciador para juntar os dois, deixando o cano com o comprimento normal. Eu pessoalmente preferia a extensão do cano externo, mas não faz muita diferença.
Esta nova P99 também tem um cilindro diferente da versão antiga, a parte de bronze interior foi substituída por alumínio. A armação deste modelo é quase indistinguível da arma real, que também é feita de plástico polímero. As marcas na armação são as mesmas que na arma real, excluindo o "made in japan" inscrito no lado direito à frente.
A corrediça também suporta a informação "JASG 6mm Maruzen" na frente do lado direito, onde o calibre estaria na arma real. Além destas duas diferenças todas as marcas da Walther e sinais estão presentes, incluindo vários números de série na porta de ejecção e armação e, devido a ser uma "edição limitada" esta segunda versão parece ter um número de série extra na corrediça, logo abaixo da porta de ejecção.
Nunca tendo usado ou pegado num P99 real, eu guio-me por fotos que encontro na internet, mas não consigo ver outras diferenças na aparência entre o modelo de airsoft e a real, excepto o buraco para carregar gás no fundo do carregador. (Nota do Arnie: foi confirmado que a P99 real tem um buraco no fundo para auxiliar na limpeza e manutenção. Agradecimentos ao Chad pela dica).
As especificações de tamanho/peso para a P99, (lidas directamente do manual) são: 17.8cm de comprimento, 13.1cm de altura, 2.9cm de largura e 30.6cm de comprimento com silenciador, o peso indicado é de 660g.
Ergonomia
Ergonomia
A P99 é, de acordo com a Walther, a pistola mais confortável de sempre e, estou inclinado para acreditar com eles nisso. O punho está perfeitamente desenhado para caber na sua mão, com uma pequena depressão em cada lado também. A textura quer na frente do punho quer nos lados, assegura que a sua mão não escorrega, mesmo com luvas colocadas e, também torna mais fácil sacar a arma do coldre, porque ela toma naturalmente a posição de disparo na sua mão.
A cunha traseira pode ser facilmente removida tirando o pequeno parafuso no fundo e, uma cunha mais pequena ou maior pode ser colocada no seu lugar se achar que a normal não é do tamanho correcto. Tenho a certeza que as cunhas da Walther real também servem, mas penso que a Maruzen faz mais baratas também.
Os controles da P99 são um pouco diferentes da maioria das pistolas convencionais, tais como a Colt 1911 e a Beretta M92. A diferença mais marcante é a ausência de um cão externo, um desenho tornado famoso pela Glock.
O cão das P99's é interno e a única parte visível é um pequeno pino, com uma marca vermelha, que pode ser visto através de um pequeno buraco na traseira da corrediça quando a pistola está pronta para disparar.
Um cão interno evita problemas causados pelo cão prender nas roupas ou coldres e também evita disparos acidentais da arma.
A alavanca de desarmar o cão, que não é de momento de forma alguma uma alavanca, mas uma pequena placa situada no topo do lado esquerdo da corrediça, pode ser usada para libertar o cão para a posição de segurança e também libertará o gatilho para a sua posição de "dupla acção".
Isto leva-me facilmente para a próxima característica interessante da P99: o sistema do gatilho. O gatilho tem duas distintas posições, dupla acção e acção simples. Se você armar a pistola e puxar o gatilho atrás cerca de um centímetro ouvirá um click e o gatilho ficará nessa posição até que o liberte. Isto permite um curto e rápido puxar do gatilho e mais precisão no disparo, pois é necessária menos força para puxar o gatilho.
O libertador do carregador também é diferente das pistolas mais convencionais, no entanto ele será familiar se já usou uma Heckler & Koch USP ou uma Mk23 SOCom. Consiste numa pequena alavanca no ponto em que a guarda-mato encontra o punho. Para libertar o carregador apenas precisa de chegar ligeiramente à frente o seu polegar e carregar para baixo a alavanca. O libertador do carregador é ambidextro, tal como todos os controles, no entanto para usar a alavanca de desarmar o cão você precisa de alterar um pouco o seu punho no modelo.
Desmontagem no terreno
A trava de segurança pode ser activada premindo a pequena peça de metal no cimo da armação do lado esquerdo e desactivada fazendo o oposto.
Esta trava de segurança também actua como trava de desmontagem. Para efectuar uma desmontagem no terreno dever remover primeiro o carregador, depois desactive o cão se estiver activado.
De seguida puxe a trava de desmontagem para baixo em ambos os lados e então puxe a corrediça e montagem do cano fora pela frente da armação. O cano pode então ser tirado da corrediça para limpeza ou acesso ao bocal do cano.
Recolocar a corrediça e o cano é um pouco mais difícil. Primeiro coloca-se o cano de volta, confirmando que o cano externo está correctamente inserido.
Depois, segurando a corrediça ao contrário (e por conseguinte a armação também, obviamente) insira as ranhuras nas arestas da corrediça.
Quando a corrediça atingir cerca de 3/4 do percurso ao longo da armação você tem de empurrar uma pequena pela triangular prateada, no topo do cão e, ter a certeza que a trava de desmontagem continua premida para baixo para que a corrediça continue correctamente.
Depois da corrediça ter percorrido todo o percurso na armação pode virar a P99 para a posição correcta de novo, mova a corrediça no seu percurso uma vez e então puxe-a um pouco atrás empurrando a trava de desmontagem para cima de novo. Tudo terminado.
Performance
"Vai para o que interessa, já!" Eu ouço-os gritar num falso acento de Nova Iorque. Está bem, então, mantenham-se calmos, aqui vai. Apesar da Maruzen não ter uma reputação de fabricar GBB's decentes eu garanto-vos que não não ficarão desapontados com a P99, especialmente com a nova versão.
Eu apenas uso American Eagle ou HFC Green Gas nas minhas blowbacks e com qualquer um deles a P99 disparou até aos 330fps, melhor do que qualquer GBB da Tokyo Marui, a maioria das KSC e igual à maioria das pistolas Western Arms.
O coice que a P99 dá é também superior ao de qualquer GBB da Marui e quase todos os modelos KSC Hardkick. Eu achei que quando comparada lado a lado com uma Western Arms Infinity 4.3" será muito pouco entre a força do recuo. O alcance é quase o mesmo da maioria das outras blowbacks a gás, no entanto não sou muito bom a avaliar distâncias, por isso não posso dar um valor para isso.
Outra coisa que irão reparar sobre a P99 é que é um pouco mais barulhenta que a maioria dos outros modelos, pelos menos é sem o supressor. Existe também um engraçado som metálico sempre que a corrediça se move para a frente e para trás, especialmente notável quando arma a P99 manualmente. Com o silenciador montado os disparos são mais silenciosos e o som mais agudo desaparece do ruído "bang". Penso que esta redução no ruído é provavelmente igualmente devida ao facto de que o peso adicional do supressor retarda o ciclo da corrediça mais do que a capacidade de silenciar do tubo. O interior do tubo é em forma de cone, alargando quando se afasta da arma e a superfície interna é revestida em espuma, presumivelmente para absorver o som.
O carregador leva 20 bb's e quando cheio com American Eagle o gás vai durar quase o dobro disso. Outra coisa boa sobre a P99 é que quando tem pouco gás a corrediça a corrediça vai continuar a prender atrás no fim do carregador, ao contrário de algumas outras que fazem aquele irritante som pop e apenas movem a corrediça metado do percurso para trás.
Isto pode ser parcialmente devido à guia de recolha da mola em metal que coloquei, que incorpora pequenos rolamentos de forma a tornar o ciclo da corrediça mais suave.
Eu comprei-a mais pelo seu valor estético porque tem uma bonita cor de aço e o facto de que permite-lhe instalar diferentes forças de molas de recuo, como eu pensei deverão haver algumas problemas usando o modelo em tempo frio. Não reparei em nenhum problema até agora.
Falhas
Eu encontrei muito poucas coisas erradas na P99. Talvez a corrediça pudesse ser mais realística, porque achei que a corrediça do mercado de substituição em metal da Zeke fracamente construída e não serve. O acabamento preto nos controles tais como o libertador da corrediça e libertador do carregador começam a cair ao fim de algum tempo, no entanto isto faz o modelo parecer bem e autêntico.
Pesando perto de 700grs esta peça é um pouco leve para algumas pessoas, mas é muito próximo do peso real, por isso não me incomoda muito. Com a minha velha P99 eu tinha um pequeno problema com os trilhos de metal que mantém a corrediça na armação virem ligeiramente soltos, causando que o modelo falhasse ocasionalmente, mas isso não aconteceu com a nova P99 (toquei em madeira).
Um dos meus carregadores também começou a perder gás, mas isso não aconteceu com nenhum dos novos.
Conclusão
Concluindo, a P99 serve-me como uma luva, serve as minhas necessidades perfeitamente e é normalmente a única pistola que levo para os jogos, pois posso carregá-la facilmente num coldre de ombro horizontal da Blackhawk.
Também posso colocar o carregador de reserva e o silenciador na bolsa dupla para carregadores do meu lado direito para o balancear perfeitamente.
Os aspectos positivos deste modelo ultrapassam de longe os negativos e se você gostar do aspecto então eu recomendo fortemente que pense em comprar uma.
Compre um a P99 - seja um James Bond. :o)
Aparência - 4/5
Qualidade de construção - 3/5
Performance - 4/5
Valor pelo dinheiro - 4/5
Geral - 4/5
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