sexta-feira, 10 de junho de 2011

Rosa, arredonda a saia


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Os filtros II

UV ou skylight
Este tipo de filtros não afectam a qualidade das fotos nem supõe uma perca de luz. As mudanças que produzem sobre a imagem são muito leves e praticamente imperceptíveis. Teoricamente filtram os raios ultra violeta, melhorando a luminosidade e reduzindo a bruma ainda que a sua principal função é a de proteger a objectiva do pó, sujidade e riscos. Torna a limpeza mais fácil, já que se podem desenroscar e lavar com água e sabão neutro, sem afectar as lentes originais da objectiva. Este filtro é básico e muito recomendável que cada vez que compre uma objectiva a acompanhe de um filtro UV fixo. Em caso de golpe pode chegar a salvar a vida da sua objectiva.

Polarizador
O filtro polarizador reduz reflexos indesejados de superfícies como água e janelas. Também proporciona à cor mais profundidade e intensidade, escurecendo o azul do céu e incrementando em geral a saturação da cor em toda a cena. O polarizador consta de duas partes, uma anilha fixa que se enrosca na objectiva e um cristal externo que se pode girar para ajustar a direcção dos raios de luz que tem de ser eliminados. Segundo se gira o cristal externo os reflexos vão reduzindo-se.
Existem dois tipos de filtros polarizadores: lineares e circulares. Os lineares ficaram obsoletos devido a que com estes a focagem automática (autofocus) das câmaras não funcionava. Por isso surgirão os polarizadores circulares que permitem a focagem automática das câmaras modernas. Ainda que hoje em dia já são todos circulares nunca está demais comprová-lo ao comprá-los.
 
Na imagem seguinte vemos como com o filtro polarizador se reduziu dramaticamente o reflexo da água e tanto a água como o céu tomaram uma tonalidade muito mais azulada.
Diríamos que o polarizador é junto com o UV o segundo filtro mais básico, ainda que não devemos deixá-lo colocado constantemente, como o primeiro.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pentium III Xeon

O Pentium III Xeon é a encarnação do Xeon baseada na arquitectura do Pentium III. As características são semelhantes à do Pentium II Xeon, com versões equipadas com até 2 MB de cache e suporte a multiprocessamento, mas foi acrescentado o suporte a instruções SSE.

Ambos os Xeons utilizam um encaixe diferente, o slot 2, e por isso exigem o uso de placas específicas, destinadas a servidores e por isso bastante caras.

Uma curiosidade é que as versões com 1 e 2 MB de cache existem em frequências de até 700 MHz, acima disto existe apenas a versão de 256 KB, que nada mais é do que um Pentium III Coppermine comum, que usa o encaixe slot 2 e permite o uso de até 4 processadores. Estes "supostos" Xeon existem em versões de até 1.0 GHz, como o Pentium III Coppermine.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 7 de junho de 2011

Chondrostoma lusitanicum, Boga-portuguesa

Taxonomia
Actinopterygii,  Cypriniformes,  Cyprinidae.
 
Tipo de ocorrência
Residente. Endémica do Continente (bacias costeiras do centro e sul).
 
Classificação
CRITICAMENTE  EM  PERIGO  -  CR  (A2ce+3ce+4ce)
Fundamentação:  A  redução  da  espécie  nos  últimos  10  anos  pode  ter  atingido 80% do número de indivíduos maduros e prevê-se que possa continuar a verificar-se nos próximos 10 anos ou em qualquer período da mesma amplitude que abarque o passado e o futuro. As causas da redução embora geralmente compreendidas, não são reversíveis, nem cessaram. A avaliação da redução é baseada no declínio da qualidade do habitat e também na expansão de espécies não-indígenas.

Distribuição
Este endemismo ocorre nas pequenas bacias a norte do rio Tejo (Ribeiras de Samarra,  Cheleiros  e  Colares),  na  bacia  hidrográfica  do  Tejo  nos  afluentes  do  seu curso inferior, na bacia hidrográfica do Sado e nas pequenas bacias litorais entre o Sado e o Mira. Nas bacias hidrográficas do Tejo e Sado apresenta uma distribuição muito localizada e fragmentada. Em 2003 a espécie só foi detectada em 11 dos 81 locais prospectados nestas bacias (Fluviatilis 2003). Estes dados revelam uma  redução  da  área  de  ocupação,  já  que  não  foi  possível  confirmar  a  sua presença em algumas sub-bacias onde ocorria nas décadas de 80 e 90 (Collares-Pereira 1983b, Alves & Coelho 1994).

População
Calcula-se que o número de indivíduos maduros seja superior a 10.000. Esta espécie é ainda frequente e abundante na bacia hidrográfica da Samarra mas pouco frequente nas bacias hidrográficas do Tejo e Sado, embora possa ser localmente abundante. A redução da área de ocupação observada nestas bacias terá causado uma  redução  acentuada  do número  de  indivíduos  maduros.  Esta  tendência  de redução deverá continuar no futuro, já que o risco é acentuado pela distribuição fragmentada  que  dificulta  a  recolonização.  É provável  que  a  boga-portuguesa apresente flutuações acentuadas em anos hidrológicos extremos, tendo em consideração as flutuações observadas em espécies próximas do ponto de vista evolutivo e ecológico em rios com regimes hidrológicos análogos, nomeadamente na boga-de-boca-arqueada  Chondrostoma  lemmingii  na  bacia  hidrográfica do  Guadiana (Collares-Pereira  et  al.  2000a,  Tiago  et  al.  2001,  Collares-Pereira  et  al. 2002a)  e  na boga  do  Sudoeste  C.  almacai  na  bacia  hidrográfica do  Mira (Magalhães  2002).

Habitat
Ocorre  preferencialmente  em  pequenos  cursos  de  água.  Não  existem  estudos que permitam  identificar  as  suas  preferências  quanto  ao  habitat.  Não  existem registos da espécie em albufeiras (Ferreira & Godinho 2002).

Factores de Ameaça
Esta espécie tem regredido devido à degradação do habitat, provocada sobretudo pela implementação  de  infra-estruturas  hidráulicas,  regularização  dos  caudais, captação  de água,  extracção  de  inertes  e  degradação  da  qualidade  da  água  e ainda devido à introdução de espécies não-indígenas, a qual poderá ter efeitos a nível da competição, predação ou como via de disseminação de agentes patogénicos. O facto desta espécie apresentar uma distribuição circunscrita a pequenas sub-bacias  aumenta  a  sua vulnerabilidade  face  aos  factores  de  ameaça.

Medidas de Conservação
Esta espécie está abrangida pela legislação nacional e internacional de conservação. Vários locais foram designados para a lista nacional de sítios ao abrigo da Directiva Habitats devido à sua presença, entre outros valores, mas carecem ainda de medidas de ordenamento e gestão dirigidas à espécie. Esta espécie foi estudada quanto às suas características genéticas (Collares-Pereira 1983a,b, Alves & Coelho 1994, Rodrigues & Collares-Pereira 1996, Coelho et al. 1997b) e comportamento reprodutor (Carvalho et al. 2002), mas faltam outros estudos de biologia e ecologia importantes para definir medidas de conservação. Algumas acções de manutenção e conservação do habitat (nomeadamente na melhoria da qualidade da água) têm sido efectuadas mas necessitam ser reforçadas.

É necessária a preservação das zonas mais importantes para a espécie nomeadamente  na  bacia  hidrográfica da ribeira  da  Samarra,  a  recuperação  das  zonas mais degradadas e o controlo das espécies não-indígenas. As medidas para a recuperação dos habitats fluviais naturais previstas nos Planos de Bacia Hidrográfica dos rios Tejo e Sado e no das ribeiras do Oeste (INAG 2000a,d, 2001) e na Directiva-Quadro da Água deverão atingir a melhoria permanente da qualidade dos habitats aquáticos. Devem também ser minimizados os impactos de infra-estruturas hidráulicas implantadas ou a implantar, de modo a evitar uma maior fragmentação das populações e a manter os caudais mínimos, especialmente durante a época seca. Em particular, devem ser controladas as captações de água durante esta época,  nomeadamente  nos  pegos.  Outras  medidas  necessárias  são  o  controlo da extracção de inertes, a gestão sustentada da pesca e a melhoria da sua fiscalização e ainda a sensibilização do público para a conservação dos ecossistemas aquáticos. É necessário monitorizar os seus efectivos populacionais e a eficiência das medidas de conservação a implementar sendo também fundamental aumentar os conhecimentos sobre a sua biologia e ecologia.
 
Outra bibliografia consultada
Collares-Pereira  (1978,  1980);  Nelva  et  al.  (1988);  Collares-Pereira  et  al. (1995); Elvira  (1997).
in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Quem pode participar do Escutismo?

No Corpo Nacional de Escutas:
Na Associação de Escoteiros de Portugal:
Na Associação de Guias de Portugal:
Na Associação de Escuteiros e Guias da Europa - Portugal:

domingo, 5 de junho de 2011

Lançador Gamma AT-4

O real AT4 (que também pode ser AT-4, AT4 CS, AT4-CS, AT.4CS, M136) é uma arma de pequeno alcance, de tiro simples, sem recuo, não guiada de 84 mm.
A designação "CS" representa "espaço confinado" referindo-se ao facto de a carga propulente ter sido desenhada para operar efectivamente dentro de edifícios e ambientes urbanos. É um lançador de tiro único que é descartado depois do uso. Foi concebido como um multiplicador de força para permitir aos soldados atacar viaturas armadas e estruturas fortificadas.
Suficientemente interessante, a peça verdadeira é construída de um tubo de fibra de vidro, tornando-o leve enquanto esta réplica é muito mais leve do que a arma real, o ponto é que é mais leve do que metal e está mais próxima da real do poderá pensar.
Para realismo, deveria provavelmente usar uma granada de 40 mm que lança um único grande projéctil em vez de uma chuva uma vez que isto é suposto replicar uma arma anti fortificação/protecção e não uma arma anti-pessoal. Esta imitação Gamma é um lançador de granadas 40mm MOSCART; utiliza um tubo interno removível que pode acomodar uma granada de airsoft  de 40mm de qualquer comprimento. O aspecto e utilização é quase idêntico à arma real. Apesar de vir sem qualquer manual, os seus controles e marcas são auto explicativos.
Se ficar confuso sobre como a usar, comece por colocar a ponta mais larga para trás e a mais fina para a frente de si para a apontar na direcção correcta. Coloque-a no seu ombro direito, verifique que a roda de forma a que o suporte de ombro dobrável fique em frente do seu ombro com a cinta de fabrico actuando como apoio. 
A sua mão esquerda coloca-se no bojo rectangular como um punho, a sua direita vai para o cimo com os seus dedos médio e indicador colocados no botão de segurança vermelho com o polegar direito no botão vermelho do gatilho no topo. O botão de armar a segurança tem as suas instruções escritas nele; tem de ser armado antes de disparar. O punho na mão esquerda desliza para a frente, revelando a mira. 
Com apenas 3 kgs, o jogador médio, que não é tão corpulento como um US Marine será capaz de o carregar ao ombro sem qualquer problema. A arma real atira a tampa frontal durante o disparo, mas tenha a certeza de remover a tampa frontal antes de disparar a não ser que queira tornar o seu lançador numa matraca gigante.

sábado, 4 de junho de 2011

Centenário da Igreja Paroquial de São Mateus da Calheta

Igreja Nova, 1903
Foto de Álbum Açoriano
Celebram-se hoje os 100 anos da bênção e abertura da Igreja Nova em São Mateus da Calheta, diocese dos Açores.

Não poderia obviamente ficar indiferente ao centenário do templo que marcou a minha vida religiosa até ao meu quarto de século...
Igreja Nova, 1907
"A necessidade de uma nova Igreja, que substituísse a Velha, já vinha sendo sentida desde antes de 1890, embora datem dessa época as primeira referências ao assunto, encontradas no livro de actas da Junta de Paróquia da época. O Padre José Bernardo Corvelo, falecido em 1898, foi o seu mentor, embora tenha sido construída e concluída pelo Padre Manuel Maria da Costa.

Todas as obras foram geridas por uma Comissão Autónoma, presidida pelo Padre Manuel Maria da Costa. O período final das obras (1911) coincidiu com o derrube da Monarquia e a implantação da República, em 5 de Outubro de 1910, época muito conturbada para o poder clerical.
Igreja Nova, cerca de 1910
O projecto da Igreja Nova foi da autoria de António Baía Paixão, das Obras Públicas, impulsionado pelo vigário Manuel Maria da Costa, que fez os primeiros "rabiscos".

As cantarias foram extraídas entre a Canada de Entre Picos e a Canada do Capitão-mor, no prédio do Visconde das Mercês, onde foi aberta uma pedreira. As pessoas da freguesia que tinham carros de bois davam um dia por semana para carrear a pedra para a igreja, que descia a Canada do Capitão-mor e "abriu" a nova Rua da Igreja.
Igreja Nova, cerca de 1925
Foto de Manuel Machado Cardoso
Foi no dia 29 de Agosto que se efectuou a primeira compra de cal para as obras, que seriam inauguradas, com a bênção da primeira pedra, no dia 21 de Setembro de 1895, conforme se transcreve: «Sábado, dia de São Mateus. Bênção da primeira pedra da Igreja Nova. O tempo estava muito bom, parecia Verão. Pelas 10 horas e 30 minutos reuniu-se o povo, clero e entidades oficiais na Igreja (Velha) para seguirem em procissão até ao local do lançamento da primeira pedra da Igreja Nova. A procissão, com a imagem de São Mateus, foi presidida pelo Padre Belarmino José da Silva, vigário das Cinco Ribeiras, mas filho de São Mateus.

Foi celebrada missa campal no local da nova igreja pelo vice-vigário Padre José Bernardo Corvelo. Depois seguiram em procissão, pela nova "Rua da Igreja" acima e Canada do Capitão-mor abaixo até à Igreja (Velha)».
Igreja Nova, cerca de 1940
Foto de Daniel Ferreira de Borba
No ano do início das obras, a comunicação local fez eco e elogio a essa grande obra. As obras seguiam a um ritmo muito acertado, para a época, porque em 1898, aquando da morte do Padre José Bernardo Corvelo, já «se achava toda lançada e elevada acima do solo, no geral à altura de dois metros, e na frente incluindo as torres cerca de cinco metros e oitenta centímetros. (...)».

No decurso da obra, foram vários as ofertas e subsídios recebidos, mas foi a força do povo de São Mateus, liderado pelo Padre Manuel Maria da Costa que fez chegar a obra a bom fim.
Igreja Nova vista de Merens, cerca de 1950
Foto de José Gaspar Rosa de Lima
Em 1908, Gil Vaz publicou um artigo no jornal "O Tempo" insurgindo-se contra o que chamou "monstruosidade da nova igreja de São Mateus". Foi na época considerada uma obra de custos superiores aos que a freguesia poderia suportar, nomeadamente para o fim dos trabalhos, que acabaram na época republicana, data muito conturbada para o poder religioso.

Foram vencidas as dificuldades e a inauguração foi marcada para 04 de Junho de 1911, Domingo de Bodo. A transcrição do Auto de Bênção elucida bem da importância da obra e do dia:
Igreja Nova, 2 de Janeiro de 1980
Foto de "10 Anos após o sismo de 80"
Auto da Bênção da Igreja de São Mateus da Calheta

«Aos quatro dias do mês de Junho de mil novecentos e onze, «Domingo de Pentecostes», nesta freguesia de São Mateus da Calheta, compareceu o Excelentíssimo e Reverendíssimo Monsenhor António Maria Ferreira, Protonotário Apostólico «ad instar», cónego capitular da Sé de Angra, Vigário Capitular deste Bispado pelo Ilustríssimo e Reverendíssimo Cabido Sede Episcopali vaccante, e tendo dias antes visitado a nova igreja, cuja construção esta freguesia com o seu pároco há anos anda promovendo, procedeu-se à bênção da mesma Igreja, seguindo em tudo o que prescreve o ritual romano. Concluída a bênção, o mesmo Excelentíssimo Vigário Capitular celebrou o Santo Sacrifício da Missa, e depois dirigiu a palavra ao clero e fiéis presentes, referindo-se ao zelo, piedade e constância com que o muito reverendo Vigário Manuel Maria da Costa e seus coadjutores Padre António Barcelos de Lima e Domingos José Brasil, e seus paroquianos têm trabalhado para a construção deste novo templo, que depois de dezasseis anos, e hoje aberto para os actos do culto público como era tão necessário e urgente, visto que a velha igreja desta freguesia não podia compreender já a sua população e além disso tem corrido grande risco de ser levada pelo mar em vários ciclones. Referiu-se também ao nunca esquecido Padre José Bernardo Corvelo que tanto se esforçou para ser iniciada esta obra com o maior zelo, generosidade e fervorosa piedade que tanto o distinguia. Contava plenamente que algumas coisas que faltavam para ser inteiramente concluída a magnificência deste formoso templo bem depressa se realizarão pela caridade e zelo dos dignos Padres e seus paroquianos beneméritos. E para todo o tempo constar este jubiloso acontecimento se lavrou o presente auto que vai ser assinado pelo Excelentíssimo Vigário Capitular, Clero presente com outras pessoas que o quiserem assinar. E deste se tirará cópia autêntica para ser remetida à secretaria eclesiástica do Bispado, devendo o original ficar cuidadosamente guardado no arquivo desta paróquia. E eu presbítero João de Melo Bulhões, servindo de secretário o escrevi, de ordem do Excelentíssimo Vigário Capitular. O Vigário Capitular Monsenhor Cónego António Maria Ferreira, Vigário Manuel Maria da Costa, Vigário João Bernardo Corvelo de Ávila, António Francisco da Costa, general reformado; Raul de Távora e Araújo Meireles da Canto e Castro, alferes de cavalaria; Tomé de Castro, Francisco Ferreira Belerique, Dâmaso Aurélio, João Correia de Melo, Manuel Caetano de Freitas, Padre João Manuel Bulhões, José Vieira da Fonseca, Presbítero  António Barcelos de Lima, Presbítero Luís Casimiro, Cura Domingos José Brasil, João José Sabino, Manuel Jacinto Fisher, José Garcia de Melo, António Ávila Sabino, Francisco Inácio de Freitas, João Evangelista de Sousa, Miguel Machado Gomes, José de Sousa Lima, Francisco José Brasil, José Tomás Gomes, Francisco de Sousa Brasil, José de Todos os Santos, João Jacinto Fisher, João de Ávila Sabino, António Soares das Neves, João Maria de Lemos, José Brasil de Lemos, António Machado de Lemos, Nicolau de Sousa, João de Brito Pacheco, Manuel Garcia de Ávila, João Maria Alves e Francisco Teodoro Fernandes».
Igreja Nova em reconstrução, 1983
Foto de Junta de Freguesia de São Mateus
Alguns dos nomes constantes deste auto de bênção têm importância histórica, mas há outros, que devem ter tido influência na construção da igreja, mas dos quais não obtivemos informação.

Manuel Maria da Costa, pároco da freguesia entre 1885 e 1919; Vigário João Bernardo Corvelo de Ávila, natural de São Mateus e pároco da Terra Chã até 1912, ano que faleceu; António Francisco da Costa, general reformado; Raul de Távora e Araújo Meireles da Canto e Castro, alferes de cavalaria, da Quinta de Merens, família que ajudou na construção; Tomé de Castro, da Agência da Empresa Insulana, que ajudou no transporte de materiais, via marítima, entre o cais da cidade e o porto de São Mateus; Francisco Ferreira Belerique, o Ferrão da Casa da Terra Alta, onde escrevo estas linhas, que ajudou na construção da igreja e era, na data, Presidente da Comissão Administrativa da Junta de Paróquia; João Maria Alves, Dâmaso Aurélio, João Correia de Melo, Manuel Caetano de Freitas, Manuel Jacinto Fisher, José Garcia de Melo, José de Todos os Santos, Nicolau de Sousa (da venda), João Jacinto Fisher, José Brasil de Lemos, João Maria de Lemos, Francisco de Sousa Brasil, José de Sousa Lima, todos membros de diversas Juntas de Paróquia; João Evangelista de Sousa (Antonico), membro que foi da Junta e doador da imagem do Sagrado Coração de Jesus; João José Sabino, professor primário, pai do Padre António Ávila Sabino, que foi pároco da Terra Chã entre 1919 e 1958; José Vieira da Fonseca, o regedor; Padre João Manuel Bulhões; Presbítero António Barcelos de Lima, que também foi pároco de São Mateus e natural da freguesia; Presbítero Luís Casimiro, que viria a ser pároco da freguesia entre 1919 e 1966; Cura Domingos José Brasil; João de Brito Pacheco, da venda do Cara Suja na Terra Alta; Manuel Garcia de Ávila, avô materno de Orlando Ávila (Totó).
Igreja Nova, 2005
Foto de Junta de Freguesia de São Mateus
Augusto Pereira Dias foi um dos pedreiros que participou na construção da Igreja, segundo informação da neta.

No dia 20 de Março de 1903, faleceu Francisco Machado Pintado, caindo dum andaime, única vítima da obra.

Foi doadora do terreno para a construção da igreja - Mariazinha da Costa - Maria José da Costa, que nasceu em São Mateus a 9 de Julho de 1841, dois anos antes do irmão, Padre Manuel Maria da Costa, e faleceu a 3 de Dezembro de 1923, na casa da Capitão-mor que foi propriedade de João Fisher e hoje é de Daniel Ferreira de Borba (Estôpa), com o n.º 74. Era casada com Francisco Bernardo da Costa, que não estava de acordo em ceder o terreno para a construção da igreja. Não tinham filhos.

O marido foi a única vítima, em São Mateus, do temporal de 28 de Agosto de 1893, que danificou a Igreja Velha. Moravam no Terreiro, na casa que foi do José de Guarda.

Mariazinha da Costa não consta do Auto da Bênção da igreja. Alguma questão de saúde, atendendo a que esteve muitos anos doente, ou a sua condição feminina, poderão explicar a sua ausência. É bom notar que não há qualquer nome feminino no documento referido, facto natural para a época.
Igreja Nova vista do mar, 2005
Foto de Fotonan
Total gasto nas obras até ao dia da inauguração: 44.295$277 (quarenta e quatro contos duzentos e noventa e cinco mil duzentos e setenta e sete reis insulanos), dos quais faltava pagar 1.901$787 (um conto novecentos e um mil setecentos e oitenta e sete reis insulanos), havendo já orçado 230$000 (duzentos e trinta reis insulanos), totalizando 44.525$277 rei insulanos.
Igreja Nova vista da Canada da Arruda, 2006
Foto de Fotonan
Os sinos novos só chegaram em 1921 e 22, anos em que foi feita a sua bênção.

...

É a maior e a mais alta igreja rural de toda a ilha e a mais alta dos Açores, com duas torres, medindo 36,20 metros de altura. Cada torre tem seis sineiras, mas a do lado poente não tem sinos e a do lado nascente tem três. Esta, mede mais 5 cm do que a outra.

Vitorino Nemésio chamou-lhe a «(...) majestosa "Basílica de São Mateus"»."

in "Subsídios para a História de São Mateus da Calheta" de Liduino Borba
Igreja Nova, 2006
Foto de Fotonan

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Os filtros

Em fotografia os filtros são cristais que se antepõe à objectiva para controlar e/ou modificar a luz incidente de uma maneira concreta. Não vamos analisar todos os filtros que existem no mercado. A nossa intenção é dar a conhecer as funções que se podem encontrar. 
Ainda que muitos dos efeitos conseguidos com os filtros sejam emuláveis com retoque digital há muitos outros que não o são como vamos a ver.

Há dois tipos de filtros em fotografia, os enroscáveis e os quadrados. Como o seu nome indica, os enroscáveis  enroscam-se na parte exterior da objectiva. Nos quadrados conta-se com um suporte que se enrosca também no extremo exterior ao qual se acoplam os filtros quadrados.

Ainda que haja muitas marcas de filtros, nol caso dos filtros quadrados a marca mais famosa é a Cokin, que leva várias décadas fabricando-os. Conta com diferentes gamas de produtos para uso aficionado e profissional. O sistema Cokin é formado por um suporte de filtros no qual podem inclusive acoplar-se vários filtros para uma mesma foto, um anel para enroscar o suporte à objectiva (existem de diferentes diâmetros dependendo da objectiva), e finalmente o ou os filtros.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O número de Identificação

Sem dúvida, o recurso incluído no Pentium III que gerou mais polémica, foi a inclusão de um número de identificação, único para cada processador. O uso de números de identificação em processadores, não é nada novo; se examinar o seu processador actual, perceberá que ele possui um número de  identificação estampado em alguma parte de seu encapsulamento. Este número de série geralmente indica a série do processador, o ano de fabricação e algumas outras informações sobre a procedência do chip.

O problema é que no Pentium III, o número de identificação é gravado de forma digital em circuitos dentro do processador. O número de identificação é único para cada processador, e por isso, pode ser usado para identificar o computador dentro da Internet.

Por um lado, a existência do número de identificação poderia garantir uma maior segurança em transacções online, já que seria possível para sites que vendem produtos via Internet, casinos digitais, etc. vincular o número de identificação que é único, à ficha do cliente, tendo como verificar se é realmente ele quem está fazendo a compra, podendo inclusive tornar desnecessário o fornecimento do número de cartão de crédito ou senhas nas compras online e serviços pagos fornecidos via Internet.
 
Porém, esta ideia que a princípio pode parecer boa, apresenta algumas falhas estratégicas que tornaram difícil uma boa aceitação. O número de série é informado pelo processador depois de uma certa chamada gerada pelo programa que deseja saber o número. Não seria muito difícil para alguém competente, criar um software que interceptasse esta chamada e retornasse ao software indagador um número falso, que poderia ser inclusive o de outro utilizador (!!!). Pode parecer improvável, mas como o Windows 95/98 oferece acesso direto ao hardware, passando por cima inclusive do BIOS, isto é perfeitamente possível, apesar de obviamente não ser uma coisa fácil de realizar na prática.

Outro uso para o número de série poderia ser o combate à pirataria de software, já que o número de identificação poderia ser vinculado à cópia do programa, evitando que ele fosse instalado em mais de uma máquina. Mas, e se o utilizador resolvesse fazer um upgrade do processador e depois, por um motivo qualquer, precisasse reinstalar o programa? Ligações Internacionais para pedir um novo número de registo?

A crítica mais grave ao número de identificação, porém, está sendo feita por representantes de associações de defesa da privacidade, que alegam que o número de identificação é uma ameaça à privacidade de quem usa a Internet.
 
Temendo boicotes, a Intel resolveu que o número de identificação poderia ser activado ou desactivado a gosto do utilizador, através de um programa que funciona sobre o Windows. Esta medida porém não convenceu, já que a fraca segurança fornecida por este programa poderia ser facilmente quebrada por cavalos de Tróia, como possíveis novas versões do Back Orifice e similares e, além disso, muitos utilizadores principiantes simplesmente não saberiam como activar ou desactivar o número. 

Outra solução foi apresentada pelos fabricantes de placas mãe, através da inclusão de uma opção no CMOS Setup que permitia desactivar a identificação, encontrada em muitas placas.

A inclusão do número de série, parece ser mais uma jogada de Marketing da Intel para pressionar os utilizadores a mudar de processador, do que um benefício real. De qualquer maneira, vendo a indignação de muitos utilizadores que temem ter sua privacidade na Internet ameaçada, parece que a inclusão do número de série está prejudicando as vendas do Pentium III ao invés de impulsioná-las.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto