sábado, 12 de novembro de 2011

Como... Fotografar flores

A Primavera é perfeita para fotografar em exteriores. Revelamos-lhe formas simples e criativas de registar flores, num campo ou jardim perto de si.

Agora que o tempo melhorou e os dias são maiores, é natural que tenha vontade de pegar na sua câmara, sair de casa e começar a fotografar.

A luz desta altura do ano enriquece os cenários e proporciona excelentes oportunidades para captar a natureza no seu melhor. A fotografia de paisagens sai privilegiada, mas este é também o momento certo para aperfeiçoar o registo de flores. Quer prefira planos fechados magníficos, quer paisagens impressionantes salpicadas de cor, há muitos assuntos florais por onde escolher - esteja atento a narcisos amarelos, dentes-de-leão, crocos ou flor de açafrão, campainhas, entre outras espécies que poderá encontrar no campo ou em jardins.

Nas próximas páginas, vamos partilhar consigo algumas fotografias captadas perante um manto de campânulas brancas e explicar as técnicas que pode usar para obter os melhores resultados. Depois de dominar os conceitos de enquadramento, profundidade de campo, exposição, foco e iluminação com flash que aqui partilhamos, resta-lhe sair de casa e voltar com magníficas fotos de flores.
A exposição correcta
Para obter os melhores resultados terá de saber medir a luz da cena, usando a fotometria da câmara.

Fotografar grandes áreas cobertas de flores pode confundir até os fotómetros mais avançados. Para além disso, é comum que surjam dominantes de cor indesejadas e problemas de equilíbrio de brancos causados pelos tons vibrantes de flores como papoilas, rainúnculos amarelos, campainhas, entre outras com cores fortes.

No exemplo aqui apresentado, o objectivo era preencher o enquadramento com campânulas brancas, mas o fotómetro da câmara foi "enganado" pela mistura de cores e tons, e as imagens resultantes ficaram sobreexpostas devido à forte luminosidade.

Para obter a exposição certa e captar o máximo de detalhes nas flores, usamos o modo de medição da exposição Matricial, que faz a leitura geral da cena. Depois de fotografar verificamos o histograma no LCD da câmara e utilizamos uma compensação negativa da exposição (-1 EV), para escurecer a foto e registar o máximo de detalhes nas altas luzes.  

Uma simples compensação da exposição (+/-E.V) pode fazer toda a diferença nas suas fotos. Utilize-a para garantir a captura do máximo de detalhes numa cena.
Equipamento
Câmara reflex e objectivas
 
A sua câmara reflex deve ser complementada com um bom conjunto de objectivas: 60 mm macro, zoom de 70-200 mm para isolar as flores e de 24-70 mm para captar planos abertos do cenário. Leve também uma objectiva luminosa, como por exemplo 85 mm f/1.4 para obter profundidades de campo reduzidas.
 
Tripé
 
Essencial para evitar imagens tremidas, provocadas por oscilações da câmara ou por velocidades de obturação lentas. Mesmo com o tripé, uma velocidade de obturação de 1/15 de segundo pode ser problemática, devido ao movimento das flores, por isso, escolha a mais rápida possível.
 
Cabo disparador
 
Com exposições longas, o ideal é utilizar um cabo disparador. Dessa forma, não terá de tocar na câmara para disparar e irá obter fotos totalmente nítidas, com aspecto profissional.
in O Mundo da Fotografia Digital - Junho 2010

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Instalação do Processador

Nas motherboard socket 423, onde o encaixe do processador é muito grande e o cooler bastante pesado, o cooler do processador é preso através de dois encaixes aparafusados directamente à chapa, através de 4 orifícios na motherboard. 
Orifícios na chapa
O problema aqui é que nem todas as caixas possuem os 4 furos necessários para instalar os  suportes.

Estes suportes tornam-se necessários devido à monstruosidade que são os coolers para Pentium 4, o cooler original da Intel, que acompanha os processadores Boxed por exemplo pesa quase meio quilo!. 

Uma novidade bem vinda é que o Pentium 4 trás de volta a chapinha metálica sobre o processador, o que acaba com os problemas de quebras no processador ao ser instalado o cooler, como vem acontecendo com alguns processadores Pentium III, Celeron, Duron e Athlon, em formato socket, onde temos a parte inferior do waffer de silício onde é construído o processador (que é bastante frágil) directamente exposta. Nos Pentium 4 com core Northwood, muda o formato do processador, mas a protecção de metal continua presente.
Pentium 4 com core Willamette
Juntamente com o Pentium 4, A Intel lançou também um padrão de fontes de alimentação, o ATX 2.03. O problema neste caso é que o Pentium 4 consome uma quantidade muito grande de electricidade. O padrão consiste em fontes que comprovadamente podem suportar esta exigência, e como garantia futura, as novas fontes trazem um novo conector de 12 volts. Este conector é ligado directamente a motherboard visando aumentar o fornecimento eléctrico para o processador.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto
Novo conector da fonte

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Pistola de pederneira KTW


Marca KTW
Código do Produto KTW-FP
Hop-Up Ajustável
Peso 738 g
Comprimento 363.0 mm
Capacidade 12 bb's
Potência 210.0 fps
Fonte de energia Mola
Blowback Não
Modo de tiro Tiro a tiro

Farto de disparar pistolas normais sem carácter nem personalidade? Porque não realizar jogos CQB em Estilo Pirata?
Quando se trata de armas clássicas, a KTW é uma marca em que se pode confiar. Esta pistola actualmente parece similar há que George Washington  possuía. Esta arma tem todas as características da original, incluindo a placa com o nome de George Washington.
A original foi construída em 1748 por Hawkins em Londres. Um dos melhores fabricantes de armas deste período, e ainda sobrevive como um tesouro nacional.
in Redwolf Airsoft

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Salaria fluviatilis, Caboz-de-água-doce

Taxonomia
Actinopterygii,  Perciformes,  Blenniidae.

Tipo de ocorrência
Residente.
 
Classificação
EM  PERIGO  -  EN  (B1ab(iii)+2ab(iii))
Fundamentação: A extensão de ocorrência e a área de ocupação desta espécie são muito reduzidas (cerca de 150 e 100 km2, respectivamente). Verifica-se que a sua distribuição apresenta fragmentação acentuada, tendo sido detectada em apenas dez localizações e admite-se um declínio continuado na área, extensão e qualidade do habitat.

Distribuição
A espécie ocorre na região circum-mediterrânica, desde a Península Ibérica até à Península Balcânica. Em Espanha é encontrada nas bacias hidrográficas dos rios Ebro, Júcar, Bullen, Fluviá, Verde e Guadiana, tendo desaparecido da albufeira de Valência e provavelmente do rio Segura (Doadrio 2001a). Em Portugal distribui-se na bacia hidrográfica do Guadiana, de forma bastante localizada e fragmentada, no rio principal e em nove sub-bacias, sendo capturada com maior frequência no rio principal e nas sub-bacias de Alcarrache, Ardila e Degebe (Collares-Pereira et al. 2000a, Tiago et al. 2002, Collares-Pereira et al. 2002a).

População
Calcula-se que o número de indivíduos maduros seja superior a 10 000. A redução da população nos últimos dez anos poderá ter sido inferior a 30% e poderá continuar a verificar-se nos próximos dez anos ou em qualquer período da mesma amplitude que abarque o passado e o futuro devido à actual e futura implementação de empreendimentos hidráulicos na região e à consequente perda de habitat. As causas  da  redução  embora  geralmente  compreendidas,  não  são  reversíveis, nem cessaram. A avaliação da redução é baseada no declínio da qualidade do habitat e também na expansão de espécies não indígenas. 

Dada a sua actual distribuição fragmentada, admite-se que tenha ocorrido nas últimas décadas um declínio continuado na área, extensão e qualidade do habitat ocupado pela espécie devido a vários factores de ameaça.

Habitat
Esta espécie, territorial e bentónica, ocorre em cursos de água permanentes ou intermitentes, de ordem elevada e corrente moderada, com baixa profundidade, águas bastante oxigenadas e temperatura relativamente baixa (Changeux & Pont 1995, Tiago et al. 2002, Filipe et al. 2004), necessitando de substrato de granulometria média para a sua reprodução (Freeman et al. 1990, Coté et al. 1999). Também habita zonas lênticas que tenham substrato com as mesmas características onde possa  realizar  as  posturas  e  obter  refúgio  (Prenda  &  Mellado  1993,  Rodriguez-Jimenez  et  al.  1994,  Changeux  &  Pont  1995,  Vila-Gispert  &  Moreno-Amich 1998,  Neat  et  al.  2003).  Não  há  registos  da  espécie  em  albufeiras  (Ferreira  & Godinho 2002).

Factores de Ameaça
Os principais factores de ameaça são a alteração do habitat, provocada sobretudo pela construção de barragens, alteração do regime natural de caudais, captação de água, extracção de inertes, degradação da qualidade da água e também a introdução de espécies não-indígenas (Collares-Pereira et al. 2000a,b, Tiago et al. 2002) a qual poderá ter efeitos a nível da competição, predação ou como via de disseminação de agentes patogénicos. A extracção de inertes provoca a diminuição do tamanho médio dos sedimentos do leito dos cursos de água, o que diminui o seu sucesso reprodutor (Côté et al. 1999). É de realçar a redução e degradação generalizada do habitat na bacia hidrográfica do Guadiana, resultante da construção de diversas barragens (Odeleite, Enxoé, entre outras) e actualmente pela implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva.

Medidas de Conservação
Esta espécie está abrangida pela legislação nacional e internacional de conservação. O caboz-de-água-doce foi abrangido nos estudos sobre a comunidade piscícola da bacia hidrográfica do Guadiana efectuados no projecto LIFE-Natureza dirigido  para  o  saramugo Anaecypris  hispanica  (Collares-Pereira  et  al. 2000a) e sobre as medidas de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). Algumas acções  de  manutenção  e  conservação  do  habitat  (nomeadamente  na  melhoria da qualidade da água e algum controlo das extracções de inertes) têm sido efectuadas mas necessitam ser reforçadas.

É necessária a recuperação das zonas mais degradadas e o controlo das espécies não-indígenas,  medidas  previstas  no  Plano  de  Bacia  Hidrográfica  do  Guadiana (INAG 1998), no Plano de Gestão do Saramugo (Collares-Pereira et al. 2000b) e no estudo de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). As medidas preconizadas na Directiva-Quadro da Água deverão atingir a melhoria permanente da qualidade dos habitats aquáticos. Devem ser minimizados os impactos de infra-estruturas hidráulicas implantadas ou a implantar, através do restabelecimento da conectividade entre as populações e da manutenção dos caudais mínimos, especialmente durante  a  época  estival.  Em  particular,  devem  ser  evitadas  ou  controladas  as captações de água durante esta época, nomeadamente nos pegos. Outras medidas necessárias são o controlo da extracção de inertes, a gestão sustentada da pesca e a melhoria da sua fiscalização e ainda a sensibilização do público para a conservação dos ecossistemas aquáticos. É necessário aumentar os conhecimentos sobre a biologia e ecologia desta espécie, monitorizar os seus efectivos populacionais (em particular nos rios principais) e a eficácia das medidas de conservação a  implementar.

Outra bibliografia consultada
Viñolas  (1986);  Perdices et  al. (2000).
in Livro Vermelho dos Vertebrados

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Escutismo em Portugal

De forma sumária, foram averiguados os contornos actuais do escutismo português, com o objectivo de identificar o ponto inicial de introdução do instrumento educativo. São hoje seis as formas de prática escutista institucionalizadas: a Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP); o Corpo Nacional de Escutas (CNE); a Associação Guias de Portugal (AGP); a Associação das Guias e Escuteiros da Europa-Portugal (AGEEP); o Clube de Desbravadores (CD); e os Royal Rangers-Portugal (RR). Dentre estas, as primeiras três são reconhecidas pelas organizações internacionais reguladoras 29 do escutismo, a seguinte reclama-se independente destas, e as duas restantes apenas afirmam inspiração ou afinidade com o método criado por Robert Baden-Powell. Verificou-se também que a AEP, CNE e AGP (bem como a entretanto extinta União dos Adueiros de Portugal) foram as instituições matriciais do escutismo em Portugal, respectivamente com noventa, oitenta e setenta e sete anos já celebrados. 
O escutismo tem sido praticado em território português, sem interrupção, desde 1911 até à actualidade. Tal fenómeno desenvolveu-se, propomos, em três tempos: o de implantação, entre 1911 e 1942; o de enraízamento, entre 1942 e 1970; e o de consolidação, entre 1970 e o momento presente.

O faseamento sugerido encontra-se estreitamente ligado ao condicionamento estatal desde muito cedo exercido sobre as associações existentes. 
O primeiro período decorre desde a primeira experiência de boy scouting, desenvolvida informalmente por Álvaro de Melo Machado, em Macau, em 1911, até à dissolução ou submissão das instituições praticantes à tutela do Estado, mais precisamente da Organização Nacional Mocidade Portuguesa, (expressa no Decreto-Lei nº 31908 de 9 de Março de 1942), caracterizando-se pela introdução e adaptação do método escutista à realidade nacional. A segunda fase foi a do difícil e lento desenvolvimento do escutismo na dependência da organização estatal de juventude, cuja frequência obrigatória foi, entre 1966 e 1970 (com as reformas dos Ministros da Educação Galvão Teles e Veiga Simão), substituída pela participação opcional no escutismo, primeiro, e pela frequência voluntária, depois, até à extinção da organização, ocorrida em 1974.
Apesar do condicionamento derivado da drástica diminuição de dirigentes escuteiros, no contexto de mobilização militar para o combate nas possessões coloniais, foi nesta etapa que o guidismo foi reactivado (1954) e a prática escutista se enraizou em todo o território. O último momento, iniciado em 1970,  corresponde a um período de democratização das estruturas directivas das instituições escutistas, de implementação de princípios co-educativos na AEP e CNE, e do aumento exponencial do efectivo em todas as associações existentes, em particular no CNE.
Descoberta a multiplicidade de instituições existentes e a extensão temporal do fenómeno, optou-se pelo tratamento global da sua fase inicial.

A análise que se segue coincide com a da dissertação em elaboração já referida, e como esta respeita apenas ao período compreendido entre 1911 e 1942, de efectiva introdução do escutismo em Portugal. A esta pertencem apenas a AEP, CNE, AGP e UAP.

in LUSITÂNIA SACRA XVI
A INTRODUÇÃO DO ESCUTISMO EM PORTUGAL
 de ANA CLÁUDIA S. D. VICENTE

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Carabina de Pederneira KTW

Marca KTW
Código do Produto KTW-4571383520325
Hop-Up Ajustável
Peso 1,766 g
Comprimento 1130.0 mm
Capacidade 55 bb's
Potência 224.0 fps
Fonte de energia Mola
Blowback Não
Modo de tiro Tiro a tiro

Uma magnifica carabina de pederneira trabalhada, com um corpo em madeira genuína e cano e acessórios em metal. Construída para ser similar ao mosquete de pedeneira de cano liso usado no século XVIII e inícios do século XIX.
Para carregar esta arma de pederneira, apenas desenrosque a vareta de carga revelando um longo tubo com mola. Pode então carregar até 55 bb's na arma através da porta de carga por baixo no corpo de madeira. Insira a vareta de novo cuidadosamete e enrosque-a no seu lugar. O ajustamento do Hop-Up é possível com a chave hexagonal incluída no topo do cano.
Com a arma completamente carregada, pode puxar para trás o mecanismo da pederneira e activar a placa de batida para disparar uma única bb a 224fps. Testes posteriores revelaram que a carabina de pederneira KTW é na realidade bastante precisa para disparos a uma distância de 100 pés com bb's de 0,20g.
A Carabina de Pederneira KTW inclui:
  • Cano exterior totalmente em metal
  • Todas as peças exteriores em metal
  • Pederneira com aspecto realístico
  • Hop-up ajustável com chave hexagonal
  • Magnífico cano trabalhado e marcas das peças exteriores
  • Miras fixas em metal
in Redwolf Airsoft

sábado, 5 de novembro de 2011

Efeitos de movimento

Flash à segunda cortina é uma definição na sua câmara que "comunica" ao flash para disparar no fim da exposição e não no inicio. Esta técnica é relativamente fácil de dominar e pode ser usada para dar às suas fotos de acção uma magnifica sensação de movimento e energia. Pode ser um pouco complicado, mas após adquirir alguma prática vai conseguir obter o efeito que pretende.

Normalmente, a onda de luz do flash é mais rápida do que a velocidade do obturador da câmara - por exemplo, o Nikon SB900 tem uma velocidade de flash de 1/880 seg. a potência máxima. Se a velocidade do obturador da câmara estiver definida para 1/60 seg. e o flash disparar, vai parecer que ambas as acções ocorrem ao mesmo tempo, mas a verdade é que o flash é uma especie de exposição super-rápida dentro da exposição de 1/60 seg. mais lenta.

Não pare de se mexer 
A predefinição na maioria das reflex digitais especifica o disparo do flash no início da exposição, o que se adequa à maior parte dos casos. Se estiver numa situação em que utiliza uma velocidade de obturação mais lenta, como 0,5 seg., o disparo do flash vai ocorrer durante a longa exposição.

Caso fotografe um assunto em movimento e queira combinar técnicas de panning de exposição longa com flash, reparará que o disparo do flash no início da exposição congelará o assunto, e que o movimento subsequente será captado em sobreposição no que resta da exposição. Este congelamento da acção antes do movimento pode dar a sensação de que o assunto se está a movimentar para trás, ao longo do enquadramento. A solução?

Defina o disparo do flash para o fim da longa exposição (a segunda cortina) para congelar a acção e captar o movimento criado pelo tempo de exposição. Assim, criará uma foto mais dinâmica e recheada de acção.
in O Mundo da Fotografia Digital - Junho 2010

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Acesso à Memória

Apesar de ter a desvantagem de utilizar as caras memórias Rambus, o Pentium 4 estava (já que o uso de memória Rambus ainda é uma opção) indiscutivelmente bem posicionado do ponto de vista do desempenho de acesso à memória. Acedendo simultaneamente dois módulos RIMM temos um barramento de dados de 3.2 GB/s usando módulos PC-800, o que corresponde a três vezes o acesso permitido por módulos de memórias PC-133 comuns. Mesmo o Athlon usando memórias DDR fica para trás neste requisito. 
Por um lado isto ajuda bastante o processador em aplicações dependentes da velocidade de acesso à memória, como programas de edição e compressão de vídeo e alguns jogos. Por outro lado causa no mínimo um certo desconforto no bolso, já que além de usar memória Rambus é preciso usar os módulos em pares. Se quiser 256 MB de memória, terá que usar obrigatoriamente dois módulos de 128 MB da mesma marca e velocidade. Não existe a possibilidade de usar módulos RIMM de velocidades diferentes ou números ímpares.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Platichthys flesus, Solha-das-pedras

Taxonomia
Actinopterygii,  Pleuronectiformes,  Pleuronectidae.
 
Tipo de ocorrência
Visitante,  Migradora  catádroma.
 
Classificação
INFORMAÇÃO  INSUFICIENTE  -  DD
Fundamentação: Não há informação adequada para aplicar os critérios da IUCN, devido essencialmente à falta de dados sobre os efectivos populacionais.

Distribuição

Ocorre no Noroeste Atlântico, desde o Mar Branco até ao Mediterrâneo, Adriático e Mar Negro (Nielsen 1986, Quéro & Vayne 1997).

Em Portugal Continental está presente em toda a zona costeira, nos estuários e nos troços dulciaquícolas das principais bacias hidrográficas, sendo no entanto, mais comum nos rios mais importantes a norte do Tejo, inclusive (Almeida 2002).

População
Considera-se que a população de solha-das-pedras existente em Portugal deverá ser superior a 10.000 indivíduos maduros. Não existem dados que permitam calcular a percentagem da sua redução, se tem sofrido declínio continuado ou se apresenta flutuações no número de indivíduos maduros.

Habitat
Ocupa o litoral costeiro até às batimétricas dos 60-80 m, zonas estuarinas e ambientes  dulciaquícolas (Bauchot & Pras 1986, Maitland & Linsell 1986, Quéro & Vayne 1997, Costa 1999).

Factores de Ameaça
A perda e degradação do habitat, em especial devido à construção de barragens e à poluição aquática, constituem os principais factores de ameaça. A poluição é particularmente grave nos ecossistemas salobros frequentados pela espécie. A sobrepesca poderá ser igualmente um factor de ameaça para a espécie, embora o seu efeito resulte de acções levadas a cabo sobretudo no domínio marítimo.

Medidas de Conservação
Esta  espécie  está  abrangida  por  legislação  nacional  de  defeso.

Nos ambientes dulciaquícolas a implementação de planos de ordenamento, designadamente os Planos de Bacia Hidrográfica e as medidas preconizadas na Directiva-Quadro da Água deverão atingir a melhoria permanente da qualidade dos habitats aquáticos e assim melhorar as condições para a espécie. Tendo em conta a sua exploração comercial no meio marinho, é importante implementar medidas de gestão deste recurso haliêutico. É necessária a realização de estudos científicos que abordem as questões de índole populacional, biologia e ecologia, avaliação do estado do habitat, inventariação e quantificação das ameaças à preservação da espécie e, se necessário, definição de medidas de conservação. É aconselhável também implementar um programa de monitorização que registe as tendências populacionais  desta  espécie.

Notas
Diversos autores têm destacado o carácter catádromo desta espécie, embora o grau de dependência dos juvenis relativamente aos ambientes dulciaquícolas varie consideravelmente ao longo da sua área de distribuição, sendo mais evidente a latitudes mais elevadas (Hartley 1940, Beaumont & Mann 1984, McDowall 1988). Esta tendência também está patente em Portugal, sendo a sua ocorrência em água doce mais frequente nas bacias hidrográficas do norte do país (Almeida 2002).
in Livro Vermelho dos Vertebrados

terça-feira, 1 de novembro de 2011

As Faces do Escutismo

O escutismo possui uma compleição bifacial: comporta uma dimensão programática original, afim de uma corrente pedagógica específica, por um lado; e uma aplicação e institucionalização (de forma mais ou menos ortodoxa) em contextos culturais díspares, tornando-se o fenómeno juvenil com maior expressão planetária, por outro. Dada a orientação e abordagem historiográfica acima explicitadas, circunscreveu-se o presente trabalho ao estudo da aplicação e institucionalização do escutismo em Portugal, ou melhor, do instrumento educativo em acção. A primeira dimensão do escutismo foi, assim, apenas referida ao seu serviço. A existência de um conjunto de indícios relativos ao escutismo português percepcionáveis no momento presente, materializados na existência de instituições duráveis com expressão quantitativa e territorial relevantes, produtoras de discurso e prática documentadas, foram base essencial para este estudo. Não foi alheia, também, a familiaridade prévia, derivada da prática pessoal do escutismo, com os princípios pedagógicos, metodológicos e organizacionais desse fenómeno, vantagem e risco declarados num exercício científico que se pretende o mais objectivo possível.
Encetou-se, indispensavelmente, a sondagem de precedentes ao estudo do fenómeno, tanto a nível internacional quanto nacional. Foi sobretudo através do contacto com a associação “1907”, pólo coordenador de uma rede internacional de pesquisa sobre o escutismo e movimentos de juventude (maioritariamente no domínio da História, mas também da Sociologia e Eclesiologia) com sede em Paris, que pudémos verificar a produção universitária existente. Constatou-se que, até ao início de 2002, só em França (e, quase exclusivamente, sobre França), cerca de cento e cinquenta investigações foram feitas, sendo que, desde 1981, o seu número duplicou de cinco em cinco anos. Destas, a maioria diz respeito ao escutismo católico (61), sendo o escutismo francês de forma global (19) e o escutismo no feminino (14) sub-temas recorrentes. As restantes tratam, em número equilibrado, o escutismo protestante, judaico e laico, dedicando-se também aos ritos e literatura específica do movimento e às associações de jovens de outros territórios (como a Inglaterra, Suécia, Polónia, Guadalupe e Chile). Em número inferior, a federação escutista francesa e o escutismo islâmico foram também motivo de estudo. Para além desses trabalhos académicos, cerca de cinquenta monografias e artigos foram publicados naquele país. Dados recolhidos quanto à produção universitária espanhola indicam a existência de trinta trabalhos; a academia belga e italiana contam com uma vintena cada, seguidas da inglesa, canadiana e alemã. 
Ponto de confluência entre todas essas linhas de investigação, um primeiro congresso universitário foi promovido em Chantilly, entre 4 e 6 de Novembro de 1993. Na sua esteira, a Universidade Paul Valéry (Montpellier III), entre 21 e 23 de Setembro de 2000, acolheu o primeiro colóquio internacional, intitulado Un Siècle de Scoutisme en Europe, congregando historiadores especialistas da área, e cujo conselho científico foi composto por individualidades como Marie-Therèse Cheroutre e Pascal Ory, da Universidade de Paris-I, Jean-Noël Luc, Universidade de Paris-IV e Jean Pirotte, da Universidade de Lovaina. A publicação e organização das suas actas, a cargo de Gérard Cholvy (em 2002), permanece como o mais recente ponto de situação da matéria. A dimensão internacional do fenómeno fica patente, num elenco de estudos italianos, franceses, belgas, espanhóis, israelitas, congoleses, canadianos e alemães. 
A propósito do escutismo, foram em Portugal identificados três trabalhos académicos, todos no âmbito das Ciências da Educação. Ao contrário do ocorrido a nível internacional, estes atentam exclusivamente na sua dimensão programática. Carla Mira (et al.), no seu trabalho final de licenciatura, levou a cabo uma reflexão relativa ao processo de sociabilização no escutismo, atentando no seu “sistema de patrulhas”. António José Santos desenvolveu uma síntese do potencial de relacionamento intergeracional do “jogo escutista”, materializando o seu projecto de licenciatura na formação de um agrupamento do Corpo Nacional de Escutas. José Carlos Novais Lima realizou, na sua dissertação de mestrado, a mais completa das três investigações, abordando globalmente a metodologia educativa (actual, reformulada em 1988) do Corpo Nacional de Escutas, realçando o papel do jogo na auto-educação do escuteiro. Por não se tratar de abordagens historiográficas, apenas aí foram reproduzidas as resenhas históricas veiculadas pelas próprias instituições do escutismo português. Para além dos anteriores trabalhos, apenas dois artigos de Paulo Fontes, estes sim de natureza historiográfica, abrem caminho ao conhecimento do escutismo em Portugal. Perante tais precedentes, prevaleceu neste exercício o paradigma instituído pelos trabalhos dos historiadores franceses e ingleses.
in LUSITÂNIA SACRA XVI
A INTRODUÇÃO DO ESCUTISMO EM PORTUGAL
 de ANA CLÁUDIA S. D. VICENTE