quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Exposição "História Arqueológica de Grândola"


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Salmo salar, Salmão do Atlântico

Taxonomia
Actinopterygii, Salmoniformes, Salmonidae.
 
Tipo de ocorrência
Migradora anádroma.
 
Classificação
CRITICAMENTE EM PERIGO - CR (A2bce+3ce+4bce; C1+2a(ii)b; D)
Fundamentação: Considera-se que a redução da população nos últimos 10 a 21 anos atingiu 98% do número de indivíduos maduros e prevê-se que possa continuar a verificar-se nos próximos 10 a 21 anos ou em qualquer período com a mesma amplitude que abarque o passado e o futuro. As causas da redução, embora geralmente compreendidas, não são reversíveis nem cessaram. A avaliação da redução é baseada em dados de abundância, nos declínios da área de ocupação, da extensão de ocorrência e da qualidade do habitat e também na expansão de espécies não-indígenas. Calcula-se que existam menos de 250 indivíduos maduros e que pelo menos 90% dos indivíduos maduros se encontram na subpopulação do rio Minho. Sabe-se que tem havido um declínio continuado (embora se desconheça a percentagem) durante as últimas três gerações e admite-se a existência de flutuações acentuadas no número de indivíduos maduros.

Distribuição

Ocorre no Atlântico Norte, desde a região do Círculo Polar Árctico, Islândia, Mar Báltico, até ao norte da Península Ibérica e desde o Mar de Barents até à Nova Inglaterra (Scott & Crossman 1973, Kazakov 1992).

Em Portugal ocorre nos rios Minho e Lima (Antunes & Weber 1990, IZAN 1990, Valente et al. 1991) com uma área de ocupação total inferior a 20 km2.

População
De acordo com os dados de capturas e informações de pescadores dos rios Minho e Lima, o número de indivíduos maduros é extremamente reduzido, sofre flutuações acentuadas e está em declínio continuado. A maior subpopulação é a do rio Minho. É provável que a população do rio Lima, já residual na década de 90, se tenha extinguido com a construção do açude de Ponte de Lima.
 
Habitat
Os salmões reproduzem-se em rios com caudal permanente de características salmonícolas, geralmente caracterizados por águas bem oxigenadas, ausência de poluição orgânica ou inorgânica, com substracto de cascalho ou gravilha. As características típicas das áreas de desenvolvimento de juvenis incluem zonas de baixa profundidade (inferior a 20 cm), substrato de cascalho e velocidades de corrente entre 50-70 cm/s (Environment Agency 1998, Mills 1989). Após um a dois anos em águas doces e salobras, os juvenis sofrem um processo de 'smoltificação' e migram para o mar onde passam o período de crescimento. Quando atingem a maturação sexual regressam aos locais de nascimento para se reproduzirem, comportamento que se designa por "homing".

Factores de Ameaça

As ameaças mais graves para o salmão são as que incidem na fase continental do seu ciclo de vida, das quais se destacam a construção de barragens e açudes, que alteram as zonas de desova ou impedem o seu acesso. A área disponível para a reprodução está extremamente reduzida e continua a diminuir devido aos factores de ameaça sobre o seu habitat. Outros impactos nas águas doces são a poluição, a exploração de inertes, a alteração do regime natural de caudais (devido à exploração dos recursos hídricos e ao regime de exploração das barragens) e a sobrepesca. Embora não se possa considerar que as duas populações existentes em Portugal estejam completamente isoladas, já que indivíduos erráticos de outras bacias mais a norte poderão eventualmente recolonizar estas bacias, a probabilidade de recolonização é reduzida devido ao comportamento de "homing".

Na fase marinha, e devido à sua raridade, não existe uma pesca dirigida a esta espécie mas muitos salmões são capturados juntamente com outras espécies, sendo aproveitados e registados nas estatísticas de pesca.

Medidas de Conservação

O salmão está abrangido pela legislação nacional e internacional de conservação (WWF 2001). Os rios Minho e Lima foram designados para a lista nacional de sítios de acordo com a Directiva Habitats devido à presença da espécie, entre outros valores, mas carecem ainda de medidas de ordenamento e gestão dirigidos à espécie. Tem sido alvo de alguns estudos relativos ao seu efectivo populacional, distribuição, biologia e ecologia, estado do habitat e ameaças. Foram feitos também alguns ensaios de reintroduções (IZAN 1990).

É necessário implementar as medidas preconizadas nos diversos planos de ordenamento territorial recentemente elaborados (e.g. Planos de Bacia Hidrográfica) e ainda na Directiva-Quadro da Água que deverão atingir a melhoria permanente da qualidade dos habitats aquáticos. É urgente avaliar e monitorizar as populações dos rios Minho e Lima, impedir a construção de novos obstáculos nestes rios e implementar dispositivos de transposição nas barragens e açudes existentes que possibilitem a livre circulação desta espécie no rio Lima até à barragem de Touvedo e em todo o troço internacional do rio Minho. Também é urgente o controlo estrito da pesca e da qualidade da água, nomeadamente a reclassificação dos rios Lima e Minho como salmonícolas, a reabilitação dos regimes hidrológicos naturais e a recuperação e monitorização das áreas de desova e crescimento de juvenis.

Eventualmente poderão ser necessários programas de repovoamento recorrendo a ovos ou alevins de populações próximas. Deve ser efectuada uma campanha de sensibilização do público, em geral, e das comunidades piscatórias, em particular, para a importância da sua conservação.

Outra bibliografia consultada
Valente & Alexandrino (1990); Bardonnet & Baglinière (2000).
 in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Espingarda Tanaka Kar98K WWII

Marca Tanaka
Código do Produto TNK-98K
Hop-Up Ajustável
Peso 4,0 kg
Comprimento 1100.0 mm
Capacidade 10 bb's
Potência 420.0 fps
Fonte Energia HFC134
Blowback Não
Modo de tiro Simples
Uma relíquia da era da II Guerra Mundial, esta espingarda a gás da Tanaka Works tem uma armação em madeira real e a maioria das peças em metal.
A qualidade é muito boa e a potência é de uns excelentes 1,7J com HFC134a standard. Extremamente precisa com miras metálicas ajustáveis.
A madeira da armação é de excelente qualidade com um granulado refinado. Um item especial para coleccionadores.
in Redwolf Airsoft

sábado, 19 de novembro de 2011

Profundidade de campo

Por mais impressionante que uma grande extensão de flores possa parecer ao seu olhar, não é fácil captar todo esse impacto numa imagem. A posição a partir da qual fotografa pode influenciar muito o resultado final. Se o fizer a partir de um ponto demasiado alto, é provável que o primeiro plano pareça fundir-se com o fundo, criando uma imagem muito plana e uniforme. Por isso, o ideal é enquadrar a partir de um ponto mais baixo, de forma a obter uma perspectiva mais interessante. Tem duas opções: fotografar de pé, com uma abertura pequena (f/16), para captar uma imagem com flores nítidas em toda a cena; ou tentar algo mais criativo, baixando-se e utilizando a abertura mais ampla da objectiva - f/2, por exemplo. Ao fixar o ponto de foco perto do centro do enquadramento, desfocará as flores do primeiro plano e as do fundo.

Quer a abertura do diafragma (ver caixa em cima) quer o ponto de foco tem influência sobre a profundidade de campo.
Estas duas imagens captadas a f/2.8 mostram de que forma a focagem em áreas diferentes pode alterar os resultados.
Use o modo de prioridade à abertura para controlar a abertura da objectiva, que define a profundidade de campo da imagem. Teste vários pontos de foco.
in O Mundo da Fotografia Digital - Junho 2010

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Desempenho

Como se disse no início deste tópico, a maioria das inovações trazidas pelo Pentium 4 visam diminuir a queda de performance causada pelo uso do Pipeline de 20 estágios. Este é o grande problema do Pentium 4: apesar de estar disponível em versões de relógio velozes, o processador perde tanto para o Pentium III quanto para o Athlon em uma base relógio por relógio em praticamente todos as aplicações.

É preciso um Pentium 4 de 1.4 GHz para conseguir superar o Pentium 3 de apenas 1 GHz por uma margem considerável, e mesmo assim, em algumas poucas aplicações o Pentium 4, mesmo operando a uma frequência 40% superior chega a ficar muito próximo do seu antecessor.
Comparado com um Athlon de 1.2 GHz, novos vexames: mesmo operando a uma frequência 200 MHz superior, o Pentium 4 de 1.4 GHz, perde na maioria das aplicações. Na verdade, as únicas aplicações da época em que o Pentium 4 mostrou um desempenho convincente foi no Quake 3 (apenas no Quake 3, não em outros jogos) e na compressão de vídeo.

No futuro este cenário continuou repetindo-se, pois devido à sua arquitectura, o Pentium só consegue superar os Athlons e Pentiums III (ou Celerons, que ainda continuaram sendo produzidos durante algum tempo) numa base relógio por relógio em aplicações extremamente optimizadas para o SSE2, ou em aplicações que sejam muito dependentes da velocidade de acesso à memória, como as aplicações de compressão de vídeo e jogos que manipulem uma quantidade muito grande de texturas, com o Quake 3, já que graças ao uso de dois canais de memória Rambus, o Pentium 4 é o campeão neste requisito.
Como se disse, a arquitectura do Pentium foi claramente desenvolvida para operar a altas frequências, e não necessariamente para competir com processadores do mesmo relógio. Isto significa que o Pentium 4 sempre operará a frequências superiores às dos concorrentes, mas não necessariamente os superará em desempenho. O pior é que a estratégia pode dar certo já que ainda hoje muita gente acredita que “quanto mais Megahertz, mais rápido”.

Para não ficar para trás, a AMD adoptou um índice de desempenho a partir do Athlon XP, que compara o desempenho do processador ao alcançado pelo Pentium 4. Um Athlon XP 1800 por exemplo, opera a apenas 1.533 GHz, mas tem, segundo a AMD, um desempenho igual ou superior a um Pentium 4 de 1.8 GHz.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Marushin P38 Commercial Giga Maxi Weight (Arma Modelo)

A Walther P38 é uma pistola de 9 mm que foi desenvolvida pela Walther como a pistola de serviço da Wehrmacht no início da II Guerra Mundial. Tinha o objectivo de substituir a cara Luger P08, cuja produção estava agendada para terminar em 1942.
Apesar de não ser tão icónica como a Luger, a P38 continua a ser uma escolha clássica germânica da época. A P38 recebeu inúmeras revisões do desenho ao longo dos anos, com os últimos modelos ainda em serviço.
Esta peça é apenas um modelo que não dispara, uma réplica que na realidade não dispara nada. Ela replica o mecanismo operacional da P38 ao mínimo detalhe e até munições falsas podem ser carregadas no carregador e ejectadas movendo a culatra.
As molas usadas são muito mais duras do que as normais standard em Airsoft, muito mais apropriadas de uma arma real. A falta de um percursor ou mecanismo similar significa que disparar qualquer munição neste modelo é simplesmente impossível.
Existem duas variações deste desenho, versões militar e comercial com materiais e acabamento ligeiramente diferentes para reflectir as diferenças entre a versão militar e a versão comercial disponível.
in Redwolf Airsoft

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Neophron percnopterus, Britango, Abutre do Egipto

Taxonomia
Aves, Accipitriformes, Accipitridae.
 
Tipo de ocorrência
Estival nidificante.
 
Classificação
EM PERIGO - EN  (C2a(i);  D)
Fundamentação: Espécie com população muito reduzida (c. 83 casais) e em declínio continuado.
 
Distribuição
Na Eurásia a população reprodutora da espécie distribui-se na área circum-mediterrânea, Médio Oriente, centro da Ásia e Índia (Cramp & Simmons 1980, del Hoyo et al. 1994). A maioria das populações são migratórias movendo-se para sul no Inverno, principalmente para a zona do Sahel em África, mas as aves do Sul de Espanha, Palma de Maiorca e das Ilhas Canárias são residentes (Tucker & Heath 1994).

Em Portugal era outrora comum e bem distribuído por todo o país, frequentando inclusivamente escarpas em regiões costeiras (D. Carlos de Bragança (inéditos), Tait 1924, Reis Júnior 1931, Coverley 1945). Sofreu uma regressão acentuada durante o século XIX,  encontrando-se  actualmente  apenas  na  franja  fronteiriça  do  Centro  e  Nordeste, tendo-se extinguido recentemente na bacia do Guadiana (Rufino 1989, Rosa et al. 1999, Pacheco 2002).

População

Em 2000 realizou-se o segundo censo nacional (primeiro censo ibérico, coordenado entre  os  dois  países),  que  contabilizou  a  população  em  83  a  84  casais  em  território português  (120  a  121  casais  incluindo  as  regiões  fronteiriças  espanholas)  (Monteiro et al. 2002).

O número crescente de indivíduos nas estimativas a nível nacional até 1997 (cf. Palma 1985, Rufino et al. 1985, Palma et al. 1999a, Monteiro et al. 1996, Rosa et al. 1999), é atribuído exclusivamente ao aumento da cobertura e intensidade do esforço de amostragem (Monteiro et al. 2002).

O britango tem sofrido globalmente um declínio continuado, com abandono progressivo dos territórios no Sudeste Alentejano - 4 a 7 casais em 1994, tendo-se extinguido em 1996 - e uma redução acentuada nas bacias hidrográfica dos rios Sabor e Tejo (abandono de sete territórios, desde os anos 80, no Sabor e cerca de 10 territórios, entre 1990 e 2000, no Tejo (Monteiro et al. 1996, Pacheco et al. 1999, Rosa et al. 1999, Monteiro et al. 2002). No entanto, as áreas onde os núcleos populacionais se encontram com um maior efectivo têm apresentado estabilização do número de casais. Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Em Perigo, tendo sofrido um acentuado declínio nas três últimas gerações (BirdLife International 2004).

Habitat

O habitat é geralmente constituído por terrenos abertos ou semi-abertos, normalmente na proximidade de zonas rochosas alcantiladas, quer em vales fluviais quer em zonas serranas. Prefere escarpas para nidificar, geralmente em zonas acidentadas, não sendo conhecidos em Portugal ninhos em árvores. Faz o ninho em saliências abrigadas ou em cavidades  em  penhascos.  O  mesmo  ninho  pode  ser  reutilizado  em  anos  sucessivos (Cramp & Simmons 1980, del Hoyo et al. 1994).

Procura alimento em qualquer tipo de terreno, mas principalmente em terras com uso agro-pecuário extensivo, áreas não cultivados, matagais e vales alcantilados (Pacheco C e  Monteiro  A  dados  não  publicados).  Segue  os  movimentos  de  manadas  de  gado, procura vazadouros de explorações agrícolas e explora de forma oportunista outros recursos alimentares, nomeadamente captura vítimas de queimadas e frequenta aterros sanitários (Cramp & Simmons 1980, del Hoyo et al. 1994).

Nos últimos anos verifica-se declínio da área de ocupação, extensão de ocorrência e qualidade do habitat, associada sobretudo à redução da disponibilidade de cadáveres de animais e da criação de gado em moldes extensivos.

Factores de Ameaça
Pelo facto do britango ser especializado na detecção de pequenos cadáveres e despojos, a utilização de iscos envenenados é, nalgumas áreas de Espanha, o principal factor de mortalidade não natural (Donázar 2003).

O incremento das exigências higieno-sanitárias, nomeadamente a obrigação de enterrar os cadáveres, conduz a uma redução da disponibilidade trófica que poderá vir a ter efeitos significativos num futuro próximo. Outros factores de redução da disponibilidade alimentar são a diminuição da pecuário extensiva, bem como a modernização agrícola com consequente decréscimo dos animais de carga e tracção. Por outro lado, a rarefacção das  populações  de  coelho-bravo  Oryctolagus  cuniculus  provocado  pelas  epizootias, também parece contribuir para uma redução significativa da disponibilidade trófica. 

A perturbação humana em zonas de nidificação e durante os períodos mais sensíveis, provocada  por  actividades  agro-silvícolas,  cinegéticas,  turismo  e  lazer,  conduz  a  um abaixamento da produtividade da população, ou mesmo ao abandono de alguns locais de nidificação. A abertura indiscriminada de caminhos é também uma ameaça preocupante, dado que potencia os efeitos da perturbação, tornando acessíveis locais de nidificação remotos.

A colisão e electrocussão em linhas aéreas de distribuição e transporte de energia são também factores preocupantes, uma vez que espécie utiliza frequentemente apoios eléctricos como poiso de caça e dormitório.

O abate a tiro constituiu num passado recente um importante factor de mortalidade.

A degradação dos habitats de nidificação e/ou alimentação, devido à construção de infra-estruturas (barragens, parques eólicos, estradas), florestação para produção lenhosa, intensificação agrícola e actividade de extracção de inertes, está seguramente a contribuir para o declínio da espécie.

Medidas de Conservação

A conservação desta espécie passa pela implementação das seguintes acções:
  • criação e gestão de campos de alimentação para aves necrófagas;
  • promover a manutenção do mosaico agro-florestal através de aplicação de programas de Medidas Agro-Ambientais nos principais núcleos da espécie, que minimizem a degradação do habitat e promovam a pecuária extensiva;
  • promover uma correcta gestão da caça maior através do estabelecimento de protocolos e implementação de manuais de gestão ambiental;
  • elaborar  e  implementar  planos  de  gestão  nas  ZPE’s  mais  importantes  para  a espécie;
  • proibir ou condicionar a instalação de traçados eléctricos, parques eólicos, estradas, albufeiras e outras infra-estruturas nas zonas importantes para espécie (nidificação, invernada/dispersão);
  • corrigir e sinalizar traçados e apoios da rede de distribuição de electricidade que sejam muito perigosos para a espécie e monitorizar o impacte das linhas eléctricas de transporte de energia sobre os núcleos mais importantes da espécie;
  • interditar/condicionar as actividades recreativas e o turismo nas áreas de maior sensibilidade para a espécie;
  • programa nacional de erradicação do uso de venenos e aumento da eficácia dos meios e esforços de fiscalização e vigilância nas áreas de nidificação durante os períodos mais sensíveis;
  • campanha nacional de sensibilização e educação ambiental da população rural relativamente às aves de rapina;
  • implementação  de  sistemas  eficazes  de  monitorização  da  população  nas  áreas problemáticas e/ou especialmente importantes para a população nacional;
  • desenvolvimento de programas transfronteiriços de colaboração para conservação e estudo da espécie.
 in Livro Vermelho dos Vertebrados

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um Outro Escutismo Português

Fora desse espectro de análise ficaram a AGEEP, o CD e os RR, por corresponderem a desenvolvimentos bastante mais recentes. Ainda assim – a título de registo sumário e como pista para novos trabalhos – considerámos relevante aqui fazer a sua apresentação. Fundada em 1979, a AGEEP tornou-se uma das associações pertencentes à Union Internationale des Guides et Scouts d’Éurope (anteriormente designada Fédération de Scouts d’Europe), ou UIGSE, nascida do encontro de elementos regionalistas, pacifistas e católicos conservadores, sob a bandeira comum do pró-europeísmo.

A UIGSE compôs-se dos Scouts de Bleimor, bretões fixados em Paris, organizados em 1945, e dos austríacos e alemães organizados, em 1952, sob a designação de Europa-Scouts, aos quais se associaram, no início de 1963, dissidentes da linha de renovação interna envidada pelos Scouts de France (escutismo católico francês) ocorrida no período posterior ao Concílio Vaticano II 30. Não existem quaisquer dados quantitativos que permitam avaliar a expressão da associação portuguesa, cuja sede nacional foi, até 2001, em Moimenta da Beira 31. Esta define-se como difusora dos valores tradicionais definidos por Robert Baden-Powell, segundo a orientação católica imprimida pelo sacerdote francês Jacques Sevin. São valorizados três aspectos fundamentais neste escutismo: a prática dos valores cristãos segundo os preceitos da Igreja Católica; a separação efectiva, em actividades, do sector guidista (feminino) do sector escutista (masculino); a fidelidade a um ideário europeísta, materializado na organização de múltiplas actividades de intercâmbio e reunião.
Numa versão heterodoxa do escutismo, o CD surgiu como fórmula espiritual e recreativa juvenil, criada no seio da Igreja Adventista do Sétimo Dia 32 (IASD), denominação cristã reformada. Após o surgimento das primeiras sociedades para jovens no interior desta igreja, respectivamente no Michigan, em 1879, e no Wisconsin, em 1881, foi reorganizada a actividade juvenil pela sua estrutura central, na forma de escola sabatina, em 1901. Um Departamento de Jovens foi aprovado em 1907 pelo Conselho da sua Conferêcia Geral, e criado novo enquadramento, designado Young People’s Society of Missionary Volunteers. No seio desta sociedade, conhecida por MV, foram elaboradas classes progressivas e preparado um corpo dirigente juvenil específico. No pós-Grande Guerra, no âmbito do desenvolvimento do programa júnior, o conjunto de actividades desta denominação foi claramente influenciado pelo escutismo, em franca expansão mundial, e particularmente nos Estados Unidos da América, palco fundador do adventismo. Tal facto derivou da incompatibilidade entre o desejo de participação dos jovens crentes no tipo de actividades proporcionadas pelo escutismo e a particularidade dos seus preceitos religiosos.

A observância do sábado, o vegetarianismo, a cadência diária de orações ou a restrição a certas formas de entretenimento, determinou a criação de grupos adventistas com actividades adaptadas e em tudo similares ao método escutista. Foram formulados os primeiros Pathfinders Clubs na década de vinte, na Califórnia, sendo, em 1928, obtida pelo Departamento dos Jovens da Conferência Geral autorização da entidade escutista internacional para o uso da sua metodologia e materiais didácticos. 

O primeiro CD permanente foi organizado também na Califórnia, em 1937. Em 1949, os desbravadores adventistas foram convidados a integrar os Boy Scouts of America, federação nacional do escutismo, mas tal proposta foi declinada em favor da conservação da prática singular do CD, destinada a jovens de ambos os sexos e alargada a todas as Igrejas e missões da IASD, a partir do ano seguinte. Presente em Portugal desde 1904, a IASD desenvolveu,desde 1925, de forma ininterrupta, a sua actividade junto dos jovens crentes nacionais. Existe, contudo, uma primeira notícia respeitante ao movimento juvenil adventista português, com data de 1908 33. Usadas as classes progressivas da MV, apenas desde Novembro de 1970 o CD se tornou fórmula de dinamização aplicada aos jovens adventistas portugueses. O primeiro grupo foi fundado na Igreja Central de Lisboa, seguido de outros em Oliveira do Douro (1975), Avintes (1976), Canelas (1976), Funchal (1977) e Amadora (1978). Não foi possível apurar, tal como no caso da AGEEP, o número actual de jovens desbravadores portugueses.
Por último, surgiram nos Estado Unidos da América, em Outubro de 1962, os RR 34. Num processo em tudo semelhante ao anteriormente descrito, John Barnes fundou em Springfield, Missouri, por determinação do Corpo Executivo das Assembleias de Deus, uma versão do escutismo adaptada às intenções formativas de denominação evangélica. Os RR definem-se como ministério juvenil de serviço religioso, com inspiração no método de Baden-Powell, visando a formação integral do jovem do sexo masculino.

Em Portugal, e após contactos com o Coordenador Evangélico dos Royal Rangers para a Região da Eurásia (Hanspeter Neck), Manuel Silva fundou o Posto nº 1 português, a 21 de Março de 1993. Tal posto tem sede na localidade do Livramento (freguesia da Azueira, concelho de Mafra), não tendo sido possível apurar o número exacto de elementos efectivos.
in LUSITÂNIA SACRA XVI
A INTRODUÇÃO DO ESCUTISMO EM PORTUGAL
 de ANA CLÁUDIA S. D. VICENTE

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Marushin Enfield No.2 MK1 Giga Maxi Weight (Arma modelo)

O revólver Enfield No. 2 MK1 teve origem no Reino Unido e foi adoptado pelas autoridades britânicas em 1931. Elas atribuíram a tarefa à Royal Small Arms Factory em Enfield, e a fábrica de Enfield desenhou um revólver similar ao Webley MK IV .38 mas com peças internas ligeiramente diferentes. Esta arma foi usada durante a guerra da Coreia, conflitos coloniais britânicos e a II Guerra Mundial.
 
Este modelo em particular tem um cano com comprimento standard que tem uma aparência exactamente igual à arma real e é bastante pesado quando o transporta. Por favor lembre-se que isto é um modelo que não dispara, que serve apenas para fins de exposição e colecção. As placas do punho são construídas com madeira real e vem com seis munições falsas em metal que podem ser carregadas.
As molas usadas são muito mais pesadas que as standard em airsoft, muito mais apropriadas para armas reais. A falta de um efectivo pino de disparo ou um mecanismo similar significa que disparar qualquer munição deste modelo é impossível.
in Redwolf Airsoft