quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A 'lei das armas' e o airsoft

Desde 2006 que as réplicas de airsoft são por lei consideradas armas e como tal reguladas.

No entanto a legislação aplicável às réplicas de airsoft, foi elaborada certamente por pessoas totalmente desconhecedoras da modalidade desportiva/recreativa, criando um conjunto de regras que é o segundo mais exigente de toda a Europa e desvirtua, na prática, a forma de jogar airsoft em Portugal.
Assim urge sensibilizar o poder politico para a necessidade de rever a 'lei das armas' no que toca ás réplicas de airsoft, recorrendo à única forma ao alcance do cidadão comum, a petição.

Em Portugal um grupo de cidadãos pode requerer ao Parlamento a alteração de uma lei, bastando que para isso apresente um projecto de alteração à lei numa petição com pelo menos 35.000 subscritores.
É verdade que são muitas assinaturas, mas baixar os braços e nada fazer significa condenar o airsoft em Portugal a ser praticado de uma forma diferente da que se realiza em todo o mundo, cabe a cada praticante de airsoft esforçar-se por assinar essa petição e sensibilizar amigos e conhecidos para assinarem e não será assim tão difícil... A dar razão às estimativas de que o número de jogadores de airsoft em Portugal ultrapassa os 3.000, bastaria que cada um deles assinasse e conseguisse angariar mais onze assinaturas, e a petição teria pernas para andar.

A pensar nisso a Associação Nacional de Airsoft, APD, criou uma petição online com o objectivo de a médio prazo se conseguir a alteração da lei:
Ex.ª Senhora Presidente da Assembleia da Republica,

Desde 2006 todas as alterações legislativas à Lei das Armas condicionam cada vez mais a prática do airsoft.

A Lei nº 12/2007, não fugiu à regra, mantendo e/ou reforçando regras inexequíveis face à burocracia deste país.
 
O Airsoft é uma actividade de lazer sob a forma de um jogo que opõe, em geral, duas equipas cujos jogadores estão equipados com uma imitação de arma (geralmente em plástico) que propulsa, por gás ou ar comprimido, esferas de 6mm em plástico. A potência de propulsão está, em geral, a nível europeu, compreendida entre os 2 e 7 joule.
 
Em Portugal a potência de propulsão está limitada, pela lei em vigor, aos 1,3 joule.
 
Urge pois, para salvaguarda do airsoft, inclusive para permitir aos praticantes nacionais que se deslocam a jogos internacionais, condições de equiparação aos jogadores estrangeiros, efectuar algumas alterações legislativas.
 
Assim, consideramos necessário:

1. Apesar de se manter a potência de propulsão para as reproduções de armas de fogo para práticas recreativas em geral nos 1,3 joule, torna-se necessário aumentar a potência de propulsão permitida, para as réplicas dos atiradores especiais, vulgo ‘snipers’ para os 2,3 joule.


2. Não faz sentido que sendo o airsoft uma modalidade amadora, a nível europeu, que se exija a existência de associações promotoras do desporto da modalidade, reconhecidas pelo IDP e registadas na PSP, sendo mais realista a inscrição dessas entidades na Fundação INATEL.


3. A Lei n.º 12/2011 veio criar uma situação algo sui generis. As reproduções de armas de fogo para práticas recreativas tem de ser transportadas em estojos fechados, podem ter as pinturas ocultadas no decorrer dos jogos, mas por exemplo no caso de uma reprodução de arma de fogo para práticas recreativas, imitando uma arma longa, tem de ter a coronha e dez centímetros à frente pintados de amarelo/vermelho fluorescente. Para quê? Se essa pintura só é visível quando a reprodução de arma de fogo para práticas recreativas está guardada no domicílio do praticante?


Pelo supra os abaixo assinados solicitam as seguintes alterações à Lei n.º 12/2011:


Proposta de alteração à lei:


Artigo 2.º
Definições legais
Para efeitos do disposto na presente lei e sua regulamentação e com vista a uma
uniformização conceptual, entende -se por:

1 — Tipos de armas:


ag) «Reprodução de arma de fogo para práticas recreativas» o mecanismo portátil com a configuração de arma de fogo das classes A, B, B1, C e D, apto unicamente a disparar esfera não metálica cuja energia à saída da boca do cano não seja superior a 1,3J para reproduções de arma de fogo dotadas da capacidade de disparo semiautomático/automático e 2,3J para reproduções de arma de fogo longa de precisão sem capacidade de tiro automático, para calibres inferiores ou iguais a 6 mm e munições compactas ou a 13 J para outros calibres e munições compostas por substâncias gelatinosas;


Artigo 11.º
Armas e munições da classe G

3 – A aquisição de reproduções de armas de fogo para práticas recreativas é permitida a 18 anos, mediante a declaração aquisitiva e prova da inscrição numa associação de promoção desportiva inscrita no Inatel.


7 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, a detenção, uso, porte e transporte de reproduções de armas de fogo para práticas recreativas, ainda que não contendo as características previstas na alínea aae) do n.º 1 do artigo 2.º, podem ser temporariamente autorizadas a praticantes estrangeiros em provas internacionais realizadas em Portugal, pelo período necessário à sua participação nas provas, mediante prova da inscrição no evento, certificada por associação promotora do desporto da modalidade.


13 — revogado.


Artigo 56.º
Locais permitidos

4 — A realização de qualquer prova ou actividade com reproduções de armas de fogo para práticas recreativas depende de prévia comunicação à autoridade policial com competência territorial, com a antecedência mínima de 24 horas.


Os signatários 

Vamos acabar com este absurdo:
ASSINA JÁ



As mudanças de 'poleiro'...

A lei neste momento limita os presidentes de Câmara Municipal ao exercício de três mandatos, mas ao que parece isso aplica-se apenas ao concelho onde exerceram o cargo, por isso as forças politicas começam a preparar-se para encontrar novos concelhos para os seus 'boys' que não se podem recandidatar-se a um novo mandato no mesmo concelho. 

Esta manhã tive uma prova disso...

Fui contactado telefonicamente por uma funcionária da empresa Consulmark, pedindo a minha colaboração num estudo do mercado, acedi.
Depois de inúmeras perguntas sobre o concelho de Grândola, entraram na área politica, solicitando-me opiniões sobre o trabalho do Dr. Carlos Beato, presidente da Câmara Municipal de Grândola, seguidamente perguntam-me se conhecia várias pessoas, uma delas é vereador da Câmara Municipal de Grândola, outra o ex-presidente da Junta de Freguesia de Melides, outra a Maria de Fátima Serranheira dos Santos Luzia, presidente da Junta de Freguesia de Grândola, e por fim Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém.

Iniciam então uma série de perguntas sobre o trabalho destes dois últimos nos seus actuais cargos, passam para outras sobre o que poderia ser o trabalho deles no concelho de Grândola. 

Perguntam-me se houvesse eleições autárquicas no próximo domingo iria votar, quando disse que sim colocaram-me uma questão, que indubitavelmente é o objectivo final deste estudo de mercado:
- "Se o senhor Vítor Proença for o candidato da CDU à Câmara Municipal de Grândola o senhor vota nele?"

Sem mais comentários...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Índice de abreviaturas utilizadas

ACM – Associação Cristã da Mocidade
ACP – Acção Católica Portuguesa
AEP – Associação dos Escoteiros de Portugal
AGP – Associação Guias de Portugal
CNE – Corpo Nacional de Escutas
CNS – Corpo Nacional de Scouts
CSCP – Corpo de Scouts Católicos Portugueses
FEP – Federação Escotista de Portugal
IASD – Igreja Adventista do Sétimo Dia
MEN – Ministério da Educação Nacional
MIP – Ministério da Instrução Pública
MP/MPF – Mocidade Portuguesa / Mocidade Portuguesa Feminina
OEP – Organização Escotista de Portugal
ONMP – Organização Nacional Mocidade Portuguesa
OSN – Ordem de Serviço Nacional
UAP – União de Adueiros de Portugal
CD – Clube de Desbravadores
RR – Royal Rangers
in LUSITÂNIA SACRA XVI
A INTRODUÇÃO DO ESCUTISMO EM PORTUGAL
 de ANA CLÁUDIA S. D. VICENTE
 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Squalius pyrenaicus, Escalo do Sul

Taxonomia
Actinopterygii, Cypriniformes, Cyprinidae.
 
Tipo de ocorrência
Residente. Endémica da Península Ibérica
 
Classificação
EM PERIGO - EN (B1b(ii,iii,iv)c(iv)+2b(ii,iii,iv)c(iv))
Fundamentação: Espécie com extensão de ocorrência e área de ocupação muito reduzidas, menores do que 450 km2 e 300 km2, respectivamente. Admite-se um declínio continuado na área de ocupação, na área, extensão e qualidade do habitat e no número de localizações e ainda a existência de flutuações acentuadas no número de indivíduos maduros.
 
Distribuição
Em Espanha encontra-se a sul da bacia hidrográfica do Tejo, inclusive. Foi também encontrada na bacia hidrográfica do Ebro (rio Matarraña), onde deverá ter sido introduzida (Doadrio 2001a).

Em Portugal encontra-se nas bacias hidrográficas do Tejo, Sado e Guadiana, nas pequenas bacias hidrográficas da Samarra, Colares e Lizandro (região Oeste) e nas bacias hidrográficas da Junqueira (entre as bacias hidrográficas do Sado e Mira) e do Gilão (Algarve) (Costa-Pereira 1995, Coelho et al. 1998, Magalhães & Collares-Pereira 1999, Collares-Pereira et al. 2000a, Santos 2001, Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a, Mesquita & Coelho 2002). Poderá ocorrer nos cursos de água localizados entre as bacias hidrográficas do Tejo e Sado.

População
Calcula-se que o número de indivíduos maduros seja superior a 10.000 e que o seu efectivo possa ter sofrido uma redução inferior a 30% nos últimos 18 a 21 anos. O efectivo populacional desta espécie na bacia hidrográfica do Guadiana (Collares-Pereira et al. 2000a, Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a) registou uma flutuação de magnitude de oito vezes, pelo que, devido às características das bacias hidrográficas do Sul do país, há a possibilidade de ocorrerem flutuações acentuadas (de magnitude superior a dez vezes) no número de indivíduos maduros entre anos hidrológicos extremos. Poderá ocorrer um declínio continuado do número de indivíduos maduros e do número de subpopulações ou localizações, pelo menos na bacia hidrográfica do Guadiana, devido à redução e degradação do habitat com a implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva.

Habitat
Esta espécie pode ser encontrada em rios e ribeiros permanentes ou intermitentes e ainda em albufeiras (Rodrigues 1995, Ferreira & Godinho 2002). Ocorre em rios de ordem intermédia (Filipe et al. 2002, 2004), em zonas fluviais pouco profundas e bem oxigenadas, com vegetação aquática e ensombramento, havendo tendência para os indivíduos de maiores dimensões ocuparem zonas mais profundas que os juvenis (Magalhães 1993, Collares-Pereira et  al. 1995, Pires et  al. 1999). Dados recolhidos na bacia hidrográfica do Tejo indicam que estas populações possuem uma boa capacidade de adaptação e resiliência a diferentes tipos de habitat e também a variações bruscas e imprevisíveis das condições abióticas (Rodrigues 1999).

Factores de Ameaça
Os principais factores de ameaça são a degradação do habitat, provocada sobretudo pela construção de barragens, alteração do regime natural de caudais, captação de água, extracção de inertes, degradação da qualidade da água, e também a introdução de espécies não-indígenas (Collares-Pereira et al. 2000a,b) a qual poderá ter efeitos a nível da competição, predação ou como via de disseminação de agentes patogénicos. É de realçar a redução e degradação generalizada do habitat na bacia hidrográfica do Guadiana, resultante da construção de diversas barragens (Odeleite, Enxoé, entre outras) e actualmente pela implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva.
 
Medidas de Conservação
Esta espécie está abrangida pela legislação nacional e internacional de conservação. O escalo do Sul foi abrangido nos estudos sobre a comunidade piscícola da bacia hidrográfica do Guadiana efectuados no projecto LIFE-Natureza dirigido para o saramugo Anaecypris hispanica (Collares-Pereira et al. 2000a) e sobre as medidas de Minimização e Monitorização para o Património Natural da barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). Algumas acções de manutenção e conservação do habitat (nomeadamente na melhoria da qualidade da água e algum controlo das extracções de inertes) têm sido efectuadas mas necessitam ser reforçadas.

É necessária a recuperação das zonas mais degradadas e o controlo das espécies não-indígenas,  medidas previstas nos diferentes Planos de Bacia Hidrográfica (INAG 1998-2001) onde a espécie ocorre, no Plano de Gestão do Saramugo (Collares-Pereira et al. 2000b) e no estudo de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). As medidas preconizadas na Directiva-Quadro da Água deverão atingir a melhoria permanente da qualidade dos habitats aquáticos. Devem ser minimizados os impactos de infra-estruturas hidráulicas implantadas ou a implantar, através do restabelecimento da conectividade das populações e da manutenção dos caudais mínimos, especialmente durante a época seca. Em particular, devem ser evitadas ou controladas as captações de água durante esta época, nomeadamente nos pegos. Outras medidas necessárias são o controlo da extracção de inertes, a gestão sustentada da pesca e a melhoria da sua fiscalização e ainda a sensibilização do público para a conservação dos ecossistemas aquáticos. É necessário aumentar os conhecimentos sobre a biologia e ecologia desta espécie, monitorizar os seus efectivos populacionais (em particular nos rios principais) e as medidas de conservação a implementar.

Outra bibliografia consultada
Lobon-Cervia & Sostoa (1987); Geraldes (1991); Brito (1992); Coelho et al. (1995); Fernández-Delgado & Herrera (1995); Geraldes & Collares-Pereira (1995); Pires (1999); Pires et al. (2000).
 in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

G&P LMT (TR) Tactical Rifle AEG

Marca G&P
Código do Produto GP-AEG025
Hop-Up Ajustável
Peso 3,200 kg
Comprimento 705 mm
Capacidade 130 bb's
Potência 376 fps
Tamanho da Bateria 7.4v LiPo Deans
Modo de Tiro Semi, Automático
Uma excelente AEG, estilo M4, da G&P, com novas características que não pode perder!
Esta espingarda é todo em metal, no que a G&P é famosa porque suporta todas os golpes e pancadas pelos quais um jogador de airsoft passará. Tácticas especiais requerem armas melhor preparadas para a versatilidade, é tudo o que esta AEG representa.
Características da AEG G&P LMT (TR) Tactical Rifle:
  • Parte superior toda em metal, estilo MUR
  • Parte inferior toda em metal, estilo LMT
  • Gearbox toda em metal com a qualidade standard da G&P com motor M120
  • Punho em polímero TD arredondado com dissipador de calor do motor em metal
  • Tapa-chamas 14mm CW estilo ZM
  • Mira dianteira ajustável em altura
  • Mira Red Dot incluída com montagem
  • 7 posições para correia QD montadas ao longo de toda a arma
  • 1 correia QD incluída
  • Rail frontal em metal de 241mm
  • Coronha desmontável ajustável em 5 posições com armazenamento e apoio em borracha
  • Recebe carregadores de AEG M4/M16 standard
  • Unidade de hop-up em metal, ajustável
  • Cano interno de aproximadamente 270mm
  • Terminal Deans T-Plug grande, dentro da coronha para bateria LiPo
in Redwolf Airsoft
 

A crise...

A crise é indubitável, mas não sei porquê, só ouço o poder político dizer que temos de reduzir os custos laborais para sermos competitivos...

Mas competitivos com quem? Com os países do terceiro mundo?

sábado, 14 de janeiro de 2012

Captar reflexos na água

Em lagos e riachos, baixe o monopé tanto quanto possível e fotografe um pouco acima do nível da água, para tirar o máximo partido dos reflexos.

Quer seja um bando em voo raso sobre um lago ou apenas a imagem espelhada de um pato, este tipo de fotografia destaca-se sempre, conferindo profundidade e interesse ao que poderia ser um registo vulgar.
O segredo de fotografar aves selvagens é a criatividade - pense em termos de cor e composição, e não tema deixar de fora áreas distractivas, mantendo a atenção no assunto e no seu reflexo.

Experimente também enquadramentos mais arrojados, incluindo apenas parte da ave ou algum pormenor mais interessante.

Pondere, ainda, a utilização de um filtro polarizador circular na objectiva, que lhe proporcionará maior controlo sobre a intensidade dos reflexos - basta rodar o filtro até obter o efeito desejado.
in O Mundo da Fotografia Digital - Junho 2010

Colheita de sangue em Grândola

O Instituto Português do Sangue, em colaboração com a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Grândola, efectuou hoje uma colheita de sangue em Grândola, como habitualmente, nas instalações da Escola Básica dos 2º e 3º ciclos D. Jorge de Lencastre.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Coppermine x Tualatin

Do ponto de vista da tecnologia de produção a Intel está agora um passo à frente da AMD. Tanto o Tualatin, quanto o Northwood já utilizam uma tecnologia de 0.13 mícron, enquanto o Morgan e o Palomino da AMD ainda utilizam uma arquitectura de 0.18 mícron. Isto representa uma diferença muito grande tanto em termos de consumo eléctrico, quanto em termos das frequências de operação que os processadores serão capazes de alcançar. A AMD só deve lançar seus processadores de 0.13 mícron em 2002.

O core Tualatin originalmente seria usado para produzir processadores Pentium III de 1.13 GHz em diante. De facto, chegaram a ser lançados Pentium III de 0.13 mícron, operando a 1.13 e 1.20 GHz. Mas, a Intel não parece muito interessada em manter estes processadores, talvez temendo que eles  pudessem atrapalhar as vendas do Pentium 4.

No final das contas, acabaram usando o core Tualatin para desenvolver versões mais rápidas do Celeron, com os mesmos 256 KB de cache do Pentium III, apenas com a diferença de usar bus de 100 MHz ao invés de 133. Em compensação, o novo Celeron inclui um recurso novo, chamado de Data Prefetch Logic, capaz de melhorar em cerca de 5% o desempenho do processador.

Graças às frequências de operação mais altas e ao cache maior, os novos Celerons são bem mais rápidos que os antigos. O novo Celeron finalmente tem condições de competir em pé de igualdade com o Duron, apesar de ainda ser mais caro que ele.

Mas, em compensação, algumas mudanças na sinalização do processador tornaram os Tualatin incompatíveis com as placas mãe antigas. Na época do lançamento, os Tualatins eram suportados apenas pelas placas com chipsets i815 stepping B, i810 stepping B2, VIA Apollo Pro133T, VIA Apollo Pro266T e ALi Aladdin Pro 5T.

Os boatos sobre o Tualatin ser compatível com as antigas placas mãe baseadas no i440BX revelaram-se infundados, pois além da tensão mais baixa, os novos processadores utilizam um novo barramento (o AGTL) em contraste com o bus GTL+ utilizado pelos processadores Pentium II, Pentium III e Celeron antigos. Apenas estes chipsets, juntamente com novos modelos que venham a ser lançado daqui pra frente são compatíveis com o novo barramento, o que elimina a possibilidade de actualizar placas antigas.

Outro incomodo é que as placas destinadas ao Tualatin não são mais compatíveis com os antigos Celerons PPGA (de 366 à 533 MHz), que já utilizavam o socket 370, mas ainda utilizavam uma arquitectura antiga e tensão de 2.0 volts, novamente por causa da diferença na sinalização.

Entretanto, existe compatibilidade total com todos os Pentium III e Celeron com core Coppermine. O maior problema com o Celeron Tualatin na nossa opinião é a falta de opções de upgrade. Ao comprar uma placa socket 370 e um Tualatin, a sua única opção será adquirir posteriormente uma versão mais rápida do Celeron. Comprando um Pentium 4 Northwood e uma placa socket 478 pode pelo menos ter a possibilidade de posteriormente usar um Pentium 4 de 3.0 GHz ou mais, aproveitando a placa.
Celeron Tualatin
Note que a Intel não faz segredo de que a sua prioridade é popularizar a arquitectura do Pentium 4. Existem até mesmo especulações sobre o futuro lançamento de uma nova “versão Celeron” do Pentium 4, que nada mais será do que um Pentium 4 actual com nome diferente.

A Intel pretende logo vender apenas processadores Pentium 4 de 0.13 mícron, com 512 KB de cache e bus de 133 MHz (com 4 transferências por ciclo, 533 MHz na prática). Os Pentium 4 de 0.18 mícron actuais continuarão sendo produzidos, já no novo formato, para placas socket 478, mas com as mesmas características, incluindo os 256 KB de cache, bus de 100 MHz, etc.

Para diferenciar claramente os dois modelos, a Intel utilizará o nome do bom e velho Celeron nas versões produzidas na arquitectura antiga.

Haverá então uma nova ramificação na linha de processadores. O Celeron será lançado em versões de até 1.8 GHz mas não deve passar dos 2.0 ou 2.2 GHz num futuro próximo. O Pentium 4 por sua vez, continuará atingindo frequências cada vez mais altas, graças à nova arquitectura.

O último roadmap da Intel fala ainda de um Celeron de 1.5 GHz, que provavelmente será baseado no core Tualatin. Apesar de tudo, não espere que a Intel mantenha a produção dos processadores baseados na arquitectura do Pentium III durante muito tempo, claramente as energias estão voltadas unicamente para o Pentium 4.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Conclusão

Cinco conclusões fundamentais se apresentam. Em Portugal, desde as primeiras experiências com o método até à submissão das diferentes associações de escuteiros à tutela da organização estatal de enquadramento infantil e juvenil (a Mocidade Portuguesa), a fraqueza ou força das associações referenciadas dependeu da base de apoio social das suas elites dirigentes, bem como das relações pessoais destas com o poder governamental instituído. Perfilou-se uma lenta mas crescente adesão ao Escutismo, não apenas nos núcleos urbanos, como seria expectável, mas também em espaço rural. 
Registou-se alguma reticência social à natureza das experiências escutistas femininas, que sobreviveram poucos anos. Destacou-se o papel da imprensa periódica no acto de propaganda do escutismo, bem como na difusão de uma ortodoxia de práticas associativas à escala de todo o território. Por fim, aquando da emergência de organizações de juventude totalizantes, registou-se o encerramento, o esvaziamento de poderes e o enfraquecimento das diferentes associações, a par da captação de diversos dirigentes escuteiros para as fileiras da Mocidade Portuguesa e da Acção Católica.
in LUSITÂNIA SACRA XVI
A INTRODUÇÃO DO ESCUTISMO EM PORTUGAL
 de ANA CLÁUDIA S. D. VICENTE
 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ruínas de Tróia

Romano, paleo-cristão. Aglomerado construído em função da actividade conserveira, com inúmeros vestígios de cetárias, além do equipamento urbano característico dos povoados luso-romanos: habitações, termas, necrópole, columbário, basílica de 4 naves, com frescos de inspiração paleo-cristã, que se aproximam de outros em igrejas asturianas (ALMEIDA, 1971).
As ruínas do agregado populacional compreendem uma área habitacional, um balneário, 4 zonas de enterramento, um núcleo religioso, além de vários núcleos industriais. Ruínas de edifícios de habitação, de r/c. e r/c. e 1º andar, formando quarteirões separados por ruelas, algumas luxuosas com mosaicos em "opus vermiculatum", estuques com pintura a fresco; balneário - com vestíbulo, "frigidarium", "tepidarium" e "caldarium" sobre "hipocaustum", piscinas e sala de ginástica; vestígios de mosaicos em "opus vermiculatum" numa das piscinas; necrópoles de tipologia diversa: sepulturas sobrepostas numa altura de 7 m (margem da Caldeira), sepultura de incineração de Galla, mausoléu de planta quadrada com nichos abertos nas paredes, para guardar urnas cinerárias, sepulturas de superestrutura quadrangular (junto à basílica); basílica paleo-cristã - com 2 partes distintas: a nave (22,5 x 13 m.), com vestígios de 8 bases de colunas e de arranques de arcadas transversais, a ábside, a O., com pavimento mais elevado, paredes estucadas e pintadas a fresco, com marmoreados, elementos geométricos e emblemáticos; cetárias - grande número de tanques de salga rectangulares e quadrangulares, contíguos, forrados em "opus signinum" e sem comunicação, com poços de boca circular nas proximidades, para fornecer àgua para a salmoura.
ENQUADRAMENTO
Rural, borda d'água. Na parte N. da península de Tróia do lado do estuário, na margem esquerda do Rio Sado, numa restinga delimitando pelo E. um pequeno esteiro em forma de fenda, a Lagoa.
CRONOLOGIA
Séc. 1 - início da ocupação, que se prolongou até inícios do séc. 6, por povo luso-romano cuja principal actividade era a pesca, o fabrico e a exportação de conservas de peixe. A submersão de parte da povoação terá sido motivada por um fenómeno de transgressão marinha (fenómeno inicial de afundamento seguido de levantamento já com sedimentos), associado a vagas sísmicas e à acção erosiva do Sado (SILVA, 1966).
CARACTERÍSTICAS PARTICULARES
O columbário (sepultura familiar) é um exemplar raro em território português. Junto à basílica existia uma construção circular, a N. da actual capela, provavelmente um baptistério, entretanto desaparecido, descrito por Marques da Costa (1933), que ainda viu um "crismon" pintado nas paredes da basílica, por ele interpretada apenas como uma capela sepulcral.
MATERIAIS
Cantaria e alvenaria de pedra (calcário da Arrábida, grés, conglomerado vermelho do alto do Viso), tijolo, mosaico.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Megaptera novaeangliae, Baleia-de-bossa

Taxonomia
Mammalia, Cetacea, Misticeti, Balaenopteridae.
 
Tipo de ocorrência
Açores: Visitante.
 
Classificação
Açores: VULNERÁVEL - VU (A1ad) (adopção da categoria IUCN (1994))
Fundamentação: Apesar de a maioria dos stocks monitorizados mostrarem indícios de uma recuperação que pode ter atingido mais de 50% dos valores registados há 3 gerações, essa recuperação ainda não atingiu 80% do valor inicial.

Distribuição
A baleia-de-bossa ocorre em todos os oceanos, nos dois hemisférios. Apresenta uma distribuição cosmopolita desde o Equador até às regiões subpolares (Evans 1987, Clapham et al. 1999, Perry et al. 1999).

Nos Açores está presente durante a Primavera e início do Verão (dados não publicados, DOP - Univ. Açores), provavelmente em migração para latitudes mais altas.
 
População
A nível mundial, deverá haver pelo menos dez populações distintas (Evans 1987). No Atlântico Norte é reconhecido um único stock, para efeitos de gestão, mas dados recentes revelam a existência  de áreas distintas de concentração no Atlântico Noroeste e Atlântico Nordeste (Perry 1999). As estimativas populacionais para o Atlântico Noroeste, para os anos de 1992/93, apontavam para 11.570 animais (IWC 2003). Através de estudos de foto-identificação, Smith et al. (1999) calcularam uma abundância total de 10600 indivíduos para o Atlântico Norte.

A sobre-exploração, conduzida até ao início dos anos 80, originou uma regressão da população a nível mundial. A partir da implementação da moratória à caça comercial de baleias (1986), tem-se registado uma ligeira recuperação que, no entanto, ainda não atingiu os valores registados antes do início da caça comercial em  larga  escala.

Habitat

É uma espécie costeira, principalmente nas zonas de reprodução, onde está normalmente associada a zonas de água pouco profunda (Evans 1987, Clapham et al. 1999, Perry et al. 1999).

Nos Açores, têm sido avistadas perto da costa ou em associação a montes submarinos (dados não publicados, DOP - Univ. Açores).
 
Factores de Ameaça
A  espécie  parece  ser  especialmente  vulnerável  à  captura  acidental  em  alguns tipos de aparelhos de pesca, incluindo algumas artes utilizadas nos Açores (Perry et al. 1999). De acordo com os mesmos autores, as colisões com navios poderão causar algum impacto populacional mas a amplitude destas ameaças é desconhecida.

Como consequência das actividades de pesca, a competição pelas mesmas presas e a sobre-exploração dos recursos piscícolas poderão trazer problemas de conservação para a espécie (Perry et  al. 1999).

Nos Açores, as actividades de observação de cetáceos poderão causar alguma alteração comportamental, mas não deverão constituir uma fonte de ameaça à conservação da espécie.

Medidas de Conservação

Nos Açores, foi criada regulamentação para a actividade recreativa e comercial de observação de cetáceos. Neste arquipélago aplica-se ainda a legislação nacional referente às convenções e directivas internacionais.

Outra bibliografia consultada

Leatherwood & Reeves (1983); IUCN (2004a); Reeves et al. (compilers) (2003).
 in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Tanaka Police Positive Special 4 polegadas (HW)

Marca Tanaka
Código do Produto TNK-4537212001502
Hop-Up Ajustável
Peso 530 g
Comprimento 225.0 mm
Capacidade 6 bb's
Potência 270.0 fps
Fonte de energia HFC134a
Blowback Não
Modo de tiro Dupla Acção
O clássico .38 Police Positive Special 4 polegadas foi utilizado por longos tempos pela polícia e pelos gangsters.
Agora disponível graças à Tanaka, esta magnífica reedição inclui as seguintes características:
  • Construção de qualidade em metal, incluindo Armação, Cilindro, Gatilho, Cão, Cano e outros
  • Reservatório de gás integrado no cilindro
  • Hop-up ajustável com chave hexagonal incluída
  • Gatilho de dupla acção nítido e sólido
  • Punho em plástico rígido
  • Miras metálicas fixas clássicas
  • Incluí carregador de BB´s, extensão adaptadora para carregamento de gás e O-ring
in Redwolf Airsoft