sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Fotografar à Noite

É possível fotografar inúmeras cenas à noite, em exteriores, por isso não pouse a sua câmara só porque o sol já se pôs. Fontes de luz (candeeiros de rua, faróis de carros, letreiros de néon) ou áreas muito iluminadas (edifícios iluminados ou áreas por baixo de candeeiros de rua) dominarão as fotografias nocturnas, porque se destacam contra os planos de fundo escuros. Componha as suas cenas de maneira a que estas áreas mais claras sejam uma parte dominante da fotografia. O uso de um tripé para suportar a câmara durante as exposições longas, previne que a fotografia fique tremida devido a qualquer movimento da câmara, que ocorra enquanto o obturador está aberto.

As cidades estão cheias de luzes que podem ser usadas para iluminar cenas nocturnas,

Algumas câmaras têm um
botão para iluminar o
painel de controlo à noite.
Muitas câmaras possuem um modo de retrato nocturno, que usa o flash para iluminar um objecto em primeiro plano contra um céu ou horizonte nocturnos. O modo de paisagem nocturna, também é usado para fotografar de noite, mas não dispara o flash.

Muitas câmaras têm modos de
paisagem ou retrato nocturnos.
Para captar imagens interessantes de fogo-de-artifício, coloque pessoas ou água em primeiro plano. Os objectos identificáveis numa imagem, tais como um edifício ou monumento iluminados ajudam a dar à pessoa que olha para a fotografia, uma noção de espaço. Fotografe contra o vento, porque o fogo-de-artifício produz muito fumo, o que constitui um problema, se estiver a favor do vento. Tente fotografar uma série de imagens de explosões diferentes, para aumentar as probabilidades de obter uma boa imagem. Também pode usar o flash em modo de sincronização lenta, para iluminar as figuras do primeiro plano. Prepare a exposição para o fogo-de-artifício, seleccionando o modo de prioridade à abertura ou ao obturador, e use valores de exposição de f/2.8, a 1/30. Também pode tentar aumentar a sensibilidade, usar a compensação da exposição, e várias combinações de aberturas de diafragma e tempos de obturação, para além daquelas que são aqui mencionadas.

O fogo-de-artifício pode ser dramático,
mas difícil de capturar. É necessário
experimentar muito, e as câmaras digitais
são ideais para estas situações porque
permitem a visualização dos resultados
instantaneamente.
É habitual usar exposições longas à noite, e, para isso algumas câmaras têm a opção bulb, no modo de exposição manual. Nesta opção, o obturador mantém-se aberto enquanto estiver a carregar no botão. Esta é uma óptima forma de capturar trilhos de luz, mas de o obturador estiver aberto mais do que 1 segundo, pode aparecer ruído na fotografia, na forma de píxeis brilhantes e coloridos, dispostos de forma aleatória. Para reduzir o ruído em tempos de obturação mais longos, use a redução de ruído da câmara.

Um típico ícone Bulb.
A lua, especialmente quando está cheia, dá mais interesse a uma imagem. A melhor altura para capturar a lua é quando está próxima do horizonte. Como está perto dos objectos do primeiro plano, parece muito maior, do que quando se encontra mais alta. Lembre-se que a luz da luz é relativamente fraca e normalmente requer exposições longas.

Como a lua se move em relação à Terra, exposições muito longas podem na realidade turvar a sua imagem, dando-lhe uma forma oblonga. Para reduzir as probabilidades de isto acontecer, fotografe imediatamente antes do nascer do sol, ou depois do crepúsculo, quando ainda existe alguma luz solar na atmosfera.

Exposições longas em noites iluminadas pelo luar podem ser muito atractivas. Lembre-se apenas que a Lua, na realidade se move, e que exposições mais longas que 1 minuto podem fazer com que a Lua pareça alongada.

Esta fotografia de Chicago foi
tirada da janela de um avião,
logo após o pôr-do-sol. Alguns
minutos mais tarde, a cena
seria demasiado escura para
fotografar sem o aparecimento
de arrastos, decorrentes de
tempos de exposição muito longos.
Há um momento ao nascer e ao
pôr-do-sol, em que existe luz
suficiente no céu fazendo que este
seja do mesmo valor tonal que o
primeiro plano.

























A luz das velas proporciona um
brilho quente a tudo aquilo que
ilumina.
O navio U.S. Constitution
atracado no Porto de
Marblehead, iluminado
por projectores.
O ruído aparece numa
fotografia, como grão ou
píxeis aleatórios
multicoloridos.









quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Single Pass Multitexturing

Um recurso muito utilizado nos jogos actuais é a combinação de duas texturas sobre um mesmo objecto. Este recurso é bastante útil por dar uma liberdade muito maior aos programadores e diminuir o número total de texturas a serem armazenadas, economizando memória de vídeo.


As aceleradoras compatíveis com o recurso de single pass multitexturing são capazes de aplicar as duas texturas ao mesmo tempo, demorando o mesmo tempo que demorariam para aplicar uma textura simples. Para conseguir esta façanha, estas placas dispõem de dois processadores de texturas, que trabalham simultaneamente. Como as texturas são aplicadas linha a linha, é fácil para os dois processadores manterem-se sincronizados, pois logo após o primeiro terminar a aplicar a primeira linha da primeira textura e passar para a segunda linha, o segundo já pode começar a trabalhar aplicando a primeira linha da segunda textura (sobre a primeira) e assim por diante. Claro que o uso de dois processadores de texturas aumenta consideravelmente os custos de produção da placa, fazendo com que alguns chipsets e placas mais baratas, venham com apenas um processador de texturas.

A ausência deste recurso torna a placa bem mais lenta, sobretudo nos jogos mais actuais, que usam intensamente o recurso de sobreposição de texturas. Um exemplo de chipset compatível com este recurso é o Voodoo 2 e um exemplo de chipset incompatível, com apenas um processador de texturas, é o Voodoo Banshee.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Batalha Naval - Incerta

É feita uma tabela estilo Batalha Naval, com o mesmo número de linhas e de colunas, que fica ao critério da pessoa que codifica. As letras usadas na mensagem são dispostas aleatoriamente na tabela, misturadas com outras letras que não têm nada a ver com a mensagem.

Para descodificar é preciso, obrigatoriamente, ter uma tabela igual à que o codificador usou.

As letras são codificadas, então, fazendo referência às quadrículas respectivas.


Exemplo: CHAMAR A JOANA = B1 B2 E1 F6 E1 A5 E1 D3 C6 E1 A3 E1


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Muscicapa striata, Taralhão-cinzento, Papa-moscas-cinzento


Taxonomia
Aves, Passeriformes, Muscicapidae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante.

Classificação
QUASE AMEAÇADO - NT* (D1)
Fundamentação: Espécie  com  população  que  se  admite  poder  ser  inferior  a  1.000 indivíduos  maturos.  Na  adaptação  à  escala  regional  desceu  uma  categoria,  por  se admitir que a população em Portugal poderá ser alvo de imigração significativa e não ser de esperar que a imigração das regiões vizinhas possa vir a diminuir.

Distribuição
Distribui-se como reprodutora pelo Paleártico central e ocidental, desde a Escandinávia até ao Norte de África e do Irão até à Mongólia e o Oeste dos Himalaias (Cramp & Perrins 1993, Tucker & Heath 1994). Inverna na África subsariana (Cramp & Perrins 1993).

Em Portugal, embora presente de norte a sul do país, o papa-moscas-cinzento distribui-se essencialmente pela região Sul da Estremadura e Alto Alentejo e serras algarvias. No resto do país apresenta uma distribuição fragmentada, ocorrendo de forma dispersa nas serras do Centro e Norte, geralmente abaixo dos 1.000 metros. Encontra-se ausente da quase totalidade do Baixo Alentejo, regiões costeiras, terras baixas do centro e Noroeste (Rufino 1989, ICN dados não publicados).

População
Em Portugal, a informação sobre a abundância é muito escassa. No período de 1978-84, Rufino (1989) estimou grosseiramente que a população deveria situar-se entre 100 a 1.000 casais. Não houve desde então qualquer actualização destes valores.

Apesar da clara falta de dados populacionais precisos, observa-se um declínio continuado do seu habitat, devido essencialmente a incêndios florestais, desaparecimento de florestas autóctones maduras e aumento das plantações florestais de produção de pinheiro e eucalipto, pelo que se infere que a população se encontra em declínio. Esta é igualmente a tendência observada numa parte significativa da Europa (BirdLife International 2004), incluindo provavelmente também a vizinha Espanha (Huertas 2003).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, o papa-moscas-cinzento é considerado Depauperada, tendo apresentado um declínio histórico moderado; no entanto, actualmente apresenta-se estável ou em aumento na maior parte da sua área de distribuição europeia, apresentando apenas um ligeiro declínio global (BirdLife International 2004). Esta espécie em Espanha está classificada como Pouco Preocupante (LC) (Madroño et al. 2004), o que leva a admitir um risco de extinção em Portugal mais reduzido, tendo-se descido uma categoria na adaptação regional.

Habitat
Prefere zonas com arvoredo pouco denso, como margens de bosques e clareiras, montados e soutos. Evita zonas desflorestadas e com densidades arbóreas muito altas (Huertas 2003).

Nas serras algarvias, Alto Alentejo e Estremadura frequenta principalmente montados de sobro bem desenvolvidos, enquanto que nas regiões norte e centro frequenta maioritariamente soutos, carvalhais e bosques ripícolas (Rufino 1989, ICN dados não publicados).

Factores de Ameaça
Nas regiões Norte e Centro e nas serras algarvias tem havido alguma perda e degradação do habitat devido à ocorrência de incêndios, que têm destruído extensas áreas florestais autóctones, soutos e montados e também à substituição destas por plantações florestais de produção de pinheiro e eucalipto. A proliferação do uso de pesticidas em zonas agrícolas e a contaminação das águas parecem ser também ameaças relevantes, dada a dependência total de insectos voadores (Martínez et al. 1996). Alguns autores referem ainda que as suas populações podem ser afectadas por secas ou por temporais de frio, que limitam a disponibilidade alimentar (Tucker & Heath 1994).

Medidas de Conservação
Será necessário aprofundar o conhecimento sobre a dimensão do efectivo populacional, sua tendência e requisitos de habitat. A adopção de medidas que visem uma redução do uso de pesticidas e de produtos fito-sanitários na agricultura parece ser uma medida importante. De igual modo, a manutenção de áreas de habitat que possuam zonas abertas intercaladas com bosquetes e uma política florestal equilibrada são importantes para a conservação dos habitats de que depende. Promover a florestação com espécies autóctones (sobreiro, carvalhos, castanheiro), criar faixas de folhosas entre manchas extensas de florestas de produção e adoptar medidas de prevenção de fogos florestais certamente beneficiariam a espécie.
 
in Livro Vermelho dos Vertebrados


domingo, 18 de outubro de 2015

Grandes Guitarristas V



Quando começa a tocar guitarra aos 11 anos, Clapton apaixona-se pelo blues e ouve vários músicos como Robert Johnson e Muddy Waters. Em 1963, conhece o êxito ao juntar-se aos Yardbirds, cujos títulos como "Got To Hurry" (1964) deixam perceber a evolução da sua técnica solo. Depois, integra o grupo de John Mayall, onde adopta tonalidades ricas e agudas, em notas contidas e puxadas, que podemos ouvir em "Steppin Out" no álbum Bluesbreakers (1966).

No mesmo ano, Clapton junta-se aos Cream e acrescenta à sua técnica matizes de jazz e de rock progressivo. Os riffs de "The Sunshine Of Your Love" (1967) tornam-se desde logo incontornáveis. O célebre solo ao vivo de "Crossroads", do álbum Wheels Of Fire (1968), evidencia uma técnica imaginativa, numa tensão crescente que culmina num climax emocionante.

Outros momentos altos compreendem o seu solo wah-wah em "'White Room". Em 1968, os Cream separam-se e Clapton continua a carreira a solo concentrando-se no canto e em solos mais curtos. Obtém um grande sucesso com o magnífico "Layla" (1970) e álbuns como Slowhand (1977), com arranjos suaves e sofisticados.

Técnica fingerstyle
Nos anos 90, a técnica acústica de Clapton e as suas letras adquirem tons melancólicos como em "Tears from Heaven" do álbum Unplugged.

Cream
Os Cream, um dos primeiros "supergrupos", eram constituídos por três músicos muito talentosos.




in

sábado, 17 de outubro de 2015

Recolha de sangue em Grândola


Decorreu hoje na Escola Básica 2/3 D. Jorge de Lencastre mais uma recolha de sangue, desta feita com a recolha de sangue para dadores de medula, uma campanha que atraiu um número inusitado de doadores.


Mais uma vez os grandolenses mostraram a sua sensibilidade a este tipo de apelos, acudindo em massa... Obrigando a equipa de recolha de sangue do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, IP, e os membros da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Grândola a um esforço acrescido.



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A ficção e "troika"

Há dias reli um livro da minha biblioteca pessoal, que adquiri na minha juventude, é uma obra de ficção, uma sátira às histórias de espionagem, intitulado "A deliciosa e sangrenta aventura latina de Jane Spitfire, espiã e mulher sensual!", da autoria de Augusto Boal.


O livro foi escrito em 1976 e viu a sua primeira edição impressa em Julho de 1977.

No livro Jane Spittfire é uma agente de uma agência secreta dos EUA e teria como missão derrubar o governo democrata de um país sul-americano, colocando no poder alguém que implementasse políticas que tornassem esse país economicamente e politicamente dependente dos EUA.

Para executar a sua missão teria de encontrar cinco fórmulas secretas a aplicar pelo novo governo implantado nesse país.

A primeira fórmula mágica era a económica:

FÓRMULA MÁGICA N.º 1 (ECONÓMICA), DO CIENTISTA LOUCO (POR DINHEIRO)

TEMA - A Economia não tem conotações morais.
É neutra. É humana mas não humanística. Matemática. Ciência Quase Exacta.

FILOSOFIA DA FÓRMULA - Nada de distributivismo.
Não se pode distribuir o que não se tem. Primeiro precisa ter. Gerar riquezas. Concentrar.

META - Acumular capital. (Depois a gente vê o que se pode fazer).

MEDIDAS DRÁSTICAS, URGENTES, INADIÁVEIS:

PRIMEIRA PARTE:

 
1. Congelar todos os salários... A FIM DE ATRAIR CAPITAIS ESTRANGEIROS!

2. Liderar todos os preços... livre jogo de oferta e procura... A FIM DE ATRAIR CAPITAIS ESTRANGEIROS!

3. Austeridade administrativa, despedir em massa funcionários públicos dispensáveis, seriedade administrativa... A FIM DE ATRAIR CAPITAIS ESTRANGEIROS!

4. Privatizar imediatamente todas as companhias estatais que sejam comprovadamente lucrativas, deixando momentaneamente em observação as que derem prejuízos ... A FIM DE ATRAIR OS CAPITAIS ESTRANGEIROS!

5. Fazer todas as concessões políticas, económicas e sociais às empresas multinacionais idóneas, com actividades em mais de sete países, no referente ao petróleo, e outros recursos naturais e anti-naturais... A FIM DE ATRAIR OS CAPITAIS ESTRANGEIROS!

SEGUNDA PARTE:
 
Parágrafo único - Eliminar urgentemente e com efeito retroactivo toda e qualquer legislação limitativa ou condicionante, permitindo a livre remessa de lucros, royalties, juros e dividendos ao Exterior...

A FIM DE QUE OS CAPITAIS ESTRANGEIROS - CRESCIDOS E AMPLAMENTE MULTI PLICADOS COMO MANDAM AS SAGRADAS ESCRITURAS - POSSAM REGRESSAR A PATRIA DE ORIGEM, FELIZES E ROBUSTOS, NO MENOR PRAZO POSSIVEL
! ! ! ! ! ! !

Toda e qualquer semelhança com as políticas executadas em Portugal nos últimos anos é mera coincidência...


domingo, 20 de setembro de 2015

Grandes Guitarristas IV


Julian Bream

N. 15 de Julho de 1933, em Londres, Grã-Bretanha

Julian Bream é um interprete particularmente sensível do repertório clássico. Contribuiu para divulgar a guitarra junto dos grandes compositores e interpretou grandes obras escritas para si.

Julian Bream cresceu ao som da música de Django Reinhardt e de Andres Segovia. Em criança apaixona-se pela música clássica e distingue-se como menino-prodígio. Nas décadas de 50 e 60 as suas gravações e actuações tornam-no imediatamente famoso. Interpreta Bach, Sor, Giuliani, Aguado e ainda Rodrigo Albeniz e Villa-Lobos. Torna-se virtuoso da guitarra clássica graças às obras de compositores ingleses. Uma das primeiras encomendas é o "Guitar Concerto" de Malcolm Arnold, em 1959. A seguir em 1963, Benjamin Britten escreve para ele o "Nocturnal", uma peça rica e complexa em oito variações onde se misturam diferentes ambientes sonoros que descrevem um sonho agitado. Por exemplo, o andamento central "Dreaming" deixa perceber um apaziguamento feito de harmónicas com um cunho mágico. Outras obras emblemáticas incluem as inventivas e exuberantes "Five Bagatelles" (1971) de Walton e "Hill Runes" (1981) de Maxwell-Davies. Bream continua a suscitar o interesse de compositores contemporâneos como o japonês Toru Takemitsu. Na década de 70 grava peças celébres como "Cinco Prelúdios" de Villa-Lobos.

Lenny Breau
N. 5 de Agosto de 1941, em Auburn, Main, EUA; M. em 1984
Grande guitarrista de jazz, Lenny Breau criou um estilo que associa o jazz e a musica clássica, incorporando as suas próprias técnicas oriundas da música country.

Nascido no seio de uma família canadiana de cantores de música country, Lenny Breau foi desde logo influenciado pela técnica do guitarrista Chet Atkins e descobre a guitarra e o piano jazz. Desenvolve uma técnica fingerstyle para a mão direita, com uma unha postiça em cada dedo, tanto no instrumento acústico como eléctrico, e diversifica o seu estilo com uma guitarra de sete cordas.

Influenciado pelo pianista Bill Evans, tenta reproduzir as técnicas do piano na guitarra produzindo assim uma paleta harmónica particularmente colorida. Breau toca com energia e paixão, criando fraseados extraordinários, alternando solos fustigantes com linhas de baixo estrondosas. No album Live at Bourbon St (1983), onde figuram standards célebres como 'All Blues" e "On Green Dolphin St", revela uma mestria exuberante. Tem muita dificuldade em se fazer reconhecer pelos seus pares e morre precocemente, deixando para a posteridade gravações memoráveis.

Charlie Christian
N. 19 de Julho de 1916, em Dallas, Texas, EUA; M. em 1942
Figura-chave na origem da guitarra eléctrica enquanto instrumento autónomo, Charlie Christian desenvolveu solos inventivos que inspiraram muitos guitarristas jazz.

Influenciado pelo blues e pelo swing, desde muito cedo Charlie Christian inspira-se na abordagem linear sofisticada dos saxofonistas Coleman Hawkins e Lester Young adaptando-a com brio a sua guitarra amplificada. Esta técnica vai permitir um aumento do volume do som permitindo-lhe rivalizar com os metais da orquestra. Em 1939 junta-se a orquestra de Benny Goodman e produz riffs e solos que rapidamente se tornam famosos. "Flying Home", de linhas e rítmicas subtis, "Seven Come Eleven", com riffs irresistíveis, e "Stardust", com uma melodia imaginativa, são alguns dos seus grandes sucessos. No célebre "Solo Flight" (1941), Christian, cheio de graciosidades e segurança, oferece um solo excepcional de longas linhas suaves e fraseados rebuscados. À medida que o solo se desenvolve, vai tomando balanço e responde à orquestra de Goodman com um ataque incisivo. Morre prematuramente de tuberculose aos 25 anos de idade.


in


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Condições Meteorológicas

Não existe necessidade de deixar a câmara em casa só porque o sol não apareceu. De facto, a chuva, a neve, o nevoeiro ou a neblina podem adicionar interesse às suas fotografias. Com este tempo, os objectos distantes aparecem normalmente difusos e acinzentados, e os objectos do primeiro plano mais claros do que o habitual, porque são vistos contra um fundo adulterado. Lembre-se de ser um pouco mais cuidadoso, quando está mau tempo, evitando a exposição excessiva da sua câmara à humidade.

As cenas cobertas de neve, não só são agradáveis à vista, como fazem óptimas fotografias.
Uma ligeira névoa suaviza as cores e os objectos no plano de fundo da imagem.
Uma das características que tornam as câmaras reflex mais caras, é a vedação contra o pó e a água. Cortesia da Pentax Imaging.
Uma névoa muito ligeira pode enfraquecer a luz do sol, o suficiente para o incluir no enquadramento da fotografia. Se não estivesse parcialmente escondido pelo nevoeiro, apareceria como um ponto branco contra um plano de fundo muito escuro.
Os arco-íris proporcionam sempre boas fotografias, O problema está no facto de nunca os encontrar onde e quando são desejados. Para melhorar as oportunidades de captar um arco-íris convém saber como se formam, para poder antecipá-los. Os arco-íris aparecem quando a luz do sol é reflectida por gotas de chuva. É comum encontrar a combinação de sol e chuva, nos momentos imediatamente antes ou depois de uma tempestade de Verão.


Não é possível ver arco-íris a toda a hora. Para o compreender, observe a forma como a formação de arco-íris funciona

Se estiver de costas para o sol, enquanto observa um arco-íris, imagine uma linha que passa pelo sol, através do seu olho e da Terra, em direcção ao espaço (chama-se a isto o ponto anti-solar). O arco-íris forma um círculo completo à volta desta linha imaginária, no entanto, a partir da linha do solo, parte do arco-íris está sempre abaixo do horizonte. Uma linha tirada do nível dos olhos até ao topo do arco-íris, forma um ângulo de 42º com a linha imaginária que parte do sol, e passa pelo seu olho. (Se existir um arco-íris secundário, este forma um ângulo de 51º). Como estes ângulos determinam a posição do arco-íris no céu, este descerá quando o sol sobre e vice-versa. Em alguns pontos, todo o arco-íris, e não apenas a sua metade inferior estarão abaixo da linha do horizonte. É por isso que não existem arco-íris durante o meio-dia, no Verão.

Um arco-íris faz uma aparição dramática numa paisagem marítima de New Engand.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Recursos Avançados

Além dos recursos básicos, muitas das aceleradoras atuais possuem outros recursos, capazes de melhorar ainda mais a qualidade das imagens. Os recursos a seguir permitem uma pequena melhoria na qualidade final das imagens, mas, em compensação, consomem valiosos recursos de processamento. Muitos utilizadores com máquinas mais lentas preferem desabilitar estes recursos para melhorar o frame rate, o número de quadros gerados por segundo.

Phong Shadding
Este recurso é uma evolução do Gourad Shadding. A função é a mesma, permitir aplicar efeitos de luz sobre um polígono, simulando superfícies plásticas ou metálicas.

Os efeitos gerados usando o recurso de Gourad Shadding geram imagens muito bonitas, mas não perfeitas. Em muitos casos, as imagens parecem sintéticas demais. Isto acontece por que o efeito de luz gerado pelo Gourad Shadding é bastante simples: simplesmente são determinadas as intensidades máximas e mínimas de luz dentro do polígono e a seguir é feito um degradê.

O Phone Shadding, por sua vez, utiliza um algoritmo muito mais complexo, que calcula a intensidade de luz ponto por ponto, baseada na posição individual de cada ponto em relação ao ponto de luz. O resultado é um pouco melhor, mas é preciso muito mais processamento.

32 bits de cor
Os primeiros jogos 3D, como o Doom 1, suportavam o uso de apenas 256 cores, o que limitava muito a qualidade de imagem. Quando os jogos passaram a utilizar 65 mil cores (16 bits), todos perceberam um enorme salto na qualidade das imagens; finalmente os desenvolvedores tinham cores suficientes para aplicar efeitos de luz e sombra convincentes e construir texturas mais detalhadas.
 
Como tudo evolui, a maioria das aceleradoras 3D atuais são agora capazes de gerar imagens 3D usando 32 bits de cor, ao invés dos 16 bits usados até pouco tempo atrás. Com mais cores disponíveis é possível gerar transições de luz mais suaves, melhorando um pouco a qualidade da imagem. Dá para perceber a diferença principalmente quando temos uma imagem com um degradé feito em uma única cor, por exemplo, uma grande textura onde temos um degradé que vai do vermelho claro a um vermelho um pouco mais escuro, por exemplo.

Usando 65 mil, cores temos disponíveis apenas 256 tonalidades de vermelho. Caso fosse feita uma transição do vermelho claro ao vermelho médio, poderiam ser usados (digamos) 50 tons na transição. É bem pouco caso a textura seja grande.

Veja um exemplo de uma textura de 2048 x 2048 pontos, criada usando 32 bits de cor (à esquerda), mostrada numa placa que suporte apenas o uso de 65 mil cores (à direita). Veja como o fundo fica distorcido (as imagens são cortesia da 3dfx Inc.):


A grande polémica é justamente o quanto a qualidade aumenta. Numa imagem estática, grande e que usa poucas tonalidades de cor, como a textura acima, que só usa tonalidades de vermelho, é fácil perceber a diferença, mas num jogo de movimentação rápida ela não é tão perceptível assim.

Além disso, só existe uma diferença realmente perceptível em transições de luz e mesmo assim quando a textura é grande, como nas ilustrações acima. Em texturas pequenas não dá pra notar diferença alguma.

Usando 32 bits de cor, o desempenho da placa de vídeo é sempre um pouco menor do que usando apenas 16 bits, já que a quantidade de dados a serem processador será muito maior e o barramento com a memória é mais exigido. Este recurso pode ser desabilitado através da configuração do vídeo ou, em alguns casos, a partir do próprio jogo; a escolha é sua. A queda de desempenho varia de placa para placa. Veja os números obtidos usando uma Viper v770:


Outras placas simplesmente não possuem este recurso. As placas com chipsets Voodoo são bons exemplos. Todas, com exceção apenas das placas Voodoo 4 e Voodoo 5, são capazes de gerar imagens de apenas 16 bits de cor. Veja que estamos falando no número de cores usadas dentro dos jogos, em 2D as placas com o Voodoo 3 exibem true color normalmente.

As placas que têm a maior perda de desempenho ao usar 32 bits de cor são as que possuem um barramento de dados mais estreito com a memória RAM, seja por usarem memórias SDR ao invés de memórias DDR, ou seja por aceder à memória a apenas 64 bits ao invés de 128. Usando 32 bits de cor, a placa precisará transferir o dobro de dados para a memória a cada quadro. Na prática, é como se o barramento com a memória fosse reduzido à metade. 

É por isso que placas com um acesso muito rápido à memória, como a GeForce  Ultra, perdem menos desempenho ao usar 32 bits do que uma GeForce 2 MX por exemplo, que possui um barramento muito mais estreito.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Batalha Naval - Certa

É feita uma tabela estilo Batalha Naval, 5 linhas por 5 colunas, onde as letras do alfabeto são dispostas ordenadamente, começando na letra a seguir à letra-chave. Por exemplo, se a letra-chave for "J", essa letra não é escrita nem pode ser codificada, e começa-se a preencher a tabela com a letra seguinte, "K".


Assim, A=B4 ; T=E2 ; C=D4 ; etc.
Exemplo: CHAMAR A JOANA = D4 D5 B4 C1 B4 C2 B4 ... E1 B4 D1 B4


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Monticola saxatilis, Melro-das-rochas

Taxonomia
Aves, Passeriformes, Turdidae.
 
Tipo de ocorrência
Estival nidificante.
 
Classificação
EM PERIGO -– EN  (C2a(ii))
Fundamentação: Espécie com população reduzida (entre 250 e 2.500 indivíduos maturos), que provavelmente se encontra em declínio continuado e com todos os indivíduos concentrados numa única subpopulação.

Distribuição
Distribui-se por grande parte das regiões mais meridionais do Paleárctico. Na Europa, encontra-se sobretudo nas regiões mediterrânicas, mas penetra também  na  Europa Central (Cramp 1992).

Em Portugal nidifica apenas nas terras altas do Norte e do Centro do país. Os núcleos principais encontram-se nas regiões montanhosas mais elevadas e extensas, como sejam o Parque Nacional da Peneda-Gerês e a Serra da Estrela.
 
População
Estima-se que o número de indivíduos maturos esteja compreendido entre 250 e 2.500.

No decorrer dos trabalhos do Novo Atlas, foi detectado em 34 quadrículas de 10x10 km (ICN dados não publicados). A experiência de campo com esta espécie sugere que em cada quadrícula o número de indivíduos será, em média, superior a 7 indivíduos, mas não ultrapassará os 70. No Alvão-Marão a população foi estimada em apenas 3 a 8 casais em 2000 (Travassos 1998). No Parque Nacional da Peneda-Gerês foi detectado em 29 quadrículas de 4 km quadrados (Pimenta & Santarém 1996), o que sugere a existência de uma população de várias dezenas de casais. Também na Serra da Estrela deverá existir uma população com várias dezenas de casais (C Pacheco, com. pess., G Elias, com. pess.).
 
Embora não existam dados quantitativos que permitam avaliar com rigor as tendências populacionais da espécie, existem vários indícios que nos levam a acreditar que a população se encontra num processo de declínio que se arrasta desde há longa data.

Nos finais do século XIX e início do século XX, o melro-das-rochas frequentava zonas de menor elevação, como vários pontos das margens escarpadas do Douro e dos seus afluentes (Tait 1887, 1924, Reis Júnior 1931), de onde hoje se encontra ausente.

Também terá nidificado mais para sul do que actualmente, como o prova a colheita de um ninho na Serra de Aire em 1888 (Vieira 1904). Mais recentemente, a comparação dos dados do primeiro atlas (Rufino 1989) com os do Novo Atlas (ICN/SPEA dados não publicados) sugere que poderá ter havido uma contracção da área de distribuição em Trás-os-Montes. Em Espanha existem também indícios de uma contracção da área de distribuição e de um declínio populacional (Tucker & Heath 1994).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Depauperada, embora ainda provisoriamente, tendo apresentado um declínio histórico moderado (BirdLife International 2004).

Habitat
Em Portugal, é uma espécie típica de montanha, raramente se encontrando a nidificar abaixo dos 800 metros de altitude. É mais numerosa nos estratos mais elevados das serras nacionais, frequentando zonas rochosas com matos relativamente esparsos e, por vezes, pastagens (Rufino 1989, Reino 1994, Pimenta & Santarém 1996, Patacho 1998).

Factores de Ameaça
As causas do decréscimo generalizado que esta espécie tem sofrido na Europa são mal compreendidas. A alteração dos habitats de nidificação, devido à mudança dos usos do solo tradicionais nos habitats de montanha, é, provavelmente, um dos factores de ameaça mais importantes (Tuckexr & Heath 1994). Em Portugal, as alterações mais notórias nos usos da montanha são uma redução do pastoreio e a progressiva florestação de áreas elevadas.
 
Nada se sabe sobre os possíveis impactos de alterações de habitat nas zonas de invernada em África.

Medidas de Conservação
É urgente conhecer melhor esta espécie em Portugal, nomeadamente através de programas de recenseamento e monitorização, assim como através de estudos da selecção do habitat e da identificação de possíveis factores de ameaça. O desenvolvimento de acções de florestação ou a construções de infra-estruturas devem ser condicionados nas áreas de nidificação. Embora uma parte importante da população nacional nidifique dentro de áreas protegidas, a maior parte destas carece ainda de planos de gestão e de ordenamento, cientificamente sustentados e devidamente implementados, que tenham em linha de conta as necessidades desta e de outras espécies ameaçadas.

in Livro Vermelho dos Vertebrados


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Tanaka 4.75 inch S.A.A. Gas Revolver 1st Gerenation - Preto


Marca: Tanaka
Código do Produto: TNK-4537212005517
Hop-Up: Fixo
Peso: 800 grs
Comprimento: 340 mm
Capacidade: 6 bb's
Potência: 240 fps
Fonte de Energia: HFC134A
Blowback: Sim
Modo de Tiro: Semi-automático

O Colt Single Action Army que também é conhecido como o Single Action Army, SAA, Model P, Peacemaker, M1873, e Colt .45 é um revólver de acção simples com um cilindro rolante contendo seis células metálicas. Foi desenhado para os testes de revólver de serviço do governo dos EUA de 1872 pela Colt's Patent Firearms Manufacturing Company.

O Tanaka S.A.A. Gas Revolver 1st Gerenation tem um lindo acabamento metálico preto e um punho de madeira. As gravações são bem executadas e com bom aspecto. A ligação ao cano é muito suave, significando que foram bem montados. O gás é inserido por trás onde normalmente se insere as munições e as bb's pela frente.

Pode não ser a réplica de airsoft mais potente por aí, considerando que vem do Japão, mas não deve importar porque ninguém quer estar do lado da frente deste revólver!



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domingo, 13 de setembro de 2015

Grandes Guitarristas III

George Benson

N. 22 de Março de 1943, em Pittsburgh, Pennsylvania, EUA

George Benson não se contenta em ser um guitarrista de jazz excepcional, com um vocabulário be-bop sofisticado. Também é um vocalista que teve grande sucesso na década de 70 com uma maneira de tocar admirável.

Tendo crescido com o blues, o rock'n'roll e o jazz, o jovem Benson é atraído pelo universo do jazz e por guitarristas como Charlie Christian e Wes Montgomery. O primeiro álbum, New Bass Guitar (1964), vale-lhe o título de solista jazz excepcional. A sua música revela uma abertura às diversas influências, como solos rápidos e riffs em uníssono, ritmos funky e entoações blues, em faixas como "Shadow Dancers". O álbum It's Uptown revela um artista capaz de cantar e tocar de uma forma popular criando um jazz impecável como em "Willow Weep For Me".

Nos inícios dos anos 70, Benson compões álbuns com arranjos delicados como White Rabbit (1971) que têm como objectivo chegar ao grande público. Mais tarde altera a sua abordagem para se reinventar como estrela pop, com sucessos comerciais como "This Masquerade" e o álbum Brezzin (1976). Actualmente, Benson continua uma carreira brilhante com gravações e concertos por todo o mundo.

Pierre Bensusan

N. 30 de Outubro de 1957, em Oran, Argélia

Pierre Bensusan criou um universo musical único, ao mesmo tempo rico e despojado, percutido e rítmico. A sua abordagem percorre ambientes New Age e estilos musicais cruzados.

Educado na França, Pierre Bensusan descobre a música clássica, celta, brasileira, árabe, e ainda o jazz e a música folk. Adopta a afinação DADGAD (Ré-Lá-Ré-Sol-Lá-Ré) que emite uma ressonância profunda e permite produzir fraseados e articulações apurados. As suas composições cracterizam-se por uma grande riqueza harmónica e enérgicas toadas celtas. Começa a gravar nos anos 70 e, em 1981, lança o álbum Solilai onde sobrepõe diversos ambientes em trechos como o optimista "Nice Feeling" e o elegante "Au Jardin d'Amour". A música de Bensusan está à frente do seu tempo e a sua maneira de tocar coloca-o ao nível dos grandes assegurando-lhe um público fiel.

Chuck Berry

N. 18 de Outubro de 1928, em Saint Louis, Missouri, EUA

Chuck Berry tornou-se uma lenda com a criação de um novo som rock nos anos 50. Contribuiu para elevar a guitarra eléctrica a um estatuto de instrumento de destaque na música popular.

Em criança Chuck Berry canta nas igrejas baptistas e começa a tocar guitarra na escola. Inspira-se na tradição do blues e retoma temas de guitarra de grande nomes como Robert Johnson e T-Bone Walker. Inspira-se igualmente na música country e vai buscar ideias ao jazz e ao calypso. Desde muito cedo consegue reproduzir na guitarra técnicas simples mas eficazes e acordes boogie que imitam o discurso do piano. O seu primeiro sucesso é "Maybellene" (1955), cujas distorções roucas revelam uma simplicidade primitiva. "Roll Over Beethoven" (1956) introduz o seu cunho pessoal aliado a uma impressionante actuação em palco: uma introdução convulsiva tocada em duas cordas. Na mais célebre das suas composições, "Johnny B. Goode" (1958), cria o seu inesquecível riff de introdução e os breaks que fazem parte integrante da gramática musical de qualquer principiante guitarrista rock.


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