segunda-feira, 19 de julho de 2010

Memória Protegida

Usando a multitarefa, quase sempre teremos vários aplicativos carregados na memória, seja na memória RAM ou no arquivo de troca. Se não houvesse nenhum controle por parte do processador, um aplicativo poderia expandir sua área de memória, invadindo áreas de outros aplicativos e causando travamentos no microcomputador. 

Um editor de imagens, por exemplo, precisa ocupar mais memória conforme as imagens vão sendo abertas ou criadas. Sem nenhuma orientação por parte do processador, simplesmente seriam ocupadas as áreas adjacentes, que poderiam tanto estar vazias, quanto estar ocupadas pelo processador de textos, por exemplo.
Para colocar ordem na casa, foi desenvolvido o recurso de protecção de memória, que consiste no processador isolar a área de memória ocupada por cada aplicativo, impedindo que ele ocupe outras áreas ao seu bel prazer. Se, por acaso, o programa precisar de mais memória, o próprio processador irá procurar uma área vazia de memória e ordenar ao aplicativo que ocupe a área reservada. 

Existem basicamente dois tipos de multitarefa, denominadas multitarefa preemptiva e multitarefa cooperativa, que diferem justamente pelo uso ou não da protecção de memória. 
O Windows 3.x, apesar de ser considerado um sistema operacional multitarefa, não é capaz de usar o recurso de protecção de memória, nele é usada a multitarefa cooperativa, que consiste em cada aplicativo usar os recursos do processador por um certo tempo, passar para outro programa e esperar novamente chegar sua vez para continuar executando suas tarefas. A alternância entre os programas neste caso não é comandada pelo sistema e sim pelos próprios aplicativos. Neste cenário, um aplicativo mal comportado poderia facilmente monopolizar o sistema, consumindo todos os recursos do processador por um longo período, ou mesmo invadir áreas de memória ocupadas por outros aplicativos, causando em qualquer um dos casos o famoso GPF, (“General Protection Falt”, ou “falha geral de protecção”) que tanto atormentava os usuários do Windows 3.x. 

Experimente tentar fazer dois irmãos dividirem os mesmo brinquedo; pode funcionar durante um certo tempo, mas uma hora um não vai querer deixar o outro brincar e vai sair briga, exactamente como acontece com os aplicativos dentro da multitarefa cooperativa :-) 
O Windows 95/98 por sua vez, usa a multitarefa preemptiva, isolando as áreas de memória ocupadas pelos aplicativos. Isto garante uma estabilidade bem maior do que a que temos no Windows 3.11. Porém, o modo como a multitarefa preemptiva é implementada no Windows 95 assim como do Windows 98 e do Windows Millennium, que são baseados no mesmo kernel (núcleo) do Windows 95, ainda possui dois problemas graves: 

O primeiro é que, quando é executado um programa de 16 bits, o Windows 95 cai em multitarefa cooperativa para poder rodar o programa, deixando de proteger as áreas de memória e tornando-se tão vulnerável quanto o Windows 3.11. 
Porém, mesmo usando apenas aplicativos de 32 bits os travamentos ainda são comuns, pois o Windows 95 os serviços do sistema não tem prioridade sobre os aplicativos. Isto significa que caso um aplicativo qualquer entre em loop, poderá consumir todos os recursos do processador, neste caso o sistema operacional ficará paralisado, simplesmente sem ter como fechar o aplicativo e restaurar o sistema, obrigando o usuário a efectuar o reset do computador e perder qualquer trabalho que não tenha sido salvo. Na verdade costuma-se dizer que o Windows 95/98 utiliza multitarefa semipreemptiva, pois não utiliza todos os recursos de uma verdadeira multitarefa. 

A solução para este problema veio com o Windows NT. Desde suas primeiras versões, o Windows NT é bem estável neste aspecto, pois implementa a multitarefa preemptiva de forma completa. As tarefas executadas pelo sistema operacional, são priorizadas sobre as de qualquer outro aplicativo. Isto significa que em nenhuma situação, um aplicativo terá como passar por cima do sistema operacional e consumir todos os recursos do processador como acontece no Windows 95/98. 
Na prática, significa que o sistema até pode travar devido a algum bug, mas se algum aplicativo travar ou tentar invadir uma área de memória não designada para ele, simplesmente será fechado, permitindo que todos os demais aplicativos continuem trabalhando sem problemas. Você logo notará quais aplicativos costumam dar problemas, bastando substituí-los por versões mais recentes que corrijam seus bugs ou mesmo passar a usar um programa concorrente. 

Tanto o Windows 2000, quanto o XP são baseados no kernel do Windows NT e mantém o mesmo sistema de funcionamento. Por ter sido inspirado no Unix, o Linux utiliza multitarefa preemptiva desde suas primeiras versões, é por isso que o Linux é considerado um dos sistemas mais estáveis, a ponto de ser usado em vários dos mais importantes servidores do planeta. 
O MacOS por sua vez, utilizou a multitarefa cooperativa durante muito mais tempo, até a versão 9.x. Os usuários dos Mac só passaram a ter disponível um sistema com multitarefa preemptiva a partir do MacOS X, que é baseado no FreeBSD, um sistema Unix de código aberto, semelhante ao Linux em vários aspectos. A Apple usou o FreeBSD para construir o Darwin, que é a base do sistema e completou a obra com a interface Aqua, que mantém a ideia de facilidade de uso das versões anteriores do MacOS.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

domingo, 18 de julho de 2010

Anaecypris hispanica, Saramugo

Taxonomia
Actinopterygii, Cypriniformes, Cyprinidae.

Tipo de ocorrência
Residente. Endémica da Península Ibérica (Bacia do Guadiana).

Classificação
CRITICAMENTE EM PERIGO . CR (A2bce+3bce+4bce)
Fundamentação: Admite-se que a redução da espécie nos últimos dez anos tenha atingido 80% do número de indivíduos maduros e prevê-se que possa continuar a verificar-se nos próximos dez anos ou em qualquer período com a mesma amplitude que abarque o passado e o futuro. As causas da redução embora geralmente compreendidas, não são reversíveis nem cessaram. A avaliação da redução é baseada em dados de abundância, no declínio da qualidade do habitat e também na expansão de espécies não-indígenas.

Distribuição
Endemismo restrito à região média e inferior da bacia hidrográfica do Guadiana, desde o rio Estena (Espanha) até ao Rio Odeleite (Portugal) (Collares-Pereira & Cowx 2001).
Em Portugal tem uma distribuição bastante localizada e severamente fragmentada, ocorrendo nas sub-bacias hidrográficas do Xévora, Caia, Álamo, Degebe, Ardila, Carreiras, Chança, Vascão, Foupana e Odeleite (Collares-Pereira et al. 2000a, 2002a).
A espécie tem uma extensão de ocorrência e área de ocupação bastante reduzidas (menores que 5.000 km2 e 500 km2, respectivamente) e tem-se registado um declínio continuado da área de ocupação, em particular na sub-bacia hidrográfica da ribeira do Lucefécit, onde a espécie foi referenciada por Collares-Pereira (1983a) e não voltou a ser capturada.

População
Calcula-se que o número de indivíduos maduros seja superior a 10.000. Esta espécie é mais frequente e abundante nas sub-bacias do sul da bacia hidrográfica do Guadiana em território português (Collares-Pereira et al. 1999b). Em Portugal a população encontra-se em declínio continuado pelo menos desde a década de 1980 (Collares-Pereira 1990) e os dados recolhidos entre 1998 e 2001 reforçam esta tendência (Collares-Pereira et al. 2000a, Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). Estudos de genética demonstraram haver isolamento demográfico entre os núcleos populacionais que ocorrem em Portugal (Alves et al. 2001a, Coelho et al. 2002, Salgueiro et al. 2003).

Habitat

Ocorre em pequenos cursos de água de carácter intermitente, com reduzida profundidade, oxigenados, com alguma corrente, vegetação aquática e fundo pedregoso, característicos dos cursos de água mediterrânicos (Collares-Pereira et al. 2000a, Ribeiro et al. 2000). Não há registos em albufeiras (Ferreira & Godinho 2002) e também nunca foi capturado no rio Guadiana, sendo mais frequente nas zonas de montante dos seus afluentes (Collares-Pereira et al. 2002a, Filipe et al. 2002).

Factores de Ameaça
Esta espécie tem regredido devido à degradação do habitat, provocada sobretudo pela implementação de infra-estruturas hidráulicas na região (como é o caso das do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva), alteração do regime natural de caudais, captação de água, extracção de inertes, degradação da qualidade da água e também a introdução de espécies não indígenas, a qual poderá ter efeitos a nível da competição, predação ou como via de disseminação de agentes patogénicos. Apesar de estar adaptada às severas condições dos rios intermitentes, a sua vulnerabilidade aos impactos humanos durante a época seca, quando se refugia em pegos, é muito elevada (Collares-Pereira et al. 1999b, 2000a,c, 2002a) o que pode acentuar a sua fragmentação (Ribeiro et al. 2000).

Medidas de Conservação
Esta espécie está abrangida pela legislação nacional e internacional de conservação. Vários locais da bacia hidrográfica do Guadiana foram designados para a lista nacional de sítios ao abrigo da Directiva Habitats devido à sua presença, entre outros valores, mas carecem ainda de medidas de ordenamento e gestão dirigidas à espécie. O saramugo foi estudado no projecto LIFE-Natureza (Collares-Pereira et al. 2000a) e abrangido nos estudos sobre a comunidade piscícola relativos às medidas de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). Algumas acções de manutenção e conservação do habitat (nomeadamente a melhoria da qualidade da água e algum controlo das extracções de inertes) têm sido efectuadas mas necessitam ser reforçadas.
É necessária a recuperação das zonas mais degradadas e o controlo das espécies não indígenas, medidas previstas no Plano de Bacia Hidrográfica do Guadiana (INAG 1998), no Plano de Gestão do Saramugo (Collares-Pereira et al. 2000b) e no estudo de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). As medidas preconizadas na Directiva-Quadro da Água deverão atingir a melhoria permanente da qualidade dos habitats aquáticos. Devem ser minimizados os impactos de infra-estruturas hidráulicas implantadas ou a implantar, de modo a evitar uma maior fragmentação das populações e a manter os caudais mínimos, especialmente durante a época seca. Em particular, devem ser controladas as captações de água durante esta época, nomeadamente nos pegos. Outras medidas necessárias são o controlo da extracção de inertes, a gestão sustentada da pesca e a melhoria da sua fiscalização e ainda a sensibilização do público para a conservação dos ecossistemas aquáticos. É necessário aumentar os conhecimentos sobre a biologia e ecologia desta espécie, monitorizar os seus efectivos populacionais e a eficiência das medidas de conservação a implementar.

Outra bibliografia consultada
Collares-Pereira et al. (1997, 1998); Ribeiro (1998); Collares-Pereira et al. (2002b).


in Livro Vermelho dos Vertebrados

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sinais de pista IV

Rio para atravessar
Primeiros socorros
Vala para transpor
Procurar qualquer coisa

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Encontro às cegas

No airsoft todos procuramos temas novos para cada jogo, hoje trago-vos um tema que nunca joguei, divulgado por um site internacional.

Um 'Encontro às cegas'... 
Notas: Funciona com grupos de qualquer tamanho, mas é mais fácil com grupos pequenos. 
Itens requeridos: Alguma forma de secretamente dividir os jogadores em duas equipas. Abraçadeiras.
Execução: Cada jogador fica com uma abraçadeira de cada equipa. Então recebem um papel ou pedra que lhes diz a que equipa pertencem. Ninguém pode olhar para isso nesta altura. Todos os jogadores vão para o campo e separam-se uns dos outros. Nessa altura podem olhar e ver em que equipa estão. Então colocam a abraçadeira correcta. Então o jogo começa. É um jogo de eliminação standard. 
Objectivo: Eliminar todos os membros da outra equipa.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Distância focal

A distância focal de uma lente é a distância entre o centro óptico da lente e o foco (ou ponto focal). O foco é o ponto onde se concentram os raios de luz.

Numa objectiva a distância focal é a distância entre o diafragma desta e o foco.

As objectivas das câmaras tem uma distância focal fixa ou variável, dependendo do tipo de objectiva. Ao variar a distância focal conseguimos uma menor ou maior aproximação. É o que comummente chamamos zoom.

No exemplo seguinte vemos uma foto tirada do mesmo sitio variando a distância focal da nossa objectiva. Podemos ver como segundo aumentamos a distância focal aumentamos também a aproximação.
 
Mas a distância focal não afecta unicamente a aproximação. Também modifica a perspectiva da foto.

Perspectiva

Ao modificar a distância focal, como temos visto, modificamos o campo de visão. Assim, ao aumenta-la aproximamos-nos e ao reduzi-la afastamos-nos. Isto traz consigo que se modifique a proporção que os objectos ocupam na foto. Igualmente ocorrerá com o fundo. Deste modo, quando nos aproximamos com o zoom de um objecto, também estamos aproximando-nos do fundo. Este efeito modifica a perspectiva dos objectos e podemos vê-lo perfeitamente.

Assim podemos vê-lo com o nosso amigo Alfred, o patinho, no acampamento do Lac de Interlaken. Fazendo-lhe uma foto com a distância focal a 28 mm podemos sacar o fundo completo, com todo o lago. Sem embargo, se nos afastamos de Alfred para fazer que este ocupe a mesma proporção na cena, e aumentamos a distância focal a 100 mm podemos ver como o fundo não sai completo, e o campo de visão se reduz.
 
O efeito é como se o fundo se aproximasse. Podemos ver também nesta foto de flores, que foram tiradas a distintas distâncias da flor, fazendo que ocupe o mesmo na foto. Fixaste como o campo de visão se reduz e o fundo parece aproxima-se. 
A foto a 28 mm a tirei a uns 35 cm da flor, enquanto que a foto a 300mm a tirei a vários metros.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Multitarefa

Multitarefa significa executar mais de uma tarefa de cada vez, como assobiar e chupar cana ao mesmo tempo.
Apesar de na vida real não ser muito fácil fazer duas coisas ao mesmo tempo, do ponto de vista de um computador este processo é relativamente simples.
Todos os aplicativos são carregados na memória e o processador passa a executar algumas instruções de cada aplicativo por vez.
Como o processador é capaz de executar vários milhões de instruções por segundo, esta troca é feita de maneira transparente, como se os aplicativos estivessem realmente sendo executados ao mesmo tempo.
Enquanto o processador dá atenção para um aplicativo, todos os demais ficam paralisados, esperando sua vez.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Os acidentes de trânsito

Ouvimos amiúde que Portugal tem um elevado índice de acidentes de trânsito, ouvimos 'n' argumentos para esse facto, sendo os mais referidos o excesso de velocidade e o excesso de álcool.

Mas serão só estes? Porque razão raramente ouvimos falar da sinalização inexistente, desadequada e/ou até controversa?

Hoje fui vítima da ausência de sinalização: 
"Exmo. Senhor

Arq. Pedro Paredes
M. Il. Presidente da Câmara Municipal de
Alcácer do Sal
Grândola, 09 de Julho de 2010
ASSUNTO: Protesto.
Exmo. Senhor
Venho pelo presente apresentar a V. Exa. o meu mais veemente protesto pela deficiente sinalização de trânsito existente na Rua do Castelo em Alcácer do Sal.
No dia de hoje o signatário circulava de viatura na rua supra referida quando para sua surpresa a viatura efectuou um embate, completamente atónito pelo ocorrido, o signatário saiu da viatura e verificou que sem que qualquer sinalização o avisasse ou que alguma marca no pavimento de calçada o alertasse para esse facto, o trânsito automóvel tem o seu fim junto á Rua da Matriz, efectuando-se a separação entre a zona automóvel e a zona pedonal por um degrau em betão, da mesma cor da calçada do pavimento circundante…
Foi nesse degrau que a viatura conduzida pelo signatário embateu e, de acordo com algumas afirmações populares ouvidas, o signatário não foi o primeiro nem será o último a embater no referido degrau!
Urge que a Câmara Municipal presidida por V. Exa. tome as medidas necessárias para a devida sinalização do local, de forma a evitar que outros condutores sejam lesados monetariamente e porventura até fisicamente.
No caso do signatário, neste momento, embora ainda não exista uma avaliação dos danos sofridos pela viatura, que ficou impedida de circular, mas que a oficina encarregue da sua reparação, a do sr. Lourenço Manuel Caetano, em Alcácer do Sal, apenas se comprometeu a ter uma avaliação dos danos e seus custos no dia 12JUL2010, são previsíveis, para já, imensos danos para o signatário, porquanto exerce a actividade profissional de Consultor Imobiliário, de Palma a Montemor-o-Novo, o que com a viatura inoperacional não poderá obviamente efectuar.
Atreve-se por conseguinte o signatário a sugerir a V. Exa. que seja colocado no local um sinal de trânsito alertando para a não circulação auto na zona pedonal e/ou a marcação do degrau em betão com uma pintura de uma cor que alerte os condutores para a sua existência."

terça-feira, 6 de julho de 2010

Alosa fallax, Savelha


Taxonomia
Actinopterygii, Clupeiformes, Clupeidae.

Tipo de ocorrência
Migradora anádroma.

Classificação
VULNERÁVEL – VU (A2ce+3ce+4ce;B1ab(ii,iii,iv)+2ab(ii,iii,iv))
Fundamentação: A redução da população nos últimos 10 a 15 anos pode ter atingido 30% do número de indivíduos maduros e prevê-se que possa continuar a verificar-se nos próximos 10 a 15 anos ou em qualquer período com a mesma amplitude que abarque o passado e o futuro. As causas da redução, embora geralmente compreendidas, não são reversíveis nem cessaram. A avaliação da redução é baseada nos declínios da área de ocupação, da extensão de ocorrência e da qualidade do habitat e também na expansão de espécies não indígenas. Para além disso, a extensão de ocorrência e a área de ocupação da espécie são reduzidas, menores do que 6.000 km2 e 100 km2, respectivamente e considera-se que tem uma fragmentação elevada e um declínio continuado na área de ocupação, na área, extensão e qualidade do habitat e no número de subpopulações.

Distribuição
Alosa fallax fallax é a subespécie descrita para o Atlântico (Baglinière & Elie,
2000). Presentemente, esta subespécie distribui-se desde a Costa Atlântica marroquina até ao Mar Báltico, incluindo as Ilhas Britânicas. Outras três subespécies encontram-se descritas para o Mediterrâneo (Aprahamian et al. 2003a).

Em Portugal ocorre nas bacias hidrográficas dos rios Minho, Lima, Vouga (pois possivelmente ocorre na Ria de Aveiro), Mondego, Tejo, Sado, Mira e Guadiana (Assis 1990, Alexandrino 1996, Aprahamian et al. 2003a).

População
Pensa-se que poderão existir entre 5.000 e 50.000 indivíduos maduros. A maior Savelha subpopulação deverá ser a da bacia hidrográfica do Tejo, pois é aquela que tem uma maior área de ocupação. É possível que possam ocorrer flutuações acentuadas dos efectivos devido às características das espécies deste género (Baglinière & Elie 2000). O declínio da população é causado pela continuação da perda de habitat motivada por alterações nas bacias hidrográficas. A subestruturação populacional evidenciada por dados genéticos (Alexandrino 1996, Aprahamian et al. 2003a) sugere a existência de um comportamento de “homing” nesta espécie ou seja, os adultos regressam aos locais de nascimento para se reproduzirem.

Habitat

Espécie que se reproduz em água doce ou, em algumas situações, na parte superior da zona estuarina. Os juvenis passam por uma fase de duração variável em meio estuarino. A fase de crescimento ocorre em meio marinho, essencialmente em zonas costeiras (Baglinière & Elie 2000, Aprahamian et al. 2003a).

Factores de Ameaça
As ameaças mais graves para a savelha são as que incidem na fase continental do seu ciclo de vida, das quais se destacam a construção de barragens que alteram as zonas de desova ou impedem o seu acesso, a alteração do regime natural de caudais, a poluição, a exploração de inertes e a sobrepesca. Os obstáculos à migração potenciam, igualmente, a ocorrência de hibridação com a sua congénere, o sável Alosa alosa (Alexandrino et al. 1996, Almeida et al. 2000a, Costa et al. 2001), diminuindo a capacidade reprodutora efectiva e a integridade genética da espécie. Estes obstáculos impedem a chegada do sável aos seus locais de reprodução habituais e assim a desova ocorre mais a jusante, em sobreposição com as zonas de desova da savelha. Assume-se a irreversibilidade das causas de redução pelo facto de o principal factor de ameaça (construção de barragens) se considerar permanente por um período de pelo menos 50 anos.

Medidas de Conservação
A savelha está abrangida pela legislação nacional e internacional de conservação. Parte dos rios Minho, Lima, Vouga, Tejo, Sado, Mira e Guadiana foram designados para a lista nacional de sítios de acordo com a Directiva Habitats devido à presença da savelha, entre outros valores, mas carecem ainda de medidas de ordenamento e gestão dirigidas à espécie. Tem sido alvo de alguns estudos relativos ao seu efectivo populacional, distribuição, biologia, ecologia, genética, estado do habitat e ameaças.

É importante efectuar a implementação das medidas preconizadas nos diversos planos de ordenamento territorial recentemente elaborados (e.g. Planos de Bacia Hidrográfica) e ainda na Directiva-Quadro da Água que deverá atingir a melhoria permanente da qualidade dos habitats aquáticos. Para a conservação da savelha é preciso assegurar a continuidade longitudinal dos rios, nomeadamente através da implementação de passagens para peixes, para permitir o seu acesso às zonas de desova e efectuar a reabilitação dos locais de reprodução habituais. Outras acções necessárias são o controlo da poluição e da extracção de inertes, o restabelecimento dos regimes hidrológicos naturais e a gestão sustentada da pesca. É essencial realizar também a monitorização das populações existentes, aprofundar o conhecimento sobre o estado do habitat e avaliar o sucesso de algumas propostas de intervenção ao nível do habitat. Deve também ser efectuada uma campanha de sensibilização do público em geral e das comunidades piscatórias ribeirinhas, em particular, para a importância da sua conservação.

in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sinais de pista III

Seguir no sentido inverso

Acelerar o passo
 Seguir a toda a velocidade

 Acampamento de patrulha

Acampamento 3 noites

 Acampamento à beira de um rio ou lago
  Perigo
  Cavar aqui

domingo, 4 de julho de 2010

BB's Airsoft Elite

Airsoft Elite BB review: quando se trata de saber que bb's vão para a minha réplica de aitsoft, sou um pouco picuinhas. A razão é simples, bb's de qualidade inferior (normalmente baratas) são um grande risco para uma AEG de qualidade ou uma réplica de gás blowback. Se ocorrer um bloqueio e uma peça é danificada, não só a reparação é cara, mas as peças (especialmente as mais obscuras) tem de vir de Hong Kong, isso leva tempo e os custos de transporte custam mais do que a própria peça. Para as GBB's, tais como as KJW por exemplo, podem nem estar disponíveis. Sem querer entrar em generalizações, se as BB's forem amarelas ou castanhas, nunca se irão aproximar alguma vez da minha réplica.

É branca, é redonda, e depois? Quando me pediram para fazer uma review sobre BB's, eu estava exactamente confuso pelo objectivo. Porquê? Bem uma BB é branca e redonda, não há muito mais para avaliar uma BB além disso. Isso pensa você...
 
Para uma BB você requer três principais propósitos:
  • Precisão quando disparada - obviamente que você quer que o seu disparo vá para onde pretende
  • Sem bloqueios - você não quer que ela bloqueie e/ou danifique a sua espingarda/pistola
  • Não se parta ou esmague no impacto - Quando se joga em áreas confinadas (especialmente em CQB), você realmente não quer que as suas BB's se desfaçam em pedaços se atingirem uma parede e, então chover sobre os seus colegas pedaços de plástico. Não é particularmente agradável se elas se esmagarem e então penetrarem através dos óculos de alguém.
De acordo com o fabricante Airsoft Elite (AE) as suas BB's são especialmente desenhadas para atenderem a todas estas necessidades. Bem, não podemos aceitar isso como uma facto consumado - precisamos de testar isso. Agora acreditem em mim quando digo que esta review é realmente uma das mais difíceis que tive de fazer, quero dizer como se faz uma review de uma BB? Bem, vamos ver como as BB's que a Airsoft Elite gentilmente me enviou se irão portar.
 
O saco: Há uma característica das bb's da AE que me agradou e, é algo que é muito subestimado na minha opinião. Grampos! Ok! Você está perguntando o que estou eu a fazer aqui, eu vou explicar, uma fonte muito comum de bloqueios em carregadores e AEG's são os grampos dos sacos de BB's que caem no saco quando se abre o saco. Eu penso que é o espírito natalício, você conhece o ditado - "mantêm-no aberto para chegares depressa aos bens". As novas séries das BB's AE vem em sacos com fecho, o que é de novo um bom aspecto, o melhor contentor é de certeza uma garrafa que é fácil despejar, mas a garrafa tem dois contras - um é que não ficam mais pequenas quando você gasta as BB's, o outro é que a embalagem aumenta o custo das BB's. 
Então como se portam as BB's? Bem é difícil quantifica-lo no campo, porque não não poderá ver de perto, bem eu não consigo. A melhor coisa que pude fazer foi na minha pista interior improvisada. Estes alvos foram atingidos a uma distância de 20 pés com uma KWC Taurus. Eu escolhi a KWC Taurus porque ela tem um cano fixo e, é uma pistola de utilização média. Não existe nenhum beneficio em testar BB's com espingardas/pistolas topo de gama pois no curto espaço de tiro que eu tinha disponível para efectuar o teste não se veriam as diferenças. De reconhecer que o que precisamos aqui é uma pistola que não seja muito fraca, mas também não seja do topo. A vantagem do cano fixo é que o mecanismo é muito mais regular em termos de colocação do disparo. Os alvos são do tipo standard que se encontram em qualquer vela caixa da TM.

Parte 1 da Review - as BB's 0.2g AirsoftElite
 

Os resultados: Como podem ver as BB's Excel proporcionaram um grupo que está espalhado numa área do anel 9, enquanto as BB's AE se agruparam com consistência na área do anel 10 (10 é o centro). Porque os grupos foram alcançados à mão, pode descontar o erro lateral - é falha minha. O grupo horizontal está baixando as BB's, os dois disparos mais afastados foram os primeiros disparos e foram a olho, por isso ignorem-os.
BB's Airsoft Elite 0.2g
BB's Excel 0.2g
Conteúdo: Ambos os sacos pesam 0.75kg - é exactamente 3750 BB's 0.2g ou 3000 BB's 0.25g, assim o número de BB's que eles anunciam no saco está correcto. Sinceramente eu pesei-os - aqui está a foto. De notar que a AE vende as suas BB's em grandes quantidades, assim obterá um melhor valor pelo dinheiro do que se for comprar outras marcas. É um ponto muito simples, mas de referência, especialmente se você contar os cêntimos, porque todos os cêntimos poupados vão para o próximo upgrade da réplica! Acabei de verificar online agora mesmo, os sacos standard das Excel 0.2g vem em sacos de 740g. 
Análise: Bem eu estava a ficar desesperado neste ponto, as BB's foram testadas pela precisão e verificámos o peso. Que mais podíamos nós fazer? Bem quando estava na minha cozinha pesando as BB's eu vi as minhas especiais facas de cozinha. Hmm pensei eu... muito cuidado - pessoas honestas, por favor não tentem isto é perigosos (eu estou bem treinado com uma faca na cozinha, sou um homem do século XXI, eu adoro cozinhar), de qualquer forma voltemos ao assunto (má desculpa), pegando numa faca afiada e grande cortei uma BB AE em duas. 
Escolhendo aleatoriamente (de que outra forma?) peguei numa BB do saco saco da AE de 0.2 e dividi-a em dois. A primeira coisa que reparei foi que o pequeno insecto é realmente duro, ele não se dividiu, mas requereu um bom esforço para efectuar o corte. As boas noticias foram que é uma BB muito dura, eu não posso dizer conscientemente de que foi uma tarefa fácil, o lado mau foram as bolhas de ar. Como podem ver nas fotos existem duas grandes bolhas no centro da BB AE. Bolhas de ar nas BB's alteram o centro de gravidade e isso, quando acontece, a precisão. Resumindo, bolhas nas BB's são más noticias. Como eu disse In short, bubbles in BBs are bad news. Como eu disse realmente é uma pequena falha real, pelo que não era de todo mau e, como vimos a precisão é muito boa apesar das bolhas.

Para comparação eu peguei uma BB exemplo de um saco da Excel e dividi-a em dois. A primeira coisa que reparei foi que as BB's Excel eram muito mais suaves, ela tinha bolhas de ar nela, mas eram muito menores. Para uma comparação de densidade a BB AE precisa de ser cortada num prato de aço porque fez uma mossa na minha placa de corte em madeira, enquanto a BB Excel é facilmente cortada na placa de madeira.

Excel à esquerda, AE à direita
Tenho medo de que me falta um micrómetro para medir a largura das BB's AE e compara-las com as que tenho em stock, mas eu aceitarei a palavra da AE para as medidas e tolerâncias, porque estou certo de que o seu tamanho superior e tolerâncias são o resultado das bolhas de ar.

AE dá um comprimento de 5.98mm +/- 0.01mm, agora, isto é muito bom e a par com a munição Maruzen's Grandmaster. Apenas para registar um ponto importante, a munição GrandMaster tem aproximadamente 8UKP para uma caixa pequena (perto de 500 penso eu), o que não é barato.

Resultados do micrómetros: Mike "Rotor" Nowak estava a ler a review e gentilmente perdeu tempo para fazer as leituras do micrómetro, tirou algumas fotos e enviou-as por email para mim.

"...As BB's testadas eram de um saco de AE BB's de 0,20g, eu efectuei uma Operação: Iron Angel mas não as usei (sou um fã das .25), e um saco de BB's Excel .25g. Calibrei o micrómetro antes de qualquer leitura, fiz uma leitura de cada 5 BB's separadas de cada secção. Media-as e arredondei os números para o mais próximo centésimo de milímetro.

As BB's AE .20g tem um diâmetro médio de 5.9959mm. As BB's Excel .25g tem um diâmetro médio de 5.9223mm.

Assim. apenas um par de números, mas mostra-nos que as BB's AE são apenas um cabelo (cerca de 6 milésimos de um milímetro) fora das dimensões definidas, mas no lado melhor da escala. Eu obtive grande precisão e velocidade das AE's e, é provável por causa de caberem tão bem no cano..." Mike "Rotor" Nowak
 
Um grande obrigada para o Mike pela informação, porque às vezes eu não posso fazê-lo aqui pela falta de ferramentas. Como podem ver, Airsoft Elite está correcta nas suas leituras e, as suas BB's estão na marca. Excelente para a AE! 
Conclusão Até agora as BB's 0.2g são de excelente qualidade, você obtêm mais num saco do que o normal. elas não partem, são boas e rijas, assim é altamente improvável que isso ocorra por acaso e, elas são muito precisas, o que se deve ás grandes tolerâncias de dimensão na construção.

O único lado negativo que encontrei, foi que tem grandes bolhas de ar nelas, não é um grande problema, mas tem de ser mencionado. Em resumo, estas BB's 0,2g são de grande valor pelo custo.

Arnye
ArniesAirsoft