sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ó mãe, aquele moço bateu-me


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Os olhos

Os retratos de primeiro plano serão mais chamativos se os olhos coincidem com os terços.
Nestas três fotos de exemplo vereis como ajustámos os olhos sempre ao terço superior da imagem. Se tivéssemos centrado os olhos verticalmente, então teria ficado muito espaço vazio por cima e teria ficado descompensada a imagem, sobretudo na segunda e terceira fotografias.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cyrix 6x86MII

O MII foi na verdade apenas uma continuação da série 686MX, alcançando agora índices PR 300, 333, 350 e 400. Como o 686MX, o MII utiliza tensão de 2.9v ou 2.8v caso a placa não suporte a ideal.

Um dos maiores problemas no 6x86 é justamente seu aquecimento exagerado. Mesmo nas suas versões mais rápidas era utilizada uma técnica de fabricação de 0.35 mícron, resultando em um aquecimento considerável, que pode causar travamentos caso não sejam tomados alguns cuidados. Ao usar um 6x86 é sempre essencial adquirir um bom cooler.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Anas clypeata; Pato-colhereiro, Pato-trombeteiro

Taxonomia
Aves, Anseriformes, Anatidae.

Tipo de ocorrência
Residente.
 
Classificação
População  residente:  EM PERIGO  –  EN*  (D)
Fundamentação: População extremamente reduzida (inferior a 50 indivíduos maturos). No entanto, devendo a população regional portuguesa ser dependente de imigração, que previsivelmente não diminuirá, na adaptação à escala regional desceu uma categoria.

Distribuição
Esta espécie tem uma distribuição alargada no Hemisfério Norte, ocupando a maior parto do Paleártico e do Neártico, com excepção do Norte do Árctico; no inverno encontra-se distribuída pela bacia mediterrânica, pelo Oeste, Este e Nordeste de África, Médio Oriente, Sul e Sudeste da Ásia, Sul dos E.U.A. e América Central; embora seja uma ave migradora, podem ser encontrados indivíduos durante todo o ano em alguns locais da Europa (del Hoyo et al. 1992).

Em Portugal existe um pequeno núcleo populacional residente que ocorre em menos de 10 localizações conhecidas, na metade sul do país, ocupando uma área que poderá ser inferior a 20 km2. No Inverno, altura em que há um acréscimo populacional com aves provenientes do Leste e Nordeste europeu, e região ocidental da Sibéria, apresenta uma distribuição mais alargada, ocorrendo em zonas húmidas tanto no litoral como no interior do país, embora seja mais abundante na metade sul e principalmente na faixa litoral.

População
Os censos de anatídeos realizados durante a época de reprodução no âmbito do Novo Atlas das Aves Nidificantes de Portugal (Encarnação V dados não publicados) indicam que a população nidificante de pato-colhereiro é inferior a 50 indivíduos maturos e que estará estável.

De  acordo  com  os  censos  anuais  de  aves  aquática  invernantes  em  Portugal  (Rufino 1993,  Costa  &  Guedes  1996,  Costa  &  Rufino  1993,  1996  e  1997,  Encarnação  V  & Guedes RS dados não publicados), a população invernante deste pato é muito mais numerosa, sendo superior a 10.000 indivíduos. A análise dos resultados destes censos indica uma tendência populacional incerta, mas apresentou um declínio continuado que em cinco anos foi igual ou superior a 20% (Sousa 2002b).

Em  termos  de  estatuto  de  ameaça  a  nível  da  Europa,  a  espécie  é  considerada Em Declínio, embora ainda provisoriamente, apresentando um declínio recente moderado (BirdLife International 2004). Em Espanha, o pato-colhereiro é classificado como Quase-Ameaçado (NT) (Madroño et al. 2004) mas é referida uma evolução positiva da sua população (Corbacho 2003a), o que leva a admitir um risco de extinção em Portugal mais reduzido, tendo-se descido uma categoria na adaptação regional.

Habitat

Ocorre em diferentes tipos de zonas húmidas de água doce com carácter permanente e normalmente bastante produtivas, e evita águas marinhas. Prefere áreas de pequenas dimensões para nidificar. Durante o Inverno é habitual em estuários, onde se verificam as maiores concentrações, mas também em lagoas costeiras, pauis, açudes e barragens. Utiliza os mesmos habitats para se alimentar e descansar.

Factores de Ameaça
A perda de habitat, em resultado da drenagem e destruição de zonas húmidas, e a degradação  da  sua  qualidade  devido  a  poluição  da  água  por  efluentes  domésticos, industriais e agrícolas, são a sua maior ameaça.

Começam a registar-se alguns surtos de mortalidade elevada durante o Verão em resultado da alimentação em lagoas das estações de tratamento de águas residuais, muito eutrofizadas.

Também a perturbação provocada pelo homem ameaça a sua fixação em locais apropriados à nidificação, normalmente pequenos açudes e pauis fora de Áreas Protegidas.

Medidas de Conservação
Esta espécie, tal como a maioria das aves aquáticas, beneficiaria com a manutenção dos níveis de água nas áreas onde nidifica, bem como com a minimização da perturbação nos locais quer de nidificação quer de invernada e, principalmente, com o controlo da caça ilegal.

Por outro lado, é uma espécie que beneficia largamente da melhoria da eficácia do controlo e tratamento das descargas de efluentes.

Importa também assegurar a monitorização dos efectivos invernantes.
 
Notas
Em Portugal Continental tem também uma população invernante numerosa e com distribuição alargada, em situação Pouco Preocupante (LC).

in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Formação de Inverno para Escuteiros

Estou feliz por ter recebido de alguns Dirigentes as ideias que propõem no sentido de sistematizar a instrução da Unidade nos meses de inverno.

O inverno logo chegará, e a menos que o planeamento esteja pronto a tempo, encontrará as pessoas responsáveis sobrecarregadas antes de terem colocado em ordem o trabalho.

Uma sugestão é rever o curso inteiro oferecido em Escutismo para Rapares, e penso que isso é muito bom, porque Dirigentes e Escuteiros, depois de ler o livro, executam as ideias de acordo com o que se lembram dele, e adicionam novas ideias em linhas similares (é isto que eu gosto de ver), mas sem muitas referencias fora do livro, e no fim um bom número de detalhes é esquecido na formação, entretanto eles podem ser pequenos e aparentemente insignificantes, mas todos eles têm sua importância. Veja, por exemplo, a sugestão de limpar os dentes e fazer uma escova de dentes campestre, este é um pequeno ponto que provavelmente é desprezado nas recomendações em algumas unidades, mas é de real importância a seu modo, e há centenas de outros semelhantes. Então “pata tenras” que provavelmente terão entrado para a Unidade, que foi formada originalmente nas directrizes do livro antes de sua chegada, e provavelmente só entraram na forma subsequente de formação, saberão pouco do ensino original. Dirigentes que relêm o livro depois de algum intervalo, com certeza verão alguns desses pontos com uma luz nova. Assim por várias razões, podem-se repassar os ensinamentos do livro durante os meses de inverno.

Outubro de 1911
Pensamentos de B-P
contribuições de Baden-Powell para "The Scout"
 

domingo, 9 de janeiro de 2011

Como será a próxima lei das armas?

Em Portugal estão em discussão no Parlamento uma Proposta de Lei do Governo e um Projecto de Lei do CDS-PP para a revisão da Lei das Armas.
Na vizinha Espanha decorre também um processo de revisão do Regulamento das Armas, a revista ARMAS de Julho de 2010, traz na sua página 68, um artigo assinado pelo seu director Luis Pérez de León, cuja leitura me fez pensar de imediato que se lesse o artigo em português e num órgão de comunicação social português, acharia que se falava de Portugal...
IMPORTANTE!! COMO SERÁ O PRÓXIMO REGULAMENTO DAS ARMAS?

Desde há algum tempo, e falamos de anos, em mais de uma ocasião comentou-se a publicação de um novo Regulamento das Armas, o que realmente todavia não se produziu. Como é habitual, e até lógico nestes casos, os rumores se encarregam de alertar uns e outros quanto aos conteúdos, modificações, datas... Mas o certo é que, apesar de não falarmos de nenhum "Segredo de Estado", não é nada fácil conhecer os que os nossos "regulamentadores" planeiam para o futuro do nosso sector.

Falamos das normas pelas quais se hão de reger um colectivo que aglutina os interesses de muitos centos de milhar de cidadãos, melhor dito, de uma cifra que superará amplamente os dois milhões, incluindo desde os que se vêm afectados pelas suas diversas actividades desportivas ou de lazer (caçadores, atiradores, etc.), até os que baseiam neste ambiente a sua profissão e fonte de rendimentos (fabricantes, distribuidores, comerciantes). É um amplissimo colectivo que poucas vezes é escutado pela Administração como realmente deveria - na opinião de muitos -, na hora de planear ou modificar as normas que o afectam.
Sou o primeiro a reconhecer que o tema das armas é delicado, mais ainda quando a opinião pública em geral se mostra "no contra", ainda que esse posicionamento tenha que matizá-lo profundamente em da informação, tantas vezes manipulada e distorcida, que se lhe faz chegar desde muitos sectores. As notícias sobre armas (más, que são as que aparecem nos média), demonstram ter sempre um grande "atractivo" para a sua difusão; mas que poucas vezes alguém se baseia na inexorável estatística para demonstrar até em que ÍNFIMA percentagem influem os "armados legais" nos actos delituosos no nosso país. Em qualquer caso, as armas de dezenas de milhar de atiradores desportivos e muitas centenas de milhar de caçadores implicam que somos o colectivo "armado" menos problemático e, que nada temos a ver com o terrorismo ou a delinquência cada vez mais organizado e melhor armada, que esses sim nos tem que assustar a todos.
Tem que existir também, como existe para tantas coisas, uma lei que regule tudo o relativo às armas, desde a sua fabricação, posse, uso... por suposto e, há que ser rigorosa pela própria natureza da sua função e prever que não existam infractores pelo bem da Comunidade: perfeito. Mas o que muitas vezes creio que nos "doí" é que algumas das normas parece que se ditam sem demasiado sentido ou até conhecimento, por duro que possa soar. Há muitos exemplos aos quais nos poderíamos referir em regulamentos anteriores, mas já verão que continuam existindo coisas um tanto incompreensíveis no projecto que agora comentaremos.
....
Fotos: A.F. Pérez de León S. L.

Não transcrevi a totalidade do artigo, porque o restante conteúdo se dedica à especificidade de um rascunho do futuro Regulamento das armas espanhol.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pontos fortes

Os pontos fortes são aqueles que se aproximam dos terços e das suas intersecções. Nas imagens de exemplo seguintes veremos como se trata de fazer coincidir o mais chamativo para nós em cada foto com esses pontos fortes, e como fazer isso lhe dá mais força às fotos mais do que as centrar.

Nestas duas fotos podemos ver como é aplicada a regra dos terços para colocar os animais. Na primeira foi colocada a serpente acima (para dar-lhe sensação de altura) e à esquerda para que se veja bem o tronco, e assim poder ver onde estava. A foto da águia foi composta tratando de fazer que a águia ocupe quase toda a foto, mas deixando a cabeça próxima do terço superior direito.
Nestas duas fotos podemos ver como foi colocado o barco num terço esquerdo, deixando espaço à direita porque o barco estava “apontando” à direita. No caso da gaivota foi deixado espaço à esquerda porque é de onde estava voando.
Na foto da esquerda fez-se coincidir a azeitona com o terço superior direito, deixando que se vejam as folhas da oliveira na zona esquerda. Na foto da direita praticamente faz coincidir tudo com tudo, e é que o sitio se dava a ele. A catedral com o terço superior esquerdo, o horizonte e a ponte com o terço superior, o pilar da ponte com o terço direito, o solo com o terço inferior e a bicicleta com o terço inferior esquerdo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cyrix 6x86MX

Voltando um pouco no tempo, o 6x86MX foi o concorrente da Cyrix para o MMX da Intel. Como o K6, este processador traz 64 KB de cache L1, instruções MMX, e oferece compatibilidade com as placas mãe socket 7. A performance em aplicações Windows é muito parecida com um K6, porém, o coprocessador aritmético é ainda mais lento do que o que equipa o K6, tornando muito fraco o seu desempenho em jogos e aplicações que façam uso intenso de cálculos de ponto flutuante.

Enquanto o K6 usa um coprocessador aritmético simples, com apenas uma unidade de execução, mas com optimizações para ser capaz de executar uma instrução por ciclo, o coprocessador 6x86MX da Cyrix pode demorar vários ciclos para processar cada instrução. Apenas as instruções simples são executadas em um único ciclo. Enquanto o coprocessador aritmético do K6 é cerca de 20% mais lento que o do MMX, o do 6x86MX chega a ser 50% mais lento, sem nem mesmo instruções especiais, como o 3D-Now! Para tentar salvar a pátria.

Para aplicações de escritório como o Office, o 6x86MX foi até uma boa opção devido ao baixo custo do processador, que custava até metade do preço de um MMX, mas ele não era nada adequado para PCs destinados principalmente a jogos ou aplicações gráficas.
O 6x86MX usa tensão de 2.9v mas, segundo o fabricante, caso a placa mãe não ofereça esta tensão específica, podemos usar a voltagem 2.8v, como no MMX, sem problemas.

Como o K5, o 6x86 adopta o índice Pr, agora comparando seu desempenho com o de um Pentium. O 6x86MX é encontrado nas versões PR150 (120 MHz), PR166 (133 MHz), PR200 (166 MHz), PR233 (187 ou 200 MHz dependendo da série) e PR266 (225 ou 233 MHz). O uso do índice Pr já foi causador de muita confusão. Alguns utilizadores chegavam a pensar que o Cyrix Pr 266 trabalhava realmente a 266 MHz e não a 233 MHz e acabavam achando que o processador estava com algum defeito, por não trabalhar na frequência “correcta”.

Felizmente, o índice Pr deixou de ser usado. Mesmo os processadores actuais da Cyrix, os C3 são vendidos segundo sua frequência real de operação, apesar de alguns já defenderem a volta do índice Pr no caso do Athlon da AMD, que é consideravelmente mais rápido que um Pentium 4 da mesma frequência.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Lacerta monticola, Lagartixa-da-montanha

Taxonomia
Reptilia, Squamata, Lacertidae.

Tipo de ocorrência
Residente. Endémica da Península Ibérica.

Classificação
VULNERÁVEL – VU (B1ab (ii,iii,iv,v)+2ab (ii,iii,iv,v); E)
Fundamentação: Espécie com extensão de ocorrência e área de ocupação inferiores a 500 e 60 km2, respectivamente. Admite-se que apresente um número de localizações superior ou igual a 6 e um declínio continuado na sua extensão de ocorrência, área de ocupação, qualidade dos habitats, número de localizações e número de indivíduos maduros. Foi realizada uma análise quantitativa que demonstra que a probabilidade de extinção na natureza poderá variar entre 15 e 45%, durante os próximos 50 anos.

Distribuição
A espécie ocorre em Portugal Continental e no Norte de Espanha, sendo um endemismo ibérico confinado à Cordilheira Cantábrica, Galiza e Serra da Estrela.

Em Portugal, está restrita ao Planalto Central da Serra da Estrela, ocorrendo desde os 1.400 m de altitude até ao cume do Planalto (1.993 m). Contudo, está ausente ou ocorre em baixas densidades, no sector Este deste Planalto (área envolvente das Penhas da Saúde) e a Norte do Planalto (área envolvente das Penhas Douradas) (Moreira et al. 1999).

População
Em Portugal esta espécie é representada por uma única população isolada, ocupando uma área de 57 km2, sem estruturação aparente em várias subpopulações e apresentando uma elevada concentração espacial: cerca de dois terços dos efectivos ocorrem apenas em 20 km2, correspondendo à zona de maior altitude da Serra da Estrela.

Os dados relativos aos efectivos populacionais foram obtidos por estudo directo da população da Serra da Estrela durante os anos de 1993 a 1996 e mostram uma população com um efectivo entre 400 e 700 mil indivíduos (Moreira 1996, Moreira et al. 1999).

Diferentes densidades populacionais foram detectadas em diferentes tipos de habitats, variando entre menos de 50 indivíduos/ha a 1.550 indivíduos/ha. De acordo com Moreira et al. (1999), a população parecia estável. Contudo, o estudo baseou-se apenas em resultados de três/quatro anos. Observações posteriores sugerem variações interanuais na população até 30% dos seus efectivos. A progressiva redução e degradação dos habitats aumenta a possibilidade da população estar em declínio.

O número de localizações, calculado em função do factor de ameaça mais provável é de difícil determinação. Admitiu-se, contudo, que a acção conjugada da crescente ocupação humana da área, com o impacto dos incêndios e o aumento da instabilidade climática, levou a considerar que o número de localizações seria superior ou igual a 6.
 
Com base na análise demográfica da população foi possível verificar que, sob certas condições de estocasticidade ambiental com incidência na variabilidade de alguns parâmetros demográficos, a população tem apreciável risco de se extinguir nos próximos 50 anos. Em Moreira et al. (1999) a análise de viabilidade populacional aponta para uma probabilidade de extinção na natureza que poderá variar, durante os próximos 50 anos, entre 0,15 e 0,45.

Habitat
A lagartixa-da-montanha ocorre fundamentalmente em mosaicos constituídos por áreas de substrato rochoso, associadas a matos de altitude, densos ou pouco densos, frequentemente dominados por urze ou giesta, ou associadas a arrelvados e cervunais, no topo da Serra da Estrela.

Factores de Ameaça
Os principais factores de ameaça para esta espécie são a degradação, fragmentação e redução, por acção antropogénica, da área de habitat de alta qualidade disponível. Estas ameaças são fundamentalmente devidas à implantação de infra-estruturas turísticas e à alteração do regime de gestão das áreas não agricultadas, em virtude da actividade turística e da pastorícia. Os incêndios de grandes proporções actuam também como um factor com possíveis consequências negativas em grande parte da área de distribuição da espécie.

A elevada concentração espacial da população bem como o facto desta ser única e, aparentemente, não estruturada em diversas subpopulações poderá constituir uma das mais importantes ameaças à sua sobrevivência e torná-la particularmente sensível a alterações climáticas, quer estas se traduzam por um aumento da temperatura média, quer pelo aumento da instabilidade climática.

Medidas de Conservação
As medidas de conservação mais importantes para esta espécie consistem fundamentalmente na protecção dos habitats de montanha que constituem o Planalto Central.

Encontrando-se a população principal dentro dos limites do Parque Natural da Serra da Estrela, e ocupando uma área que é simultaneamente uma Reserva Biogenética, a adequada implementação da legislação existente, bem como o reforço da fiscalização, são medidas da maior importância.

Paralelamente, e atendendo à vulnerabilidade desta espécie, acções de monitorização são fundamentais para detectar possíveis declínios acentuados que possam vir a registar-se.

Notas
A recente publicação sobre a existência de uma nova população desta espécie na Serra de Montesinho (Antunes et al. 2003) não foi confirmada em observações posteriores e portanto não foi incluída nesta análise.

É de referir que a população da Serra da Estrela, a nível subespecífico – Lacerta monticola monticola –, constitui um endemismo de Portugal.
in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Disciplina

Em um pequeno acampamento muita coisa pode ser feita pelo exemplo. Você está vivendo com os seus jovens, é observado por cada um deles, é imitado inconscientemente, e isto provavelmente passa-lhe despercebido.
 
Se você é preguiçoso, eles serão preguiçosos, se você faz da limpeza um hobby, isto se tornará o deles, se você for inteligente e inventar acessórios para o acampamento, eles se tornarão inventores concorrentes, e assim por diante.

Mas não faça muito do que deveria ser feito pelos jovens, deixe que eles façam – “quando você quer uma coisa feita, não faça você mesmo” é o lema certo. Quando for necessário dar ordens, o segredo para obter obediência é saber o que quer exactamente e expressar isto de maneira muito clara e simples. Se você acrescentar à ordem uma explanação da razão para ela, esta será feita com maior boa vontade e muito maior inteligência.

Se você acrescentar à ordem e à sua explicação um sorriso, você conseguirá que seja cumprida com entusiasmo. Lembre-se: “um sorriso consegue duas vezes mais que um rosnado”.

Uma palmadinha nas costas é um estímulo mais forte que uma alfinetada.

Espere grandes coisas dos seus jovens e você geralmente obterá.

Setembro de 1911
Pensamentos de B-P
contribuições de Baden-Powell para "The Scout"

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Descentrar horizontalmente

A aplicação da regra dos terços pede-nos para descentrar os objectos horizontalmente. Isto o podemos ver continuamente aplicado no cinema. Repare que nas películas as pessoas nunca aparecem centradas, mas sim num terço ou outro.

Porque nos pode surgir a dúvida de se é melhor ajustar um sujeito a um terço esquerdo ou direito, superior ou inferior. Ao descentrar um objecto há que ter muito em conta o que está fazendo o sujeito. Se por exemplo o sujeito é uma pessoa trataremos de acompanhar a sua observação e deixar espaço até à zona de onde observa.
 
Fixe a diferença entre uma foto e outra. A foto da esquerda está melhor equilibrada e tem mais força que a da direita porque o sujeito tem a cara orientada para a direita. Por isso a colocamos à esquerda.

Igualmente, se o sujeito é um objecto em movimento (por exemplo um carro) costuma ser melhor deixar o espaço livre até onde se dirige o sujeito. Isto lhe dá mais sensação de movimento e profundidade à foto. Tudo depende da sensação que queremos transmitir.
Nesta foto podemos ver duas opções. Não há uma melhor que outra, tudo depende de que se quer transmitir. Na primeira podemos ver que o carro tem que efectuar uma curva e que vem muito rápido (o carro está inclinado e há povo atrás dele). Na segunda podemos ver melhor de onde vem. Dá mais sensação de travagem, mas não se vê a curva que tem diante claramente. A nós pessoalmente nos dá mais gosto a primeira porque se lhe dá mais espaço por diante do carro, que é até onde vai este, e lhe dá mais sensação de movimento.

Estas recomendações não tem porque seguir-se sempre. Dependerá de como o fotógrafo queira colocar os objectos de uma foto e encaixá-los com o fundo. Em outras ocasiões a situação na hora de fazer a foto nos dará a oportunidade de escolher a melhor composição, bem porque haja objectos que incomodam ou bem por ser uma situação muito rápida que não dê opção de procurar a melhor opção.