terça-feira, 19 de abril de 2011

Vipera latastei, Víbora-cornuda

Taxonomia
Reptilia,  Serpentes,  Viperidae.
 
Tipo de ocorrência
Residente.
 
Classificação
VULNERÁVEL  -  VU  (B2ab(i,ii,iii,iv,v))
Fundamentação: Espécie com área de ocupação inferior a 2.000 km2. Apresenta fragmentação elevada e um declínio continuado da sua extensão de ocorrência, área de ocupação, da qualidade dos habitats, do número de localizações e do número de indivíduos maduros.
 
Distribuição
Esta  espécie  ocorre  na  Península  Ibérica  e  Norte  de  África:  Portugal,  Espanha, Marrocos, Argélia e Tunísia (Gasc et al. 1997). 

Em Portugal, distribui-se por todo o território, em núcleos populacionais fragmentados, desde o nível do mar até aos 1.500 m, nas Serras da Estrela e do Gerês (Ferrand de Almeida et al. 2001, Brito & Crespo 2002). A grande maioria das observações desta víbora provém das zonas montanhosas a norte do rio Tejo (serras do Gerês, Alvão, Montesinho e Estrela) (Godinho et al. 1999). A sul do rio Tejo e nas áreas de maior pressão humana, ocorre em populações isoladas de pequenas dimensões (S.  Mamede,  Contenda  e  Aljezur).
 
População
A  víbora-cornuda  é  considerada,  desde  há  20  anos,  como  uma  espécie  com efectivos populacionais escassos em toda a sua área de distribuição na Península Ibérica  (Saint-Girons  1980).

Vários  autores  detectaram  um  declínio  nos  efectivos  populacionais  ibéricos  da espécie  em  áreas  onde  era  frequente  (Barbadillo  et  al. 1999, Brito  et  al. 2001), particularmente  nas  zonas  com  elevada  utilização  humana  do  litoral  atlântico  e mediterrânico  (Pleguezuelos  &  Santos  2002).

Habitat
Esta espécie encontra-se em zonas rochosas de montanha, preferindo as encostas declivosas  com  matos  densos  (Ferrand  de  Almeida  et  al.  2001,  Brito  &  Crespo 2002, Brito 2003a). Também ocorre em áreas florestais com cobertura arbustiva. Nas zonas mais baixas e litorais ocorre em matagais, pinhais arenosos e sistemas dunares (Ferrand de Almeida et al. 2001).

Factores de Ameaça
O principal factor de ameaça é a perda, fragmentação e degradação do habitat por  acção  antropogénica  devido  fundamentalmente  a:  (i)  incêndios  florestais;  (ii) silvicultura intensiva; (iii) aproveitamento dos solos para fins agrícolas; (iv) desenvolvimento urbano e implantação de infra-estruturas viárias.

Constituem também factores de ameaça, com efeitos consideráveis, a mortalidade por  atropelamento  nas  estradas  e  a  perseguição  directa  em  virtude  de  aversão (Parellada  1995,  Pleguezuelos  &  Santos  1997,  2002,  Galán  1999,  Brito  et  al. 2001, Brito & Álvares 2004).

Um  outro  factor  de  ameaça  é  a  captura  de  exemplares  para  comércio  ilegal  e coleccionismo. De acordo com vários inquéritos a habitantes do Parque Nacional da Peneda-Gerês (Brito et al. 2001), esta espécie é frequentemente capturada e as suas cabeças comercializadas sob a forma de amuletos e como medicamentos.

Esta crença existe pelo menos desde a Idade Média e os relatos mais antigos de comércio datam da década de 30 do século passado (Bettencourt-Ferreira 1935). Nos anos 70 e 80 vendiam-se em média cerca de 500 víboras por ano no Gerês. Actualmente, com o aumento da fiscalização, o comércio diminuiu mas não desapareceu totalmente, sendo hoje feito de forma clandestina, estimando-se que sejam  comercializadas  entre  50  a  100  víboras  por  ano,  apenas  nas  Caldas  do Gerês. O comércio de cabeças de víbora não está, no entanto, limitado à serra do Gerês,  ocorrendo  também  em  algumas  serras  do  Norte  e  Centro  de  Portugal (Marão,  Montemuro,  Estrela,  Caramulo,  Aire  e  Candeeiros).

Algumas características biológicas, tais como áreas vitais de pequenas dimensões, elevada especialização ecológica na dieta e na utilização dos habitats, reduzida frequência de reprodução, taxa de crescimento reduzida e maturação sexual tardia (Brito 2003a,b, 2004, Brito & Rebelo 2003), contribuem para a sua vulnerabilidade  a  factores  de  ameaça.
 
Medidas de Conservação
As  medidas  de  conservação  devem  incidir  na  manutenção  dos  seus  habitats, sendo considerado particularmente importante: (i) empreender acções mais eficazes na prevenção dos incêndios florestais; (ii) conservar as sebes e muros de pedra que delimitam os lameiros e terrenos agrícolas e (iii) conservar as áreas florestais autóctones, incentivando o corte equilibrado de madeiras nas florestas, dado esta prática levar à criação de locais propícios para a termorregulação destes animais e constituir ainda uma medida de prevenção dos incêndios florestais.

São ainda necessárias iniciativas de educação a nível escolar, bem como campanhas de sensibilização do público, no sentido de desmistificar as superstições que a  envolvem.  São  necessárias  também  acções  de  investigação  dirigidas  para  a determinação mais rigorosa da área de distribuição e de efectivos populacionais, principalmente nas regiões litorais e a sul do rio Tejo.
 
Outra bibliografia consultada
Bea & Braña (1997).
in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Como é o Programa Escutista?

O Programa deve contribuir no desenvolvimento das crianças e jovens em todas as suas dimensões, dentro e fora do Movimento Escutista.

sábado, 16 de abril de 2011

Camuflado padrão Splinter

Este padrão de camuflagem "Splinter" basicamente foi desenvolvido para as forças armadas alemãs 1932. Consiste em verde e castanho espalhados e desenhos de gotas da chuva num fundo cinzento/verde ou cinzento/bronzeado. O padrão era rolado e repetido aproximadamente a cada vários centímetros. Era a camuflagem standard para todas as unidades do exército alemão, marinha e força aérea até 1945.

Os seguintes países usaram o padrão Splinter nos seus uniformes militares: Bulgária, Alemanha e Suécia.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Georeferenciação

Existem sistemas que permitem georeferenciar as fotos mediante um GPS ligado à câmara, que inclui as coordenadas geográficas na informação EXIF. Este sistema pode ser muito interessante para fotos de natureza, viagens ou investigação.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O problema dos encaixes

Já que a enorme variedade de encaixes e padrões é um problema crónico dos processadores actuais, o melhor é aprender a conviver com o problema.

O encaixe da placa mãe, dá uma boa pista de quais os processadores que ela suporta. Mas, nem tudo são flores. Como saber se uma placa mãe Slot 1 suporta um processador Pentium III Coppermine por exemplo, ou se suporta só processadores Pentium II? Veja algumas dicas a seguir.

Como cada família de processadores utiliza um encaixe diferente, apenas observar qual é o encaixe usado na placa mãe já dá uma boa dica de quais processadores que ela suporta.

Socket 7
Este é o encaixe utilizado pela maioria dos processadores fabricados a até 98. Existem basicamente duas famílias de placas mãe com este encaixe. As placas mais antigas, em geral as fabricadas até 97 suportam barramento de apenas 66 MHz e são compatíveis apenas com o Pentium 1 e em geral também com o Pentium MMX, Cyrix 6x86 e o K6 de até 233 MHz. As placas socket 7 mais modernas, são apelidadas de placas “super-7” pois suportam barramento de 100 MHz e são compatíveis também com os processadores K6-2 e K6-3. Alguns modelos trazem até um slot AGP.

Entre as duas gerações, existe uma família intermédia, que é composta pelas placas mãe que suportam bus de 66 MHz, mas já suportam as tensões de 2.2 e 2.4V utilizadas pelos processadores K6-2. Como os processadores K6-2 tem o multiplicador destravado, pode-se utilizar processadores até o multiplicador que a placa suportar. Se por exemplo a placa suportar multiplicador de até 6x, pode-se utilizar um K6-2 de até 400 MHz (6x 66 MHz) e assim por diante.

Para saber com certeza, precisará de ter o manual da placa. Muitas vem com esquemas resumidos, decalcados na própria placa, com o jumpeamento para cada voltagem, bus e multiplicador suportado pela placa, mas o manual será sempre uma ferramenta muito mais confortável para se trabalhar.
Socket 7
Se por acaso não tem o manual da sua placa, pode consegui-lo com facilmente pela Internet. Os fabricantes disponibilizam os manuais em formato digital gratuitamente, e em geral mantém um arquivo com manuais de placas antigas. Em alguns casos  é possível conseguir manuais até de placas para 486. Se souber a marca e modelo da sua placa mãe, basta ir directamente ao site do fabricante.

Em geral você encontrará os manuais nos links Download; Products/Moterboards ou então Support.

Mesmo se não tem o manual e não tem a mínima ideia de qual é a marca e modelo da placa, ainda poderá conseguir localizar o manual, embora com um pouco mais de trabalho através da identificação do BIOS, o código que aparece no canto inferior esquerdo no ecrã principal do BIOS logo que o computador é ligado, como destacado na foto abaixo:
Número de identificação do BIOS
Em geral o código trará a data em que a placa mãe foi fabricada (12/02/97 no exemplo), o chipset que a placa mãe utiliza (i440LX) e finalmente o modelo da placa (P2L97). De posse do código, um bom lugar para chegar até o site do fabricante é visitar o Wins Bios Page, no endereço http://www.ping.be/bios

Este site reúne links para praticamente todos os fabricantes, e disponibiliza um utilitário gratuito, o CTBIOS.EXE que ao ser executado identifica o modelo da placa mãe e fornece o endereço da página do fabricante.

Slot 1
Enquanto o Pentium e o Pentium MMX utilizavam o socket 7, a próxima família de processadores Intel passou a utilizar um novo encaixe, o famoso slot 1, que foi utilizado por todos os processadores Pentium II e por algumas versões do Celeron e do Pentium III.
Slot 1
Como no caso das placas socket 7, existe a divisão entre placas antigas e placas mais modernas e, como sempre, o manual existe para ajudar a descobrir quais os processadores que são suportados por cada uma. Mas, pode ter uma ideia de quais os processadores que são suportados apenas com base no chipset utilizado na placa mãe. Pode descobrir qual é o chipset da placa em questão pelo número de identificação do BIOS que vimos na sessão anterior ou com ajuda do site do fabricante.

As placas com chipsets i440FX, i440LX ou i440EX, suportam apenas o Pentium II de até 333 MHz ou o Celeron. No caso do Celeron a placa suportará os modelos de até 500 MHz e os modelos de 533 MHz que usam voltagem de 1.65 volts. Em geral não serão suportados os modelos de 533, 566 e 600 que utilizam voltagem de 1.5 volts, pois estes processadores possuem requisitos eléctricos diferentes dos anteriores, pois já são baseados na arquitectura Coppermine.

1- Caso o Celeron venha no formato PPGA (o Celeron em formato socket, com um encapsulamento de fibra de vidro com uma chama metálica sobre o core, como no Pentium MMX, produzido em versões entre 366 e 533 MHz) será necessário um adaptador socket 370/slot 1 que custa cerca de 15 dólares e é fácil de achar.
Celeron PPGA e adaptador
2- Caso ao ser instalado, a placa mãe reconheça o processador de forma incorrecta, ou então simplesmente não funcione em conjunto com ele, será necessário fazer um upgrade de BIOS. Em resumo, precisará baixar os arquivos de actualização adequados ao seu modelo de placa a partir do site do fabricante, junto com o programa que faz a gravação, efectuar um arranque limpo via disquete e executar o programa de instalação via MS-DOS.

As placas mais recentes, baseadas nos chipsets i440BX, i440ZX, i815 ou Via Apollo Pro por sua vez, suportam todas as versões do Pentium II, todas as versões do Celeron de até 500 MHz (ou 533 MHz de 1.65 volts) e na grande maioria dos casos também o Pentium III e os Celerons de 566 e 600 MHz. Consulte o site do fabricante sobre esta possibilidade. Em alguns casos será preciso actualizar o BIOS para adicionar o suporte.

Socket 370
O socket 370 utiliza a mesma pinagem do slot 1, a diferença é apenas o formato do encaixe. Este é o encaixe utilizado pelos processadores Celeron e Pentium III.

Mas, se o socket 370 e o slot 1, utilizado antigamente, possuem a mesma pinagem, porque afinal a Intel forçou a troca de um padrão pelo outro?

A resposta é que o slot 1 surgiu por causa do Pentium II, que por usar cache externo, era muito maior que os processadores anteriores, grande demais para ser encaixado em um socket. Como tanto o Celeron quanto as versões mais novas do Pentium III trazem cache L2 integrado ao núcleo do processador, utilizar um encaixe maior servia apenas para encarecer tanto os processadores quanto as placas mãe. A fim de cortar custos, voltaram a utilizar um socket.
Socket 370
Fisicamente, o socket 370 é parecido com o antigo socket 7, a diferença é que ele tem alguns pinos a mais. Apesar de serem parecidos, os dois encaixes são incompatíveis, não existe nenhum adaptador que permita encaixar um processador socket 7 numa placa socket 370 e vice-versa.
 
Este é o encaixe actual para processadores Intel, o que garante compatibilidade com todos os processadores Pentium III e Celeron atuais. Apenas as placas mãe socket 370 mais antigas são incompatíveis com os processadores Pentium III devido à falta de suporte eléctrico e em alguns casos a falta de suporte a bus de 100 MHz.

Em alguns casos esta limitação é corrigida com um upgrade de BIOS, como nas placas slot 1.

Slot A e Socket A
Tanto o Athlon quanto o Duron da AMD possuem algumas semelhanças com o Pentium II e Pentium III da Intel. Assim como o Pentium II e as primeiras versões do Pentium III, o Athlon original (o K7) vinha equipado com 512 KB de cache L2 externo, operando à metade da frequência do processador. A AMD optou então por utilizar um encaixe semelhante ao slot 1, o slot A.
Slot A
Veja-se que o formato do slot A é praticamente idêntico ao do slot 1. A única diferença visível é a posição do chanfro central, que no slot A está à esquerda. A diferença serve para impedir que alguém encaixe um Athlon numa placa mãe para Pentium III ou vice-versa, o que poderia danificar o processador.

Os Athlon em formato slot A foram vendidos durante alguns meses até serem abruptamente substituídos pelos Athlons com core Thunderbird, que trazem cache L2 integrado ao próprio processador. Tanto os Athlons Thunderbird, quanto o Duron, lançado pouco tempo depois, utilizam o encaixe socket A (ou socket 462).
Socket A
O socket A é parecido com o socket 370 utilizado pelos processadores Intel, mas possui mais pinos (462 ao todo), organizados de forma a impedir que o processador possa ser encaixado invertido.

No caso dos processadores AMD não existe tanta confusão quanto à compatibilidade. As placas slot A são compatíveis com todos os processadores Athlon slot A, e as placas socket A são compatíveis com todos os processadores Athlon e Duron socket A.

A única ressalva é que as versões mais actuais do Athlon utilizam bus de 133 MHz, contra os 100 MHz utilizados pelas placas antigas. Pode-se até instalar um Athlon de 1.33 GHz (bus de 133 MHz) numa placa mãe que suporte apenas 100 MHz, mas ele trabalhará a apenas 1.0 GHz.

As novas versões do Athlon, que incluem o Athlon MP e o Athlon XP precisam de algumas modificações no BIOS e na sinalização eléctrica da placa mãe, o que os torna incompatíveis com muitas placas antigas, apesar de um upgrade de BIOS resolver em alguns casos.

Socket 428 e Socket 478
Estes são os dois encaixes utilizados pelo Pentium 4. O socket 428 é o encaixe antigo, utilizado pelos processadores Pentium 4 com core Willamette, enquanto o socket 478 é utilizado pelo novos modelos, baseados no core Northwood.
Socket 428
Não é difícil diferenciar os dois encaixes, pois apesar de possuir mais pinos, o socket 478 é bem menor, quase do tamanho dos encaixes para processadores 386. O socket 428 por sua vez é um pouco maior do que um socket 370. 
Socket 478
Sockets antigos:
O socket 7 não se chama socket 7 por acaso. Antes dele existiram mais seis encaixes, destinados às placas de 486 e para a primeira geração de processadores Pentium. Não por acaso, estes sockets são chamados de socket 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Conhecer um pouco mais sobre eles será útil para identificar estas placas antigas, que quase sempre já não terão manual. Veja quais processadores podem ser utilizados em cada socket:
 
Socket 1
Número de contactos: 169
Tensões suportadas: 5 volts
Quando foi utilizado: Primeiras placas para 486
Processadores suportados: 486SX, 486DX, 486DX-2 (não suporta o DX-4 nem o Pentium Overdrive)
Socket 1
Socket 2
Número de contactos: 238
Tensões suportadas: 5 volts
Quando foi utilizado: Primeiras placas para 486
Processadores suportados: 486SX, 486DX, 486DX2 e Pentium Overdrive (não suporta o DX-4)
Socket 2
Socket 3
Número de contactos: 237
Quando foi utilizado: A grande maioria das placas para 486
Processadores suportados: 486DX, 486SX, 486DX2, 486DX4, AMD 5x86, Cyrix 5x86 e Pentium Overdrive
Socket 3
Socket 4
Número de contactos: 273
Tensões suportadas: 5 volts
Quando foi utilizado: Primeira geração de processadores Pentium
Processadores suportados: Pentium de 60 e 66 MHz (não suporta processadores com multiplicador superior a 1x)
Socket 4
Socket 5
Número de contactos: 296
Tensões suportadas: 3.3 volts e 3.5 volts
Quando foi utilizado: Algumas placas para processadores Pentium antigas
Processadores suportados: Pentium de 75, 90, 100 e 133 MHz, Pentium MMX Overdrive (não suporta o Pentium de 60 e 66 MHz e o multiplicador vai apenas até 2x)
Socket 5
Socket 6
Número de contactos: 235
Tensões suportadas: 5 volts e 3.3 volts
Quando foi utilizado: Apesar de trazer algumas melhorias sobre o Socket 3, não chegou a ser utilizado, pois quando o padrão foi estabelecido os fabricantes já não tinham mais interesse em projectar novas placas para 486
Processadores suportados: 486SX,DX, DX-2, DX-4, Pentium Overdrive

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 12 de abril de 2011

Chondrostoma arcasii, Panjorca

Taxonomia
Actinopterygii,  Cypriniformes,  Cyprinidae.

Tipo de ocorrência
Residente.  Endémica  da  Península  Ibérica.
 
Classificação
EM PERIGO - EN  (B1ab(ii,iii,iv)+2ab(ii,iii,iv))
Fundamentação: Espécie com extensão de ocorrência e área de ocupação muito reduzidas, inferiores a 200 km2 e 50 km2, respectivamente. Verifica-se uma elevada fragmentação da sua distribuição e admite-se que tem havido um declínio da área de ocupação e da área, extensão e qualidade do habitat, assim como do número  de  localizações.
 
Distribuição
Em  Espanha  tem  uma  ampla  distribuição:  ocorre  nas  bacias  hidrográficas  da Galiza (nomeadamente na bacia hidrográfica do Minho), nas bacias hidrográficas do Douro, Tejo, Guadiana, Ebro, Francolí, Turia, Palancia, Mijares e Rondla de la Viuda  (Doadrio  2001a).

Em  Portugal,  a  espécie  tem  uma  distribuição  localizada,  ocorrendo  nas  áreas mais  a  montante  da  bacia  hidrográfica  do  Douro,  em  particular  nas  sub-bacias hidrográficas do Sabor e Távora e em pequenos afluentes do troço internacional do  Rio  Douro  (Collares-Pereira  1983a,  FAME  2003),  tendo  sido  recentemente também referida para a sub-bacia hidrográfica do Corgo, localizada mais a jusante (Cortes et al. 2001a). Parece ocorrer também em algumas bacias hidrográficas a norte  da  bacia  hidrográfica  do  Douro,  nomeadamente  na  bacia  hidrográfica  do Minho (Collares-Pereira 1983a, INAG 2000c, V Almada com. pes.) e na do Lima (Cortes et al. 2002a). Na bacia hidrográfica do Tejo não foi recentemente encontrada, embora existam registos anteriores (Collares-Pereira 1983a). A actual distribuição localizada dos núcleos populacionais e o baixo número de efectivos em cada local (FAME 2003) aponta para que o declínio da qualidade do habitat possa ter levado ao declínio da área e até mesmo do número de sub-bacias hidrográficas ocupadas  pela  espécie.
 
População
Calcula-se que o número de indivíduos maduros seja superior a 10.000. A redução da população nos últimos 10 a 13 anos poderá ter sido inferior a 30% e poderá continuar a verificar-se nos próximos 10 a 13 anos, ou em qualquer período da mesma amplitude que abarque o passado e o futuro. As causas da redução embora geralmente compreendidas, não são reversíveis, nem cessaram. A avaliação da redução é baseada no declínio da qualidade do habitat e também na expansão de  espécies  não-indígenas.
 
Habitat
Espécie que reside nos cursos de água de carácter permanente, de ordem baixa, substrato relativamente grosseiro e com escassa presença de macrófitos (Cortes et  al.  2001a,  2002a),  ocorrendo  em  albufeiras  de  dimensão  variável  (Cortes  & Ferreira 2000, Ferreira & Godinho 2002). O seu habitat preferencial é variável ao longo do ciclo de vida. Em particular, os indivíduos de classes etárias mais velhas ocupam locais mais profundos (Rincón & Lobón-Cervia 1989).

Factores de Ameaça
Os principais factores de ameaça são a degradação do habitat, provocada sobretudo pela construção de barragens na bacia hidrográfica do Douro (elevado número de grandes albufeiras e mini-hídricas), alteração do regime natural hidrológico (regularização dos caudais ou exploração dos recursos hídricos), extracção de inertes, degradação da qualidade da água, nomeadamente devida a indústrias agro-alimentares, e também a introdução e expansão de espécies não-indígenas (INAG 1999b), a qual poderá ter efeitos a nível da competição, predação ou como via de disseminação  de  agentes  patogénicos.  O  facto  de  esta  espécie  apresentar  em Portugal uma distribuição circunscrita a algumas sub-bacias aumenta a sua vulnerabilidade face aos factores de ameaça, a que acresce ainda a possibilidade de hibridação com outras espécies do mesmo género.
 
Medidas de Conservação
Esta espécie está abrangida pela legislação nacional e internacional de conservação. Vários locais da bacia hidrográfica do norte do país foram designados para a lista nacional de sítios ao abrigo da Directiva Habitats devido à sua presença, entre outros valores, mas carecem ainda de medidas de ordenamento e gestão dirigidas  à  espécie.

A medida mais importante a implementar é a conservação do habitat dos cursos de água onde está confirmada a ocorrência da espécie e o controlo das espécies não-indígenas, medidas previstas nos Planos de Bacia Hidrográfica do Douro, do Lima  e  do  Minho  (INAG  1999b,c,  2000c).  As  medidas  preconizadas  na Directiva-Quadro  da  Água  deverão  atingir  a  melhoria  permanente  da  qualidade dos  habitats  aquáticos.  É  também  necessário  implementar  o  Plano  Estratégico de  Saneamento  e  Tratamento  de  Águas  Residuais  e  melhorar  a  fiscalização  e controlo da extracção de inertes. Devem ser minimizados os impactos de infraestruturas  hidráulicas  implantadas  ou  a  implantar,  através  da  manutenção  da conectividade  entre  as  populações  e  evitando  a  diminuição  ou  variação  brusca dos caudais. Outras medidas necessárias são a gestão sustentada da pesca, a melhoria da sua fiscalização, a sensibilização do público para a conservação dos ecossistemas aquáticos nomeadamente sobre os efeitos nefastos das introduções de espécies não-indígenas. A realização de investigação para melhor conhecer a sua distribuição, biologia e ecologia permitirá compreender melhor as causas da sua  fragmentação  e  declínio.  Em  particular,  é  necessário  realizar  levantamentos piscícolas a norte da bacia hidrográfica do Douro e nas bacias hidrográficas da região Centro, de modo a determinar com exactidão a sua distribuição. É imperativo monitorizar os efectivos populacionais e a eficiência das medidas de conservação a  implementar.
 
Notas
A identificação específica dos indivíduos é por vezes dificultada pela semelhança fenotípica entre esta espécie e o ruivaco Chondrostoma oligolepis e também pela existência  de  híbridos  resultantes  de  cruzamentos  da  espécie  com  a  boga  do Norte Chondrostoma duriensis e a boga-comum Chondrostoma polylepis (Collares-Pereira  &  Coelho  1983,  Collares-Pereira  1983,  Elvira  1987).  Para  além  disso, estudos  moleculares  recentes  (Doadrio  &  Carmona  2004)  levantam  dúvidas  sobre a presença de C. arcasii em Portugal e sugerem a existência provável de novas espécies do género Chondrostoma nas bacias do Douro e Minho. Assim, os registos  de  ocorrência  da  espécie  necessitam  confirmação,  pelo  que  a  área  de distribuição não pode ser indicada com exactidão.
 
Outra bibliografia consultada
Collares-Pereira  (1979,  1985a).
in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O que é o Programa Escutista?

O Programa é o conjunto das vivências e actividades.
É aplicado de acordo com o Método e fundamentado nos Princípios.

domingo, 10 de abril de 2011

Camuflado padrão Rain

O padrão de camuflagem "Rain" incorpora uma alta percentagem de faixas verticalmente alinhadas no seu desenho. Durante a II Guerra Mundial, a Wehrmacht  alemã utilizou esta característica em muitos padrões de camuflagem mais tarde modificados e reproduzidos pelo Bundeswehr e guardas de fronteira da Alemanha do Leste.

Os seguintes países utilizaram o padrão Rain nos seus uniformes militares: Checoslováquia, Alemanha e Polónia.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dados EXIF

EXIF são as abreviaturas de Exchangeable image file format. É um standard criado para armazenar metadados das fotos feitas com câmaras digitais.

Isto significa que os dados EXIF contém informação relativa à própria imagem e a como foi tirada. Isto, seja em formato JPG ou RAW.

Deste modo poderemos saber à posteriori quem, como, quando e com que câmara se realizou uma foto. Ainda que os dados básicos possam visualizar-se no ecrã da câmara para ver toda a informação armazenada utilizaremos um programa num computador.

E que informação se guarda nos dados EXIF?

A informação que recolhe este formato é relativa a:
  • A câmara com a qual se realizou a foto (marca, modelo, número de série, versão do firmware);
    Os parâmetros do disparo (abertura de diafragma, sensibilidade, distância focal, ajuste de brancos);
    Modos do disparo (Av, Tv, Manual, com flash ou sem flash, medição de luz);
  • Características da foto (tamanho, espaço de cor, execução e hora);
  • Parâmetros configuráveis na câmara (nome do proprietário do corpo);
  • Informação de geoposicionamiento.
Ainda que EXIF seja um standard independente das marcas, estas armazenam informação diferente. Por exemplo alguns modelos da Nikon costumam armazenar, a modo de conta-quilómetros, o número absoluto de fotos que realizou o corpo. Igualmente, ao guardar informação que pode depender do modelo da câmara, a informação entre umas e outras pode variar (por exemplo, o programa utilizado: paisagens, retratos, etc…). 

Os dados EXIF podem-se ler praticamente com qualquer editor ou visor de fotos. Uns mostram informação mais ou menos detalhada. No Photoshop podemos ler esta informação no menu Arquivo/Informação de arquivo. Na figura anterior podemos ver os dados EXIF de uma foto tirada com uma Canon 400D e lida com o programa ACDsee.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Outros processadores

Finalmente, acabamos a nossa “aula de história” e vamos falar sobre os processadores mais modernos. Note que as tecnologias que discutimos até aqui, como a multiplicação de clock, modo real e modo protegido, coprocessador aritmético, RISC, CISC, cache, entre outras, continuam sendo utilizadas.

Nos últimos 22 anos, o desempenho dos processadores aumentou em quase 50.000 vezes, muito mais do que qualquer outro componente. A memória RAM, na melhor das hipóteses, tornou-se 30 vezes mais rápida neste período. Comparadas com as placas mãe que tínhamos no XT, as placas mãe actuais trabalham numa frequência quase 30 vezes maior (4.7 contra 133 MHz). Apenas os discos rígidos conseguiram de certa forma acompanhar os processadores, pois a capacidade de armazenamento aumentou em 20 ou 30 mil vezes, se comparado aos discos de 5 MB encontrados no início dos anos 80.
Os modems saltaram de 300 bips para 56 Kbips, chegando ao limite extremo do suportado pelo sistema telefónico comutado e o ADSL tornou realidade o velho sonho do acesso rápido e ininterrupto, com taxas de transferências de até 2 megabits através de fios telefónicos comuns. 

Mesmo as placas gráficas, placas de som e monitores passaram por uma evolução brutal. Que tal comparar um monitor GCA mono com um de LCD actual?

Isso tudo é natural, já que de nada adiantaria criar processadores mais rápidos se o restante do equipamento não acompanhasse. Apesar dos processadores terem evoluído muito mais do que o restante do conjunto, o uso do cache e de outros truques serve para atenuar as diferenças.

Uma diferença notável entre os processadores que vimos até aqui e os que se seguiram, é a grande variedade de encaixes e de padrões de placas mãe. Praticamente todos os processadores anteriores, incluindo o Pentium MMX, K5, K6, K6-2, 6x86MX, 6x86MII e IDT C6 podiam ser usados na maioria das placas mãe socket 7 modernas. Isto facilitava muito a escolha já que não era preciso preocupar-se tanto em saber se a placa mãe seria ou não compatível com o processador; naquela época tínhamos compatibilidade com quase todos.
Mas, depois este problema tornou-se cada vez mais evidente. Cada nova família de processadores exigia novas placas mãe e muitas vezes existia incompatibilidade até mesmo dentro da mesma família de processadores. Veja o caso do Athlon por exemplo: os modelos mais antigos vinham no formato slot A enquanto os seguintes utilizam o formato socket A, sem que exista sequer um adaptador que permita aproveitar as placas antigas.

Ao contrário do que tínhamos à dois ou três anos atrás, quase sempre ao fazer um upgrade de processador será preciso trocar também a placa mãe e, em muitos casos, também a memória RAM. Tudo bem que as placas mãe estão cada vez mais baratas, mas nestas condições, na maioria das vezes acaba compensando mais vender todo o computador e montar outro, ao invés de fazer o upgrade.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Felis silvestris, Gato-bravo

Taxonomia
Mammalia,  Carnivora,  Felidae.
 
Tipo de ocorrência
Residente.
 
Classificação
VULNERÁVEL  -  VU  (A2cde+3cde+4cde)
Fundamentação:  A  espécie  teve  uma  redução  do  tamanho  da  população  que pode ter atingido 30% nos últimos 24 anos, de acordo com a avaliação do declínio da qualidade do habitat, dos níveis de exploração actuais e potenciais e efeitos da hibridação, por causas que podem não ter cessado, não ser compreendidas ou não ser reversíveis, e que se supõe persistir e prolongar-se no futuro.
 
Distribuição
O  gato-bravo  apresenta  uma  distribuição  geográfica  ampla  e  fragmentada,  que abrange a Europa, Ásia e África. Na Europa Ocidental, a subespécie Felis silvestris silvestris  ocorre  na  Península Ibérica,  Nordeste  de  França,  Luxemburgo,  Sul  da Bélgica, Oeste da Alemanha e no Norte da Escócia (Stahl & Artois 1991, Stahl & Leger 1993).

Em Portugal, a distribuição parece generalizada com possíveis ausências na faixa litoral do Norte e Centro e no Algarve litoral (Pinto & Fernandes 2001).

População
A tendência da espécie à escala nacional em Espanha é considerada como desconhecida  pela  maioria  dos  autores  (Blanco  1998a,  Palomo  &  Gisbert  2002, Lozano et al. 2003, J Lozano, com pess.). R García-Perea (com pess.) considera que  existe  uma  regressão  importante  para  a  espécie  mas  Lozano  et  al. (2003) afirmam  que  alguns  caçadores,  pastores  e  naturalistas  sugerem  que  a  sua abundância  tem  aumentado  nas  últimas  duas  décadas.

Foram  registadas  regressões  populacionais  locais  (Gerês,  S.  Mamede,  Alcácer-Torrão, Guadiana)  indicadas  a  partir  de  inquéritos  directos  realizados  em  1995-1996 (dados ICN, Programa Liberne). Sarmento & Cruz (2000) referem que, em 1997, a espécie terá sofrido um declínio na área da Reserva Natural da Serra da Malcata.  Santos-Reis  et  al.  (2003)  referem  uma  distribuição  regional  do  gato-bravo  restringida  ao  vale  do  rio  Guadiana  e  prevêem  impacto  significativo  na população local pela implantação da Barragem do Alqueva.

Habitat
Ocupa habitats florestais, tais como matagais mediterrânicos, florestas e bosques caducifólios ou mistos e, marginalmente, florestas de coníferas, podendo também ser  encontrado  em  habitats  abertos  (Fernandes  1991,  Kitchener  1991,  Abreu 1993). As áreas ocupadas pela espécie caracterizam-se também por uma baixa densidade  humana,  sendo  evitadas  áreas  de  agricultura  intensiva  (Easterbee  et al.  1991,  Fernandes  1991).  As  zonas  rochosas  parecem  ser  um  micro-habitat preferido.

No Parque Natural de Montesinho, estudos de selecção de habitat indicam que o bosque é a categoria de vegetação preferida, sendo os prados o principal local de caça e o souto explorado como abrigo, destacando o carácter antropófobo da espécie (Fernandes 1991); na Reserva Natural da Serra da Malcata, Abreu (1993) refere a utilização, durante os períodos de actividade, de habitats de vegetação fechada,  como  mato  com  ou  sem  estrato  arbóreo,  carvalhal  e  plantação  de pinheiro com mato desenvolvido, ocorrendo também zonas abertas, como pastos entremeados  com  matos  e  matos  com  estrato  arbóreo;  os  locais  de  repouso situam-se  em  carvalhal,  em  plantações  de  Pseudotessuga sp.  com  mato; Sarmento & Cruz (1998) referem a preferência da espécie por bosques de carvalho-negral, giestais, urzais, estevais, medronhais e terrenos agrícolas.

Factores de Ameaça
As principais ameaças ao gato-bravo são: a mortalidade não natural causada por atropelamento e abate ilegal; a hibridação com o gato doméstico e a destruição de habitat favorável. Actividades que potenciam a mortalidade ilegal são: o controle de predadores, o uso ilegal de armadilhas e veneno, e a caça em batida e salto com auxílio de cães. O aumento da extensão de estradas e do tráfego aumentaram a probabilidade de morte por atropelamento.

A hibridação é uma ameaça potencial para o gato-bravo como distinta entidade genética e tanto mais provável quanto a artificialização do meio permitir o aumento de populações de gatos ferais. Um estudo genético permitiu detectar a presença em Portugal de um híbrido na Natureza (Pierpaoli et al. 2003). No entanto, a extensão desta ameaça é desconhecida e pode variar regionalmente dependendo de vários factores históricos.

A destruição dos habitats e o aumento da perturbação humana em áreas favoráveis à sua presença estão relacionados com mudanças no uso do solo, nomeadamente com várias actividades florestais (tais como, a plantação de resinosas e cortes sistemáticos de matos), com a implementação de infra-estruturas como estradas e barragens e com a ocorrência de fogos extensivos.

O  declínio  acentuado  das  populações  de  coelho-bravo Oryctolagus  cuniculus, por acção combinada de epizootias, poderá ter afectado as populações de gato-bravo.

Medidas de Conservação
A protecção estrita da espécie e a redução da mortalidade poderá ser efectivada através de uma maior fiscalização da actividade cinegética, avaliação do impacto de novos grandes empreendimentos e a construção de passagens viárias adequadas para a fauna.

Também a conservação do matagal mediterrânico e de habitats florestais é essencial  para  a  manutenção  de  habitat  favorável.

Acções de sensibilização relativas à espécie e ao problema dos gatos ferais seriam um contributo para a mudança de atitude individual face aos predadores.

O controlo de gatos ferais com campanhas de esterilização, sensibilização e abate seria uma acção específica de conservação para a problemática da hibridação.

A nível regional e nacional, é ainda necessário um conhecimento mais detalhado da  situação  da  espécie.

Algumas destas medidas estão incluídas no "Plano Nacional para a Conservação do  Lince-ibérico" cuja  implementação  beneficia  indirectamente  o  gato-bravo.
 
Notas
Saint-Girons (1973), Ragni & Randi (1986) e Stahl & Leger (1993) consideram o gato-bravo  europeu  como  uma  subespécie.  Ragni  &  Randi  (1986)  descrevem uma  espécie  politípica  que  compreende  o  gato-bravo  europeu  (Felis  silvestris silvestris), o gato africano (Felis silvestris lybica) e o gato doméstico Felis silvestris catus. Em concordância, Nowel & Jackson (1996) referem-se ao gato-bravo europeu como grupo silvestris, dentro da espécie Felis silvestris.
in Livro Vermelho dos Vertebrados

terça-feira, 5 de abril de 2011

Os transportes públicos

Os Dias Sem Carro surgem todos os anos, com o objectivo de promover a utilização da bicicleta e dos transportes públicos.

A Ministra do Ambiente, em 2010, veio apelar à "maior consciência ambiental" dos cidadãos, considerando que “o país tem boas redes de transportes públicos" e, nesse contexto, defendendo que “há absoluta necessidade da coordenação e integração de políticas, sob o chapéu do combate às alterações climáticas”.

Há muitos anos que o Ministério do Ambiente se propõe convencer os automobilistas a deixar o carro em casa e a usar os transportes públicos.

Eu resido a aproximadamente 6 kms da vila, numa deslocação, de ida e volta, despendo aproximadamente 1,00€ em combustível quando efectuo essa viagem no meu carro, obviamente com a vantagem de o poder efectuar a qualquer momento e entrar no mesmo à porta de casa...

Mas estou na Época Sem Carro, uma avaria grave do mesmo assim o impõe! 

Hoje necessitando de me deslocar à vila, segui as recomendações do Ministério do Ambiente, caminhei 1.200 metros, esperei 20 minutos por um autocarro e paguei 1,60€ por um bilhete até à vila!
  
Sim 1,60€... Ou seja uma viagem de ida e volta de autocarro custa-me mais do que três viagens de ida e volta no meu carro!

É assim que pretendem convencer-me a deixar o carro em casa e usar os transportes públicos? Se eu que no meu dia a dia, faço tudo o que está ao meu alcance para preservar o ambiente, obviamente não posso dar-me ao luxo de em plena época de crise despender o triplo da verba nas minhas deslocações, como pretende o Ministério do Ambiente convencer os cidadãos para quem as preocupações ambientais não tem qualquer significado?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Como é o Método Escutista?

Caracteriza pelo uso conjunto dos seguintes pontos:
  • Aceitação da Promessa e da Lei Escutista.
  • Aprender fazendo.
  • Actividades progressivas, atraentes e variadas.
  • Vida em equipa.
  • Desenvolvimento pessoal com acompanhamento individual.