quarta-feira, 16 de abril de 2014

Froissartage - As madeiras

As variedades de madeiras são inúmeras, umas melhores outras piores para serem utilizadas no froissartage. O Carvalho, a Faia e a Acácia são excelentes: o Carvalho tem muita "fibra" e deixa-se "abrir" com facilidade se cortado lentamente, tal como o Freixo, a Faia e o Castanheiro. O Freixo e a Nogueira têm, além disso, grande elasticidade. A Bétula é fácil de trabalhar e muito decorativa e é também fácil de se "abrir". O Pinheiro é uma madeira direita, fácil de trabalhar com o trado. É preciso teres cuidado com a resina que mancha as roupas. O Choupo e o Salgueiro não têm, praticamente, utilidades alguma. Para as Cavilhas deve-se utilizar madeira de Carvalho ou ou Freixo. Para os tampos das mesas recorre a caniços, vimes ou entrançados de palha (que devem ser postos de molho um dia antes de começares a trabalhar). As construções não devem ser feitas de madeira verde, pois, em secando, começam a abanar e as cavilhas saltarão no prazo de três semanas. Com madeira seca, durarão quase eternamente.

Castanheiro
Acácia

Carvalho

Freixo

terça-feira, 15 de abril de 2014

Platalea leucorodia, Colhereiro

Taxonomia
Aves, Ciconiiformes, Threskiornithidae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante e invernante.

Classificação
População  nidificante: VULNERÁVEL - VU* (D)
Fundamentação: População muito reduzida (entre 50 e 250 indivíduos maturos). Na adaptação à escala regional desceu uma categoria, por se admitir que a população nacional pode ser alvo de imigração significativa e não ser de esperar que a imigração das regiões vizinhas possa vir a diminuir.
População  invernante: QUASE AMEAÇADO - NT* (D1)
Fundamentação: População com tamanho estimado entre 250 e 1.000 indivíduos maturos.
No entanto, por ser um taxon visitante não reprodutor cujas condições não se estão a deteriorar nem fora nem no interior da região, o que leva a admitir um risco de extinção mais reduzido em Portugal, desceu uma categoria na adaptação à escala regional.

Distribuição
A área de distribuição desta espécie estende-se desde a Europa à China, Índia, Mar Vermelho e Norte de África. No Paleártico a distribuição é ampla mas fragmentada. Os locais de reprodução são pontuais, encontrando-se, de modo geral, situados na parte oriental.

Também ocorre nos Açores, Chipre, Ilhas Féroe, Islândia, Ilhas Canárias, Ilhas de Cabo Verde, Madeira (Cramp & Simmons 1977).

Aves do NW e SW da Europa invernam essencialmente na África Ocidental; as do SE da Europa invernam no Mediterrâneo e no Norte de África, as do Leste da Europa e Turquia movem-se para o Médio Oriente e Índia.

A sua área de distribuição em Portugal Continental estende-se, como invernante, desde a Ria de Aveiro até ao Algarve, sendo no entanto apenas a sul da bacia do Rio Tejo que se estabelece como nidificante.

População
Em Portugal o colhereiro chegou a desaparecer como espécie nidificante; contudo, na última década estabeleceu-se como nidificante em vários locais (Paul do Boquilobo, Barragem de Odivelas, Pêro Pião e Ria Formosa) e, desde então, o número de casais reprodutores tem aumentado (Elias et al. 1998). Estima-se que actualmente o seu número esteja entre 100 e 250 indivíduos maturos (Encarnação V dados não publicados).

Censos de aves aquáticas invernantes indicam que a população invernante deve compreender entre 250 e 1.000 indivíduos maturos (Rufino 1993, Costa & Rufino 1993, 1996 e 1997; Encarnação V & Guedes RS dados não publicados). A população invernante no Mediterrâneo Ocidental e na costa ocidental da África na Europa Ocidental apresenta-se em aumento (Wetlands International 2002). Esta tendência, juntamente com o facto de se admitir que o habitat não esteja em declínio em Portugal, levou a assumir um risco de extinção da população invernante no nosso território mais reduzido, tendo descido uma categoria na adaptação à escala regional.

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Rara (BirdLife International 2004). Em Espanha, o colhereiro foi classificada como Vulnerável (VU) (Madroño et al. 2004). No entanto, é referida uma tendência positiva  para Espanha (le Court et al. 2003) o que leva a admitir para a população nidificante desta espécie um risco de extinção em Portugal mais reduzido, tendo-se descido uma categoria na adaptação regional.

Habitat
Os locais de invernada e de passagem são normalmente marinhos, encontrando-se confinados a estuários, lagoas, zonas costeiras baixas e abrigadas e, por vezes, barragens.

As colónias nidificantes estão presentes na orla costeira, estuários, rias, salinas, cursos de água, pauis, açudes, com elevado grau de segurança face à perturbação e à predação.

Evita águas estagnadas ou turbulentas, com densa vegetação, quer esteja submersa, a flutuar ou emergente.

Factores de Ameaça
A conservação desta espécie é ameaçada sobretudo pela drenagem de zonas húmidas naturais ou artificiais e pelo corte de árvores ao longo da margem dos rios, lagoas e albufeiras, que resultam em perda e degradação quer do habitat de alimentação como dos locais de nidificação.

O turismo e a prática de desportos aquáticos nas proximidades das margens onde se situam os seus locais de nidificação tem afectado particularmente esta espécie, devido à sua pouca tolerância relativamente à presença humana.

Poluição da água, por efluentes domésticos, industriais e agrícolas constitui também uma ameaça a esta espécie. A utilização de adubos, pesticidas e herbicidas nas zonas de alimentação, resulta em contaminação dos recursos alimentares.

Medidas de Conservação
A preservação do colhereiro exige a manutenção e incremento de áreas de habitat de suporte potencial para a sua nidificação em bom estado de conservação. Importa também assegurar as condições adequadas nos habitats de alimentação, nomeadamente através do controlo e tratamento eficaz das descargas de efluentes.

Deve ainda ser minimizada a perturbação nos locais de nidificação.

A monitorização dos seus efectivos nidificantes é fundamental.

in Livro Vermelho dos Vertebrados


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Edição Fotográfica – Edição Geral

O painel do histórico do Lightroom,
no Módulo “Develop” (Revelar).
Em 1932, um grupo de jovens fotógrafos, incluindo Ansel Adams e Edward Weston, intitulado de f/64 defendeu a fotografia sem manipulação, em oposição à fotografia fortemente editada, tão em voga na época. O movimento cresceu e quando Edward Steiglitz publicou, na sua revista – Camera Work, o trabalho de Paul Strand, um fotógrafo adepto deste género de fotografia, escreveu: “…O trabalho é brutalmente directo. Desprovido de subterfúgio, desprovido de truques e de quaisquer “ismos”; desprovido de qualquer tentativa de iludir um público ignorante, incluindo os próprios fotógrafos. Estes fotógrafos são a própria expressão dos dias de hoje…” Este movimento ficou conhecido como “fotografia pura” (straight photography) e ainda hoje persistem ecos dos argumentos que gerou. Os pictorialistas de hoje são aqueles que usam o Photoshop para manipular as suas imagens de tal modo, que estas saem do campo da fotografia, entrando no reino das artes gráficas.

Existe uma indústria criada por estas pessoas, que oferece a revistas, páginas da Web, workshops, convenções, vídeos e livros, a conversão a técnicas obscuras de edição de imagem. Para muitos destes gurus, o conteúdo de uma imagem é menos importante que a sua manipulação. Passam tanto tempo a manipular as imagens que já têm, que quase deixam de capturar novas imagens. É útil compreender estes argumentos, porque o Aperture e o Lightroom são realmente ferramentas de fotografia pura, que o ajudam a colocá-la no seu contexto histórico. A expressão “fotografia pura” não quer dizer que não se possa tentar melhorar o aspecto de uma imagem. Na verdade, é raro existir uma fotografia digital que não precise de alguns ajustes. No entanto, o Photoshop tornou-se tão complexo, e tem tantas funcionalidades ligadas às artes gráficas, que houve uma abertura para a criação de programas que fossem ao mesmo tempo mais simples e mais “fotográficos” na sua filosofia. Os amadores avançados necessitaram de um programa mais intuitivo e fácil de aprender. Os profissionais necessitaram de um programa que lhes permitisse trabalhar mais eficientemente, especialmente ao lidar com um grande número de imagens. Assim nasceram o Aperture e o Lightroom, programas que enfatizam os procedimentos de edição global, que afectam toda a imagem.

Um aspecto interessante do Lightroom e do Aperture, é que quaisquer alterações feitas à imagem não modificam os píxeis originais, para que seja possível desfazer qualquer edição em qualquer altura. Este tipo de edição não-destrutiva é conseguida através do armazenamento das alterações na base de dados, em conjunto com a própria imagem. Quando uma imagem é aberta no Lightroom, este usa essa lista armazenada para reaplicar as alterações, para que estas sejam usadas quando exibe, imprime ou exporta a imagem. Basicamente, estes programas tratam as imagens como negativos digitais, e preservam-nos como tal. Sempre que pretender voltar a imagem à sua forma original, basta escolher a opção “Zero’d” no painel de predefinições do Lightroom.

O Lightroom e o Aperure foram projectados para fazer com que o trabalho com imagens RAW seja tão simples quanto com imagens JPEG. É possível mostrar, redimensionar, ajustar, adicionar palavras-chave, imprimir, e criar layouts de páginas Web, usando ambos os formatos, sem conversões intermédias. Ambos os programas permitem também trabalhar da mesma forma com outros formatos de imagem, incluindo TIFF e formato nativo do Photoshop, o PSD.

A anatomia do Lightroom.
Quando abrir o Lightroom, vai reparar que este é dividido em secções.

1. O menu do topo do ecrã dá acesso a vários comandos. Os comandos mudam consoante os módulos escolhidos.
 
2. O seleccionador de módulos na parte superior direita do ecrã, é onde se seleccionam as várias opções – A opção Library (Biblioteca) serve para para importar, organizar e escolher imagens para editar, a opção Develop (Revelar), para realizar ajustes nas imagens, a opção Slideshow para criar apresentações para visualizar no ecrã ou exportar para PDF, a opção Print (Imprimir) para ajustar as definições de impressão, e a opção Web, para criar galerias em Flash ou HTML. No lado esquerdo do ecrã, aparece uma placa de identificação e um monitor de progresso.
 
3. A área de visualização de imagens no centro do ecrã é onde são exibidas as imagens seleccionadas em todos os módulos.
 
4. Os painéis à esquerda e à direita da área de visualização de imagens, contêm ferramentas, layouts, e informações usadas no trabalho com imagens. Os painéis disponíveis mudam consoante os módulos escolhidos, para que tenha sempre acesso apenas às ferramentas necessárias à realização da tarefa em curso. Na maioria das situações, os painéis à esquerda mostram os conteúdos e os navegadores de predefinições, enquanto que os painéis à direita mostram as ferramentas necessárias à realização da tarefa em curso. É possível esconder ou expandir um painel, clicando no seu cabeçalho.
 
Arrastar o ponteiro das miniaturas (thumbnails),
na grelha de visualização, ajusta o tamanho das
imagens.
5. A barra de ferramentas tem botões onde pode clicar para aceder a diferentes funções, em diferentes módulos. Pode exibir e ocultar esta barra de ferramentas, usando a tecla T. Ao clicar na seta que aparece na parte direita desta barra de ferramentas, nos Módulos Library (Biblioteca) e Develop (Revelar), pode especificar quais ou botões a exibir.
 
Para exibir imagens para comparação,
na vista geral, deve-se clicar nas imagens
e premir a tecla Ctrl em simultâneo.
6. A tira de negativos no fundo do ecrã mostra as fotos contidas numa determinada pasta, colecções, colecções rápidas, ou conjunto de palavras- chave, mantendo-se no mesmo lugar, mesmo quando muda de módulo. A única forma de mudar as imagens mostradas é voltar à Biblioteca (Library).


Ícones usados para mudar a área de
conteúdos para grelha, lupa, vista geral
e comparação de imagens.
O Módulo Library
Na primeira vez que usar o Lightroom, deverá abrir a Biblioteca e importar fotografias das drives do seu sistema, ou directamente de uma câmara ou cartão de memória. Tem a opção de deixar as imagens guardadas no mesmo local (o que deverá fazer, quando importa fotografias de pastas guardadas no seu sistema), ou de as mover para uma pasta específica.

A grelha de visualização ou área da imagem, tem quatro módulos, que são acedidos através dos botões da barra de ferramentas (em baixo): grelha para as miniaturas, lupa para ampliar a imagem e comparar duas imagens lado a lado, e vista geral para comparar uma fotografia com um qualquer número de outras imagens. Na grelha de visualização, as miniaturas podem ser reguladas para vários tamanhos. Para comparar duas ou mais imagens na grelha, pode clicar sobre as suas miniaturas e premir a tecla Ctrl em simultâneo.
Módulos nos painéis à esquerda (em cima)
e à direita (em baixo) do ecrã.

A barra de ferramentas no Módulo Library (Biblioteca) apresenta botões que mudam a visualização na área dos conteúdos, estrelas para classificar as imagens, marcadores de selecção e rejeição, e botões de rotação de imagens.

Navegador de metadados.
Usar o histograma é uma boa forma de
localizar os pontos brancos, ou negros
de uma fotografia.
Botões do painel Navigator (Navegador) que
permitem escolher o tamanho de visualização
da imagem que está a ser editada.
As ferramentas Red-eye (olho vermelho) e
remove spots (remover manchas) são as
únicas ferramentas de edição local do
Lightroom. Todas as outras são ferramentas
de edição global.
  • Os botões de filmstrip acima das miniaturas mudam a vista na área dos conteúdos, navegam entre as imagens e accionam filtros para estrelas, marcadores e cores. As fotografias que não vão de encontro dos critérios escolhidos, são filtradas e não são mostradas.
  • O painel Navigator (Navegador) permite percorrer as imagens ampliadas.
  • O painel Library (Biblioteca) permite especificar se todas as imagens estão listadas, ou apenas as que pertencem à colecção rápida ou à importação anteriores.
  • No painel Find (Encontrar), é possível pesquisar fotografias, usando texto ou data como critérios de procura.
  • As fotografias importadas são listadas no painel Folders (Pastas).
  • O painel Collections (Colecções) permite agrupar fotografias relacionadas entre si, para um projecto.
  • O painel Keyword Tags (Etiquetas com palavras-passe) é onde selecciona as palavras-chave que atribuiu às imagens, de forma a serem mostradas apenas as fotografias com uma palavra-passe comum.
  • O painel Metadata Browser (Navegador de Metadados) permite encontrar facilmente imagens com metadados condizentes, tais como a câmara usada.
  • O painel Histogram (Histograma) mostra a distribuição de tons da imagem seleccionada e alguns dos parâmetros de câmara usados. É possível ajustar a gama tonal através dos ponteiros ou arrastando o próprio histograma.
  • O painel Quick Develop (Revelação Rápida) permite ajustar as imagens. As escolhas possíveis são descritas na secção sobre “O Módulo Develop (Revelar)”.
  • O painel Keywording (Atribuir paravras-chave) permite atribuir palavras- chave a fotografias seleccionadas.
  • O painel Metadata (Metadados) mostra os dados Exif e IPTC da imagem seleccionada e permite também adicionar-lhe metadados IPTC.
Painel Basic do Lightroom,
no Módulo Develop
(revelar).
O Módulo Develop (Revelar)
Para uma abordagem completa de todas as características do Lightroom, é necessário um livro dedicado apenas a este programa. No entanto, aqui abordaremos os procedimentos que aparecem na lista da secção de edição básica do Lightroom - os procedimentos em que todos os fotógrafos pensam para quase todas as imagens.
  • O painel Navigator (Navegador) permite especificar o tamanho da imagem e percorrer toda a área das fotografias de dimensões superiores às do ecrã.
  • O painel Presets mostra parâmetros armazenados que podem ser aplicados às imagens. É possível criar e salvar as suas próprias predefinições e estas são adicionados à lista de predifinições existentes.
  • O painel Snapshots (Instantâneos) permite nomear e guardar uma fotografia em qualquer altura do processo de edição, para que possa voltar mais tarde a esse ponto, clicando no nome que lhe atribuiu.
Tanto os presets que vêm com o
Lightroom, como os que são
posteriormente criados podem ser
aplicados a todas as imagem,
com um simples clique.
  • O painel History (Histórico) regista as alterações feitas às imagens, para que estas possam ser desfeitas mais tarde.
  • O painel Histogram (Histograma) mostra a distribuição de tons na imagem.
  • O painel Basic (Básico) contém ponteiros que podem ser usados para ajustar as cores e outras características das imagens (Esta secção é abordada em detalhe mais à frente)
  • O painel Tone Curve (Curva de tons) permite ajustar os tons de uma imagem: das altas luzes às sombras.
  • O painel HSL/ Color/ Grayscale (Matiz, brilho, saturação/ cor/ escala de cinzas) permite ajustar o matiz, brilho, saturação, as cores, e a escala de cinzas.
O selector de balanços de brancos
do Lightroom mostra as cores
dos píxeis para os quais aponta.


  • O painel Split Toning (separar tons) permite ajustar independentemente o matiz e a saturação nas altas luzes e nas sombras.
  • A opção Detail (detalhe) tem controlos para dar nitidez, suavizar e remover ruído de uma imagem.
  • A opção Lens Correction (correcção da objectiva) reduz os efeitos de franja e controla a vinhetagem.
  • A opção Camera Calibration (calibração da câmara) permite calibrar a sua câmara se verificar que o perfil genérico do Lightroom não vai de encontro às suas necessidades.

  • Revelar Imagens (Developing Images)
    A maior parte das alterações que realiza numa imagem é feita usando a secção Basic no Módulo Develop (revelar), portanto vale a pena abordá-lo com mais pormenor. Aqui estão descritas as funções de cada controlo.
    • Color/Grayscale (cor/ escala de cinzas) converte as fotografias seleccionadas para escala de cinzas, e de novo para cores.
    • A ferramenta White balance (balanço de brancos) é um selector (ícone conta-gotas) que permite seleccionar um píxel de tom neutro, para corrigir cambiantes de cor em toda a imagem. À medida que passa o ícone pela imagem, os píxeis que estão em baixo e à volta do selector, são ampliados e os valores RGB do píxel central são exibidos, para que possa escolher um píxel de tom neutro.
    Modelos de galerias
    Web. São ordenados
    alfabeticamente, e
    quando selecciona um
    modelo no menu, é
    mostrada uma
    pré‑vizualização.
    • As opções White balance (balanço de brancos), Temp (temperatura de cor) e Tint (tonalidade) permitem ajustar as cores de forma a que as áreas brancas ou cinzentas não tenham uma dominante de cor. A opção Temp (temperatura de cor) ajusta as cores entre amarelo e azul, e a opção Tint (tonalidade) entre verde e magenta. O menu drop-down da opção White balance (balanço de brancos) permite a escolha entre uma selecção de várias predefinições padronizadas de balanços de brancos. A predefinição que aparece por defeito designa-se por As Shot (como o original).
    • O botão Auto ajusta automaticamente os ponteiros para maximizar a gama tonal e minimizar a perda de informação nas altas luzes e sombras da imagem.
    • A opção Exposure (exposição) ajusta a gama tonal ou contraste da imagem, alterando o ponto branco, de forma a iluminar ou escurecer uma imagem. O ponto branco é onde os tons atingem o branco puro, sem informação (255). Ao ajustar a exposição, observe o histograma.
    • A opção Recovery (recuperar) permite recuperar a informação perdida nas altas luzes sem escurecer o resto da imagem.
    • A opção Fill light (luz de enchimento) permite iluminar apenas as áreas de sombra, sem afectar o resto da imagem.
    • A opção Blacks (negros) permite ajustar a gama tonal, alterando o ponto negro, de forma a iluminar ou escurecer a imagem. O ponto negro é onde os tons atingem o negro puro, sem informação (0). Ao ajustar os negros, observe o histograma.
    • A opção Brightness (luminosidade) ajusta os meio-tons (por vezes designados por gamma) para iluminar ou escurecer toda a imagem sem afectar os tons brancos e negros e os seus detalhes. O ponteiro desta opção tem, por defeito, um valor de +50.
    • A opção Constrast (contraste) permite ajustar simultaneamente os pontos branco e negro para aumentar o contraste da imagem.
    • A opção Vibrance (vibração) permite ajustar a saturação das cores primárias, não afectando os tons de pele e outras tonalidades secundárias. Isto permite fortalecer a saturação sem alterações irrealistas do matiz.A opção Saturation (saturação) permite ajustar a saturação de todas as cores da imagem.
    Os botões Sync (sincronizar) permitem copiar
    alterações feitas a uma imagem ou os
    seus metadados, para outras imagens.
    Outros Módulos
    Além dos módulos Library (biblioteca) e Develop (revelar) abordados anteriormente, o Lightroom dispõe de outros módulos dedicados à produção de imagens em vários formatos,
    • A opção Slideshow permite criar apresentações para visualizar no ecrã, ou exportar para PDF.
    • A opção Print (imprimir) permite criar disposições de imagens seleccionadas, e imprimi-las.
    • A opção Web permite criar galerias HTML ou Flash, utilizando modelos fornecidos com o Lightroom.
    Exportar
    Quando edita imagens no Lightroom, as suas alterações não as afectam permanentemente. No entanto, essas alterações tornam-se permanentes em versões exportadas da imagem. Quando exporta imagens existem várias opções.


    quinta-feira, 10 de abril de 2014

    VFS


    O Linux é provavelmente o sistema Operativo que suporta um maior número de sistemas de arquivos diferentes. Além do EXT2, EXT, Minix e Xia, são suportados os sistemas FAT 16 e FAT 32 do Windows, o HPFS do OS/2 além de vários outros sistemas como o proc, smb, ncp, iso9660, sysv, affs e ufs.

    O segredo para toda esta versatilidade é o uso do VFS ou “Virtual Filesystem”, um divisor de águas entre o sistema de arquivos e o Kernel e programas. A função do VFS é assumir toda a parte administrativa, traduzindo via software, todos os detalhes e estruturas do sistema de arquivos e entregando apenas os dados ao Kernel, que por sua vez, os entrega aos programas.

    Graças ao VFS, o Linux pode funcionar em qualquer um dos sistemas de arquivos suportados. É por isso que existem várias distribuições do Linux que podem ser instaladas em partições FAT 16 ou FAT 32 (como o Winlinux, que pode ser instalado numa pasta da partição Windows) e até mesmo inicializar directo do CD-ROM, sem a necessidade de instalar o sistema (neste caso, apenas para fins educativos ou para experimentar o sistema, já que não é possível gravar arquivos, entre várias outras limitações).

    Mas claro, também existem várias desvantagens. Ao ser instalado numa partição FAT 32, o Linux ficará muito mais lento, pois o VFS terá que emular muitas estruturas que não existem neste sistema.

    in Manual de Hardware Completo
    de Carlos E Marimoto


    quarta-feira, 9 de abril de 2014

    Froissartage - Ferramentas

    As ferramentas a utilizar no Froissartage são:
     
    Machada - A canadiana é a mais prática: aço de qualidade, forma ideal, fio impecável, cabo resistente e elástico, bem alinhado, bem adaptado à forma da mão, no conjunto bem equilibrada.

    Serra - É o instrumento mais eficaz para o trabalho do Froissartage. As serras de tubo metálico com lâmina sueca, são as melhores. Para diâmetros inferiores a 10 cm, um serrote para madeira verde, com os dentes espaçados, é o que basta.

    Duplo Metro - Dobrável ou de enrolar. Quantas construções ficariam mais perfeitas se se utiliza-se o metro para medir e marcar cada peça.

    Trados ou arcos de pua - com um conjunto de brocas para madeira de vários diâmetros (15, 20 e 25 mm). O orifício que receberá uma cavilha ou espiga não deve ter um diâmetro superior a 1/3 da largura da peça para não comprometer a sua solidez.

    Plaina de tanoeiro - indispensável para talhar as espias e as cavilhas. 

    Pedra de afiar - para afiar as lâminas da machada, serra e plaina.

    Maço - de madeira, tão seca e dura quanto possível, bem encabado e chafrado (arestas cortadas) para evitar que rache.

    Navalha - ou canivete suiço. 

    Grosa - útil para fazer o acabamento de algumas peças.
     
    Formão e goiva - a lâmina do formão é direita enquanto a goiva é redonda (para fazer orifícios em esculturas ou outros objectos). O formão é indespensável nas sambladuras.

    Bancadas de trabalho - são outras ferramentas que tu próprio poderás construir.


    terça-feira, 8 de abril de 2014

    Podiceps nigricollis, Cagarraz, Mergulhão-de-pescoço-preto

    Taxonomia
    Aves, Podicepediformes, Podicepedidae.

    Tipo de ocorrência
    Invernante.

    Classificação
    QUASE AMEAÇADO - NT* (D1)
    Fundamentação: Espécie com população invernante muito reduzida (entre 250 e 1.000 indivíduos maturos). No entanto, por ser um taxon visitante não reprodutor cujas condições não se estão a deteriorar nem fora nem no interior da região, o que leva a admitir um risco de extinção mais reduzido em Portugal, desceu uma categoria na adaptação à escala regional.

    Distribuição
    A subespécie nominal apresenta uma distribuição bastante alargada, ocorrendo desde Espanha até à China (Hagemeijer & Blair 1997). Contudo, a maioria da população concentra-se entre a região Central de França e o Sul da Rússia, ocorrendo nas áreas mais a norte da Europa, essencialmente entre os 45° e os 55° N.

    Existem diversos registos desta espécie em Portugal, dispersos pelo país, e com números mais significativos no estuário do Sado (Moore 1998).

    População
    Os registos publicados para esta espécie são relativamente escassos, mas estima-se que o efectivo invernante em Portugal não exceda os 1.000 indivíduos, geralmente dispersos pelo território (Moore 1998).

    As populações invernantes na Europa Ocidental apresentam-se estáveis ou em aumento (Wetlands International 2002). Esta tendência, juntamente com o facto de se admitir que o habitat não esteja em declínio em Portugal, levou a assumir um risco de extinção da população invernante no nosso território mais reduzido, tendo descido uma categoria na adaptação à escala regional. Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Não Ameaçada (BirdLife International 2004). Em Espanha, o efectivo parece manter-se estável, embora com grandes flutuações (Llimona & Mánez 2003).

    Habitat
    Durante o período de inverno, ocorre em zonas húmidas costeiras e de interior, com alguma preferência por água doce. Ocorre em albufeiras e pequenas charcas, observando-se ocasionalmente em salinas.

    Factores de Ameaça
    Não estão identificados factores de ameaça específicos para esta espécie. Estando estreitamente dependente de zonas húmidas, esta espécie é afectada por todas as intervenções que resultem na degradação da qualidade ambiental destas áreas, designadamente alterações dos níveis de água, eutrofização, contaminação por poluentes, presença de engenhos de pesca, caça entre outras.

    Medidas de Conservação
    Algumas das áreas de ocorrência integram a Rede Nacional de Áreas Protegidas, beneficiando assim da protecção atribuída a esses locais.

    in Livro Vermelho dos Vertebrados


    segunda-feira, 7 de abril de 2014

    G&P Long Breacher Shotgun - BK


    Marca: G&P
    Código do Produto: GP-SHG016
    Hop-Up: Fixo
    Peso: 3,190 kgs
    Comprimento: 935 mm
    Capacidade: 22 bb's
    Potência: 400 fps
    Fonte de Energia: Mola
    Blowback: Sim
    Modo de Tiro: Semi-automático

    Um shotgun extremamente popular, esta versão da M870 é provavelmente a shotgun com melhor aspecto que verá por uns tempos. A original é largamente usada pelas agências das forças da lei por todo o mundo. Você está olhando para uma M870 pump action calibre 6mm com Speed Stock da G&P.

    Ela vem com um punho G&P I.A. que é um punho ergonómico com várias melhorias em relação ao punho standard. A mais óbvia são as ranhuras para os dedos com padrão texturado no fundo mas menos óbvia é o aumento da massa na traseira do punho para o adaptar à sua mão e o mais espaço vertical para a mão entre os dedos polegar e indicador. Na traseira está uma coronha tubular que habitualmente encontra num sistema AR, mas que realmente serve a M870. 

    No topo está um rail de topo para se quiser adicionar uma óptica a ele. A M870 tem rails quádruplos e vem com um punho G&P Stubby para ajudar com o armar da shotgun.
    • Carregador de 22 bb's 
    • 400fps à saída da caixa
    • Corpo em metal com marcas realísticas
    • Coronha tubular
    • Construção sólida
    Esta shotgun tem um sistema de alimentação por carregador e não usa células externas.

    in