quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

RAID 6


É um padrão relativamente novo, suportado por apenas algumas controladoras. É semelhante ao RAID 5, porém usa o dobro de bits de paridade, garantindo a integridade dos dados caso até 2 dos discos rígidos falhem ao mesmo tempo. Ao usar 8 discos rígidos de 20 GB cada um em RAID 6, teremos 120 GB de dados e 40 GB de paridade.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Frase-chave-vertical

Para este código é preciso uma tabela com 2 linhas e 13 colunas, de modo a caberem as 26 letras do alfabeto.

Vamos imaginar que a frase chave é «sempre alerta». Começamos por escrever as letras da frase, seguidas, mas sem repetir nenhuma!!! Ficamos com a palavra «SEMPRALT».


A seguir juntamos outras letras do alfabeto, por ordem alfabética (desde o inicio do alfabeto), sem ficarem letras repetidas, e até perfazerem um total de 13 letras (primeira linha completa).

Ficamos assim com «SEMPRALTBCDFG».


De seguida preenchemos a linha por baixo com as restantes letras do alfabeto, respeitando as mesmas regras. No final ficamos com a tabela de codificação completa:


As letras de cima correspondem às letras de baixo e vice-versa, ou seja: S=H ; E=I ; M=J ; etc...

Exemplo: ESCUTA LEAL = IHWTO QIOQ


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Hieraaetus pennatus, Águia-calçada

Taxonomia
Aves, Accipitriformes, Accipitridae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante.
 
Classificação
QUASE-AMEAÇADA - NT*  (D1)
Fundamentação: População reduzida (entre 500-1.000 indivíduos maturos). Na adaptação à escala regional desceu uma categoria, por se admitir que a população nacional pode ser alvo de imigração significativa e não ser de esperar que a imigração das regiões vizinhas possa vir a diminuir.

Distribuição
No Paleárctico, a águia-calçada é uma espécie nidificante estival que se distribui por duas “regiões”, uma a Oeste e que compreende a França, Península Ibérica e noroeste de África, e outra a Leste que se estende desde a Grécia e os Balcãs até ao lago Baikal, e ainda a norte do subcontinente indiano, passando pelo Cáucaso e Ásia Menor (del Hoyo et al. 1994). A quase totalidade das suas populações são migradoras, deslocando-se no Inverno para o subcontinente indiano e para a África Tropical, numa faixa que vai desde o Senegal ao Sudão e Etiópia e que se prolonga depois até à África do Sul (del Hoyo et al. 1994, Hagemeijer & Blair 1997). A espécie é sedentária nas ilhas Baleares (Muntaner 1981), no norte da Índia e, ainda, na África do Sul e Namíbia (Brooke et al. 1980, Brown 1985, del Hoyo et  al. 1994, Cramp 1998).

Em Portugal está ausente em grande parte das regiões Centro e Norte do país e no Algarve. Ocorre regularmente em Trás-os-Montes, Beiras interiores e no Alentejo, apresentando uma distribuição contínua nos distritos de Évora, Portalegre, Setúbal, Santarém, Castelo-Branco e Guarda (Palma et al. 1999a, ICN dados não publicados).

População
Palma et al. (1999a) estimaram a população portuguesa em 250-350 casais, considerando-a estável. A sul do Tejo, no Alto Alentejo, onde predominam os montados de sobro Quercus suber densos, a espécie atinge as suas mais elevadas densidades – 19-25 casais/100 km2 (Onofre  et  al. 1999) ou 8-10 casais em 35 km2 (grosso modo 23-28 casais/100 km2) (Miravent 2001).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Rara, provisoriamente (BirdLife International 2004). Em Espanha a águia-calçada é classificada como Pouco Preocupante (LC) (Madroño et al. 2004), possuindo populações abundantes, estáveis ou mesmo em expansão nalgumas regiões (Muñoz & Blas 2003).

Habitat
É uma espécie tipicamente florestal, com nidificação arborícola. Em Portugal, o seu habitat por excelência é o montado de sobro denso ou relativamente denso, associado ou não a pinheiros Pinus spp. dispersos ou em manchas (Onofre et al. 1986a). Ocorre também em montados de azinho Q. rotundifolia relativamente densos, de preferência também com pinheiros ou sobreiros à mistura, e ainda em áreas com mais elevada preponderância de pinhais mansos P. pinea ou bravos P. pinaster. A norte do Tejo, nas regiões serranas e planálticas do Leste, utiliza principalmente os pinhais bravos para nidificar, embora esporadicamente possa recorrer a matas ripícolas. Caça perfeitamente dentro dos próprios montados ou dos pinhais mansos mais abertos, mas faz uso também dos terrenos agrícolas, pastagens e matos, os quais, nas zonas serranas são o habitat praticamente exclusivo de caça (Onofre N dados não publicados).

Factores de Ameaça
De entre as ameaças a esta espécie contam-se as alterações de habitat, provocadas pelos incêndios no Centro e Norte do país, que destroem o seu biótopo de nidificação e tendem a favorecer a fragmentação das populações.

No Sul, as ameaças resultantes da alteração ou perturbação do habitat não assumirão gravidade comparável, mas interferem sem dúvida na desestabilização (abandono ou deslocação de territórios), e na produtividade de alguns casais. De entre os factores conhecidos mais importantes no Sul, contam-se (Onofre N dados não publicados): o corte de pinheiros de grandes dimensões, pelos quais a espécie mostra preferência para construir o ninho; as podas, principalmente as pesadas arreias, que frequentemente se efectuam em grandes extensões de montado; a arborização com eucalipto de terrenos abertos (vales e outras terras de agricultura marginal, matos); as acções de adensamento excessivo de montados, que limitam o habitat de caça potencial; a pilhagem de ninhos durante as tiragens de cortiça ou apanha de pinhas, que localmente poderão afectar a produtividade das populações; a perseguição através do abate directo a tiro (e.g. por caçadores isolados ou por guardas de caça em zonas de regime cinegético especial).

Outras causas de mortalidade ou de diminuição da produtividade por vezes assinaladas (cf. Muñoz & Blas 2003) são a colisão ou electrocussão em linhas de média tensão e a acumulação de metais pesados, pesticidas organoclorados ou organofosforados, entre outros. Contudo, nas populações estudadas do Alto Alentejo (cf. Onofre  et al. 1999), não foi observada uma incidência significativa destes factores (Onofre N dados não publicados).

A nível nacional desconhece-se a gravidade resultante da morbilidade ou mortalidade de juvenis devido a Tricomoníase ou Candidíase, uma vez que é uma espécie que captura pombo doméstico. No entanto, nas populações do Alto Alentejo já mencionadas, a incidência destas doenças não é significativa, apesar de as suas dietas incluírem percentagens significativas de pombo (principalmente pombo-correio) (Onofre N dados não publicados).

Medidas de Conservação
As medidas de conservação para esta espécie prendem-se com a conservação do habitat, que no caso do montado de sobro parece garantido no médio-longo prazo. Contudo, quer para esta quer para as restantes aves de rapina que nele habitam, impõe-se que sejam seguidas algumas regras de conservação de habitat, nomeadamente: i) gestão correcta das podas (tanto na intensidade como na extensão e ordenamento no espaço); ii) condicionamento das plantações florestais de elevada densidade, e.g. de eucalipto ou pinheiro,  nas  clareiras  existentes  no  seio  de  áreas  de  montado  ou  a  ele  adjacentes (incluindo em particular os vales e linhas de água); iii) recomendação de limites máximos de densidade de plantação nas acções de beneficiação ou arborização de montados, com sobreiro, azinheira ou pinheiro.

Esta espécie beneficiaria ainda do incentivo e generalização do recurso às Medidas Agro-Ambientais para apoio à manutenção e recuperação de sistemas de agricultura e ovinicultura tradicionais e também do reordenamento da floresta portuguesa de modo a promover espaços florestais diversificados, tanto ao nível dos cobertos arbóreos como de outros, e a prevenir a ocorrência dos grandes incêndios florestais. Adicionalmente, com vista à conservação do habitat das aves de rapina florestais e de outros valores naturais, deviam ser incluídas medidas específicas nos manuais de boas práticas florestais.

A sua conservação requer ainda o desenvolvimento de campanhas de sensibilização para a conservação das aves de rapina e do seu habitat, junto a proprietários rurais, agricultores, pastores, caçadores, guardas e gestores de caça e público em geral e o reforço da vigilância e aplicação da lei mais efectivas relativamente às infracções e crimes contra a natureza e as aves de rapina em particular.

Importa realizar estudos de biologia e ecologia de populações de outras regiões do país e, à semelhança das restantes espécies de rapinas florestais, deverão ser realizados censos ou programas de monitorização.

Notas
A águia-calçada é também uma migradora de passagem em Portugal, sendo notórios tais movimentos na zona de Sagres em particular, durante o Outono, onde representa entre 30 a 40% do total de aves planadores que por ali passa (Tomé et al. 1998).

Durante o Inverno verifica-se a ocorrência regular de um número reduzido de águias-calçadas no nosso país, sobretudo junto à faixa litoral, suspeitando-se de uma presença permanente nalguns locais ou mesmo de uma pequena população invernante (Rufino 1989, Costa 1994 e 1998c).

in Livro Vermelho dos Vertebrados


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

ICS CXP16 L Metal AEG


Marca: ICS
Código do Produto: ICS-238
Hop-Up: Ajustável
Peso: 3,500 kgs
Comprimento: 750 mm
Capacidade: 450 bb's
Potência: 390 fps
Tamanho da Bateria: 7.4 Lipo Tamiya
Modo de Tiro: Semi-automático, automático

A ICS CXP16 L Metal AEG vem em preto e tan e é na realidade uma AR com muito estilo. Parece ser uma mistura das plataformas SIG e AR e trabalha muito bem porque não é suficientemente pesada para cansar o utilizador num jogo longo.

A maior parte dela é composta por metal porque o punho ergonómico e a coronha tubular são feitos em plástico. Nela um sistema de rail quádruplo com um aspecto bastante único onde se pode se louco com acessórios dado existirem tantas opções disponíveis. Ela vem com um silenciador QD que realmente melhora o seu aspecto.


O que vai encontrar de momento nos rails são miras ajustáveis de combate dianteiras e traseiras. Ela também traz um punho dianteiro que se estende num bípede com a pressão de um botão. O carregador de alta capacidade de 450 bb's que traz é mais do que suficiente para o levar a alguns jogos sozinho e permite espaço para uma bateria 7.4 lipo com um conector tamiya na traseira de coronha.

O ferrolho é parecido e muito bem construído com uma aspecto muito realístico. Quando puxa a alavanca de carga para trás, o hop up é revelado e pode ajustá-lo. A potência é decente com cerca de 390 no entanto isso é um pouco extremo para cenários CQB pelo que sugerimos que a use no exterior.



in




sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A Nitidez Não é Tudo

As suas fotos nem sempre têm de ser nítidas para serem eficazes. Em muitos caso, o melhor é ter uma área da imagem mais nítida que as outras. A sua fotografia pode ter vários tipos de nitidez e desfoco. O primeiro está relacionado com a forma como o movimento é transmitido e é determinado por factores como a sensibilidade do sensor da imagem, a luminosidade geral da cena, a distância focal da objectiva, bem como a velocidade, direcção e distância a que está o assunto. Um outro tipo está relacionado com profundidade de campo, que define que quantidade da imagem, desde o primeiro plano até ao plano de fundo, ficará focada. Mesmo que esteja a fotografar uma cena estática, parte da imagem pode não ficar nítida se não tiver profundidade de campo suficiente. No entanto, uma profundidade de campo limitada pode fazer com que um fundo confuso se torne menos distractivo, colocando-o fora de foco.

Numa cena, o movimento pode ser arrastado ou desfocado
dependendo da velocidade do obturador, entre outros factores.
A falta de nitidez pode ser utilizada criativamente para dar
expressão ao movimento, como nesta foto de uma queda de água,
no Yosemite National Park.

Uma profundidade de campo reduzida permite chamar a atenção do observador para o assunto
em primeiro plano, mantendo o fundo pouco definido.








quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

RAID 5

Diagrama da configuração do RAID 5 com paridade distribuída
com cada cor representando o grupo de blocos no respectivo
bloco de paridade (uma listra). Este diagrama apresenta
um algoritmo assimétrico à esquerda

É mais um sistema que baseia-se no uso de paridade para garantir a integridade dos dados caso um disco rígido falhe. A diferença sobre o RAID 3 é que ao invés de dedicar um disco rígido a esta tarefa, os dados de correção são espalhados entre os discos. A vantagem sobre o RAID 3 é alcançar taxas de leitura um pouco mais altas, pois será possível ler dados a partir de todos os discos rígidos simultaneamente, entretanto as gravações de dados são um pouco mais lentas.

O RAID 5 pode ser implementado com a partir de 3 discos. Apesar dos dados de paridade serem espalhados pelos discos, o espaço equivalente a um dos discos rígidos é consumido por eles. Usando 4 discos rígidos de 20 GB cada um, teremos 60 GB para dados e 20 GB para os códigos de paridade. Usando 8 discos rígidos teremos 140 GB para dados e os mesmos 20 GB para paridade, e assim por diante.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Jornal

Usa-se o recorte de um jornal, ou fotocópia de um livro, ou mesmo um texto escrito à mão. Com um alfinete, perfuram-se as letras correspondentes à mensagem, por ordem.

Texto


Exemplo: JANTAR AS FEBRAS



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Hieraaetus fasciatus, Águia-perdigueira, Águia de Bonelli


Taxonomia
Aves, Accipitriformes, Accipitridae.

Tipo de ocorrência
Residente.

Classificação
EM PERIGO -– EN (D1)
Fundamentação: Espécie com população muito reduzida (entre 50 e 250 indivíduos adultos).

Distribuição
Esta espécie ocorre nos países europeus mediterrânicos, noroeste de África, sudoeste e sudeste da Arábia, Paquistão, Índia, norte da Indochina e sul da China  e ainda nas pequenas Ilhas de Sonda (de Sumbawa a Timor) (Sibley & Monroe 1990, del Hoyo et al. 1994).

Em Portugal a águia-de-Bonelli ocorre numa porção considerável do território continental, que compreende as serras do sudoeste, parte do Alentejo, da Estremadura e das Beiras interiores e ainda Trás-os-Montes (Palma et al. 1999a; ICN dados não publicados).

Salvo nas serras do sudoeste e no Tejo e Douro internacionais, distribui-se de um modo bastante disperso na maioria da sua área (Palma et al. 1999a; ICN dados não publicados).

Nos últimos 10-15 anos houve algum declínio da sua extensão de ocorrência, tendo sido abandonados vários territórios na costa rochosa do sudoeste (Palma et al. 1999a), e nalgumas localidades de Trás-os-Montes (Fráguas 1999).

População
Em 2000 a população nacional foi estimada em 77-80 casais (Pais 2000), mas na actualidade deverá ultrapassar esse valor dado que se encontra em expansão contínua no Alentejo e nas serras do sudoeste (L Palma & MC Pais, com. pess.). Os maiores e mais densos núcleos da espécie situam-se no nordeste (Trás-os-Montes e Beira Alta) e nas serras do sudoeste (de Grândola ao Caldeirão), existindo, globalmente, cerca de 30% de casais com territórios internacionais (Palma et al. 1999b, Pais 2000).

Em 1998 a população nacional tinha sido estimada em 77-79 casais (Palma et al. 1999a), o que indica uma aparente recente estabilidade ou um muito ligeiro aumento populacional. Note-se, no entanto, que esta tendência se deve em certa medida a uma questão aritmética, pois o número de casais que desapareceu nalgumas regiões ou núcleos foi simplesmente compensado por muitos dos novos casais que se instalaram noutros núcleos. Com efeito, excepto nas serras do sudoeste e Baixo Guadiana, cujas subpopulações ou núcleos estão em expansão a uma taxa de 1-2 casais/ano (Palma et al. 1999b, L Palma, com. pess.), a restante população de águia-de-Bonelli em Portugal encontrava-se, em 1999-2001, em ligeiro declínio nas bacias do Douro, Tejo e Sado (Inácio et al. 1999a, Palma et al. 1999b, Pais 2000, Fráguas et al. 2001). Nos últimos 10-15 anos verificou-se o desaparecimento de pelo menos 15 casais, ou seja 15% da população (Palma et al. 1999a).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Em Perigo, apresentando um população muito pequena e em declínio (BirdLife International 2004).

Habitat
Tal como é característico da espécie no Paleárctico, parte da população portuguesa, principalmente a residente a norte do rio Tejo, está fixada nos vales encaixados de ribeiras e rios mais importantes, em particular nas bacias do Douro e Tejo. Nestas regiões instala os seus ninhos principalmente em escarpas e noutros afloramentos rochosos e caça nos terrenos agro-pastoris, montados de azinho e matagais das redondezas (Fráguas 1999). Contudo, no sul e nomeadamente nas serras do sudoeste, existe uma população que ocupa habitats florestais ou de matagal arborizado e que nidifica maioritariamente em árvore – grandes sobreiros e eucaliptos (Palma et al. 1999a, L Palma, com. pess). A nidificação em árvore repete-se, aliás, com bastante frequência nas planícies alentejanas e na parte sul da bacia do Tejo, por norma em cursos de água onde a espécie tem à sua disposição tanto escarpas como eucaliptos e pinheiros-bravos grandes para nidificar, rodeados por cerealicultura extensiva, pastagens, pousios, matos e montados (Inácio et al. 1999b, MC Pais, com. pess.).

Os juvenis e os adultos não reprodutores concentram-se em áreas preferenciais (áreas de assentamento) localizadas principalmente no sul de Portugal, constituídas sobretudo por cerealicultura extensiva e, em menor grau, por zonas húmidas (Pais 2000).

Factores de Ameaça
De entre as ameaças mais importantes a esta espécie contam-se a alteração ou degradação de habitat, provocadas, por um lado, por arborizações localmente desadequadas que restringem o habitat de caça e alteram o habitat de nidificação (com implicações na produtividade) ou, por outro, pelos incêndios florestais e pelo corte ou a morte (por doenças e pragas) de sobreirais e de grandes sobreiros e eucaliptos, que constituem um importante substrato de nidificação da espécie no sul do país (Palma et al. 1999a, Pais et al. 2003, L Palma & MC Pais, com. pess.).

A perturbação dos locais de nidificação, a perseguição através do abate directo, a escassez de recursos tróficos e a elevada mortalidade provocada por electrocussão em linhas de transporte de energia eléctrica são outras ameaças importantes (Inácio et al. 1999a, Palma et al. 1999b, Pais et al. 2003).

A morbilidade e a mortalidade juvenil motivada por doenças, em particular a Tricomoníase, que resulta do consumo de pombos domésticos infectados, motivam preocupação e têm especial incidência nas serras do sudoeste (Palma et al. 1999b, Pais et al. 2003).

Finalmente, tal como sugerem Inácio et al. (1999c), há a mencionar as alterações climáticas globais. Com efeito, a prosseguirem, estas poderão afectar a produtividade e distribuição desta águia, uma vez que estes autores encontraram uma associação negativa entre a probabilidade da sua ocorrência no país e a quantidade de precipitação em Fevereiro, que nalgumas regiões tem mostrado uma tendência para aumento nesse período, que é crítico para a espécie visto coincidir com o seu período de incubação.

Medidas de Conservação
As medidas de conservação para esta espécie prendem-se com (Pais et al. 2003):
  • gestão do habitat, tendo em vista a conservação dos territórios e o aumento dos recursos tróficos, através de um reordenamento e gestão ecologicamente sustentados da floresta portuguesa; a incorporação de medidas específicas no Manual de Boas Práticas Florestais, com vista à conservação do habitat desta e de outras espécies ameaçadas que habitam zonas predominantemente florestais;
  • vigilância e condicionamento de actividades e projectos que possam destruir ou degradar o habitat nas imediações dos ninhos ou causar perturbação que ponham em causa sectores da população ou mesmo casais individuais; reforço da  vigilância, aumento das penalizações e aplicação da lei mais efectiva de modo a minimizar ou erradicar o abate a tiro, a destruição e o espólio de ninhos.
  • correcção de troços de linhas de transporte de energia eléctrica e de parques eólicos em áreas sensíveis;
  • estudo da Tricomoníase e tratamento de crias infectadas;
  • monitorização regular da população e de outros parâmetros demográficos da espécie;
  • desenvolvimento de campanhas de sensibilização junto a proprietários e gestores agro-florestais e cinegéticos, bem como da restante população.
Notas
Em Sagres, durante as campanhas de observação de 1990, 1992 e 1994 foram observados anualmente entre 5-10 juvenis ou imaturos, que se pensa tratarem-se de indivíduos em dispersão, possivelmente provenientes dos casais que nidificam nas regiões vizinhas (Tomé et al. 1998).

in Livro Vermelho dos Vertebrados


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Aumentar a sensibilidade (ISO)

Normalmente muda-se o ISO através de
um disco ou do menu.
Uma forma de melhorar a nitidez em situações de pouca luz é aumentar a sensibilidade da câmara. Isto funciona em lugares como teatros e ginásios em que os assuntos estão demasiado distantes para utilizar o flash e precisa de uma velocidade de disparo rápida para eliminar o desfoco. É também um bom meio de captar imagens sem flash em concertos ou museus, em que a sua utilização não é permitida.

A sensibilidade normalmente é especificada como parâmetros ISO, tal como acontecia com a velocidade da película. (ISO é uma definição standard da International Standards Organization que designou as velocidade das películas. Não há nenhum standard para as câmaras digitais, mas a sensibilidade do sensor à luz é definida como um ISO equivalente. Aumentar a sensibilidade da câmara ou o ISO significa que é
Há filmes de várias sensibilidades
ISO, como este de ISO 100 e
800, da Samsung.
preciso menos luz para captar correctamente uma imagem, por isso, pode utilizar uma velocidade do obturador mais rápida para congelar a acção ou reduzir o desfoco provocado pelas oscilações da câmara. A sensibilidade de uma câmara pode ir de 50 a 6400, uma gama de 8 incrementos (stops), mas a maioria oferece escala de definições menor. O preço a pagar por utilização das sensibilidades mais altas - é o aparecimento de ruído – píxels de cores aleatórias espalhados pelas áreas mais escuras da imagem. Quanto mais aumenta a sensibilidade, maior é a probabilidade de aparecer ruído. Isso acontece porque o aumento do ISO nas câmaras digitais é feito através da amplificação dos sinais captados pelos fotodíodos do sensor – semelhante a aumentar o volume do rádio. Desta forma, a luz fraca pode tornar-se mais luminosa mas, infelizmente, amplificar a imagem também aumenta o ruído.

Muitas câmaras têm um ou mais modos de redução do ruído, concebidos para diminuir ou eliminar o ruído causado por sensibilidades ISO altas ou exposições longas. Algumas permite-lhe ligar esses modos ou defini-los para Automático para que sejam aplicados apenas a imagens que precisem.

Esta foto foi captada do topo do Empire State Building, sem um tripé. Para que
isso fosse possível, o ISO foi aumentado até que fosse possível utilizar a
velocidade do obturador mais rápida. Na imagem original há muito ruído visível,
sobretudo nas áreas mais escuras.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

RAID 4


Este modo é parecido com o RAID 3, novamente um dos discos é dedicado à tarefa de armazenar os códigos de paridade, mas a forma como os dados são gravados nos demais discos é diferente.

No RAID 3 os dados são divididos, sendo cada fragmento salvo em um disco diferente. Isto permite ganhar velocidade tanto na gravação quanto na leitura dos dados.

No RAID 4 os dados são divididos em blocos, pedaços bem maiores do que no RAID 3. Com isto, é possível ler vários arquivos ao mesmo tempo, o que é útil em algumas aplicações, porém o processo de gravação é bem mais lento que no RAID 3. O RAID 4 apresenta um bom desempenho em aplicações onde seja preciso ler uma grande quantidade de arquivos pequenos. No RAID 4 o tempo de reconstrução dos dados caso um dos discos rígidos falhe é bem maior do que no RAID 3.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Alfabeto numeral

Cada letra do alfabeto corresponde a um número. Para identificar o código é preciso dar a chave.

Se, por exemplo, a chave do código for 12, podemos fazer uma tabela de conversão:


Exemplo: ALERTA = 12 23 16 29 31 12



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Haematopus ostralegus, Ostraceiro


Taxonomia
Aves, Charadriiformes, Haematopodidae.
 
Tipo de ocorrência
Invernante.
 
Classificação
População invernante: QUASE AMEAÇADO - NT* (D1)
Fundamentação: Espécie com população reduzida (admitindo-se que seja inferior a 1.000 indivíduos maturos). No entanto, por ser um taxon visitante não reprodutor cujas condições não se estão a deteriorar nem fora nem no interior da região, o que leva a admitir um risco de extinção mais reduzido em Portugal, desceu uma categoria na adaptação à escala regional.

Distribuição
Nidifica na Europa e Ásia oriental. A subespécie que ocorre em Portugal nidifica na Islândia, Ilhas Britânicas, Escandinávia, Europa ocidental e Mediterrâneo até á Turquia.

Inverna no Oeste da Europa e África (del Hoyo et al. 1996).

Em Portugal continental está presente ao longo da faixa litoral (Farinha & Costa 1999).

População
Nas zonas estuarinas esta espécie tem sido monitorizada desde a década de 1970. Na última década, a sua abundância tem oscilado entre 500 e 1.500 indivíduos; a análise destes censos até 2000, permitiu verificar que a abundância da população tem permanecido estável (Sousa 2002b).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Não Ameaçada, embora ainda provisoriamente; com efeito, na Holanda a população nidificante sofreu declínio moderado entre 1990-2000 (BirdLife International 2004). As populações invernantes na Europa Ocidental apresentam-se em aumento (Wetlands International 2002). Esta tendência, juntamente com o facto de se admitir que o habitat não esteja em declínio em Portugal, levou a assumir um risco de extinção da população invernante no nosso território mais reduzido, tendo descido uma categoria na adaptação à escala regional.

Habitat
Zonas húmidas costeiras, nomeadamente estuários (salinas, zonas entre-marés) e zonas húmidas de interior (lagoas). Pode ocorrer também na orla costeira, em praias.

Factores de Ameaça
Perda ou degradação de habitat (por acção do Homem), nomeadamente abandono ou degradação de salinas, a transformação de salinas em aquacultura marinhas e a destruição ou degradação das zonas entre-marés.

Medidas de Conservação
A maior parte das áreas estuarinas utilizadas por esta população durante o inverno estão incluídas em áreas com estatuto legal de protecção (Reservas Naturais, Zonas de Protecção Especial, Sítio Ramsar). Várias outras zonas foram recentemente designadas como Zonas Importantes para as Aves (Costa et al. 2003). No entanto, é necessário uma monitorização mais eficaz, de modo a obter estimativas mais fiáveis da sua abundância.

Notas
Em Portugal continental a espécie ocorre também como migrador de passagem. Embora ainda haja registos de nidificação em finais da década de 30 (Coverley 1939) não existem registos posteriores de reprodução em Portugal, sendo considerado actualmente extinto como nidificante.

in Livro Vermelho dos Vertebrados