segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Princípios do Gás Blowback (GBB)

Todos nós vimos os jogos de tiro nas arcades, onde se usam pistolas ligadas à máquina para atingir zombies que nos atacam incansavelmente. Disparando fora do ecrã carrega-se a pistola e durante o jogo pode-se verificar que a culatra tem uma espécie de movimento "blowback". Quase imperceptível.

No airsoft, o mais alto nível de realismo é encontrado nos modelos operados a gás com blowback (GBB). Estas são principalmente pistolas, mas existem armas longas disponíveis com blowback também. Não é só o nível de detalhe e peso que está a um nível completamente diferente, mas elas operam como as reais também! Mas como isso acontece e pode fazê-lo acontecer ainda melhor?
Posição inicial. Quando o gatilho é premido, a BB é disparada e a culatra começa a mover-se para trás. A pistola vai “abanar” um pouco.
UMA PEQUENA HISTÓRIA DO RECUO!

O primeiro sistema GBB pode seguido até Tanio Kobayashi (de Tanio Koba), uma grande figura no desenho de modelos de armas e amas de airsoft japoneses, que trabalhava para a MGC na altura. O princípio era muito simples, tendo a válvula aberto directamente com o puxar do gatilho. O sistema blowback irá primeiro propulsionar a culatra para trás e a BB é disparada com o restante gás. Por causa da aceleração da culatra para trás, a frente da pistola irá pender antes de disparar a BB, causando que as BB’s de uma forma consistente acertem baixo. Você também terá de puxar o gatilho decisivamente para abrir a válvula todas as vezes, para produzir a mesma quantidade de blowback. Premir devagar irá abrir a válvula lentamente também, causando operações lentas e fps baixos.
Quando a culatra atinge a posição mais recuada, ela executa uma paragem repentina que cria a sensação de recuo e o baixar da frente da arma. Quando a culatra começa a acelerar para a frente, empurra o punho da arma contra a base do polegar.
A Western Arms criou o primeiro sistema que melhorou muitas coisas de uma vez: O cão era usado para abrir a válvula através de um pino de disparo, a BB era disparada antes de a culatra começar a mover-se e o sistema blowback esconde-se na traseira da culatra quando você puxa a culatra manualmente para obter um aspecto mais realístico na porta de ejecção. A WA protegeu a sua propriedade intelectual, assim outros construtores não podem copiar o desenho sem licença. Tanaka Works usa o WA Magna Blowback nas suas linhas de produtos.
Quando a culatra regressa à posição, acontece outra paragem súbita. Se estiver segurando firmemente, a mira deve estar apontada para o mesmo local que estava antes de puxar o gatilho.
O sr. Kobayashi continuou a desenvolver o seu sistema até ao sistema "pre-shoot", que usa a válvula flutuante para direccionar o gás para trás da BB, antes de mover a culatra e o ponto de carga também retrai-se na culatra quando é movido para trás. O desenho Tanio's é utilizado pela Tokyo Marui, neste momento, em todas as suas pistolas e muitos modelos da KSC tem uma impressionante semelhança com este princípio. Para a Maruzen, ele desenhou outro sistema que nem tem peças móveis dentro do local de carga, mas o interruptor da válvula está localizado no topo do carregador.
A válvula é aberta e o gás corre para o local de carga. A válvula flutuante direcciona-o para trás da BB.
COMO ISTO ACONTECE?

O carregador de uma pistola GBB armazena o gás e as BB’s. O gás é normalmente HFC134a (aka. gás refrigerante) ou C3H8 (Propano, aka. Green gás, Top gás etc.). Ao disparar o gatilho, o cão mantém a válvula principal aberta através de um pino de disparo. Outro termo para o pino de disparo é “batente de válvula”. A válvula está agora aberta. Existem acessórios de fecho para manter a válvula aberta por um certo tempo mesmo quando a culatra recua para armar o cão. A Western Arms coloca fechos de válvula nos seus carregadores, enquanto outros incorporam o fecho no mecanismo de disparo para manter o pino de disparo (ou batente de válvula) desligado. A culatra arma o fecho mais tarde durante o ciclo para permitir à válvula que feche.

Com a saída da BB e o local de carga adiantado, a pressão é direccionada para propulsionar a culatra para trás.
A válvula principal deixa o gás no ponto de carga. Dentro do ponto de carga, um interruptor de válvula (aka. válvula flutuante, válvula foguete...) direcciona o gás para trás da BB para a disparar para fora do cano. A saída do gás causa o movimento para a frente do interruptor da válvula e bloqueia a descarga de gás para o cano. Como a pressão dentro do ponto de carga sobe, a culatra é empurrada para trás pelo pistão de blowback. Foi confirmado com equipamento de vídeo de alta velocidade, que a BB saiu do cano antes de a culatra ter tempo para se mover, assim o coice não afecta a precisão!
O sistema da Marui funciona como acima. Válvula aberta -> BB fora!
No sistema da WA, a traseira do ponto de carga é o pistão e o blowback-frame na traseira da culatra envolvendo a cabeça do pistão. Noutros sistemas tais como o da Tokyo Marui, o ponto de carga é ele próprio o cilindro e o pistão é fixo à traseira da culatra. Em qualquer dos casos, a pressão do gás empurra o ponto de carga e a culatra em direcções opostas. Porque o ponto de carga não pode mover-se para a frente, a culatra move-se para trás. É um equívoco comum que o ponto de carga tem de avançar quando você puxa a culatra manualmente. Não de preocupe: A pressão segura-o à frente.
A saída do gás empurra a válvula flutuante de carga por mola para a frente, permitindo a pressão para executar o blowback.
O ponto de carga tem um limite mecânico tão longo quanto ele puder esticar e a culatra move-se uma distância maior do que isso. Depois do pistão de blowback ter movido a culatra tudo o que puder, a culatra continua a mover-se para trás com a inércia, puxando o ponto de carga com ela. Isto permite que a próxima BB suba para os lábios de carga do carregador. Durante o movimento para a retaguarda, a culatra liberta o mecanismo do gatilho, arma o cão e comprime a mola de recuo. O ponto de carga tem a sua própria mola de retorno para retrair-se na traseira da culatra, mas o objectivo disto é principalmente estético. Alguns modelos não têm esta mola de todo e algumas vezes uma cabeça de pistão com um selo apertado torna a mola incapaz de retrair o ponto de carga totalmente.
Mesmo depois de a culatra ter armado o cão durante o movimento de recuo, o batente da válvula mantêm-se à frente, mantendo a válvula aberta para um melhor blowback.
Quando a culatra regressa à frente empurrada pela mola de recuo, o ponto de carga recolhe uma nova BB do carregador e coloca-a na câmara. A pistola está então pronta para outro disparo.

TRABALHO DE MELHORIA

Como quase todos os sistemas mecânicos, o sistema blowback pode também receber upgrades. As peças podem ser substituídas por outras de mais duração (porque muitos modelos são desenhados para HFC134a, não para o Green Gás de alta pressão), mas você pode também afinar a performance com diferentes válvulas e mola. Vamos dar uma pequena volta pelos efeitos de várias peças:

Só depois de a culatra accionar o batente da válvula, é permitido o fecho da válvula.
A mola de recuo é muitas vezes mudada em qualquer pistola que receba um upgrade para uma culatra metálica. O principal objectivo da mola de recuo é empurrar a pesada culatra para a frente mais rápido, para fazer a acção mais ágil e eficiente. É um equívoco comum de que uma mola de recuo mais forte vai realizar um recuo mais forte: Na realidade vai trabalhar contra o movimento de recuo da culatra, o que significa que o choque da paragem da culatra é reduzido.
O sistema de blowback da Tokyo Marui P226 desmontado. Repare na copa da cabeça do pistão branco dentro do blowback frame.
Válvulas de alta descarga são substituições da válvula principal do carregador, o que significa de uma para cada carregador. Existem vários modelos e você pode também usar as válvulas originais se estiver relacionado com o Blue Peter. O princípio é bastante simples: Elas deixam sair o gás a um maior ritmo de descarga do carregador no ponto de carga. Vai aumentar a velocidade de deslocação da BB, a velocidade de recuo da culatra (e o recuo também), mas também o consumo de gás é aumentado e pode levar a problemas de congelamento.
Nunca perguntou por que razão uma válvula de alto fluxo é capaz de libertar mais gás? Pois bem, aqui está o porquê!
Cabeças do pistão são tipicamente uma peça de reforço, normalmente equipadas com um simples e durável O-ring em vez de um barato Y-ring ou desenhos de copa. Elas são mais resistentes a defeitos ou altas pressões. A cabeça de pistão tipo PDI Winter estica mais no ponto de carga, o que significa que o comprimento de ataque efectivo é aumentado. Você pode usá-las todo o ano para uma melhor performance se tiver uma culatra metálica. A cabeça de pistão Nine Ball Dyna tem portas características para esticar o O-ring contra o interior do ponto de carga, quando é pressurizado. Estas são cabeças de pistão populares, no entanto o custo é muitas vezes o preço de uma cabeça PDI. Cabeças de pistão Dyna vêm com uma mola para a válvula flutuante, que melhora bastante a velocidade de disparo.
Green Gás
Válvulas flutuantes de vários tipos estão disponíveis, tais como as válvulas flutuantes Airsoft Surgeon Power Up para a série KSC Glock series. As metálicas são mais duráveis do que as originais plásticas e as válvulas feitas em latão são pesadas, assim a descarga de gás atrás da BB é melhorada, resultando numa maior velocidade de disparo.
Vários tipos de gás
Uma peça largamente incompreendida é a mola do cão. Enquanto ela realmente aumenta a velocidade de disparo, o objectivo principal é abrir eficientemente a válvula em primeiro lugar. Quando gases de alta pressão são usados, a válvula torna-se difícil de abrir. Se a tensão da mola do cão for insuficiente, a válvula não abre completamente e o blowback será lento. Isto é fácil de verificar numa pistola, quando coloca um carregador cheio e começa a disparar. A operação será errática por alguns disparos (com ciclos próprios e ataques meio executados), mas quando o gás arrefecer baixando a pressão, a pistola começa a operar apropriadamente. Se a mola do cão original não está abrindo a válvula eficientemente, deve ser substituída por uma mais forte. Mas lembre-se que uma mola de cão dura é mais difícil de comprimir, assim irá atrasar a culatra quando ela recua. O peso de puxar o gatilho irá também aumentar e o desgaste e consumo também.

Afinar uma pistola gás blowback não permite assim tantas variáveis, mas é preciso muita experiência e testes para encontrar a combinação perfeita para si. Quer goste de maximizar a velocidade, ter o máximo de recuo e realismo, ou apenas uma arma rápida, estável, desportiva para tiro prático, as opções estão disponíveis!

sábado, 13 de setembro de 2008

A década de 80

Intel 8086
Como profetizado por Gordon Moore, os processadores vem dobrando de desempenho a cada 18 meses desde o início da década de 70. Uma década é uma verdadeira eternidade dentro do mercado de informática, o suficiente para revoluções acontecerem e serem esquecidas.
Gordon Moore
Depois dos dinossauros da década de 70, os computadores pessoais finalmente começaram a atingir um nível de desenvolvimento suficiente para permitir o uso de programas sérios. Surgiram então os primeiros programas de processamento de texto, folhas de calculo e até mesmo programas de edição gráfica e desenho.

O primeiro PC foi lançado pela IBM em 1981 e tinha uma configuração bastante modesta, com apenas 64 KB de memória, dois drives de disquetes de 5¼, um monitor MDA somente texto (existia a opção de comprar um monitor CGA) e sem disco rígido. O preço também era salgado, 4000 dólares da época.

Esta configuração era suficiente para rodar o DOS 1.0 e a maioria da programas da época, que por serem muito pequenos, cabiam em apenas uma disquete e ocupavam pouca memória RAM. Mas, uma vantagem que existe desde este primeiro PC é a arquitectura aberta, que permite que vários fabricantes lancem acessórios e placas de expansão para ele. Foi questão de meses para que começassem a ser vendidos discos rígidos, placas de expansão de memória, placas de vídeo, etc. de vários fabricantes.
Apple III
A Apple havia lançado o Apple III poucos meses antes do PC. Os dois equipamentos bateram de frente, pois disputavam o mesmo mercado e o Apple III acabou levando a pior, apesar da sua configuração não ficar devendo à do PC e o preço dos dois ser quase o mesmo. O Apple III vinha com 128 ou 256 KB de memória, dependendo da versão, um processador Synertek 6502A de 2 MHz e drive de disquetes de 5¼. O grande pecado foi o uso de um barramento de expansão proprietário, o que limitou as possibilidades de upgrade aos acessórios oferecidos pela própria Apple, uma característica que acabou sendo a grande responsável pela supremacia do PC.

Em 1983 a Apple apareceu com uma grande novidade, o Lisa. Na sua configuração original, o Lisa vinha equipado com um processador Motorola 68000 de 5 MHz, 1 MB de memória RAM, duas drives de disquetes de 5.25” de 871 KB, HD de 5 MB e um monitor de 12 polegadas, com resolução de 720 x 360. Era uma configuração muito melhor do que os PC's da época, sem falar que o Lisa já usava uma interface gráfica bastante elaborada e já contava com uma suite de aplicativos de escritório à lá Office. O problema era o preço, 10.000 dólares. Isso em valores da época, em valores corrigidos seria quase o dobro.
Apple Lisa
O Lisa era muito caro, por isso novamente não fez muito sucesso, mas o projecto serviu de base para o Macintosh lançado em 1984. Este sim fez um grande sucesso, chegando a ameaçar o império dos PC's. A configuração era compatível com os PC's da época, com um processador de 8 MHz, 128 KB de memória e um monitor de 9 polegadas. A grande arma do Macintosh era o MacOS 1.0, um sistema inovador de vários pontos de vista.

Ao contrário do MS-DOS ele já utiliza interface gráfica e rato, o que o tornava muito mais fácil de ser operado. O MacOS continuou evoluindo e incorporando novos recursos, mas sempre mantendo a mesma ideia de interface “user friendly”. Actualmente, é possível rodar as versões antigas do MacOS mesmo num PC, usando emuladores como o vMac (http://leb.net/vmac) e o SoftMac (http://www.emulators.com).
MacOS 1.0
Em 1984 já existia também a primeira versão do Windows, que era uma opção para os utilizadores de PC's interessados em utilizar uma interface gráfica.

O Windows 1.0 rodava sobre o MS-DOS e podia executar tanto aplicativos para Windows como os programas para MS-DOS. O problema era a memória.

Os PC's da época vinham com quantidades muito pequenas de memória RAM e na época ainda não existia a possibilidade de usar memória virtual (que viria a ser suportada apenas a partir do 386).

Para utilizar o Windows, era preciso primeiro carregar o MS-DOS. Os dois juntos já consumiam praticamente toda a memória de um PC básico da época. Mesmo nos PC's mais potentes não era possível utilizar muitos aplicativos ao mesmo tempo, novamente por falta de memória.

Como os programas para Windows eram muito raros na época, poucos utilizadores viram necessidade de utilizar o Windows para usar os mesmos programas que usavam (com muito mais memória disponível...) no MS-DOS. Sem contar que a versão inicial do Windows era bastante lenta e tinha vários bugs.

O Windows começou a fazer algum sucesso na versão 2.1, quando os PC's 286 com 1 MB ou mais de memória já eram comuns. Com uma configuração mais poderosa, mais memória RAM e mais programas, finalmente começava a fazer sentido utilizar o Windows. O sistema ainda tinha vários bugs e bloqueava com frequência, mas alguns utilizadores começaram a migrar para ele.
Windows 2.0
O Windows arrancou mesmo a partir da versão 3.1, que muitos de nós chegaram a utilizar. O Windows 3.1 era relativamente leve, mesmo para os PC's da época e já suportava o uso de memória virtual, que permitia abrir vários programas, mesmo que a memória RAM se esgotasse.

Já existiam também vários programas para Windows e os utilizadores tinham a opção de voltar para o MS-DOS quando desejassem.

Foi nesta época que os PC's começaram a recuperar o terreno perdido para os Macintoshs da Apple. Convenhamos, o Windows 3.1 bloqueava com muita frequência, mas tinha muitos programas e os PC's eram mais baratos que os Mac's.

Na época começaram a surgir os primeiros concorrentes para o Windows, como o OS/2 da IBM.
OS/2
Desde o início da era PC, a Microsoft e a IBM trabalhavam juntas no desenvolvimento do MS-DOS e outros programas para a plataforma PC. Mas, em 1990 a IBM e a Microsoft se desentenderam e cada uma ficou com uma parte do trabalho feito, com o qual tentaram tomar a liderança do mercado de sistemas operativos.

Alguns brincam que a IBM ficou com a parte que funciona e a Microsoft com o resto, mas a verdade é que apesar do OS/2 da IBM ser tecnicamente muito superior ao Windows 95 da Microsoft, foi o sistema das janelas quem levou a melhor, pois era mais fácil de usar e contava com a familiaridade dos utilizadores com o Windows 3.1.

O OS/2 ainda é utilizado por alguns entusiastas e existem até mesmo movimentos para continuar o desenvolvimento do sistema, mas faltam programas e drivers.

Um sistema muito mais bem sucedido, que começou a ser desenvolvido no início da década de 90 é o Linux, que todos já conhecemos. O Linux tem a vantagem de ser um sistema aberto, que actualmente conta com a colaboração de centenas de milhares de programadores voluntários espalhados pelo globo, além do apoio de empresas de peso, como a IBM. Mas, no começo o sistema era muito mais complicado que as distribuições actuais e não contava com as interfaces gráficas exuberantes que temos hoje em dia.
Linux
O desenvolvimento do Linux foi gradual, até que houve a explosão do acesso à Internet em 95, quando o sistema começou a ser usado por um número cada vez maior de servidores Web, pois era estável e gratuito. Hoje o IIS da Microsoft consegue brigar de igual para igual (pelo menos em número de utilizadores), mas no início Linux era sinónimo de servidor Web.

A Microsoft continuou melhorando seu sistema. Foram lançados o Windows 95, depois o 98, depois o ME, depois o XP e finalmente o Vista, com todos os problemas que conhecemos mas com a boa e velha interface fácil de usar e uma grande safra de programas que garantiram a popularização destes sistemas.

Paralelamente, a Microsoft desenvolvia uma família de sistemas Windows destinadas a servidores, o Windows NT, que chegou até a versão 4, antes de ser transformado no Windows 2000.
Actualmente, as duas famílias Windows fundiram-se no Windows XP, um sistema destinada tanto ao uso doméstico quanto em estações de trabalho e servidores, e que pode ser considerado um sistema estável (ao contrário do Windows 98 e ME) pois é baseado no Windows 2000.

Enquanto isso, o Linux continua avançando. Por enquanto o sistema é usado apenas em 2% dos computadores de mesa (fora os utilizadores casuais e os que mantém Windows e Linux em dual-boot), mas tem a possibilidade de crescer bastante no futuro, com a ajuda de programas como o Gimp e o StarOffice, que substituem o Photoshop e o Office, mas isso tudo já é uma outra história!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Trabalho de laboratório

de DEBBIE GROSSMAN

A forma correcta de executar aquelas 10x15
Mesmo que você faça o máximo das suas impressões em casa, não há nada como pegar uma data de cópias num mini laboratório e vê-las a cada lâmpada a caminho de casa. E mesmo se você faça a maior parte das suas fotos com uma câmara de 8 megapixels em modo RAW, talvez você ainda deseje pequenas impressões para colar no seu frigorífico ou para dar aos amigos que estão sempre a pedir fotos.
Mas o que deveriam fazer os pró-conscienciosos, nomeadamente fotógrafos, fazer antes de tirar imagens digitais para um mini laboratório ou grande estabelecimento para impressão? 
Considere estas sugestões.

REDIMENSIONAR.
Utilizar uma câmara 8MP é bom quando você quer fazer grandes impressões, mas pode ser um desastre quando você estiver procurando por reproduções 10x15 a partir do mini laboratório. Se você estiver fotografando em RAW, o caminho mais rápido é fotografar em RAW mais pequenas JPEG. Dessa forma você pode fazer uma edição rápida dos seus favoritos, queimar as mais pequenas para um CD e dá-las. Se você está capturando apenas grandes JPEG’s, faça a utilização do Photoshop ou utilize a sua agenda para redimensioná-las para 10x15. 
CORTAR.
Você pode ter obtido o enquadramento certo, mas se você utilizou uma câmara apontar-e-disparar com o quadrado máximo do rácio de aspecto 4:3, as suas impressões irão ser cortadas quando você fizer 10x15. Então, vá até as suas imagens num navegador de imagem e confira os detalhes nas arestas que você não quer perder. Se você estiver no Photoshop, tire partido da opção Cortar para 10x15 e reframe a foto para manter aquilo que precisa. 
VERIFIQUE A COR.
Se você é um fotógrafo sério, há boas hipóteses de você ter disparado as suas imagens no modo Adobe RGB. Mas se você as mandar para o laboratório sob essa forma, você estará apto a obter resultados baços, de baixo contraste. Então, converte-as para sRGB primeiro. Para fazer isso, mude seu espaço de trabalho no Photoshop para sRGB e, em seguida, abra os arquivos, converte-as e guarde-as como arquivos sRGB sob um nome diferente. 
GRAVE COMO JPEG E QUEIME.
A maioria dos laboratórios não reconhecem arquivos que não são JPEG. Então, se você sair fora do RAW's, como você sabe, aqueles não serão impressos. Mas nem os TIFF’s ou GIF’s. Portanto, converta esses para JPEG’s 10x15 e, em seguida, queime-os para um CD. Nem todos os laboratórios aceitam DVD’s e resistem à pressa para despejar o cartão de memória! Claro, que é mais rápido, mas ao contrário de um CD, um cartão não é, nem barato nem facilmente substituído.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Estrutura básica das aves

Cada pena é uma estrutura complicada, com numerosos filamentos entrelaçados. Para se manter em boas condições tem de ser cuidada regularmente.  
A rapidez e a agilidade de voo dependem da forma das asas: compridas e aguçadas dão um voo veloz, curtas e largas permitem mudanças rápidas de direcção.
As aves costumam executar paradas nupciais antes do acasalamento. As Cegonhas-brancas dobram o pescoço para trás e batem as duas metades do bico, deixando ouvir um matraquear característico.
Em muitas espécies, os filhos nascem com o corpo nu; têm de ser alimentados no ninho pelos pais até que lhes nasçam as penas e possam voar.  
Os ninhos podem ser estruturas complicadas, ou nem sequer existir. Algumas limícolas põem os ovos directamente no solo, onde é muito difícil distingui-los no meio do cascalho. Terminada a postura, a fêmea deita-se sobre os ovos e aquece-os com o corpo, para que possam desenvolver-se dando origem a novas aves.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A capacidade de intervenção

A capacidade de intervenção significa que em caso de perigo ou de incidente, é preciso saber o que fazer como também poder fazê-lo. O conhecimento de primeiros socorros é indispensável para: hemorragia externa, paragem respiratória, envenenamento, queimadura, insolação, golpe de sol, fractura, distensão muscular ou entorse, bolhas, afogamento, picadas, mordedura, hipotermia, electrocussão. É preciso também saber tratar algumas doenças correntes: constipação, febre, diarreia, prisão de ventre, vómitos. Pode-se dar um anitipirético em caso de febre, mas deve-se evitar tanto quanto possível, administrar medicamentos a uma criança/jovem, a não ser que se tenha uma prescrição do seu médico assistente. Se as doenças persistirem, deve-se avisar de imediato os pais e consultar o médico mais próximo no mais curto espaço de tempo.
Se o programa do acampamento contemplar actividades aquáticas, a unidade deve poder contar com a presença de um nadador salvador certificado. Deve-se também ter a certeza que os equipamentos de socorro estão acessíveis e em bom estado (barcos, coletes de salvação e bóias).
Por fim, poder intervir, é poder dedicar-se facilmente à vítima, ter os instrumentos de primeiros socorros apropriados (bolsa de socorrismo), e poder recorrer a um socorrista profissional (médico, agente de polícia, bombeiro, enfermeiro). Recomenda-se vivamente que um dos adultos da unidade possua um certificado de socorrista válido, atribuído por um organismo reconhecido, como por exemplo a Cruz Vermelha.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Marushin Super Blackhawk (8mm)

Marushin Super Blackhawk (8mm)
Fabricante: Marushin
Modelo: Super Blackhawk
Capacidade: 6 munições
Peso: 1040 g
Energia: 280 fps (0.34g)
Fonte de energia: HFC134a
Blowback: Não
Hop-up: Ajustável
Modo de tiro: Simples
Construção: plástico HW e metal

Prós:
- Operação realística
- Pesada e com bons detalhes
- Aspecto único

Contras:
- Capacidade limitada (6 tiros)

Veredicto:
Para os aficionados de revólveres este Marushin definitivamente vale a pena ver. Enquanto o bom jogador deve continuar a optar pela TM Hi-Capa como sua arma de apoio, o revólver Marushin proporciona uma experiência completamente diferente e fica também muito melhor num expositor.

Uma excelente arma preferida dos cavaleiros solitários é um revólver de acção simples. O desenvolvimento dessas não parou no velho oeste, mas novos desenhos foram feitos, muito recentemente, nos (19)50's e eles ainda são fabricados. A Marushin faz alguns bastante refinados revólveres para os coleccionadores sérios, mas não se deve pensar que estes são inúteis, num combate qualquer! Temos o prazer de vos apresentar a série Marushin Super Blackhawk, no nosso olhar mais atento a estes seis tiros.

A verdadeira série de revólveres Sturm Ruger Blackhawk tem sido produzida desde 1955 e capitalizados sobre a popularidade do estilo de armas do oeste. As suas miras ajustáveis e melhoradas e creditada precisão os tornam viáveis para o tiro desportivo de precisão e até mesmo tiro de silhuetas e não apenas um item novidade.
A mira dianteira é serrilhada para reduzir os reflexos e proporcionar uma visão nítida.
A mira traseira é ajustável para o desvio e elevação. Está muito bem inserida na armação para enquadrar o desenho e aspecto geral.
O detalhe e acabamento são muito agradáveis descendo nas marcas. Numerosas peças metálicas incluindo a armação do punho, cão e gatilho. O eixo do cilindro e o pino de retenção são ambos aço.

A Marushin faz quarto réplicas do Super Blackhawk, consistindo em dois comprimentos de cano e duas opções de cor. Todos eles são modelos pesados, o que significa que a força do metal foi misturada com o plástico para aumentar o peso e produzir uma sensação excelente. A armação do punho é em metal, bem como o gatilho, cão, miras e outras peças de detalhe. O método de acabamento tem um aspecto muito bom, com as partes negras com uma face em mate muito ligeiro, enquanto o acabamento prateado nos modelos prateados é ainda mais bonito com um aspecto muito metálico. Isto representa o mais alto nível de acabamento do plástico para parecer metal.

Os modelos incluem:

  • Marushin Super Blackhawk Maxi 7.5 polegadas Preto
  • Marushin Super Blackhawk Maxi 7.5 polegadas Prata
  • Marushin Super Blackhawk Maxi 10.5 polegadas Preto
  • Marushin Super Blackhawk Maxi 10.5 polegadas Prata
Uma BB de 8mm e uma BB de 6mm numa comparação de tamanho. O próximo aumento de tamanho será uma bola de golfe.
O cilindro pode ser removido exactamente como no real.

O método de operação é bastante realístico. Fora ter de carregar o gás num tanque dentro do punho, o procedimento de operação é precisamente o mesmo que na arma real. A Marushin replicou o novo modelo de 1973, que introduziu um mecanismo de barra de transferência, permitindo carregar todas as seis câmaras com um cartucho. Com os revólveres de acção simples mais velhos, o utilizador tinha de semi armar o cão e abrir a porta de carga, carregando um cartucho, avançar uma câmara, e então inserir mais quatro cartuchos. Depois disto o utilizador fechava a porta, armava o cão e baixava-o na câmara vazia. Com o novo modelo, você apenas abre a porta de carga para permitir ao cilindro rodar e carregar todas as câmaras – não é necessário deixar a câmara debaixo do cão vazia, por causa da barra de transferência. O Marushin Super Blackhawk pode ser desarmado realisticamente.
A válvula de carga de gás está escondida de olhares curiosos dentro da armação metálica do punho.
O ajustamento do hop-up é também executado tendo em atenção o aspecto e não estraga a sensação.
O modelo preto 10.5" e o modelo prata 7.5". Um magnífico par!
Para nossa surpresa, o comprimento do cano não fez muita diferença na velocidade da munição destes revólveres. Pode acontecer que o cano de 7.5" tenha comprimento suficiente para efectuar um uso eficiente da carga de gás, mas em qualquer caso as três polegadas extra não mostraram um grande aumento na velocidade. Isto são boas notícias para as pessoas que querem potência, mas preferem o aspecto do modelo mais curto.

Um facto pouco conhecido é que a Marushin tem uma cláusula especial no Japão para construir réplicas de 8mm com uma energia de disparo inferior a 1.64 Joules, enquanto as armas que disparam BB’s de 6mm estão rigorosamente limitadas a 0.98J. Organizadores de jogos devem também levar isto em consideração quando definem limites de energia, porque uma BB de 8mm é igualmente segura para jogar mesmo se a energia for maior.

Enquanto uma pistola com uma capacidade de apenas seis pode não ser muito prática para combates, os revólveres alimentados a gás são vistos de tempos em tempos nos terrenos de jogo também. Eles são notórios por serem poderosos e os seus utilizadores terem a reputação de saber como usar a sua ferramenta especial para maximizar o efeito. Entre as armas de gás não-blowback, os revólveres são os modelos mais realísticos porque os reais também não tem uma culatra móvel. O uso de cartuchos adiciona ainda mais a isto e cartuchos extra no cinto ou bandoleira é definitivamente o máximo de um kit de rua credível.
Os cartuchos são inseridos um por um pela porta de carga. Não há cilindros de abertura lateral nestes velhos desenhos!
É fornecida uma vara de ejecção para a descarga. Enquanto as munições reais dilatam com a pressão e requerem um ejector, as munições da Marushin deslizam para fora pelo seu próprio peso.
O Marushin Blackhawks tem um cilindro destacável e andar na brincadeira com as várias funções é um grande passatempo para aquelas tarde de domingo em que põe alguma música clássica no fundo e se esquece do que andou a fazer de segunda a sexta. A desmontagem pode ser feita em cinco segundos puxando o pino de retenção no lado esquerdo, deslizar o cilindro para fora do eixo da frente e empurrando o cilindro para a direita para fora da armação.

Tudo nestes modelos não ser realmente prejudicado pela baixa capacidade e o gatilho de acção simples, porque os seus parceiros reais são construídos assim. A performance é bastante decente e o Marushin Super Blackhawks tem um aspecto excelente do exterior também, assim se procura por uma versão de airsoft de um revólver de acção simples, você poderia encontrar muito piores do que estes!

domingo, 7 de setembro de 2008

Passeio de Verão da Universidade Aberta

Realizou-se hoje em Setúbal mais um passeio/convívio de Verão organizado por e para os alunos da Universidade Aberta.
Este ano o programa incluía um passeio em semi-rígido na foz do rio Sado, com a possibilidade de visualizar a colónia de golfinhos roazes que vivem no mesmo e um almoço rodízio de peixe.
Duas horas de passeio aquático a bordo do semi-rígido permitiram aos participantes um melhor conhecimento de muitas facetas ambientais, históricas, geológicas e arquitectónicas do estuário e da foz do rio Sado. De relevo as ruínas romanas de Tróia, o historial e a razão de ser do Parque Natural da Arrábida, a arquitectura histórica da margem norte do rio Sado com as suas fortalezas seiscentistas, a capelas inacabadas da Arrábida, etc. etc. Mas sem esquecer o habitante número um do estuário e foz do rio Sado, o golfinho roaz, que fez questão de nos saudar com a sua presença.
O almoço decorreu no restaurante no Clube Naval Setúbalense, onde um fantástico rodízio de peixe acompanhado de uma excelente sangria, fizeram as delícias dos presentes.

À Linda um grande obrigado de todos pelo esforço que desenvolveu na organização deste dia.