domingo, 15 de maio de 2011

Marushin M1 Garand 8mm

O melhor das opções de armas ligeiras americanas usadas pela infantaria do exército americano na II Guerra Mundial, a M1 Garand é uma arma que se tornou um ícone do poder militar americano durante aquele período da história.
Este modelo utiliza um sistema de ferrolho volante que permite que esta arma seja de tiro semi-automático. Usando munições de 8mm é também muito representativa dos verdadeiros poderosos rifles e até coincidem na capacidade real ao portarem 8BB's.
O melhor desta réplica não termina aí, não senhor. Embora não use cápsulas, a arma coloca as suas 8 BB's dentro de um falso clip em bloco, situado dentro de um carregador interno. O clip é carregado com 8BB's tal como um pequeno carregador e então todo o clip é empurrado pelo topo do receptor de tal forma que todo o conjunto entra no carregador interno.
Disparar as munições é rápido e funesto, a acção semi-auto permite uma elevada precisão através do longo cano. Com o gás HFC134a/Duster atinge uma velocidade de 250fps com BB's de 0,34grs (1J ou 330fps com BB's 0,20grs); no entanto não foi construída para gás TOP/Green/Propano, usando fontes de alta pressão irá atingir perto de 380fps com BB's de 8mm, o que a 1,8J é o mesmo que 0,20grs a 440fps.
Embora seja complicado operar e carregar o mecanismo complexo, os utilizadores não se podem queixar porque reflecte as limitações da arma real. Os clips não podem ser retirados por cima enquanto em uso e quando fica vazio é expelido automaticamente o que pode alertar os inimigos de que a arma ficou vazia.
Com o uso extensivo de metal de alta qualidade e um excelente corpo de madeira real, esta arma é uma peça de colecção, uma peça de reencenamento e um rifle de batalha para um período temático.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Raw III

Considerações
Cada marca tem o seu próprio formato RAW, já que a informação que se guarda depende directamente do modelo de câmara e das suas características.
 
Existem no mercado vários programas para processá-los. Cada marca dispõe do seu próprio, que costuma acompanhar a nossa câmara quando a compramos. Por exemplo a Canon tem o Canon Photo Professional, a Nikon tem o Nikon Aperture. Além disso o Photoshop dispõe do programa Camera Raw e o Adobe também dispõe do software Lightroom.
Muitos modelos de câmaras permitem guardar as fotos em ambos os formatos num mesmo disparo (RAW + JPG), gerando portanto dois ficheiros, um em cada formato. Isto faz que ocupe muito mais memória e faz que a câmara demore muito tempo a guardá-los, mas pode ser muito útil em algumas situações.
 
Disparo em JPG ou em RAW?
Nisto, como em quase tudo em fotografia, não existe uma fórmula mágica e uma vez mais depende de cada um. Depende muito do uso que se vá dar à foto e da rapidez que se requeira. Os fotógrafos profissionais de futebol, por exemplo, costumam disparar em JPG pela necessidade de obter as fotos imediatamente para mandá-las para a redacção. Sem dúvida, em retrato de estúdio habitualmente se dispõe de tempo para processar posteriormente as fotos e se costuma utilizar RAW.
Num uso mais doméstico, utilizar o formato RAW pode limitar-nos em certas situações. Por exemplo, se vamos visitar a nossa família longínqua poderíamos querer copiar as fotos para o seu computador no final da viagem. Para isso é melhor utilizar o formato JPG ou inclusive RAW + JPG.
 
Quando vamos fazer fotos devemos pensar o que nos convém mais e ajustar a câmara em consequência.
 
Em qualquer caso animamos todos a experimentar com RAW para chegar a entender a flexibilidade e qualidade que este formato dá.
Vantagens do RAW
Flexibilidade. Permite atrasar a tomada de decisões dos ajustes da câmara (ajuste de brancos, exposição, cor/preto e branco, etc.
A imagem guarda-se com maior campo dinâmico e com mais qualidade.
A imagem guarda-se comprimida sem perda de qualidade.

Inconvenientes do RAW
Ocupa muito mais a conter mais informação e comprimir a imagem sem perda de qualidade.
A câmara demora mais a guardar as fotos no cartão de memória, já que ocupam muito mais.
Requer um processamento posterior em computador.
Demora trabalhos em fotografia onde se requer rapidez, como fotografia de imprensa.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Dia Mundial do Dador de Sangue

No próximo dia 18 de Junho de 2011, celebra-se em Grândola o Dia Mundial do Dador de Sangue, com o XXVII Encontro Nacional e o XXI Encontro Internacional, organizados pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Grândola e a Federação das Associações de Dadores de Sangue.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

As versões: Katmai x Coppermine; 100 x 133 MHz

As primeiras versões do Pentium III, de 450, 500, 550 e 600 MHz, foram construídas usando a mesma técnica de fabricação do Pentium II, ou seja, utilizando o mesmo encaixe slot 1, a mesma tensão de 2.0v, os mesmos 512 KB de cache L2 à metade da frequência do processador e o mesmo cache L1 de 32 KB e barramento de 100 MHz. Em essência, não temos nada mais do que um Pentium II com instruções SSE. Isto significa que, em aplicações que não foram optimizados para as novas instruções, o desempenho dos processadores desta versão será rigorosamente o mesmo apresentado por um Pentium II do mesmo clock. A arquitectura (ou core) utilizada nestes processadores recebe o nome código de Katmai.

A excepção é a versão de 600 MHz, que devido à maior frequência de operação utiliza 2.05v. Vale a pena lembrar que o aumento da voltagem do processador é um dos procedimentos utilizados para fazer overclock. Este processador possui exactamente a mesma arquitectura, e aquece bem mais do que as versões mais lentas (outro sintoma de overclock) o que nos leva a concluir, que o Pentium III Katmai de 600 MHz nada mais é do que um Pentium III de 550 MHz que vem com overclock de fábrica.
As versões seguintes do Pentium III foram as 533B e 600B. Assim como as anteriores, estas versões utilizam o core Katmai, a diferença é que enquanto as versões anteriores utilizavam placas mãe com barramento de 100 MHz, as novas versões utilizavam placas mãe com barramento de 133 MHz. A versão 533A operava a 4x 133 MHz enquanto a 600A operava a 4.5x 133 MHz.

O barramento de 133 MHz serve apenas para a memória RAM; todos os demais componentes do computador, como placas de vídeo, discos rígidos, etc. continuavam operando à mesma frequência que a 66 ou 100 MHz. Por exemplo, o barramento PCI, que era utilizado pelos discos rígidos, placas SCSI e algumas placas de vídeo, som e modems, operava sempre a 33 MHz, independentemente da frequência da placa mãe ser 66 MHz, 100 MHz ou 133 MHz. Na verdade, apenas temos a frequência da placa mãe dividida por respectivamente 2, 3 e 4, resultando sempre nos 33 MHz padrão. O barramento AGP que é utilizado por placas de vídeo AGP operava sempre a 66 MHz, temos então a frequência da placa mãe dividida por 1, 1.5 ou 2.
Todas as versões seguintes do Pentium III, o que inclui as verões de 650, 667, 700, 733, 750, 800, 850 e 900 MHz; 500E, 550E, 600E, 533EB, 600EB, 800EB além, claro, da versão de 1 GHz, utilizavam uma  arquitectura mais avançada, chamada de Coppermine. Esta nova arquitectura trazia vários avanços sobre a Katmai, utilizada nos processadores anteriores.

Para começar, temos transístores bem menores, medindo apenas 0.18 mícron (contra 0.25 do core Katmai). Transístores menores geram menos calor, o que permite lançar processadores mais rápidos. Enquanto que utilizando o core Katmai, o limite (com overclock e tudo) foi o Pentium III de 600 MHz, utilizando o core Coppermine foram lançados processadores de até 1.0 GHz.
Transístores menores também ocupam menos espaço, o que permite incluir mais componentes no núcleo do processador; chegamos então ao segundo avanço. Enquanto no Pentium II e no Pentium III core Katmai o cache L2 é soldado na placa de circuito, composto por dois chips separados, operando à metade da frequência do processador, no core Coppermine ele foi movido para dentro do núcleo do processador, como no Celeron.

Isto permitia que o cache L2 operasse na mesma frequência do processador, ao invés de apenas metade, o que melhorava bastante o desempenho. O único porém é que no core Coppermine o cache L2 possuía apenas 256 KB, metade do encontrado nas versões anteriores do PIII. Mas, lembre-se que com míseros 128 KB de cache L2 full-speed o Celeron consegue bater um Pentium II e muitas aplicações. Os processadores baseados no core Coppermine tem o dobro de cache L2 que o Celeron, fazendo com que o seu desempenho literalmente pulverize as versões anteriores do Pentium III equipadas com cache mais lento.
No Pentium II, o barramento de comunicação entre o núcleo do processador e o cache L2 possuía apenas 64 bits de largura, o que permitia transmitir apenas 8 bytes de dados por ciclo, limitação que se estendia ao core Katmai e também às versões antigas do Celeron.

Não adiantaria tanto ter um cache mais rápido se não fosse possível transmitir dados ao processador mais rapidamente. Prevendo isto, os projectistas da Intel ampliaram o barramento de comunicação do cache L2 para 256 bits. Isto permitia transferir 32 bytes de dados por ciclo, o quádruplo dos processadores anteriores.
A quarta e última das principais modificações, foi a inclusão do recurso de “Advanced System Buffering”, que consistia em aumentar o tamanho dos buffers de dados do processador, o que melhorava a capacidade de processamento e permitia a ele beneficiar de toda a potência do cache L2.

Devido a todas estas modificações, o Pentium III Coppermine possuía aproximadamente 21 milhões de transístores (a maior parte consumida pelo cache L2), contra pouco mais de 9.5 milhões do Pentium II e do Pentium III Katmai.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 10 de maio de 2011

Chondrostoma lemmingii, Boga-de-boca-arqueada

Taxonomia
Actinopterygii,  Cypriniformes,  Cyprinidae.
 
Tipo de ocorrência
Residente.  Endémica  da  Península  Ibérica.
 
Classificação
EM PERIGO – EN  (B1b(ii,iii)c(iv)+2b(ii,iii)c(iv))
Fundamentação: Espécie com extensão de ocorrência e área de ocupação muito reduzidas, com cerca de 350 km2 e 150 km2, respectivamente. Admite-se um declínio continuado na área de ocupação e na área, extensão e qualidade do habitat  e  ainda  a  existência  de  flutuações  acentuadas  no  número  de  indivíduos maduros.
 
Distribuição
Em Espanha a espécie encontra-se nas bacias hidrográficas dos rios Tejo, Guadiana, Guadalquivir e Odiel, e nos rios da zona sudoeste da bacia hidrográfica do Douro (Doadrio 2001a).

Em Portugal encontra-se em alguns dos afluentes orientais da margem direita da bacia hidrográfica do Tejo (Collares-Pereira 1983a, Marques 2002, Fluviatilis 2003), na maioria das principais sub-bacias do Guadiana (Collares-Pereira et al. 2000a, Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a) e nas pequenas bacias hidrográficas de Quarteira, Gilão e Almargem, situadas na região do leste algarvio (Mesquita & Coelho 2002).
 
População
Calcula-se que o número de indivíduos maduros seja superior a 10.000. Admite-se que a redução da população nos últimos 10 anos tenha sido entre 30% a 50% e prevê-se que possa continuar a verificar-se nos próximos 10 anos ou em qualquer período da mesma amplitude que abarque o passado e o futuro. As causas da redução  embora  geralmente compreendidas,  não  são  reversíveis,  nem  cessaram.

A avaliação da redução é baseada no declínio da qualidade do habitat e também na  expansão  de  espécies  não-indígenas.  Os  efectivos  desta  espécie  recolhidos na  bacia  hidrográfica  do  Guadiana  (Collares-Pereira  et  al.  2000a,  Tiago  et  al. 2001, Collares-Pereira et  al. 2002a) indicam uma flutuação de magnitude superior a cinco vezes, pelo que, devido às características desta bacia hidrográfica, há a  possibilidade  de  ocorrerem  flutuações  acentuadas  no  número  de  indivíduos maduros entre anos hidrológicos extremos.
 
Habitat
Esta espécie pode ser encontrada preferencialmente em rios e ribeiras permanentes ou intermitentes (Rodriguez-Jiménez 1987, Pires 1999), não havendo registos em albufeiras (Ferreira & Godinho 2002). Na bacia hidrográfica do Guadiana a espécie ocorre  nos  troços  de  rio  situados  mais  a  montante  (Filipe  et  al.  2002,  2004).
Doadrio (2001a) refere que a espécie também ocorre nos troços médios e baixos dos rios, em locais de corrente moderada e com abundante vegetação aquática.
Devido à implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva poderá verificar-se um declínio continuado da área de ocupação e do número de subpopulações ou localizações por não haver registo da ocorrência da espécie em albufeiras (Ferreira & Godinho 2002).

Factores de Ameaça
Os principais factores de ameaça são a degradação do habitat, provocada sobretudo pela construção de barragens, alteração do regime natural de caudais, captação de água, extracção de inertes, degradação da qualidade da água, e também a introdução de espécies não-indígenas (Collares-Pereira et al. 2000a,b) a qual poderá ter  efeitos  a  nível  da  competição,  predação  ou  como  via  de  disseminação  de agentes patogénicos. É de realçar a redução e degradação generalizada do habitat  na  bacia  hidrográfica  do  Guadiana,  resultante  da  construção  de  diversas barragens (Odeleite, Enxoé, entre outras) e actualmente pela implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva.

Medidas de Conservação

Esta espécie está abrangida pela legislação nacional e internacional de conservação. Vários locais do sul do país foram designados para a lista nacional de sítios ao abrigo da Directiva Habitats devido à sua presença, entre outros valores, mas carecem  ainda  de  medidas  de  ordenamento  e  gestão  dirigidas  à  espécie.  A boga-de-boca-arqueada foi também abrangida nos estudos sobre a comunidade piscícola da bacia hidrográfica do Guadiana efectuados no projecto LIFE-Natureza dirigido  para  o  saramugo Anaecypris  hispanica  (Collares-Pereira  et  al. 2000a) e sobre as medidas de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et al. 2002a). Algumas acções  de  manutenção  e  conservação  do  habitat  (nomeadamente  na  melhoria da qualidade da água e algum controlo das extracções de inertes) têm sido efectuadas mas necessitam ser reforçadas.

É necessária a recuperação das zonas mais degradadas e o controlo das espécies não-indígenas,  medidas  previstas  nos  Planos  de  Bacia  Hidrográfica  Guadiana, Tejo e Ribeiras do Oeste (INAG 1998, 2000a,b), no Plano de Gestão do Saramugo (Collares-Pereira et al. 2000b) e no estudo de Minimização e Monitorização para o Património Natural da Barragem do Alqueva (Tiago et al. 2001, Collares-Pereira et  al.  2002a).  As  medidas  preconizadas  na  Directiva-Quadro  da  Água  deverão atingir  a  melhoria  permanente  da  qualidade  dos  habitats  aquáticos.  Devem  ser minimizados os impactos de infra-estruturas hidráulicas implantadas ou a implantar, através do restabelecimento da conectividade entre as populações e da manutenção dos caudais mínimos, especialmente durante o período de estiagem. Em particular,  devem  ser  evitadas  ou  controladas  as  captações  de  água  durante  esta época,  nomeadamente  nos  pegos.  Outras  medidas  necessárias  são  o  controlo da extracção de inertes, a gestão sustentada da pesca e a melhoria da sua fiscalização e ainda a sensibilização do público para a conservação dos ecossistemas aquáticos. É necessário aumentar os conhecimentos sobre a biologia e ecologia desta espécie, monitorizar os seus efectivos populacionais (em particular nos rios principais)  e  a  eficiência  das  medidas  de  conservação  a  implementar.
 
Outra bibliografia consultada
Velasco et  al. (1990); Carmona et  al. (2000); Ferreira & Oliveira (2000).
in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Que mudanças ocorrem na vida de um jovem que participa do Escutismo?

  • Estimula o jovem a ser honrado, valorizando a honestidade e a verdade.
  • Faz com que o jovem tenha confiança em si, tornando-o competente para assumir responsabilidades e ajudar aos demais.
  • Ajuda o jovem a se tornar saudável e amante da natureza.

sábado, 7 de maio de 2011

Colt Anaconda

Um lindo revolver de armação grande, o Marushin Anaconda já anda por aí há algum tempo; originalmente com um cano de 8 polegadas, esta versão mais curta com 4 polegadas é uma réplica da mesma arma em formato curto. O revolver continua a ter um sistema de dupla acção.
Usando o sistema Cartucho X, o gás é carregado na própria pistola, mas as BB's de 8mm são carregadas em 6 cápsulas individuais com uma BB por cápsula. A pistola tem um excelente peso para isso e cada cápsula pesa 28grs; uma combinação que torna carregar e descarregar a arma um perigo real.
Uma cobertura de um excelente preto mate, dá um acabamento suave dando à arma um aspecto realístico. As peças de metal incluem o gatilho, o cão, o ferrolho do cilindro, cápsulas, miras dianteira e traseira, roda do eixo do cilindro e cilindro, todos representando a grande qualidade e robustez da arma. Nos detalhes verificamos, a câmara é suficientemente suave para ser facilmente carregada e existe massa suficiente numa câmara carregada para de imediato a mover com uma mão.
Utilizando o gás HFC 134a que é recomendado, ele vai disparar uma BB 8mm (0.35g) a uma velocidade de 250 fps o que corresponde a 1 joule (330 fps com uma BB de 6mm 0.2g) dando-lhe uma boa potência para uma arma de pequeno alcance. Claro que uma arma com cápsulas de 6 tiros não é a ideal para jogar, mas é bom saber que a sua arma de mão pode efectuar o trabalho.
No entanto apesar de poder-se usar gás Green / Top recomendamos seriamente que não o faça. As armas Marushin são desenhadas para HFC enquanto que o gás Green a irá atirar para níveis de performance superior que colocarão em risco a integridade de todo o sistema. Aumentar a velocidade também representa que o seu hop-up vai produzir disparos erráticos com o gás correcto e BB's com que o mesmo hop-up iria assegurar disparos regulares.
Apesar de a versão de 4 polegadas não ser tão intimidante visualmente como a de 8 polegadas, continua a ser um grande revolver com um distintivo aspecto antigo de potência nele. Claro, o seu tamanho mais pequeno torna-o mais fácil de usar do que armas anormalmente longas por isso esta é tão fácil de usar como qualquer outra arma de apoio normal.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Raw II

Onde está a chave?
No formato JPG os parâmetros de configuração da câmara aplicam-se à imagem imediatamente depois de disparar. Esta converte-se em JPG e se comprime. Nesta compressão a imagem sofre uma perda de qualidade que é irreversível. 

No entanto em modo RAW guarda-se a imagem exactamente como sai do sensor, guardando-a sem lhe aplicar nenhum ajuste. Assim adiaremos a dita aplicação para o momento da impressão digital com um software processador de RAW's.
 
Que ajustes podemos manejar posteriormente ao processar um ficheiro RAW?
Por suposto existem ajustes da câmara que já não se podem mudar, como são a abertura de diafragma, o tempo de exposição ou a sensibilidade. Os parâmetros que podemos manejar com RAW são, entre outros:
  • Nivel de exposição.
  • Ajuste de brancos (temperatura da cor).
  • Estilos de fotografia (retrato, paisagem, preto e branco…)
  • Contraste
  • Tom
  • Saturação da cor
  • Nitidez
Ainda que muitos destes parâmetros se possam manejar também com software de processamento de imagens como o Photoshop, há que ter em conta que se se ajusta directamente sobre o RAW, ao não estar este comprimido e ter muita qualidade, obteremos melhores resultados e teremos menos perda de qualidade.
Exemplo do programa Canon Photo Professional
 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

As instruções SSE

Enquanto a Intel dava um passo errado lançando as instruções MMX, algo de que o mercado não precisava e que até hoje não obtiveram uma aceitação significativa, a AMD veio com seu K6-2 e suas instruções 3D-Now!, que realmente conseguiam melhorar o desempenho do processador em até 20% em jogos 3D com suporte a esta tecnologia. Apesar de seu fraco coprocessador aritmético, em alguns jogos o K6-2 chegava bem perto de um Pentium II do mesmo clock, graças às suas instruções 3D, que passaram a ser suportadas pelos principais jogos, além de beneficiarem outros indirectamente através do DirectX (a partir da versão 6) ou através de drivers de vídeo optimizados.

Como as instruções 3D-Now são patenteadas, apenas a AMD (e eventualmente outra companhia  licenciada por ela) podia utilizá-las nos seus processadores. A Intel então optou por criar seu próprio conjunto de novas instruções, baptizado de SEE, a fim de também acelerar o desempenho do Pentium III.

Enquanto as instruções MMX melhoravam o desempenho do sistema basicamente no cálculo de números inteiros (o que explica sua fraca aceitação), as instruções SSE e as instruções 3D-Now! serviam para agilizar o cálculo de números de ponto flutuante, usados principalmente em jogos 3D e em aplicativos gráficos tridimensionais, justamente onde os processadores de então eram mais solicitados.
As instruções 3D-Now! eram capazes de aumentar o desempenho do K6-2 em 10, 15 ou até 20%. Mesmo 15% de aumento de performance não é um ganho nada desprezível, pois equivaleria a trocar um processador de 300 MHz por outro de 350 MHz.

O 3D-Now! é composto por um set de 21 novas instruções, o SEE por sua vez é composto por um set  de 70 novas instruções, que são capazes de melhorar o desempenho do processador, não só em jogos e aplicativos gráficos, mas também em software de descompressão de vídeo, reconhecimento de fala e aplicações multimédia em geral.

Como as novas instruções são apenas software, é preciso que os programas fossem optimizados para fazer uso deles. No caso dos jogos 3D, também existia aumento de performance caso o jogo utilizasse o DirectX 6.1 (ou superior), optimizado para as novas instruções, ou caso os drivers da placa de vídeo 3D fossem optimizados para as instruções SSE. Neste caso porém, o ganho seria muito menor que numa aplicação realmente optimizada, praticamente imperceptível em muitos casos.
Antes do seu lançamento, houve muita especulação sobre qual seria o ganho real de performance trazido pelas novas instruções do Pentium III. Alguns especialistas chegaram a argumentar que o ganho seria praticamente nulo, pois ao contrário do K6-2, o Pentium III já possuía um excelente coprocessador aritmético. Felizmente, estas previsões não se concretizaram. Os criadores do Quake 3 Arena, jogo que estava sendo optimizado para as novas instruções, estimaram que o aumento de performance ficaria entre 10 e 15% com o uso das novas instruções. No Adobe Photoshop 5.02, que também foi optimizado para as novas instruções, o aumento de desempenho também ficava na casa dos 15%. E, teoricamente, algumas aplicações podiam funcionar até 25% mais rápido. Realmente quanto às instruções, o Pentium III não estava nada mal.

- Mas o que fazia as instruções SSE serem tão, ou até mesmo mais eficientes que as badaladas instruções 3D-Now?

Basicamente, as instruções SSE diferem das instruções 3D-Now! devido à forma como são executadas. As instruções 3D-Now! permitem que algumas rotinas dos programas sejam executadas 3, ou até mesmo 4 vezes mais rápido do que seriam usando as instruções padrão do coprocessador aritmético. Digamos, num exemplo tosco, que 30% das rotinas utilizadas por um determinado jogo sejam executadas usando o 3D-Now!, sendo que em média, estas instruções (apenas as optimizadas) seriam executadas 3 vezes mais rápido. Seguindo nosso exemplo, teríamos 30% das rotinas do programa executadas em 1/3 do tempo, resultando num aumento de performance em torno de 20%. (note-se que não estamos levando em consideração inúmeros factores aqui, o nosso objectivo com este exemplo é apenas ilustrar melhor o benefício gerado por estas instruções).
As instruções SSE funcionam de forma semelhante, permitindo que muitas rotinas utilizadas pelos programas possam ser executadas muito mais rapidamente. A vantagem é que o Pentium III é capaz de processar simultaneamente instruções normais e instruções SSE, o que resulta em um aumento ainda maior de performance.

Enquanto no 3D-Now! o programa tem a todo momento que escolher entre utilizar uma das instruções padrão ou uma das instruções 3D-Now!, no Pentium III é possível usar os dois tipos de instruções simultaneamente, mantendo as três unidades de execução do coprocessador aritmético cheias durante mais tempo. A única desvantagem deste processo é que, para ter um beneficio total das instruções SSE, é necessário um número muito maior de alterações nos códigos dos programas, o que acaba por desestimular muitos produtores de software a tornar seus produtos compatíveis.

Parece claro que as instruções SSE, devido à maneira como são implementadas, são mais eficientes do que as instruções 3D-Now! da AMD, talvez pelo facto dos projectistas da Intel terem tido bastante tempo para criá-las e implementá-las. Não podemos esquecer-nos porém, que para se beneficiar tanto das instruções 3D-Now quanto das SSE, o software precisa ser re-escrito. Já tínhamos uma grande base instalada de processadores K6-2, K6-3 e Athlon, assim como vários títulos já optimizados para o 3D-Now!. Mesmo com toda a sua influência, não foi nada fácil para a Intel reverter esta estatística.
A última cartada da Intel para estimular os programadores a incluir suporte às instruções SSE em seus produtos, foi o lançamento de um compilador em C que adiciona o suporte às instruções automaticamente. Usando este compilador, que é distribuído gratuitamente, o programador pode construir seu programa normalmente, sem se preocupar em incluir qualquer suporte ao SSE e depois de terminado o programa utilizar o compilador para adicionar o suporte.

O compilador então verifica todas as linhas do código e adiciona instruções optimizadas sempre que for possível. Note que o programa continua sendo compatível com os processadores sem SSE: caso o programa seja executado em um Pentium III serão utilizadas as linhas optimizadas para o SSE e caso esteja sendo usado outro processador serão utilizadas as instruções normais.

A optimização feita pelo programa não é tão eficiente como a feita por um programador experimente, mas já é melhor que nada. De qualquer forma, o uso deste compilador acabou fazendo com que a maioria dos títulos 3D e multimédia lançados durante o ano 2001 recebessem alguma optimização para o SSE.

As instruções SSE são encontradas em todas as versões do Pentium III e Pentium III Xeon, além das versões do Celeron com core Coppermine. O Pentium 4 traz um conjunto de instruções aprimorado, o SSE 2.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 3 de maio de 2011

Galemys pyrenaicus, Toupeira-de-água

Taxonomia
Mammalia,  Insectivora,  Talpidae  (Desmaninae).
 
Tipo de ocorrência
Residente.
 
Classificação
VULNERÁVEL  -  VU  (C1+2a(i))
Fundamentação: A espécie tem uma população com menos de 10.000 indivíduos maduros, com declínio continuado que pode ter atingido 10% em 10 anos; admite-se que não exista nenhuma subpopulação com mais de 1.000 indivíduos.
 
Distribuição
A  toupeira-de-água  ocorre  no  Norte  e  Centro  da  Península  Ibérica  e  Pirinéus (Mitchell-Jones  et  al.  1999).  Em  Portugal,  distribui-se  pelas  bacias  hidrográficas dos rios Minho, Âncora, Lima, Neiva, Cávado, Ave, Leça, Douro, Vouga, Mondego e Tejo (apenas na sub-bacia do rio Zêzere) (Queiroz et al. 1998).

Os  resultados  comparativos  do  programa  de  monitorização  das  ocorrências  da espécie (Quaresma 2001) indiciam uma redução da área de ocupação ao longo dos limites Este, Sul e Oeste da sua área de distribuição.
 
População
Os indivíduos desta espécie apresentam um comportamento de evitamento mútuo e uma capacidade quase nula de se movimentarem através do meio terrestre ou transpor barreiras interpostas no leito dos cursos de água. Deste modo, a dimensão de uma subpopulação está fortemente influenciada pela dimensão dos ambientes aquáticos disponíveis. As condições ecológicas, nomeadamente a disponibilidade em macroinvertebrados de que se alimentam, parece determinar a sua densidade.

Em  Portugal,  os  trabalhos  realizados  no  rio  Sabor  e  rio  Paiva,  em  habitats particularmente favoráveis para a espécie, sugerem densidades populacionais de 5 a 10 ind/km (Quaresma et al. 1998, Chora 2001) mas outros estudos revelam densidades bastante inferiores (e.g. CM Quaresma com. pess., Silva 2001)). Uma estimativa  ao  nível  nacional  aponta  para  a  ocorrência  de  menos  de  10.000 indivíduos, repartidos em subpopulações pequenas e isoladas, devido à existência de barreiras físicas e ecológicas. Verificou-se uma regressão nas áreas localizadas no limite da distribuição da espécie (sub-bacias mais interiores da margem esquerda do  rio  Douro,  nas  bacias  hidrográficas  dos  rios  Tejo  (Zêzere)  e  Mondego  (Alva), nas zonas médio-inferiores de várias bacias hidrográficas - Âncora, Cávado, Ave, Douro (sub-bacias do Inha e Arda) e Vouga) e em plena área de distribuição da espécie (bacia do rio Lima (Castro Laboreiro e Tamente) e bacia do Cávado (sub-bacias dos rios Homem e Gerês), que indiciam declínio continuado da população, nomeadamente  em  situações  de  fragmentação  elevada  (Quaresma  2001).
 
Habitat
A toupeira-de-água utiliza os cursos de água de características lóticas geralmente classificados como pertencentes à zona salmonícola e de transição salmonícola-ciprinícola. Prefere os troços em que as margens propiciem adequadas condições de  abrigo  natural,  pois  não  escava  túneis.  Está  estritamente  dependente  do corredor aquático e ripícola, no qual realiza todas as suas actividades vitais.
 
Factores de Ameaça
As acções directas ou indirectas sobre a morfologia do curso de água, a estrutura do  leito  e  margens,  o  regime  hidrológico  e  a  qualidade  da  água  constituem factores de ameaça aos habitats da toupeira-de-água. Como principais impactos ecológicos  negativos  assinalam-se  a  eliminação,  redução  ou  alteração  da disponibilidade  de  alimento  (essencialmente  os  macroinvertebrados  aquáticos bentónicos) e de abrigos. Estes poderão resultar da construção de obras hidráulicas e  outras  infra-estruturas  na  proximidade  dos  cursos  de  água,  da  poluição  da água, da captação ou desvio sazonal da água, da destruição das margens e da vegetação ripícola natural, e da alteração do coberto vegetal natural de encostas.

Acrescem a estes factores os que afectam a espécie por incidirem directamente sobre os indivíduos ou populações causando mortalidade, redução das condições sanitárias, restrições à dispersão ou isolamento populacional, tais como: a pesca com redes, a utilização ilegal de venenos e explosivos como métodos de pesca e, potencialmente,  a  introdução  de  espécies  não  indígenas.
 
Medidas de Conservação
Com base num estudo nacional sobre a distribuição e o habitat da espécie foram definidas  áreas  preferenciais  para  a  conservação  desta  espécie,  designadas "Sítios  Importantes  para  a  Conservação  da  Toupeira-de-água"  (Queiroz  et  al. 1998),  sobre  os  quais  incidirão  as  principais  acções  de  conservação perspectivadas. Está em elaboração o "Plano de Acção para a Conservação da Toupeira-de-água" (ICN in prep.), o qual visa implementar as medidas necessárias para incorporar os requisitos necessários à conservação da espécie na política de gestão dos cursos de água, implementar medidas de recuperação dos habitats da espécie, conhecer e conservar populações ameaçadas e promover a toupeira-de-água como emblema da conservação da biodiversidade dos cursos de água.

Entre  outras  acções,  prevê-se  prosseguir  com  o  plano  de  monitorização  da ocorrência  da  espécie  realizado  de  5  em  5  anos  e  minimizar  o  efeito  da fragmentação dos habitats e das populações da espécie através da introdução de mecanismos de transposição eficazes em barreiras transversais (barragens de pequena  e  média  dimensão  e  açudes)  utilizando  os  conhecimentos  adquiridos (Chora 2001, Silva 2001, Chora 2002).
in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Que mudanças ocorrem na vida de um jovem que participa do Escutismo?

O Escutismo oferece experiências educativas que contribuem para o crescimento integral:
Que mudanças ocorrem na vida de um jovem que participa do Escutismo?
  • Contribui para a formação do carácter, requisito para o êxito em qualquer profissão, na formação da família e na vida em sociedade.
  • Oferece ao jovem uma oportunidade de servir a Deus e ao próximo.
  • Transmite conhecimentos úteis que servirão ao longo da vida.