domingo, 8 de janeiro de 2012

Iracema



sábado, 7 de janeiro de 2012

Captar a cor

Mesmo que o tempo esteja um pouco nublado, as aves selvagens coloridas são um excelente motivo para explorar e captar imagens cheias de impacto. Os flamingos são um bom exemplo disso - aqui, a sua plumagem vibrante destaca-se contra os tons suaves do lago.
Experimente captá-los isoladamente, destacando a elegância das suas pernas e pescoços altos. Inclua vários exemplares num mesmo enquadramento, ou faça planos aproximados enquanto estes limpam as suas penas, eliminando as pernas por completo mas obtendo uma imagem interessante, plena de impacto.
A elegância dos flamingos proporciona fotos verticais incríveis, tal como comprova esta imagem de perfil. A cor das penas destaca-se, contra a água mais escura.
Não parece, mas esta foto foi captada sob luz de dia, de fraca intensidade, por isso aumentámos a sensibilidade para ISO 2.000 - a maioria das reflex digitais de gama média controlam bem o ruído. Mesmo com um monopé, usamos uma grande abertura, para obter uma velocidade de obturação rápida, que evitasse trepidações.
Com uma vasta extensão de água, um bom reflexo e alguma ondulação ligeira, esta foto (tirada a partir de um esconderijo, com uma objectiva de 400 mm) acentua o carácter abstracto da cena.
Um pato-bravo flutua num lago estagnado. As cores dão destaque à ave e o reflexo simétrico preenche bem o enquadramento.
A conversão para monocromático deste flamingo colorido permitiu transformar a água em negro puro, com belas ondas brancas, que quebram o reflexo mas criam profundidade.

in O Mundo da Fotografia Digital - Junho 2010

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O Athlon XP

A AMD vive um grande problema. Apesar do Athlon ter um desempenho bem superior ao de um Pentium 4 da mesma frequência, a maioria dos utilizadores simplesmente não sabe disso.

Com isso, a AMD é obrigada a vender os Athlons de 1.33 e 1.4 GHz a preços iguais ou até mais baixos do que o Pentium 4 de 1.4 GHz, mesmo que que eles tenham um desempenho próximo do Pentium 4 de 2.0 Ghz, que custa 4 vezes mais. Apesar das críticas, é inegável que a Intel acertou em cheio do ponto de vista comercial, construindo um processador capaz de atingir frequências muito altas, apesar de perder numa comparação clock por clock.
Mesmo que a AMD tradicionalmente trabalhe com margens de lucro bem menores que a Intel, seria difícil acreditar que eles sejam capazes de continuar vendendo tão barato os seus processadores topo de gama.
 
Já que não é possível produzir Athlons que operem a frequências tão altas quanto o Pentium 4, a AMD resolveu colocar em prática uma estratégia diferente, tentando vendê-los com relação ao seu desempenho. Sim, decidiram ressuscitar o velho índice Pr, usados nos antigos 5x86, K5 e Cyrix 6x86.
O padrão, que a AMD vem tentando estabelecer com a ajuda de outros fabricantes, foi baptizado como True Performance Initiative, e que visa criar um conjunto de testes e benchmarks de vários fabricantes e levando em consideração o desempenho do processador em várias aplicações, que possa servir como uma medida confiável de desempenho para processadores.
 
Por enquanto o padrão ainda não está definido, por isso a AMD definiu os índices de desempenho baseados em uma série de benchmarks populares actualmente, mantendo ainda uma certa folga em relação ao Pentium 4. A intenção é que o Athlon possa vencer com folga as versões equivalentes do Pentium 4.
Para completar, o Athlon Palomino mudou de nome, e foi lançado como “Athlon XP” ao invés de Athlon 4, que era o nome já utilizado nas versões para notebooks, apanhando boleia do lançamento do novo sistema da Microsoft.
 
O Athlon XP foi lançado, em versões de 1.33, 1.4, 1.46 e 1.5 GHz, vendidas com base no seu desempenho em relação ao Pentium 4.

A versão de 1.33 Ghz por exemplo é vendida como modelo 1500+, indicando que tem um desempenho igual ou superior ao de um Pentium 4 de 1.5 GHz.
 
A versão de 1.4 GHz é vendida como modelo 1600+, a de 1.46 como 1700+, a de 1.5 GHz como 1800+. Logo será lançada também a versão de 1.6 GHz encarnará o modelo 1900+.
Do ponto de vista do desempenho, a numeração está mais do que correta, pois salvo algumas raras excepções, um Athlon de 1.4 GHz bate com folga um Pentium 4 de 1.6 GHz. Em várias aplicações chega a bater até mesmo um de 2.0 GHz. O ponto neste caso é a confusão que esta nova nomenclatura irá causar. Um utilizador leigo vai achar que o vendedor o enganou ao descobrir que seu Athlon 1800+ na verdade opera a apenas 1.5 GHz. Felizmente, as placas mãe com BIOS recentes, que já são capazes de reconhecer correctamente os novos processadores mostram tanto o índice de desempenho quanto a frequência real de operação, o que deve diminuir este problema.
O Anandtech publicou uma série de benchmarks que demonstraram não apenas que o XP apresenta um ganho considerável em relação aos Athlons Thunderbird, graças ao suporte às instruções SSE, mas que o Athlon XP Pr 1800 (1.53 GHz) é capaz de derrotar com folga não apenas um Pentium 4 de 1.8 Ghz, mas também o de 2.0 GHz.
 
De 14 benchs, o Pentium 4 de 2.0 GHz foi capaz de ganhar em apenas 4: compactação de áudio em MP3, com o LAME Encoder, Quake III a 640 x 480, SPECviewperf 6.1.2 – DX-06 e SPECviewperf 6.1.2 – Light-04, sendo que apenas no último o Pentium 4 conseguiu mostrar uma vantagem acima de 2%.
O melhor resultado do Athlon XP foi no Serious Sam 1.02, onde conseguiu uma vantagem de 35%. 

O Toms Hardware publicou um set de benchmarks um pouco diferente, mas novamente com a supremacia do XP. Os destaques ficam para o Evolva, onde o XP ficou 17% na frente . No Sandra o Pentium 4 ganhou por quase 15% em inteiros, mas perdeu em ponto flutuante onde mudou apenas o percentual (10% com o i850 e 15% com o Via P4x266). Outro bench onde o Pentium 4 + i850 ficou bem foi no teste de barramento com a memória do Sandra, graças claro ao uso de memórias Rambus. 
Note que o teste feito pelo Anandtech, utilizou uma placa mãe com o i850 e memória Rambus, a plataforma onde o Pentium 4 se sai melhor. O Toms Hardware fez testes com placas i850 e Via P4x266. Em nenhum dos dois testes foram usadas as placas com o i845, que serão as mais comuns nos próximos meses, mas onde o Pentium 4 tem seu desempenho bastante fragilizado pelo uso de memórias SDRAM comuns.

Por outro lado, os testes foram feitos com o Pentium 4 Willamette, que tem apenas 256 KB de cache L2. Logo estarão à venda os Pentium 4 de 0.13 mícron, baseados no core Northwood, que trarão 512 KB de cache. Como as placas baseadas no i845 serão logo substituídas por placas com suporte à memórias DDR baseadas no i845D ou no SiS645, o desempenho do Pentium 4 pode acabar sendo um pouco superior ao mostrado nos testes actuais.
Outro anúncio de apoio veio da Microsoft que já vinha namorando com a AMD desde a época do desenvolvimento do X-Box, que viria equipado com processadores AMD Duron se a Intel não tivesse aparecido na última hora com uma oferta imbatível do Celeron.

Foi anunciado que as duas empresas farão uma campanha de marketing conjunta, tentando alavancar a venda dos dois XPs, o “Experience” da Microsoft e o “Extreme Performance” da AMD.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Girl-Scouts e Guidismo em Portugal

Confirmou-se no caso português a premissa enunciada por Michael Mitterauer: apesar de originalmente criado a pensar em jovens rapazes, o método escutista, gerador de associações juvenis de matriz eminentemente burguesa, manteve as raparigas afastadas mais tempo de jure que de facto.  O primeiro grupo feminino português a praticar escutismo foi, excluindo a primeira experiência macaense, o Grupo Nº 28 da AEP, criado em Março de 1916, e dirigido pela escoteira-chefe Maria Luísa de Magalhães, enfermeira. Esta relatou em 1960 ao Sempre Pronto, órgão oficial da AEP a partir de 1945, que Adélia de Melo Machado, mulher de Álvaro de Melo Machado, ensaiador da experiência pioneira, lhe propôs o desafio. Foi importante o apoio (e provável instrução técnica) de seu irmão mais novo, João Correia de Magalhães, antigo elemento do 3, anexo ao Liceu Pedro Nunes. O 28 teve uma existência efémera, não superior a dois anos, mas pôde, segundo a sua chefe, realizar diversas actividades de campo.
A UAP teve também, por muito breve período, em 1922, o Grupo Nº 17 de Adueiras, anexo à Escola Primária Ferreira de Macedo, em Gaia, fora do quadro estatutário criado três anos antes. Outras referências a mulheres nessa associação datam de 1926, sendo claro que o seu papel era o de beneméritas e angariadoras de fundos para os diferentes grupos. A mais provável explicação da não legitimação destas realidades é também a mais simples: o modelo do escutismo no feminino foi no momento inicial da sua experimentação bastante polémico, mesmo no panorama inglês, socialmente mais dinâmico e economicamente mais favorável a actividades de lazer. Neste contexto, Portugal, mesmo no cenário de mudança social criado pela implantação da República, não terá conseguido adesão ou aprovação de jovens em condições sociais de serem dirigentes ou filiadas.
O guidismo nacional e o guidismo em Portugal haveriam de realizar na década de trinta uma convergência de esforços resultante na Associação Guias de Portugal (AGP). Em 1926 o corpo docente da Oporto British School, na cidade invicta, Miss Denise E. Lester, no Funchal, e Maisie Norton e Palmira Ribatâmega, em Carcavelos, constituíram as primeiras companhias conhecidas, directamente dependentes do Bureau Mundial do Escutismo, que assim se mantiveram até à legalização da AGP.
Após um período de formação, entre 1931 e 1933, foi oficializada a AGP pelo Decreto Nº 23760, de Abril de 1934, e aprovados os seus estatutos pela Portaria Nº 7831, em Maio seguinte.A fusão do guidismo português com o girl guiding praticado pela colónia inglesa deixou marcas no corpo estatutário: à semelhança da AEP, a AGP estava organizada como uma federação de companhias (equiparadas aos grupos de escuteiros) com direcções autónomas, que podiam ser abertas (interconfessionais), semi-abertas (pluridenominacionais) ou fechadas (de uma só religião). A primeira notícia sobre as companhias data de Dezembro de 1935, e decorre duma entrevista de Judite Maggioly a Maria Guardiola, reitora do Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho e Comissária Honorária da AGP, para a Modas & Bordados, em que esta afirmava a importância do papel do guidismo. Em Fevereiro de 1936, a Joaninha, porventura o primeiro magazine das adolescentes portuguesas, tornou-se órgão oficioso da AGP; foi apresentada, logo no primeiro número, Maria Fernanda de Almeida d’Orey, Comissária Nacional guidista de 1934 a 1937. Existiam, ao todo, 18 companhias 110, distribuídas por Lisboa, Porto, Funchal, Angra do Heroísmo, Lourenço Marques, Beira e Luanda. Estimamos por isso, tendo em conta que uma companhia não poderia existir com menos de uma patrulha ou bando, que a dimensão regular era a de duas patrulhas, e que estas tinham sempre, pelos menos, uma chefe e uma ajudante, que terão existido nesse ano entre 160 a 300 elementos na AGP.
A partir de Setembro desse ano deixaram de ser publicadas quaisquer notas, informativas (ou de propaganda) relativas à AGP. Este silêncio foi motivado por dois acontecimentos marcantes do segundo semestre de 1936: a criação das organizações estatais femininas e a extinção da OEP. À Obra das Mães pela Educação Nacional (OMEN) pertenceram desde a primeira hora Fernanda d’ Orey e Eugénia Brandão de Melo, a primeira como membro da direcção executiva inicial e a segunda como vogal. Em 11 de Julho de 1936, na cerimónia de tomada de posse da Junta Central da OMEN, Carneiro Pacheco anunciou de forma clara a sua intenção. Avançou, em primeira mão, informação que havia de ser publicada por Portaria Nº 8488 do Governo, dois dias depois. Apenas um apontamento n’ A Flor de Lis confirma a ocorrência de um último Conselho Nacional da AGP, datado de 27 de Abril de 1937, em que havia sido constituída uma nova Comissão Executiva para o guidismo. O transvase das suas dirigentes para as organizações estatais já estava em curso, pelo que o abrupto encerramento das Guias de Portugal não mais terá sido que a consequência de uma resposta positiva do seu Conselho Nacional ao pedido expresso por Carneiro Pacheco. Fernanda d’Orey foi em Dezembro de 1937 indigitada Comissária Nacional Adjunta da Mocidade Portuguesa Feminina, exercendo esse cargo até ao seu falecimento. De acordo com o depoimento de Manuel Ferreira da Silva (então assistente e membro da Junta Central do CNE), o próprio e outras antigas Comissárias da AGP encetaram em 1952 reuniões para reactivação do projecto guidista.
O percurso de Maria Judite Furtado Coelho Parreira ilustra, em nosso entender, o destino de várias jovens e adultas interessadas numa outra forma de escutismo no feminino, antes e depois do encerramento da AGP. Havia sido publicado pelo CNS, em 1934, um primeiro conjunto de regras que permitiu a existência de mulheres – as “Senhoras das Alcateias” – nas chefias da I Secção, salvaguardando a inexistência de dirigentes do sexo oposto, salvo se parentes ou religiosos. Esta adenda ao regulamento original do CNS apenas legitimava uma situação já existente, e facilmente comprovável pela leitura do seu órgão oficial.
Judite Furtado Coelho Parreira, filha de Luís da Costa Leal Furtado Coelho, um dos primeiros professores de ginástica introdutores do método sueco, seguiu a carreira paterna, iniciando-se na docência de Educação Física em 1911. Antes de rumar a Luanda, em 1939, foi uma das primeiras mulheres a integrar os quadros auxiliares do CNS, como instrutora de ginástica da I Secção, na Alcateia Nº 21 de Lisboa. Com ela desbravaram terreno Maria Eugénia Vieira e Isabel Leal (OSN de 15 de Janeiro de 1929), entre muitas outras. O papel feminino na Chefia de Alcateia foi  desenvolvimento do anteriormente existente “Conselho Protector de Grupos”, composto por paroquianas que prestavam apoio catequético e financeiro às actividades de lobitos e scouts.
Para além do estrito trabalho nas chefias de I Secção, as Patrulhas de Estudo do CNE, modelo instituído no 1ª Congresso Nacional de Dirigentes ocorrido em Setembro de 1933, integraram na dinâmica geral de chefia as jovens Akêlás. A presença de mulheres dirigentes em Conselhos Nacionais só foi facto desde 1936: o seu voto tinha apenas valor consultivo, quando não eram meras observadoras. Vinha ainda longe o momento de aprofundamento do modelo de co-educação no seio da AEP e CNE, instituído somente no pós-25 de Abril de 1974.
in LUSITÂNIA SACRA XVI
A INTRODUÇÃO DO ESCUTISMO EM PORTUGAL
 de ANA CLÁUDIA S. D. VICENTE

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Monumento Megalítico da Pata do Cavalo / Monte das Boiças 1

Sítio científico. Monumento de falsa cúpula ou "tholos". O monumento tinha parte da câmara revestida internamente por muro de pedra insossa, suportando lajes em fiadas sucessivas, avançando ligeiramente sobre a anterior até fechar a falsa cúpula. (Durante a escavação foram encontrados entre os esteios e no meio da câmara restos das paredes feitas de pequenas pedras.)

DESCRIÇÃO
Planta composta por galeria rectangular e cripta poligonal, atingindo 6 m. de diâmetro, orientada segundo o eixo E. / O., com acesso a E. Galeria marcada por 4 esteios em travessão, de dimensões reduzidas, cripta por 8 esteios, alguns de enormes dimensões (c. 2,00 x 3,00 x 0,60). Visíveis ainda restos do "thumulus".
ACESSOS
EN. 120, em Azinheira de Barros corta-se para o Viso; na paragem da RN vira-se à direita na direcção do Monte das Boiças; 7 000 m. a NO. do monumento megalítico do Lousal.

ÉPOCA CONSTRUÇÃO
Eneolítico, c. 2000 a.C.

CARACTERÍSTICAS PARTICULARES
O maior monumento megalítico conhecido da cultura dos "tholoi", apenas superado pelo do Barro, em Torres Vedras, que pertence a uma outra civilização.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ardeola ralloides, Papa-ratos

Taxonomia
Aves, Ciconiiformes, Ardeidae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante e invernante.
 
Classificação
População nidificante: CRITICAMENTE EM PERIGO - CR  (D)
Fundamentação: População extremamente reduzida (inferior a 50 indivíduos maturos).
 
População  invernante: EM PERIGO - EN* (D)
Fundamentação: População extremamente reduzida (inferior a 50 indivíduos maturos).
No entanto, por ser um taxon visitante não reprodutor cujas condições não se estão a deteriorar nem fora nem no interior da região, o que leva a admitir um risco de extinção mais reduzido em Portugal, desceu uma categoria na adaptação à escala regional.

Distribuição
A sua distribuição estende-se desde o sul da Europa, Ásia Central até à região do Mar Aral, assim como na zona tropical de África e no Norte de África; pode também ocorrer nas Ilhas Canárias, Ilhas de Cabo Verde (Cramp & Simmons 1977).

A maioria das espécies de papa-ratos do Paleártico Ocidental migra para a zona tropical do Norte de África, e em menor proporção para Marrocos, Mediterrâneo, Iraque, Irão e Golfo Pérsico (Cramp & Simmons 1977).

Em Portugal, a sua área de distribuição potencial em Portugal, situa-se a sul do Tejo.

Como nidificante, ocupa uma área restrita (cerca de 50 km2); ocorre em zonas de nidificação muito bem definidas (sendo menos de 5 os locais de nidificação conhecidos). Como invernante são menos de 10 os locais de ocorrência conhecidos.

População
Trata-se de uma espécie com baixa detectabilidade e que não tem sido alvo de contagens dirigidas, sobre a qual não exista muita informação disponível. No entanto, o conhecimento resultante do acompanhamento que tem sido desenvolvido nas suas áreas potenciais de ocorrência permite assumir que tanto a população nidificante como a população invernante serão seguramente inferiores a 50 indivíduos maturos. A redução das observações efectuadas durante a época de reprodução, bem como a não confirmação da sua nidificação nos últimos anos, indiciam um declínio acentuado da população nidificante. Pelo contrário, existem registos cada vez mais frequentes da sua presença no inverno.

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Em Declínio, embora ainda provisoriamente, apresentando um declínio continuado moderado (BirdLife International 2004). Para Espanha, é referida uma expansão da população e área de distribuição (Perez-Aranda et al. 2003).

Habitat
Frequenta normalmente zonas com vegetação palustre, lagoas costeiras, arrozais, cursos de água, pauis e açudes.

Factores de Ameaça
Entre os factores de ameaça a esta espécie destaca-se a drenagem e destruição de caniçais para aproveitamento agrícola e pecuário e a má gestão dos recursos hídricos. Com efeito, tratando-se de uma ave extremamente sensível a alterações do nível da água, pode ser negativamente afectada por intervenções hidráulicas associadas a alterações dos níveis de água, com origem na gestão de açudes e barragens. Também alterações do uso do solo nas áreas circundantes às colónias que são utilizadas como locais de alimentação, nomeadamente o abandono da cultura de arroz ou conversão para a cultura de sequeiro ameaçam a conservação desta espécie. O corte e queima dos caniçais Phragmites australis também prejudicam esta espécie, dado que o caniço é utilizado para a construção do ninho e é também no seu interior que esta ave se alimenta. É uma espécie extremamente sensível a qualquer tipo de perturbação nas áreas de nidificação, sendo negativamente afectada pelas acções de perturbação associadas ao turismo, caça e pesca. Dada a sua grande dependência do meio aquático, é muito afectada pela poluição da água, por efluentes domésticos, industriais e agrícolas e ainda pela utilização de adubos, pesticidas e herbicidas nas zonas de alimentação, contaminando os recursos alimentares.

Medidas de Conservação

A conservação desta espécie requer a manutenção e incremento das áreas de habitat de suporte potencial para nidificação da espécie, nomeadamente de manchas de caniço, bem como das condições nos habitats de alimentação, assegurando a existência de zonas ricas em peixe e anfíbios. É uma espécie que beneficiará largamente da melhoria da eficácia do controlo e tratamento das descargas de efluentes. Carece também de medidas que visem reduzir a perturbação nos locais de nidificação e de invernada. A criação e implementação de Planos de Ordenamento para áreas ecologicamente sensíveis onde a espécie ocorre, que integrassem estas orientações, asseguraria a sua conservação à escala nacional.

A monitorização dos efectivos nidificantes é fundamental.

A informação e sensibilização das populações em geral e das entidades responsáveis para a conservação da espécie, foi também identificada como tendo um papel importante na preservação desta ave.
 in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Tanaka S.A.A.45 Civillian 4.5 polegadas acabamento em aço (Modelo de arma)

O Colt Single Action Army (também conhecido como o Peacemaker, Single Action Army, SAA, Model P e Colt 45) é um revólver de acção simples com um cilindro que roda e armazena seis munições. Foi desenhado para os testes de revólver de serviço, do governo dos EUA, de 1873 pela Colt's Patent Firearms Manufacturing Company, hoje Colt's Manufacturing Company, e adoptado como revólver standard de serviços militar até 1892.
 
O Colt Single Action Army estava disponível em mais de 30 calibres diferentes e vários comprimentos de cano. A sua aparência geral mantém-se consistente desde 1873. A Colt terminou a sua produção duas vezes, mas retomou-a devido às solicitações dos clientes. O revólver era popular junto de rancheiros, homens da lei, e até fora-da-lei, mas os modelos correntes são essencialmente adquiridos por coleccionadores e reencenadores. O seu desenho influenciou a produção de numerosos outros modelos de outras companhias.
 
Este modelo de imitação não disparável é uma réplica altamente realística desta arma legendária. Com munições em metal removíveis/carregáveis, cão em metal e gatilho que funciona exactamente como na arma real. Corpo em metal com cano em plástico ABS bastante pesado.
Esta arma é perfeita para reencenadores que querem reviver a história, ou como acessório para filmes!
in Redwolf Airsoft