quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

RAID 3

O RAID 3 usa um sistema de paridade para manter a integridade dos dados. Num sistema com 5 discos rígidos, o 4 primeiros servirão para armazenar dados, enquanto o último armazenará os códigos de paridade.

Nos 4 primeiros drives temos na verdade um sistema RAID 0, onde os dados são distribuídos entre os 4 discos rígidos e a performance é multiplicada por 4. Porém, os códigos armazenados no 5º disco rígido permitem recuperar os dados caso qualquer um dos 4 discos rígidos. A recuperação é feita usando os códigos de correção de erros combinados com os dados distribuídos nos outros discos rígidos.

É possível aplicar o RAID 3 a sistemas com mais discos rígidos, sendo que sempre um armazenará os códigos de correção. Claro que este sistema funciona apenas caso apenas um disco rígido apresente problemas, caso dê-se o azar de dois ou mais discos rígidos apresentarem problemas ao mesmo tempo, ou antes da controladora terminar a reconstrução dos dados, novamente perdem-se todos os dados de todos os discos rígidos.

Você pode perguntar, como é possível recuperar todos os dados, armazenados nos 4 discos rígidos com apenas um disco rígido de códigos de paridade. Na verdade, a ideia por trás desta aparente mágica é bastante simples.

A paridade consiste em adicionar um bit adicional para cada grupo de bits. Na memória RAM, existe um bit de paridade para cada 8 bits de dados, enquanto no RAID 3 temos um bit extra para cada 4 bits de dados.

Caso dentro destes 4 bits exista um número par de bits 1, então o bit de paridade é 0. Caso exista um número ímpar de bits 1, então o bit de paridade é 1:


Veja que graças ao bit de paridade é possível saber apenas que, dentro do grupo de 4 bits existe um número par ou ímpar de bits 1. Mas, isso já é o suficiente para recuperar qualquer um dos 4 bits que seja perdido, desde que sejam respeitadas duas condições:
 

a) Que apenas um bit de cada grupo seja perdido
b) Que se saiba qual dos bits foi perdido


No RAID 3 cada um dos bits dentro de cada grupo fica guardado num disco rígido. Quando um dos discos rígidos para de funcionar, a controladora sabe exactamente quais bits foram perdidos e têm condições de recuperá-los com uma continha muito simples:


Na primeira linha temos dois bits 1 e um bit 0. Se o bit de paridade é 0, significa que temos um número par de bits 1. Como já temos dois bits 1, então é claro que o bit que está faltando é um zero. Na segunda linha temos dois bits 1 e um bit 0. Como o bit de paridade é 1, significa que temos um número ímpar de bits 1. Como temos apenas dois, significa que o bit perdido é um bit 1.

Tudo o que a controladora precisa fazer para recuperar os dados é repetir este cálculo até recuperar todos os dados. Para um computador isto é bem simples. O único problema é que quando um dos discos rígidos pára de funcionar a máquina também fica paralizada. Apenas depois que o disco rígido for substituído e que a controladora tiver tempo de terminar de recuperar os dados é que o sistema volta a funcionar normalmente.


Em sistemas de operação crítica, onde a máquina não pode ficar fora do ar por mais do que alguns segundos, este sistema não é o suficiente.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

PASSA DOIS MELROS


O código «passa-dois-melros» consiste em intercalar umas duas letras aleatórias entre cada letra da mensagem que queremos codificar:

Mensagem: JANTAR AS FEBRAS
Mensagem Codificada: JIMASUNAETIMASRRAS AMISSU FRIEMIBURRINATOSAS

(JIMASUNAETIMASRRAS AMISSU FRIEMIBURRINATOSAS)
 
Nota: podem ser usados outros códigos do género, como por exemplo «passa-três-melros», ou colocando simplesmente a(s) letras(s) aleatórias antes das letras da mensagem.



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Gyps fulvus, Grifo


Taxonomia
Aves, Accipitriformes, Accipitridae.
 
Tipo de ocorrência
Residente.
 
Classificação
QUASE AMEAÇADO - NT* (D1)
Fundamentação: Espécie com população reduzida (inferior a 1.000 indivíduos maturos).

Na adaptação à escala regional desceu uma categoria, por se admitir que a população em Portugal poderá ser alvo de imigração significativa das regiões vizinhas e por não ser previsível que essa imigração venha a diminuir.

Distribuição
Espécie com distribuição essencialmente Paleártica, que apresenta na Europa uma área de nidificação alargada (BirdLife International 2004). Nidifica ainda na região montanhosa de Marrocos, Península Arábica, Turquia e Cáucaso (del Hoyo et al. 1994). A espécie é essencialmente residente, mas algumas aves (sobretudo juvenis e imaturos) realizam movimentos migratórios pós período reprodutor para África (região subsariana) e península Arábica e norte do subcontinente indiano (Tucker & Heath 1994).

Em Portugal, a maior parte da população nidificante de grifos encontra-se confinada aos vales alcantilados do Douro e Tejo superiores e seus afluentes, havendo também alguns casais nas cristas quartzíticas serranas da região de Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Serra de Penha Garcia e Serra de S. Mamede. Em 1999 registou-se uma tentativa de nidificação na zona de Barrancos, onde a espécie não nidificava há várias décadas (Berliner et al. 2001). As aves não reprodutoras surgem numa área mais vasta, onde aparentemente há disponibilidade de alimento, nomeadamente na região de Castro Verde e em toda a faixa fronteiriça desde Barrancos até Montesinho (ICN dados não publicados).
 
População
De acordo com o último censo da espécie, realizado em 1999, Portugal possui um total de 262-272 casais nidificantes, que se distribuem por 31 colónias e 14 casais isolados (Berliner et al. 2001).

O grifo em Portugal apresentou um claro aumento populacional entre os censos de 1989 e de 1999, acompanhado de uma ampliação da sua área de distribuição. A população portuguesa teve um incremento superior ao triplo entre os dois censos. Em termos de distribuição o incremento não foi proporcional, sendo apenas ligeiro na região nordeste enquanto que na Beira Baixa assumiu maior proporção (Berliner et al. 2001). De 1999 em diante, o incremento e expansão da espécie abrandaram, mantendo-se a população relativamente estável desde então (Pacheco C, Monteiro A & Berliner A dados não publicados). A espécie não instalou ainda núcleos estáveis a sul do Tejo (Berliner et al. 2001).

A nível europeu a espécie é considerada como Não Ameaçada, embora sejam referidos alguns declínios populacionais recentes na Turquia e no Cáucaso (BirdLife International 2004). Em Espanha o grifo está classificado como Pouco Preocupante (LC) (Madroño et al. 2004), sendo referida uma tendência populacional positiva para esse país (Martí 2003).
 
Habitat
No nosso país o seu habitat de nidificação corresponde exclusivamente a escarpas rochosas de grande dimensão, associadas a barrancos fluviais ou cristas montanhosas.

Faz o ninho em saliências ou pequenas cavernas nas escarpas. Os ninhos de anos anteriores são geralmente reutilizados em anos sucessivos (Cramp & Simmons 1980). Em Portugal, o seu habitat de alimentação corresponde a campos desarborizados ou com árvores esparsas, aproveitados para a pecuário extensiva, como matos esparsos, cerealicultura extensiva de sequeiro e também montados de sobro e azinho.

Factores de Ameaça
Pacheco et al. (1999) e Berliner et al. (2001) identificaram a morte por envenenamento devido à utilização de iscos envenenados para eliminar predadores de espécies pecuárias ou cinegéticas como o principal factor de ameaça para o grifo, por se tratar de uma ave necrófaga, gregária e muito dependente da disponibilidade de cadáveres. Recentemente, em Idanha-a-Nova, em Novembro de 2003, 33 grifos foram encontrados mortos por envenenamento comprovado, não sendo raros os casos de indivíduos que dão entrada em centros de recuperação com sintomas de intoxicação.

Prevê-se que o incremento das exigências higieno-sanitárias, nomeadamente a obrigação de enterrar ou recolher os cadáveres dos animais de criação, venha num futuro próximo a conduzir a uma redução da disponibilidade trófica. A diminuição do aproveitamento pecuário extensivo de ovinos, caprinos e bovinos e a rarefacção dos animais de carga e tracção devida à modernização agrícola resultam também em redução da disponibilidade alimentar.

A degradação dos habitats de nidificação e/ou alimentação devido à construção de infra-estruturas diversas (barragens, parques eólicos, estradas), instalação de regadios, arborização para produção lenhosa intensiva e actividade de extracção de inertes, constituem outras ameaças relevantes.

A perturbação humana em zonas de nidificação e durante os períodos mais sensíveis, provocada por actividades agro-silvícolas, cinegéticas, de turismo e lazer, conduz a uma redução da produtividade ou mesmo ao abandono dos locais de nidificação.

A colisão e electrocussão em linhas aéreas de distribuição e transporte de energia é outra causa preocupante de mortalidade não natural, uma vez que espécie utiliza frequentemente apoios  eléctricos  como  poiso  e  dormitório.

Também a perseguição humana, através do abate a tiro e da pilhagem de ninhos constituiu um factor de mortalidade nesta espécie.

Medidas de Conservação
Para  manter a população e aumentar a área de distribuição desta espécie em Portugal identificam-se as seguintes medidas:
- implementar um programa nacional de erradicação do uso de venenos;
- aumentar a disponibilidade alimentar associada às explorações gro-pecuárias, através da criação e gestão de campos de alimentação de aves necrófagas;
- promover a manutenção e valorização do mosaico agro-florestal e a pecuária extensiva, através de aplicação de programas de Medidas Agro-Ambientais nos principais núcleos da espécie que minimizem a perda e degradação do habitat;
- aumentar a eficácia dos meios e esforços de fiscalização e vigilância nas áreas de nidificação durante os períodos mais sensíveis;
- compatibilizar a gestão cinegética com a conservação da espécie, promovendo uma gestão correcta da caça maior através do estabelecimento de protocolos e da implementação de manuais de gestão ambiental;
- proibir ou condicionar a instalação de traçados eléctricos, parques eólicos, estradas, albufeiras e outras infra-estruturas nas zonas importantes para a espécie (nidificação, invernada/dispersão);
- interditar/condicionar as actividades recreativas e o turismo nas áreas de maior sensibilidade para a espécie;
- corrigir e sinalizar traçados e apoios da rede de distribuição de electricidade que sejam muito perigosos para a espécie e monitorizar o impacte das linhas eléctricas de transporte de energia sobre os núcleos mais importantes da espécie;
- estabelecer sistemas eficazes de monitorização da população nas áreas problemáticas e/ou especialmente importantes para a população nacional;
- desenvolvimento de campanhas de sensibilização junto a caçadores, guardas e
gestores de caça, agricultores, pastores e público em geral, nas áreas de ocorrência da espécie a par com a intensificação das acções de fiscalização e de aplicação efectiva da lei. Nomeadamente, importa realizar uma campanha nacional de sensibilização e educação ambiental da população rural relativamente às aves de rapina.

in Livro Vermelho dos Vertebrados


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Eliminar o desfoco provocado pelo movimento da câmara

Quando o obturador está aberto, o movimento indesejado da câmara é uma das principais causas das fotografias desfocadas. Com luz brilhante e quando utiliza o flash, pode reduzir este problema bastando para tal segurar a câmara com firmeza e premir o botão do obturador com suavidade – mantendo-o a meio curso enquanto o foco se fixa. Com velocidade de obturação mais lentas, como as que utiliza com luz escassa, sobretudo com objectivas longas ou com uma aproximação do assunto com o zoom, precisa de um suporte para a câmara.

A câmara estava fixa na foto à esquerda e em movimento na da direita.

Prima o obturador muito
suavemente – nunca com
demasiada força. Pare
quando carrega até meio
até que o foco se fixe.
Segurar a câmara
Á medida que aproxima um assunto com o zoom, aumenta a distância focal da objectiva. Ao recuar o zoom, ela diminui. Numa câmara reflex pode fazer o mesmo optando por uma teleobjectiva ou por uma objectiva grande-angular. Á medida que a distância focal da objectiva muda, o mesmo acontece com a velocidade do obturador mínima para conseguir uma imagem nítida quando segura a câmara à mão. A regra é nunca fotografar com a câmara na mão com uma velocidade menor que a sua distância focal. Por exemplo, com uma objectiva de 35 mm pode utilizar uma velocidade de 1/50 seg. Com uma 200 mm deve aumentar a velocidade para, no mínimo, 1/250 seg.

Quando capta uma imagem sem um apoio, encoste bem a câmara ao rosto. No momento imediatamente anterior a tirar a foto inspire profundamente, depois expire e sustenha a respiração enquanto prime suavemente o obturador.
 
Apoiar a câmara
Em situações de pouca luz, quando não utiliza o flash, precisa de apoiar a câmara para evitar o desfoco nas suas imagens. Uma forma de o fazer é encostar-se a uma parede ou a uma árvore e apoiar os cotovelos ao corpo. Pode também utilizar uma mesa, um tronco ou um muro para colocar a câmara. Para uma estabilidade maior, muitas câmaras têm um encaixe que permite colocá-las num tripé quando quer imagens mais nítidas.

Um ícone do
temporizador.
Utilizar o temporizador ou o controlo remoto
Praticamente todas as câmaras digitais têm um temporizador e algumas um controlo remoto. Apesar de ser muito utilizado para permitir que o fotógrafo fique também na fotografia, o temporizador é uma excelente forma de reduzir o desfoco em situações de luz fraca. Coloque a câmara numa superfície firme, enquadre a imagem e utilize o temporizador ou o disparador remoto para captar a foto. Não permaneça em frente à câmara quando carrega no obturador para começar a contagem. Se o fizer, pode impedir a câmara de focar correctamente. Se utilizar o temporizador para um auto-retrato, aponte-a para algo que esteja à mesma distância que ficará quando se colocar na posição certa e prima o obturador para focar e activar o temporizador.

Quando utilizar o visor, quer na horizontal quer na vertical, prima o obturador com o indicador direito e apoie a câmara com a mão esquerda.
Quando utiliza o ecrã (à esquerda), segure a câmara com ambas as mãos e encoste os cotovelos ao tronco.

Se o seu ecrã rodar e levantar (à direita), pode colocar a câmara no chão para fotografar flores e outros assuntos pequenos.
Há muitas situações em que pode encontrar suportes no ambiente que o rodeia. Apoie-se numa parede ou numa árvore, com os cotovelos encostados ao corpo. Pode ainda procurar um tronco, um muro, uma mesa ou outra superfície para colocar a câmara.
Os monopés são leves, expansíveis e fáceis de transportar. Imagem cortesia da Gitzo.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

RAID 2


É um modo que não é mais utilizado. O RAID 2 consiste em embutir códigos de correcção de erros em cada cluster de dados gravado. 


Porém, todos os discos rígidos actuais já vem com sistemas de correcção de erros embutidos, tornando o sistema obsoleto.


in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto
 
 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

PASSA UM MELRO


O código «passa-um-melro» consiste em intercalar uma letra aleatória entre cada letra da mensagem que queremos codificar:

Mensagem: CHAMAR O CHEFE PARA ACENDER O LUME
 
Mensagem Codificada: CLHAAEMUARRA OS CIHRELFAEM PLARRIAM
ALCAESNUDUERRA OS LAUNMAEL

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Grus grus, Grou


Taxonomia
Aves, Gruiformes, Gruidae.

Tipo de ocorrência
Invernante.

Classificação
População invernante: VULNERÁVEL -– VU (B1ab(ii,iii,v)+2ab(ii,iii,v); C2a(ii); D2)
Fundamentação: Espécie com distribuição muito localizada, no Alentejo interior, apresentando extensão da ocorrência e área de ocupação reduzidas (inferiores a 20.000 km2 e a 2.000 km2 respectivamente), com declínio continuado da área de ocupação, da área, extensão e qualidade do habitat e do número de localizações, como resultado das profundas alterações agrícolas desta região. Apresenta população reduzida (menor que 10.000 indivíduos maturos), que nos últimos 45 anos terá sofrido declínio continuado do número de indivíduos maturos, estando todos os indivíduos concentrados numa única subpopulação.

Distribuição
Espécie com distribuição muito alargada. A área de nidificação estende-se da Europa do Norte e Ocidental, através da Eurásia até ao Norte da Mongólia, Norte da China e Leste da Sibéria, com populações nidificantes isoladas no Leste da Turquia e no Tibete. A área de invernada inclui parte da França e da Península Ibérica, Norte e Leste de África, Médio Oriente, Índia e Sul e Leste da China. Actualmente ocupa a maior parte da sua área de distribuição histórica, mas nos últimos 200-400 anos extinguiu-se como espécie reprodutora na parte Sul e Ocidental da Europa, península balcânica e Sul da Ucrânia (Meine & Archibald 1996).

Em Portugal a espécie inverna no Alentejo interior, ocorrendo apenas em cinco núcleos de invernada regular nas regiões de Castro Verde/Mértola, Évora, Moura/Mourão/Barrancos e Campo Maior (concelhos de Campo Maior, Arronches, Évora, Moura, Mourão, Barrancos, Castro Verde e Mértola) (Almeida 1991).

População
A realização de censos simultaneamente em todas as áreas de invernada (3 censos ao longo do inverno), entre o inverno de 1988-89 e o de 1991-92 permitiu estimar o número máximo de indivíduos invernantes nesse período oscilou entre 2.076 e 3.142 (Almeida 1992). Estimativas mais recente da população, no inverno de 2000-01, apontam para um valor máximo de cerca de 2.900 indivíduos, registado em Janeiro (CEAI, ICN & LPN dados não publicados).
Os dados disponíveis a partir dos finais da década de 1980 indicam que a população invernante em Portugal se apresenta relativamente estável nas duas últimas décadas, embora sujeita a algumas oscilações que podem ter origem extrínseca ao nosso território (condições meteorológicas e disponibilidade alimentar em áreas de invernada localizadas mais a norte). No entanto, registos da década de 1970, indicam a existência nessa altura de uma população invernante mais numerosa na região de Évora (Vicente 1974) e sugerem um declínio continuado da população da espécie no nosso país nas últimas três gerações.
 
Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Depauperada, embora ainda provisoriamente, tendo apresentado um declínio histórico acentuado (BirdLife International 2004).

Habitat
Como local de alimentação, utilizam preferencialmente searas cultivadas em regime extensivo, pousios, pastagens naturais e montados de azinho pouco densos e sem mato (Almeida & Pinto 1992, Almeida 1992, Melo 1996, Melo et al. 1999, Franco 1998, Franco et al. 2000), apresentando acentuada fidelidade, ano após ano, aos locais escolhidos.

Para instalação de dormitórios comunitários, os grous necessitam de locais pouco perturbados, geralmente associados à presença de água pouco profunda, utilizando sobretudo açudes e charcas que surgem temporariamente no inverno. Preferem açudes/charcas localizados em zonas com predominância de culturas arvenses ou forrageiras e reduzida área de montado ou de outra vegetação densa; são sensíveis ao tipo de cobertura vegetal das margens, preferindo situações que apresentem margem emersa com predominância de ocupação por vegetação herbácea e margens submersas com solo nu e vegetação pouco desenvolvida; seleccionam locais com poucas obstruções à visibilidade e normalmente pouco encaixados no terreno, margens com declives pouco acentuados e preferem estar afastados de cercas; são também preferidas localizações a maior distância de estradas alcatroadas e casas habitadas, o que sugere preferência por locais de maior tranquilidade (Reis 1999, Reis & Almeida 2003). Também podem utilizar para a instalação de dormitórios margens de cursos de água, seleccionando nesses casos locais com praias compridas, sem obstruções visuais perto do limite da água e com larga superfície de água pouco profunda (Leitão et al. 1999).

As alterações agrícolas, dada a intensificação agrícola e incremento das culturas permanentes, na área de ocorrrência da espécie têm resultado em acentuada perda e degradação do habitat disponível.

Factores de Ameaça
Alteração e degradação do habitat  de alimentação, por intensificação da agricultura, expansão das culturas de regadio e culturas permanentes, e florestação das terras agrícolas. Algumas áreas de invernada em Portugal são também afectadas por sobrepastoreio e por abandono agrícola.

A espécie é afectada negativamente pela perturbação humana, sobretudo a resultante do exercício da actividade cinegética.

A diminuição da tranquilidade nos locais de dormida, resultante da abertura de acessos e intensificação da actividade humana em locais outrora remotos e pouco frequentados, pode levar ao abandono desses dormitórios. A extracção de inertes, que se tem intensificado em cursos de água utilizados pela espécie para esse efeito, pode resultar em perda de locais favoráveis à instalação de dormitórios e constituir também um factor limitante da invernada da espécie no nosso país.

A colisão com linhas aéreas de transporte de energia é um factor de mortalidade a ter em consideração.

Medidas de Conservação
A maior parte das suas áreas de invernada estão incluídas em áreas já designadas como Zonas de Protecção Especial (Moura/Mourão/Barrancos, Campo Maior, Castro Verde).

No entanto, a zona de Évora carece de qualquer classificação, tendo sido alvo de profundas transformações de habitat nas últimas décadas. A espécie é contemplada pelo Plano Nacional de Conservação das Aves Estepárias (Almeida et al.  2003), sendo no entanto imprescindível a sua implementação no terreno. Particularmente, é importante a elaboração e implementação de planos de gestão para as ZPE’s em que ocorre. Beneficia de algumas das Medidas Agro-Ambientais vigentes, mas a implementação de planos zonais para as suas áreas de ocorrência foi já identificada como medida fundamental para assegurar a conservação das áreas em que ocorre. A sensibilização do público em geral, e em particular dos agricultores, para a importância da conservação dos habitats de que esta espécie depende foi também identificada como uma medida de grande prioridade. Importa assegurar a monitorização da população invernante no nosso país.

Notas
Extinto como nidificante. Em notas manuscritas, D. Carlos de Bragança (inéditos) refere que alguns grous nidificavam no Baixo Guadiana e em Pancas, junto a Alcochete, em finais do século XIX.

in Livro Vermelho dos Vertebrados



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

KWC P08 Full Metal CO2 4 inch Version


Marca: KWC
Código do Produto: KCB41DHN
Hop-Up: Ajustável
Peso: 834 g
Comprimento: 220 mm
Capacidade: 15 bb's
Potência: 350 fps
Fonte de Energia: CO2
Blowback: Sim
Modo de Tiro: Semi-automático

A Pistola Parabellum, também conhecida como a pistola  Luger, é uma pistola autocarregável introduzida pela Deutsche Waffen - und Munitionsfabriken (DWM) no início dos anos 1890. Na primeira metade do século XX ela provou ser uma popular pistola de serviço, sendo usada pelos Alemães durante a I Guerra Mundial e a II Guerra Mundial.

Esta P08 lançada pela KWC de Taiwan, é feita totalmente metal, o que a faz sentir bastante realista de segurar por causa do peso e do toque frio. As únicas peças exteriores em plástico são as platinas do punho! Ela opera como a arma real, com a função de acção activa que salta para trás e para cima em cada disparo, e prende aberta com o carregador vazio. Ela providencia 350fps usando bb's de 0.2g, o que é um bom resultado a partir de um cano de 4" com um carregador de coluna simples.

A única razão porque os fps são tão altos é porque o carregador tem espaço para um cartucho de CO2. Sim, esta é um Luger a CO2! O coice é excelente, tudo parece sólido. Já mencionei o coice? Penso que o devo fazer de novo. É espantosamente potente. A culatra é muito leve, mesmo apesar de ser metálica, por isso escoceia para trás como uma mula quando se puxa o gatilho.



in




sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Controlar a Nitidez


ma das primeiras coisas que repara imediatamente numa fotografia é se ela está ou não nítida. As fotografias muito nítidas revelam detalhes ainda mais ricos que aqueles que poderia notar na cena original. Se a imagem não estiver toda nítida, o olhar do observador é imediatamente conduzido para a área que está. Se as suas imagens não estiveram tão nítidas quanto gostaria, pode analisá-las para identificar o que está mal.
  • Foco. Se a imagem parecer completamente suavizada, ou se o assunto principal estiver desfocado mas as outras partes da imagem nítidas, a focagem da câmara estava incorrecta ou provavelmente estava demasiado próximo do motivo principal.
  • Profundidade de campo. Se a área central da imagem estiver mais nítida do que o fundo ou do que o primeiro plano não, não tem profundidade de campo suficiente.
  • Movimento da câmara. Se a imagem está toda tremida e desfocada, sem qualquer área nítida, a câmara oscilou durante a exposição. Alguns pontos aparecem como linhas e os contornos não estão definidos.
  • Movimento do assunto. Quando parte da imagem está nítida mas um objecto em movimento aparece desfocado, a velocidade do obturador estava demasiado lenta.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

RAID 1 (Mirroring)





É o famoso sistema de espelhamento, conseguido usando dois discos rígidos. Um deles armazena dados, enquanto o seguindo armazena uma cópia fiel dos mesmos dados. Caso qualquer um dos discos rígidos pare, ele é automaticamente substituído pelo seu “clone” e o sistema continua intacto. Na maioria das controladoras RAID SCSI é possível realizar a troca do disco rígido defeituoso “a quente”, com o computador ligado, recurso ainda não disponível nas controladoras RAID IDE.


Esta troca a quente não é tão importante nos PCs domésticos já que depois de tantos paus do Windows 95/98/ME ninguém mais se importa em reiniciar o computador de vez em quanto. Mas, num servidor de alta disponibilidade este recurso é essencial para evitar uma pane na rede.
 
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto






quarta-feira, 29 de outubro de 2014

PICOS DE MORSE

Usando o conhecido código morse, usa-se um sistema de equivalência para os traços e pontos:
Assim, os traços representam-se por picos mais altos e os pontos por picos mais baixos. O espaçamento entre cada letra é igual á largura de cada «traço» ou «ponto».

Exemplos:



terça-feira, 28 de outubro de 2014

Glareola pratincola, Perdiz-do-mar

Taxonomia
Aves, Charadriiformes, Glareolidae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante.

Classificação
VULNERÁVEL - VU  (D1)
Fundamentação: Espécie com população reduzida (admitindo-se que seja inferior a 1.000 indivíduos maturos).

Distribuição
Ocorre na Europa do Sul, Médio Oriente e África. A subespécie que ocorre em Portugal nidifica no Sul da Europa, Mediterrâneo, Mar Negro e Cáspio até ao Cazaquistão e Paquistão. Inverna na África subsariana.

Em Portugal Continental distribui-se pelo Sul, principalmente no Estuário do Tejo e Sado, Alentejo e Algarve (Rufino 1989, Farrobo & Leitão 1997, ICN dados não publicados.).

População
As estimativas mais recentes indicam a existência de 315-550 casais (Farrobo & Leitão 1997).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Em Declínio, apresentando um declínio continuado moderado (BirdLife International 2004).

Habitat
Áreas planas e abertas, principalmente campos agrícolas e estepes, geralmente perto de água. Pode também utilizar campos de arroz e salinas.

Factores de Ameaça
Perda ou degradação de habitat (por acção do Homem), intensificação agrícola, uso de pesticidas, mudanças da gestão agrícola, secas, drenagem de campos e perturbação humana (e.g. espantamentos em áreas de arrozal) constituem as principais ameaças à conservação desta espécie.

Medidas de Conservação
Várias zonas de ocorrência da espécie foram recentemente designadas como Zonas Importantes para as Aves (Costa et al. 2003). No entanto, é necessário uma monitorização mais eficaz, de modo a obter estimativas mais fiáveis da sua abundância e distribuição.

Importa assegurar a gestão do regime de utilização do solo e diminuição da perturbação humana.

in Livro Vermelho dos Vertebrados


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Operação Tártaro


Na manhã do dia 26 de Outubro de 2014, realizou-se a Operação Tártaro.

A Operação Tártaro foi um jogo de airsoft, com o objectivo de comemorar o 1º aniversário da oficialização do clube de praticantes de airsoft Legião Alentejana de Airsoft.
Uma manhã muito bem disputada, com 22 jogadores, do Litoral Alentejano, de Odemira ao Carvalhal, a trocar bagadas entre si, os jogadores foram divididos pelas facções em jogo,  Forças Especiais SBU da Ucrânia e Milícias pró-russas, sendo que o saldo final foi o seguinte:

Ucrânia - Destruição da Universidade de Energia Nuclear; recuperação de 2 caixas com recipientes de Urânio Enriquecido; Recuperação do Equipamento de Comunicações do Bunker Secreto.
Milícia Pró-Russa - Capturaram o Operacional Ucraniano; Impediram destruição da Instalação Nuclear.

Depois da Operação "Tártaro", antes de almoço ainda houve tempo para um "Capture The Flag"... depois finalmente o grande almoço de convívio patrocinado por um Fogareiro Industrial que acabou por colocar os outros 2 Fogareiros de Campismo na Reforma.

Ficam algumas imagens desses momentos: