terça-feira, 10 de agosto de 2010

As temperaturas

Nas ultimas semanas a temperatura tem atingido diariamente valores escaldantes, a Direcção-Geral de Saúde tem produzido alertas quase diários, mas vemos constantemente cidadãos a ignorar esses alertas.

"Os avisos da DGS relativos ao calor têm em conta o número de dias consecutivos em que se registam temperaturas altas numa dada região e relaciona-os com os efeitos na saúde das populações.

Segundo a DGS, a exposição continuada a temperaturas elevadas pode provocar desidratação e agravamento de doenças crónicas, sendo especialmente vulneráveis as crianças nos primeiros anos de vida, idosos, doentes crónicos e pessoas medicadas com anti-hipertensores, antiarrítmicos, diuréticos e antidepressivos.

Para prevenir estes danos, a DGS recomenda o aumento da ingestão de água e sumos de fruta natural sem açúcar. Indica ainda que se deve evitar bebidas alcoólicas, procurar ambientes frescos nos momentos de maior calor do dia e utilizar roupa larga e chapéu."

Será porque somos uma espécie animal evoluída e civilizada?

O meu cão não tem essas pretensões, mas não deixou de tomar medidas de protecção, entendeu que a sua casota não lhe oferecia um índice de protecção adequado às temperatura existentes e não esteve com meias medidas, pôs as mãos à obra e construiu uma cave mais adequada à sua protecção face às altas temperaturas.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

As sugestões da Sábado

A revista Sábado de 05AGO2010, no seu suplemento GPS, sugere-nos o dia 08AGO, domingo, no concelho de Alcácer do Sal: 
COMPORTA convida ao descanso e ao desporto
08h00
PRATIQUE JOGGING NO AREAL

Se gosta de manter a forma levante-se bem cedo e vá até à Península de Tróia para praticar jogging em família ou com os amigos no extenso areal da costa alentejana. Se conseguir, faça cinco, 10 ou mesmo 20 quilómetros a correr junto ao mar com passagens por Soltróia e Comporta. Pare nesta conhecida praia para se refrescar com um belo mergulho no mar. Depois, estenda a toalha para apanhar um banho de Sol. Quando o calor começar a apertar dirija-se à Torre para almoçar.

12h00
PROVE OS PETISCOS DA D. BIA

As pataniscas, a salada de polvo e as lulinhas com alho e coentros, são alguns dos aperitivos do restaurante D. Bia, conhecido pela ementa rica em peixe. Entre as especialidades da casa, situada junto à EN261, entre Comporta e Carvalhal, escolha os filetes de peixe-galo, o arroz de conquilhas, a canja de cherne com espinafres e amêijoas ou uns linguadinhos com arroz de berbigão. Se optar pela carne, prove os lombinhos com camarão e amêijoas ou uma grelhada mista, Para sobremesa peça umas farófias ou sericaia. Enquanto faz a digestão conheça o património da região.
 
O PORTO palafítico da Carrasqueira
15h00
PALAFITAS E ERMIDA DO BOM SUCESSO

Apanhe a estrada que liga Comporta a Alcácer do Sal e vire à esquerda em direcção à povoação da Carrasqueira. Na Reserva Natural do Estuário do Sado aprecie a atracção da aldeia ribeirinha e do concelho de Alcácer: o porto palafita. Percorra os passadiços de madeira desta estrutura precária e labiríntica enterrado no Sado que ainda hoje serve de cais a pequenas embarcações. Depois visite as cabanas que albergavam os pescadores. Continue o roteiro até à vila do Torrão. Aqui poderá ver o rico património religioso, com destaque para as ermidas de S. João dos Azinhais e Nª Srª do Bom Sucesso. Fique pela vila.
 
PRODUTOS regionais
17h00
DIVIRTA-SE NA FEIRA FRANCA

Música, festa brava, mercado tradicional e exposições empresariais e institucionais, são atracções da Feira Franca do Torrão. Aproveite o último dia do evento para comprar produtos regionais, com destaque para o pão alentejano. Se ficar para a noite, divirta-se e aproveite para dançar. Antes do baile vá jantar.

NÃO ESQUEÇA

De visitar a exposição Negros do Sado, no Museu Etnográfico do Torrão. A mostra de fotografias e textos decorre até 17/9 e, recorda a herança cultural, a história e o legado das populações africanas trazidas a partir do século XVI para o Vale do Sado para trabalhar no arroz.

20h00
JANTE NO VALE DO GAIO

Entre o Torrão e Alcácer do Sal encontra a Pousada de Vale do Gaio. Escolha uma das mesas da esplanada com vista para a barragem com o mesmo nome e veja a carta. Há batatas fritas com ovos e túberas, ovos mexidos com espargos ou farinheira, almôndegas de chocos, laqueirada de polvo com batata a murro, bife do lombo frito à portuguesa e perna de cordeiro de leite assada no forno.


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Como evitar as fotos tremidas?

Uma fotografia não que ser perfeitamente estática. O fotógrafo pode querer obter uma sensação de movimento em certas fotos aumentado o tempo de exposição e deixar zonas da foto tremidas. Algumas das técnicas que veremos posteriormente assim o fazem.

Em qualquer caso para evitar fotos tremidas (seja por trepidação ou pelo movimento de algum objecto na cena) tem de se reduzir o tempo de exposição e para isso pode ser necessário modificar outros parâmetros:

  • Abertura do diafragma: Abrindo o diafragma chega mais luz ao sensor e se reduz o tempo de exposição.
  • Sensibilidade: Aumentando a sensibilidade reduz-se o tempo de exposição ainda que aumento o nível de ruído.
Na foto seguinte vemos como há trepidação. Nada na foto aparece focado nem nítido, nota-se especialmente o solo empedrado. Foi tirada com os seguintes parâmetros:

Tempo de exposição: 1/5 segundos
Abertura do diafragma: f5.6
Sensibilidade:
Iso 1600
Distância focal: 53 mm

A dita abertura do diafragma é a máxima da objectiva que estava utilizando nesse momento, de 53mm, a sensibilidade era a máxima que a câmara podia dar-me. E mesmo assim a foto saiu tremida. Que podia ter feito para evitar que saísse tremida?
 
Além disso há outros modos alternativos de evitar trepidação:
  • Reduzindo o movimento da câmara: Utilizar um tripé ou apoiar-se numa parede, uma grade ou um poste ajuda bastante.
  • Utilizando objectivas ou câmaras com estabilizador de imagem. Também utilizar objectivas luminosas que permitam abrir o diafragma mais, ou câmaras que tenham sensibilidades altas. O pior é que todas estas prestações se pagam.
  • Utilizando iluminação artificial: Flash, lanternas, reflectores, acender uma luz…
Ter em conta que
  • A água move-se (evidente), mas há que ter isso em conta e saber se se quer congelar o seu movimento ou o contrário.
  • A câmara move-se se o fotógrafo vai dentro de um meio de transporte ou se o fotógrafo se está movendo. Se fazes uma foto para fora do dito meio de transporte esta pode sair tremida.
  • Em exposições demoradas nas quais a câmara está apoiada sobre algo ou sobre um tripé simplesmente ao apertar o botão de disparo podes estar movendo a câmara. Para evitar isto utiliza o autodisparador retardado ou um disparador remoto.
  • As crianças e os animais movem-se muito mais que o desejado.
  • O vento move árvores, arbustos, bandeiras, cabelo, etc… Se uma foto tem um tempo de exposição relativamente alto podem sair mais tremidas do que o desejado.
  • Numa mesma cena pode haver objectos que se movem a velocidades distintas. Isto igualmente não é mau, mas há que controlá-lo.
  • Apoiar-te em algo rígido pode ajudar a evitar a trepidação se não dispões de um tripé.
Na foto do carro pode-se apreciar como no todo numa foto se move à mesma velocidade. Foi tirada a 1/250 segundos. Esse tempo de exposição foi suficientemente curto como para congelar o movimento do carro, mas não o movimento das rodas. Embora, este efeito tenha sido procurado, já que dá maior sensação de acção e movimento à foto.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

486

O 386 foi o grande marco dos processadores para microcomputadores, pois foi o primeiro processador a trazer o conjunto de instruções x86, que são suportadas por todos os processadores modernos. A partir dele, surgiram vários melhoramentos, mas apenas em termos de desempenho. 

Apesar de não trazer instruções novas, o 486 conquistou seu lugar na história, por trazer vários recursos que continuam sendo usados até aos processadores actuais. Em primeiro lugar, o 486 foi o primeiro processador a trazer cache integrado. Eram 8 Kbytes, mas que eram capazes de entregar dados a cada ciclo do processador. Como os fabricantes continuaram incluindo cache na placa mãe, um pouco mais lentos, mas em maior quantidade, surgiu também a distinção entre o cache L1 e o L2.
Outra evolução foi o coprocessador aritmético. Ao invés do caríssimo componente que deveria ser adquirido separadamente, o coprocessador passou a ser um item de série. Este foi o impulso que faltava para a popularização de vários programas e o surgimento de jogos bem mais elaborados.

Com tudo isso, um 486 é quase duas vezes mais rápido do que um 386 da mesma frequência. Em alguns aplicativos, que dependem do coprocessador aritmético, um 486 chega a ser 10 vezes mais rápido.

Como fez anteriormente com o 386, a Intel criou um 486 de baixo custo chamado de 486SX. A diferença entre o SX e o 486 original, que passou a ser chamado de 486DX., é que os dois compartilhavam a mesma arquitectura, mas o SX vinha sem o coprocessador aritmético, o que o tornava muito mais lento em aplicativos gráficos e científicos.
Para os proprietários, existia a opção de posteriormente comprar um 80487SX, um coprocessador aritmético que era vendido separadamente. O problema era que comprado separadamente, o coprocessador custava quase tanto quanto um processador 486DX que já vinha com o coprocessador embutido, definitivamente um péssimo negócio.

Foram lançadas versões do 486 rodando à 25 MHz, 33 MHz e 40 MHz, porém, criou-se uma barreira, pois não haviam na época circuitos de apoio capazes de trabalhar a mais de 40 MHz. Para solucionar esse problema, foi criado o recurso de Multiplicação de Relógio, através do qual o processador trabalha internamente à uma velocidade maior do que a da placa mãe. Foram lançados então os processadores 486DX2 (que trabalhavam ao dobro da frequência da placa mãe) e logo depois os 486DX4 (que trabalhavam ao triplo da frequência da placa mãe):
Com isso, surgiram também as placas mãe upgradable, que permitem actualizar o processador, apenas configurando alguns jumpers da placa.

Os processadores 486, a partir do DX-33 foram os primeiros a utilizar cooler, que naquela época eram dissipadores com menos de um centímetro de altura, com exaustores minúsculos. Conforme os processadores passaram a dissipar cada vez mais calor, os coolers foram crescendo na mesma proporção, até chegar nos exageros que vemos actualmente.
in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Chioglossa lusitanica, Salamandra-lusitânica

Taxonomia
Amphibia, Caudata, Salamandridae.

Tipo de ocorrência
Residente. Endémica da Península Ibérica.

Classificação
VULNERÁVEL . VU (B2ab(ii,iii,iv,v))
Fundamentação: Espécie com área de ocupação inferior a 1.000 km2, admitindo-se que apresente fragmentação elevada e declínio continuado da área de ocupação, da qualidade dos habitats, do número de localizações e do número de indivíduos maduros.

Distribuição
Espécie endémica da Península Ibérica, com distribuição restrita à região nor-ocidental.

Em Portugal ocorre em todo o Noroeste, apresentando como limite sul o rio Tejo.

A distribuição da espécie em Portugal corresponde a cerca de 50% da sua distribuição global (Teixeira et al. 2001, Vences 2002).

População
Calcula-se que o número total de indivíduos maduros se situe acima dos 10.000, uma vez que, nos locais onde ocorre, esta espécie é em geral abundante (Lima 1996, Teixeira et al. 1998).


A espécie encontra-se severamente fragmentada em zonas densamente povoadas, que constituem uma parte substancial da sua área de distribuição, dado o elevado nível de poluição da maior parte dos cursos de água e de destruição dos seus habitats. No entanto, em zonas com pouca perturbação humana, caso por exemplo das Serras do Gerês, Montemuro, Caramulo, Arada e Lousã, ainda ocorrem núcleos populacionais com bons efectivos.

Habitat
Ocorre principalmente em zonas montanhosas, junto a ribeiros de água corrente com vegetação abundante nas margens e atmosfera saturada de humidade. Este urodelo não possui pulmões funcionais, respirando sobretudo através da pele, o que contribui significativamente para as suas elevadas exigências ecológicas em termos de saturação de humidade do ar.

De uma maneira geral, os biótopos circundantes são constituídos por bosques caducifólios ou lameiros, podendo também ocorrer noutros biótopos tais como campos agrícolas (Teixeira et al. 1998).

Factores de Ameaça
A perda, fragmentação e degradação do habitat por acção do Homem são consideradas as maiores ameaças para esta espécie, sobretudo devido: (i) à poluição dos cursos de água por efluentes industriais, domésticos e agrícolas; (ii) à destruição dos habitats circundantes dos rios e ribeiros, em particular a vegetação ribeirinha; (iii) à agricultura intensiva; (iv) à substituição das florestas caducifólias por florestas de produção de espécies não indígenas e (v) à urbanização desordenada (Teixeira et al. 1998). Para além destes factores, a salamandra-lusitânica apresenta uma capacidade de dispersão limitada (Arntzen 1981, Lima 1996), o que a torna particularmente sensível a quaisquer alterações dos seus habitats.

Medidas de Conservação
As medidas de conservação devem concentrar-se na manutenção dos seus habitats, particularmente os pequenos ribeiros de água limpa das regiões montanhosas. É também relevante conservar as áreas florestais autóctones, nomeadamente as florestas de caducifólias e os bosques ribeirinhos, bem como empreender acções eficazes para a prevenção dos incêndios florestais. Para além disto, deverá ser dada uma atenção especial à conservação das minas e galerias muito utilizadas como locais de reprodução desta espécie.

No Sítio da Rede Natura 2000 .Valongo. foi desenvolvido um projecto de conservação direccionado para esta espécie, que consistiu na monitorização das populações, em acções de maneio do habitat, nomeadamente a eliminação dos eucaliptos da área circundante dos principais ribeiros, e na divulgação e sensibilização ambiental das populações locais.

Notas
Na área de distribuição desta espécie estão descritos dois grupos populacionais geneticamente distintos, separados pelo rio Mondego, aos quais deverão ser atribuídos estatutos de subespécie, estando a maior diversidade genética concentrada a sul do rio Mondego (Ferrand de Almeida et al. 2001, Alexandrino et al. 2000, 2002, Sequeira et al. 2005).

Julga-se que esta espécie seja o único representante actual do seu género, ocorrendo os seus mais próximos afins na região do Cáucaso e Ásia Menor.


Outra bibliografia consultada
Alexandrino et al. (1997), Lima et al. (2000); Teixeira & Arntzen (2002).

in Livro Vermelho dos Vertebrados

domingo, 1 de agosto de 2010

O que mudou num século?

A revista Sábado de 29 de Julho, noticia uma exposição fotográfica no Oceanário de Lisboa, sob o tema "O que a National Geographic dizia sobre Portugal". 

A primeira reportagem sobre Portugal foi publicada em Outubro de 1910, sendo o seu autor Oswald Crawfurd, escritor e diplomata britânico que foi cônsul no Porto durante vários anos. 

Num dos parágrafos afirmam: "O Portugal de 1910 descrito por Crawfurd é um país rural onde as técnicas usadas são "as mesmas desde o tempo dos romanos". A língua é difícil e as pessoas "são deploravelmente mal governadas", com partidos políticos corruptos." 
No entanto o jornal Público de 17 de Maio, também apresenta um artigo sobre essa primeira reportagem e as linhas em causa são referidas de uma forma mais detalhada: "O Portugal apresentado em 1910 é um país rural, onde as técnicas ainda são "as mesmas desde os tempos dos romanos", com regiões mais ricas, como o Douro. As pessoas "são deploravelmente mal governadas", com os partidos políticos infestados de subornos e corrupção."






Depois de ler isto não pude deixar de pensar... Bolas passaram-se cem anos e continua tudo na mesma!!!