segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Marushin 6mm Double Derringer (Black)


Marca: Marushin
Codigo do Produto: MURS-4920136048003
Hop-Up: Fixo
Peso: 214 grs
Comprimento: 125 mm
Capacidade: 2 bb's
Potência aproximada: 220 fps
Fonte de Energia: Top / Green gás
Blowback:
Não
Modo de Tiro: Acção Simples, Semi

O termo derringer é um erro generalizado do apelido de Henry Deringer, um famoso construtor de pequenas pistolas de bolso no século XIX. Muitas cópias da original pistola Philadelphia Deringer foram construídas por outros fabricantes de armas em todo o mundo, e o nome foi normalmente mal escrito; este erro depressa se tornou num termo genérico para qualquer pistola de bolso.

A pistola Deringer original era uma pistola de tiro único de carregamento pela boca; com o advento das armas de cartucho, as pistolas começaram a ser produzidas de uma forma moderna ainda conhecidas como derringer. Uma derringer é geralmente a arma de mão mais pequena utilizável de um determinado calibre. Elas são frequentemente utilizadas por mulheres, porque são fáceis de esconder numa mala ou como arma nas meias.

A Marushin Derringer tem o mesmo propósito da arma real; uma das armas de airsoft mais pequenas, tem um tamanho pequeno e um peso super leve tornando-a a escolha ideal para o back up, como arma escondida na bota ou no bolso.

Esta Marushin Derringer é uma arma de 6mm; armar o cão e puxar o gatilho dispara o cano de cima, rearmar e disparar de novo dispara o segundo de baixo. Disparando a 200 FPS com bb's de 6mm (0.2g) com top / Green gás, é do que suficientemente potente para atingir alvos a curta distância, mas tudo o que seja a mais de 12 metros é melhor uma arma de mão normal tornando esta em nada mais do que uma arma de backup de emergência.

A capacidade de duas munições limita ainda mais o uso desta arma para apenas arma de emergência ou pelo menos uma escolha cómica para arma principal. Se se sente quixotesco, pode sempre armar-se em Deringer Meryl (Animação Japonesa da série Trigun); usando mais ou menos uma dúzia de armas por todo o corpo num casaco e então proceder a um saque rápido, disparar e guardar para efectuar uma avalanche de saques e tiros. Pode não ser prático mas será certamente divertido.
 
Alternativamente, leve um par e mantenha-as perto como pistolas de duelo; leve-as para jogos ou quintais, desafie os seus amigos para pistolas a 10 passos ou o que tiver. Capaz de realizar ainda mais baixos FPS com gás HFC/Duster, a vantagem do potência super baixa significa que pode utilizá-la impunemente a curtas distâncias sem receio de provocar grandes danos ou magoar desde que todas as partes envolvidas usem protecção ocular.

A Marushin oferece Derringer's em preto e prateado, em variantes de 6mm e 8mm.





in

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Como... Aplicar cor em fotos a preto-e-branco

Quer dar um toque de cor e vida às suas fotos monocromáticas?
Revelamos-lhe uma forma simples de criar o efeito de pintura manual.

O QUE VAI PRECISAR Photoshop Elements 8 ou Photoshop CS, ou superior
O QUE VAI APRENDER Como aplicar o efeito de pintura manual às suas imagens a preto-e-branco no Photoshop Elements, através da função Colour Variations (Variações de cor), Blending Modes (Modos de mistura), camadas e pincéis
DEMORA APENAS 30 minutos
 
Se guarda impressões antigas a preto-e-branco, ou mesmo fotos monocromáticas registadas com uma câmara digital, às quais quer dar vida, esta pode ser a técnica que procurava.
 
Neste passo a passo, vamos mostrar-lhe como recriar efeitos semelhantes aos de uma fotografia pintada manualmente.
 
Muito antes da chegada da fotografia digital, esta técnica era amplamente utilizada pelos fotógrafos de viagens do final do século XIX e início do século XX. No entanto, revelava-se um processo incrivelmente exaustivo, sendo necessárias várias horas de trabalho especializado para o aplicar correctamente.
 
Hoje em dia, esta técnica pode ser facilmente recriada na câmara escura digital, através de algumas ferramentas simples, que incluem pincéis e camadas com vários modos de mistura, tal como lhe iremos mostrar de seguida.
 
Inspirámo-nos nas memoráveis fotografias de viagens de Burton Holmes e utilizámos alguns retratos do povo indiano. Após digitalizarmos os negativos, tratámos da aplicação da pintura manual à imagem. Continue a ler para saber como decorre todo o processo.


 in O Mundo da Fotografia Digital - Agosto 2010

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Conseguindo mais IRQs

Com raras excepções, todos os dispositivos do computador precisam enviar informações ao processador.

Para isto, cada um precisa de um canal de IRQ, que funciona como uma espécie de campainha, que o dispositivo “toca” para chamar a atenção do processador para si. A má notícia é que qualquer computador PC possui apenas 16 IRQ's disponíveis, 15 na verdade, já que o IRQ 0 é usado pelo sinal de relógio da placa mãe, sem o qual computador nenhum poderia funcionar.

Num PC básico, com modem, placa de som e impressora, as IRQ's disponíveis são suficientes, aliás nestes computadores ainda costumam sobrar um ou dois IRQ's disponíveis. Qualquer conflito de hardware neste caso não surgirá por falta de IRQ's, mas por falta de experiência do usuário que não soube configurar tudo direito.

O problema é que hoje em dia usamos cada vez mais acessórios, como placas de captura de vídeo, placas de rede, placa SCSI, RAID ou ambas, dispositivos USB, o cradle de Palm, ou outros dispositivos que ocupem portas de série, vários discos rígidos, e por aí vai, a lista de diapositivos possíveis é quase ilimitada.

Porém, continuamos com apenas as mesmas 16 (ou 15) IRQ's disponíveis, fazendo com que num PC mais equipado muitas vezes o utilizador se depare com uma falta crónica de endereços IRQ para instalar dispositivos. E, sem um IRQ disponível, nada da nova placa funcionar.


Infelizmente, não é possível instalar mais IRQ's, aliás o XT tinha apenas 8 IRQ's (de 0 a 7), as 16 que temos actualmente surgiram graças a uma quase gambiarra feita a partir do 286, um cascateador de IRQ's, que ocupa a IRQ 2 e permite aceder às IRQ's de 8 a 15, santa ideia.

Se as palavras de ordem hoje em dia são reciclar, economizar, racionar, etc. vamos aprender a racionalizar o uso das IRQ's disponíveis para conseguir conectar todos os periféricos desejados.

Vamos começar montando um PC imaginário bem simples: apenas a placa mãe, memória, processador, disco rígido, disquete, CD-ROM, placa de vídeo, monitor, teclado e rato PS/2.

Mantendo todas as configurações default do Setup (presumindo que seja uma placa mãe razoavelmente actual), e deixando o Windows detectar sozinho todos os dispositivos, sem alterar nada, teremos provavelmente o seguinte cenário:

IRQ 0 - Sinal de relógio da placa mãe (fixo)
IRQ 1 - Teclado (fixo)
IRQ 2 - Cascateador de IRQs (fixo)
IRQ 3 - Porta de série 2
IRQ 4 - Porta de série 1
IRQ 5 - Livre
IRQ 6 - Drive de disquetes
IRQ 7 - Porta paralela (impressora)
IRQ 8 - Relógio do CMOS (fixo)
IRQ 9 - Placa de vídeo
IRQ 10 - Livre
IRQ 11 - Controlador USB
IRQ 12 - Porta PS/2
IRQ 13 - Co-processador aritmético
IRQ 14 - IDE Primária
IRQ 15 - IDE Secundária
 
Lindo, só com a placa de vídeo o nosso PC já está com apenas duas IRQ's livres. Instalando uma placa de som e um modem, ocuparemos ambas, ficando sem um único IRQ disponível.

A partir daqui, para instalar novos dispositivos, teremos que racionalizar os endereços, desactivando dispositivos que não são necessários.

Por exemplo, mantendo a configuração que temos agora (placa mãe, memória, processador, disco rígido, disquete, CD-ROM, placa de vídeo, monitor, teclado, rato PS/2, placa de som e modem) poderíamos desabilitar vários dispositivos que estão ocupando endereços de IRQ:

* Ambas as portas de série : estamos usando um rato PS/2, e por enquanto não temos nada que necessite de uma porta de série.
* Porta paralela : Por enquanto não temos impressora scanner ou qualquer outro dispositivo que use a porta paralela.
* USB : Não temos nenhum periférico USB.

Com apenas uma rápida inspecção, já foi possível livrar quatro endereços que antes estavam ocupados. Todos estes dispositivos podem ser desactivados através do Setup. Caso você não tenha intimidade com ele, poderá encontrar um tutorial sobre a configuração do Setup na área de tutoriais do site.

Vamos então ao próximo problema:
Imagine que agora iremos adicionar a este PC uma placa de rede, uma placa SCSI, impressora, scanner USB e uma placa de captura de vídeo.

Em primeiro lugar, teríamos que reactivar a porta paralela, por causa da impressora, e a porta USB, por causa do scanner. A placa de rede e a placa SCSI consumiriam então os outros dois IRQs que estavam livres. Estaríamos então novamente sem endereços livres, ainda faltando instalar a placa de captura de vídeo.

Neste caso seria preciso usar um pouco de criatividade, existiriam várias opções: o rato, que está ocupando a porta PS/2 poderia ser substituído por um USB, permitindo desactivar a porta PS/2 e livrar o IRQ 12 usado por ela, desactivar a porta do drive de disquetes (ficando sem, ou substituindo-o por um USB), livrando o IRQ 6 ocupado por ela, desactivar a IDE secundária da placa mãe, instalando o CD-ROM como slave do disco rígido (livrando o IRQ 15) e assim por diante.
 
Lembre-se que existem no mercado adaptadores que permitem transformar uma porta USB numa porta paralela, caso usássemos um destes, seria possível desabilitar também a porta paralela.

Fazendo isto, ainda seria possível instalar vários outros periféricos novos, até novamente ficássemos sem endereços de IRQ. Neste caso, provavelmente já estaríamos sem slots PCI ou ISA livres e não poderíamos instalar mais nada de qualquer forma.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Nós e amarras XXXIX

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

Existem muitos nós, cada um com a sua utilidade diferente. Vamos aqui abordar alguns deles que podemos classificar do seguinte modo:


Ancoragens

terça-feira, 30 de julho de 2013

Upupa epops, Poupa

Taxonomia
Aves, Coraciiformes, Upupidae.

Tipo de ocorrência
Madeira: Residente.

Classificação
Madeira: VULNERÁVEL - VU (D1+2)
Fundamentação: Espécie com população pequena (que pode ser inferior a 1.000 indivíduos), que apresenta área de ocupação reduzida (inferior a 20 km2) e que pode ocorrer num número restrito de localizações.

Distribuição
Distribui-se nas zonas temperadas e subtropical, das Ilhas Canárias até à costa chinesa do Pacífico, a oeste e até à Sibéria, a este (Hagemeijer & Blair 1997).

No arquipélago da Madeira a sua nidificação só está confirmada para o Porto Santo, onde é abundante (Câmara 1997). No que diz respeito à ilha da Madeira é uma ave rara, cuja nidificação não está confirmada.

População
No arquipélago da Madeira, com base nos levantamentos efectuados para o Novo Atlas das Aves que Nidificam em Portugal estima-se que a população desta subespécie deverá se situar entre 250 e 2.500 indivíduos maturos (Oliveira & Menezes 2004). A sua tendência populacional não é conhecida, mas provavelmente é estável.

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Em Declínio, embora ainda provisoriamente (BirdLife International 2004).

Habitat
É uma ave que usa muito o solo pelo que o seu habitat envolve áreas com um coberto vegetal herbáceo ou arbustivo pouco denso e áreas agrícolas. No geral trata-se de uma espécie que procura zonas secas.

Factores de Ameaça
Apesar de serem escassos os conhecimentos existentes sobre esta espécie, a julgar pela sua tendência populacional não existem ameaças que, pelo menos a curto prazo, ponham em risco a perenidade da mesma (Oliveira 1999).

Medidas de Conservação
Não existe um plano de gestão dirigido exclusivamente a esta espécie e a sua principal área de ocorrência não tem qualquer tipo de protecção legal. Aparentemente este nível de protecção está adequado ao seu estado de conservação. Contudo, seria importante a confirmação deste facto através de estudos no terreno e criar um esquema de monitorização da sua tendência populacional.

Notas
Apesar de não existir referência sobre a sua nidificação na Ilha da Madeira, é muito provável que aí se reproduza (Oliveira & Menezes in press).

No Continente, a espécie encontra-se em situação Pouco Preocupante (LC). Apresenta uma população residente a que acresce uma população invernante, ambas numerosas e com distribuição alargada.

in Livro Vermelho dos Vertebrados



Inflação

Já inúmeras vezes escrevi aqui sobre este assunto, em todas elas questionei como são calculados os valores da suposta inflação em Portugal...

Neste momento o valor mais recente, referente ao mês de Junho de 2013, é de que a inflação anda pelos 0,98%!

Desde o início do ano a gasolina 95 aumentou em Grândola 3,1%!

Hoje fui ao Continente adquirir duas embalagens de levedura fresca, que desde Dezembro de 2012 custava 0,59€, hoje custa 0,65€. Um aumento de 10,1%!

Só posso concluir uma coisa... Estes estudos para determinação da inflação em Portugal são realizados num Portugal diferente!



segunda-feira, 29 de julho de 2013

Revolver Tokyo Marui M66 6 polegadas


Marca: Tokyo Marui
Código do Produto: TM-4952839143167
Hop-Up: Fixo
Peso: 590 grs
Comprimento: 290 mm
Capacidade: 24 bb's
Potência: 240 fps
Fonte de Energia: HFC134a
Blowback: Não
Modo de Tiro: semi-automático



in


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Como... Dar um toque moderno a retratos

Aprenda a alterar os tons e as cores dos seus retratos utilizando sobreposições a preto-e-branco e as camadas de ajuste no Photoshop.

O QUE VAI PRECISAR Photoshop Elements 6 ou Photoshop CS, ou superior
O QUE VAI APRENDER Como usar camadas de ajuste para dar aos seus retratos um toque moderno
DEMORA APENAS 10 minutos

A fotografia, tal como muitas das artes criativas, está sujeita à alteração de tendências. Basta folhear uma qualquer revista e deixar o seu olhar perder-se nos anúncios publicitários para estar a par das últimas "modas" fotográficas. Os fotógrafos de retrato têm apostado cada vês mais nas cores esbatidas e num contraste intenso, não só durante as sessões, mas também na fase de edição.

Neste passo a passo, vamos mostrar-lhe como conferir este efeito às suas fotografias. Usaremos como ponto de partida um simples retrato, capatado num estúdio caseiro, utilizando uma caixa de luz posicionada à direita e acima da modelo, e ainda um amplo reflector, que direcionava a luz para o outro lado do rosto.

Com estas técnicas, conseguimos produzir uma imagem com qualidade, mas falta conferir-lhe um toque moderno. Para tal, torna-se necessário recorrer à câmara escura digital.

Este processo utiliza uma engenhosa combinação de camadas com diferentes modos de mistura e ajustes de Levels (Níveis) para, de forma subtil, atenuar a cor e realçar os tons, resultando assim num apelativo acabamento contemporâneo. Ficará surpreendido com o efeito imediato que esta técnica terá nas suas imagens . Continue a ler e descubra como se faz.


in O Mundo da Fotografia Digital - Agosto 2010

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Pedido de interrupção (IRQ) II

Além do barramento PCI, outros barramentos usados actualmente permitem compartilhar um único IRQ entre vários periféricos. O USB é um bom exemplo, o controlador ocupa um único IRQ, que é compartilhado entre todas as portas USB e todos os dispositivos conectados a elas. Mesmo que a sua placa mãe tenha 6 portas USB e você utilize todas, terá ocupado apenas um endereço.

Caso você utilizasse apenas periféricos USB, rato, impressora, scanner, etc. poderia desabilitar todas as portas de legado da sua placa mãe: as duas de série, a paralela e a PS/2. Seriam 4 endereços de IRQ livre.

Outro exemplo são as controladoras SCSI, onde é possível conectar até 15 dispositivos, entre discos rígidos, CD-ROMs, gravadores, etc. em troca de um único endereço de IRQ.

As portas IDE da placa mãe consomem dois IRQs, já que temos duas portas. Mas, caso você tenha apenas um disco rígido, e não pretenda usar a IDE secundária, sempre existe a possibilidade de desabilitá-la no setup. Todas estas opções aparecem na sessão “Integrated Peripherals”.

Com todas estas facilidades, fica fácil ter um sistema com vários IRQs livres, como no exemplo abaixo:

IRQ 0 - Sinal de relógio da placa mãe (fixo)
IRQ 1 - Teclado (fixo)
IRQ 2 - Cascateador de IRQs (fixo)
IRQ 3 - Livre (porta de série 2 desactivada)
IRQ 4 - Modem
IRQ 5 - Livre
IRQ 6 - Drive de disquetes
IRQ 7 - Livre (porta paralela desactivada)
IRQ 8 - Relógio do CMOS (fixo)
IRQ 9 - Placa de som, placa de rede (1), placa de rede (2)
IRQ 10 - Placa de vídeo
IRQ 11 - Controlador USB (Rato, impressora e scanner)
IRQ 12 - Porta PS/2
IRQ 13 - Coprocessador aritmético
IRQ 14 - IDE Primária
IRQ 15 - Livre (IDE Secundária desactivada)
 
Todos estes dispositivos e ainda 4 endereços de IRQ livres não soam nada mal. Na verdade, a escassez de endereços de IRQ é um problema muito menor hoje em dia do que já foi no passado.

Antigamente era preciso configurar manualmente o endereço a ser usado por cada placa e não havia como compartilhar um IRQ entre dois periféricos como temos hoje. Um jumper no lugar errado era o suficiente para o modem ou a placa de som entrarem em conflito com alguém e pararem de funcionar.

Hoje em dia, todas as placas novas são PCI, o que naturalmente significa que são plug and play.

Basta espetá-las para que o BIOS atribua automaticamente um endereço. Usando apenas placas PCI, terá conflitos apenas caso realmente todos os IRQs estejam ocupados.

Mas nem tudo está resolvido. Apesar dos conflitos ao se usar apenas placas PCI sejam raríssimos, ainda estão em uso muitos PCs antigos com placas ISA. É aí que as coisas podem complicar um pouco.

Existem dois tipos de placas ISA, as que são plug-and-play e as placas de legado. As primeiras, que começaram a aparecer ainda na época do 486, já são configuradas automaticamente pelo BIOS, mas não são capazes de compartilhar IRQs como as placas PCI. O plug-and-play destas placas ISA não é tão confiável quanto o das placas PCI, elas podem entrar em conflito mesmo
existindo IRQs livres. Neste caso, você pode alterar manualmente o endereço a ser usado pela placa através do gerenciador de dispositivos do Windows, basta clicar sobre o ícone do dispositivo, aceder às propriedades e abrir a guia de recursos.

As placas ISA plug-and-play são uma espécie de meio termo. Além delas existem as placas ISA de legado ou legacy ISA, onde é preciso configurar os endereços de IRQ manualmente, através de jumpers, ou então usando um software que acompanha a placa (o que é muito comum em placas de rede ISA). Uma vez configurada para usar um endereço, a placa irá entrar em conflito com qualquer dispositivo que tente usa-lo. Para complicar, o BIOS não enxerga as placas de legado, podendo atribuir o mesmo endereço para alguma placa plug-and-play, causando o conflito.

Para evitar este problema, é preciso reservar manualmente os endereços de IRQ e DMA ocupados por periféricos ISA de legado através da sessão “PNP/PCI Setup” do CMOS Setup. Se, por exemplo, você tiver um modem jumpeado para utilizar o IRQ 7 você deve marcá-lo com a opção “Legacy ISA”. Na foto abaixo temos a sessão “PnP/PCI” do Setup de uma placa mãe com BIOS Award. Veja que cada endereço de IRQ pode ser configurado separadamente:


A opção default é não reservar os endereços, deixando-os livres para o uso de qualquer dispositivo PnP; para reservar um endereço, basta alterar a opção. Lembre-se de reservar apenas os endereços necessários, pois ao reservar um endereço ele deixa de estar disponível para as placas Plug-and-play. Se reservar muitos endereços você terá problemas de conflitos mesmo com vários
IRQs livres.

Existe mais um ponto interessante sobre as placas ISA, que é o fato de existirem tanto placas ISA de 8 bits, quanto placas de 16 bits. É fácil diferencia-las, pois as placas de 8 bits utilizam apenas a primeira parte do encaixe. As placas de 8 bits utilizam exactamente o mesmo barramento que era usado no XT, o que significa que estas placas enxergam apenas os IRQs de 0 a 7. Este é o caso por exemplo de muitos modems de 28.8 e 33.6 da US Robotics. Neste caso não existe muito segredo, caso todos os seus IRQs de 0 a 7 já estejam ocupados, o jeito será mudar o endereço de um dos dispositivos, dando lugar ao modem. Você pode simplesmente reservar no Setup o endereço que esteja sendo usado por uma placa Plug-and-play que esteja instalada, assim da próxima vez que iniciar o computador, o BIOS se encarregará de dar outro endereço para ela, deixando o modem em paz.

Note que toda a configuração de endereços feita pelo BIOS é armazenado numa área do CMOS, chamado ESCD. Caso por exemplo o BIOS não reconheça uma placa recém instalada, mesmo que ela seja plug-and-play e existam endereços livres, caso ele insista em assinar o mesmo endereço para duas placas que não suportam o PCI Steering, causando um conflito, ou qualquer outro problema do género, existe a opção de limpar o ESCD. Isto fará com que o BIOS precise reconfigurar o endereços de todas as placas, partindo do zero.

Para limpar o ESCD, basta aceder ao Setup e activar a opção “Force Update ESCD” ou “Reset Configuration data”. Não se preocupe, pois não será preciso reinstalar as placas, apenas podem ser alterados os IRQs usados por algumas.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Nós e amarras XXXVIII

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

Existem muitos nós, cada um com a sua utilidade diferente. Vamos aqui abordar alguns deles que podemos classificar do seguinte modo:
 
 
Ancoragens
 
 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Uria aalge, Airo


Taxonomia
Aves, Charadriiformes, Alcidae.

Tipo de ocorrência
Nidificante (possivelmente residente) e invernante.

Classificação
População nidificante:
CRITICAMENTE EM PERIGO –- CR (A2a+3+4; B2ab(v); C1+2a(i,ii); D)
Fundamentação: Os registos históricos sugerem uma redução do tamanho da população da ordem do 80%-95% nos últimos 48 anos; as causas dessa redução prendem-se provavelmente com o facto de a espécie em Portugal se encontrar no limite sul da sua área de distribuição, e ainda com uma interacção negativa com a população de gaivota-de-patas-amarelas (competição). Esta última causa de regressão poderá ser reversível embora não tenha cessado, admitindo-se assim que não haja uma alteração desta tendência nos próximos anos. A área de ocupação é muito restrita (inferior a 10 km2), existindo actualmente apenas uma colónia, que tem sofrido um declínio continuado no número de indivíduos; estima-se que essa diminuição foi cerca de 50% na última geração. A população nacional, com todos os indivíduos concentrados numa única subpopulação, é extremamente reduzida (menos de 50 indivíduos maturos).

População  invernante:  QUASE AMEAÇADO -– NT* (D1)
Fundamentação: A população invernante é reduzida, admitindo-se que possa ser inferior a 1.000 indivíduos maturos. No entanto, por ser um taxon visitante não reprodutor cujas condições não se estão a deteriorar nem fora nem no interior da região, o que leva a admitir um risco de extinção mais reduzido em Portugal, desceu uma categoria na adaptação à escala regional.

Distribuição
Espécie com ampla distribuição no Hemisfério Norte, com cerca de 85% das populações Atlânticas concentradas na Europa. Aqui, ocorre desde a Islândia (que possui as maiores colónias desta espécie) e Noruega até Portugal, que constitui o limite sul da sua distribuição (Cramp 1985).

Em Portugal, o único núcleo de nidificação conhecido localiza-se no arquipélago das Berlengas.

População
Nas Berlengas, a evolução da tendência da população nidificante desta espécie encontra-se razoavelmente documentada. Lockley (1952) efectuou uma contagem de cerca de 6.000 casais em 1939. Entre 1978 e 1983, a população decresce de 365 para 142 indivíduos. A confirmar esta dramática redução do efectivo populacional, Teixeira (1983) estima a população nidificante em apenas 70 casais. As contagens efectuadas entre 1988 e 1995 continuam a indicar um declínio marcado, tendo no último ano sido contados apenas 34 indivíduos. Actualmente, a estimativa da população ibérica não excede os 20 casais reprodutores, divididos de forma aproximadamente igual por Portugal e Espanha.

Existe pouca informação relativamente à dimensão da população invernante. Os registos de mortalidade desta espécie durante o Inverno indicam uma ocorrência regular na nossa costa (Teixeira 1986a, Granadeiro et al. 1997), embora provavelmente envolvendo um efectivo total que não excederá 1.000 indivíduos.

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Não Ameaçada, embora ainda provisoriamente, podendo os declínios registados para Noruega e Svalbard serem compensados pelos significativos aumentos na Irlanda e Reino Unido (BirdLife International 2004).

Habitat
Espécie com elevado gregarismo, nidifica em ilhas ocupando pequenas plataformas em falésias, onde colocam um único ovo, directamente assente na rocha. Procura alimento nas áreas próximas da colónia, sendo as áreas de alimentação geralmente próximas das áreas de nidificação. Espécie piscívora, captura as presas em mergulho a partir da superfície, podendo atingir profundidades de 100 m.

Factores de Ameaça
Trata-se de uma espécie particularmente sensíveis a dois tipos de ameaça no meio marinho: poluição por hidrocarbonetos e actividades de pesca. De facto, embora possua uma boa capacidade de voo, esta espécie passa a maior parte do tempo na superfície da água, de onde inicia os mergulhos para captura das presas. Deste modo, é geralmente das espécies de aves mais afectadas por derrames de hidrocarbonetos. A confirmá-lo está o facto de estar incluída no grupo de aves marinhas que apresentam maior grau de contaminação por hidrocarbonetos (Teixeira 1986a,b, Granadeiro et al. 1997). Os hábitos de mergulho também a tornam particularmente susceptível a redes de pesca sendo, conjuntamente com a torda-mergulheira Alca torda, das mais frequentes vítimas de emalhamento em artes de pesca (Teixeira 1986b, Granadeiro et al. 1997). Outras ameaças potenciais à população regional nidificante incluem a perturbação, a predação dos juvenis por gaivotas-de-patas-amarelas Larus cachinnans e a eventual competição com pescarias, embora a real magnitude destas ameaças não seja bem conhecida.

Medidas de Conservação
Encontram-se documentadas situações de elevada mortalidade durante o inverno em determinadas zonas do país (Teixeira 1986b, Granadeiro et al. 1997), atribuível a interacções com redes de emalhar. Deste modo, importa actualizar a importância desta mortalidade e se necessário, regulamentar as pescarias no sentido de minimizar essas interacções. O mesmo se aplica às áreas circundantes da colónia de nidificação da Reserva Natural das Berlengas, onde esta espécie tem sido monitorizada regularmente e onde existem medidas de gestão específicas.

in Livro Vermelho dos Vertebrados