terça-feira, 24 de setembro de 2013

Tetrax tetrax, Sisão

Taxonomia
Aves, Gruiformes, Otididae.

Tipo de ocorrência
Residente.

Classificação
VULNERÁVEL - VU (A2c+3c+4c)
Fundamentação: Admite-se que a espécie pode ter sofrido nos últimos 10 anos uma acentuada redução da sua população, com base nas evidências de declínio na área de ocupação e extensão de ocorrência, bem como da redução da área de cerealicultura extensiva e de pousios. As causas dessa redução populacional são compreendidas e são reversíveis mas não cessaram, admitindo-se que continuem a actuar nos próximos 10 anos.
 
Distribuição
O sisão é uma espécie de distribuição Paleárctica que ocupa, de forma descontínua, a faixa compreendida entre os paralelos 35º N e 50º N (Cramp & Simmons 1980). Apresenta dois núcleos principais: um ocidental, abrangendo a Península Ibérica, França e extremo Sudeste de Itália (na Sardenha), e outro oriental, no Sudeste da Rússia Europeia e Casaquistão (Schulz 1985). Inverna numa vasta área desde o Mediterrâneo, passando pela Turquia e o Cáucaso, até ao Irão. De forma errática, ocorre ainda no Sul da Ásia.

Em Portugal distribui-se essencialmente desde a Beira Baixa até ao Algarve, sendo mais localizado a norte do Tejo e, por isso, menos abundante (Rufino 1989).

População
O efectivo actual do sisão em Portugal não é conhecido com exactidão, estando a espécie a ser alvo de um programa de censos a nível nacional. No entanto, a sua população será superior a 10.000 indivíduos maturos. Estimativas populacionais recentes para Castro Verde indicam 2.400 indivíduos nessa região (Moreira 1999) e para a Zona de Protecção Especial de Campo Maior há estimativa de 79 machos territoriais em 1998 (Silva et al. 2004).

Desconhece-se igualmente qual a tendência populacional à escala nacional; no entanto, as regressões locais em zonas com agricultura mais intensificada (Silva JP dados não publicados) bem como a grande redução da área de poisio disponível (INE 1979, 2001), indiciam que a espécie terá sofrido nos últimos 10 anos uma forte redução populacional, que se admite ter atingido os 30%. Em Castro Verde, segundo R Borralho (com. pess.), dados referentes à monitorização do Plano Zonal indicam que terá havido um aumento no número de sisões no interior da área de intervenção deste plano, no período 1995-97. No entanto, atendendo à tendência de evolução da agricultura no Alentejo e aos
problemas actualmente sentidos de adesão ao Plano Zonal de Castro Verde (Lampreia 2003) admite-se que a tendência populacional regressiva desta espécie não seja alterada nos próximos anos.

É uma espécie globalmente classificada como Quase Ameaçada (NT) (IUCN 2004a), que em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa é considerada Vulnerável (BirdLife International 2004).

Actualmente, segundo Schulz (1985) e de Juana & Martínez (1996, 2001), considera-se que a população mais viável desta espécie se encontra na Península Ibérica, constituindo mais de metade da população mundial.

Habitat
O sisão frequenta planícies abertas ou com árvores dispersas, ocupando ocasionalmente e de forma marginal montados pouco densos. Tende a ocupar extensas áreas de mosaico agrícola formado pela prática da cereacultura extensiva, pousios e pastagens, seleccionando áreas com vegetação rasteira, de altura não superior a 20 cm (de Juana & Martínez 2001, Martínez 1994, Salamolard & Moreau 1999, Silva et al. 2004). Na época de reprodução está particularmente associado a zonas agrícolas onde é praticada a cereacultura extensiva e pastagens; os machos adultos preferem pousios para formar os seus territórios e optam por locais com uma maior disponibilidade de insectos (Martínez 1998, Salamolard & Moreau 1999). No inverno os bandos tendem a ocorrer no topo das elevações e são sensíveis à perturbação humana, evitando a proximidade de estradas e casas habitadas (Silva et al. 2004).

Factores de Ameaça
Como principais ameaças à conservação desta espécie em Portugal foram identificados os seguintes factores: intensificação da agricultura, florestação das terras agrícolas, expansão de cultivos lenhosos, construção de estradas, albufeiras, outras infra-estruturas, abandono agrícola e do pastoreio extensivo, utilização de agro-químicos, perturbação humana e a colisão com linhas aéreas de transporte de energia.

Medidas de Conservação
Apenas parte da vasta área de ocorrência de sisão em Portugal está classificada como Zona de Protecção Especial (Estuário do Tejo, Costa Sudoeste, Ria Formosa, Sapais de Castro Marim, Douro Internacional e Vale do Rio Águeda, Campo Maior, Moura-Mourão-Barrancos; Castro Verde, Vale do Guadiana).

A espécie é actualmente alvo de um projecto LIFE “Projecto Tetrax – conservação do sisão no Alentejo”.

Foi contemplada no Plano de acção para  a conservação das aves dependentes da estepe cerealífera (Almeida et al. 2003). Conforme identificado nessa proposta técnica, a conservação do sisão em Portugal depende: da promoção da cerealicultura extensiva com rotação de culturas, mediante aplicação de medidas agro-ambientais e/ou indemnizações compensatórias em áreas estepárias prioritárias); da manutenção do pastoreio extensivo e condicionamento do encabeçamento nas áreas mais importantes de reprodução; do incremento da sustentabilidade económica das áreas estepárias, nomeadamente através da certificação de produtos provenientes de áreas “amigas da avifauna estepária”; da elaboração e implementação de Planos de Gestão nas ZPE’s com ocorrência da espécie (Moura-Mourão-Barrancos, Campo Maior, Castro Verde); da classificação de novas ZPE’s em áreas importantes para a espécie, particularmente para o período reprodutor; do estabelecimento de uma estratégia conjunta Portugal-Espanha visando a conservação das aves dependentes da estepe cerealífera; do condicionamento da edificação, da actividade turística e da actividades cinegética em ZPE’s importantes para avifauna estepária; da implementação do protocolo estabelecido entre ICN/ EDP/REN/SPEA/QUERCUS, que visa compatibilizar os traçados das linhas aéreas de transporte de energia eléctrica com a conservação das aves. Também a construção de vias de comunicação, de linhas para o transporte de energia e outras infra-estruturas, de plantações florestais, vinhas e perímetros de rega nas áreas prioritárias para a conservação da espécie devem ser sujeitas a AIA, tendo em conta a perda de habitat estepário e a sua fragmentação, o incremento esperado no número de predadores e o efeito cumulativo/sinérgico dos projectos individuais.

Devem ainda ser realizados estudos sobre a distribuição e abundância da espécie para os períodos de reprodução, pós-nupcial e inverno, que permitam esclarecer os movimentos da espécie e as áreas concretas de que depende ao longo do ano. Deve ser assegurada a monitorização de parâmetros populacionais, por forma a avaliar as tendências na distribuição e no tamanho da população. Foi ainda identificada a necessidade de inventariar as zonas com características estepárias no Alentejo.

Importa também informar a comunidade rural e a população em geral sobre os valores naturais das áreas agrícolas extensivas de sequeiro e sobre as necessidades de conservação das espécies delas dependentes.

in Livro Vermelho dos Vertebrados





sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Tipos de Câmaras Digitais

Este antigo slogan da Kodak é
agora inteiramente aplicado à
fotografia digital. Com quiosques
de impressão por toda a parte,
é fácil disparar e imprimir imagens
sem recorrer ao computador.
Na altura de escolher uma câmara há uma série de características de design, tamanho e funcionalidades a considerar. As câmaras de “tamanho de bolso” normalmente não têm todas as funcionalidades dos modelos maiores, mas são mais fáceis de transportar. A boa notícia é que, não obstante as suas enormes diferenças, a maioria das câmaras conseguem captar imagens com óptima qualidade, especialmente para os formatos de impressão mais vulgares.
As câmaras de apontar-e-disparar normalmente têm menos controlos que outras câmaras digitais mas, a grande maioria, também são mais pequenas, ou quase minúsculas. Com uma câmara que pode guardar no bolso, sabe que pode tê-la sempre à mão quando precisar.
A qualidade dos telemóveis com câmara integrada
tem melhorado, com modelos de 10 megapíxeis
já disponíveis em alguns países. Estas câmaras
poderão até vir a competir com os modelos de
apontar-e-disparar. Este Nokia N95 tem uma
câmara de 5 MP e sistema GPS.
De entre os modelos digitais de apontar-e-disparar, as mais procuradas pelo consumidor são as incorporadas nos telemóveis. O grande problema destas câmaras é o facto de a qualidade de imagem ter sido melhorada muito lentamente, não correspondendo à obtida com uma câmara estritamente fotográfica.
As câmaras descartáveis conseguem imagens
surpreendentemente boas e muitas até têm
um ecrã onde pode visualizar os resultados.
A fotografia digital amadureceu ao ponto de já haver câmaras de apontar-e-disparar descartáveis.
As câmaras de objectiva fixa têm óptimos zoom
e captam imagens grandes.
A Canon TX1 tem um design
vertical exclusivo, capta
imagens com 7 megapíxeis
e vídeos de alta definição
(HDTV).
As câmaras topo de gama, de objectiva fixa, normalmente têm um zoom e muitos dos controlos de exposição e focagem que podemos encontrar nas câmaras reflex.
As câmaras reflex são as mais flexíveis,
mas também as mais caras
As câmaras reflex dos principais
fabricantes são compatíveis
com mais objectivas que as
que algum dia vai precisar.
Um dos tipos de câmaras mais populares no meio profissional e amador avançados é as SLR (single-lens refex). Estas câmaras são caras mas oferecem vantagens relativamente a outros tipos de câmaras, como:
• Pode trocar as objectivas.
• Normalmente focam com maior rapidez e precisão e captam imagens com menos ruído.
• O enquadramento é feito através da objectiva, por isso, o que vê é aquilo que irá registar.
• Tem disponíveis vários acessórios, entre os quais poderosos flashes externos.
A Minox produziu uma Leica M3
em miniatura, com um sensor
de imagem de 3,2 megapíxeis.
Imagem cortesia da Minox
(www.minox.com).
As câmaras telemétricas, como a Leica, dominaram as áreas do jornalismo e da fotografia de autor durante décadas. Elas eram silenciosas, pequenas e os seus visores grandes e luminosos tornavam mais fácil a focagem e a composição da imagem. Ainda não há muitas câmaras telemétricas digitais mas, no seguimento da tradição das suas câmaras de filme, a Leica lançou a primeira – a M8. O mais interessante na designação do modelo é que se trata do seguimento numérico da câmara de filme M7, e não propriamente de um nome digital. É óbvio que a Leica encara o digital como o caminho
Dificilmente se esquecerá da
câmara se a trouxer no
porta-chaves.
a seguir. Parece que alcançamos um ponto em que, quando se trata de câmaras, o sistema digital já é assumido sem ter de ser mencionado.

As câmaras de vídeo muitas vezes oferecem também opções de imagem estática (fotografia). As imagens são mais pequenas que as conseguidas por câmaras exclusivamente fotográficas, mas é bom ter esta opção quando se está a gravar um evento. Grande parte das câmaras digitais também têm um modo de vídeo que permite captar vídeos curtos. Para muitos de nós, o segredo para conseguir vídeos interessantes é mantê-los curtos. Uma câmara de vídeo pode ter a capacidade de gravar uma autêntica “longa metragem”, mas, quem quererá vê-la? Os pequenos vídeos de pouco mais de um minuto podem captar os momentos mais importantes e ser partilhados por e-mail ou publicados em conhecidas páginas da Internet, como YouTube.com.

Tal como a maioria de nós, os fotógrafos profissionais utilizam câmaras reflex e até de apontar-e-disparar. No entanto, quando vão para o estúdio, ou exploram determinadas áreas especializadas, muitas vezes usam outras câmaras. Isso deve-se sobretudo ao facto de precisarem de sensores de imagem maiores e com mais píxeis.
Algumas câmaras profissionais, incluindo esta Hasselblad de médio formato, funcionam da mesma forma que a sua câmara digital. Quando o obturador é premido a fotografia é captada automaticamente.
Outras câmaras profissionais, com esta Linhof que vê na imagem, são convertidas para digital através da simples adição de um back digital, que substitui o tradicional carregador de filme. Alguns backs funcionam por varrimento, como os scanners. Quando o obturador é disparado, o back “digitaliza” uma linha da imagem de cada vez, até construir a imagem na totalidade, linha a linha. Algumas registam a imagem num único passo e outras em três passos – um para a luz vermelha, outro para a luz azul e outra para a luz verde reflectidas pelo objecto. Estas câmaras são lentas, por isso não podem ser utilizadas para captar objectos em movimento ou cenas com luz estroboscópica.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Fornecimento de energia

Para que o computador funcione adequadamente, é necessário que a fonte de alimentação seja capaz de fornecer electricidade suficiente e de forma ininterrupta.

Comparados com os computadores que tínhamos à vários anos atrás, os computadores topo de linha actuais são muito mais exigentes no quesito alimentação. Isto significa a necessidade de fontes de alimentação melhores e mais poderosas do que as necessárias até há algum tempo atrás.

Infelizmente, a maioria dos fabricantes de fontes de alimentação não estão acompanhando estas mudanças, oferecendo actualmente os mesmos produtos que ofereciam a alguns anos atrás.

A fonte de alimentação é tão importante para o computador quanto a gasolina é para um carro. Não adianta comprar um Astra 0 Km e encher o tanque com gasolina baptizada, você vai ficar parado no meio do caminho.

Se a fonte não for capaz de fornecer energia suficiente, o computador poderá travar com frequência em aplicações mais pesadas (onde os componentes são mais exigidos e consomem mais energia), ou mesmo nem chegar a ligar.

Ou seja, mesmo usando uma boa placa mãe, todos os drivers actualizados e tudo mais que houver de melhor, o seu computador pode continuar travando por causa da fonte.

Só para você ter uma ideia, um Celeron de 266 consome apenas 16 Watts de electricidade, enquanto um Athlon de 650 MHz consome 54 Watts. Uma Trident 9680 consome pouco mais de 8 Watts, enquanto uma Nvidia GeForce DDR consome quase 40 Watts. Uma Sound Blaster 16 consome cerca de 7 Watts, enquanto uma Sound Blaster Live consome cerca de 20 Watts, e assim por diante.

Actualmente, praticamente tudo consome mais eletricidade: os HDs e CD-ROMs (por possuírem velocidades de rotação maiores), a memória RAM (por usarmos mas memória do que usávamos a dois ou três anos atrás), etc.. Actualmente, também se costuma usar mais acessórios, como vários coolers dentro do computador para melhorar a ventilação, gravadores de CD-ROM, etc. o que também consome muita electricidade.

Porém, o problema maior é justamente a dupla processador e placa de vídeo. Uma fonte ATX possui três saídas independentes: de 12V, que se destinam ao HD, CD-ROM, drive de disquetes e outros periféricos do género, 5V que se destina à placa mãe e aos periféricos ligados à ela (placa de vídeo, placa de som, etc.) e 3.3V que se destina ao processador e à memória RAM.

Dentro da fonte, temos circuitos separados para o fornecimento de cada uma destas tensões. Isto significa que a fonte é capaz de fornecer uma corrente “X” a 12V, uma corrente “Y” a 5 V e uma corrente “Z” a 3.3V.

Porém, as fontes são vendidas segundo a capacidade total, ou seja X, Y e Z somadas, o que dá os 250 ou 300 Watts dos rótulos. Algumas vezes, a fonte traz especificadas as capacidades máximas de cada saída, mas nem sempre.

Num sistema, com um Athlon de 800 MHz, placa de vídeo GeForce DDR, placa de som Sound Blaster Live, 128 MB de memória RAM, um HD IDE de 7200 RPM qualquer, drive de disquetes, CD-Rom de 48x, gravador de CD, modem e mais dois coolers para melhorar a ventilação, por exemplo, teríamos um consumo total de aproximadamente 220 Watts. Dentro do limite de fornecimento de qualquer fonte de 250 Watts certo? Não é bem assim...

Vendo o rótulo de uma fonte Troni, modelo AT-300SN, por exemplo, temos informados que as saídas de 3.3 v e 5v combinadas fornecem no máximo 150W, enquanto a saída de 12v fornece no máximo 144W. Usando um processador e uma placa 3D mais “gulosos” e 128 de memória RAM ultrapassamos facilmente os 150W máximos.

O Anand Lal Shimpi, do Anand Tech (http://www.anandtech.com) realizou um teste muito interessante comparando o comportamento de várias marcas de fontes ATX sob situações de stress. Pode ler o artigo completo em http://www.anandtech.com/printarticle.html?i=1128, farei apenas alguns comentários sobre os resultados obtidos por ele:

A configuração do computador usado para a realização do teste era: AMD Athlon de 800 MHz + um cooler Alpha, placa mãe Gigabyte GA-7IX, 128 MB de RAM, HD IBM de 7200 RPM, CD-ROM de 48x, placa de vídeo Nvidia GeForce, placa de som Sound Blaster Live e placa de rede. 

O único componente que era alterado durante os testes era a fonte. Foram testadas 11 fontes ATX de marcas diferentes. A cada teste, o HD era formatado e o Windows e programas eram reinstalados do zero, para evitar que qualquer contaminação nos resultados do teste.

Os resultados foram surpreendentes: Das 11 fontes testadas, com 4 o computador não chegou sequer a completar o boot. As 7 fontes que foram capazes de fazer o computador “funcionar” passaram por um novo teste, desta vez de estabilidade, usando o BAPCO SYSMark 2000, que simula várias aplicações reais onde o computador é mais exigido. Pois bem, novamente uma surpresa, apenas UMA das fontes testadas foi capaz de manter um fornecimento adequado durante todos os testes. Em todas as demais o sistema travou por interrupção ou instabilidade no fornecimento de electricidade pelo menos uma vez. Só por curiosidade, a única fonte que passou em todos os testes realizados
por ele foi a Antec PP-303X.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Nós e amarras XLVI

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

Existem muitos nós, cada um com a sua utilidade diferente. Vamos aqui abordar alguns deles que podemos classificar do seguinte modo:


 Ancoragens
 
 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Tringa erythropus, Perna-vermelha-bastardo, Perna-vermelha-escuro


Taxonomia
Aves, Charadriiformes, Scolopacidae.

Tipo de ocorrência
Invernante.

Classificação
VULNERÁVEL - VU* (D)
Fundamentação: Espécie com população muito reduzida (inferior a 250 indivíduos maturos). No entanto, por ser um taxon visitante não reprodutor cujas condições não se estão a deteriorar nem fora nem no interior da região, o que leva a admitir um risco de extinção mais reduzido em Portugal, desceu uma categoria na adaptação à escala regional.

Distribuição
Nidifica no norte da Escandinávia e Rússia até à Sibéria. Inverna no Oeste da Europa, Mediterrâneo e África, Médio Oriente, Sul da Ásia, até à ilha Formosa (del Hoyo et al. 1996).

Em Portugal continental apresenta uma distribuição alargada, ocorrendo principalmente em zonas húmidas costeiras, como o Estuário do Sado, o Estuário do Tejo, e a Ria Formosa (Farinha & Costa 1999).

População
Esta espécie tem sido monitorizada nas zonas estuarinas desde a década de 1970. É uma espécie que ocorre em baixa abundância na maior parte dos anos. A análise destes censos até 2000, permitiu verificar que a abundância da população tem permanecido estável, oscilando entre 50 e 100 indivíduos (Sousa 2002b).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Em Declínio, embora ainda provisoriamente, apresentando um declínio recente moderado das populações nidificantes (BirdLife International 2004). As populações invernantes na Europa Ocidental apresentam-se estáveis (Wetlands International 2002). Esta tendência, juntamente com o facto de se admitir que o habitat não esteja em declínio em Portugal, levou a assumir um risco de extinção da população invernante no nosso território mais reduzido, tendo descido uma categoria na adaptação à escala regional.

Habitat
Zonas húmidas costeiras (salinas, zonas entre-marés) e zonas húmidas de interior (lagoas).

Factores de Ameaça
Perda ou degradação de habitat (por acção do Homem), nomeadamente abandono ou degradação de salinas, a transformação de salinas em aquacultura marinhas e a destruição ou degradação das zonas entre-marés.

Medidas de Conservação
A maior parte das áreas estuarinas utilizadas por esta população durante o inverno estão incluídas em áreas com estatuto legal (Reservas Naturais, Zonas de Protecção Especial, Sítio Ramsar). Várias outras zonas foram designadas como Zonas Importantes para as Aves recentemente (Costa et al. 2003). No entanto, é necessário assegurar a conservação do habitat e a minimização dos factores de ameaça referidos, nomeadamente a promoção da salinicultura. 

Importa obter estimativas fiáveis do efectivo populacional e melhor conhecimento da sua distribuição.

Notas
Em Portugal Continental a espécie ocorre também como migrador de passagem.


in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Marushin M1911-A1 Dual Max Ver. 2 (6mm BB)


Marca: MarushinCódigo do Produto: MRUS-4920136047594
Hop-Up: Nenhum
Peso: 728 grs
Blowback: Sim

Durante o período 1970 - 1983, a Colt construiu a pistola Mk.IV series 70 Government model, que relembra muito aproximadamente a original M1911A1s, mas com cano e buchas de precisão.

O cano "Accurizor" e buchas tem como objectivo melhorar a intrínseca precisão das pistolas Colt Government Model, que então designaram a MK IV/Series 70 para a diferenciar de todas as variações anteriores da Government Model. Não apenas como capaz de uma soberba precisão bem como de um cano elaborado manualmente e buchas de competição, o novo setup no entanto permitiu à típica Colt produzida em massa disparar melhor do que as pistolas de especificação militar com as suas buchas solidas vagamente adaptadas e canos direitos.

Neste caso, você tem uma 1911 de ejecção de células. Cada célula carrega 1 BB e o próprio carregador pode transportar até 8 células disparando a perto de 320 fps. É incrivelmente realística e tem um blow back decente. A Marushin normalmente produz armas de airsoft de qualidade e voltaram a não desapontar desta vez!


in




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Porquê o Digital?

Muitas das lojas têm
quiosques que lhe
permitem imprimir
as fotografias no local.
Neste livro assume-se que, ou já é, ou decidiu tornar-se um fotógrafo digital. Se ainda não está completamente convertido e se se pergunta porque é que a fotografia digital substituiu o filme quase totalmente em menos de uma década, aqui estão algumas razões. Poderíamos assumir que é por causa da qualidade da imagem, já que as imagens digitais são equivalentes, e por vezes melhores do que as imagens realizadas em filme. Todavia, a verdadeira razão para a mudança vai noutro sentido: no facto de que, logo que são capturadas, as fotografias digitais estão já num formato que as torna incrivelmente fáceis de partilhar e usar. Por exemplo, podem-se inserir fotografias digitais em documentos, imprimi-las num quiosque, enviá-las por e-mail aos amigos ou publicá-las numa página Web, onde podem ser vistas por qualquer pessoa no mundo. Na maioria das câmaras, é possível visualizar imediatamente as imagens num monitor LCD na parte de trás da câmara, ou ligá-las a um televisor e ver as imagens em slide show. Algumas câmaras podem até ser ligadas a um telescópio ou microscópio para mostrar imagens radicalmente ampliadas num televisor com ecrã de grandes dimensões. É esta possibilidade de partilhar constantemente fotografias com qualquer pessoa, em qualquer lugar, que torna a fotografia digital tão atractiva.

Podem colocar‑se imagens
em mapas interactivos,
simplesmente arrastando-as
e soltando-as aí.
Aqui estão mais algumas razões pelas quais esta mudança foi tão radical:
• Optar pelo digital possibilita-lhe poupar dinheiro a longo prazo, já que não tem que comprar rolos de filme e pagar pela sua revelação e impressão.
• Não é obrigado a perder tempo a deslocar-se duas vezes à loja para deixar e depois levantar as imagens (se bem que pode fazê-lo com um cartão de memória).
• As câmaras digitais mostram instantaneamente o aspecto das fotografias, pelo que, pode poupar-se à desilusão um ou dois dias depois do filme ser revelado.
• Pode visualizar as imagens antes de as imprimir e, caso não lhe agradem, pode melhorá-las, ou então poupar dinheiro e não imprimi-las ou apagá-las.
• A fotografia digital (pelo menos no caso do consumidor) não usa os químicos tóxicos que geralmente acabam por desaguar nos nossos cursos de água, rios e lagos.
• Não é necessário esperar para acabar um rolo para revelá-lo (ou desperdiçar filme quando não se pode esperar).
• Muitas das câmaras digitais são capazes de capturar não só imagens estáticas, mas também som e vídeo – têm tanto de gravadores multimédia como de câmaras.

É possível imprimir e encadernar as imagens
num álbum digital. Imagem cortesia de
PhotoWorks.com.
• Pode usar-se um programa de edição de imagem para melhorar ou alterar imagens digitais, por vezes directamente na câmara. Por exemplo, é possível reenquadrar, remover os olhos vermelhos, mudar as cores ou o contraste, e até adicionar ou eliminar elementos. É como usar uma câmara escura com as luzes ligadas e sem os químicos.
• É possível publicar imagens numa página Web, para que outras pessoas possam vê-las ou mesmo imprimi-las.
• As imagens podem ser impressas nas páginas de um livro encadernado, semelhante aos que se vêem nas livrarias.
• Podem criar-se slide shows e gravá-los num DVD, para reproduzir num televisor, com música de fundo ou narração.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Recursos adicionais

Depois dos processadores suportados e do chipset usado, o restante do nome das placas serve para indicar que a placa possui algum recurso adicional, como por exemplo som ou rede onboard, suporte a bus de 133 MHz, slot AGP 4X, o formato da placa (ATX ou mini-ATX) etc.

Por exemplo, a diferença entre um CUSL2 e uma CUSL2-M é que a primeira vem em formato ATX, com 6 slots PCI, enquanto a CSL2-M (o M vem de “mini”) vem em formato Mini-ATX e que por ser bem menor, possui apenas 3 slots PCI. Existem claro mais algumas diferenças entre os dois modelos, mas a principal diferença é o formato.

:. 4X - Este é fácil, indica que a placa tem um slot AGP 4X. O slot pode ser tanto um AGP 4X convencional, quanto um AGP Pro, o “4X” é genérico. O 4X sempre vem logo depois das duas letras do processador e as letras do chipset (se houverem), antes do traço, como em P3V4X, CUV4X-D ou CUV4X-DLS. Naturalmente, nem todas as placas com AGP 4X tem o “4X” no nome, como por exemplo a TUSL2-C (onde é óbvio que a placa suporta AGP 4X, já que é baseada no chipset i815), o 4X é usado apenas onde pode haver dúvida.

:. -V - Um V depois do traço, como em CUV4X-V indica que a placa tem vídeo onboard. V de “video”.

:. -M - Indica que a placa mãe vem no formato Mini-ATX.

:. -VM - O -VM indica que além de ter vídeo onboard, a placa vem no formato Mini-ATX. As placas Mini-ATX são bem menores que as ATX, e possuem apenas 4 slots, ou 4 slots PCI, ou então 1 AGP e 3 PCI. Este formato é usado normalmente em placas de baixo custo, que já vem com componentes onboard, por prejudicar as possibilidades de expansões futuras. Muitas vezes as placas -VM também vem com som e/ou rede onboard, mas não é uma regra. Por exemplo, a A7SVM vem com video, som e rede onboard. A CUVL-VM por sua vez vem com vídeo onboard e trás o som como opcional (algumas placas vem com, outras sem, deixando a escolha por parte do consumidor) mas não traz rede.

:. -L - O L vem de “lan” ou rede. Indica que a placa tem rede onboard. Excepção fica por conta da CUBX-L, onde a interface de rede é apenas opcional.

:. -S - Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, o “-S” não significa “sound” mas sim “SCSI”, significando que a placa tem uma interface SCSI onboard. São poucos modelos da Asus com este recurso, sempre placas caras, entre elas a P3C-S e a P2B-S.

:. -LS - SCSI e interface de rede onboard, como na P3C-LS.

:. -D - Indica que a placa suporta dois processadores. Como no caso das placas com SCSI, são sempre placas caras, destinadas a servidores. O -D vem de “dual”.

:. -DSL - Essas são sempre as placas topo de linha da Asus, destinadas a servidores. Possuem suporte a dois processadores (D), e trazem interfaces de rede (L) e SCSI (S) embutidas. Como a CUV4X-DLS

:. -E - O E vem de “enhanced” ou “aperfeiçoado”. Indica que a placa possui algum recurso adicional, que não faz parte do chipset ou que a diferencia de outros modelos baseados no mesmo chipset. Por exemplo, a CUBX-E é baseada no chipset i440BX, que originalmente traz interfaces IDE UDMA 33, mas, graças a uma controladora externa, a placa suporta UDMA 100, daí o “enhanced”. A A7V-E por sua vez, oferece a possibilidade de configurar o FSB em intervalos de 1 em 1 MHz, grande novidade na época que foi lançada, e assim por diante.

:. -C : O -C vem de “complete”, ou completa. As placas com esta nomenclatura vem em formato ATX, com 5 slots PCI e slot AGP (a excepção fica por conta da MEL-C, que tem duas versões, uma com 5 PCI e 1 ISA e outra com 4 PCI e 2 ISA), e, além disso trazem som onboard opcional. A excepção no caso do som onboard fica por conta da CUV4X-C, que traz on contactos para o chip e os conectores de áudio, mas ainda não foi lançada em versão com este recurso.

:. -FX - FX vem de Flex-ATX. Este é um formato de placa ainda menor que o Mini-ATX, com espaço para apenas dois slots de expansão. A ideia seria uma placa de baixíssimo custo, com video, som e rede onboard e mais um ou dois slots para que o utilisador possa incluir mais alguma coisa. Felizmente a Asus só fez três placas nesse formato, a CUSI-FX, CUW-FX e a CUWE-FX 

Asus CUW-FX (Copyright Asus Inc.)
:. 133 - Indica que a placa mãe suporta bus de 133 MHz. Assim como o “4X”, a nomenclatura só é usada em modelos de placas onde existe dúvida.

:. 266 - O 266 indica as placas com suporte a memórias DDR. Apesar de já ser um comentário mais do que utilizado, na verdade estas placas usam FSB de 133 MHz, mas como as memórias DDR fazem duas transferências por ciclo, na prática equivale a um bus de 266 MHz. Exemplos de placas são as CUV266 (com o chipset Via Apollo Pro 266) a A7M266 (com chipset AMD 761) e a A7A266, com chipset da Ali.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Nós e amarras XLV

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado

A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

Existem muitos nós, cada um com a sua utilidade diferente. Vamos aqui abordar alguns deles que podemos classificar do seguinte modo:


 Ancoragens


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Tringa nebularia, Perna-verde

Taxonomia
Aves, Charadriiformes, Scolopacidae.

Tipo de ocorrência
Invernante.

Classificação
VULNERÁVEL - VU* (D)
Fundamentação: Espécie com população muito reduzida (inferior a 250 indivíduos maturos). No entanto, por ser um taxon visitante não reprodutor cujas condições não se estão a deteriorar nem fora nem no interior da região, o que leva a admitir um risco de extinção mais reduzido em Portugal, desceu uma categoria na adaptação à escala regional.

Distribuição
Nidifica desde a Escócia e Escandinávia até à Sibéria. Inverna no Oeste da Europa, Mediterrâneo e África, Médio Oriente, Sul da Ásia, Indonésia e Australásia (del Hoyo et al. 1996).

Em Portugal Continental ocorre principalmente em zonas húmidas costeiras (Farinha & Costa 1999).

População
Esta espécie tem sido monitorizada nas zonas estuarinas desde a década de 1970. É uma espécie que ocorre em abundâncias pequenas na maior parte dos anos. A análise destes censos até 2000 permitiu verificar que a abundância da população tem permanecido estável, oscilando 150 e 200 indivíduos (Sousa 2002b).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Não Ameaçada (BirdLife International 2004). A população invernante na Europa Ocidental apresenta-se estável (Wetlands International 2002). Esta tendência, juntamente com o facto de se admitir que o habitat não esteja em declínio em Portugal, levou a assumir um risco de extinção da população invernante no nosso território mais reduzido, tendo descido uma categoria na adaptação à escala regional.

Habitat
Zonas húmidas costeiras (salinas, sapais, zonas entre-marés) e zonas húmidas de interior (lagoas, pauis). Ocorre também em campos agrícolas inundados.

Factores de Ameaça
Perda ou degradação de habitat (por acção do Homem), nomeadamente abandono ou degradação de salinas, a transformação de salinas em aquacultura marinhas.

Medidas de Conservação
A maior parte das áreas estuarinas utilizadas por esta população durante o inverno estão incluídas em áreas com estatuto legal (Reservas Naturais, Zonas de Protecção Especial, Sítio Ramsar). Várias outras zonas foram designadas como Zonas Importantes para as Aves recentemente (Costa et al. 2003).  No entanto, é necessário assegurar a conservação do habitat e a minimização dos factores de ameaça referidos, nomeadamente a promoção da salinicultura. Importa obter estimativas fiáveis do efectivo populacional e melhor conhecimento da sua distribuição.

Notas
Em Portugal Continental a espécie ocorre também como migrador de passagem.

in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

KWA AK74M Gas Blowback (System 7)



Marca: KWA
Código do Produto: KWA-GBB-AK74M
Hop-Up: Ajustável
Peso: 3,600 kgs
Comprimento: 945 mm
Capacidade: 40 bb´s
Potência: 430 fps
Fonte de Energia: top/green gás
Blowback: Sim
Modo de Tiro: semi-automático, automático
Perfeito, confiável e precisa performance à saída da caixa, construção sólida com um forte desenho de blowback (recuo), molha de recuo extra longa é o que permite um forte efeito de recuo.
- Modos Totalmente Automático e Semi-Automático.
- Corpo totalmente em metal.
- Coronha dobrável em nylon.
- Cano exterior em alumino 360mm com tapa-chamas de 80mm (Rosca do ano no sentido do relógio).
- Carregador a gás de 40 munições
- Novo sistema 7 de gas, confiável mesmo em tempo frio.
- Potência de 430 fps à saída da caixa.
- Novo sistema de Hop Up de alta confiança, preciso como nunca até agora!

A montagem da sling pode ser efectuada com qualquer uma de um, dois ou três pontos.
 
 
in


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Fotografia Digital – O Passado e o Futuro

Esta ilustração mostra o tamanho proporcional das
fotografias captadas com as primeiras câmaras digitais
(pequena) e com os modelos mais recentes (grande).
Não foi há muito tempo que muitos de nós ficaram ao corrente da existência da fotografia digital (cerca de 1995). Esse foi o ano em que a Apple QuickTake 100 e a Kodak DC40 foram lançadas para o mercado, com preços relativamente acessíveis. Estas câmaras, ainda parecidas com as de filme, captavam imagens muito pequenas, mas foram um sucesso imediato. Algumas pequenas empresas, agentes imobiliários e de seguros, e outros consumidores ávidos por novidades, rapidamente se interessaram por elas. Elas tornaram-se de tal forma populares que, a estes modelos iniciais, logo se seguiu o lançamento de câmaras de outros fabricantes como a Casio, a Sony, a Olympus, entre outros. A corrida continuou e esta “enchente” de novas câmaras está cada vez mais acelerada. As coisas evoluíram tão rapidamente que, pelo mesmo dinheiro que anteriormente podíamos comprar uma daquelas novidades, agora é possível comprar câmaras com um rol infindável de características e especificações, como vídeo, som e controlos de nível profissional, que captam imagens vinte vezes maiores.

A câmara digital Canon EOS DCS 3,
foi lançada em Julho de 1995 e
captava imagens de 1,3 megapíxeis.
Custava cerca de 17 000 dólares.
Estas primeiras câmaras de consumo não evoluíram isoladamente. As câmaras profissionais, baseadas nas câmaras de filme, mas com sensores de imagem para captar imagens digitais, cresceram em popularidade no meio profissional. No entanto, os preços eram demasiado elevados, o que as tornava acessíveis apenas a uma elite. A Kodak lançou também o Photo CD, permitindo aos fotógrafos digitalizar as suas colecções de negativos e diapositivos a baixo custo. O processo fez sucesso entre os profissionais mas entre os amadores não foi tão bem aceite como a Kodak previra. Entretanto, as áreas editorial, da publicidade, da medicina, e muitas outras, adoptaram o digital. As imagens digitais rapidamente conquistaram esses ramos, por poderem ser instantaneamente visualizadas, enviadas por e-mail, ou inseridas em documentos. Inicialmente, foram sobretudo os profissionais que conduziram à mudança da película para o digital, mas não tardou até que a maioria dos consumidores seguissem a mesma direcção. Actualmente, a indústria de película já não está no seu auge, ao invés, está a esmorecer continuamente.

A câmara digital Canon PowerShot 600, foi lançada em Julho de 1996 e captava imagens com 500 pixeis. Custava mais de 1 000 dólares.
Mas, dada a escala desta mudança, como é que tudo isso passou a pertencer ao passado?

Willard Boyle (à esquerda) e George Smith (à direita). Cortesia da Lucent Technologies.
Agora, com as câmaras integradas em telemóveis,
como o Apple iPhone, é possível captar fotos
e enviá-las a um amigo, ou publicá-las
numa página Web. Imagem cortesia da Apple.
George Smith e Willard Boyle, do Bell Labs, foram os co-inventores do sensor CCD (chage-coupled device) e os grandes responsáveis pela mudança mas, na verdade, nunca tiveram o merecido reconhecimento público. Na altura estavam a tentar criar um novo tipo de memória semicondutor para computadores. Secundariamente, havia a necessidade de desenvolver uma câmara com circuito integrado para utilizar em serviços de vídeo-telefone. No espaço de uma hora, a 17 de Outubro de 1969, fizeram o esboço da estrutura básica do CCD, definindo os seus princípios operacionais e aplicações gerais, incluindo a formação da imagem e a memória.

Por volta de 1970, os investigadores dos Bell Labs incorporaram o CCD na primeira câmara de vídeo com circuito integrado. Em 1975, deram a conhecer a primeira câmara CCD com uma qualidade de imagem suficientemente boa para emissão televisiva. Os sensores CCD rapidamente viriam a revolucionar o fax, o scanner, as fotocopiadoras, os códigos de barras e os campos da fotografia médica. Uma das aplicações mais representativas e exigentes foi a astronomia. Desde 1983, quando os telescópios foram pela primeira vez equipados com câmaras de circuito integrado, os sensores CCD permitiram aos astrónomos estudar objectos mais aperfeiçoadamente. Com eles, era possível obter uma nitidez milhares de vezes superior à das chapas fotográficas mais sensíveis, bem como, capturar em segundos imagens que levariam horas a ser registadas em película.

Actualmente, todos os observatórios ópticos, incluindo o Hubble Space Telescope, contam com sistemas de informação digital, construídos com base nos mosaicos dos sensores CCD.

Os investigadores de outras áreas integraram os CCD em aplicações tão diversas como na observação de reacções químicas em laboratórios e no estudo da fraca luminosidade emitida pelos jorros de água quente, expelidos pelas aberturas da crosta oceânica. As câmaras CCD também foram utilizadas na observação da Terra via satélite, para controlo ambiental, inspecção e vigilância.

A fotografia digital começou por ser aplicada em astronomia, e continua a
ser utilizada nessa área. Aqui está uma imagem fantástica das colunas
de gás, em Eagle Nébula. O pilar maior (à esquerda) está a cerca de quatro
anos-luz de distância da base. No interior estão a formar-se estrelas embrionárias.
Crédito: Jeff Hester e Paul Scowen (Universidade do Estado de Arizona) e NASA
(http://hubblesite.org).
A qualidade de imagem foi incrivelmente melhorada ao longo dos anos e, actualmente, a maioria das pessoas está satisfeita com a qualidade e com a nitidez das suas fotos. Por esta razão, a batalha do marketing, sobretudo no que respeita às câmaras de apontar-e-disparar ou câmaras de bolso, centra-se sobretudo nas características e especificações. Visto que as câmaras digitais são semelhantes a computadores, os fabricantes podem programá-las para fazer todo o tipo de coisas que as antigas câmaras mecânicas jamais poderiam fazer. Elas são capazes de identificar rostos numa cena para focá-los, detectar e eliminar olhos vermelhos, ou permitir ao utilizador ajustar as cores e os tons das suas imagens. Algures na infindável lista de possíveis características, haverá um ponto de viragem em que a complexidade das funcionalidades será tal que ultrapassará a utilidade das mesmas, tornando-as desnecessárias. Provavelmente já chegamos a esse ponto, ou até já o tenhamos ultrapassado. Quando se informa sobre o rol de funcionalidades, experimente perguntar a si mesmo se usará realmente essas funções e qual o grau de controlo que pretende ter sobre a sua câmara. Ao avaliar as funções, tenha em mente que muitas das fotografias mais marcantes da história da fotografia foram registadas com câmaras que apenas permitiam controlar o foco, a abertura do diafragma e a velocidade do obturador.


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O Chipset

Logo depois da designação do processador, vem a designação do chipset:

:. V - Todas as placas com o V no nome usam chipsets da Via. O V é genérico, pode ser qualquer um dos chipsets da Via. Por exemplo, a CUV4X usa o Via ProSavage PM133, enquanto a CUV4X-D usa o VIA 694XDP, mas, como disse, são chipsets Via Nove que o “V” sempre vem depois do código principal da placa, o P2, P3 ou CU que expliquei acima.
:. BX - Enquanto o V vem de “Via”, o “BX” também diz respeito ao chipset, mas neste caos não diz respeito à marca do chipset, mas sim diretamente o modelo, no caso o “i440BX”. O BX é provavelmente o chipset mais famoso da história, mas se você nunca ouviu falar dele, o “BXzão” foi lançado na época do Pentium II, na verdade foi o primeiro chipset para Pentium II a suportar bus de 100 MHz. Só que o BX se revelou um projeto tão bom do ponto de vista do desempenho, que os fabricantes o utilizam até hoje, adicionando recursos que o chipset originalmente não tem para construir placas destinadas aos processadores modernos. Controladoras externas adicionam suporte a UDMA 66 ou 100, ou mesmo RAID. Reguladores de voltagem e BIOS actuais garantem compatibilidade com os processadores Coppermine, o suporte a bus de 133 MHz é obtido via overclock (já que originalmente o BX só suporta 100 MHz) e por aí vai. Exemplos de placas actuais com o BX são a CUBX, CUBX-E e CUBX-L

:. B - Também indica que a placa usa o i440-BX, mas é usado nas placas mais antigas, como em P2B e P3B-F. Mais uma vez valem lembrar que todas as P2 ou P3 são slot 1, enquanto todas as CU são socket 370.
:. A - Vem de “Ali”, e serve para indicar as placas com chipsets desta companhia, como em “A7A-266” (socket A, chipset Ali MAGIK1 M1647 e suporte a Bus de 266 MHz) ou a CUA (Pentium II Cumine, chipset Ali Aladdin TNT2).

:. SI - De “SiS’, novamente indica o fabricante do chipset, no caso a SiS, como em CUSI-M e CUSI-FX, ambas com o SiS 630E
:. S - Um “S” sozinho, numa placa socket A (nas placas socket 370, para Pentium III/Celeron, é usado o “SL”, que significa outra coisa, como veremos a seguir) também indica que a placa possui chipset SiS. Um exemplo é a A7S-VM.

:. SL - São as placas mais recentes para Pentium III/Celeron, socket 370, com o chipset i815 e slot AGP 4X. Todas as placas “SL” são socket 370, isso significa que todas são “CU” (Cumine) ou “TU” (Tualatin). Não existem por exemplo uma P3SL ou uma P2SL. Exemplos de placas com o i815 são as CUSL2-C, CUSL2-M ou a TUSL2-C.
:. C ou C2 - São as placas para Pentium III/Celeron que utilizam o antigo chipset i820, tanto as que utilizam memórias Rambus quanto as que usam o chip MTH e suportam memórias SDRAM PC-100. Estas placas foram descontinuadas há algum tempo. Exemplos são as CUC2 e P3C-L.

:. W - Indicam as placas com o chipset i810, que tem vídeo onboard, mas não suporta slot AGP. Pelo que sei, todas estas placas já estão descontinuadas, sendo substituídas pelas com o chipset i815, que também traz vídeo onboard, mas já oferece suporte a AGP 4X. Exemplos de placas com o i810 são a CUW e a P3W-E.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto