quarta-feira, 21 de maio de 2008

Sabia que contribui para o calor, a baixa humidade relativa do ar, os ventos fortes, as chuvas fortes e os raios sem chuva?

E QUE PODE AJUDAR A DIMINUIR ESSAS DESGRAÇAS DO CLIMA? II

O calor em geral reduz a humidade relativa do ar, além de trazer transtornos à saúde (Marto, 2005), tais como sangramentos pelo nariz, ressecamento de mucosas e queda de pressão arterial, e ainda aumenta os riscos de incêndio. As plantas e os resíduos vegetais ressecam e queimam mais facilmente.

Deve ser lembrado que o controle do calor é estratégico, pois temperaturas altas favorecem a proliferação de vectores de doenças (dengue, malária, febre amarela, hantavírus e muitos outros agentes infecciosos que se instalam em seres humanos fragilizados, com mucosas ressecadas), de bacterioses e de micoses e, em especial, de vectores como insectos (pernilongos, baratas, formigas e moscas), aumentando a viabilidade de seus ovos, a velocidade de eclosão, a longevidade dos adultos e a duração da sua fase reprodutiva.
Infelizmente, o impacto dos seus actos não ficou só no corte das árvores, na retirada da relva e na impermeabilização do solo do seu terreno. Como vimos, há uma série de outras consequências.

Volto a perguntar, o que aquece mais: um relvado ou um piso cimentado? Chão coberto for folhas ou terra nua, descoberta e compactada e encrostada pela chuva e pelo pisoteio? Esse chão mais quente aquece mais o ar (com o máximo de calor lá pelas três horas da tarde, ao sol); o ar quando quente começa a subir, formando as térmicas. As térmicas formam redemoinhos e sustentam objectos voadores. Mas essas térmicas, que se formam porque os cidadãos tiveram a boa ideia de acabar com as áreas verdes e as árvores (que, ao fazer sombra sobre a calçada e sobre o asfalto da rua, impediam que a calçada e a rua esquentassem e emitissem calor), ao se juntarem (do seu lote mais dos vizinhos) e se tornarem muito fortes, não deixam que as chuvas mansas se consigam precipitar.

Quanto mais calor, quanto mais fortes forem as térmicas, tanto mais pesadas e tanto mais negras necessitam ser as nuvens para cair. Muitas vezes parece que a noite chegou de tão escuras que estão as nuvens e em vez de água caem raios (ficou até perigoso jogar às cartas na praça), e não chove. Quando chove, é aquele aguaceiro de até 150 mm em vinte minutos.

O calor em excesso chega a amolecer o asfalto não protegido (não sombreado), que os veículos pesados danificam, facilitando a abertura de crateras pelas chuvas fortes e trazendo stress e prejuízos para todos.

Ainda não termina aí! Já reparou que entre 9 e 10h da manhã, conforme vai aquecendo a terra, a calçada ou o asfalto, começa a soprar uma brisa, que fica mais forte entre 15 e 16h, arrastando folhas e lixo? O mais incrível, a brisa arrasta as folhas secas sob as árvores da calçada do vizinho para o seu lado da rua, que não tem árvores!

Por que acontece isso? O chão que aquece, aquece o ar sobre ele; esse ar quente sobe, constituindo as térmicas. No lugar do ar quente que subiu vem ar mais fresco (por exemplo, aquele sob as árvores) para ocupar o lugar; isso constitui as brisas e o vento, conforme a intensidade. Isso ocorre durante o dia!
Durante a noite ou de manhã, as áreas verdes (ou os corpos de água, como lagoas, represas ou mares) estão mais quentes porque demoram a esfriar, e as áreas de terra nua ou de piso cimentado ou de rochas esfriam rapidamente, de maneira que as brisas vão da calçada sem árvores para a calçada com árvores, da praia para o mar ou da cidade para a mata. Isso é o que se vê no nível do solo. Em altitudes de 300 a 1000 m a direcção da brisa ou do vento é contrária, ou seja, de noite a brisa ou o vento vem da mata ou do canavial para a cidade.

Isso explica a montanha de cinzas no quintal sem área verde ou no piso cimentado. Se a cidade tivesse mais áreas verdes, se cada casa tivesse suas árvores, isso não aconteceria.

Uma curiosidade: Numa casa que tem tecto verde – com plantas crescendo no telhado, enquanto a temperatura externa, durante o dia, é de 34ºC, dentro de casa fica em 24ºC; e, durante a noite, do lado de fora esfria para 12,7ºC, e dentro de casa fica em 19ºC.

Já fizeram o cálculo da amplitude térmica? De 21,3ºC do lado de fora e de 5ºC dentro da casa.

Com todo esse conhecimento, você poderia explicar porque uma área verde, tem um ar péssimo para se fazer exercícios aeróbicos, à tarde ou ao entardecer? Dá para explicar? A partir das 9h30, em dia ensolarado, as superfícies secas começam a aquecer e a gerar térmicas, e as áreas verdes com ar menos quente constituem vácuos, que atraem toda sujeira lançada para o alto pelas térmicas, como fumaça e gases de veículos (inclusive ozónio nocivo), poeira, etc.
Assim, é aconselhável passear em áreas verdes e em praças antes das 10h da manhã, se a cidade estiver lançando muitos poluentes para o alto.

Entendeu? Percebeu agora porque também influencia o clima da sua casa, da sua empresa, da sua cidade, da sua região e do mundo? O que poderia fazer em sua casa, em seu terreno, em sua rua, em sua comunidade para reduzir a emissão de calor e evitar a produção de térmicas e de ventos em sua casa, em seu bairro, em nossa cidade, em nosso município, em nosso País e em nosso mundo? E o que pode fazer para sensibilizar os familiares e os colegas da empresa e da comunidade para colaborar neste movimento contra o aquecimento global? Se tiver ideias ou já estiver fazendo algo, divulgue, discuta em sua comunidade. Não se omita!

terça-feira, 20 de maio de 2008

O desafio do desenvolvimento social

Não devemos ficar na dependência das palavras e dos documentos oficiais quando analisamos a situação de cada uma das nossas organizações e de cada um dos nossos agrupamentos de modo a podermos compreender o papel que desempenhamos, concretamente, nos nossos espaços de localização. 
 
A realização de acções concretas em termos de desenvolvimento desenvolve-se, em primeiro lugar, na vida de todos os dias. 
 
Para o escutismo, o desenvolvimento local é um verdadeiro desafio que implica um comprometimento nas comunidades locais por intermédio dos órgãos da sociedade civil e do diálogo com as autoridades. Este desafio necessita igualmente de ferramentas de boa governação, com as quais o escutismo prepara os seus membros. 
Enquanto movimento de juventude, o escutismo pode trazer uma esperança aos adolescentes que conhecem já a frustração. Enquanto movimento educativo, pode oferecer esta coisa pequena que eles não vão encontrar noutro sítio. Enquanto organização não governamental, o escutismo oferece um espaço de expressão social e de criatividade. Finalmente, enquanto actor da sociedade civil, o escutismo transmite os elementos fundamentais que os ajudará a tornarem-se os homens e mulheres que têm os olhos abertos, um coração caloroso e mãos capazes de utilizar as ferramentas que construirão um mundo melhor.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

As origens do airsoft

Pior do que a guerra é o medo da guerra

Lucio Anneo Séneca


O ser humano, no seu desenvolvimento, crescimento e evolução, sempre procurou ampliar os horizontes, procurar uma nova fronteira, um novo horizonte para conquistar, um novo empreendimento para executar. A natureza faz do homem um ser inquieto, que descobre, aperfeiçoa e esgota elementos, recursos, meios e ideias. Esta busca continua levou sempre ao limite todas as expressões humanas. 
Tanto no trabalho, como no tempo livre, o homem sempre procurou um rendimento e uma satisfação equivalente ao seu esforço ou dedicação. Actualmente é igualmente importante ficarem equiparadas esta satisfações pessoais na vida do homem actual. No trabalho procura auto realização, reconhecimento, satisfação. No seu tempo livre procura ver-se livre das obrigações quotidianas e trabalhar na sua auto-satisfação plena, procurando novos desafios quando sente que tudo o que conhece ou se lhe oferece é insuficiente para potenciar o seu tempo de ócio. 
O ócio apresenta-se perante o homem como uma válvula de escape necessária, para regular o seu próprio ritmo de vida quotidiano. Ante ele se abrem mil opções diferentes, que vão desde o desporto ao desfrute do ambiente cultural por satisfação. 
O contacto com a natureza, é sem dúvida o meio que maiores benefícios traz, qualquer actividade de ócio e tempo livre realizada neste meio, favorece o efeito placebo da satisfação pela actividade realizada e pelas circunstâncias que rodeiam essa actividade. O ar, o sol, o campo, fazem que para a maioria das pessoas, uma jornada normal se converta numa aventura, pelo mero facto de romper com a rotina do asfalto e das facilidades que nos traz o nosso desejo de bem estar. 
Talvez por isso, os desportos e as actividades desportivas clássicas, foram evoluindo e permitindo que surjam novas modalidades de actividades, que se bem, mantém a sua raiz em um desporto ou actividade desportiva concreta, evoluíram até novas necessidades, que trazem o gosto pela aventura, que supõe o romper com a rotina e medir-se perante novos desafios. 
Hoje em dia há uma infinidade de actividades e hobbies que preenchem esses espaços, no tempo livre ou de ócio do homem. O leque de ofertas é imenso, sempre há quem queira experimentar, imaginar e trazer à luz, novos meios, novas opções, novas possibilidades. É nesse momento em que o homem deu o passo da evolução no seu tempo livre, rompendo barreiras e estruturas arcaicas, que surgiram os desportos ou actividades de aventura. Como já se disse, o homem não só aceita o desafio de uma actividade exigente, mas também se entrega voluntariamente a medir os seus conhecimentos e forças, nessas exigências que cada vez mais se aproximam do extremo. 
Dentro desse ressurgir de actividades lúdicas, desportivas, de tempo livre e aventura, sempre há lugar para o sentimento intrínseco que vive no seio do homem, o afã de superação, de competitividade, de demonstrar as suas capacidades medindo-se contra adversários em igualdade de condições e ante um mesmo fim. Com ele se chega à pura competição, que é a viva essência do desporto. 
O homem gosta de competir, demonstrar as suas capacidades em mil e uma disciplinas, por ele, não é de estranhar que quase todos os dias, essa necessidade leve a que surjam actividades que proporcionam e levem ao homem, esse meio para fazer realidade o desenvolvimento das suas necessidades. 
Desde o principio dos tempos, o desafio de medir-se perante um adversário, adoptou mil aspectos, que chegaram aos nossos dias no aspecto das competições desportivas, atletismo, futebol, basquetebol, esgrima, polo, ténis, xadrez, etc..., há umas décadas surgiu uma actividade lúdica, denominada paintball, que colocava equipas adversárias num campo determinado e com uns marcadores que disparavam bolas de tinta, até que os jogadores se movam por todo esse campo de jogo determinado com o objectivo de eliminar-se, ao conseguir marcar com a pintura de um impacto um adversário. No principio. foi catalogado como uma actividade elitista, pela peculiaridade dos seus materiais e pelas infraestruturas necessárias. Passo a passo evoluiu até outra actividade que partindo das bases implantadas por este novo hobby, por essa aposta de propor aos jogadores ser as peças reais, num tabuleiro real, surgiu como necessidade uma nova actividade, o airsoft, que partindo da ideia básica de jogadores e campos derivou numa actividade mais activa, mais viva. Uma actividade que permite combinar em equipa, estratégia, conhecimentos, actividade física, companheirismo, respeito e um sem fim mais de questões, que estão fazendo do airsoft, uma actividade desportiva da moda e cada dia com maior auge e maior número de adeptos.

domingo, 18 de maio de 2008

CA SAR Sportmatch M41 SG

Hoje resolvi falar sobre a minha principal arma de airsoft, uma Classic Army SAR Sportmatch M41 SG, inicialmente pensei discorrer sobre ela, mas depois pensei que a minha opinião seria subjectiva, porque adoro esta arma... Optei então por traduzir uma análise do fórum Arnies Airsoft um dos maiores senão o maior do mundo relacionado com o airsoft. 
A real
A G3A3, construída pela Heckler & Koch é uma espingarda de assalto no calibre 7.62mm NATO, utilizando o sistema de bloqueio por ciclo de rolamento. É alimentada por um carregador de caixa que tradicionalmente transporta 20 munições, no entanto carregadores curtos e longos estão disponíveis.

Embalagem
A CA SAR Sportmatch M41 SG chega numa caixa com 1.09 m de comprimento portanto preparem-se para isso se quiserem guardar a arma nela. A caixa parece boa, um pouco pegajosa comparada com as mais minimalistas caixas da Tokyo Marui mas ainda decente. Eu pessoalmente prefiro uma caixa mais rígida, mas eu sei que o meu dinheiro vai para a arma e não para a caixa. Dentro da caixa está a arma, um carregador, um manual, o catálogo de produtos da CA e uma vara de limpeza. A esferovite cortada segura bem a arma, por isso ela não se move lá dentro nem se parte.
Primeiras impressões
Assim que levantei a tampa daquilo que seria a minha bebé, notei a suavidade com que a tampa saiu e a visão que ficou perante os meus olhos. O meu primeiro pensamento foi “wow”, o meu segundo foi “Chiça! É tão grande!” Antes de tocar na arma, eu esperava vê-la com curvas, arcos e rangidos, vendo-a como a minha MP5 SD5 (TM) que faz isso e é 40 cm mais curta! Eu tirei a arma e notei duas coisas, primeira, era PESADA, segunda, não havia curvas, nem arcos, NEM rangidos.
Só isto quase fez a arma para mim.
 
Um olhar mais próximo
Quando a alegria eufórica de ter uma nova arma se foi, olhei melhor para a arma e mexi um pedaço nela. Uma análise mais próxima ao acabamento mostrou que não tem marcas ou manchas, mas o corpo de metal não é do melhor material. O corpo parece ser um bloco de metal (quando visto de um ângulo não exposto e inacabado), no entanto é incrivelmente forte e sensível. Os símbolos da marca estão gravados e não saem quando raspados por uma unha, mas são um bocado brilhantes. Seja ou não intencional, não é o meu tipo favorito de marcas. A coluna (ou o topo) da arma tem um número de série único, uma característica engraçada que coloca esta arma à parte de muitas outras, em mais do que um aspecto. O selector de fogo move-se suavemente, com um click de confirmação quando passa um modo e não falha. As peças verdes parecem excelentes ao vivo, um pouco diferente do aspecto de plástico claro que as fotografias do fórum lhe dão. Infelizmente o meu tapa-chamas estava colado (sim colado, não enroscado) no cano. Para remover o tapa-chamas tive de usar um maçarico (aquecendo por 4 minutos) e um banho de 48 horas em acetona e ainda um pouco de pressão para o remover. 
Disparando
Depois de carregar a bateria grande de 8,4V (1700mah) que comprei com a arma, eu introduzi um carregador municiado (high cap com 500 bb’s) a coloquei o selector em semiautomático. Carreguei no gatilho e imediatamente obtive um CRACK! como resposta. Fora do fim do cano. Eu insisti e puxei o gatilho mais um par de vezes, então mudei para automático. Com um pouco de sorte, o ritmo de tiro é muito próximo do da arma verdadeira e era muito suave na gearbox. A arma tem uma respeitável velocidade e fez buracos limpos nos meus alvos de papel. A arma tem um alcance de cerca de 23 metros antes de ser necessária alguma compensação para atingir um alvo humano. A precisão foi um pouco desapontante, considerando a dimensão do cano, mas foi decente comparado à minha MP5 SD5. O carregador de alta capacidade incluído com a arma encrava e não dispara com demasiada frequência para ser considerado de confiança por mim e é o ponto mais fraco da arma. Felizmente existem carregadores standard e low caps à venda no mercado para a arma, tornando este problema irrelevante na maioria dos casos.
 
Geral
A G3A3 da CA é uma arma muito satisfatória e é a melhor para este modelo disponível quando esta análise foi escrita (Outubro de 2007), apesar de dois pequenos contras a um grande (no meu modelo em particular, o contacto do gatilho queimou em 5 meses de uso, apesar disto poder ser um acidente isolado). A arma custa cerca de 300,00€ na maioria das lojas, um preço baixo para uma arma que dispara cerca de 1 Joule. Eu recomendo a arma para qualquer pessoa no mercado à procura de arma de jogo ou de uma excelente peça de exposição. 
É óbvio que não poderia deixar passar a oportunidade de comentar um pouco a minha arma de airsoft preferida...
Apesar do elevado índice de subjectividade envolvido, concordo com muito do descrito na análise da arma disponível no Arnies, no entanto, também tenho algumas discordâncias.
Quais? Estamos a falar de razões subjectivas e por conseguinte outro jogador pode considerar que estou errado.
Vou tentar sistematizar o meu comentário à análise do Arnies:
  • A G3A3 é a arma que quase todos aqueles que desde o fim da década de 60 do século XX cumpriram o serviço militar obrigatório em Portugal tiveram a oportunidade de utilizar;
  • Existem diferenças em termos de aspecto entre a arma real utilizada em Portugal e a versão da airsoft da Classic Army? Obviamente, a mais notória será em termos do aspecto do carregador;
  • Em relação à precisão, a minha arma está como veio de origem, não sofreu qualquer upgrade nem qualquer revisão extraordinária (pelo menos que seja do meu conhecimento), no entanto em termos de precisão não vejo notórias diferenças em relação a outros modelos de armas de airsoft, nalguns casos até a considero com melhor precisão;
  • Em relação aos carregadores, possuo o carregador high cap que veio de origem com a arma, bem como alguns low caps e real caps adquiridos para os jogos de 'milsim', com qualquer um deles a arma funciona sem qualquer problemas... O único problema que tive até hoje com o carregador high cap, foi ter-me esquecido de rodar a roda do carregador e aí obviamente ele não forneceu bb's à arma...
  • O meu tapa-chamas também vinha colado, os meus esforços desajeitados para remover o tapa-chamas plástico acabaram por danificar o cano externo, felizmente a loja que me vendeu a arma, a Camuflado neste caso, resolveu o problema fornecendo-me um tapa-chamas metálico e a substituição do cano externo;
  • Os 23 metros referidos na análise do Arnies pecam por defeito, a minha CA já atingiu jogadores a mais de 30 metros sem qualquer compensação da mira;
  • A bateria da minha arma é também de 8,4V, mas de 2000mah, tem um ritmo de fogo excelente e uma duração da carga bastante boa, até este momento nunca fiquei sem carga na bateria no decorrer de um jogo, aliás mesmo depois do jogo ela continua a trabalhar na perfeição nos treinos de tiro ao alvo, só a descarrego em vésperas de um novo jogo para lhe efectuar uma carga completa;
  • De acordo com as medições do chrony no último jogo a arma estará a disparar a 0.92183 Joules, por conseguinte bastante abaixo dos 1,3 Joules impostos legalmente como limite.

sábado, 17 de maio de 2008

Escolhendo os outros periféricos II

Processador

Nem sempre a instalação de um processador mais moderno torna o microcomputador mais rápido. Muitas vezes, aumentar a quantidade de memória ou trocar o disco rígido faz mais efeito. Como sempre, depende da aplicação.  
Caso o microcomputador se destine principalmente a jogos, então vale à pena investir num processador topo de linha, como um Core 2 Duo. Caso o microcomputador de destine ao processamento de imagens ou edição, um processador topo de linha irá ajudar, mas apenas se o microcomputador possuir bastante memória RAM. Se o dinheiro estiver curto, é preferível comprar um processador médio, como um Dual Core e investir em mais memória. 
 
Finalmente, caso o microcomputador se destine a aplicações leves, então o ideal será adquirir um processador mais simples e investir a economia em um pouco mais de memória, um disco rígido melhor, ou numa placa mãe de melhor qualidade.

Disco Rígido

 
O desempenho do disco rígido determina a velocidade em que serão abertos programas e arquivos. Um disco rígido rápido, também ajuda caso o microcomputador tenha pouca memória. Mesmo com um processador topo de gama e muita memória, tudo ficará lento caso o disco rígido não acompanhe.
Quase sempre, os discos rígidos de maior capacidade são mais rápidos, mas como sempre existem excepções. Procure saber o tempo de acesso, a velocidade de rotação e a densidade do disco. 
 
O tempo de acesso do disco varia geralmente entre 8 e 12 milissegundos, dependendo do disco rígido. O tempo de acesso determina quanto tempo a cabeça de leitura demorará para achar o dado a ser lido. Um valor mais baixo corresponde a um melhor desempenho.
A velocidade de rotação é medida em RPM's, ou rotações por minuto. Quanto mais rápido o disco girar, mais rápido um dado será encontrado. A densidade, ou quantos dados caberão em cada disco também determina o desempenho, pois como os dados estarão mais próximos, serão localizados mais rapidamente. Saberá a densidade dividindo a capacidade total do disco rígido pela quantidade de cabeças de leitura que ele possui (pois o disco possuirá um prato para cada cabeça de leitura). Um disco de 6 GB, com 4 cabeças de leitura, por exemplo, possui densidade de 1,5 GB por prato. Quanto maior a densidade melhor.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A revelação

O primeiro processo no laboratório é o processo de revelação. Este tem por fim conseguir que a imagem latente que temos no negativo (e que é o resultado da captura realizada com a câmara) se converte em uma imagem permanente e possa ser reproduzida em papel. A película fotográfica é formada por uma emulsão sensível à luz, na qual ficou fixada a imagem que capturamos com a câmara. O processo de revelação tem por fim, por um lado, fazer visível esta imagem e, por outra, eliminar a sensibilidade à luz da película para poder utilizá-la com a luz ambiente. Para ele são necessários os seguintes passos:
  1. revelação
  2. paragem
  3. fixação
  4. lavagem
  5. humidificação
  6. secagem
Os primeiros passos da revelação realizam-se quando a película está ainda sensível à luz. Devido a isso, é necessário introduzir a película num tanque vedado à luz, que permite levar a cabo o processo sem velar a película. A película introduz-se numas espirais totalmente às escuras; posteriormente, estas espirais introduzir-se-ão no tanque. Ao fechar o tanque poder-se-á acender a luz para trabalhar. 
No laboratório fotográfico trabalha-se com compostos químicos que reaccionam com a película e o papel fotográfico. Estas reacções químicas requerem umas concentrações de determinados compostos e uns tempos de reacção que são sensíveis à temperatura.
 
Os compostos químicos com que trabalharemos muitas vezes vem concentrados e será necessário obter soluções de trabalho diluídas. Estas obtém-se misturando água e o composto concentrado nas proporções que indica o fabricante do produto. Assim, por exemplo, o revelador Kodak T-Max utiliza-se normalmente numa diluição 1+4, que significa que deveremos misturar uma parte de revelador concentrado por cada quatro de água. 
Além disso, o tempo de reacção do composto químico depende da temperatura a que se está trabalhando. Esta relação entre tempo e temperatura vem detalhada na documentação proporcionada pelo fabricante. Geralmente, no laboratório de branco e preto costumam-se utilizar os compostos químicos a uma temperatura de 20 graus centígrados. 
Devemos ser muito cuidadosos em todos os processos da revelação, já que qualquer erro reflectir-se-á na qualidade final do negativo.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Sabia que contribui para o calor, a baixa humidade relativa do ar, os ventos fortes, as chuvas fortes e os raios sem chuva?

E QUE PODE AJUDAR A DIMINUIR ESSAS DESGRAÇAS DO CLIMA?
Muitas vezes você e a sua família, os funcionários de sua empresa, seus parentes e amigos e toda população de uma região sofrem com o calor e com a baixa humidade relativa do ar. Depois podem ocorrer chuvas fortes, que provocam erosão e enchentes. Muitas vezes formam-se nuvens negras, mas em vez de cair água, caem raios. Aí vêm períodos de seca prolongada ou mais veranicos do que é normal no período das chuvas. Então você diz que a natureza é a culpada. Ou o governo que não está tomando as providências necessárias... Atirar a nossa culpa nas costas de outros não resolve nada. Nós todos somos responsáveis pelo estado das coisas. Quer ver?
 
Já morou numa aldeia, numa quinta ou numa casa em que havia pomar ou árvores ornamentais e frutíferas, horta e jardim relvado? Ali o ambiente é agradável e tem frutas e verduras variadas o ano todo. Já percebeu o que acontece quando eliminamos o verde, por algum motivo “lógico”, de modo a “facilitar a vida”? Por exemplo:
  • Cortou as árvores porque caíam folhas que entupiam as calhas do telhado, atirando água de chuva para dentro da sala ou do quarto, estragando os móveis e os estofados.
  • Acabou com o canteiro de verduras porque dava menos trabalho e era mais barato comprá-las na supermercado.
  • O seu filho ou a sua filha iriam casar-se e precisavam de espaço para construir um anexo, com quarto e casa de banho para acomodar o jovem casal, até conseguir a casa própria. Ainda tinha o relvado que era usado como latrina pelo gato do vizinho e decidiu acabar com as áreas verdes e já aproveitou para cimentar tudo: o pátio ficou mais limpo, não tinha o trabalho de cortar a relva, tinha menos terra no quintal, menos água enlameada, menos aranhas entrando em casa e muitas outras vantagens...
Será que é isso mesmo? Reflicta honestamente! Quando acabamos com o verde e impermeabilizamos o solo com construções, asfalto e pisos cimentados, o que acontece? Tudo uma maravilha? Ou vem o calor? Com o calor, você e a sua família que fica em casa começam a tomar mais banhos por dia: gastam mais água e mais energia.
Ora, você não se considerava um(a) cidadão(ã) consciente e responsável que colaborava com a preservação do ambiente e não desperdiçava água e energia? O piso cimentado aquece, tem de o molhar para refrescá-lo e aproveita para lavar as cinzas de queimadas, que antes não incomodavam tanto, porque ficavam escondidas no relvado e nas plantas e até caíam menos; mais gastos de água. Mas só os banhos não resolvem e o ventilador também não. Aí compra um aparelho de ar condicionado: mais gasto de muita energia. E se vier um apagão e não puder usar o aparelho? Como resolveria?
Com mais calor sem uma planta que vaporize água no seu terreno, cai a humidade relativa do ar (porque com o aumento da temperatura aumenta a necessidade de água para saturar o ar) e aumenta a poeira: os familiares ou os funcionários que têm problemas respiratórios (sinusite, asma) agradecem... agradecem por levá-los mais vezes à urgência ou ao hospital (se o seu pai ou a sua mãe idosos sofrem de pressão baixa e do coração) para fazer inalação, por gastar mais com medicamentos e por comprar aquele aparelho vaporizador para colocar em cada divisão da casa. Isso significa mais gastos, também de energia. Caramba, não imaginava que ia gastar dinheiro dessa forma, não é? Deve ter uma saúde de ferro para aguentar tanto stress!
Sem perceber, também se tornou contribuinte da ilha de calor no bairro e na cidade... E contribui também para o aquecimento global, que está derretendo os glaciares e fazendo subir o nível dos mares, com risco de destruir a sua casa de praia e de afogar um monte de gente desprevenida que ali vive.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Uma responsabilidade global numa sociedade global

Baden Powell convidou os escuteiros a deixar o mundo melhor do que o encontraram. Este ideal aproxima-se da definição de desenvolvimento sustentado utilizado pelas Nações Unidas. De uma certa maneira, podemos afirmar que o nosso fundador compreendia já a importância da justiça inter-geracional e que a considerou como um dos pilares do conceito do desenvolvimento sustentado. 
Por ocasião da conferência mundial do escutismo que decorreu em Tessalónica, Jacques Moreillon, o antigo secretário geral da OMMS, teceu as seguintes reflexões: “…o facto de pertencer a um movimento global num mundo globalizado, cria uma responsabilidade global a cada um de nós, bem como ao próprio movimento. Com efeito, graças ao escutismo, temos não somente os meios para tomar consciência de problemas que nos ultrapassam, como também de fazer qualquer coisa para resolver estes problemas, quer seja através do escutismo, quer seja de outro modo.” 
 
Se estamos convencidos que o método educativo do movimento pode ajudar os jovens a tornarem-se agentes de mudança e de desenvolvimento, eles podem, graças à força social que representa o movimento, abordar os desafios com que a humanidade se confronta de maneira eficaz e voluntária.