domingo, 21 de setembro de 2008

Grândola tem novo pároco

A paróquia de Nossa Senhora da Assunção, correspondente à freguesia de Grândola, tem desde hoje um novo pároco, o Padre Manuel António Guerreiro do Rosário, ex-reitor do Seminário de Beja e ex-pároco da paróquias das Neves e do Baleizão.

No decorrer da missa dominical da 10:30, o Pe. Manuel António tomou posse do seu novo ministério na presença de D. António Vitalino, Bispo de Beja e de D. Manuel Falcão, Bispo Emérito.
Numa igreja com lotação mais do que esgotada de paroquianos que vieram assistir à tomada de posse do novo pároco e de alguns outros que vieram de longe despedir-se do seu ex-reitor ou pároco, de realçar a presença do Governador Civil de Beja, General Manuel Soares Monge e do Presidente da Câmara Municipal de Grândola, Dr. Carlos Vicente Morais Beato. 
 
A dez dias do seu 45º aniversário o Pe. Manuel António assumiu um novo desafio de acordo com o que afirmou, no âmbito da sua actividade como sacerdote na divulgação da palavra de Deus.
 

sábado, 20 de setembro de 2008

ACM: M500SSB

Especificações da arma:

Modelo: Mossberg M500 SSB
FPS: 240
Comprimento: 960mm
Peso: 3100g
Capacidade de munições: 150 BB’s

As shotguns podem não ser o armamento militar típico. O mais certo é ser ligado a agentes da lei, caçadores, atiradores desportivos e até a defesa do lar. Mas as shotguns tem o seu papel nas modernas técnicas militares – como uma solução para portas fechadas, controlar multidões e funções de guarda, por exemplo.
A Mossberg é o construtor que cobre todas as aplicações previamente mencionadas. Os produtos da Mossberg são igualmente usados no sector civil, corpos policiais e militares em todo o mundo.
A aplicação de réplicas no airsoft é um pouco uma salada russa. A principal característica de uma shotgun é o espalhamento que é difícil de conseguir no airsoft. A Marui usou uma aproximação com três canos, que tinha as suas vantagens, mas era uma réplica de mola. Craft Apple Works, Maruzen e a Marushin também construíram réplicas de shotgun para airsoft a gás ou de mola.

Este modelo é basicamente uma cópia da Marushin M500 SSB. O que é interessante é que o construtor decidiu manter o seu anonimato. Não existe nenhuma menção do nome quer na caixa quer no manual. Assim decidimos designá-la por ACM (All China Made) M500 SSB. 
Página do manual da Marushin
A embalagem protege a réplica durante o transporte e ela chegou numa boa caixa de Styrofoam. Além da réplica, trás um manual (uma cópia exacta do manual da Marushin a que foram adicionados alguns caracteres chineses), uma vara de limpeza e um pequeno saco de BB’s. 
A mesma página do manual da ACM
Goste ou não, a primeira impressão é importante. E o primeiro contacto com a ACM M500SSB é impressionante: o metal frio e brilhante irá impressionar qualquer um sem falha. O acabamento nas peças de metal dá uma excelente impressão nas faces cromadas. Infelizmente, pequenas manchas (principalmente abrasões) podem ser vistas no acabamento, mas por outro lado parece muito boa. A madeira falsa na coronha e no fuste parece convincente. Até aonde a impressão visual alcança, ambas as peças de madeira falsa são bastante boas, mas perdem na robustez. A coronha é oca o que é revelado quando se lhe toca. A chapa de coice é feita de borracha macia anti-derrapante que proporciona um excelente apoio no ombro.
Como é habitual nas réplicas chinesas, não existem marcas nem inscrições em lado nenhum.
As miras são excelentes. O primeiro ponto é fixo (mas tem falta de um insert vermelho, que iria facilitar a pontaria). A mira traseira é ajustável com uma pequena chave. Isto é uma solução muito boa, especialmente no airsoft. Porquê? A mira traseira anel fantasma é, sem dúvida, o melhor sistema para shotguns de combate. Ela permite capacidade tipo carabina com zagalotes a distâncias grandes e descargas de chumbo miúdo a pouca distância.
No geral, esta é uma réplica muito sólida e pesada (aproximadamente 3,1kgs) – com uma excepção. O fuste está solto. Muito solto, na verdade. A razão por trás disso é as barras de acção, que parecem ser a única coisa que estabiliza o fuste.
Carregar não é exactamente a operação mais rápida; o melhor é que não é necessária nenhuma ferramenta especial. Tem de se puxar o fuste para revelar o buraco do carregador tubular, rode o botão no tubo, puxe para fora os tubos de carga e insira as BB’s, quando encher um tubo, rode e repita o processo no tubo seguinte. É possível inserir 50 BB’s em cada um dos três tubos, mas não se deve encher os tubos demais pois poderão haver problemas ao introduzir de novo os tubos de carga. Rode a roda dos tubos de carga e a réplica está pronta para disparar.
Bem, ainda não. Ainda é preciso encher com gás. A válvula de gás está escondida debaixo da réplica, onde fica a rampa de carga. A válvula é facilmente acessível, mas penso que seria uma boa ideia protegê-la com algo contra a sujidade ou outros azares.
A qualidade geral do sistema de gás é bastante boa. Não á perdas de gás na válvula.
O ciclo operativo consiste em armar a réplica, que é completado deslizando o fuste para a frente de novo e premindo o gatilho.

A segurança está facilmente acessível, está colocado na traseira da culatra. É um simples botão deslizante com duas posições. Quando está na posição dianteira, a réplica está pronta a disparar (o ponto vermelho está visível); a posição traseira bloqueia a réplica.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Os supercomputadores

O Eniac
Na década de 40, todos os computadores do mundo eram gigantescos e caros, custando vários milhões de dólares, mas agregando tudo o que havia mais avançado em termos de conhecimento humano. Pois bem, vendo de hoje, pode parecer ridículo que qualquer calculadora de mão de 3 euros possa ter um poder de processamento superior ao de um Eniac, que só de manutenção custava quase 200.000 dólares por dia, mas os supercomputadores continuam existindo, tão grandes e caros quanto um Eniac, porém incomparavelmente mais rápidos do que os computadores de mesa, como o que está a usar neste momento.
Este trecho final é dedicado a eles, os mastodontes que estão por trás de muitos dos avanços da humanidade, que apesar de estarem escondidos em grandes salas refrigeradas são alvo de grande curiosidade.

A procura
O HECToR, o supercomputador britânico mais rápido
Apesar de mesmo um "computador de baixo custo" actualmente possuir um poder de processamento superior ao de um supercomputador que à 15 anos atrás custava 5 milhões de dólares, a procura por sistemas cada vez mais rápidos continua.

As aplicações são várias, englobando principalmente pesquisas científicas, aplicações militares diversas e vários tipos de programas financeiros e relacionados com a Internet, programas que envolvem uma quantidade absurda de processamento e claro, envolvem instituições que podem pagar muito mais do que 5 ou 10 mil dólares por um computador o mais rápido possível.

Existindo procura... aparecem os fornecedores.
O Milipeia, o mais poderoso supercomputador existente em Portugal

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Introdução ao mundo da fotografia digital

Porquê digital?

Antes de passar ao como, haverá sem dúvida quem opte por perguntar 'porquê?'. Concretamente, porque molestar-se em aprender a utilizar uma câmara digital? Há várias razões para decidir-se a dar este passo.

A foto realizada pode ver-se no momento no ecrã em miniatura que incorpora a câmara. Se não gosta do que vê, não tens mais do que apagá-la. Se ficou demasiado brilhante, escura ou tremida, tem a opção de repetir a foto de forma imediata.

As fotos digitais podem enviar-se por correio electrónico é só passá-las para o computador

Estas fotos podem editar-se de forma criativa num computador.

Para ter cópias em papel, não é necessário revelar o rolo, basta sim imprimir as fotos que ficaram realmente bem.

Além da fotografia, uma câmara digital pode ter outros usos, como a gravação de som ou de vídeo, ou a videoconferência (webcam).

Há uma coisa que rapidamente se torna evidente: ainda que as câmaras digitais todavia sejam algo mais caras do que as câmaras 'clássicas', oferecem uma série de vantagens que convertem a fotografia numa experiência completamente nova.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Adaptações das aves

Cada ave está adaptada por forma a tirar partido do meio em que vive. Essas adaptações encontram-se até nas aves mais comuns, especialmente na forma do bico e das patas.
Os patos (em cima) nadam com as suas patas palmadas, mergulhando a cabeça na água em busca de alimentos. As limícolas (em baixo) têm patas compridas e remexem o lodo com o bico.
Os Andorinhões passam a maior parte da vida a voar e só muito raramente têm de se deslocar em terra. Possuem asas compridas e patas minúsculas, capturando insectos no ar enquanto voam com o bico aberto. 
Os Pica-paus têm um bico forte e batem com ele na casca das árvores, à procura de insectos. As patas têm dois dedos dirigidos para diante e dois para trás, permitindo-lhes subir pelos troncos com facilidade.  
Os Fringilídeos têm bicos curtos e grossos, próprios para comer sementes. Como acontece com outras aves de poleiro, as suas patas têm dedos fortes que se fecham automaticamente ao pousar, impedindo a ave de cair empurrada pelo vento enquanto dorme.  
As aves de rapina têm garras curvas, que utilizam na captura das presas. O bico é forte e adunco, servindo-lhes para arrancar pedaços de carne.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Educação para a segurança

O último aspecto da segurança é a educação para a segurança. É preciso que cada criança/jovem aprenda a tornar-se responsável de si próprio, particularmente em ambientes que não lhes sejam familiares. Para prevenir, cada um deve estar consciente dos riscos inerentes às actividades nas quais vai participar e que interiorize bem as regras de segurança: saber porque é preciso usar um colete de salvação, porque não se pode ir brincar para tal sítio, porque é que não é permitido tomar banho fora das zonas sinalizadas… Os adultos responsáveis têm que incentivar constantemente as crianças/jovens a serem sempre prudentes.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Princípios do Gás Blowback (GBB)

Todos nós vimos os jogos de tiro nas arcades, onde se usam pistolas ligadas à máquina para atingir zombies que nos atacam incansavelmente. Disparando fora do ecrã carrega-se a pistola e durante o jogo pode-se verificar que a culatra tem uma espécie de movimento "blowback". Quase imperceptível.

No airsoft, o mais alto nível de realismo é encontrado nos modelos operados a gás com blowback (GBB). Estas são principalmente pistolas, mas existem armas longas disponíveis com blowback também. Não é só o nível de detalhe e peso que está a um nível completamente diferente, mas elas operam como as reais também! Mas como isso acontece e pode fazê-lo acontecer ainda melhor?
Posição inicial. Quando o gatilho é premido, a BB é disparada e a culatra começa a mover-se para trás. A pistola vai “abanar” um pouco.
UMA PEQUENA HISTÓRIA DO RECUO!

O primeiro sistema GBB pode seguido até Tanio Kobayashi (de Tanio Koba), uma grande figura no desenho de modelos de armas e amas de airsoft japoneses, que trabalhava para a MGC na altura. O princípio era muito simples, tendo a válvula aberto directamente com o puxar do gatilho. O sistema blowback irá primeiro propulsionar a culatra para trás e a BB é disparada com o restante gás. Por causa da aceleração da culatra para trás, a frente da pistola irá pender antes de disparar a BB, causando que as BB’s de uma forma consistente acertem baixo. Você também terá de puxar o gatilho decisivamente para abrir a válvula todas as vezes, para produzir a mesma quantidade de blowback. Premir devagar irá abrir a válvula lentamente também, causando operações lentas e fps baixos.
Quando a culatra atinge a posição mais recuada, ela executa uma paragem repentina que cria a sensação de recuo e o baixar da frente da arma. Quando a culatra começa a acelerar para a frente, empurra o punho da arma contra a base do polegar.
A Western Arms criou o primeiro sistema que melhorou muitas coisas de uma vez: O cão era usado para abrir a válvula através de um pino de disparo, a BB era disparada antes de a culatra começar a mover-se e o sistema blowback esconde-se na traseira da culatra quando você puxa a culatra manualmente para obter um aspecto mais realístico na porta de ejecção. A WA protegeu a sua propriedade intelectual, assim outros construtores não podem copiar o desenho sem licença. Tanaka Works usa o WA Magna Blowback nas suas linhas de produtos.
Quando a culatra regressa à posição, acontece outra paragem súbita. Se estiver segurando firmemente, a mira deve estar apontada para o mesmo local que estava antes de puxar o gatilho.
O sr. Kobayashi continuou a desenvolver o seu sistema até ao sistema "pre-shoot", que usa a válvula flutuante para direccionar o gás para trás da BB, antes de mover a culatra e o ponto de carga também retrai-se na culatra quando é movido para trás. O desenho Tanio's é utilizado pela Tokyo Marui, neste momento, em todas as suas pistolas e muitos modelos da KSC tem uma impressionante semelhança com este princípio. Para a Maruzen, ele desenhou outro sistema que nem tem peças móveis dentro do local de carga, mas o interruptor da válvula está localizado no topo do carregador.
A válvula é aberta e o gás corre para o local de carga. A válvula flutuante direcciona-o para trás da BB.
COMO ISTO ACONTECE?

O carregador de uma pistola GBB armazena o gás e as BB’s. O gás é normalmente HFC134a (aka. gás refrigerante) ou C3H8 (Propano, aka. Green gás, Top gás etc.). Ao disparar o gatilho, o cão mantém a válvula principal aberta através de um pino de disparo. Outro termo para o pino de disparo é “batente de válvula”. A válvula está agora aberta. Existem acessórios de fecho para manter a válvula aberta por um certo tempo mesmo quando a culatra recua para armar o cão. A Western Arms coloca fechos de válvula nos seus carregadores, enquanto outros incorporam o fecho no mecanismo de disparo para manter o pino de disparo (ou batente de válvula) desligado. A culatra arma o fecho mais tarde durante o ciclo para permitir à válvula que feche.

Com a saída da BB e o local de carga adiantado, a pressão é direccionada para propulsionar a culatra para trás.
A válvula principal deixa o gás no ponto de carga. Dentro do ponto de carga, um interruptor de válvula (aka. válvula flutuante, válvula foguete...) direcciona o gás para trás da BB para a disparar para fora do cano. A saída do gás causa o movimento para a frente do interruptor da válvula e bloqueia a descarga de gás para o cano. Como a pressão dentro do ponto de carga sobe, a culatra é empurrada para trás pelo pistão de blowback. Foi confirmado com equipamento de vídeo de alta velocidade, que a BB saiu do cano antes de a culatra ter tempo para se mover, assim o coice não afecta a precisão!
O sistema da Marui funciona como acima. Válvula aberta -> BB fora!
No sistema da WA, a traseira do ponto de carga é o pistão e o blowback-frame na traseira da culatra envolvendo a cabeça do pistão. Noutros sistemas tais como o da Tokyo Marui, o ponto de carga é ele próprio o cilindro e o pistão é fixo à traseira da culatra. Em qualquer dos casos, a pressão do gás empurra o ponto de carga e a culatra em direcções opostas. Porque o ponto de carga não pode mover-se para a frente, a culatra move-se para trás. É um equívoco comum que o ponto de carga tem de avançar quando você puxa a culatra manualmente. Não de preocupe: A pressão segura-o à frente.
A saída do gás empurra a válvula flutuante de carga por mola para a frente, permitindo a pressão para executar o blowback.
O ponto de carga tem um limite mecânico tão longo quanto ele puder esticar e a culatra move-se uma distância maior do que isso. Depois do pistão de blowback ter movido a culatra tudo o que puder, a culatra continua a mover-se para trás com a inércia, puxando o ponto de carga com ela. Isto permite que a próxima BB suba para os lábios de carga do carregador. Durante o movimento para a retaguarda, a culatra liberta o mecanismo do gatilho, arma o cão e comprime a mola de recuo. O ponto de carga tem a sua própria mola de retorno para retrair-se na traseira da culatra, mas o objectivo disto é principalmente estético. Alguns modelos não têm esta mola de todo e algumas vezes uma cabeça de pistão com um selo apertado torna a mola incapaz de retrair o ponto de carga totalmente.
Mesmo depois de a culatra ter armado o cão durante o movimento de recuo, o batente da válvula mantêm-se à frente, mantendo a válvula aberta para um melhor blowback.
Quando a culatra regressa à frente empurrada pela mola de recuo, o ponto de carga recolhe uma nova BB do carregador e coloca-a na câmara. A pistola está então pronta para outro disparo.

TRABALHO DE MELHORIA

Como quase todos os sistemas mecânicos, o sistema blowback pode também receber upgrades. As peças podem ser substituídas por outras de mais duração (porque muitos modelos são desenhados para HFC134a, não para o Green Gás de alta pressão), mas você pode também afinar a performance com diferentes válvulas e mola. Vamos dar uma pequena volta pelos efeitos de várias peças:

Só depois de a culatra accionar o batente da válvula, é permitido o fecho da válvula.
A mola de recuo é muitas vezes mudada em qualquer pistola que receba um upgrade para uma culatra metálica. O principal objectivo da mola de recuo é empurrar a pesada culatra para a frente mais rápido, para fazer a acção mais ágil e eficiente. É um equívoco comum de que uma mola de recuo mais forte vai realizar um recuo mais forte: Na realidade vai trabalhar contra o movimento de recuo da culatra, o que significa que o choque da paragem da culatra é reduzido.
O sistema de blowback da Tokyo Marui P226 desmontado. Repare na copa da cabeça do pistão branco dentro do blowback frame.
Válvulas de alta descarga são substituições da válvula principal do carregador, o que significa de uma para cada carregador. Existem vários modelos e você pode também usar as válvulas originais se estiver relacionado com o Blue Peter. O princípio é bastante simples: Elas deixam sair o gás a um maior ritmo de descarga do carregador no ponto de carga. Vai aumentar a velocidade de deslocação da BB, a velocidade de recuo da culatra (e o recuo também), mas também o consumo de gás é aumentado e pode levar a problemas de congelamento.
Nunca perguntou por que razão uma válvula de alto fluxo é capaz de libertar mais gás? Pois bem, aqui está o porquê!
Cabeças do pistão são tipicamente uma peça de reforço, normalmente equipadas com um simples e durável O-ring em vez de um barato Y-ring ou desenhos de copa. Elas são mais resistentes a defeitos ou altas pressões. A cabeça de pistão tipo PDI Winter estica mais no ponto de carga, o que significa que o comprimento de ataque efectivo é aumentado. Você pode usá-las todo o ano para uma melhor performance se tiver uma culatra metálica. A cabeça de pistão Nine Ball Dyna tem portas características para esticar o O-ring contra o interior do ponto de carga, quando é pressurizado. Estas são cabeças de pistão populares, no entanto o custo é muitas vezes o preço de uma cabeça PDI. Cabeças de pistão Dyna vêm com uma mola para a válvula flutuante, que melhora bastante a velocidade de disparo.
Green Gás
Válvulas flutuantes de vários tipos estão disponíveis, tais como as válvulas flutuantes Airsoft Surgeon Power Up para a série KSC Glock series. As metálicas são mais duráveis do que as originais plásticas e as válvulas feitas em latão são pesadas, assim a descarga de gás atrás da BB é melhorada, resultando numa maior velocidade de disparo.
Vários tipos de gás
Uma peça largamente incompreendida é a mola do cão. Enquanto ela realmente aumenta a velocidade de disparo, o objectivo principal é abrir eficientemente a válvula em primeiro lugar. Quando gases de alta pressão são usados, a válvula torna-se difícil de abrir. Se a tensão da mola do cão for insuficiente, a válvula não abre completamente e o blowback será lento. Isto é fácil de verificar numa pistola, quando coloca um carregador cheio e começa a disparar. A operação será errática por alguns disparos (com ciclos próprios e ataques meio executados), mas quando o gás arrefecer baixando a pressão, a pistola começa a operar apropriadamente. Se a mola do cão original não está abrindo a válvula eficientemente, deve ser substituída por uma mais forte. Mas lembre-se que uma mola de cão dura é mais difícil de comprimir, assim irá atrasar a culatra quando ela recua. O peso de puxar o gatilho irá também aumentar e o desgaste e consumo também.

Afinar uma pistola gás blowback não permite assim tantas variáveis, mas é preciso muita experiência e testes para encontrar a combinação perfeita para si. Quer goste de maximizar a velocidade, ter o máximo de recuo e realismo, ou apenas uma arma rápida, estável, desportiva para tiro prático, as opções estão disponíveis!

sábado, 13 de setembro de 2008

A década de 80

Intel 8086
Como profetizado por Gordon Moore, os processadores vem dobrando de desempenho a cada 18 meses desde o início da década de 70. Uma década é uma verdadeira eternidade dentro do mercado de informática, o suficiente para revoluções acontecerem e serem esquecidas.
Gordon Moore
Depois dos dinossauros da década de 70, os computadores pessoais finalmente começaram a atingir um nível de desenvolvimento suficiente para permitir o uso de programas sérios. Surgiram então os primeiros programas de processamento de texto, folhas de calculo e até mesmo programas de edição gráfica e desenho.

O primeiro PC foi lançado pela IBM em 1981 e tinha uma configuração bastante modesta, com apenas 64 KB de memória, dois drives de disquetes de 5¼, um monitor MDA somente texto (existia a opção de comprar um monitor CGA) e sem disco rígido. O preço também era salgado, 4000 dólares da época.

Esta configuração era suficiente para rodar o DOS 1.0 e a maioria da programas da época, que por serem muito pequenos, cabiam em apenas uma disquete e ocupavam pouca memória RAM. Mas, uma vantagem que existe desde este primeiro PC é a arquitectura aberta, que permite que vários fabricantes lancem acessórios e placas de expansão para ele. Foi questão de meses para que começassem a ser vendidos discos rígidos, placas de expansão de memória, placas de vídeo, etc. de vários fabricantes.
Apple III
A Apple havia lançado o Apple III poucos meses antes do PC. Os dois equipamentos bateram de frente, pois disputavam o mesmo mercado e o Apple III acabou levando a pior, apesar da sua configuração não ficar devendo à do PC e o preço dos dois ser quase o mesmo. O Apple III vinha com 128 ou 256 KB de memória, dependendo da versão, um processador Synertek 6502A de 2 MHz e drive de disquetes de 5¼. O grande pecado foi o uso de um barramento de expansão proprietário, o que limitou as possibilidades de upgrade aos acessórios oferecidos pela própria Apple, uma característica que acabou sendo a grande responsável pela supremacia do PC.

Em 1983 a Apple apareceu com uma grande novidade, o Lisa. Na sua configuração original, o Lisa vinha equipado com um processador Motorola 68000 de 5 MHz, 1 MB de memória RAM, duas drives de disquetes de 5.25” de 871 KB, HD de 5 MB e um monitor de 12 polegadas, com resolução de 720 x 360. Era uma configuração muito melhor do que os PC's da época, sem falar que o Lisa já usava uma interface gráfica bastante elaborada e já contava com uma suite de aplicativos de escritório à lá Office. O problema era o preço, 10.000 dólares. Isso em valores da época, em valores corrigidos seria quase o dobro.
Apple Lisa
O Lisa era muito caro, por isso novamente não fez muito sucesso, mas o projecto serviu de base para o Macintosh lançado em 1984. Este sim fez um grande sucesso, chegando a ameaçar o império dos PC's. A configuração era compatível com os PC's da época, com um processador de 8 MHz, 128 KB de memória e um monitor de 9 polegadas. A grande arma do Macintosh era o MacOS 1.0, um sistema inovador de vários pontos de vista.

Ao contrário do MS-DOS ele já utiliza interface gráfica e rato, o que o tornava muito mais fácil de ser operado. O MacOS continuou evoluindo e incorporando novos recursos, mas sempre mantendo a mesma ideia de interface “user friendly”. Actualmente, é possível rodar as versões antigas do MacOS mesmo num PC, usando emuladores como o vMac (http://leb.net/vmac) e o SoftMac (http://www.emulators.com).
MacOS 1.0
Em 1984 já existia também a primeira versão do Windows, que era uma opção para os utilizadores de PC's interessados em utilizar uma interface gráfica.

O Windows 1.0 rodava sobre o MS-DOS e podia executar tanto aplicativos para Windows como os programas para MS-DOS. O problema era a memória.

Os PC's da época vinham com quantidades muito pequenas de memória RAM e na época ainda não existia a possibilidade de usar memória virtual (que viria a ser suportada apenas a partir do 386).

Para utilizar o Windows, era preciso primeiro carregar o MS-DOS. Os dois juntos já consumiam praticamente toda a memória de um PC básico da época. Mesmo nos PC's mais potentes não era possível utilizar muitos aplicativos ao mesmo tempo, novamente por falta de memória.

Como os programas para Windows eram muito raros na época, poucos utilizadores viram necessidade de utilizar o Windows para usar os mesmos programas que usavam (com muito mais memória disponível...) no MS-DOS. Sem contar que a versão inicial do Windows era bastante lenta e tinha vários bugs.

O Windows começou a fazer algum sucesso na versão 2.1, quando os PC's 286 com 1 MB ou mais de memória já eram comuns. Com uma configuração mais poderosa, mais memória RAM e mais programas, finalmente começava a fazer sentido utilizar o Windows. O sistema ainda tinha vários bugs e bloqueava com frequência, mas alguns utilizadores começaram a migrar para ele.
Windows 2.0
O Windows arrancou mesmo a partir da versão 3.1, que muitos de nós chegaram a utilizar. O Windows 3.1 era relativamente leve, mesmo para os PC's da época e já suportava o uso de memória virtual, que permitia abrir vários programas, mesmo que a memória RAM se esgotasse.

Já existiam também vários programas para Windows e os utilizadores tinham a opção de voltar para o MS-DOS quando desejassem.

Foi nesta época que os PC's começaram a recuperar o terreno perdido para os Macintoshs da Apple. Convenhamos, o Windows 3.1 bloqueava com muita frequência, mas tinha muitos programas e os PC's eram mais baratos que os Mac's.

Na época começaram a surgir os primeiros concorrentes para o Windows, como o OS/2 da IBM.
OS/2
Desde o início da era PC, a Microsoft e a IBM trabalhavam juntas no desenvolvimento do MS-DOS e outros programas para a plataforma PC. Mas, em 1990 a IBM e a Microsoft se desentenderam e cada uma ficou com uma parte do trabalho feito, com o qual tentaram tomar a liderança do mercado de sistemas operativos.

Alguns brincam que a IBM ficou com a parte que funciona e a Microsoft com o resto, mas a verdade é que apesar do OS/2 da IBM ser tecnicamente muito superior ao Windows 95 da Microsoft, foi o sistema das janelas quem levou a melhor, pois era mais fácil de usar e contava com a familiaridade dos utilizadores com o Windows 3.1.

O OS/2 ainda é utilizado por alguns entusiastas e existem até mesmo movimentos para continuar o desenvolvimento do sistema, mas faltam programas e drivers.

Um sistema muito mais bem sucedido, que começou a ser desenvolvido no início da década de 90 é o Linux, que todos já conhecemos. O Linux tem a vantagem de ser um sistema aberto, que actualmente conta com a colaboração de centenas de milhares de programadores voluntários espalhados pelo globo, além do apoio de empresas de peso, como a IBM. Mas, no começo o sistema era muito mais complicado que as distribuições actuais e não contava com as interfaces gráficas exuberantes que temos hoje em dia.
Linux
O desenvolvimento do Linux foi gradual, até que houve a explosão do acesso à Internet em 95, quando o sistema começou a ser usado por um número cada vez maior de servidores Web, pois era estável e gratuito. Hoje o IIS da Microsoft consegue brigar de igual para igual (pelo menos em número de utilizadores), mas no início Linux era sinónimo de servidor Web.

A Microsoft continuou melhorando seu sistema. Foram lançados o Windows 95, depois o 98, depois o ME, depois o XP e finalmente o Vista, com todos os problemas que conhecemos mas com a boa e velha interface fácil de usar e uma grande safra de programas que garantiram a popularização destes sistemas.

Paralelamente, a Microsoft desenvolvia uma família de sistemas Windows destinadas a servidores, o Windows NT, que chegou até a versão 4, antes de ser transformado no Windows 2000.
Actualmente, as duas famílias Windows fundiram-se no Windows XP, um sistema destinada tanto ao uso doméstico quanto em estações de trabalho e servidores, e que pode ser considerado um sistema estável (ao contrário do Windows 98 e ME) pois é baseado no Windows 2000.

Enquanto isso, o Linux continua avançando. Por enquanto o sistema é usado apenas em 2% dos computadores de mesa (fora os utilizadores casuais e os que mantém Windows e Linux em dual-boot), mas tem a possibilidade de crescer bastante no futuro, com a ajuda de programas como o Gimp e o StarOffice, que substituem o Photoshop e o Office, mas isso tudo já é uma outra história!