terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Pterodroma feae, Gon-gon, Freira do Bugio

Taxonomia
Aves, Procellariformes, Procellariidae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante. Endémico da Macaronésia.
 
Classificação
VULNERÁVEL –- VU (D1+2)
Fundamentação: Espécie que possui uma população pequena (inferior a 1.000 indivíduos maturos) e apresenta uma área de ocupação reduzida (inferior a 20 km2), encontrando-se numa única localização.

Distribuição
Espécie que nidifica apenas nos arquipélagos da Madeira e de Cabo Verde (Santiago, Fogo, Santo Antão, São Nicolau) (Ratcliff et al. 2000).

No arquipélago da Madeira ocorre unicamente no Bugio, uma das três ilhas que compõem as Desertas. A sua distribuição parece ter sido mais ampla no passado, existindo registos fósseis que apontam para a sua presença na Deserta Grande, Madeira e no Ilhéu da Cal (Porto Santo) (Pieper 1985).

População
Em 2002, com base num trabalho efectuado no planalto Sul e suas áreas adjacentes, a população total do Bugio foi estimada entre 173 e 258 casais reprodutores (Geraldes 2002). Não existem dados recentes sobre o estado da população existente no planalto Norte.

É uma espécie globalmente classificada como Quase Ameaçada (NT) (IUCN 2004a), que em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa é considerada Vulnerável (BirdLife International 2004).

Habitat
Esta espécie nidifica em dois planaltos do Bugio, que se caracterizam pela existência de solo profundo (superior a 1 m) que permite a escavação de ninhos. A distância entre a entrada do ninho e a câmara onde é depositado o ovo varia de ninho para ninho, podendo ser muito longa (superior a 2 m).

Factores de Ameaça
Um trabalho recente (Geraldes 2002) identificou e avaliou as seguintes ameaças e factores limitantes:
  • Erosão e diminuição da disponibilidade do habitat pela acção de cabras e coelhos introduzidos. A cobertura vegetal do planalto Sul, onde provavelmente se localizam a maior parte dos ninhos, apresenta evidências de excesso de uso por parte destas espécies. Apesar de ser difícil a quantificação da forma como cada uma delas contribui para este uso, as abundâncias relativas apontam para que os coelhos sejam o maior vector de degradação do habitat em causa. Esta ameaça deverá ser classificada como de importância elevada;
  • Perturbação das aves, destruição de ninhos e de ovos causada por coelhos. Estes herbívoros invadem os ninhos, provocando a abertura de novas entradas e interligações, provocando a destruição directa dos ovos ou o seu abandono devido ao stress causado nas aves nidificantes. Esta ameaça deverá ser classificada como de importância elevada;
  • Os murganhos poderão constituir factores de ameaça, sobretudo quando a sua acção se faz em simultâneo com a perturbação causada pelos coelhos, contudo a sua importância é desconhecida.
  • Apesar de não existirem dados conclusivos nesse sentido, o aumento da população de cagarras nas Desertas poderá contribuir para que a competição por locais de nidificação se torne, a longo prazo, um factor limitante.
Medidas de Conservação
O Bugio está integrado na Reserva Natural das Ilhas Desertas e conta com o estatuto de Reserva Integral. Para além deste aspecto legal, o habitat, e consequentemente a espécie, está naturalmente protegido pelas  acessibilidades muito difíceis que o Bugio apresenta.

Após a identificação e a avaliação da importância de cada uma das potenciais ameaças e factores limitantes, está em curso um estudo de viabilidade que permita decidir sobre a erradicação ou controlo local dos coelhos nesta Ilha. Por outro lado, está a ser estudada a possibilidade de se proceder à translocação de alguns juvenis de primeiro ano para a Deserta Grande, onde aqueles herbívoros foram erradicados e o habitat terrestre está em plena recuperação.

in Livro Vermelho dos Vertebrados


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A&K PKM AEG (Wood)


Marca: A&K
Código do Produto: GY-PKM-WD
Hop-Up: Ajustável
Peso: 7,540 kg
Comprimento: 1,193 m
Capacidade: 4.000 bb's
Potência: 430 fps
Tamanho da Bateria: 11.1V Lipo Tamiya
Modo de Tiro: Semi-automático, automático

A verdadeira PK é uma metralhadora de serviço geral de calibre 7.62 mm desenhada na União Soviética e correntemente em produção na Rússia. A metralhadora PK foi introduzida nos anos 60 e substituiu as metralhadoras SGM e RPD no serviço das forças soviéticas. Mantém-se em uso na infantaria de primeira linha e como arma montada em veículos nas forças armadas russas.

Aqui temos a versão de airsoft, a A&Ks PKM AEG pode ser uma irmã gémea da arma verdadeira com algumas alterações internas óbvias. Mas atenção, se quer uma coisa que de certeza parece ser a versão real, é isto! Antes de atirar a arma fora (trocadilho intencional), deixe-me partilhar mais alguma informação sobre ela.

Externamente, tem uma cobertura superior e um receptor em metal, um cano em alumínio e todas as outras partes metálicas são componentes em liga de zinco. A Coronha, Punho e Fuste são construídos em madeira real.

A caixa/carregador é construída em metal e é capaz de alojar 4.000 munições de BB's o que é bastante. Existe uma outra secção na caixa onde pode colocar a bateria para a própria AEG que então liga à caixa/carregador para que funcionem em conjunto. Pode necessitar de efectuar alguns disparos antes das bb's começarem a sair do cano.

Internamente, tem uma gearbox 249 e hop up. O hop up é algo que pode ajustar facilmente mas levantando a cobertura em metal. Se usar uma bateria 11.1v Lipo, pode disparar todos as 4.000 munições num par de minutos mas se mantiver o gatilho em baixo, vai desgastar o dentes do pistão. As próprias gears irão suportar a tensão mas se quer manter o gatilho em baixo por muito tempo, sugiro o alguns upgrades internos!

Isto será perfeito para levar para um skirmish se quiser aguentar as linhas e apoiar os seus colegas de equipas quando estão sobre fogo! É de certeza uma força para não ser encarada ligeiramente!

in




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Como são armazenadas as Imagens na Câmara e no Computador

As fotografias são armazenadas como ficheiros no dispositivo de armazenamento da câmara segundo uma variedade de critérios adoptados pelos fabricantes de câmaras. Estes critérios asseguram a mobilidade de ficheiros e dispositivos de armazenamento, entre câmaras e outros equipamentos digitais e programas. Como o armazenamento de ficheiros é tão importante, é necessário compreender de que forma drives, pastas e ficheiros se relacionam entre si. Quando trabalha em fotografia digital sem antes dominar estes conceitos simples, é possível que mais tarde não encontre as fotografias que deseja, ou não consiga organizá-las de forma a poder trabalhá-las rápida e facilmente.

Um disco duro novo (1), tal como uma gaveta de arquivo vazia, não tem ficheiros nem organização. Dividir um disco duro em pastas (2) é como dividir uma gaveta de arquivo com pastas suspensas. Acomodar sub-pastas dentro de pastas (3) é como colocar pastas de cartão dentro das pastas suspensas da gaveta. Os ficheiros, incluindo imagens, podem ser arquivados em qualquer uma das pastas ou sub-pastas (4) - ou ainda na gaveta, fora das pastas, no chamado directório de raiz da drive.
Drives
Quase todos os computadores possuem mais que uma drive. De forma a distingui-las, são-lhes atribuídas letras ou nomes tais como Macintosh HD, e o seu tipo é identificado por ícones. Por exemplo, a já moribunda drive de disquetes era identificada como drive A ou B, pelo que estas letras também caíram em desuso. A drive que o computador escolhe para o sistema operativo, quando é ligado, é a drive C. Drives adicionais variam de computador para computador, mas muitas vezes incluem outros discos duros, e drives de CD ou DVD. Quando ligamos uma câmara, um leitor de cartões ou mesmo uma moldura digital ao computador, estes também passam a ser drives. Muitos dispositivos são reconhecidos automaticamente quando são ligados ao computador, mas alguns requerem a instalação de pequenos programas chamados drivers, para que o computador os reconheça.



Ícone do disco duro da
Apple Macintosh.
Pastas
As pastas são utilizadas para organizar ficheiros numa drive. Imagine que trabalha num banco de imagens e lhe pedem para encontrar uma foto do “Yosemite” (parque natural da Califórnia), sabendo que todas as fotografias adquiridas pelo banco foram arquivadas desorganizadamente em caixas. Teria que procurar em todos os lados até conseguir reunir aquilo que pretende.

Agora compare este exemplo com o de um banco que usa um arquivo bem organizado, com pastas suspensas bem identificadas, agrupando imagens que estejam relacionadas umas com as outras. Por exemplo, pode existir uma pasta suspensa com o nome Parques Naturais da Califórnia. No caso de ser necessária uma subdivisão de um tema, pastas de cartão podem ser inseridas dentro das pastas suspensas – basicamente, trata-se de colocar pastas dentro de pastas.

É provável que haja uma pasta identificada com o nome Yosemite, que contenha imagens deste parque. Quando tudo está correctamente identificado e organizado, é fácil localizar as imagens que se pretende. O mesmo é verdadeiro em relação aos cartões de memória e às drives do sistema do seu computador. Ambos são equivalentes aos armários arquivadores vazios, cheios de espaço para armazenamento, mas sem organização. A organização necessária para encontrar alguma coisa no dispositivo de memória da câmara (do qual falamos aqui) é criado pela própria câmara, mas no computador, a organização tem que ser criada pelo utilizador (como veremos mais tarde). Quando usa as ferramentas ou aplicações do sistema operativo, para visualizar um dispositivo de armazenamento da câmara ou de um leitor de cartões, verifica que está organizado da mesma maneira que as outras drives do sistema. Quando esta contém mais que uma pasta, aquela que interessa aos fotógrafos tem o nome DCIM (Digital Camera IMages). Se eliminar esta pasta, a câmara criará uma nova (mas não recupera as imagens que a pasta continha). O propósito desta pasta, chamada directório de raiz da imagem, é manter agrupadas as fotografias captadas pela câmara. Quando usa o mesmo cartão em dispositivos diferentes, é possível aparecerem pastas com ficheiros de música MP3 ou outros.

A câmara digital cria e nomeia automaticamente sub-pastas dentro da pasta DCIM, onde são guardadas as fotografias (como colocar pastas de cartão dentro de pastas suspensas). Os três primeiros caracteres do nome de um ficheiro, designados por número de directório, são números entre 100 e 999. Os cinco caracteres seguintes são conhecidos como caracteres livres e podem ser quaisquer caracteres alfanuméricos escolhidos pelo fabricante da câmara. Quando é criada uma nova pasta, ou quando outra pasta fica cheia, é-lhe atribuído um número com mais um dígito do que o da pasta anterior. Algumas câmaras permitem criar e nomear novas pastas, ou escolher entre as pastas criadas por ela. Isto permite encaminhar novas imagens para uma pasta específica e também reproduzir as imagens de apenas uma pasta, ao invés de todas as imagens guardadas no cartão.

Os ficheiros de imagem têm
um nome com 8 caracteres
seguidos de um ponto e de
uma extensão com 3
caracteres.
Nomes dos Ficheiros
Quando uma imagem é guardada, a câmara atribui-lhe um nome e armazena-a na pasta corrente. Os nomes dos ficheiros têm duas partes, um nome com 8 caracteres e uma extensão com três. São como nomes próprios e apelidos. Cada nome é único em cada pasta, e a extensão, separada do nome por um ponto, identifica o formato do ficheiro. Por exemplo, uma extensão JPG significa que se trata de um ficheiro de imagem JPEG, e TIF, significa que se trata de um ficheiro de imagem TIFF.
 
As extensões desempenham outra função importante. Uma extensão pode estar associada a um programa no sistema, para que, quando clica duas vezes no ficheiro, o programa associado abra, abrindo consigo o ficheiro escolhido. Quando, por outro lado, usa o comando Ficheiro > Abrir de um determinado programa, é habitual serem mostrados os ficheiros cujas extensões podem ser lidas pela aplicação. (É possível listar outros tipos de ficheiros, mas isto requer mais um ou dois passos). Se alterar a extensão, é possível que o sistema deixe de saber o que fazer ao ficheiro. Os primeiros quatro caracteres do nome de um ficheiro de imagem, chamados caracteres livres, só podem ser letras maiúsculas de A a Z. Os últimos quatro caracteres formam um número entre 0001 e 9999 e são designados como número de ficheiro. A Canon usa “IMG_” para os quatro primeiros caracteres, seguidos do número de ficheiro, a Nikon usa “DSC_” e a Sony “DSC0”. Depois de transferir as imagens para o computador, ou mesmo ao transferi-las, elas podem ser renomeadas com nomes mais descritivos.

Uma árvore exibida no
Windows Explorer identifica
as drives e as pastas com
ícones e etiquetas. Os sinais
+ e – indicam se uma
determinada pasta ou drive
está expandida (–), mostrando
as sub-pastas, ou fechada
(+), escondendo-as.
Árvores
Uma maneira de ilustrar a organização das pastas numa drive é exibi-las em forma de árvore. Nesta perspectiva, todas as pastas se ramificam a partir da drive, algo semelhante a um diagrama de organização. Se qualquer uma das pastas contiver sub-pastas, estas são mostradas como um segundo braço, que parte do primeiro. Quando usamos uma árvore, podemos expandir ou fechar toda a árvore, ou apenas um dos ramos. Isto permite-lhe alternar entre um resumo dos conteúdos do computador, e os detalhes de uma drive ou de uma pasta.

Caminhos
Quando os ficheiros são armazenados em pastas de um disco, é especificado um caminho para chegar a eles. Por exemplo, se um ficheiro com o nome IMG_4692.JPG está dentro de uma sub-pasta chamada 146CANON, que está inserida numa pasta com o nome DCIM, na drive H, o caminho para esse ficheiro é H:\DCIM\146CANON\IMG_4692.JPG. Os elementos chave de um caminho – drive, pasta, sub-pasta e nome do ficheiro – são separados por backslashes (\). É possível que esteja mais familiarizado com os caminhos mostrados pelo browser da Web, que usa uma abordagem semelhante. Por exemplo, o URL…

http://www.shortcourses.com/index.html

…é o caminho para uma página Web específica. Normalmente, não se digitam os caminhos, os ficheiros são abertos ao clicar nas drives ou nas pastas. No entanto, muitos programas mostram no ecrã os caminhos, como uma ajuda à navegação, facilitando a identificação da localização de um ficheiro no sistema.

Aqui é mostrado o caminho para o ficheiro IMG_4692.JPG, da sub-pasta 146CANON, que se encontra na pasta DCIM, na drive H. A drive, a pasta, sub-pasta e o nome do ficheiro estão separados por backslashes.
Aqui é mostrada a forma como o Lightroom exibe o caminho para uma determinada imagem.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Desfragmentação

Quando um arquivo é apagado, os sectores ocupados por ele ficam livres. Ao gravar um novo arquivo no disco, o sistema operacional irá começar a gravá-lo no primeiro sector livre que encontrar pela frente, continuando a gravá-lo nos próximos sectores que estiverem livres, mesmo que estejam muito distantes uns dos outros.

Este procedimento gera um fenómeno chamado fragmentação de arquivos, que diminui muito o acesso aos dados.

Ao contrário de outros sistemas de arquivos mais modernos, o sistema FAT não possui nenhum mecanismo que impeça, ou pelo menos diminua a fragmentação. Por isso, é recomendável fazer a desfragmentação do disco rígido pelo menos uma vez por semana. Gravados em clusters sequenciais, os arquivos serão lidos muito mais rapidamente, aumentando muito a performance global do equipamento.

Enquanto o Defrag do Windows 95 se contenta em desfragmentar os arquivos, desfragmentadores comerciais como o Norton Speed disk organiza os arquivos sequencialmente, numa ordem que melhore a velocidade de leitura, levando em consideração a posição no disco, frequência e ordem em que os arquivos são acedidos, etc.

O Defrag do Windows 98 e do Windows 2000 já incorporam recursos semelhantes, fazendo um trabalho quase tão bom quanto o desfragmentador do Norton Utilities. Entretanto, o desfragmentador do Windows continua sendo bem mais lento, pode demorar horas para desfragmentar uma partição muito grande, ou muito fragmentada.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Nós e amarras LXVII

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.

Um nó, para ser considerado bom deve satisfazer as seguintes condições:
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

NÓS DIVERSOS

Nó de Encurtar
Este nó destina-se a encurtar uma espia sem desatar os chicotes e reforçá-la quando tem algum ponto fraco. Executa-se formando um “S” com a corda e de seguida dão-se as voltas que se vão encapelar nas dobras da corda (Fig.35). Para maior segurança pode-se enfiar um pau nas argolas.

Nó de Evasão
Utiliza-se este nó quando se pretende descer por um cabo e recolhê-lo no final da descida (observa a execução deste nó na figura 36). A descida é feia por uma das pontas do cabo e, no final, puxa-se pela outra ponta para desprender. Este nó é particularmente perigoso. Com este nó tens de ter muito cuidado, porque tens de ver por qual cabo vais descer, se desceres pelo cabo errado (o cabo que desprende o nó) arriscas-te a cair. Este nó deve ser executado com a supervisão do teu chefe. Um outro aspecto interessante, é o facto de os dois cabos terem o mesmo tamanho. Pode dar-se o caso de desceres e depois não chegares à ponta do cabo que desprende o nó, ficando a corda amarrada sem hipotese de a recuperares.

Torniquete Espanhol
O Torniquete (Fig.37) serve para esticar um cabo frouxo. Termina-se com dois “Peitos de Morte” em cada ponta.










Nó de Escada
Como o próprio nome indica, este nó é utilizado para fazer a escada tipica com varas de madeira (Fig.38). Este nó também é chamao de Volta de Tortor.






Nó de Barril
Nó utilizado para suspender objectos grandes, idênticos a um barril (Fig.39).


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pterodroma madeira, Freira, Freira da Madeira


Taxonomia
Aves, Procellariformes, Procellariidae.

Tipo de ocorrência

Estival nidificante. Endémico da Madeira.

Classificação
EM PERIGO –- EN (D)
Fundamentação: Espécie que possui uma população pequena (inferior a 250 indivíduos maturos).

Distribuição
Espécie endémica da Madeira.
As únicas áreas de nidificação distribuem-se ao longo da parte Oriental do Maciço Montanhoso Central da Ilha da Madeira.

População
Em 2003 foi descoberta uma área de nidificação desconhecida até à data, onde existem pelo menos 20 ninhos activos (5 dos quais referentes a indivíduos na sua época pré-reprodutora). Também ao longo da época de reprodução de 2003 foram encontrados ninhos novos nas áreas já conhecidas, pelo que a população está agora estimada entre 60 a 75 casais reprodutores (em 2003 estiveram activos 45 ninhos) (Oliveira & Menezes in press).

É uma espécie que em termos de estatuto de ameaça é, globalmente e a nível da Europa, considerada Criticamente em Perigo (IUCN 2004a, BirdLife International 2004).

Habitat
Ave pelágica que nidifica em zonas altas das montanhas da Madeira. Os ninhos são escavados no solo em locais onde o coberto vegetal encontra-se em bom estado de conservação (Zino et al. 2000). Em 2003 foram encontrados ninhos em áreas dominadas por gramíneas o que constitui um dado novo para a definição das áreas potenciais para a nidificação da espécie, uma vez que este tipo de vegetação é consideravelmente distinto daquele existente nas zonas de nidificação conhecidas até a data (com forte presença de plantas de outros grupos) (Oliveira & Menezes in press).

Factores de Ameaça
Historicamente a freira da Madeira foi afectada pelas seguintes ameaça: captura pelo homem; degradação do habitat pela acção de herbívoros introduzidos; predação de juvenis e ovos por ratos; predação de juvenis e adultos por gatos.

Actualmente, fruto das medidas de conservação e protecção implementadas pelo Parque Natural da Madeira, estas ameaças estão ultrapassadas ou tão minimizadas quanto possível (Menezes & Oliveira 2003)

Medidas de Conservação
A freira da Madeira é alvo de um programa de conservação que tem trabalhado sob múltiplas vertentes. Desde o início dos anos 90 foi criada uma área livre de predadores, nomeadamente ratos e gatos, em redor das áreas de nidificação conhecidas. Ao abrigo do projecto LIFE “"A conservação da freira da Madeira através da recuperação do seu habitat”", que teve o seu início em 2001, estas medidas foram alargadas e reforçadas e, de acordo com os resultados verificados, estão a funcionar de uma forma bastante eficaz e adequada. Em 2001 foram criadas as condições para a recuperação dos habitats das zonas de nidificação da freira da Madeira, através da retirada total do gado aí existente (Menezes & Oliveira 2002 e 2003).

Em paralelo com estas medidas, a área de nidificação é alvo de vigilância permanente, estando as visitas nocturnas dependentes de autorização do Serviço do Parque Natural da Madeira.

in Livro Vermelho dos Vertebrados


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

ICS M1 Garand Sniper


Marca: ICS
Código do Produto: ICS-202
Hop-Up: Ajustável
Peso: 3,722 kgs
Comprimento: 1,106 m
Capacidade: 42 bb's
Potência: 385 fps
Fonte de Energia: 11.1V Lipo
Blowback: Não
Modo de Tiro: Semi-automático

A melhor das opções de armas ligeiras americanas utilizadas pela Infataria Geral das US Armed Forces na II Guerra Mundial, o M1 Garand é uma arma que se tornou um ícone do poder militar amercicano durante aquele período da história.

Este modelo utiliza um sistema de ferrolho rotativo que permite que esta arma dispare em semi-automático.

Usa bb´s de 6mm. Não é a mais realística das réplicas porque o carregador recebe 42 bb's em vez das 8 munições da arma real.

Disparar as bb's é rápido e desagradável, a acção semi-automática permite uma elevada precisão graças ao cano comprido. Ele atinge cerca de 415 FPS com bb's 0.2g e funciona bastante bem com a bateria 11.1V Lipo e o seu próprio sistema MOSFET. Além disso, esta é uma excelente espingarda para levar para um jogo skirmish ou para um de reencenamento da II Guerra Mundial.

Com o uso extensivo de metal de alta qualidade e um excelente corpo em madeira real escura, esta arma é uma peça de colecção, uma ferramenta de reecenamento e uma espingarda de batalha para skirmishers.


in




sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Dispositivos de Armazenamento da Câmara

A Kodak EasyShare possui
256 MB de armazenamento
interno onde podem ser
gravadas até 1500 imagens,
facilmente partilháveis. Este
dispositivo mantém separadas
estas imagens, e as imagens
fotografadas e transferidas
para o computador. É
possível organizar as
fotografias num
álbum digital usando o
estilete e o ecrã táctil.
Nas câmaras tradicionais, o filme grava e armazena a imagem ao mesmo tempo. Nas câmaras digitais estas tuas funções são desempenhadas por dois dispositivos diferentes. A imagem é captada pelo sensor, e depois é armazenada por um qualquer tipo de dispositivo de armazenamento integrado na câmara. Estes dispositivos são projectados para um armazenamento temporário. Em uma dada altura, as imagens são transferidas para o computador e o dispositivo é apagado e reutilizado. A maior parte das câmaras, à excepção das mais baratas, usam algum tipo de armazenamento amovível, tais como cartões de memória flash, ou também por vezes pequenos discos duros.

O número de imagens que é possível captar numa única sessão fotográfica depende de uma variedade de factores, tais como:
  • O número de dispositivos de armazenamento e a respectiva capacidade (expressa em Kilobites, Megabites ou Gigabites).
  • A resolução e o formato do ficheiro de imagem utilizados.
  • O grau de compressão usada.
Chips flash.
O número de imagens que é possível armazenar é importante, porque assim que é atingido o limite, é necessário transferi-las para um computador, parar de fotografar ou apagar algumas das imagens existentes, para arranjar espaço para novas fotografias. A capacidade de armazenamento necessário depende dos factores mencionados acima e do quão prolífico é o fotógrafo.
A Samsung desenvolveu a
tecnologia que torna possível
a existência de cartões
CompactFlash de 64 GB.

Sobre esta questão, existem boas e más notícias. A boa notícia é a própria existência dos cartões de memória, e os preços a que são vendidos. A má notícia é que existe uma grande variedade de formatos, que não são intermutáveis. Assim que é feito um investimento razoável em cartões de memória de um determinado tipo, estamos presos ao uso de câmaras que suportem esse formato, ou somos forçados a adquirir um novo conjunto de cartões.

No passado, vários tipos de cartão de memória apareceram e desapareceram. Hoje em dia, existem dois formatos cujo uso foi generalizado: o Compact Flash (CF) e o Secure Digital (SD). Estes cartões guardam os ficheiros de imagem em chips semelhantes aos chips de RAM usados no computador, mas com uma diferença importante. As fotografias são retidas indefinidamente no cartão sem o uso de nenhum tipo de energia. Os chips são embalados dentro de uma caixa equipada com conectores eléctricos, e a esta unidade selada chamamos cartão de memória. Estes consumem muito pouca energia, ocupam muito pouco espaço e são muito robustos. São também muito convenientes, visto que se podem transportar vários cartões e mudá-los quando é necessário.
  • Os cartões CompactFlash (CF) foram desenvolvidos pela SanDisk Corp e são mais ou menos do tamanho de uma carteira de fósforos.
  • Os cartões Secure Digital (SD) são mais pequenos e estreitos que os CompactFlash e são usados em muitas câmaras de pequenas dimensões.
  • Os cartões MultiMedia (MMC) são ainda mais pequenos e são usados em algumas câmaras de bolso.
A maioria das câmaras digitais armazena as imagens em cartões de memória amovíveis que se inserem numa ranhura na câmara.
A Hitachi fabrica a
Microdrive, um disco
duro muito pequeno, de
alta capacidade.
  • Os cartões MemoryStick®, um formato exclusivo da Sony Corporation, têm
    mais ou menos o formato de um stick de pastilha elástica. Estes cartões são usados unicamente em produtos da Sony.
     
  • A Microdrive da Hitachi e o Compactvault da Sony são discos duros de alta velocidade e capacidade. Estas drives são tão estreitas que podem ser ligadas numa ranhura de CompactFlash Tipo II de uma câmara ou de um leitor de cartões (Os cartões CompactFlash Tipo I são mais estreitos). 
  • Cartões de memória descartáveis foram introduzidos no mercado com a ideia de que a memória flash é tão barata, que é possível simplesmente deixar as imagens no cartão ao invés de as transferir para o computador. Estes cartões não são recomendáveis para fotógrafos “a sério”. Uma das questões a considerar é a velocidade dos cartões. Muitas empresas vendem versões de alta velocidade mais caras. A não ser que estejam a ser perdidas fotografias devido ao tempo de espera do buffer, o melhor é investir noutra parte do sistema, especialmente porque o “engarrafamento” pode estar na câmara e não no cartão.
Quando um cartão de memória é usado pela primeira vez, ou numa câmara diferente, deverá ser formatado. Todas as câmaras que aceitam estes cartões têm um comando para formatar o cartão, algures no menu. A formatação prepara o cartão para ser usado numa câmara, e a sua reformatação quando o usamos pela primeira vez numa câmara diferente, assegura que a informação será correctamente gravada e lida nessa câmara. Também é possível que a formatação conserte um cartão que tem tido problemas. É necessário ter sempre em atenção que o comando “Formatar” apaga todas as imagens gravadas num cartão. Quando um cartão é formatado por engano, é possível recuperar as imagens com um programa específico. Para o encontrar, basta pesquisar “digital photo recovery” no Google.

Algumas câmaras têm um programa que permite que esta seja ligada e operada a partir de um computador (chamado tethering, alusivo às cordas de uma marioneta). Ao fotografar desta maneira, as imagens serão armazenadas no disco duro do computador e não no cartão de memória. Apesar desta abordagem ser normalmente usada em estúdio, é também usada ocasionalmente por fotógrafos de paisagem quando estes pretendem avaliar as imagens no ecrã do computador, que é substancialmente maior que o da câmara.
Quando usamos mais que um cartão, podem-se proteger os cartões
suplentes numa caixa própria.




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Directório Raiz

Se fossemos comparar um disco rígido com um livro, as páginas seriam os clusters, a FAT serviria como as legendas e numeração das páginas, enquanto o directório raiz seria o índice, com o nome de cada capítulo e a página onde ele começa.

O directório raiz ocupa mais alguns sectores no disco, logo após os sectores ocupados pela FAT. Cada arquivo ou directório do disco rígido possui uma entrada no directório raiz, com o nome do arquivo, a extensão, a data de quando foi criado ou quando foi feita a última modificação, o tamanho em bytes e o número do cluster onde o arquivo começa.

Um arquivo pequeno pode ser armazenado em um único cluster, enquanto um arquivo grande é “quebrado” e armazenado ocupando vários clusters.

Neste caso, haverá no final de cada cluster uma marcação indicando o próximo cluster ocupado pelo arquivo. No último cluster ocupado, temos um código que marca o fim do arquivo.

Quando um arquivo é eliminado, simplesmente é removida sua entrada no eliminado raiz, fazendo com que os clusters ocupados por ele pareçam vagos para o sistema operativo.

Além do nome, cada arquivo recebe também uma extensão de até três caracteres, como “EXE”, “DOC”, etc. Através da extensão, o sistema operativo sabe que um determinado arquivo deve ser executado ou aberto usando o Word, por exemplo.

A extensão não tem nenhuma influência sobre o arquivo, apenas determina como ele será visto pelo sistema operativo. Se você abrir o Notepad, escrever um texto qualquer e salvá-lo como “carta.exe”, por exemplo, conseguirá abrir e editar este arquivo sem problemas, mas se você chamar o arquivo clicando duas vezes sobre ele dentro do Windows Explorer, o sistema operativo verá a extensão “EXE” e tentará executar o arquivo, ao invés de tentar abri-lo usando o Notepad, como faria caso o arquivo tivesse a extensão “TXT”.

Depois da extensão, existe mais um byte reservado para o atributo do arquivo, que pode ser “somente leitura”, “oculto”, “sistema”, “volume label”, “diretório” ou “arquivo”. O atributo permite instruir o sistema operativo e demais aplicações sobre como lidar com o arquivo.

O atributo “somente leitura” indica que o arquivo não deve ser modificado ou eliminado. Se você tentar eliminar ou modificar um arquivo somente leitura pelo DOS, receberá a mensagem “Access Denied”. Tentando apagar o arquivo através do Windows Explorer você receberá um aviso explicando que o arquivo é somente para leitura, perguntando se você tem certeza que deseja eliminá-lo. O atributo “sistema” possui uma função parecida, indicando apenas que, além de ser oculto, o arquivo é utilizado pelo sistema operativo.

Para indicar que um arquivo não deve ser visto em circunstâncias normais, usamos o atributo “oculto”. Para ver os arquivos ocultos deverá usar o comando “DIR /AH” no DOS, ou marcar a opção “Mostrar todos os arquivos” no menu Exibir/Opções do Windows Explorer.

Para nomear uma disquete ou a uma partição de um disco rígido, usamos o atributo “volume label”. O nome dado é armazenado em uma área reservada do directório raiz.

De todos os atributos, o mais importante é o atributo de “directório”, pois ele permite a existência de subpastas. As pastas, mesmo quando vazias, são vistas pelo sistema operativo como arquivos. Dentro deste arquivo ficam armazenadas informações sobre o nome da pasta, atributos como somente leitura, oculto, etc., a posição da pasta na árvore de directórios (C:\Windows\System, por exemplo) e informações sobre quais arquivos ou subpastas estão guardados dentro da pasta, assim como a localização destes arquivos no disco.

Como o directório raiz ocupa um espaço equivalente a apenas 16 KB no disco rígido (32 sectores), podemos ter apenas 512 entradas de arquivos ou diretórios. Cada subpasta funciona mais ou menos como um novo directório raiz, permitindo que tenhamos mais arquivos no disco. Como uma pasta (por na verdade ser um arquivo como outro qualquer) pode ocupar o espaço que quiser, não temos a limitação de 512 arquivos, como no directório raiz.

Qualquer arquivo com o atributo “directório”, passa a ser visto pelo sistema operativo como uma pasta, mas a tentativa de transformar um arquivo qualquer em pasta não daria certo, pois apesar de em essência as pastas também serem arquivos, elas possuem um formato específico. Seria como tentar “transformar” um arquivo do AutoCAD num documento do Word apenas alterando sua extensão.

Uma curiosidade sobre as subpastas é que elas só passaram a ser suportadas a partir da versão 2.0 do DOS. Os utilizadores do DOS 1.0 tiveram que conviver durante algum tempo com um sistema que permitia armazenar arquivos apenas no diretório raiz, com a consequente limitação de 512 arquivos no disco rígido.

Finalizando, o atributo “arquivo” indica um arquivo que raramente é modificado, ou é uma cópia de backup de algum arquivo importante. Muitos programas de backup verificam este atributo quando fazem um backup incremental (quando são salvos apenas os arquivos que foram alterados desde o último backup). Neste caso, o programa de backup retira o atributo após salvar o arquivo.

Ao ser alterado por algum outro programa, o arquivo novamente recebe o atributo, permitindo ao programa de backup saber quais arquivos foram modificados.

Para alterar os atributos de um arquivo através do Windows Explorer, basta clicar sobre ele com o botão direito do mouse e abrir a janela de propriedades. Para alterar os atributos através do DOS basta usar o comando “ATTRIB”. A sintaxe do comando ATTRIB é:

+ : Para ativar um atributo
- : Para desativar um atributo
R : somente leitura
A : arquivo
S : sistema
H : oculto

Como em: “ATTRIB +R Reuniao.Doc” para transformar o arquivo em somente leitura ou “ATTRIB -H Io.Sys” para desocultar o arquivo

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Nós e amarras LXVI

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.

Um nó, para ser considerado bom deve satisfazer as seguintes condições:
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.
 
NÓS DE LIGAÇÃO
 
Durante a execução dos nós de ligação, a corda deve estar sempre bem esticada e as juntas bem unidas e puxadas para o centro.

Para se ligarem as varas ou troncos mais grossos é conveniente fazer um desbaste nas superfícies a unir de modo que elas se ajustem.

Serve para unir duas varas ou troncos, formando entre si ângulos de 90º.
 
Inicia-se e termina-se a ligação com o nó de Barqueiro. São dadas voltas em torno das varas ou troncos, de modo que passem alternadamente por trás e pela frente, sendo depois, estas voltas, esganadas com voltas dadas perpendiculares às primeiras (Fig.31).

Botão em Cruz
Esta ligação serve para unir varas ou troncos que formem entre si ângulos diferentes de 90º.

Inicia-se com o nó de Pedreiro de modo a abraçar os dois paus, na junção. De seguida dão-se as voltas principais, primeiro num sentido, depois noutro, que irão depois ser esganadas.

Termina-se a ligação com o nó de Barqueiro numa das varas (Fig.32).

Peito de Morte
Serve para reforçar ou acrescentar uma vara. Inicia-se com o nó de barqueiro numa das varas e, de seguida, dão-se voltas redondas em torno das duas varas. Depois de se esganarem estas voltas, termina-se a ligação com o nó de barqueiro numas das varas.

Tripé
Colocando as varas ou troncos, uns ao lado dos outros, dá-se com a corda diversas voltas falidas, que, depois são esganadas. As voltas falidas são voltas dadas em torno de quaisquer objectos de eixos paralelos, obrigando-se o chicote a descrever sucessivos oitos. Inicia-se e termina-se com o nó de Barqueiro (Fig.34).

 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Puffinus assimilis, Pintainho, Frulho (Açores)

Taxonomia
Aves, Procellariiformes, Procellariidae.

Tipo de ocorrência
Açores: Estival nidificante.
Madeira: Estival nidificante.

Classificação
Açores: VULNERÁVEL - VU (D2)
Fundamentação: Espécie colonial que se admite ter uma área de ocupação reduzida (provavelmente inferior a 20 km2), pelo que está vulnerável aos efeitos das actividades humanas ou a acontecimentos estocásticos.
Madeira: VULNERÁVEL - VU (D2)
Fundamentação: Espécie colonial que se encontrando num número restrito de localizações, pelo que está vulnerável aos efeitos das actividades humanas ou a acontecimentos estocásticos.

Distribuição
A espécie apresenta uma distribuição fragmentada nos três principais oceanos, Atlântico, Pacífico e Índico, com a maior parte da população mundial concentrada no Hemisfério Sul (Harrison 1983). A população mundial da subespécie baroli nidifica nos Açores, Madeira e Canárias (Tucker & Heath 1994).

No Arquipélago dos Açores nidifica nas ilhas do Corvo, Flores, Pico, São Jorge, Graciosa, São Miguel e Santa Maria (Monteiro et al. 1999). Ocupa colónias inacessíveis, que se admite terem uma área muito reduzida.

No Arquipélago da Madeira, ocorre em números aparentemente reduzidos na Ilha da Madeira, Porto Santo e Desertas, enquanto que nas Ilhas Selvagens ocorre em números proporcionalmente mais expressivos (Hagemeijer & Blair 1997).

População
Nos Açores, as crónicas históricas do século XVI, de Gaspar Frutuoso, referem a existência desta espécie e mencionam a captura de indivíduos para consumo (Instituto Cultural de Ponta Delgada 1998). Censos realizados entre 1996 e 1998 registaram 28 pequenas colónias distribuídas pelas ilhas do Corvo, Flores, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, São Miguel e Santa Maria, tendo sido estimada para o arquipélago uma população reprodutora de 840-1.530 casais (Monteiro  et al. 1999).

No arquipélago da Madeira, só para a colónia das ilhas Selvagens tem sido desenvolvido um esforço sistemático para efectuar uma estimativa populacional com alguma precisão e nível de confiança. Esse trabalho apontou em 1995 (Oliveira & Moniz 1995) para a existência de uma população na ordem dos 2.050 casais. Apesar do censo não ter sido repetido, existem evidências resultantes de observações não sistemáticas de que estes números não sofreram alterações drásticas. Um trabalho de prospecção e de identificação de potenciais áreas de nidificação efectuado na Ilha da Madeira aponta para a existência de um baixo efectivo populacional (Geraldes 2000).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Rara, embora ainda provisoriamente (BirdLife International 2004).

Habitat
Ave marinha que se reproduz em colónias, nidificando em falésias costeiras, pequenas ilhas e ilhéus, entre Dezembro e Maio. Os ninhos são construídos em cavidades e buracos de rochas, assim como também por baixo de pedras soltas.

Factores de Ameaça
Nos Açores, hoje em dia a principal ameaça é a introdução de espécies não indígenas invasoras, nomeadamente mamíferos predadores (Monteiro et al. 1999). Estes podem conduzir a um declínio rápido da população desta ave marinha, quer por aumentarem a mortalidade, quer por impedirem a colonização de locais com habitat potencial, diminuindo drasticamente o habitat de reprodução disponível. Outras ameaças dizem respeito à ocorrência regular de predadores naturais, como a gaivota Larus cachinnans atlantis, e à ocupação da zona costeira com zonas urbanas e infra-estruturas de transporte (estradas, portos, etc.) (Monteiro et al. 1996b).

No arquipélago da Madeira, supõe-se que historicamente as populações da Madeira e Porto Santo fossem seriamente afectadas pelos ratos e gatos, contudo não existe qualquer confirmação de que assim tenha sido. Ao nível das Desertas e Selvagens, a perturbação e predação humana seguramente assumiram a principal ameaça histórica. Um factor limitante, identificado num trabalho efectuado em 1994 na Selvagem Grande, prende-se com o facto de 34% dos insucessos reprodutores terem sido provocados por cagarras à procura de um local para nidificar (Hagemeijer & Blair 1997).

Medidas de Conservação
Nos Açores, a maior parte das colónias desta espécie ocorre em Zonas de Protecção Especial tendo o regime de protecção dessas zonas sido reforçado através da elaboração de planos de gestão e da sinalização e vigilância das mesmas. Ao abrigo do projecto LIFE “Conservação de comunidades e habitats de aves marinhas nos Açores”, um programa de investigação sobre a biologia e a ecologia das aves marinhas dos Açores definiu medidas prioritárias de conservação e assegurou a monitorização da distribuição e das tendências populacionais. Foram ainda realizadas acções de sensibilização ambiental sobre as aves marinhas que nidificam, para as quais foram produzidos materiais promocionais e didácticos adequados. As prioridades de conservação nesta região incluem a erradicação de mamíferos não-indígenas e o restauro dos habitats naturais dos ilhéus, e a monitorização contínua das populações do arquipélago. Na área de investigação, constituem prioridades a obtenção de dados sobre selecção de habitat e sucesso reprodutor bem como a avaliação do impacto das diferentes ameaças.

No arquipélago da Madeira, a protecção existente é adequada nas Desertas e Selvagens, onde as suas áreas de nidificação têm o estatuto de Reserva Integral. No entanto, existem grandes lacunas de conhecimento para as Ilhas da Madeira e Porto Santo, pelo que é importante desenvolver um trabalho que permita conhecer melhor a sua distribuição nessas ilhas, de forma a que sejam avaliados os principais factores limitantes e tomadas as devidas medidas de gestão.

Notas
Nos Açores, esta espécie visita as colónias durante todo o ano, mesmo fora do período reprodutor, ao contrário do que acontece com outras aves marinhas (Monteiro et  al. 1996a). Também na Selvagem Grande algumas aves reprodutoras visitam as suas áreas de nidificação de uma forma regular ao longo de todo o ano (Oliveira & Moniz 1995).

in Livro Vermelho dos Vertebrados



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Lançador de Granadas ICS-190 GLM

Marca: ICS
Código do Produto: ICS-190 
Peso: 2,118 kgs

A real Milkor MGL (Multiple Grenade Launcher) é uma lançador de granadas leve de 40 mm semi-automático, de 6 tiros, desenvolvido e fabricado na África do Sul pela Milkor Ltd. Usa o bem provado princípio do revolver para disparar uma de munições tais como HE, HEAT, anti-tumulto, irritante, e pirotécnica. O sistema pré-carregado significa que dispara tão rápido quanto conseguires carregar no gatilho.


A MGL demonstrou o conceito às South African Defense Force (SADF) em 1981. Depois da sua introdução em 1983, a MGL foi gradualmente adoptada pelas forças armada e organização policiais em mais de 30 países; provou desde então a sua eficiência num vasto leque de ambientes difíceis, desde florestas tropicais a desertos. A variante posterior Mk.I permitia receber munições do tipo longo, o lançador corrente do exército americano M-32 é também capaz de utilizar munições Hellhound (carga em forma), Drago (termobárica) e Huntir (câmara de reconhecimento).


O modelo da ICS é muito similar em desenho mas o intensivo uso de polímeros significa que ultrapassa o maior problema que atormentaram os primeiros modelos de lançadores revolver, o peso. Com pouco mais de 2kg, o ICS-190 é mais leve e mesmo carregado com 6 munições ele terá cerca de 3.5kg colocando-o a par da maioria das armas primárias. Com dois montadores rápidos de correia destacável, um slot QD traseiro e um suporte de slot QD montado num rail; montar a correia é tão simples como numa M4 táctica.

Os modelos mais antigos usam mecanismos de abertura pelo topo que são um pouco pesados mas a ICS-190 emula a real com as suas câmaras basculantes para fora tornando-a mais fácil de utilizar.

A arma também tem  um botão de segurança de polegar, uma excelente característica para um equipamento brutal como este. Ela também utiliza uma coronha tipo M4 o que torna o comprimento da arma ajustável de 63 a 73cm. A coronha também tem um ângulo ajustável com 3 posições tal como na real, uma característica mais para apresentar na versão da ICS mas no exterior pode provar-se utilizável para disparar à distância ou sobre barreiras.

O mecanismo de mola enrola para cima e aplica rotação suficiente para seis munições e então após o último prende no lugar e o gatilho não completa o seu percurso. Quando enrola para cima, existe uma trava exterior para libertar a tensão da mola sem disparar. Isto é útil para libertar a tensão da mola antes de armazenar a arma.

Com um conjunto completo de quatro rails na frente e um rail exactamente no topo, esta arma está equipada para receber um vasto leque de acessórios. De notar que esta arma necessita-o estritamente mas pode adicionar facilmente miras metálicas, uma mira red dot, lasers, lanternas e punhos. A arma vem também com um punho vertical, de um tipo de desmontagem rápida.

Como sistema de lançamento de granadas de 40mm, claro que a performance desta arma é largamente dependente das munições usadas. Se procura munições leves e baratas as de plástico farão o serviço, mas se procura alta performance e mais opções então veja as munições de 40mm da Madbull. Com uma a pletora de modelos para utilizar HFC, Green, Red e até gás CO2 disparando 6mm, 8mm, balas de borracha e até foguetes de espuma.

in