quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Como funciona um Disco Rígido

Dentro do disco rígido, os dados são gravados em discos magnéticos, chamados em Inglês de platters. O nome “disco rígido” vem justamente do facto dos discos internos serem lâminas metálicas extremamente rígidas. Os platters são compostos de duas camadas.

A primeira é chamada de substrato, e nada mais é do que um disco metálico, geralmente feito de ligas de alumínio. Este disco é polido em salas limpas, para que se torne perfeitamente plano. A fim de permitir o armazenamento de dados, este disco é recoberto por uma segunda camada, agora de material magnético.

A aplicação da camada magnética é feita dos dois lados do disco, e pode ser feita de duas maneiras diferentes. A primeira chama-se eletroplating e é bem semelhante à eletrólise usada para banhar bijuterias à ouro. Esta técnica não permite uma superfície muito uniforme, e por isso, só é usada em HDs antigos, em geral os com menos de 500 MB. A técnica usada actualmente é muito mais precisa, chama-se sputtering e usa uma tecnologia semelhante à usada para soldar os transístores dos processadores.

Como a camada magnética tem apenas alguns mícrons de espessura, é recoberta por uma fina camada protectora, que oferece alguma proteção contra pequenos impactos. Esta camada é importante, pois apesar dos discos serem encapsulados em salas limpas, eles internamente contêm ar, com pressão semelhante à ambiente. Como veremos adiante, não seria possível um disco rígido funcionar caso internamente houvesse apenas vácuo.

Os HD's são hermeticamente fechados, a fim de impedir qualquer contaminação proveniente do meio externo, porém, nunca é possível manter um ambiente 100% livre de partículas de poeira.

Um pequeno dano na camada protectora não interfere no processo de leitura/gravação, que é feito de forma magnética.

Os discos são montados em um eixo também feito de alumínio, que deve ser sólido o suficiente para evitar qualquer vibração dos discos, mesmo a altas rotações. Este é mais um componente que passa por um processo de polimento, já que os discos devem ficar perfeitamente presos e alinhados.

Finamente, temos o motor de rotação, responsável por manter uma rotação constante. O motor é um dos maiores responsáveis pela durabilidade do disco rígido, pois a maioria das falhas graves provêm justamente do motor.

Os HD's mais antigos utilizavam motores de 3,600 rotações por minuto, enquanto que actualmente, são utilizados motores de 5,600 ou 7,200 RPM, que podem chegar a mais de 10,000 RPM nos modelos mais caros. A velocidade de rotação é um dos principais fatores que determinam a performance.

Para ler e gravar dados no disco, usamos cabeças de leitura eletromagnéticas (heads em Inglês) que são presas a um braço móvel (arm), o que permite seu acesso a todo o disco. O braço de leitura é uma peça triangular feita de alumínio ou ligas deste, pois precisa ser ao mesmo tempo leve e resistente. Um dispositivo especial, chamado de actuador, ou “actuator” em Inglês, coordena o movimento das cabeças de leitura.

Nos primeiros discos rígidos, eram usados antiquados motores de passo para movimentar os braços e cabeças de leitura. Porém, além de muito lentos, eles eram muito susceptíveis a problemas de desalinhamento, além de não serem muito confiáveis. Os discos contemporâneos (qualquer coisa acima de 40 MB) utilizam um mecanismo bem mais sofisticado para esta tarefa, justamente o actuator, composto por um dispositivo que actua através de atração e repulsão eletromagnética. Basicamente temos dois eletroímãs, um de cada lado do braço móvel. Alterando a intensidade da corrente elétrica e, consequentemente a potência de cada imã, o braço e consequentemente as cabeças de leitura se movimentem. Apesar de parecer suspeito, esse sistema é muito mais rápido, preciso e confiável que os motores de passo.

Outro dado interessante é a maneira como as cabeças de leitura lêem os dados, sem tocar na camada magnética. Se tiver a oportunidade de ver um disco rígido aberto, verá que, com os discos parados, as cabeças de leitura são pressionadas levemente em direção ao disco, tocando-o com uma certa pressão. Porém, quando os discos giram à alta rotação, forma-se uma espécie de colchão de ar (pois os discos são fechados hermeticamente, mas não à vácuo, temos ar dentro deles). Este colchão de ar repele a cabeça de leitura, fazendo com que fique sempre a alguns mícrons de distância dos discos. É mais ou menos o mesmo princípio utilizado nos aviões.

Veja que enquanto o HD está desligado, as cabeças de leitura ficam numa posição de descanso, longe dos discos magnéticos. Elas só saem dessa posição quando os discos já estão girando à velocidade máxima. Para prevenir acidentes, as cabeças de leitura voltam à posição de descanso sempre que não estão sendo lidos dados, apensar dos discos continuarem girando.

É justamente por isso que às vezes ao sofrer um pico de tensão, ou o computador ser desligado enquanto o HD é acedido, surgem sectores defeituosos. Ao ser cortada a energia, os discos param de girar e é desfeito o colchão de ar, fazendo com que as cabeças de leitura possam vir a tocar os discos magnéticos.

Para diminuir a ocorrência deste tipo de acidente, nos HD's modernos é instalado um pequeno imã em um dos lados do actuator, que se encarrega de atrair as cabeças de leitura à posição de descanso, toda vez que a eletricidade é cortada (tecnologia chamada de auto-parking). A camada de protecção dos discos magnéticos, também oferece alguma protecção contra impactos, mas mesmo assim, às vezes os danos ocorrem, resultando em um ou vários sectores defeituosos. Por isso, é sempre bom desligar o computador apenas no ecrã “o seu computador já pode ser desligado com segurança” do Windows.

Apesar do preço, um no-break será uma excelente aquisição, não só por aumentar sua tranquilidade enquanto está trabalhando (já que mesmo que a electricidade acabe, ainda terá tempo suficiente para guardar o seu trabalho e desligar tranquilamente o computador), mas por prevenir danos aos discos rígidos. Actualmente os modelos mais baratos custam menos de 15% do valor total de um computador simples.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Nós e amarras L

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

Existem muitos nós, cada um com a sua utilidade diferente. Vamos aqui abordar alguns deles que podemos classificar do seguinte modo:
 
 
 Estacas e espeques
 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sylvia conspicillata, Toutinegra-tomilheira, Cigarrinho (Madeira)

Taxonomia
Aves, Passeriformes, Sylvidae

Tipo de ocorrência
Continente: Estival nidificante.
Madeira: Residente.
 
Classificação
Continente: QUASE AMEAÇADO - NT* (D1)
Fundamentação: Espécie com população reduzida (admite-se que pode ser inferior a 1.000 indivíduos maturos). Na adaptação à escala regional desceu uma categoria, por se admitir que a população em Portugal poderá ser alvo de imigração significativa das regiões vizinhas e por não ser de esperar que essa imigração possa vir a diminuir.
Madeira: VULNERÁVEL - VU (D1+2)
Fundamentação: Espécie com população reduzida (que se admite ser inferior a 1.000 indivíduos) e que pode ocorrer num número restrito de localizações.

Distribuição
Durante a época de reprodução ocorre de forma muito fragmentada na região mediterrânica. (Hagemeijer & Blair 1997). Nas ilhas da Macaronésia está ausente dos Açores, ocorrendo nos outros arquipélagos como uma subespécie residente endémica S. c. orbitalis (ver notas/observações).

Em Portugal Continental é uma espécie relativamente rara, com distribuição localizada sobretudo no Algarve, Baixo Alentejo e Beira Alta.

No Arquipélago da Madeira ocorre nas ilha da Madeira e do Porto Santo. Na primeira pode ser encontrada de uma forma dispersa, mas fundamentalmente nas suas vertentes sul até pelo menos os 1.600 metros de altitude. Na segunda ocorre também de uma forma dispersa, ao longo de toda a Ilha (Nunes et al. 2002).

População
No Continente, no decorrer dos trabalhos do Novo Atlas, a espécie foi detectada em 60 quadrículas 10x10 km (ICN dados não publicados). Assumindo uma variação de densidade populacional de 2 a 20 casais por quadrícula, a população estará compreendida entre 250 e 2.500 indivíduos maturos.

No Arquipélago da Madeira a população desta espécie estará compreendida entre 250 e 2.500 indivíduos maturos. Estes números resultam de uma estimativa baseada num total de 68 transectos efectuados durante as épocas reprodutoras de 1999, 2000 e no Inverno de 2000 (Nunes et al. 2002).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Não Ameaçada, embora ainda provisoriamente (BirdLife International 2004).

Esta espécie em Espanha está classificada como Pouco Preocupante (LC) (Madroño et al. 2004), o que leva a admitir um risco de extinção da população portuguesa do Continente mais reduzido, tendo-se descido uma categoria na adaptação regional.

Habitat
Em Portugal continental ocorre em matos pouco desenvolvidos com clareiras e moitas altas (Rufino 1989).

Na Madeira ocorre em zonas estruturalmente semelhantes, sem que seja determinante a existência de clareiras, pelo que esta ave pode ser encontrada em áreas cobertas por vegetação densa, onde é habitual a presença quer de espécies indígenas (e.g. urzais Erica spp) quer de exóticas (e.g. giestas Genista tenera). No Porto Santo, para além deste tipo de habitats ocorre em zonas reflorestadas, compostas quase exclusivamente por pinheiros Pinus spp. Ocorre fundamentalmente em zonas com pouca perturbação e com uma cobertura arbustiva bastante densa e regra geral composta por espécies não-indígenas.

Factores de Ameaça
No Continente o abandono agrícola e do pastoreio, levando ao desenvolvimento de manchas contínuas de matos, constituem a principal ameaça identificada para esta espécie.

Na Madeira não estão identificados factores de ameaça determinantes, mas o facto de ocorrer fundamentalmente em habitats que inerentemente têm um baixo valor de conservação e sem qualquer tipo de protecção legal, pode vir a constituir uma ameaça a longo prazo.

Medidas de Conservação
A promoção do pastoreio extensivo em matos mediterrânicos é uma medida importante para assegurar a conservação da espécie no continente.

Na Madeira e no Porto Santo não estão preconizadas qualquer tipo de medidas de conservação directas, apesar da espécie poder vir a beneficiar com a classificação de algumas áreas onde ocorre como Zona de Protecção Especial e/ou Zona Importante para as Aves.

Notas
Tem sido proposto por vários autores que as populações da Madeira e Porto Santo pertencem a uma subespécie endémica desta duas ilhas S. c. bella. (e.g. Bannerman e Bannerman 1965, Câmara 1997). Pelas implicações conservacionistas deste facto era pertinente o desenvolvimento de futuras investigações com vista à clarificação desta questão.

in Livro Vermelho dos Vertebrados


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

APS Urban Assault Rifle - BK


Marca: APS
Código do Produto: UAR501B
Hop-Up: Ajustável
Peso: 2,474 kgs
Comprimento: 640 mm
Capacidade: Hi Cap
Potência: 320 fps
Motor: v3
Tamanho da Bateria: 7.4 LIPO, 8.4 NiCd
Modo de Tiro: semi-automático, automático

A APS Urban Assault Rifle (UAR) vai mudar a forma como olha para as armas de airsoft bullpup.

A UAR é extremamente versátil, com opções adicionadas à configuração para a tornar mais amiga do utilizador. No passado, o termo "bull pup" significava uma plataforma de arma pouco ergonómica que requeria aprender novas funções e movimentos para completar a mesma tarefa numa arma standard. A UAR providência o operador com uma plataforma familiar pelo que a operação é rápida e fácil. Um exemplo é o botão selector ambidextro e o libertador do carregador com o dedo do gatilho ambidextro para utilizadores habituados às AR15 (mais outro botão libertador do carregador na direita atrás acima do carregador para os familiarizados com as AUG's). O libertador do carregador com o dedo do gatilho coloca botões  chave na parte da frente da arma, ao contrário da maioria das outras bull-pups. A alavanca de armar e a tampa da porta de ejecção são configuráveis pelo utilizador para uso em ambos os lados. O ferrolho prende atrás para fácil ajustamento do hop-up. O libertador do ferrolho está estrategicamente colocado no topo da coronha para que possa libertar com o seu queixo se necessário! A bateria é armazenada no receptor superior ao longo do eixo da arma e é facilmente acedida desaparafusando uma tampa na parte da frente da arma, acima do cano de metal.

Outra característica interessante desta arama é que o carregador também tem um pequeno mecanismo de mola de carga que ajuda a ejectar o carregador para baixo quando o botão libertador do carregador é premido. Isto significa que o carregador cai direito por ele mesmo quando libertado, tornando as mudanças de carregador mais realística e rápidas. Isto é excelente e é visualmente espectacular.

Os robustos internos da UAR são construídos com metal nas peças de segurança e barra de transferência do gatilho, o que permite uma rápida e fácil desmontagem. No coração da arma está uma gearbox versão 3 utilizando bushings de 8mm e peças standard reforçadas que irá encontrar em outras APS HYBRID gearbox's. As gear's de aço são corrigidas e tem um clip de sector instalado para permitir uma alimentação de confiança para altos ritmos de fogo e molas. A traseira da gearbox tem uma opção de mudança rápida da mola, permitindo-lhe instalar uma mola fraca ou forte se necessário; tornando a UAR uma das mais versáteis AEG's no mercado para 2013.

Apesar desta arma não existir no mundo das armas reais, uma companhia de armas reais demonstrou grande interesse nesta arma e planeia produzi-la como arma real, graças ao seu desenho ergonómico.

in

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Enquadrar Imagens

Os ecrãs mostram-lhe como
ficará a imagem vista a
partir da objectiva.
Para escolher uma câmara digital, uma das primeiras coisas a decidir é se pretende um modelo com ecrã e visor. Muitas das câmaras pequenas mais recentes abdicaram do visor, em parte para terem mais espaço disponível para ecrãs maiores. Isso é uma espécie de “presente envenenado”, uma vez que o papel de cada um deles é bastante diferente, embora tenham coisas em comum. Se a sua câmara não tiver um visor, será forçado a compor todas as suas imagens através do ecrã. Isso
Os melhores ecrãs são flexíveis
(giratórios e inclináveis sobre
qualquer ângulo), chamados
ecrãs de ângulo variável.
significa que terá de lidar com luminosidade excessiva em dias de sol forte e encontrar uma forma de evitar o desfoco causado pelo movimento da câmara enquanto a segura de braços esticados.

Ecrãs
 
Os monitores são pequenos ecrãs LCD a cores incorporados na maioria das câmaras. O seu tamanho, normalmente entre 1,5 e 4 polegadas, é
Com um ecrã giratório, pode
colocar a câmara no chão e
levantar o LCD para ver o
enquadramento, tal como
aconteceu com este tritão.
definido a partir da medida diagonal. A maior parte deles permitem-lhe fazer ajustes de brilho manualmente, ou então a câmara faz os ajustes para as diferentes condições de iluminação automaticamente. Estes ecrãs são utilizados para apresentar menus e reproduzir as imagens que captou. No entanto, em muitas, mas não em todas as câmaras, pode também enquadrar a imagem através do monitor. Grande parte das câmaras reflex não o permite, porque utilizam um espelho para reflectir a imagem formada pela objectiva no visor. O sensor de imagem apenas gera a imagem quando o espelho levanta e o obturador abre. Algumas câmaras reflex utilizam um segundo sensor no visor para que a imagem seja
O modo de paisagem mostra
a imagem na horizontal.
apresentada continuamente no ecrã LCD – um processo chamado live view (visualização directa). Isso, para além de lhe permitir enquadrar a imagem a partir do ecrã, pode ser utilizado para gravar vídeos, algo que as outras reflex não conseguem. Só o tempo poderá dizer se esta funcionalidade será amplamente adoptada.

O modo de revisão da imagem apresenta uma fotografia no ecrã durante alguns segundos, imediatamente após a captura. Algumas câmaras permitem-lhe manter a imagem no ecrã durante
O modo de retrato mostra
a imagem na vertical.
mais tempo para que possa apagá-las, ou executar outras funções de controlo da imagem. Algumas câmaras integram em simultâneo os modos de revisão e reprodução da imagem, por isso, depois de rever a foto que captou pode percorrer as outras e utilizar os comandos disponíveis no modo de reprodução.

Os histogramas são gráficos que mostram a distribuição de brilhos na sua imagem, para que possa verificar se a exposição está correcta. A maioria das câmaras com esta funcionalidade
Os visores das câmaras reflex
(SLR) mostram as áreas de
focagem e os parâmetros da
câmara.
permitem-lhe apenas ver o histograma depois de captar a fotografia, mas algumas permitem aceder ao histograma durante o enquadramento.

Se a sua câmara permitir enquadrar a imagem a partir do ecrã (nem todas o permitem), a imagem apresentada provém directamente do sensor de imagem, ou seja, trata-se de um sistema de visualização TTL (trough-the-lens – ou através da objectiva). No entanto, há alturas em que pode não querer utilizar o ecrã para compor a imagem, pelas seguintes razões:
Um ícone comum do ecrã.

Poupar a bateria. Os ecrãs grandes consomem rapidamente as baterias, por isso, o melhor é mantê-los desligados sempre que possível e utilizar o visor para enquadrar as fotografias.

O brilho dos dias de sol intenso torna difícil a visualização da imagem no ecrã.

A estabilidade diminui quando segura a câmara
de braços esticados. Desta forma, a trepidação da câmara pode fazer com que a imagem fique tremida.

Apesar dos inconvenientes, há várias situações em que utilizar o ecrã para enquadrar é muito útil.

Close-ups. Quando capta planos fechados (close-ups) o ecrã é a opção ideal para enquadrar e focar a imagem, uma vez que a cena que vê é
Uma vez que um visor óptico
está descentrado
relativamente à objectiva,
o que vê através dele (em
cima) não corresponde à
imagem que regista (em
baixo).
precisamente igual à imagem que irá obter. Um visor óptico não permite essa visualização, porque está descentrado relativamente à objectiva.

Ângulos invulgares. Ao fotografar acima de uma multidão, ao nível do chão, ou a partir de uma esquina, uma câmara com ecrã rotativo e inclinável permite-lhe compor a imagem sem que tenha de ter o olho no visor.

Relativamente ao ecrã deve ter em conta os seguintes aspectos:
• O ecrã recebe a imagem directamente a partir do sensor, por isso a imagem resultante é vista através da objectiva (TTL). A maioria mostra a imagem na
O visor da Leica tem linhas
que indicam a cobertura
de objectivas de
24 mm e 35 mm.
íntegra.
• Os ecrãs normalmente permitem-lhe verificar de a imagem ficará sub ou sobreexposta. Assim pode usar o flash ou ajustar a exposição para conseguir melhores resultados.
• Os ecrãs rotativos e inclináveis (de ângulo variável) permitem-lhe fotografar a partir de ângulos diferentes.
• O tamanho e a resolução do ecrã são importantes não só para avaliar as imagens, como também para as partilhar com outros.
• Uma visualização mais ampla permite-lhe ver as
Colocar uma protecção ocular
sobre o visor bloqueia a
entrada da luz quando utiliza
o temporizador ou um
controlo remoto - assim
não afecta a exposição.
suas fotos com um grupo de amigos.
• Uma protecção transparente mantém o seu ecrã livre de riscos. São baratas e fáceis de colocar.
• Algumas câmaras podem ser ligadas ao televisor enquanto fotografa, por isso poderá ver tudo num ecrã muito maior.
• Uma superfície anti-reflexos, combinada com os ajustes de brilho do ecrã, permite-lhe ler os menus e visualizar as imagens mesmo debaixo de sol forte, quando muitos ecrãs praticamente se transformam em espelhos.

Visores


Os visores electrónicos são
pequenos ecrãs planos
colocados dentro do visor.
Imagem cortesia da Zight.
Os visores oculares são a solução ideal para seguir objectos em rápido movimento para conseguir captar o momento decisivo. Uma das vantagens de alguns, mas não todos, é que não consomem bateria, por isso ela dura mais. Por outro lado, a maioria dos visores são conjugados com a objectiva zoom e mostram a mesma área que será registada na imagem final. Há três tipos de visores e muitos fotógrafos consideram o visor telemétrico o melhor, seguido do tipo de visor utilizado nas reflex.
Algumas câmaras de
apontar-e-disparar não
têm visor, por isso tem
de enquadrar as imagens
no ecrã.

• Os visores utilizados nas reflex digitais permitem visualizar a imagem através da objectiva (TTL). Um espelho reflecte a luz proveniente da objectiva para um prisma que a direcciona para o visor ocular. Quando tira uma fotografia o espelho levanta e o obturador abre, para que a luz atinja o sensor, criando a imagem. Com este tipo de visores aquilo que o fotógrafo vê corresponde ao que a objectiva “vê” e, por isso, ao que ficará registado. Algumas câmaras têm ecrãs de focagem intermutáveis para que possa adaptá-las às suas preferências. Por exemplo, para a fotografia de arquitectura ou de produto pode ser útil ter uma grelha com linhas no visor para manter as coisas alinhadas. Algumas câmaras também permitem adicionar essa grelha digitalmente, através dos parâmetros da câmara.

• Os visores ópticos das câmaras de apontar-e-disparar e das telemétricas mostram a cena numa janela separada, ligeiramente descentrada relativamente à objectiva. Essa visualização não representa problema nenhum, excepto na fotografia de close-up onde o chamado erro de paralaxe gera uma visualização ligeiramente diferente da que a objectiva “vê”, por isso, um assunto que apareça centrado no visor não ficará centrado na imagem final. Os visores letemétricos, como os da Leica, têm uma área mais luminosa que enquadra a área da cena que será captada por objectivas de diferentes distâncias focais.

É possível que veja sempre mais que o que a objectiva vai captar, por isso pode fazer ajustes precisos no enquadramento e antecipar os desvios no fotograma.

• Os visores electrónicos utilizam um pequeno ecrã LCD incorporado no visor, que apresenta o mesmo tipo de visualização TTL (através da objectiva) registada pelo sensor de imagem. Muitas destas câmaras permitem-lhe escolher entre o ecrã e o visor, e ambos mostram exactamente a mesma cena e a mesma informação. Uma vez que estes visores são electrónicos é possível ver os menus e alterar os parâmetros sem tirar a câmara do olho. Isto é extremamente útil em dias muito luminosos, em que a leitura do ecrã é dificultada pelo brilho. Estes visores também são óptimos para quem usa óculos, uma vez que têm um controlo de ajuste de dioptrias para o ajudar a focar os menus e as imagens, mesmo sem óculos. As maiores lacunas destes visores são a sua taxa de refrescamento e a resolução. Uma taxa de refrescamento lenta significa que quando move a câmara visualização no ecrã da cena para onde está a apontar a câmara é retardada. Ao fazer panning, o ecrã parece saltar entre fotogramas. Em algumas câmaras o refrescamento é interrompido quando o obturador é premido até meio para fixar o foco, por isso a imagem que capta pode ser diferente da imagem que viu. A baixa resolução destes visores tornam difícil ter uma noção exacta daquilo que está a fotografar. Não é possível ver os pequenos detalhes, as cores e os tons como eles são realmente.

Relativamente ao visor, estes são alguns aspectos que deverá considerar:

• Com a excepção dos visores telemétricos em que é possível ver uma área maior que a que será captada, a maioria dos visores mostram apenas 95% da cena.

• As protecções oculares são necessárias nas reflex, para impedir que a luz entre pelo visor quando utiliza o temporizador ou um controlo remoto e não está a bloquear a luz ao olhar pelo visor.

• Os visores das câmaras de apontar-e-disparar não mostram informações importantes como os parâmetros de focagem e exposição.

• As câmaras com objectivas fixas e visores electrónicos diferem das reflex na medida em que não utilizam um espelho móvel para direccionar a luz para o visor.

• Algumas câmaras podem ser conectadas ao televisor enquanto fotografa, permitindo partilhá-las com outras pessoas à medida que as vai captando. Isto facilita a interacção entre um grupo que esteja a acompanhar as suas sessões fotográficas.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Discos Rígidos

O Hard Disk, ou simplesmente Disco Rígido, é um sistema de armazenamento de alta capacidade, que por não ser volátil, é destinado ao armazenamento de arquivos e programas. Apesar de não parecer à primeira vista, o HD é um dos componentes que compõe um PC, que envolve mais tecnologia. Neste capítulo, vamos examinar o funcionamento dos discos rígidos, tanto a nível físico, quanto a nível lógico.

Sem dúvida, o disco rígido foi um dos componentes que mais evoluiu na história da computação. O primeiro disco rígido foi construído pela IBM em 1957, e era formado por um conjunto de nada menos que 50 discos de 24 polegadas de diâmetro, com uma capacidade total de 5 Megabytes, algo espantoso para a época. Comparado com os discos atuais, este pioneiro custava uma verdadeira fortuna: 35 mil dólares. Porém, apesar de inicialmente, extremamente caros, os discos rígidos foram tornando-se populares nos sistemas corporativos, pois forneciam um meio rápido de armazenamento de dados.

Este primeiro disco rígido, foi chamado de RAMAC 350 e, posteriormente apelidado de Winchester, termo muito usado ainda hoje para designar HDs de qualquer espécie.

Winchester era um modelo de espingarda de dois canos, na época muito popular nos EUA. Alguém então relacionou isso com o fato do RAMAC ser composto por vários discos, surgindo o apelido.

Com o passar do tempo, os discos foram crescendo em capacidade, diminuindo em tamanho, ganhando em confiabilidade e tornando-se mais baratos. Os primeiros discos rígidos usados em computadores pessoais, no início da década de 80, eram compostos por discos de 5.25 polegadas de diâmetro, possuíam capacidades entre 5 e 20 MB e custavam a partir de 1500 dólares, enquanto que cerca de 20 anos depois, era possível encontrar discos de 13 GB ou mais, por menos de 150 dólares.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Nós e amarras XLIX

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

Existem muitos nós, cada um com a sua utilidade diferente. Vamos aqui abordar alguns deles que podemos classificar do seguinte modo:
 
Estacas e espeques
 
 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sylvia hortensis, Toutinegra-real

Taxonomia
Aves, Passeriformes, Sylviidae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante.

Classificação
QUASE AMEAÇADO - NT*  (D1)
Fundamentação: Espécie com população reduzida (admite-se que pode ser inferior a 1.000 indivíduos maturos). Na adaptação à escala regional desceu uma categoria, por se admitir que a população em Portugal poderá ser alvo de imigração significativa das regiões vizinhas e por não ser de esperar que essa imigração possa vir a diminuir.

Distribuição
Durante a época de reprodução distribui-se pelo Sul da Europa, Noroeste de África, Ásia Menor, Transcaucásia e Ásia Central (Hagemeijer & Blair 1997).

Em Portugal é uma espécie distribuída por todo o continente, mas com densidades populacionais bastante baixas.

População
No Continente, no decorrer dos trabalhos do Novo Atlas, a espécie foi detectada em 83 quadrículas 10x10 km (ICN dados não publicados). Assumindo uma variação de densidade populacional de 3 a 30 casais por quadrícula, a população estará compreendida entre 250 e 2.500 indivíduos maturos.

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Depauperada embora ainda provisoriamente, tendo apresentado um declínio histórico acentuado (BirdLife International 2004).

Esta espécie em Espanha está classificada como Pouco Preocupante (LC) (Madroño et al. 2004), o que leva a admitir um risco de extinção em Portugal mais reduzido, tendo-se descido uma categoria na adaptação regional.

Habitat
Ocorre numa grande variedade de habitats florestais relativamente abertos, tais como montados de sobro Quercus suber e azinho Quercus rotundifolia e olivais. Geralmente o coberto arbustivo nas áreas de ocorrência é reduzido ou inexistente (Rufino 1989, Tucker & Heath 1994).

Factores de Ameaça
Não são bem conhecidos os factores de ameaça à espécie. A preferência por um sob-coberto limpo sugere que o abandono agrícola dos montados e olivais poderá constituir uma causa de declínio populacional.

Medidas de Conservação
Manutenção dos montados com sob-coberto de pastagens.

in Livro Vermelho dos Vertebrados


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Maruzen Ingram M11 Full set (w/ Silencer & Hand Strap)


Marca: Maruzen
Código do Produto: MRZ-114126
Hop-Up: Fixo
Peso: 1,212 kgs
Capacidade: 48 bb's
Potência: 300 fps
Fonte de Energia: HFC, Green Gas
Blowback: Sim
Modo de Tiro: semi-automático, automático

Uma pistola metralhadora com selector de tiro semi-automático/automático alimentada por carregadores de 48 munições, pode não oferecer o mais tremendo poder de fogo, mas continua a ser melhor do que uma pistola normal.

Uma arma em polímero, é muito compacta e leve oferecendo o pacote de uma pistola com a opção de fogo automático de uma SMG tendo um ROF de 20BB's/segundo. Oferece também um ferrolho realístico que dispara da posição aberta o que pode ser problemático se não a mantiver limpa, mas por outro lado apreciará uma acção muito próxima do real. 

Agora vem com um carregador prolongado, uma alça de mão e um silenciador apenas para a fazer parecer mais terrível!

Uma arma com selecção de tiro a gás gas blow back por este preço é mais do que um bom negócio, é uma oportunidade única de adicionar uma SMG GBB à sua colecção sem ir à falência. 

Existem por aí SMG's GBB superiores, mas requerem um maior esforço financeiro, esta é uma excelente opção para aqueles que desejam experimentar em primeira mão uma pistola metralhadora, mantendo-se dentro de um orçamento razoável. Além disso, apesar do seu baixo preço, é uma robusta arma em polímero assim ela irá continuar a funcionar enquanto fizer por isso.

in


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Controlos da Câmara

A Kodak Easyshare possui um ecrã táctil onde
se podem fazer selecções nos menus com um
estilete.
Existem duas maneiras de mudar os parâmetros numa câmara – usando os comandos do menu ou uma combinação de botões. Os comandos do menu são normalmente mais lentos e podem ser de difícil leitura no caso de a luz ambiente ser tão forte que impossibilita a visualização do monitor. Os botões são mais rápidos, porque pode familiarizar-se com eles o suficiente para usá-los sem olhar para eles, mas no princípio, as suas funções são difíceis de decorar.
 
A maioria das câmaras usa ambos os métodos, colocando o controlo das funções mais utilizadas nos botões, e as menos usadas nos menus. Uma recente adição à família dos botões/discos selectores, é um botão ou disco de direcção. Ao pressionar qualquer um dos pontos, ou em alguns casos rodando o disco, move a selecção de um menu para cima, para baixo ou para os lados, ou visualiza as imagens em modo de reprodução. Um botão ou joystick no centro deste “botão” actua como a tecla Enter de um computador, activando os comandos.
 
Em muitas câmaras, os ícones indicativos dos parâmetros em curso são mostrados num painel LCD separado. Alguns modelos recentes abdicam deste segundo ecrã e exibem os ícones no monitor.
 
Muitas câmaras possuem
um painel LCD que exibe
os parâmetros e um
monitor LCD que mostra
as imagens e menus.
Ao alterar os parâmetros, é por vezes fácil esquecer aquilo que fez, ou é moroso repor os valores originais de uma só vez. Por esta razão, algumas câmaras têm um botão ou comando no menu que lhe permite regular a câmara para os parâmetros originais de fábrica.
 
Os botões ou discos selectores variam de câmara para câmara, mas aqui são mencionados aqueles que são mais ou menos comuns em todas as câmaras, à excepção dos modelos de apontar-e-disparar mais simples. Em alguns casos, o mesmo botão executa funções diferentes nos modos de disparo e de reprodução de imagens.
 
• As alavancas ou botões de zoom permitem ajustar a distância focal da objectiva. (Em câmaras reflex ajusta-se a distância focal rodando o anel de zoom).
• O botão do obturador estabelece a exposição e o foco quando é pressionado até meio, e tira a fotografia quando é pressionado até ao fim.
• O botão de modo de disparo contínuo/temporizador leva a câmara a captar sequências de imagens umas atrás das outras, ou acciona o temporizador.
Algumas câmaras mostram os
parâmetros no monitor quando
são usados os botões ou
discos selectores.
• O disco selector de modo selecciona vários modos de cena, tais como Automático ou Programa. A mesma alavanca ou botão alterna entre modos de disparo e de reprodução de imagens.
• O botão ou alavanca ON/OFF liga e desliga a câmara.
• O botão do flash selecciona os modos de flash.
• O botão de macro liga e desliga o modo macro.
• O botão MENU mostra ou apaga o menu.
• O botão Imprimir/Partilhar permite-lhe imprimir ou transferir imagens, quando a câmara está ligada a uma impressora ou a um computador.

• O botão Apagar ou Eliminar elimina a imagem seleccionada no modo de reprodução.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

No-Breaks e Estabilizadores

Picos de tensão, piscadas, blecautes, etc. Infelizmente o sistema eléctrico brasileiro, assim como o de vários outros países está muito longe se ser seguro ou estável.

Você está trabalhando no micro e de repente as luzes piscam, o seu computador reinicia e você perde tudo o que estava fazendo. O pior de tudo é que um sistema elétrico instável coloca em risco o hardware. Quem mais sofre é o HD, que com o tempo começa a apresentar vários sectores defeituosos, seguido pelas memórias e a placa mãe, que também podem danificar-se com facilidade.

Também são comuns os casos de fontes queimadas e, em casos mais extremos, (principalmente em cidades do interior) até mesmo perda total dos computadores, literalmente torrados devido a algum raio que caiu nas proximidades. Existem dois acessórios destinados a proteger o aparelho desse tipo de desastre, os estabilizadores e no-breaks.

Estabilizadores
Os estabilizadores teoricamente serviriam para amenizar picos de tensão, como os provocados por raios, protegendo o equipamento, mas de qualquer forma não oferecendo nenhuma protecção contra perda de dados ou resets quando a luz piscar. O grande problema é que os estabilizadores baratos, que costumamos ver à venda por 30 ou 40 reais não servem para absolutamente nada.

Se ler os termos de garantia desse tipo de aparelho, verá que em muitos casos não existe garantia contra raios. Sem comentários...

Um bom estabilizador (geralmente custa a partir de 100 reais) pode oferecer protecção contra raios, mas apenas caso seja ligado a um fio terra, caso contrário também será um gasto inútil. Uma forma de tentar diferenciar os estabilizadores é pelo peso, os estabilizadores muito leves ou muito baratos invariavelmente são ruins, pois são cortados vários componentes essenciais.
Fio-terra
A instalação de um fio terra é relativamente simples e barata. Compre uma barra de cobre de 2,5 metros, encontrada em casas de materiais elétricos e a crave completamente no solo. Para facilitar, comece fazendo um buraco pequeno usando a própria barra. Retire-a do solo, jogue água no buraco feito, crave-a mais um pouco, retire, jogue mais água, até conseguir cravá-la por completo. Se achar muito trabalhoso, chame um eletricista.

Terminado, puxe um fio até a tomada onde o computador será ligado. Use um fio rígido espessura 4 ou 6. Antes de instalá-lo, faça um teste usando uma lâmpada de 100 W. Ligue o positivo da lâmpada no positivo da tomada, ligando o negativo no fio-terra. Se a lâmpada acender normalmente, então o terra está bem instalado.

Arrume uma tomada trifásica, das com três conectores e ligue o terra no terceiro polo da tomada (o redondo que muita gente arranca do cabo do computador a fim de encaixa-lo numa tomada comum), justamente o terra. 

Pronto, o seu computador está protegido.

O fio-terra pode ser utilizado mesmo caso você não tenha um no-break ou estabilizador. Ele oferecerá protecção mesmo caso você ligue o computador directamente na tomada aterrada.
No-Breaks
Os no-breaks, são de longe os ideais para proteger o seu computador, já que como vimos, a maioria dos estabilizadores não oferecem lá grande proteção. A grande vantagem de usar um no-break é ter garantia de um fornecimento contínuo de electricidade. Mesmo que a luz pisque ou o fornecimento seja cortado, você poderá continuar trabalhando até que as baterias do no-break se esgotem, tendo tempo para gravar os seus documentos e desligar tranquilamente o computador. Se a luz voltar dentro de uns 5 ou 10 minutos, então beleza, você nem precisará parar o trabalho...

Existem dois tipos de no-breaks, os on-line e os off-line.

Os primeiros, os on-line, são melhores, pois neles a bateria é alimentada continuamente e o computador é alimentado directamente pela bateria, tendo um fornecimento 100 % estável. Um no-break online cumpre também a tarefa de qualquer bom estabilizador, que é manter um fornecimento completamente estável.

Nos no-breaks off-line a energia da toma é repassada diretamente para o computador, sendo a bateria usada apenas quando a corrente é cortada, não oferecendo uma proteção tão completa quanto o primeiro.

Para diferenciar os dois tipos, basta observar as luzes. Um no-break geralmente vem com duas luzes, "rede" (ou "bi-pass") e "Battery". A primeira indica que a energia da tomada está sendo repassada para o computador (off-line) enquanto a segunda indica que está sendo usada a bateria (online).

Se a luz de rede ficar acesa continuamente, apagando-se apenas quando a energia da tomada for cortada, então você tem em mãos um no-break off-line.
Autonomia
Em geral o no-break começa a bipar quando a energia é cortada. Conforme a bateria for ficando fraca os bips vão se tornando cada vez mais frequentes, indicando que você deve começar a desligar o computador. Se você ignorar a advertência, ele continuará bipando até que as baterias se esgotem completamente.

A autonomia das baterias varia de acordo com a capacidade das baterias (medida em VAs) e o consumo elétrico do seu computador (e do que mais você ligar na saída do no-break).

Geralmente o considerado ideal é uma autonomia de 15 minutos, o que em geral será suficiente para terminar algo mais urgente e gravar tudo antes de desligar o computador. Mas, você poderá optar por um modelo de maior autonomia caso ache que vale à pena. Existe no mercado no-breaks com autonomia para mais de uma hora, vai do que você pretende gastar...
 
Caso você tenha um computador médio, algo como um Celeron com 64 de RAM, HD, CD-ROM, modem, monitor de 15 e uma impressora jacto de tinta, um no-break de 600 VA durará de 15 a 18 minutos.

Um de 650 VA, que é a capacidade mais comum, durará até 20 minutos.

Caso no mesmo computador você deseje uma autonomia de 30 minutos, então pense um no-break de pelo menos 1 KVA, se a sua ideia é uma autonomia de uma hora, então o mínimo sobe para um no-break de 2 KVA (esses são bem caros).

Se por outro lado, você tiver um computador mais parrudo, como por exemplo um Athlon de 800 MHz, com placa 3D, dois HDs, CD e Gravador de CD, 128 MB de RAM, ZIP drive e monitor de 17, então um no-break acima de 1 KVA será o mais indicado, pois um modelo de 650 VA poderá manter o computadorligado por menos de 10 minutos.

Existem no mercado alguns modelos de baixa autonomia, de apenas 250 ou 300 VA, cujas baterias duram por volta de 5 minutos. Eu particularmente não recomendo a compra de no-breaks abaixo de 600 VA, pois a diferença de preço é muito pequena.

Muitos modelos possuem uma saída para baterias externas, que permitem aumentar a autonomia do aparelho, geralmente é usada uma bateria de carro. Consulte as especificações do aparelho sobre esse recurso.

Um link útil é o http://www.exide.com.br/port/sg/index.htm. Especificando a configuração do seu computador e quantos minutos de autonomia deseja, ele lhe retornará qual a potência, em VA, que o seu no-break deve ter. Como qualquer vendedor, eles também indicarão um produto deles, mas aí já é com você. Outro site na mesma linha é o http://www.tripplite.com/sizing/ , este último em inglês.

Muitos no-breaks vem com interfaces inteligentes. Nestes casos, ligando o no-break a uma das saídas de série do computador e instalando o software que o acompanha, poderá programar o programa para que desligue o computador automaticamente caso a energia seja cortada, grave documentos, etc. Este é um recurso útil apenas caso você costume deixar o computador ligado sozinho ou no caso de um servidor.
Caixa
Além da fonte de alimentação, a própria caixa merece uma certa atenção na hora da compra.

O problema principal neste caso, diz respeito à capacidade de ventilação. Os componentes que temos actualmente, em especial o processador e a placa de vídeo, geram muito calor. O cooler instalado sobre o processador apenas dissipa o ar quente gerado por ele, ar que se espalha dentro da caixa e acaba por aquecer os demais componentes e o próprio processador. É aí que entra a capacidade da caixa em retirar o ar quente de dentro da caixa e fazer ar frio entrar.

Quanto maior for esta capacidade, mais baixa será a temperatura de funcionamento do seu processador, placa de vídeo, disco rígido, etc. e maior será a vida útil destes componentes. Outro ponto chave é o aumento da estabilidade do computador, que está ligada diretamente à temperatura. Quanto
mais baixa a temperatura, melhor.

Uma caixa com uma boa ventilação também ajudará muito se você resolver fazer um overclock no processador ou na placa de vídeo. Mais adiante, no capítulo sobre overclock, ensino alguns improvisos que podem ser feitos para melhorar a ventilação dentro da caixa, mas, de qualquer maneira, comprar uma caixa com tudo já pronto é bem mas prático.

Procure por caixas com vários exaustores. As caixas tradicionais, que contam apenas com o exaustor da fonte fazem um péssimo trabalho neste sentido. Elas podem servi-lo bem caso opte por montar um computador simples, mas vão complicar a sua vida caso se decida por algo mais parrudo ou queira fazer um overclock.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Nós e amarras XLVIII

Todo o escuteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.
  • Simplicidade em ser feito
  • Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
  • Facilidade em ser desatado
A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto. Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

Existem muitos nós, cada um com a sua utilidade diferente. Vamos aqui abordar alguns deles que podemos classificar do seguinte modo:
 
 
 Estacas e espeques
 
 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tachymarptis melba, Andorinhão-real

Taxonomia
Aves, Apodiformes, Apodidae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante.

Classificação
QUASE AMEAÇADO - NT* (D1)
Fundamentação: Espécie com população invernante reduzida, admitindo-se que possa ser inferior a 1.000 indivíduos maturos. Na adaptação à escala regional desceu uma categoria, por se admitir que a população em Portugal poderá ser alvo de imigração significativa e não ser de esperar que a imigração das regiões vizinhas possa vir a diminuir.

Distribuição
Distribui-se como reprodutora desde a península Ibérica e restantes países mediterrâneos até à Ásia Menor, Paquistão, Índia, e Sri Lanka, havendo ainda populações isoladas na Península Arábica, Este e Sul de África e Madagáscar (del Hoyo et al. 1999). As zonas de invernada situam-se no Este e no Oeste da África Equatorial (del Hoyo et al. 1999).

A sua distribuição no período de nidificação está condicionada pela disponibilidade de escarpas rochosas de grande dimensão, de qualquer tipo, onde nidifica (del Hoyo et al. 1999). Em  Portugal, encontra-se apenas em áreas onde este tipo de habitat ocorre, nomeadamente na costa rochosa do Algarve, Alentejo e Estremadura, nas zonas alcantiladas do rio Douro (principalmente na região do Douro Internacional) e, pontualmente, em escarpas serranas no centro do país (Rufino 1989; ICN, dados não publicados). Está ausente de zonas com habitat aparentemente favorável como o Parque Nacional do Gerês e o Parque Natural da Serra da Estrela.

População
Em Portugal, a informação sobre a abundância é muito escassa. No período de 1978-84, Rufino (1989) estimou grosseiramente que a população deveria situar-se entre 100 a 1.000 casais.

Apesar da clara falta de dados populacionais fiáveis, observou-se na última década o abandono de alguns locais tradicionais de cria (e.g. Tejo Internacional) e uma redução do número de efectivos em algumas colónias (e.g. Vale do Poio – serra de Sicó) (C Pacheco, com. pess.) pelo que se infere que a população se encontra em declínio. Na vizinha Espanha, a população encontra-se aparentemente estável (Gámez 2003).

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, o andorinhão-real é considerado Não Ameaçada (BirdLife International 2004). Esta espécie em Espanha está classificada como Pouco Preocupante (LC) (Madroño et al. 2004), o que leva a admitir um risco de extinção em Portugal mais reduzido,  tendo-se descido uma categoria na adaptação regional.

Habitat
Nidifica em escarpas rochosas de grande dimensão ou em estruturas humanas apropriadas, cuja disponibilidade condiciona genericamente a sua distribuição no país (Rufino 1989). Ocorre principalmente abaixo dos 1.700 metros (Carmona 2003). Na costa rochosa do Algarve, Alentejo e Estremadura, nidifica em falésias costeiras de arenito, xisto e calcário, enquanto que nas zonas alcantiladas do rio Douro as escarpas são graníticas. Nas regiões serranas onde se conhecem colónias actualmente (serras dos Candeeiros e Sicó) nidifica em maciços calcários e as construções humanas onde está referenciada nidificação no nosso país são a ponte romana internacional sobre o rio Erges, junto à povoação de Segura (C Pacheco, com. pess.) e uma ponte rodoviária sobre o rio Douro próximo de Sobreda (V Encarnação, com. pess.). As aves alimentam-se em diversos tipo de habitats, geralmente a grande altitude e por vezes a grande distância dos locais de nidificação. Contudo, é frequente observar as aves a caçar a baixa altitude sobre arrozais na região Algarvia e no Baixo Alentejo (JM Pereira & C Pacheco, com. pess.).

Factores de Ameaça
A perturbação dos locais de nidificação por actividades humanas (e.g. escalada, pesca desportiva) pode ser localmente importante. Dado que se alimenta exclusivamente de insectos alados, por vezes sobre áreas agrícolas (arrozais), a contaminação com pesticidas é um problema que pode ser potencialmente relevante para a espécie. Em algumas áreas (Algarve e Alentejo) é possível que haja predação de ovos e crias por outras aves (e.g. gralha-de-nuca-cinzenta Corvus monedula), embora se desconheça se o seu eventual impacto é significativo.

Medidas de Conservação
Será necessário aprofundar o conhecimento sobre a dimensão do efectivo populacional e sua tendência, bem como investigar eventuais ameaças às populações. A adopção de medidas que visem uma redução do uso de pesticidas e de produtos fito-sanitários na agricultura deverão ter um impacto positivo sobre a espécie. Condicionar as actividades humanas potencialmente perturbadoras junto das áreas de nidificação contribuirá para que se minimize o risco de insucesso reprodutor.

in Livro Vermelho dos Vertebrados