sábado, 12 de abril de 2008

O valor real da inflação

Todos nós temos visto os responsáveis políticos do nosso país afirmarem que a taxa de inflação em 2008 será de 2,1%.

No entanto todos nós que fazemos compras vemos os preços dispararem continuamente, por exemplo no inicio do ano um pão de forma de 550grs da marca 'E' custava 0,59€ num hipermercado Modelo, neste momento custa 0,76€, ou seja sofreu um aumento de 28,8% e ainda só terminaram 3 dos 12 meses do ano...

Hoje deparei-me com um exemplo ainda mais dispare, ao preparar o meu jantar apercebi-me que não possuía em casa o vinho branco necessário para a sua confecção, com um hipermercado Modelo a algumas centenas de metros a solução era óbvia...

Uma vista de olhos aos meus registos informáticos deu-me a saber que o último pacote de fim adquirido para esse fim em Janeiro ou Fevereiro de 2008, custara-me nesse local 0,54€, de imediato coloquei no bolso 0,60€ em moedas, mas quando já me dirigia à porta o bom senso fez-me recuar e colocar mais uma moeda de 0,50€ no bolso...
 
Ao chegar à prateleira dos vinhos no hipermercado descobri que fora realmente uma medida de bom senso trazer mais uma moeda, o produto em causa sofrera no espaço de 2 ou 3 meses um aumento de 37%, passando a custar 0,74€!!! 
Em apenas dois produtos temos uma inflação de quase 30% num dos casos e de quase 40% no outro! Será que vivo num país diferente daquele em que os nossos responsáveis políticos fazem os estudos para determinar os níveis de inflação?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Fundamentos Ambientais III

Em dois locais, crosta superficial de solo, formada a partir da 
reacomodação de partículas sólidas, impermeabiliza o solo.

Com o desenvolvimento da flora (espécies de plantas), também se desenvolveu a fauna (espécies de animais) associada a ela; por exemplo, a embaúba e o bicho preguiça no Brasil, o eucalipto e o coala na Austrália, o bambu e o urso panda na China. Nesses ambientes-clímax, encontramos solo permeável, lençol freático recarregado com água das chuvas, nascentes, cobertura vegetal permanente (de plantas vivas e seus resíduos – serapilheira ou cobertura morta, e com actividade de suas raízes), cadeia alimentar (plantas, animais herbívoros, carnívoros, omnívoros, humanos e decompositores), biodiversidade (diversidade de seres vivos), redução das oscilações diárias de temperatura (mínimas e máximas), estabilização da humidade relativa do ar em níveis mais elevados (pela estrutura vaporizadora das plantas, em especial das árvores que não perdem folhas na época seca), ciclo longo da água (chove – infiltra – transpira – chove – infiltra - transpira...). Estas são condições favoráveis inclusive para a vida humana - ou você prefere viver num deserto seco e quente, a 50ºC e com 5% de humidade relativa do ar? A maior parte dos desertos no mundo foi criada pela actividade do ser humano, no decorrer dos últimos 10.000 anos. Os únicos desertos naturais são o da Ásia Central, o do sudoeste da África (África do Sul) e o do sudoeste da América do Sul (Chile e Peru). O Saara, os desertos norteamericanos, os da Austrália e do Oriente Médio foram todos criados pelo ser humano, iniciando pela destruição da cobertura vegetal permanente (corte de árvores para fazer, por exemplo, barcos e navios) e pelo uso do fogo, muito fogo. No Brasil não havia nenhum deserto. Estão aparecendo e crescendo. As dunas que avançam são um tipo de deserto. Paradoxalmente, são até ponto turístico.

A prática dos cortes da vegetação nativa, que envolve a eliminação da cobertura permanente (florestas, cerrados) e a queima dos restos, utilizada para “desenvolver” economicamente uma região, deixa o solo exposto à acção das chuvas e do sol tropical, prejudicando o equilíbrio delicado que foi alcançado ao longo do tempo de vida da Terra. Essas actividades levam à formação de uma crosta no solo, compactada, que não permite a recarga do lençol freático e facilita a erosão, e por fim levam o solo a apresentar as mesmas características da rocha e do piso cimentado, num fenómeno chamado de REGRESSÃO ECOLÓGICA: transformação de um ambiente hospitaleiro em inóspito e árido para a vida.

Essa ocorrência pode dar-se ao nosso redor ou em nossa casa, como o escorrimento de água de chuva do canteiro de flores, porque a terra está muito dura e encrostada, semelhante a um piso cimentado. Você pode começar a deixar folhas, galhos e restos de capim cobrindo o solo, para protegê-lo.

É preciso encontrar o manejo equilibrado - o caminho do meio - entre o ambiente natural primário (rochas e similares) e o clímax (até florestas), para manter os serviços ambientais essenciais à vida, e assim podermos conduzir os ambientes agrícolas e urbanos de maneira sustentável.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A educação para a democracia e a participação

O método escutista é um modelo de educação para a democracia, para a participação e para a cidadania activa que se adapta aos diferentes grupos etários e níveis de organização. Isto contribui para se atingir o principal objectivo do escutismo, a saber participar no desenvolvimento de cidadãos activos, felizes e úteis. 
 
Um dos principais desafios que os educadores escutistas devem salientar é velar para que os jovens e os grupos com quem actuam sejam considerados como os actores “políticos” na sua própria realidade quotidiana. Por outras palavras, os jovens devem contribuir através de acções concretas na tomada de consciência dos seus direitos e responsabilidades no seio da sociedade. 
Isto pode-se fazer, por exemplo, utilizando-se uma aproximação ao projecto que compreende: uma análise critica das situações nas quais os jovens se implicam na sua vida quotidiana; uma planificação das soluções possíveis para os problemas identificados, com a colaboração da unidade e doutros actores presentes nesse espaço ( outras ONG’s, instituições, etc.); uma participação pessoal no desenvolvimento das actividades planificadas destinadas a resolver os problemas identificados. Para diferentes estádios de desenvolvimento pessoal e diferentes grupos etários, diferentes tipos de actividades concretas serão encontradas: para os Lobitos, traduz-se em jogos de descoberta da sua cidade ou aldeia; para os Exploradores e Pioneiros trata-se de se lhes oferecer um horizonte extenso e mais oportunidades de discussão e de participação nos processos de decisão. Para os Caminheiros, torna-se necessário estimular empenhos mais pessoais, mais maduros e mais importantes na vida da comunidade.
Eis alguns exemplos:

no seio do movimento:
  • o sistema de patrulhas
  • as relações jovem / adulto
  • os processos de decisão ao nível nacional, regional e local
  • as estruturas internacionais
fora do movimento:
  • a participação dos escuteiros na sector da juventude da sociedade civil
  • o serviço à comunidade
  • as parcerias com associações e ONG’s para o desenvolvimento de projectos especiais
  • as relações institucionais
 

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Glossário de Airsoft (de S a T)

HFC Walther P99
SAS - Special Air Service
Tropa especial inglesa.

SD - Schall Daempfer
Sigla alemã para "Sound Suppressor" supressor de som. Designação usada largamente pela marca HK que fez várias variantes da MP5 conhecidos por MP5-SD.

SeAL - Sea, Air and Land
Força de elite da Marinha dos Estados Unidos, os Navy SeALs. É uma força habilitada a combater em qualquer tipo de terreno sendo, por razões óbvias, uma especialista em operações anfíbias clandestinas ou de baixo perfil.

Sig - Schweitzerische Industrie Gesellschaft
Palavra alemã para "Swiss Industrial Corporation". Fabricante de armas reais.

SMG - Sub Machine Gun
Tipo de arma. São armas mais pequenas que embora tendo um poder de fogo menor tem mais cadência de tiro. São indicadas para CQB.

SPAS - Special Purpose Automatic Shotgun
Designação dada a um tipo de caçadeiras. Caracterizam-se por serem automáticas, são usadas a nível militar e policial em todo o mundo.

Spetznaz - Russian Special Forces
Força de elite russa. Designação usada também numa variante da famosa AK47, mais curto que a original.

Steyr - Steyr Mannlicher
Fabricante austríaco de armas reais. São responsáveis por armas como a AUG.

Stock
Parte traseira da arma também chamada de culatra.

TM - Tokyo Marui
Fabricante de réplicas de airsoft. E o maior fabricante de AEG.
www.tokyo-marui.co.jp

Tracer
Tipo de BB florescente que brilha no escuro.
Este tipo de BB's deixa um rasto depois de disparado, algo semelhantes às tracejantes usadas na realidade.
Para activar a fluorescência da BB é usada uma unidade de tracer no fim do cano que contém lá dentro uma fonte de luz forte, ao passar pela unidade a BB fica florescente durante todo o trajecto desde o muzzle até ao alvo.
Cyma P.799A

domingo, 6 de abril de 2008

Os botes baleeiros

Durante os anos que vivi na ilha do Pico, os botes baleeiros eram uma presença constante e incontornável, principalmente num concelho onde a caça ao cachalote desempenhou um papel de relevo até 1986. 
Bote baleeiro
Bote baleeiro é um tipo de pequenas embarcações, com propulsão mista a remo e à vela, muito rápidas, ligeiras e manobráveis, que foram utilizados na caça à baleia a partir de navios-mãe (como os baleeiros da Nova Inglaterra) ou a partir de estações costeiras (como foi comum nos Açores até 1986). Embora abusivamente, o nome estendeu-se às baleeiras, nome comum porque são conhecidas as embarcações de emergências utilizadas para evacuar um navio em perigo.
 
Características
Devido à necessidade de velocidade e manobrabilidade, os botes baleeiros eram construídos com madeiras leves e tinham um perfil afilado por forma a obter um bom desempenho hidrodinâmico. Em geral sentavam de 6 a 8 remadores e eram governados fazendo uso de uma esparrela que era empunhado pelo mestre à popa. O trancador, ou arpoador, ia à proa, de onde arremessava um longo arpão em ferro, com barbilha, encavado num cabo feito numa madeira pesada.


sábado, 5 de abril de 2008

Viver nos arrozais

É usual e habitual quando nos dedicamos à leitura, percorrermos as obras de escritores de renome, muitos deles a nível internacional.
Esquecemos-nos que existem escritores que à nossa porta escrevem obras que muitas das vezes não chegam aos escaparates por razões financeiras e/ou comerciais.
 
À uns anos atrás, ao passar numa tabacaria da zona, deparei-me com uma obra cuja capa me chamou a atenção, adquiri-a apesar de a poesia não ser precisamente o meu tipo habitual de leitura. 
Tratava-se da obra 'Vida nos arrozais' da senhora Rosinda Maria Martins da Silva, uma senhora criada no Carvalhal, concelho de Grândola, filha de um capataz da companhia, que segundo ela a obrigou desde muito cedo a trabalhar nos arrozais para dar exemplo aos outros. 
Sobre a obra em si a autora na contracapa descreve-a desta forma:

Escrevi com tanto carinho
O que lhes vou transmitir
Quem ler este livrinho
Vai gostar de o possuir

Fala do passado da probreza
Fala do mal e do bem
Fala de toda a beleza
Que o lindo Carvalhal tem
 
Se eu usar outras palavras para descrever a obra estaria a desvirtuar as palavras da autora, por isso limito-me a transcrever um dos muitos poemas destas obra:

EU GOSTO DO ALENTEJO

Sigo e vou sempre em frente
Lá vou pela vala-real
Visito a linda Comporta
Depois sigo pelo sapal

Páro e olho para o Cambado
Com o andar levo um pé manco
Almoço na Carrasqueira
Venho lanchar ao Poçanco

Paro na Torre e bebo um copo
Vou jantar ao lindo Brejo
Como boa alentejana
Gosto muito do Alentejo

Vou ao Pêgo vou à Lagoa
O lindo mar me seduz
Vou em boa liberdade
Visito o Pinheiro da Cruz

Vou ver Vila Morena
Não esqueço Alcácer do Sal
Depois volto para trás
Venho dormir ao Carvalhal

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Lembrar e esquecer: desejos da memória III

A imagem como fonte de memória e si­mulacro foi muito bem ilustrada por Ridley Scott no filme Blade Runner. Inspirado no romance Do androids dream of electric sheep?, do escritor Philip K.Dick, o filme tece uma história sombria sobre o futuro da humanidade, em uma das mais belas de­monstrações de amor à vida exibida nas telas do cinema. 
A trama do filme se inicia quando o blade runner Deckard é convocado pela polícia para eliminar cinco replicantes (andróides) de última geração, praticamente idênticos aos humanos, que haviam fugido de uma colónia interplanetária. Os andróides, que eram utilizados como escravos em minas es­paciais, escondiam-se em uma Los Angeles escura e labiríntica, onde chovia sempre e se falava um dialecto que misturava o inglês ao chinês e outras línguas. 
Ao contrário dos seres humanos, os an­dróides eram privados de memória própria, por isso não eram capazes de sentir e de ser livres como os homens. As lembranças que tinham eram resultado de implantes de me­mória pertencentes a outras pessoas e tanto sua existência como sua morte eram progra­madas. 
As fotografias têm no filme uma simbolo­gia especial: serviam para legitimar as falsas lembranças dos andróides. Em uma das mais tocantes passagens do filme, a andróide Ra­chel, por quem Deckard se apaixona, mostra para ele uma antiga fotografia, onde aparece ainda menina junto com sua mãe. Rachel, que não tinha consciência de sua condição de replicante, enxerga na fotografia uma ma­neira de comprovar suas lembranças e seus laços afectivos com outros humanos. Esta imagem, completamente falsa para o espec­tador, é o único indício que Raquel possui de seu passado, vivência que, na realidade, só existe na fotografia. 
Com este filme, que definiu um novo gé­nero pra o cinema de ficção, Ridley Scott apresenta uma projecção de nossos medos actuais. Vivendo em cidades superpovoadas e violentas, em um meio ambiente destruído e sob o domínio económico de grandes corpo­rações, homens e andróides buscam um sen­tido para a existência, lutando pela preserva­ção da vida e da própria identidade. 
Em geral, da mesma forma que Rachel no filme Blade Runner, acreditamos ter certeza das diferenças entre sonho e realidade. Cos­tumamos localizar em polaridades opostas cada um destes territórios: a realidade diz respeito ao dia, à luz, à lógica e a sabedo­ria. O sonho, ao contrário é um frequenta­dor da noite, “floresce nas trevas, como es­sas raras flores nocturnas que dão margem à imaginação e ao devaneio” (Schultz, 1998). Entre esses dois aparentes opostos, no entanto, muitas vezes são abertas brechas, fis­suras por onde estes dois universos se co­municam. Neste contexto, a memória pode funcionar como um território ambíguo, onde lembranças e imaginação se misturam. 
Devemos admitir que, para estabelecer uma relação entre fotografia e memória não basta limitarmos-nos à imagem. As particularidades da génese fotográfica, o fato de constituir-se como um índice meca­nicamente elaborado, ou sua capacidade de mostrar com perfeição detalhes do mundo real, são factores que, sem dúvida, afirmam sua credibilidade. No entanto, nossa relação com as imagens fotográficas se fundamenta em nossa disposição para construir uma realidade agradável tendo como ponto de partida a reprodução fotográfica. O significado de uma imagem reside por excelência em nossos próprios desejos e mecanismos afectivos. Cabe salientar que estudos sobre percepção e memória visual merecem ser aprofundados a fim de captar a singularidade da expressão fotográfica em sua relação permanente com a subjectividade do observador.

Fundamentos Ambientais II

Você sabe qual é a infraestrutura natural que proporciona os serviços ambientais necessários para manter e promover nossa vida e a vida, a saúde e o funcionamento dos sistemas de produção agropecuários e outros, como a água para a indústria? 
Fica fácil perceber a existência da infraestrutura natural e dos serviços naturais essenciais quando se considera o AMBIENTE NATURAL PRIMÁRIO - onde só existem ROCHAS - como marco inicial e como referência inviável para a vida. As condições ambientais que ocorrem sobre os pisos cimentados são semelhantes àquelas encontradas sobre as rochas, ou seja, não oferecem condições de vida! 
A camada de ozónio, que bloqueia a radiação ultravioleta danosa à vida, se formou a partir do oxigénio produzido na fotossíntese das plantas aquáticas. 
A vida criada nos mares encontrou, logo após o estabelecimento da camada de ozónio, esse ambiente terrestre inóspito, constituído apenas por rochas. 
A água é essencial à vida. A água apareceu no tempo de formação do próprio planeta, dando origem ao oceano. Só foi possível colonizar os continentes rochosos (não tinham solo nem lençol freático), depois de a natureza DESENVOLVER solo permeável para armazenar a água das chuvas no lençol freático. 
Os primeiros seres visíveis a colonizar este ambiente primário, inóspito para a vida, após o estabelecimento da camada de ozónio, foram as algas e os fungos, formando a ASSOCIAÇÃO chamada líquen. Esses liquens, que podem ser observados em rochas e em troncos de árvores, têm coloração prateada para reflectir o máximo da radiação do sol. Dessa maneira, evita-se o aquecimento da rocha e do solo e assim se reduz a perda da água armazenada, por evaporação. Conforme o solo ia sendo formado (demora uns 500 anos para formar um metro de perfil de solo, em clima quente e húmido), mais água ia sendo armazenada, e plantas mais exigentes em água iam estabelecendo-se, numa espiral crescente de diversificação de espécies, de tamanho de plantas, como líquen, musgo, capim, ervas, arbustos, árvores, até chegar aos AMBIENTES-CLÍMAX NATURAIS, formando os diferentes ecossistemas naturais que conhecemos, como FLORESTAS, PINHAIS e SAVANAS, altamente hospitaleiros para a vida, comparado a uma paisagem só de rochas ou de areias secas ou de piso cimentado.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O esutismo e a sociedade civil

A organização mundial do movimento escutista (OMMS) é uma organização não governamental internacional (ONGI). Faz parte da sociedade civil internacional e é reconhecida enquanto tal pelas organizações intergovernamentais como a União Europeia, o Conselho da Europa e as Nações Unidas. 
A OMMS trabalha em colaboração com outras ONGI’s numa grande variedade de domínios sociais, tais como: a educação, a política da juventude, a cooperação e o desenvolvimento, a promoção da paz, etc. 
As associações escutistas nacionais são igualmente (ou deveriam ser) organizações não governamentais. Fazem parte da sociedade nacional e são reconhecidas enquanto tal pelo estado e pelas autoridades locais. Colaboram com outras ONG nos diferentes domínios sociais e são membros de diferentes plataformas representativas, como por exemplo os conselhos nacionais da juventude. 
O Movimento ajuda a sociedade civil a desenvolver-se:
  • fornecendo serviços de informação à juventude
  • propondo um educação pela democracia
  • praticando uma política de igualdade de oportunidades
  • procurando e criando parcerias com populações marginalizadas
  • ajudando os jovens a ultrapassar os obstáculos que entravam a sua mobilidade
  • lutando contra a xenofobia e o racismo
  • contribuindo activamente no desenvolvimento europeu de políticas para a juventude mais eficazes que beneficiem todos os jovens europeus e não só os dos estados membros
  • criando pontes de amizade tanto no interior como para além das suas fronteiras.
O escutismo traduz constantemente estes objectivos na prática, em todos os níveis. Ao nível europeu, como indicado na introdução, é questão considerada nas prioridades do Plano Regional e do Plano de acção. Basicamente estes objectivos estão incluídos no método escutistas propriamente dito, o que significa que nós utilizamos já ferramentas educativas eficazes que permitem aos escuteiros ter um impacto concreto e durável no desenvolvimento da sociedade civil. O desafio consiste em reconhecer e enriquecer o que existe já como ideias e projectos inovadores.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Glossário de Airsoft (de L a R)

Xinda G3 SG1
Lo-Cap / Low-Cap - carregador de baixa capacidade
Carregador de podem contém entre 50 a 100 BB's (coluna vertical), tem a grande vantagem de não ter que se dar á "rodinha" e serem muito silenciosos.

Mid-Cap - Carregador de média capacidade
Funcionam da mesma maneira do que os low-caps, normalmente contém o dobro das BB's de um low-cap.

Muzzle
O muzzle não é mais que a ponta do cano. Nas armas reais este ponto é coberto pela tapa chamas.

NBB Non Blow-Back
Mecanismo presente em algumas pistolas de airsoft. A BB é impelida para fora através de gás armazenado no interior da arma. Diferencia-se da GBB pela inexistência do movimento da corrediça, tornando-a bastante mais precisa e económica, pois gasta bastante menos gás.

PDW - Personal Defence Weapon
Arma especialmente feita para defesa pessoal em ambiente CQB, tendo exemplo disso a versão MP5-PDW ou MP7-PDW.

R22
Tipo de gás também conhecido por "green gas" ou "winter gas". Este é o gás indicado para o Inverno ou baixas temperaturas. Tem como características a sua potência podendo mesmo partir partes internas de armas.

RAS / RIS - Rail Interface System
Também conhecido por "weaver rail", consiste num rail de forma hexagonal que serve para acoplar acessórios às armas/réplicas tais como lanternas, punhos tácticos, rápida e firmemente. Existem centenas de versões adequadas aos diversos tipos de armas.

Real Cap
É mais um mag que leva no seu interior o mesmo nº de BB's que uma arma real leva no seu mag. Em média, levam apenas 30BB's.

ROF - Rate of Fire ou cadência de tiro
Unidade de medida para medir a cadência de tiro de uma arma/réplica expressa em tiros por minuto Uma réplica normal de origem tem um ROF de aproximadamente 700rpm.

RPM - Rounds Per Minute ou tiros por minuto
O número de disparos que uma arma faz por minuto.
UHC Glock 17

A alma de um computador III

Como é extremamente difícil e trabalhoso fazer com que o processador execute qualquer coisa escrevendo programas directamente em linguagem de máquina, usamos pequenos programas, como o BIOS e os drivers de dispositivos do Windows para executar as tarefas mais básicas, funcionando como intermediários, ou intérpretes, entre os demais programas e o hardware. Estes programas são chamados de software de baixo nível. Todos os demais aplicativos, como processadores de texto, folhas de cálculo, jogos, etc. rodam sobre estes programas residentes, não precisando aceder directamente ao hardware, sendo por isso chamados de software de alto nível. 
É justamente por causa desta divisão que muitas vezes um novo dispositivo, uma placa de som que acabou se ser “espetada” na placa mãe por exemplo, não funciona até que sejam instalados os drivers que vem no CD ou disquetes que acompanham a placa. O Windows é capaz de perceber a presença da nova placa, mas para usá-la, ele precisa do driver correcto. O driver funciona como uma espécie de intérprete, que converte os comandos usados pelo Windows nos comandos entendidos pela placa e vice-versa. 
O próprio Windows possui uma grande biblioteca de drivers, que permite instalar automaticamente muita coisa, mas, muitos dispositivos, principalmente placas mais recentes, lançadas depois da versão do Windows que estiver usando, não funcionarão adequadamente até que sejam instalados os drivers correctos. Sem os drivers, é impossível fazer qualquer placa funcionar, é como perder a chave do carro. Felizmente, hoje em dia é possível encontrar drivers para praticamente qualquer tipo de placa, mesmo antiga, através dos sites dos fabricantes. 
Para instalar uma nova placa, o procedimento básico é sempre o mesmo. Depois de instalar fisicamente a placa e ligar o PC, o Windows exibirá uma aviso de “novo Hardware encontrado”, pedindo os drivers em seguida. Escolha a opção de procurar um driver para o dispositivo e mostre a localização dos arquivos, seja uma pasta no CD-ROM, uma pasta do disco rígido, uma disquete, etc. Caso tenha apontado os arquivos carretos, o Windows irá instala-los e o dispositivo passará a funcionar. 
Lembre-se que existem drivers específicos para cada sistema operativo. Se o modem tiver apenas drivers para Windows 98 por exemplo, ele não funcionará no Linux, DOS ou outros sistemas, a menos que o fabricante resolva disponibilizar novas versões do driver. 
Continuando a explicação sobre software, não podemos esquecer-nos do próprio sistema operativo, que funciona como uma ponte entre o hardware e o utilizador, automatizando o uso do computador e oferecendo uma base sólida a partir da qual os programas podem ser executados. 
Continuando com os exemplos anteriores, o sistema operativo poderia ser definido como a “personalidade” do micro. Um micro utilizando o Linux por exemplo, dificilmente seria tão amigável e fácil de operar quanto um outro micro utilizando o Windows 98. Por outro lado, este último jamais seria tão estável quanto um terceiro micro rodando o Windows XP. As diferenças não param por aí: Os programas desenvolvidos para funcionar sobre um determinado sistema operativo quase sempre são incompatíveis com outros. Uma versão do Corel Draw! desenvolvida para funcionar sobre o Windows 98, jamais funcionaria sobre o Linux por exemplo, seria preciso reescrever todo o programa, criando uma nova versão. 
A interface dos vários sistemas operativos também é diferente. No MS-DOS, por exemplo, temos apenas um prompt de comando baseado em texto, enquanto no Windows temos uma interface gráfica baseada em janelas.
Esta divisão visa facilitar o trabalho dos programadores, que podem se concentrar em desenvolver aplicativos cada vez mais complexos, num espaço de tempo cada vez menor. 
Fazer um programa simples de controle de caixa em uma linguagem de baixo nível, como o Assembler, por exemplo, tomaria pelo menos um dia inteiro de trabalho de um programador. Um programa com as mesmas funções, feito em uma linguagem visual (ou de alto nível) como o Visual Basic ou Delphi, tomaria bem menos tempo e ainda por cima teria uma interface gráfica muito mais bonita e amigável, já que muitas das funções usadas no programa já estariam prontas.