sábado, 25 de Abril de 2009

FIC - FEIRA PARA A INOVAÇÃO DO COMÉRCIO TRADICIONAL

Com o objectivo de promover e valorizar o comércio tradicional, realiza-se a FIC – Feira Para a Inovação do Comércio Tradicional, no Parque de Feiras e Exposições de Grândola.
Promovida pelo Grupo Dinamizador do Comércio Local, com os apoios da Câmara Municipal, Junta de Freguesia e Associação de Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal, esta edição, conta com mais de 30 stands representativos de vários sectores do comércio local.
Até 26 de Abril, estão expostos para mostra e venda, artigos de vestuário e acessórios de moda, lingerie, calçado, cabeleireiro, decoração e mobiliário, papelaria, fotografia, ciclismo, flores e produtos de jardinagem, doces, pastelaria e gelataria, e também artigos de ortopedia e geriatria.
A FIC recebe no domingo, dia 26, a partir das 16h, um Desfile de Moda, onde será apresentada a colecção Primavera/Verão 2009 das lojas presentes no evento.
Durante a tarde, a animação musical é garantida com Jorge Nice.
A pensar nos mais novos, a FIC dispõe de uma zona exterior com insufláveis.
Na Zona das Tasquinhas, três associações do concelho servem vários petiscos ao longo do certame.

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Grândola foi palco, no dia 23 de Abril, de mais um acto no âmbito das comemorações dos 35 anos do 25 de Abril.

Desta feita um colóquio com a presença de Ramalho Eanes, Belmiro de Azevedo, Pacheco Pereira e Adelino Gomes.

Com a sala do Auditório Municipal, no Cine Granadeiro, totalmente esgotada, o presidente da Câmara Municipal de Grândola, iniciou o colóquio com algumas palavras, explicando as razões do colóquio, da presença dos convidados e apresentando-os.

Seguidamente tomou a palavra Adelino Gomes, descrevendo as razões da sua presença e os seus objectivos como moderador do colóquio.

Seguiu-se-lhe Belmiro de Azevedo, que entre outras coisas, em termos quase autobiográficos, descreveu a sua passagem pelo 25 de Abril bem como a gestão do grupo Sonae nos períodos conturbados que se lhe seguiram.

A palavra passou para Pacheco Pereira e por fim para Ramalho Eanes, tendo o colóquio prosseguido com várias questões colocadas pelos assistentes.
A LUSA descreveu desta forma o conteúdo do colóquio:

“Nós temos o governo que merecemos, temos os partidos que merecemos, temos os subsistemas de saúde e educação que merecemos, porque somos responsáveis pela nossa sociedade”, disse Ramalho Eanes, depois de citar um autor espanhol que responsabilizava os povos submetidos a regimes tirânicos, pela incapacidade de se revoltarem.

“Cabe-nos a nós impor regras, exigir condutas e, quando for necessário, substituirmos os governantes”, frisou Ramalho Eanes, no colóquio moderado pelo jornalista Adelino Gomes, em que também participaram o empresário Belmiro de Azevedo, o social-democrata Pacheco Pereira e o presidente da Câmara de Grândola, Carlos Beato, anfitrião e promotor deste colóquio comemorativo do 25 de Abril.

O general que comandou as tropas do 25 de Novembro (de 1975) - que para muitos significou o fim dos excessos do período revolucionário -, acrescentou que “é tempo de mudar” (de atitude), porque deve ser o povo português a definir as linhas do futuro.

Ramalho Eanes foi o último orador no colóquio em que o empresário de Belmiro de Azevedo contou como começou a construir o império da Sonae, de que detinha apenas 17 acções na fase inicial.

Belmiro de Azevedo, um dos maiores empresários portugueses, também se referiu às dificuldades que os portugueses atravessam, deixando um recado às gerações mais jovens para que apostem na qualificação e na “irreverência”.

Para o social-democrata Pacheco Pereira, “o 25 de Abril cumpriu-se no fundamental: somos livres, temos uma democracia - não funciona muito bem nas é incomparavelmente melhor (do que a ditadura do Estado Novo)”.

O comentador político advertiu, no entanto, para os perigos da crise económica que se faz sentir a nível mundial, e lembrou que “a democracia não sobrevive bem em ambientes em que as pessoas empobrecem rapidamente”.
“Estamos a aceitar coisas que são inaceitáveis: estamos a aceitar que, cada vez mais, sejamos controlados electronicamente, a aceitar que toda nossa vida possa ser reconstituída pelo estado”, frisou.

“Todos os meus movimentos bancários são conhecidos, todos os meus levantamentos no multibanco são conhecidos, os livros que compro numa livraria são conhecidos, se passear pela baixa de Lisboa estou permanentemente a ser filmado”, frisou Pacheco Pereira procurando evidenciar a necessidade de os portugueses continuarem a lutar pela liberdade, no dia-a-dia.

Pacheco Pereira disse ainda que “se houver uma deriva autoritária, há hoje instrumentos muito mais poderosos do que os bufos da PIDE”.

Durante o debate que terminou já hoje de madrugada, o jornalista Adelino Gomes leu um noticiário que foi transmitido na Rádio Renascença a 26 de Fevereiro de 1972 (dois anos antes da revolução de 25 de Abril de 1974), e que pouco mais era do que a agenda do então Presidente da República, almirante Américo Tomás.

terça-feira, 21 de Abril de 2009

As Aves XVIII

Estrelinha-real Regulus ignicapillus 9 cm
Surge principalmente nas matas, onde constrói o ninho suspenso nas árvores ou tecido no meio dos arbustos. É a mais pequena das aves que nidificam em Portugal. O peso do corpo é reduzidissimo, fazendo com que a ave tenha de se alimentar continuamente.
Trepadeira-comum Cethia brachydactyla 12,5 cm
Sobe com grande agilidade pelo tronco das árvores, apoiando o peso do corpo na cauda. Come pequenos insectos, que recolhe entre as asperezas da casca servindo-se do bico longo e pontiagudo. O canto consiste numa sucessão de sons agudos e muito penetrantes, 'ti-ti-ti-titidui'. Emite também um 'tsiii' estridente.
Chapim-real Parus major 14 cm
Muito ágil, move-se com facilidade por entre a ramada; também consegue trepar pelos troncos com grande desenvoltura. Emite uma grande variedade de sons, alguns bastante fortes e estridentes ('pink' e 'zi-zu-zi-zu' por exemplo).
Chapim-azul Parus caeruleus 11,5 cm
Muito acrobático, pendura-se de patas para cima nas ramadas enquanto come bagas e sementes. Comum nos olivais e montados. Durante o Inverno costuma surgir também nos caniçais. Possui vários chamamentos, entre eles um 'tsi-tsi-tsi-trit' bastante nervoso.

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

O MÉTODO ESCUTISTA

A singularidade e as vantagens do Método Escutista, é que este é baseado num fenómeno espontâneo de intermediação que se observa na criança e no adolescente: o Jogo.
O “Jogo” é o primeiro grande educador – isto é tão verdade para os animais como para os homens. Ensinamos os nossos escuteiros no desenvolvimento do “Jogo Escutista”, a fazerem pequenas coisas que os tornarão capazes, a seu tempo, de fazer outras coisas maiores a sério.
O “Jogo”, atrai, provoca, motiva, desafia, torna-se algo importante na vida das nossas crianças e dos nossos jovens.
Os elementos que compõem o “Jogo Social Espontâneo”, foram integralmente transportados para o Método Escutista pelo génio de Baden Powell, como se pode constatar pelo quadro que se mostra:

sábado, 18 de Abril de 2009

Problemas de correio

Tento enviar uma mensagem, mas esta não chega ao destinatário.
● Se a mensagem incluir um anexo muito pesado, pode ter sido bloqueada pelo fornecedor do destinatário. Noutros casos, a caixa do destinatário pode estar cheia e não conseguir receber mais mensagens.
● Verifique novamente o endereço, sobretudo as diferenças entre – e _ (travessão alto e travessão baixo). Insira os contactos a partir do Livro de endereços para minimizar o risco de enganos.
O meu Livro de endereços está cheio de contactos desconhecidos.
Isto pode acontecer se, no Outlook Express, seleccionou a opção Ferramentas > Opções > Enviar > Colocar automaticamente as pessoas a quem respondo no meu Livro de endereços. Se não quer que isto aconteça, anule a opção citada.
Recebi uma mensagem com um anexo que não consigo abrir.
Pode não ter o programa necessário. Guarde o anexo no disco rígido, abra o programa que pensa que o criou e tente abri-lo a partir daí.
Certos anexos de computadores Apple, sistemas baseados em UNIX ou palmtops não são compatíveis com a estrutura do PC e, por isso, antes de serem abertos, devem ser convertidos. Contacte o remetente da mensagem para saber de que tipo de computador enviou o ficheiro e com que programa foi criado.
Endereço correcto
Se tiver a certeza de que escreveu o endereço correcto, mas não consegue ligar-se, é provável que o servidor Web onde está alojada a página a que pretende aceder tenha algum problema. Tente mais tarde. Se estiver no local de trabalho, é possível que o administrador da rede tenha bloqueado o acesso a esse endereço.

quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Manual de fotografia IV

Equipamento

Muitos fotógrafos tendem a ficar fanáticos do equipamento. "Que fotografias fantásticas eu faria com uma 600mm f/2.8" ou "tenho que trocar as minhas objectivas todas por umas novas com estabilização de imagem" são delírios que se podem ouvir com frequência junto de apaixonados pela fotografia. Mas sucumbir à tentação de comprar todas as máquinas, objectivas e filtros disponíveis é algo que está acima de quase todas as bolsas e que, sejamos realistas, está longe de ser necessário. Uma máquina razoável, um conjunto de objectivas que abarque as principais distâncias focais, alguns filtros e um bom tripé chegam (e muitas vezes sobram) para realizar o talento da maior parte dos fotógrafos amadores.
Máquinas fotográficas

Quase todas as máquinas reflex para filme de 35mm actualmente à venda oferecem uma qualidade razoável. Desde as mais modernas câmaras com focagem automática até sólidos modelos mais antigos que se encontram no mercado de usados, com qualquer uma se podem tirar belas fotografias. Afinal, o corpo de uma máquina é apenas uma caixa que não deixa entrar luz senão quando se quer e pelo tempo que se escolher.
As máquinas reflex são largamente preferíveis em relação às compactas, porque permitem ver no visor exactamente aquilo que se vai fotografar, podem usar várias objectivas e admitem quase sempre a regulação manual dos parâmetros de exposição. Isso não quer dizer que um pequena compacta não seja muito útil para tirar fotografias de aniversários ou para alguma viagem em que o espaço escasseie. Algumas dessas máquinas têm excelentes objectivas com boas aberturas máximas. Por exemplo, a Olympus mju-II tem uma objectiva de 35mm f/2.8 com uma excelente qualidade óptica e pesa pouco mais de 200 gramas...
Uma escolha importante a fazer ao ponderar a compra de uma máquina é a quantidade de ajudas electrónicas que se quer ter: focagem manual ou automática, medição de luz ponderada ao centro ou matricial. Uma máquina como a Nikon F5 simplifica muito o trabalho do fotógrafo porque tem uma focagem ultra-rápida e até distingue as cores do que se vai fotografar, acertando (dizem) em 99% das sugestões de exposição. Mas estas características pagam-se caro e se são muito importantes para um fotojornalista, que tem que aproveitar cada oportunidade de fotografia que surge num instante, já serão menos cruciais para um amador com tempo que queira compor calmamente a sua fotografia.
Se já tiver uma máquina reflex use-a bem antes de pensar em comprar outra. Mas, se vai mesmo comprar uma máquina, saiba que opções é o que não falta. As marcas com maior quota de mercado, a Nikon e a Canon, oferecem uma excelente qualidade e uma enorme variedade mas também se fazem pagar (e bem) pela imagem de marca. Outros fabricantes, como a Minolta ou a Pentax, oferecem uma qualidade semelhante por menos dinheiro. Mas se quiser comprar uma máquina usada com mais de dez anos é melhor escolher entre os modelos da Nikon e da Canon: terá mais acessórios ainda disponíveis e as probabilidades de conseguir resolver alguma avaria são maiores. Mesmo no mercado de usados, os corpos Nikon são bastante mais caros, mas uma F2, F3, FM2n ou FE2 em bom estado vale bem o dinheiro que custa. A Canon tem o atractivo de ter também produzido boas máquinas fotográficas nos anos 70 e 80, como a excelente F1 ou as boas AE1 ou AT1, que se conseguem por um preço mais moderado uma vez que a marca mudou o sistema de montagem das objectivas quando investiu na focagem automática.
Há recursos que devemos exigir à nossa máquina: fotómetro, possibilidade de escolha manual da abertura e do tempo de exposição, compensação da exposição automática, previsão da profundidade de campo e uma boa gama de tempos de exposição, pelo menos entre os 4 segundos e 1/1000 de segundo. Para além destas características, é também útil dispor de medição através das lentes (TTL) para o flash, de medição de luz pontual (spot) e da possibilidade de trocar os écrans de focagem. A focagem automática tornou-se muito comum, mas quem não quiser tirar fotografias de acção ou de animais em movimento pode dispensar esse recurso.

terça-feira, 14 de Abril de 2009

O nosso poder político

Os jogadores de airsoft portugueses ainda estão em estado de choque, a 19 de Março de 2009 a Assembleia da República aprova uma alteração à Lei n.º 5/2006 que vem por em causa a forma como se pratica do airsoft em Portugal.

Para muita gente isso representou um sintoma de perseguição politica à nossa modalidade... Será? A revista espanhola ARMAS n.º 317 de Novembro de 2008, trás um artigo que creio representar, ainda no campo das armas, um exemplo claro do desfasamento entre o poder politico e a realidade do mundo das armas.
Pistola Glock com segurança manual!!!

Recentemente tivemos acesso a um novo modelo de pistola de origem austríaca. O fabricante não é outro que a conhecida marca Glock e a arma em questão a G19.

Clássica entre os diferentes modelos que hoje constituem a ‘família’ de pistolas plásticas mais difundidas em todo o mundo e, com um tamanho que facilita o seu transporte tanto por pessoal uniformizado ou por quem confia nela para defesa ou uso geral, a ‘nova’ G19 inclui uma ‘mudança radical’ até agora inédita nas armas desta marca.

O botão que activa a nova segurança manual está localizado logo acima do botão da retenção do carregador.

Ainda que redundante, a sua posição é óptima.

A mesma refere-se à transformação do que foi o conceito original desenhado por Gaston Glock nos primeiros anos da década de oitenta, no século passado. O que foi desenhado então, há já quase trinta anos, foi uma semiautomática extremamente simples e segura, com um mecanismo automático que evitava qualquer manipulação adicional por parte do atirador para a sua activação ou desactivação. Carregada a arma, apenas tem de se pressionar o gatilho ­­- que incorpora na sua parte central, uma alavanca que impede o seu accionamento se não for premida adequadamente – para realizar o disparo, mantendo sempre a máxima certeza de que não se fará fogo se não for de uma forma totalmente voluntária.

O desafio luso

Parece que em Portugal pensaram que esse mecanismo, que o fabricante chama de Safe Action pela sua configuração especial e simplicidade, não cumpria com o que os agentes dos seus corpos policiais necessitavam para cumprir as missões atribuídas. Por isso, decidiram adquirir a pistola “made in Áustria” mas com uma série de modificações, das quais vamos fazer eco nas linhas seguintes.

A que mais chama a atenção é o redesenho geral dos seus sistemas internos para acomodar um mecanismo de segurança adicional que se adiciona aos que, automaticamente, actuam sobre a agulha percutora para evitar que alcance a espoleta do cartucho que possa encontrar-se na câmara.

É assim a configuração das Glock 19 portuguesas.

À vista simples nada chama a atenção, mas mesmo assim tem uma importante modificação em relação aos modelos clássicos.

Depois dos estudos pertinentes, que não devem ter sido poucos, para manter a “reputação” internacional da Glock, desenharam uma modificação da configuração original, de forma que o atirador tem a possibilidade, se assim o desejar, de activar um bloqueio manual que complementa os já clássicos.

Colocou-se na armação, próximo do que retém o carregador na sua posição correcta, um dispositivo mecânico que actua sobre a biela que activa o pistão de bloqueio da agulha percutora. Depois do saque, ou acompanhando esse movimento, há que actuar sobre um botão situado no lado esquerdo com o dedo polegar, movimento que, em alguns casos e em função do tamanho da mão do utilizador, obrigará a parar um pouco o empunhamento. Então, a arma passa a funcionar como as anteriores versões, pois mantém-se a “segurança” no próprio gatilho, o que tem uma posição especialmente útil para facilitar o trânsito mais rápido e eficiente desde uma situação de segurança total àquela em que se realizam um ou vários disparos. No lado direito aparece então outro botão, com elementos de cor vermelha que dão aviso visual de que a arma está em disposição de poder efectuar fogo; são marcas localizadas na parte superior e anterior, para que os utilizadores as vejam com facilidade.

O catálogo normal do fabricante se acompanha de uma folha adicional em português,

para que o utilizador conheça melhor a arma que lhe é entregue.

Falámos com polícias em Portugal. No geral, aqueles com certa experiência com as armas ou os que trabalham em unidades de intervenção, comentaram-nos que essa transformação não era mais do que o resultado de uma “obsessão” dos responsáveis políticos que dirigem o Ministério do Interior português, pois a concepção original desse modelo o converte numa referência mundial em segurança e funcionalidade. Houve inclusive alguém que apontou a possibilidade de eliminar esse “acessório”, em que além de pouco funcional não encontrava qualquer acréscimo positivo no fim pretendido.

"Força de Segurança" num vistoso tom branco,

está pintado no lado da corrediça.

Identifica as novas armas destinadas a Portugal.

Sem querer entrar em polémica, a verdade é que adicionar uma segurança manual a um sistema de seguro automático não é mais do que uma redundância que tem pouco a ver com as qualidades pretendidas para quem está sendo dotado com este modelo. Faz com que o funcionamento geral seja mais lento, pois requer-se mais algum tempo entre o saque e o disparo, além de adicionar um “problema” mais no caso de quem a use não se recorde de desactivá-lo no caso de uma situação com alto índice de stress. Se é verdade que para a maioria agentes lusos, que como em outras nações europeias, tem falta de um programa de formação intensivo e eficaz no manejo das armas curtas, vá supor-se mais uma vantagem do que uma desvantagem, pois é difícil que tenha de sacá-la no decorrer de uma operação ao longo da sua vida; para os seus “gestores”, supor-se-á uma “segurança” acrescida que evite um disparo involuntário, ainda que como contraposição também pode incidir em situações em que os agentes sejam atingidos por projécteis daqueles com quem se enfrentam.

As armas curtas que se estão distribuindo em Portugal incluem as siglas "LSU" nas suas marcações.

A G19 adquirida para os polícias portugueses incorpora também outra modificação que pode considerar-se também mais do que um problema pontual. Foi prevista com um mecanismo de libertação do carregador ambidestro. Não é o clássico que pode colocar-se num lado e no outro para poder ser usado por destros ou canhotos. É um que liberta a retenção do carregador indistintamente se se pressiona o botão situado no lado esquerdo ou no direito, o que pode incidir em mais de uma situação em que, involuntariamente, se produza a extracção do carregador que acolhe os quinze cartuchos alojados no carregador standard deste modelo.

Em algumas unidades é especialmente útil o ponto de ligação situado na base do punho,

para que a arma fique sempre "sujeita" por um fiador.

Outro “ponto forte” que não é nada operacional é o que se refere à inclusão de um visível letreiro de cor branca, com o rótulo “Força de Segurança”, em ambos os lados da corrediça, mais adiantado no direito e centrado no esquerdo. É verdade que ajuda a identificar, ao quem posso lê-lo quando se encontra imerso numa situação “explosiva”, como Policia a quem emprega a arma, o objectivo que pode ter motivado a inclusão dessas frases pintadas sobre o acabado Tenifer clássico nas Glock. Também o é o facto que pode produzir algum reflexo nada discreto, sobretudo em situações em que o nível de luz seja baixo; outro detalhe refere-se ao facto de que pode chegar a afectar a arma gerando oxidações ou que acabe degradando-se com o uso continuado.

O botão da nova segurança integra-se bem neste modelo.

É um "pequeno" detalhe que pode passar despercebido aos neófitos.

Muitas dúvidas

Como o leitor terá podido observar, a chegada deste novo modelo parece trazer mais sombras do que luzes num conceito que já foi aprovado e validado, nos cenários mais difíceis. De momento, a realidade da entrada em serviço levou ao aparecimento de certos comentários negativos em relação com o que já explicamos acerca da segurança, botão de retenção e letreiro na corrediça.

O novo activador da segurança manual inclui, no seu lado direito,
marcas de cor vermelha que avisam de que a arma está em posição de fogo.

Pelo contrário, a sua chegada às polícias portuguesas será – e isto sim está mais do que claro – um avanço contundente no que é a sua potência de fogo, segurança de uso, portabilidade e, o que é mais importante, fiabilidade. Os primeiros exemplares entregues – muito poucos – foram-no faz agora um ano, numa cerimónia oficial que contou com a presença do Ministro Rui Pereira, responsável do Interior. Teve lugar nas instalações de Queluz e os destinatários foram tanto uniformizados da Polícia de Segurança Pública (PSP) como da Guarda Nacional Republicana (GNR), um corpo de carácter policial que, como a Guarda Civil espanhola, realiza tarefas de Segurança interior.

Desde então, as novas G19 vão chegando a conta-gotas aos utilizadores, ainda que nos últimos meses – no início de Setembro de 2008 teve lugar a recepção de um lote de 8.750 novas armas deste tipo –, se tenham intensificado as entregas a unidades tão representativas como o Regimento de Infantaria n.º 1, onde podemos aproximar-nos deste novo modelo usado por unidades de intervenção, anti-distúrbios, desactivadores, mergulhadores ou de salvamento multipropósito. Prevê-se que até 2012 estejam em serviço entre 42.000 e 50.000 pistolas. Outras do mesmo fabricante, já eram usadas por unidades especiais ou por outros corpos de Segurança, como a Polícia Marítima desde princípios de 2007.

As entregas, que contemplam exemplares fabricados nas instalações que a Glock tem na Áustria, vão permitir retirar catorze modelos que estavam em serviço na PSP e doze na GNR. Muito antigos e com “raridades” clássicas como as PP (Polizei Pistole) da Walther, incluíam armas de calibres como o 7,65 ou o 9 Curto, mudança que também vai permitir a homogeneização nos cartuchos usados e nos métodos formativos.

A compra, na qual se vão investir uns dezoito milhões de euros, é o fruto de um processo que se iniciou há um par de anos, quando se constatou da forma como o estado das armas curtas que se usavam era em mais de um caso lamentável. Estabeleceu-se um conjunto de especificações e abriu-se um concurso internacional. Na comissão formada para o efeito, incluíram-se técnicos e contou-se com o assessoramento dos responsáveis do Grupo de Operações Especiais (GOE, PSP) e Companhia de Operações Especiais (COE, GNR). Ao concurso apresentaram-se fabricantes alemães, israelitas, suíços e italianos.

Sabemos que em Março do ano passado tiveram lugar umas avaliações que contaram com a presença da ganhadora e das P30 e USP “Compact” da H&K, “Jericho” RSL da Israel Weapons Industries (IWI), Px4 “Storm” da Beretta e Pro 2022 da SIG-Sauer. Nas primeiras provas participaram especialistas da PSP e GNR procedentes de divisões de patrulha, trânsito ou investigação criminal; as avaliações complementares relacionadas com o uso, o preço ou a manipulação, estas últimas dirigidas por elementos do GOE e da COE.

Estas Glock incluem, também como novidade, um retém do carregador ambidestro.

Modelo comum

No fim do processo se tomou a decisão que parece mais acertada, pois permitirá dar baixa de armas com muitos anos de serviço e normalizar a munição. Previu-se que os agentes receberiam uma nova pistola e a mantenham até que deixem o serviço, incidindo assim um maior interesse pessoal no seu cuidado e manutenção.

Agora mesmo está aberto outro concurso destinado ao coldre. De momento, foram-se entregando com os Safariland de vaso rígido e triplo dispositivo de retenção, ainda que possam optar por um novo modelo que seguramente não será tão eficaz mas mais económico.

Octavio Diez Cámara"

sexta-feira, 10 de Abril de 2009

As Aves XVII

Pardal Passer domesticus 14,5 cm
Ave bem conhecida, pela sua vulgaridade e abundância. Permanece todo o ano na proximidade das quintas e nas cidades. Constrói o ninho nos edifícios. Costuma formar grandes bandos nos locais onde dorme e nas zonas onde se alimenta. Emite uma série de chiados ('tchirp-tchirp', 'tschrec', etc.)
Papa-figos Oriolus oriolus 24 cm
Vive nos bosques e possui um comportamento discreto. O macho emite um assobio forte e melodioso, quase humano - 'huiah-huioh'. Cria na Europa, onde permanece apenas durante a estação quente. Passa o Inverno no continente africano.
Serino Serinus serinus 11,5 cm
É um parente próximo do canário doméstico. Emite um gorjeio agradável em voo e também um 'chit-chit-chit' ou um 'tuit' melodiosos, pousado no cimo das árvores. Os adultos têm uma mancha amarela na base da cauda, visível quando vooam.
Tentilhão Fringilla coelebs 15 cm
É comum em zonas arborizadas. No Inverno reúne-se em bandos, surgindo então em habitats mais descobertos. O macho possui uma plumagem nupcial vistosa, mas a fêmea é acastanhada. Tem um canto melodioso e emite com frequência um 'pink-pink' forte e seco, muito característico.

quarta-feira, 8 de Abril de 2009

OS VALORES DO ESCUTISMO


OS VALORES DO ESCUTISMO EXPRESSAM-SE ATRAVÉS:

• Da Lei do Escuta
• Dos Princípios do Escuta
• Da Promessa do Escuta


A Lei do Escuta nasce com o Escutismo em Browsea, em 1907. E nasce como uma sólida regra de jogo, deste novo método de educação. Na leitura de qualquer Artigo da Lei não se verificam quaisquer imposições ou impedimentos, mas a afirmação de um certo número de verdades que devem definir o perfil de um Escuta. O Escuta é a Lei, ser escuteiro é cumprir a sua Lei. Desde cedo o jovem pode formar a sua consciência tendo como referência esta Lei definida em dez artigos: o jovem julga-se a si mesmo e examina se corresponde a esta definição. Basta que a Lei seja a regra do jogo, pois ao jogar-se, os valores nela contidos são adquiridos naturalmente.
LEI DO ESCUTA

1. A honra do Escuta inspira confiança.
2. O Escuta é leal.
3. O Escuta é útil e pratica diariamente uma boa acção.
4. O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas.
5. O Escuta é delicado e respeitador.
6. O Escuta protege as plantas e os animais.
7. O Escuta é obediente.
8. O Escuta tem sempre boa disposição de espírito.
9. O Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio.
10. O Escuta é puro nos pensamentos nas palavras e nas acções.
PRINCÍPIOS DO ESCUTA

1. O Escuta orgulha-se da sua fé e por ela orienta toda a sua vida.
2. O Escuta é filho de Portugal e bom cidadão.
3. O dever do Escuta começa em casa.
PROMESSA DO ESCUTA

Prometo pela minha honra e com a graça de Deus, fazer todo o possível por:
1. Cumprir os meus deveres para com Deus, a Igreja e a Pátria.
2. Auxiliar os meus semelhantes em todas as circunstâncias.
3. Obedecer à Lei do Escuta.

sábado, 4 de Abril de 2009

Expo Autocasião

De 02 a 05 de Abril de 2009, decorre no Parque de Feiras e Exposições de Grândola a Expo Autocasião.
Obviamente que fui visita-la, não para comprar uma nova viatura, pois a crise não o permite, mas para pelo menos poder ver o que o mercado disponibiliza.
Em exposição um vasto leque de viaturas, desde o motociclo de quatro rodas até ao Porsche, passando pelos imponentes Mercedes, BMW, Audi, etc.
Encontrei a viatura que povoa os meus sonhos à muito... Uma Mitsubishi Strakar de cabine dupla, mas que infelizmente, por 22.000 razões, não irá passar disso...

quarta-feira, 1 de Abril de 2009

RESOLVER PROBLEMAS III

Problemas de navegação

Algumas páginas não são carregadas correctamente.
● O browser deve estar dotado de programas adicionais, conhecidos por plug-ins. Geralmente, o programa de navegação avisa-o se faltar algo para visualizar o sítio e pergunta-lhe se quer transferi-los e instalá-los.
● Se o problema não está nos plug-ins, as definições de segurança do seu browser podem ser demasiado elevadas: verifique, escolhendo Ferramentas > Opções da Internet > Segurança > Personalizar nível.
Sei que o endereço do sítio está correcto, mas não consigo ligar-me.
O servidor (computador da rede) onde o sítio está hospedado pode ter problemas: tente mais tarde. Se navegar no seu local de trabalho, o sítio pode estar bloqueado pelo administrador de
rede da sua empresa.
Como fechar janelas do programa de navegação, algumas sem a cruz em cima, à direita, que aparecem sem eu querer?
É mais um truque utilizado por sítios “suspeitos” para aumentar, de forma artificial, as visitas às suas páginas.
Coloque a janela em primeiro plano e (no teclado), tendo a tecla Alt premida, carregue uma vez a F4.
O que fazer quando aparecem janelas com mensagens alarmistas?
Regra geral, são mensagens dissimuladas, com o objectivo de o fazer instalar software indesejado. Prima a tecla Esc para desaparecerem.
 
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