domingo, 31 de dezembro de 2017

Grandes Guitarristas XXIII




sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Utilizar a Iluminação Contínua

Suporte de luz desmontável.
Imagem cortesia de
Smith‑Victor.
Umas das coisas que o uso de câmaras digitais fez renascer é a iluminação contínua em estúdio, semelhante aos candeeiros de pé ou de mesa, que temos em casa. Este tipo de luz desapareceu, quando a iluminação de flash foi introduzida na fotografia de filme. Era necessário utilizar filtros na objectiva ou no projector, para fazer corresponder a luz com o tipo de filme utilizado. A escolha dos filtros certos requer muitos conhecimentos e experiência, já que só se podem conferir os resultados depois do filme ser revelado. No entanto, com as câmaras digitais, o balanço de brancos elimina esta preocupação, e por isso a iluminação contínua voltou a ser popular, especialmente em estúdios domésticos, ou de pequenos negócios. Uma das grandes vantagens da luz contínua é que torna possível visualizar o seu efeito directamente, ou através do visor da câmara. Quando muda as luzes de posição, consegue ver as alterações nas altas luzes e nas sombras. Isto permite-lhe interagir directamente com a montagem da iluminação, fazendo com que pareça que está a pintar com luz.

O único problema deste tipo de iluminação é o calor que é gerado por alguns tipos de lâmpadas, especialmente as de tungsténio e as de halogénio. A utilização de lâmpadas mais recentes, muito mais frias, elimina ou reduz dramaticamente este problema. Existem três componentes a ter em conta neste tipo de iluminação: suportes, reflectores e lâmpadas.

Os reflectores para projectores
e outro tipo de lâmpadas estão
disponíveis para quase todos os
suportes de luz. Imagem cortesia
de tabletopstudio.com
Suportes
Existem suportes de variados estilos e preços. O seu objectivo é servir de apoio a projectores, sombrinhas, difusores, caixas de luz, e outros dispositivos de iluminação com posições fixas. Geralmente são desmontáveis, para facilitar a sua arrumação, e têm pernas seccionadas para permitir o ajuste da altura. Também é possível adicionar um braço extensor (boom) para aumentar a distância a que se encontram as luzes, os reflectores, difusores e outros dispositivos. Para a maioria das finalidades, os suportes não precisam de ser muito altos, basta que tenham entre 1,8 e 2,5 metros.

Um braço de extensão montado num suporte
de luz permite posicionar o projector por cima
do objecto sem que o suporte apareça na
fotografia. Imagem cortesia de Smith-Victor.
Reflectores
Existem vários tipos de reflectores, desde os que se encontram em lojas de ferragens, a dispendiosos reflectores profissionais. Há várias características a considerar ao escolher reflectores:

• A forma como são montados nos suportes que planeia usar. Se a montagem não for segura, o reflector pode sair de posição a qualquer altura.

Lâmpada compacta fluorescente.
• O tamanho e o ângulo da luz que o reflector projecta. Alguns projectam feixes de luz mais estreitos que outros. Alguns são mesmo classificados como pontuais ou amplos por causa dos seus ângulos de cobertura.

• A voltagem para a qual estão projectados.


O Tri-Lite da Calumet usa três
lâmpadas fluorescentes que quase
não geram calor. Isto permite
posicionar a luz perto do objecto,
para obter o nível máximo de
iluminação sem o danificar
devido à exposição a calor intenso.
Lâmpadas
A lâmpada é a parte mais crítica do sistema de iluminação contínua.

• As lâmpadas de tungsténio, especialmente os projectores para fotografia, geram uma enorme quantidade de calor. Algumas têm durações muito curtas (até 3 horas). Como eram o único tipo de lâmpada disponível quando uso deste tipo de iluminação era mais popular, são responsáveis pelo nome alternativo da iluminação contínua – hot lights (luzes quentes).

• As lâmpadas HMI (Halide Metal Oxide) são lâmpadas em arco, pequenas e dispendiosas, que geram 4 ou mais vezes luz que as de tungsténio, com menor emissão de calor. A temperatura de cor da sua luz é semelhante à da luz de dia.

Os projectores mais baratos
para fotografia digital são os
candeeiros de mesa com braço
articulado. Combinam suporte
e lâmpada em apenas uma
unidade.
• As lâmpadas fluorescentes são baratas, geram menos calor, gastam 90% menos energia e duram 100 vezes mais do que as lâmpadas de tungsténio (até 10000 horas). A sua potência também pode ser descida até 3% do total, proporcionando uma temperatura de cor mais consistente. Um novo género de lâmpada fluorescente, chamada lâmpada fluorescente compacta (CFL) está disponível em várias temperaturas de cor. A lâmpada de 6500ºK emite luz branca, geralmente chamada de Cool Daylight (luz de dia fria), as de 5000ºK equiparam-se à luz do meio-dia. Como estas lâmpadas têm tão boas características, são a melhor opção para a fotografia digital.

O sistema de balanço de brancos da câmara é capaz de captar correctamente as cores sob qualquer tipo de iluminação. No entanto, é preciso lembrar que tipos de luzes diferentes projectam cores diferentes numa composição. É por isso que as fotografias tiradas dentro de casa têm normalmente uma dominante avermelhada, e as que são tiradas sob luzes fluorescentes têm uma aparência esverdeada. Quando escolher luzes ou lâmpadas para o estúdio, especialmente de iluminação contínua, deve investigar dois termos relacionados com a cor, usados para as descrever – temperatura de cor e índice de reprodução de cor (color rendering index)

Para verificar se os seus fusíveis
ou disjuntores vão aguentar as
luzes que pretende usar, adicione
todas as voltagens e divida-as por
110, para calcular o número de
amperes. Se o resultado for um
número superior ao dos fusíveis ou
dos disjuntores, use menos potência
ou ligue as luzes em circuitos
diferentes
• A temperatura de cor descreve o quão fria ou quente é a fonte de luz. Por exemplo, as lâmpadas incandescentes têm uma tonalidade mais quente e mais avermelhada do que as HMI, que são mais frias. A temperatura de cor é expressa em graus Kelvin (K). A luz de dia, num dia sem nuvens, ronda os 6500º Kelvin, uma mistura da luz do sol a 5500ºK com a luz do céu a 9500ºK. As luzes com temperaturas de cor mais baixas são mais avermelhadas, as de maior temperatura têm tonalidades azuis. Para medir a temperatura de cor, é possível usar um colorímetro. Este dispositivo é bastante dispendioso, e apesar de ser crucial em fotografia de filme, não é tão necessário em fotografia digital, por causa do sistema de balanço de brancos.

• O índice de reprodução de cor (CRI – Colour Rendering Index) é uma medida relativa que indica a forma como as cores mudam, quando iluminadas por um género de lâmpada particular, quando comparada com uma fonte de luz de referência, como a luz de dia. A luz de dia tem um CRI de 100, o máximo valor possível.

Quanto mais perto o CRI de uma fonte de luz estiver dos 100, mas exactamente reproduz as cores. A potência da luz contínua é geralmente expresso em watts, e ocasionalmente em lúmen.
• Os watts descrevem o consumo da potência, e não a quantidade de luz emitida. Por exe
mplo, pode haver vários sistemas de iluminação que usem lâmpadas de 100 watts, mas a sua eficiência de rendimento pode variar até 100%, ou mais.

• Os lúmenes indicam a intensidade da luz contínua e são a medida da potência total de uma lâmpada. Uma lâmpada fluorescente compacta de 27 watts tem 1750 lúmenes, o mesmo que uma lâmpada de tungsténio de 100 watts.

• A eficiência do reflector assegura que a luz disponível seja direccionada para o objecto a ser fotografado, e não para áreas fora do campo de visão da câmara. Geralmente, quanto mais brilhante for uma luz, menor é a abertura de diafragma necessária, ou maior pode ser a distância entre o objecto e os projectores. No entanto, para fotografar sobre uma mesa, quase qualquer tipo de luz funciona. Alguns projectores de luz contínua vêm equipados com um interruptor regulador de potência. Isto permite ajustar a luminosidade da lâmpada sem alterar a distância entre o projector e o objecto. No entanto, é preciso lembrar que a alteração da luminosidade de uma lâmpada, afecta a temperatura de cor da sua luz. Ajuste sempre o balanço de brancos da câmara depois de alterar a luminosidade de uma lâmpada.



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

A família Nvidia


Depois da 3dfx, a Nvidia foi a primeira companhia a entrar no mercado oferecendo boas placas 3D. A Nvidia foi a número 2 durante muito tempo, mas atualmente é seguramente a maior fabricante de placas, tanto que abocanhou até mesmo a 3dfx. Outras empresas, como a ATI e a Matrox continuam no mercado, apesar de terem uma participação muito menor.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Orientação por indícios

O Escuteiro deve ainda saber orientar-se por indícios que pode encontrar no campo e nas aldeias.

CARACÓIS – encontram mais nos muros e paredes voltados para Leste e para Sul.
FORMIGAS – têm o formigueiro, especialmente as entradas, abrigadas dos ventos frios do Norte.
IGREJAS – as igrejas costumavam ser construídas com o Altar-Mor voltado para Este (nascente) e a porta principal para Oeste (Poente), o que já não acontece em todas as igrejas construídas recentemente.
CAMPANÁRIOS E TORRES – normalmente possuem no cimo um cata-vento, o qual possui uma cruzeta indicando os Pontos Cardeais.


CASCAS DAS ÁRVORES – a casca das árvores é mais rugosa e com mais fendas do lado que é batido pelas chuvas, ou seja, do lado Norte.
FOLHAS DE EUCALIPTO – torcem-se de modo a ficarem memos expostas ao sol, apresentando assim as «faces» viradas para Leste e Oeste.
MOINHOS – as portas dos moinhos portugueses ficam geralmente viradas para Sudoeste.


INCLINAÇÃO DAS ÁRVORES – se soubermos qual a direcção do vento dominante numa região, através da inclinação das árvores conseguimos determinar os pontos cardeais.
MUSGOS E COGUMELOS – desenvolvem-se mais facilmente em locais sombrios, ou seja, do lado Norte.
GIRASSÓIS – voltam a sua flor para Sul, em busca do sol.




sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Fotografia de Estúdio


A luz que necessita para fotografar é muitas vezes proporcionada pela Natureza. No entanto, há alturas em que não existe luz suficiente, ou o tipo certo de iluminação, para a realização dos seus objectivos. Nestas alturas, os fotógrafos usam flashes electrónicos ou luzes de estúdio, acompanhados de reflectores, difusores e outros dispositivos que ajudam a controlá-los. Os estúdios profissionais gastam pequenas fortunas em equipamento de iluminação, mas nem toda a gente precisa de um estúdio profissional. Ruth Bernhard, que recebeu parte dos seus conhecimentos de Edward Weston, fez fotografias fantásticas de conchas, com o equipamento mais simples e barato que se possa imaginar. Em 1945, escreveu: “Antes de fotografar, eu dedico muito tempo ao estudo da iluminação. Gosto de utilizar projectores pequenos e pouco potentes em combinação com espelhos de toilette – do tipo das “lojas dos 300”. Raramente direcciono a luz directamente para a superfície, prefiro usá-la tangencialmente. Se alguma sombra mais dura interfere com a delicadeza da composição, uso ecrãs de difusão, mesmo nos espelhos. Com uma luz suave e pouco abundante, e um planeamento cuidado, a lindíssima forma plástica da concha pode ser recriada.” Por causa do custo e dos conhecimentos requeridos, a fotografia de estúdio tem estado reservada aos fotógrafos profissionais. No entanto, com o aparecimento das câmaras digitais e a enorme expansão de publicações baseadas na Internet e de leilões on-line, este tipo de fotografia é realizado hoje em dia por milhões de fotógrafos amadores.




quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Orientação pelo método das sombras iguais

Este método é muito mais preciso do que o anterior, mas é mais exigente na sua execução. A hora ideal para o aplicar é por volta do meio-dia solar e a vara a usar deve ficar completamente vertical e proporcionar pelo menos 30cm de sombra.

Começa-se por marcar, com uma pedra ou uma estaca, a ponta da sombra da vara. Com uma espia atada a uma estaca e a outra ponta atada à vara, desenha-se um arco cujo centro é a vara e raio igual ao comprimento da sombra inicial marcada, tal como na figura da esquerda.

Com o passar do tempo, a sombra vai-se encurtando e deslocando, mas a partir de certa altura volta a aumentar o seu comprimento e acaba por chegar até ao arco que foi desenhado no chão. Marca-se então o local onde incide a ponta da sombra. Unindo as duas marcas, obtemos uma linha que define a direcção Este-Oeste, tal como na figura da esquerda. Uma vez que a vara está exactamente à mesma distância entre as duas marcas, é fácil traçar então a linha da direcção Sul-Norte.

Usando um ramo com ponta bifurcada, uma vara ou ramo e algumas pedras, monta-se um sistema como o da figura à esquerda. As pedras ajudam a segurar a vara. Dependurando da ponta da vara um fio com uma pedra atada na ponta, obtém-se uma espécie de fio-de-prumo que garante assim termos uma linha exactamente vertical, tal como se exige neste método.





segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

ARES SA VZ58 Assault Rifle AEG - Versão curta


Marca: ARES
Código do Produto: VZ-58-S
Hop-Up: Ajustável
Peso: 2,874 kgs
Comprimento: 663 mm
Capacidade: 160 bb's
Potência: 320 fps
Tamanho da Bateria: 7.4v
Modo de Tiro: Semi-automático / Automático

A vz. 58 (modelo 58) é uma espingarda de assalto em 7.62mm construída na Checoslováquia e aceite ao serviço nos fim dos anos 50. Apesar de externamente a vz. 58 lembrar a soviética AK-47, tem um desenho base diferente baseado num pistão de gás de curso-curto. Não partilha peças com as espingardas Kalashnikov, incluindo o carregador.

O melhor na Ares VZ58 AEG é que replica a arma real ao pormenor.

As características que encontra na réplica de airsoft são as que vai encontrar na arma real. Por exemplo, quão rígida é a coronha dobrável, mas uma vez na posição não há virtualmente qualquer oscilação.

O guarda-mato do gatilho curvo é bastante único mas foi propositadamente colocado ali tornando fácil para pessoas dextras usar a sua mão esquerda para recarregar. Pode ser difícil no entanto se usar luvas.

Dispara de uma forma muito similar à série Ares Amoeba M4 significando que usam um sistema interno muito similar. Basicamente, o puxar o gatilho é incrivelmente duro pelo que cada pressão parece leve, significando que pode puxar o gatilho tão rapidamente como consegue premir o botão esquerdo do rato em todo os jogos de tiro. Uma das mais convenientes características é a localização do disco de ajustamento do hop-up. Uma vez que puxe para trás a alavanca de carga, vai verificar que ele está exactamente ali.

Rodando no sentido do relógio aumenta o hop-up e vice-versa.

Existem correntemente duas versões da VZ58. Uma longa e a versão curta. A principal diferença entre ambas é obviamente a diferença de comprimento, mas a versão curta faz mais por isso ao ter a localização da bateria debaixo do fuste enquanto você tem de remover uma data de peças externas para chegar ao compartimento da bateria na versão longa que é no punho dianteiro.

Eles afirmam que AEG's como a versão curta são perfeitas para CQB com a potência de 320 fps. A versão longa é melhor adequada para jogos no campo porque há um salto significativo nos fps em cerca de 80. Usando uma bateria 7.4 Lipo será suficiente porque será rápida, precisa e consistente.


in


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Flash Externo e Acessórios

Os alimentadores aceleram os tempos de reciclagem e
permitem a realização de sessões fotográficas
mais longas.
Existe uma variedade de acessórios para flashes externos, tanto para uso geral, como para fotografia de estúdio.

• Os alimentadores para flash contêm grandes baterias recarregáveis que se ligam ao flash por cabo, e são suficientemente compactos para transportar no cinto. Eles não só possibilitam a realização de sessões fotográficas mais longas, como também reduzem o tempo de reciclagem da carga do flash (o tempo que demora o flash a recarregar para estar pronto para a próxima fotografia). Com um acessório deste tipo, nunca vai falhar uma fotografia por causa da falta de bateria ou porque o flash não reciclou suficientemente depressa. Quando acontece, numa série de fotografias, aparecer uma que é muito mais escura que as outras, quer dizer que foi tirada antes do flash ter tido tempo para recarregar.

Suporte para flash.
• Os suportes para flash, muitas vezes utilizados pelos fotógrafos de casamentos, elevam o flash para que fique mais afastado do eixo da objectiva. Isto não só elimina os olhos vermelhos, como também permite iluminar a cena de um ângulo que produza algumas sombras. Estes suportes são montados na câmara através do encaixe para o tripé. O flash é encaixado numa sapata sem ligações e estas são feitas através de um cabo de sincronia.

• Os reflectores de flash reflectem a luz emitida pelo flash, suavizando-a, porque usam uma maior superfície reflectora. Uma das versões destes reflectores usa aberturas para permitir que alguma da luz seja reflectida pelo tecto, enquanto que o resto é reflectido na direcção do objecto.

Reflectores de flash.
• Os difusores de flash são como caixas de luz translúcidas que espalham a luz do flash, de forma a suavizá-la.

• Os cabos de extensão (mostrados abaixo) permitem ligar o flash à câmara sem ter que o montar na sapata. Isto permite usar o flash a alguma distância da câmara, através do uso de um tripé. O flash integrado na câmara está muito perto do eixo da objectiva, e dispara ao longo desse mesmo eixo. Afastar o flash da objectiva usando um cabo de extensão permite obter efeitos de luz mais interessantes e projectar sombras que mostram a textura e o relevo dos objectos.

Difusor de flash.




quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Soft Shadows e Reflectance Blur


Estes efeitos permitem suavizar as sombras de objetos. No mundo real, quando temos uma sombra sobre uma superfície que não é muito reflexiva, como plástico ou madeira por exemplo, a sombra aparece distorcida. Este recurso permite simular o mesmo efeito dentro dos jogos.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Orientação pelo método da sombra da vara

Este método não oferece uma precisão exacta, devendo ser aplicado ou de manhã ou de tarde. Para a vara, não é necessário que seja uma vara propriamente. De facto, este método permite que seja usado qualquer ramo, direito ou torto, ou até mesmo usar a sombra de um ramo de uma árvore, uma vez que apenas  interessa a sombra da ponta do objecto que estamos a usar.

Assim, começa-se por marcar no chão, com uma pedra, uma estaca ou uma cruz, o local onde está a ponta da sombra da vara. Ao fim de algum tempo, a sombra moveu-se, e voltamos a marcar do mesmo modo a ponta da sombra da vara. Se unirmos as duas marcas, obtemos uma linha que define a direcção Este-Oeste.

O tempo que demora a obter um deslocamento da sombra (bastam alguns centímetros) depende também do comprimento da vara. Assim, uma vara de 1m de comprimento leva cerca de 15 min a proporcionar um deslocamento da sombra suficiente para se aplicar este método.



sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Utilizar um Flash Externo

Uma sapata ou conexão de
sincronização permite a ligação
de uma unidade externa de
flash à câmara.
Imagem cortesia da Olympus.
O flash integrado é muito conveniente, porque o acompanha aonde quer que vá. No entanto, estas unidades de flash não têm muito alcance e é impossível afastá-lo da câmara para eliminar os olhos vermelhos. As imagens captadas com este tipo de flash também costumam ter uma iluminação monótona e sem sombras, que minimiza os volumes e as texturas das superfícies. Para ultrapassar estes problemas é necessário um flash externo.

Ligações de Flashes Externos
Existe mais do que uma maneira de ligar um flash externo a uma câmara:

• Uma sapata para flash (hot shoe) segura um flash externo no topo da câmara e providencia as ligações eléctricas entre o flash e a câmara. Basta deslizar a base do flash para dentro da sapata e apertar uma roda para segurá-lo no seu lugar. Também há cabos de extensão com sapata que permitem montar o segurar o flash longe da objectiva para obter uma iluminação lateral mais dramática, e eliminar os olhos vermelhos. Estes cabos também podem ser utilizados para ligar uma potente unidade de flash de punho.

Flash de punho com controlo
remoto.
• O terminal PC (Prontor-Compur) é usado para ligar luzes de estúdio, usando um conector de rosca para uma ligação segura. Este tipo de ligação também permite ligar uma unidade de flash separada com um cabo de sincronização. Este cabo de sincronização faz a mesma ligação eléctrica que a sapata, mas permite retirar o flash da câmara. Muitas câmaras possuem aquilo que parece ser uma sapata sem ligações eléctricas. A única função destas sapatas é segurar o flash no topo da câmara, enquanto as ligações eléctricas são feitas com um cabo de sincronização ligado a um terminal PC.

Ken Kobre, autor de um texto
best seller sobre fotojornalismo,
desenvolveu o Lightscoop, que
amplia a superfície do flash
integrado, para suavizar a sua
luz.
Cortesia de www.lightscoop.com.
• Ligação sem fios. Se a sua câmara não possuir uma sapata ou outra ligação para flash, tal como acontece com muitas câmaras de bolso, é possível usar uma unidade escrava de flash. Estas unidades têm um sensor que dispara o flash sempre que é disparado o flash integrado da câmara. Como muitas câmaras digitais disparam o flash duas vezes por cada fotografia (o primeiro disparo é usado para determinar o balanço de brancos, e por vezes, o foco), estas unidades escravas estão projectadas para disparar apenas quando acontece o segundo disparo do flash da câmara.

Uma pequena unidade escrava de flash pode ser ligada a uma câmara de bolso, para aumentar o alcance do flash.

Unidades de Flash Dedicadas
Ring-Lite, da Canon desenhado
para fotografia de close-up.
As unidades externas de flash são disponibilizadas por várias fontes diferentes, mas as melhores são as chamadas unidades de flash dedicadas, que são geralmente disponibilizadas apenas pelo fabricante da câmara. O termo “dedicadas” significa que a unidade de flash está projectada para funcionar com um modelo de câmara específico. Apenas o flash dedicado é completamente integrado no sistema de exposição automática da câmara, oferecendo funções adicionais para expandir as capacidades da câmara. As unidades de flash não dedicadas têm que ser normalmente utilizadas em modo manual. Uma das vantagens do flash dedicado é que o sistema de exposição da câmara isola o flash quando é atingida a exposição correcta, tal como acontece com o flash integrado. As unidades de flash que não são projectadas especificamente para o modelo da sua câmara, disparam normalmente a potência máxima, e a exposição tem que ser controlada através dos parâmetros da câmara. Os flashes dedicados também fazem zoom, para cobrir a cena inteira, de forma a acompanhar o zoom ou a troca das objectivas. Assim como ao afastar o zoom, aumenta o ângulo de visão, o flash expande o seu feixe de luz de forma a cobrir toda a área. Ao aproximar o zoom, ou trocar de objectiva para uma distância focal mais longa, o feixe de luz do flash estreita-se, aumentando o seu alcance.

Uma das maiores vantagens de muitas unidades externas, é que permitem rodar a cabeça do flash, para reflectir a sua luz em paredes, tectos, ou reflectores próprios. Isto permite difundir e suavizar a luz, iluminar as sombras e distribuir a luz sobre uma área muito maior. Os objectos de fundo ficam muito mais iluminados do que com o flash directo. A luz reflectida percorre uma distância muito maior, pelo que o alcance do flash é menor. É possível verificar que algumas divisões são demasiado grandes para que o flash reflectido funcione eficientemente, a menos que haja outro objecto grande e claro, que não as paredes ou o tecto, onde reflectir a luz do flash. Usar o flash desta forma também consome mais energia, pelo que o tempo de reciclagem se torna maior.

Flash Anelar
Uma nova variação do flash anelar é o
Twin Lite da Canon, que tem duas
cabeças de flash ajustáveis. Funciona
quase como um estúdio montado
na câmara.
Existem duas importantes razões para usar o flash em fotografia de close-up. Com o uso de um flash, é possível usar aberturas menores para obter uma maior profundidade de campo, e explosões de luz muito curtas, a pequenas distâncias, evitam que a imagem fique tremida devido a movimentos do objecto ou da câmara.

Também é possível reflectir a luz do flash num reflector para iluminar o objecto de outro ângulo, para obter um melhor efeito de luz. Um tipo de flash especial para esta utilização é o flash anelar. Estas unidades de flash, que encaixam em volta da objectiva e disparam um circulo de luz para o objecto, são ideais para fotografia de close-up, nos ramos da medicina, medicina dentária e fotografia de natureza. Como este tipo de flash não produz sombras, é possível determinar o disparo de apenas um dos lados do anel, ou que um dos lados dispare com mais intensidade que o outro, para que sejam formadas sombras que revelem a textura e modelação do objecto. A Canon fabrica o flash Macro Twin Lite, projectado para fotografia de close-up profissional. Existem também outras empresas que fabricam unidades de flash semelhantes a esta. Nestas unidades de flash, as cabeças podem ser rodadas independentemente à volta da objectiva, apontadas separadamente e até mesmo removidas do suporte e montadas fora da câmara.



quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Focal Anti-Aliasing


Este é mais um recurso interessante, consiste em variar o foco da imagem, fazendo o espectador se concentrar no objeto principal. Este efeito é muito usado no cinema e em animações. Usando este recurso é possível desfocar as imagens de fundo enquanto o personagem está próximo e desfocar os objetos mais próximos quando ele está mais distante. Este recurso não é usado automaticamente, mas fica à disposição dos programadores para que o utilizem em seus jogos, nas cenas que acharem conveniente.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto



segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

KSC KTR-03 GBB (System 7 Two)


Marca: KSC
Código do Produto: KSC-4544416127426
Hop-Up: Ajustável
Peso: 3,800 kgs
Comprimento: 900 mm
Capacidade: 40 bb's
Potência: 360 fps
Fonte de Energia: Green Gas / Top Gas
Blowback: Sim
Modo de Tiro: Semi-automático / Automático

A arma real KTR-03 é uma espingarda de assalto AK customizada construída pela Krebs Custom Guns. Baseada no receptor da AK Saiga, é uma versão actualizada da Kalashnikov clássica com algumas características extra.

A versão airsoft tem exactamente as mesmas características com o rail especifico de 3 posições M1913 Picatinny. No topo, pode encontrar uma mira traseira ajustável estilo AR-15/M16 com uma mira dianteira ajustável por elevação. O punho é um M249 SAW estilo punho de pistola com uma coronha  LE de 5 posições. O que temos aqui é uma patetice mas todos sabemos que os patetas são muito inteligentes e este é um desenho muito inteligente.

O tri-rail é suficiente para muitos acessórios e o rail do topo tem espaço suficiente para uma mira telescópica de médio alcance ou uma mira. Ela também tem um botão manual de segurança do lado esquerdo, estilo Galil com uma alavanca selector de segurança estilo AK no lado oposto.

Como muitas armas KSC de gás blow back, o recuo é bastante impressionate e quando dispara em rajada, os 14 disparos por segundo vão de certeza fazer as suas jóias da coroa tremer um pouco. O botão de segurança manual estilo Galil é também o selector de fogo que altamente conveniente para jogadores destros que preferem não tirar a sua mão do punho.

in



sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Controlar a Exposição do Flash

O flash proporciona geralmente
boas exposições, mas se o
sensor for bloqueado, é possível
obter resultados estranhos, tais
como esta sobreexposição
grosseira do objecto principal.
Com uso do flash, por vezes o objecto principal da fotografia fica muito escuro, ou demasiado iluminado, ou o flash de enchimento não proporciona os resultados esperados. Estas situações acontecem por uma variedade de razões. É possível que o objecto esteja demasiado próximo ou afastado da câmara, pode ser demasiado pequeno ou estar demasiado descentrado, ou pode ser muito escuro ou claro contra um fundo com a tonalidade oposta. Como já foi abordado anteriormente, é possível usar a compensação, o bracketing, e o bloqueio para controlar a exposição. Com algumas câmaras é possível ter o mesmo tipo de controlo, quando utilizar o flash.

Ícone típico de compensação
do flash.
Bloqueio da Exposição do Flash
O bloqueio da exposição do flash (FE-L – Flash Exposure Lock) funciona de uma forma muito semelhante ao bloqueio da exposição automática (AE Lock). Quando escolhe esta opção e pressiona o botão do obturador, é disparado um “pré-flash” e o sistema de exposição lê e armazena temporariamente os valores da exposição do flash. Depois é possível recompor a cena, realizar ajustes de exposição ou foco, e então tirar a fotografia, usando os valores armazenados. O bloqueio da exposição do flash é extremamente útil quando o objecto principal da cena está descentrado no enquadramento. Também torna possível a eliminação de potenciais erros de exposição causados por reflexos indesejados de superfícies altamente reflectoras, tais como espelhos ou janelas.

As cinco fotografias foram tiradas com flash. A diferença de exposição do flash é de 1 valor de exposição entre cada uma delas.
Compensação da Exposição do Flash
Se o objecto fotografado com flash fica demasiado escuro ou iluminado, é possível usar a compensação da exposição do flash. Este modo funciona exactamente da mesma forma que a compensação da exposição, ajustando a potência do flash, sem alterações na abertura do diafragma ou no tempo de exposição. Esta é uma forma ideal de equilibrar a luz do flash e a luz natural ao usar o flash de enchimento, e de expor correctamente cenas ou objectos que são mais escuros ou claros que o normal. A função de compensação da exposição permite geralmente a variação das exposições do flash em mais ou menos 2 stops, em incrementos de 1/3 de stop.

Compensação da Exposição e do Flash
Também é possível utilizar a compensação da exposição do flash em conjunto com a compensação de exposição da câmara. A compensação da exposição da câmara ilumina ou escurece o plano de fundo, que é iluminado com luz natural, e a compensação da exposição do flash ilumina ou escurece o objecto iluminado pelo flash. Esta é uma combinação eficaz de controlos de exposição que lhe permite captar imagens exactamente como pretende.

Na imagem da esquerda, foi usado o flash para fotografar a flor. Na direita, o valor de compensação da exposição foi ajustado para -2, para escurecer o plano de fundo.
É possível utilizar um
flashmeter para
verificar os valores de
exposição com o uso
de flash.
Cortesia da Sekonic.
Bracketing da Exposição do Flash
O bracketing da exposição do flash (Flash Exposure Bracketing - FEB) é uma forma de compensação automática da exposição do flash. Este modo capta uma série de imagens com flash, com valores ligeiramente diferentes, acima e abaixo da exposição recomendada pelo sistema de exposição automática. A potência do flash altera-se em cada imagem, enquanto o nível de exposição do plano de fundo permanece o mesmo.

Sincronização de Alta-Velocidade
Numa câmara com obturador de plano focal, é possível utilizar tempos de exposição mais curtos que a velocidade de sincronização do flash, se o flash usado tiver uma função chamada sincronização de alta velocidade (Também chamada de sincronização de plano focal). Este modo é capaz de expor totalmente uma imagem, porque o flash dispara repetidamente, ao mesmo tempo que a abertura das cortinas do obturador se vai deslocando ao longo do sensor de imagem. A única desvantagem deste modo é que a intensidade do flash é reduzida, e por isso o objecto não pode estar tão afastado, como poderia com um disparo normal. Quanto mais curto for o tempo de exposição, mais próximo o objecto tem que estar.

Como esta função torna possível o uso de flash em tempos de exposição muito curtos, ela aumenta as oportunidades da utilização do flash em exteriores, com luz natural muito intensa.

O flash estroboscópico imobilizou
repetidamente o movimento da
cabeça do pássaro do brinquedo
Aqui são apresentadas algumas situações em que esta função é útil.
  • Imobilizar uma acção, usando um tempo de obturação mais curto, ou obter um plano de fundo desfocado, utilizando uma abertura de diafragma maior.
  • Captar os reflexos do flash, que fazem brilhar os olhos do modelo de um retrato. (catchlights)
  • Iluminar as sombras da imagem.
Flash Estroboscópico
A função de flash estroboscópico dispara o flash várias vezes a alta velocidade, para capturar múltiplas imagens do mesmo objecto, na mesma fotografia. Existem vários exemplos deste tipo de utilização do flash em fotografia de desporto, o que torna possível demonstrar ou analisar a oscilação de um taco ou bastão, por exemplo.



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Spatial Anti-Aliasing


O T-Buffer, inclui também o recurso de FSAA que comentei anteriormente. Em teoria, a vantagem das Voodoo 5 sobre outras placas neste quesito seria o fato do efeito ser aplicado “via hardware”, enquanto nas placas da Nvidia e ATI os efeitos são aplicados “via software”. À primeira vista, isso parece fazer uma grande diferença, mas na prática isso não passa de marketing, já que de qualquer forma a placa terá que renderizar mais pontos e perder desempenho. Se os comandos são dados pelo driver de vídeo (ou seja, “via software”), ou algum componente da placa (“via hardware”), a perda de desempenho e os resultados são os mesmos, tornando a diferença quase nula. No final, o que vale mesmo é a potência da placa.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto



terça-feira, 28 de novembro de 2017

A Migração das Aves


O fenómeno da migração das aves, é um dos fenómenos mais fascinantes e simultâneamente menos compreendidos da natureza. Há 4.000 anos os egípcios, registaram pela primeira vez, este fenómeno nas suas pinturas murais. O filósofo grego Aristóteles (séc.III a.c.) estava convencido que as andorinhas hibernavam na lama, e que em Outubro os Rabirruivos se transformavam em Piscos. Hoje em dia, com o auxílio das tecnologias disponíveis sobretudo o radar e os registos dos postos de anilhagem, sabemos que não é assim. No entanto, à medida que a ciência faz novas descobertas, mais e mais questões se levantam, para as quais poderá nunca haver resposta satisfatória. Pensa-se que na Europa as migrações surgiram no fim da última época glaciar, quando vastas áreas de gelos se fundiram, pondo a descoberto novos habitats capazes de proporcionar alimento às aves nidificantes. Apesar de serem relativamente frágeis e vulneráveis, numerosas espécies de aves continuam a fazer todos os anos longas viagens, voando horas e mesmo dias consecutivos sem parar. A Gaivina Ártica (Sterna paradisea) é a campeã de todas as migradoras. Esta espécie percorre cerca de 18 mil km desde a sua área de nidificação no Ártico até à zona de invernada no Antártico, para alguns meses depois fazer todo o caminho de volta, percorrendo num ano cerca de 36 mil km.

Parece evidente que um dos factores relacionados com a migração das aves, é o da abundância ou escassez de alimento. Em muitas regiões do globo, a sua alimentação escasseia durante certas épocas do ano. A maioria das aves morreria se permanecesse nestes locais. É a situação verificada nas regiões com invernos muito rigorosos. Durante esta época, as aves migram para regiões mais amenas com maior abundância alimentar, retornando na Primavera quando, o clima e os recursos alimentares lhes são de novo favoráveis. Por sua vez, as espécies não migradoras são espécies capazes de sobreviver com os recursos alimentares disponíveis nesta época. Com a descida acentuada das temperaturas no Inverno, os insectos escasseiam; é por esta razão que a maioria das aves insectívoras migram.

A migração é uma deslocação regular entre habitats, e não deve ser confundida com divagações, deslocações ocasionais e movimentos dispersivos. A migração é um fenómeno intencional e voluntário, uma viagem de certa envergadura e duração. Tem carácter periódico, dado tratar-se de uma viagem de ida e volta que se repete de forma sazonal e implica locais geográficos bem definidos. O movimento migratório envolve toda a população de uma espécie, e não só uns tantos indivíduos. Os lugares de origem e destino são antagónicos do ponto de vista ecológico.

A vida de uma espécie obrigada a deslocar-se sazonalmente está dividida em
quarto períodos, dois sedentários e outros dois dinâmicos, em trânsito entre habitats, que se sucedem alternadamente. Durante a Primavera o indivíduo está ligado à área de criação, onde encontra condições ideais para se reproduzir. Nos finais do Verão inicia a chamada “migração pós-nupcial”, que o conduz à área onde passará o Inverno. Neste lugar permanece para mal se anuncie a aproximação da Primavera empreender a viagem de regresso. É o que se chama a “migração pré-nupcial”.

Os factores que, num dado momento, desencadeiam a migração das aves, não são de fácil explicação. Muitas das espécies das aves do hemisfério norte começam a sua migração em direcção ao sul, quando ainda existem recursos alimentares mais do que suficientes para a sua sobrevivência. Estas aves não têm maneira de saber que passado algumas semanas a temperatura vai descer e que o alimento vai escassear. O momento do início da migração é provavelmente regulado pelo seu sistema glândular. As glândulas produzem substâncias químicas, as hormonas. Está se em crer que são as variações na produção das hormonas que estimulam a migração das aves. À medida que os dias se tornam mais pequenos, surgem variações na produção de hormonas. Como consequência as aves começam a preparar o seu voo migratório. Contudo esta variação hormonal não explica por exemplo, porque é que diferentes espécies localizadas na mesma região começam a sua migração antes de outras, ou ainda, porque é que aves da mesma espécie não começam a sua migração ao mesmo tempo. Assim o inicio da época da migração não parece depender exclusivamente da duração dos dias, mas também de outros factores como do factor climatérico e da quantidade de alimento disponível.

Na região Paleártica, que inclui a Europa e a metade setentrional de África, as
vias migratórias entre as áreas de criação e os locais tropicais onde passam o Inverno encontram-se obstaculizadas pela presença de mares, desertos e cordilheiras que ocorrem em sentido perpendicular aos das deslocações. Enquanto as aves seguem um rumo norte-sul e vice-versa, os Alpes, os Pirenéus, o sistema central da Península Ibérica, o mar Mediterrâneo, a cordilheira do Atlas e o deserto do Sara são obstáculos que seguem uma trajectória leste-oeste aproximada. Se bem que muitas aves estejam aptas para atravessar o Mediterrâneo em qualquer ponto, os fluxos migratórios concentram-se nos principais estreitos: Gibraltar, Sicília, Bósforo e Península Arábica. Existem no entanto muitas aves que evitam fazer amplos percursos, e se detêm em locais favoráveis das regiões temperadas. É isso que acontece na Península Ibérica, que recebe uma importante população de aves invernantes procedentes do Norte da Europa.

As diferentes espécies possuem diferentes estratégias de empreenderem as suas viagens migratórias. Assim as migradoras podem ser nocturnas, como é o caso de muitas espécies de insectívoras, que se alimentam de dia e utilizam a noite para viajar. Exemplo disso são os tordos e as felosas, migradoras de grande distância, que nidificam nos países nórdicos e passam o inverno a sul do equador. Estas aves iniciam o seu vôo migratório pouco depois do sol-posto, utilizando as horas do dia para comer e repousar. As migradoras podem também ser diurnas, como ocorre com as grandes aves planadoras, que necessitam de se apoiar nas correntes térmicas provocadas pela insolação do solo para se deslocarem. No entanto aves de dimensões mais reduzidas como as andorinhas e os andorinhões, são também migradoras diurnas, com a particularidade de serem capazes de se alimentarem em pleno voo.

As diferentes espécies divergem também no modo como se deslocam ao longo do seu trajecto migratório. As migrantes de frente ampla, empreendem os seus trajectos livremente, ultrapassando deste modo, os obstáculos que lhes surgem pelo caminho. A este grupo pertencem os passeriformes, e a maioria das migradoras nocturnas. As migrantes de frente estreita, que constituem uma minoria, são as que tendem a concentrar-se em determinados pontos do seu percurso migratório. O exemplo clássico deste tipo de aves é a Cegonha branca (e também das grandes rapinas) que evitam as grandes massas de água, onde não se produzem as correntes térmicas de que necessitam para planar. É esta razão, que leva a que todos anos se assista a uma enorme concentração de cegonhas no Estreito de Gibraltar, que simplesmente aguardam o momento climático e a direcção do vento mais favorável, para fazer a passagem entre a Europa e a África.

Outro dos factores mais intrigantes no fenómeno da migração é o do sistema de navegação e orientação das aves. E isto porque se conhece muito pouco acerca do seu sistema sensorial. Ao que parece as aves não só utilizam o sol e as estrelas, ou o campo magnético terrestre, como referência de navegação, mas também os acidentes de terreno, os sistemas hidrológicos e montanhosos, as linhas costeiras continentais, os maciços florestais, as manchas de água, a direcção dos ventos dominantes e as massas de ar com diferentes graus de humidade e temperatura. A maior parte das pequenas migradoras não ultrapassa os 30 a 35 Km/hora, quando não há vento, embora muitas tirem partido dos ventos favoráveis. Enquanto as cegonhas mantém facilmente velocidades de 55 Km/hora.

A migração contêm os seus riscos e o seu preço. Evidentemente que os benefícios da migração ultrapassam os seus custos, incrementando o sucesso reprodutivo das espécies, nas zonas temperadas ricas em alimento. Uma grande percentagem de aves morre durante o período migratório. Predadores, más condições climatéricas, a caça, atropelamentos e colisão com edifícios, são algumas das causas apontadas para este facto. No entanto, a causa responsável por mais mortes durante o trajecto migratório das aves, é a degradação e desaparecimento das zonas transitórias de alimentação e recuperação de energia (stopovers). Estes habitats, onde as aves param em média 1 a 5 dias para recuperar energia, e restabelecer as suas reservas de gordura, são essenciais para o sucesso migratório.

A Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, quer pela sua situação geográfica, quer pelas suas características ecológicas, desempenha um importante papel não só, como habitat residencial de algumas espécies, mas também como habitat temporário das espécies em trânsito. A pureza das suas águas, férteis em peixe, assim como a vegetação envolvente, proporcionam o habitat temporário ideal, para as aves em deslocação migratória na região.