sexta-feira, 13 de junho de 2014

Controlos de Exposição – Porquê tantas opções?

A maioria das câmaras digitais permitem-lhe definir a velocidade do obturador e a velocidade para uma gama de diferentes parâmetros. Uma vez que só é necessária uma única combinação desses parâmetros, porque haverá tantas opções disponíveis? Isso acontece, porque elas lhe dão controlo criativo. Seleccionando a combinação certa pode tornar o fundo de um retrato nítido ou desfocado, bem como congelar ou arrastar o movimento numa cena.

Uma abertura pequena aumenta a profundidade de campo, de forma a que o primeiro plano e o fundo fiquem nítidos (em cima) e uma abertura grande diminui a profundidade de campo tornando o primeiro plano e o fundo desfocados (em baixo).





Neste livro e nas suas animações, o diafragma é
representado por estes ícones realistas, com
uma pequena abertura (à esquerda) e uma
grande (à direita).



Neste livro e nas suas animações, as velocidades
do obturador estão representadas por estes
ícones simbólicos, com um disparo mais lento
(à esquerda) e um mais rápido (à direita). O
recorte da figura em forma de “tarte fatiada”
indica o percurso necessário a um ponteiro
dos segundos imaginário.


Uma velocidade do obturador mais rápida congelou o
movimento giratório das lâminas do moinho de vento
(à direita) e uma mais lenta arrastou o as mesmas
(á esquerda).

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Partições

Até agora, vimos que existem vários sistemas de arquivos, e que geralmente os sistemas operativos são compatíveis com apenas um ou no máximo dois sistemas diferentes. Como então instalar o Windows 95 e o Windows NT ou mesmo o Windows 98 e o Linux no mesmo disco rígido?

Para resolver este impasse, podemos dividir o disco rígido em unidades menores, chamadas de partições, cada uma passando a ser propriedade de um sistema operativo. Poderíamos então dividir o disco em 2 partições, uma em FAT 16 (para o Windows 95) e uma em NTFS (para o Windows NT), poderíamos até mesmo criar mais uma partição em HPFS e instalar também OS/2.

Do ponto de vista do sistema operativo, cada partição é uma unidade separada, quase como se houvessem dois ou três discos rígidos instalados na máquina.

Cada partição possui seu próprio directório raiz e sua própria FAT. As informações sobre o número de partições, a sua localização no disco, e o espaço ocupado por cada uma, são armazenadas na tabela de partição, que compartilha o primeiro sector do disco com o sector de boot.

Antes de formatar o disco rígido, é necessário particioná-lo. O mais comum (e também o mais simples) é estabelecer uma única partição englobando todo o disco, mas dividir o disco em duas ou mais partições traz várias vantagens, como a possibilidade de instalar vários sistemas operativos no mesmo disco, permitir uma melhor organização dos dados gravados e diminuir o espaço desperdiçado (slack), já que com partições pequenas, os clusters também serão menores (desde que seja utilizada FAT 16 ou 32, claro).
Para dividir o disco em duas ou mais partições, sejam duas partições com o mesmo sistema de arquivos, ou cada uma utilizando um sistema de arquivo diferente, você precisará apenas de um programa formatador que suporte os formatos de arquivo a serem usados. Um bom exemplo é o Partition Magic da Power Quest (www.powerquest.com) que suporta praticamente todos os sistemas de arquivos existentes. Outros programas, como o Fdisk do Windows ou o Linux Fdisk, possuem recursos mais limitados. Usando o Fdisk do Windows 98 poderá criar partições em FAT 16 ou FAT 32, e usando o Linux Fdisk é possível criar partições em FAT 16 e EXT2.

Caso pretenda instalar vários sistemas operativos no mesmo disco, precisará também de um gestor de boot (Boot Manager), que é um pequeno programa instalado no sector de boot ou na primeira partição do disco, que permite inicializar qualquer um dos sistemas operacionais instalados.

Durante o boot, o gestor mostrar-lhe-á uma lista com os sistemas instalados e lhe perguntará qual deseja inicializar. Se, por exemplo, tiver o Windows 98 e o Windows NT instalados na mesma máquina, carregar o Windows NT e, de repente precisar fazer algo no Windows 98, bastará reinicializar a máquina e carregar o Windows 98, podendo voltar para o NT a qualquer momento, simplesmente reinicializando o computador.


Existem vários gestores de Boot. O Windows NT e o Windows 2000 por exemplo, possuem um gestor simples, que suporta apenas o uso simultâneo do Windows 95/98 e do Windows NT/2000. O Linux traz o Lilo, que já possui mais recursos, apesar de ser mais difícil de configurar.

Existem também gestores de boot comerciais. O Partition Magic, por exemplo, acompanha um Boot Manager com recursos interessantes.

Outra coisa a considerar ao se dividir o disco em várias partições, é a velocidade de acesso aos dados. Como o disco rígido gira a uma velocidade fixa, o acesso às trilhas mais externas, que são mais extensas, é muito mais rápido do que às trilhas internas, que são mais curtas. Na prática, a velocidade de acesso à primeira trilha do disco (a mais externa) é cerca de duas vezes mais rápido que o acesso à última.

Como as partições são criadas sequencialmente, a partir do início do disco, o acesso à primeira partição será sempre bem mais rápido do que o acesso à segunda ou terceira partição. Por isso, prefira instalar na primeira partição o sistema operativo que você utilizará com mais frequência.

Também é válido dividir o disco em duas partições, deixando a primeira para programas e a segunda para arquivos em geral.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Aplicações para a Vara do Escuteiro

1- Unidas entre si pelas mãos dos
escuteiros e conservadas
horizontalmente, servem para
fazer uma barreira;

2- Usada como vara de
saltos serve para atravessar
cursos de água;

3- Pode servir para puxar
alguém que caiu a um rio ou
poço;

4- Colocada aos ombros de dois escuteiros
serve para transportar qualquer coisa,
dividindo o peso pelos dois;

5 - Com uma peça de roupa
atada e agitando-se no ar serve
para chamar a atenção ao
longe;

6- Quando alguém se
magoa num tornozelo,
serve como muleta;

7- Colocadas em forma de
tripeça, para sustentar uma
bacia, dão um bom lavatório de
campo;

8- Em tripé, podem
sustentar uma panela ao
lume, ou uma lanterna;

9- Serve de estendal para roupa a secar,
colocada entre os ramos de uma árvore
ou arbusto;




terça-feira, 10 de junho de 2014

Pelagodroma marina, Calcamar, Paínho-de-ventre-branco

Taxonomia
Aves, Procellariformes, Hydrobatidae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante.

Classificação
VULNERÁVEL -– VU (D2)
Fundamentação: Espécie que apresenta uma área de ocupação reduzida (inferior a 20 km2), encontrando-se num número restrito de localizações.

Distribuição
A distribuição mundial desta espécie inclui os Oceanos Atlântico e Índico, bem como a parte Sul do Pacífico.

As Ilhas Selvagens (Selvagem Grande, Selvagem Pequena e Ilhéu de Fora) são o único local do Arquipélago da Madeira onde ocorre, representando o extremo norte da distribuição mundial desta espécie. Neste Arquipélago e no Arquipélago Canário ocorre a subespécie endémica da Macaronésia, P.m. hypoleuca. Em Cabo Verde ocorre outra subespécie que é P.m. eadesi.

População
A sua população está estimada como sendo superior a 36.000 (Campos & Granadeiro 1999) e a 25.000 casais (Oliveira et al. dados não publicados), respectivamente para a Selvagem Grande e Selvagem Pequena. Estes núcleos constituem a quase totalidade da população europeia desta espécie.

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada Vulnerável (BirdLife International 2004).

Habitat
Ave marinha que nidifica em buracos profundos e extensos escavados em solos arenosas.

Factores de Ameaça
Esta ave apesar de não ter sido alvo de uma predação humana dirigida, era seguramente afectada pelo pisoteio das suas áreas de nidificação. Os ninhos, escavados em solos arenosos, são muito frágeis e facilmente colapsam sufocando as aves. Um trabalho de campo efectuado na Selvagem Grande em 1995 e 1996 (Campos & Granadeiro 1999) identificou a predação por murganhos como a causa de cerca de 25% do insucesso reprodutor da espécie.

Medidas de Conservação
As áreas de nidificação da espécie estão incluídas em zonas com o estatuto de Reserva Integral sob a gestão do Serviço do Parque Natural da Madeira, pelo que a ameaça relativa ao pisoteio está absolutamente controlada. Em 2002 foi levado a cabo um projecto com o objectivo de criar as condições para a recuperação dos habitats terrestres da Selvagem Grande, que passou, entre outras medidas, pela erradicação dos murganhos, o que veio obviar os efeitos negativos que esta espécie causava.

in Livro Vermelho dos Vertebrados

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Marushin X Cartridge Super Redhawk 9.5 Inch HW (Black) 6mm


Marca: Marushin
Código do Produto: MRUS-047860
Hop-Up: Ajustável
Peso: 890 grs
Comprimento: 385 mm
Capacidade: 6 bb's
Potência: 320 fps
Fonte de Energia: Green Gas
Blowback: Não
Modo de Tiro: semi-automático

A Ruger Super Redhawk é uma linha de revólveres que começou em 1987 mas continua nos dias de hoje com novas variantes e revisões de desenhos. O objectivo de desenho de revólver era utilizar calibres maiores e mais potentes, incluindo o .44 Magnum, .454 Casull e .480 Ruger.

A série Marushin X Cartridge carrega seis cápsulas em tamanho real no tambor; cada cápsula tem um única BB de 6mm. O reservatório de gás na arma é carregado através de uma válvula standard no fundo do punho; leva gás suficiente para disparar todos os 6 tiros, cada um atingindo perto de 320 fps tornando muito potente.

Uma BB de 6mm a 320 fps com uma massa aproximada de 0.2grs tem perto de 1.1 joules.

O punho em tamanho normal permite uma utilização confortável desta arma de armação grande, o seu desenho mostra as características de um desenho reforçado. A mira traseira, metálica, ajustável e o ponto de mira frontal vermelho também tornam bastante fácil apontar a um alvo. Uma arma com este aspecto e potência está claramente marcando uma posição; você transporte e usa uma mais pelo impacto psicológico do como arma; claramente uma arma para Marshalls do jogo ou líderes de equipa se existirem.


in


sábado, 7 de junho de 2014

Reencontro de amigos

Hoje, dia 07 de Junho de 2014, realizou-se em Setúbal um "Reencontro de amigos", basicamente um grupo de alunos e ex-alunos da Universidade Aberta que se reencontraram para recordar os muitos momentos em comum passados numa Universidade onde apesar de não existir ensino presencial o relacionamento pessoal também marca a sua presença.



sexta-feira, 6 de junho de 2014

Controlos de Exposição – O Obturador e a Abertura

Não são apenas as câmaras
mais antigas que utilizam as
chamadas lâminas/placas de
abertura (waterhouse stops).
A Lensbaby, uma “objectiva
de foco selectivo para
câmaras reflex”, vem com
quatro lâminas de abertura
que pode inserir na objectiva.
Os controlos de exposição mais importantes numa câmara são a velocidade do obturador e a abertura do diafragma, porque ambos influem sobre a quantidade total de luz que atinge o sensor de imagem. No entanto, eles não se limitam a controlar a exposição. Como verá, eles podem também ser controlos criativos.

• O obturador abre no início de uma exposição e fecha quando ela termina. As definições da velocidade do obturador determinam o tempo que o obturador permanece aberto para expor o sensor de imagem.
 
• A abertura do diafragma é o orifício por onde a luz entra na câmara. O seu diâmetro pode ser alterado para controlar a quantidade de luz que chega até ao sensor de imagem.
 
Se deixar de parte as tecnologias modernas e der uma vista de olhos às câmaras mais antigas, vai encontrar os mesmos controlos em versões mais simples e, quem sabe, até mais fáceis de entender.

Nos primórdios da fotografia, inseria-se uma lâmina/placa (chamada waterhouse stop) numa ranhura da objectiva. A escolha de uma abertura correspondia á escolha de um número/ f actualmente. A tampa da objectiva era removida e colocada novamente para iniciar e terminar a exposição – esta era uma versão primitiva do obturador. Esta câmara clássica está rodeada por aberturas (waterhouse stops) e encostada a ela está a tampa da objectiva (obturador).
Uma menor quantidade de luz cria uma imagem mais escura (à esquema) e uma maior quantidade uma imagem mais clara (à direita).

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sectores Defeituosos

Um dos problemas que mais aterroriza os utilizadores é o aparecimento de sectores defeituosos. Esta também é a fonte de inúmeras lendas, “Se aparecer um sector defeituoso é melhor deitar fora o disco rígido e comprar outro”, “se você fizer uma formatação física, os sectores defeituosos desaparecem".

Mas não é bem por aí; sectores defeituosos, ou simplesmente bad clusters, são erros físicos nos discos magnéticos, falhas na superfície de gravação que podem surgir devido a picos de tensão ou devido ao envelhecimento do equipamento.

No primeiro caso, não há motivo para desespero, pois quando a cabeça de leitura do disco rígido está lendo um sector e subitamente a energia é cortada, pode ser que o sector acabe sendo danificado, neste caso basta marcar o sector usando o scandisk e continuar usando normalmente o disco. A menos que hajam novos picos de tensão, dificilmente novos sectores defeituosos surgirão. Por exemplo, tenho um disco rígido de 2.6, com dois bads que surgiram pouco tempo depois de comprá-lo, após alguns picos de tensão (realmente a eletricidade aqui onde moro é precária) mas, depois de comprar um no-break, continuei usando o disco sem mais nenhum problema, antes com disco principal, e actualmente como slave do primeiro disco, sem que novos bads aparecessem.

O segundo cenário, que normalmente ocorre com HDs com mais de 2 ou 3 anos de uso, é bem mais grave. Com o passar do tempo, e após sucessivas leituras, a superfície magnética dos discos começa a deteriorar-se, fazendo com que novos sectores defeituosos apareçam periodicamente.

Para que um sector seja marcado como defeituoso, não é preciso que o sector falhe sempre, apenas que falhe durante o teste do scandisk. Por isso é que em discos rígidos muito velhos, é comum serem marcados novos sectores defeituosos a cada vez que o exame de superfície é feito. Neste caso, não é aconselhável continuar usando o disco rígido, pelo menos para guardar dados importantes.


Mas, mesmo para estes discos rígidos condenados, às vezes existe uma solução. É comum a maioria dos sectores aparecerem mais ou menos agrupados, englobando uma área relativamente pequena do disco. Usando o scandisk do MS-DOS, basta ver o mapa do disco, onde os “B” representam os clusters defeituosos. Se houverem muitos bad clusters em áreas próximas, você pode reparticionar o disco, isolando a área com problemas. Se por exemplo você perceber que a maioria dos defeitos se encontra nos últimos 20% do disco, basta abrir o FDISK, apagar a partição actual e criar uma nova, englobando apenas 80% do disco. Neste caso perdemos alguma área útil, mas pelo menos podemos continuar usando o disco com mais segurança.

Praticamente todos os discos rígidos modernos possuem uma pequena área reservada no final do disco, que não é usada para gravar dados, mas sim para substituir setores defeituosos. Neste caso, ao utilizar o programa adequado, o endereço dos clusters com defeito é alterado, e passa a apontar para um dos sectores da área reservada. O cluster defeituoso deixa de ser visto, passando a ser usado seu “substituto”. Esta mudança é feita diretamente nos endereços físicos dos sectores e é completamente transparente ao sistema operativo.

Na verdade, a maioria dos discos rígidos novos saem de fábrica já com alguns sectores defeituosos, que representam mínimas imperfeições na superfície magnética do disco. Porém, antes dos discos rígidos saírem da fábrica, os endereços dos clusters com defeito são alterados, apontando para outros da área reservada, de modo que o disco rígido pareça imaculado.


Este ajuste não pode ser feito pelo Scandisk, NDD, ou outros programas de diagnóstico, é preciso usar o formatador do próprio fabricante. Quando se compra um disco rígido na caixa, em versão retail, o formatador vem gravado num disquete. Porém, como aqui no Brasil quase tudo entra via descaminho e é vendido embrulhado em plástico bolha, dificilmente recebemos os disquetes. Mas, de qualquer forma, os fabricantes disponibilizam estes programas gratuitamente pela Internet. Os endereços dos principais fabricantes são:
A maioria destes programas são feitos pela Ontrack e licenciados para os fabricantes. Na maioria das vezes temos apenas programas castrados, que funcionam apenas nos discos de um determinado fabricante. Porém, a Ontrack comercializa um programa chamado Ontrack Disk Manager (ou Disk Go!) que funciona com praticamente qualquer disco. Este programa é uma chave mestra que substitui a colecção de programas fornecidos pelos fabricantes, mas custa 60 dólares. Mais informações podem ser encontradas em http://www.ontrack.com.

in Manual de Hardware Completo
de Carlos E Marimoto


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Código Internacional Morse


Algumas abreviaturas
 
C – esta letra significa: «a sua repetição está certa».

G – «acuse a recepção repetindo»

R – «mensagem recebida»

T – a letra "T" é usada para indicar a recepção de cada uma das palavras do texto.

W – «estou impossibilitado de ler a sua transmissão em virtude de a luz não estar em condições ou mal apontada»

EEEEEE etc. – sinal de anulação ou erro.

TTTTTT etc. – sinal de reconhecimento.

UD – sinal de repetição. Emprega-se para obter a repetição de parte ou a totalidade da mensagem.

AR – fim de comunicação.



terça-feira, 3 de junho de 2014

Pernis apivorus, Bútio-vespeiro, Falcão-abelheiro

Taxonomia
Aves, Accipitriformes, Accipitridae.

Tipo de ocorrência
Estival nidificante.

Classificação
VULNERÁVEL -– VU (D1)
Fundamentação: Espécie com população reduzida (inferior a 1.000 indivíduos maturos).

Distribuição
A sua área de nidificação estende-se por grande parte da Europa, excepto no extremo norte e  fora do Paleárctico Ocidental vai até ao Irão e para além dos Urais (Cramp 1998).

Inverna nas regiões central e ocidental da África Equatorial (Cramp 1998).

A distribuição em Portugal continental é bastante alargada, acompanhando na metade Sul a distribuição do sobreiro Quercus suber e no Centro interior e no Norte a distribuição dos carvalhos negral Q. pyrenaica e alvarinho Q. robur (Pimenta & Santarém 1996, Silva 1998, Onofre & Palma 1986, Palma et al. 1999a).

População
Tal como acontece para a maioria das aves de rapina florestais não existem estimativas populacionais precisas desta espécie. A única existente é de Palma et al. (1999a), que estimaram a população portuguesa em 100-150 casais, com uma tendência provavelmente estável. De acordo com a informação resultante dos trabalhos do Novo Atlas (ICN dados não publicados), e considerando que a sua distribuição no país será certamente mais contínua do que esses dados indicam, fruto quer do seu comportamento pouco conspícuo, quer do período tardio e curto em que por cá permanece, assume-se que a população nacional estará compreendida entre 250 e 1.000 indivíduos maturos.

Em termos de estatuto de ameaça a nível da Europa, a espécie é considerada como Não ameaçada, provisoriamente (BirdLife International 2004).

Habitat
O habitat da espécie no Sul do país é constituído por montados de sobro relativamente densos, onde nidifica, e por montados mais ou menos abertos, clareiras, várzeas e vales agrícolas, com culturas arvenses, pastagens, pousios e matos baixos, onde procura alimento (Onofre & Palma 1986, Onofre N dados não publicados). No Centro e Norte, o habitat típico é constituído por bosques de carvalhos ou sobreirais, por vezes também manchas de pinhal Pinus spp. e eucaliptal Eucalyptus spp., intercalados por várzeas, terrenos agrícolas, lameiros, matos e pastagens de altitude (Pimenta & Santarém 1996, Silva 1998, Palma et al. 1999a, Onofre N dados não publicados).

Factores de Ameaça
Há semelhança do que acontece em Espanha (cf. Prieta 2003), não existe informação suficiente que permita indicar ameaças sérias à espécie no nosso país. Os incêndios nas regiões Centro e Norte e as alterações na agricultura tradicional, em particular no Sul, e o aumento da carga de pastoreio por parte de bovinos, poderão ser factores que afectem a sua conservação.

As alterações climáticas poderão ser um factor de ameaça a longo prazo, visto Portugal estar situado no extremo sudoeste da sua área de distribuição e a espécie parecer evitar ou não ocorrer em zonas de clima mediterrânico de maior xericidade.

Embora sejam conhecidos casos de roubo de ninhos, nomeadamente de crias, durante as operações de descortiçamento ou resinagem (Onofre & Palma 1986; Onofre N dados não publicados), estas acções ilegais também não parecem fazer perigar a população.

O mesmo se poderá dizer do abate a tiro, sendo muito raros os casos de espécimes embalsamados expostos a público.

Em Portugal desconhece-se o efeitos dos pesticidas nesta espécie, pois é muito insuficiente a informação sobre indicadores de contaminação, sucesso reprodutivo e preferências de habitat de caça da população portuguesa de P. apivorus.

Medidas de Conservação
As medidas para esta espécie prendem-se com a conservação do habitat, que no caso do montado de sobro e, aparentemente, das áreas de carvalho-negral parece garantida no médio-longo prazo.

As medidas de apoio aos sistemas de agricultura e ovinicultura tradicionais (através da generalização do recurso a Medidas Agro-Ambientais), o reordenamento da floresta portuguesa de modo a promover espaços florestais diversificados (tanto ao nível dos cobertos arbóreos como de outros), e a prevenir a ocorrência dos grandes incêndios florestais são certamente favoráveis à conservação do bútio-vespeiro em Portugal. Adicionalmente, o Manual de Boas Práticas Florestais deve incluir medidas com vista à conservação das aves de rapina, para além de outros valores naturais, em particular relativamente às espécies com estatuto de ameaça.
 
À semelhança das restantes espécies de rapinas florestais, é desejável a realização de campanhas de sensibilização viradas para as populações rurais (e.g. caçadores, guardas e gestores de caça, trabalhadores e proprietários agrícolas).

Importa também a realização de estudos sobre a biologia e ecologia da espécie, nomeadamente sucesso reprodutivo, utilização de habitat e toxicidade e bio-acumulação, bem como de censos periódicos e programas de monitorização.
 
Notas
Esta espécie surge também em Portugal continental como migradora de passagem, cuja migração é aliás bem notória no Outono, na zona do Cabo de S. Vicente e Ponta de Sagres, onde chegam a ser observadas largas dezenas de indivíduos, principalmente juvenis (Tomé et al. 1998).

in Livro Vermelho dos Vertebrados